Notas iniciais
Queremos imensamente agradecer a todos pelos comentários. Muito obrigada!!

Mark explicou para os homens que ao saírem do restaurante, ele viu a aproximação de 03 homens junto ao seu carro, mas antes de qualquer reação, foi dominado e perdeu a consciência, tendo acordado já ali na cama com Sara.

Grissom permanece parado na porta, o olhar cravado em Mark ainda atordoado na cama. Mas Grissom não recua — pelo contrário, avança mais alguns passos, o orgulho ferido falando mais alto que a razão.

GG (sarcástico, mordaz): Cômodo, né? Acordou peladão ao lado dela e agora finge que não sabe o que aconteceu? Tô vendo! Devem ter bebido muito curtindo a noite, e aí, puf! Pararam aqui como quem cai de paraquedas...

Mark se levanta, se enrolando em um lençol, com o rosto vermelho, a paciência estourando. Brass se aproxima tentando acalmar os ânimos, mas o estopim já tinha sido aceso. E dessa vez, Mark não se cala.

MH (duro, encarando Grissom):Grissom, se for pra continuar sendo um tremendo babaca, faz um favor a todos: sai da minha casa!

Grissom franze o cenho, surpreso com a reação. Mark dá dois passos à frente, o olhar firme, sem medo.

MH (apontando o dedo para ele): Você se acha melhor em quê? Nos títulos? No crachá de supervisor? No ego inflado? Como homem, você é IGUAL a mim — ou pior. Porque, ao contrário de mim, que lido com uma mulher de cada vez, você teve a capacidade de estar com DUAS ao mesmo tempo. Sara é uma mulher digna. Mesmo sabendo minhas intenções desde o começo, ela escolheu manter uma amizade, me aconselhou a seguir em frente, me tratou com respeito. Sabe por quê? Porque ela tem caráter.

Brass tenta intervir de novo, mas Mark continua, com a voz firme, carregada de raiva e verdade.

MH: Ao contrário de você, Gil... eu jamais faria algo para magoá-la. Você fez. Repetidamente. A cada vez que escolheu Heather, a cada silêncio, a cada mentira pela metade. E agora aparece aqui, batendo no peito, cobrando explicações?

Mark se aproxima e encara Grissom a poucos centímetros de distância.

MH (cravando as palavras): Parabéns. Você conseguiu. É um tremendo idiota.

De forma sarcástica Holden bate palmas para Grissom que sente o golpe. Grissom tenta segurar o queixo, mas o golpe de realidade doeu mais que qualquer soco. A expressão dele vacila. Resolve sair da casa imediatamente. Wil avisa Brass que vai atrás dele.

JB: Eu vou até o restaurante para ver se consigo as imagens da frente do local para poder identificar os homens. Mark obrigado pela sinceridade e cuide-se, Natalie pode vir acabar com você se perceber que você está atrapalhando ela.

MH: Obrigado capitão!! Cuide de Sara!!

O clima tenso pairava no ar como uma tempestade prestes a desabar. Grissom já havia saído, andando rapidamente em direção ao carro, cabeça baixa, as palavras de Mark ainda ecoando em seus ouvidos. Catherine, que acompanhava Sara, percebeu o olhar vago da amiga e resolveu interromper o silêncio, segurando-a suavemente pelo braço antes que ela cruzasse o portão.

CW (séria, direta): Pode parar, bonitinha... É sério isso que eu ouvi lá dentro? Você está grávida?

Sara respira fundo. Seu rosto endurece, os olhos se enchem d’água, mas sua voz sai firme.

SS: Sim, Cath. Eu estou grávida... do homem que insinuou que sou uma vagabunda. Do homem que me destruiu ali naquele quarto sem nem me dar o direito de me defender.

Catherine arregala os olhos por um segundo, digerindo o peso da revelação, mas logo se recompõe, cruzando os braços e encarando Sara com carinho e franqueza.

CW: O homem que está com o ego ferido, falando merda da boca pra fora porque — mesmo sem merecer — sente na pele o que você sentiu quando viu ele com aquela lá. Está atacando porque tem medo. Medo de perder você, Sara. Medo de perder o amor da vida dele.

SS (com amargura): Palavras ferem mais que tapas, Cath. Ele me desmontou com cada sílaba. E mesmo depois de tudo que vivemos... ele escolheu acreditar no pior de mim.

CW (mais suave, tocando seu rosto): Eu entendo, querida. Entendo de verdade o que você está sentindo. Mas sabe o que mais? Eu também estou feliz. Feliz por saber que a nossa família vai crescer. Um bebê, Sara! Que notícia maravilhosa.

Sara desvia o olhar, visivelmente emocionada, mas ainda endurecida pela dor.

CW: Você contou a ele?

SS (seca, sem hesitar): E nem vou contar, principalmente depois de hoje.

Catherine suspira, sabendo que insistir seria inútil naquele momento. Mas ela segura a mão de Sara com carinho.

CW: Tudo bem. Quando você estiver pronta… ou quando ele finalmente acordar desse torpor de idiota ferido… estarei aqui. Por você. Pelo bebê. Por essa família que estamos construindo aos trancos e barrancos.

As duas se abraçam em silêncio.

SS: Acho que vou dormir na casa da Beth porque acho que pra lá ele não vai.

Day: Bom, precisamos conversar sobre isso.

SS: O que foi? Aconteceu alguma coisa com ela?

Brass saiu da casa neste momento e contou o que ouviu de Mark. Resolveram então ir para o restaurante pegar as imagens, enquanto no caminho colocavam Sara a par do que está ocorrendo.

Já Grissom foi para um bar de um amigo de infância.

— Gilbert que bom vê-lo por aqui!! O que manda?

GG: Ben meu amigo, vim para você me ajudar a afogar as magoas. Quero encher a cara!!

Ben: Gilbert, sabe que isso não é bom!!

GG: Sem sermão Ben, desce o conhaque!!

Wil: Vai encher a cara para esquecer as merdas que falou?

GG: Veio para me dar sermão também? Caí fora Will!!

Wil: Grissom se quiser beber faça, mas enquanto isso você vai me escutar contar uma história. Conheci Sara e Day numa casa de acolhimento quando perdi meus pais num acidente de avião. Day era a síndica do local já que morava lá desde bebê e Sarinha tinha 02 anos que estava lá. Me apaixonei por Day ali e em Sara ganhei uma irmã. Prometemos estar sempre juntos e temos cumprido isso. Nunca tinha visto Sara se envolver, se encantar, se apaixonar por um cara como a vi no dia que o conheceu. Naquele momento eu me recordei de quando conheci Day e vi o amor na minha frente, um sentimento puro, magnânimo. Sara tinha namorado um cara antes, Teddy Lissen e terminaram porque este a trocou pelo exército. Quando ela me contou que em Vegas vocês não estavam juntos porque você a preteria pelo trabalho, lembrei desse cara e como o destino era cruel com ela, outra vez trocada pelo trabalho. Nunca contei para Sara, mas Teddy voltou depois quando ela já estava trabalhando com você e me disse que havia se arrependido profundamente da troca que fez, pois o exército não dava aconchego, não dava amor, não tinha cumplicidade, parceria. Ele a trocou por nada, se arrependia muito e se tivesse chance, voltaria atras. Você esta fazendo o que ele fez, cometendo o mesmo erro, não dando valor ao que tem, passou anos a magoando com sua indiferença, egoísmo, pois quando via que ela seguiria a vida sem você, atrapalhava para poder tê-la por perto, mas não deixou de curtir a sua vida, ter suas saidinhas. Se rendeu, firmou compromisso, mas nunca ela foi sua prioridade. Todos ao redor foram, Heather principalmente, mas a sua mulher sempre foi a escanteada. Mesmo assim ela se manteve ali, do seu lado, tendo momentos de alegria e de tristeza, mas estava de um certo modo feliz. Perguntei uma vez porque ela se sentia assim e ela me disse que nada a deixava mais feliz do que ao deitar-se e ao acordar a visão que tinha ao seu lado era do homem da sua vida, daquele que mostrou para ela o que é o amor em toda sua plenitude. O que quero dizer com isso tudo é que também cansei dessa sua palhaçada e aviso que se acreditar naquela cena, então meu amigo eu vou te pedir de coração e como um irmão mais velho dela... deixe a Sara em paz porque a última coisa que você sente por ela... é amor, pois se amasse e a conhecesse como nós a conhecemos, saberia que aquilo foi armação. Se amasse entenderia as merdas que fez ao longo do seu relacionamento e seria a última pessoa a abrir a boca contra ela. Volte para Las Vegas, para seu mundo e esqueça que um dia conheceu Sara Sidle. Pode ter certeza de que ela vai ficar muito bem conosco. Aqui está a fita com algumas sessões que Sara teve com Fabiana. Se quiser ouvir e entender um pouco do que ela sofreu, está aí. Com licença amigo!!! Adeus Grissom!!

Grissom e Ben se olharam com o supervisor virando o copo de uma vez. O dono do bar pegou um rádio para o entomologista ouvir a fita.

Ben: Então, você vai ouvir ou não??

A tensão da noite anterior começava a se dissipar com a manhã chegando e algumas boas notícias. Após uma avaliação de rotina, Sara e o bebê — agora carinhosamente apelidado de “baby Grissom” por Catherine — estavam em perfeito estado. Após o alívio, o grupo seguiu para visitar Beth Grissom, que havia despertado do estado de observação após o susto provocado pela visita inesperada de Natalie.

Ao entrar no quarto, Sara se aproximou da senhora Grissom com um sorriso contido. Beth abriu os braços e logo puxou a nora para um abraço apertado, como se quisesse protegê-la de todo o mal do mundo.

BG (com voz fraca, mas firme): Já me contaram que Natalie apareceu por aqui... Mas me digam, ela foi atrás de você, Sara?

Sara assentiu, sentando-se na beirada da cama. Sem esconder nada, contou tudo: o jantar com Mark, o sequestro, o quarto forjado, o bilhete, as fotos, e a explosão de Grissom ao invadir o quarto.

BG (indignada): Quer dizer então que o meu filho acreditou nessa cena ridícula montada por essa doida?! Ahhh não… ele só pode ter puxado ao pai. Que era um bom homem, viu? Eu o amava… mas era um verdadeiro tapado.

Todos no quarto — Catherine, Brass, Warrick e Nick — caíram na risada. Até Sara não conseguiu conter um meio sorriso diante da sinceridade ferina de Beth.

De repente, o celular de Sara vibrou. Ela atendeu prontamente ao reconhecer o número do hospital em São Francisco onde sua mãe estava internada. O semblante da perita mudou drasticamente à medida que ouvia o que lhe era dito. Assim que desligou, todos no quarto a encararam com expectativa.

SS (respirando fundo): A minha mãe tentou fugir da clínica... sofreu um acidente. Preciso ir para São Francisco autorizar uma série de exames. Estão esperando por mim.

Beth tocou a mão de Sara, preocupada.

BG: Você pretende voltar pra cá, querida?

SS: Beth… eu não sei bem o que aconteceu com ela, e sinceramente, por enquanto, não.

SS (virando-se para Catherine): Cath, vou mandar um e-mail para o Ecklie pedindo para estender minha licença. Mas peço um favor: não avise o Grissom ainda. Deixe que o Conrad fale com ele.

CW (compreensiva): Você quer que eu vá com você?

SS: Não precisa… vou sozinha mesmo. Mas vou manter contato com vocês por e-mail. Beth, qualquer coisa, me chama. De verdade.

BG (apertando sua mão): Prometo, meu bem. E olha… não se esqueça: nem tudo está perdido. Às vezes, o amor precisa de uma pancada pra acordar.

Sara sorriu, com os olhos marejados. Sabia que Beth falava de coração. Ela então se levantou e abraçou a todos.

A morena se despedia de todos quando Brass chamou Will num canto.

JB: Cadê o Grissom?

Will: O deixei num bar de um tal de Ben, duas quadras da casa de Beth. Ahhh, avisei ao seu amigo que o quero longe de Sara. Acabou a palhaçada!

JB: Você não pode fazer isso!! Eles se amam!!

Will: Corrigindo: Sara o ama, ele não, porque se a amasse não faria um terço do que ele já fez com ela. Por favor deixem ela em paz!!

A conversa terminou no momento em que Sara saiu do quarto e Will a acompanhou. Do lado de fora, o céu começava a clarear. Era hora de partir. Um novo ciclo se iniciava — talvez longe de Grissom, mas não longe da verdade.

O capitão chamou Cath num canto e contou o que ouviu.

CW: Brass creio que esse relacionamento foi pro beleleu e entendi o porquê Beth disse a Grissom que ele perderia muito com isso.

JB: O que aconteceu?

CW: Sara está grávida e não pretende contar para ele!!

JB: Beth não vai deixar isso acontecer!! Ela não vai querer ficar longe do neto!!

CW: Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos, mas antes querido temos que achar o bonitinho, avisar que a mãe acordou e voltar para Vegas com intuito de prender Natalie Davis. Essa tentativa de assassinato contra Beth, mas algumas provas que temos são suficientes para a pegarmos.

O problema é que os dois receberam um aviso que precisavam retornar para Vegas imediatamente devido a equipe já ter indícios de Natalie na cidade. Pediram para Day avisá-los quando Grissom aparecer já que o telefone do mesmo estava desligado.

O ambiente estava silencioso, com as luzes baixas refletindo a melancolia no rosto de Grissom. Ele estava sentado em um canto reservado do bar, os olhos fixos no gravador, onde as sessões gravadas por Sara com a terapeuta Fabiana tocavam uma após a outra. Sua expressão era de quem já havia chorado — ou segurado o choro — por horas.

Ben, o velho amigo e dono do bar, fechava as portas ao público, mas ficou por perto. Não quis deixar Grissom sozinho naquele momento tão delicado. Já estavam ali havia mais de três horas, imersos nas palavras da mulher que ele ainda amava.

BEN (quieto, após o fim de mais uma sessão): Essa menina realmente te ama, Gilbert… Aguentar tudo isso que você fez, passou por cima do orgulho, da dor… e ainda assim continuou te defendendo. Olha...

GG (com a voz rouca, quase sussurrando): Falta só mais uma...

Mas antes que pudesse dar o play, o celular vibrou. Era do hospital. O médico avisava que Beth estava liberada e poderia receber alta pela manhã.

GG (ao desligar, com pesar): Preciso ir. Minha mãe vai sair amanhã cedo.

Ben se aproximou e colocou a mão firme no ombro do amigo.

BEN (com convicção): Gilbert, você ama essa mulher também. Isso tá estampado no seu olhar. O que falta é parar de fugir de si mesmo e deixar seu coração falar com ela, sem medo.

GG (balançando a cabeça, derrotado): Depois de tudo que eu fiz… acho que a perdi de vez, Ben.

BEN: Você perdeu se quiser. Mas mesmo assim, abra seu coração. Fala o que sente. Mesmo que ela não volte, vai ser bom pra vocês dois. Fecha esse ciclo. Abre outro. Boa sorte, amigo!

Eles se abraçam como irmãos. Ao sair dali, Grissom carrega não só a voz de Sara nos áudios, mas também uma nova consciência. Ele enfim enxerga tudo o que ela sentiu — e tudo o que ele não disse.

Beth ajeitava o casaco no ombro com ajuda de uma enfermeira. Grissom entrou no quarto com um semblante mais calmo, mais presente. O médico sorriu ao vê-lo chegar e o informa que Beth não ficaria com nenhuma sequela, mas recomendava repouso por enquanto.

BG (com um olhar direto para o filho): A Sara foi para São Francisco. A mãe dela teve um problema e ela precisou ir às pressas. Pediu que eu ficasse em contato por e-mail.

Grissom ficou surpreso. Pegou imediatamente o celular e ligou para ela… uma vez, duas… cinco vezes. Todas rejeitadas. O rosto dele se fechou, mas havia algo diferente agora: ele não ia desistir.

GG: Mãe, vamos voltar para Las Vegas. De lá continuo tentando falar com ela. Ainda tenho o caso da Assassina das Miniaturas para concluir.

O que ele ainda não sabia é que quem estava com o celular de Sara era Will. Preocupado com o estado emocional da perita, Will vinha recusando todas as ligações que apareciam com o nome “Gilbert” — tentando protegê-la de mais desgastes enquanto ela lidava com os exames e a instabilidade da mãe.

Sara está sentada na poltrona, de frente para a janela. O rosto abatido, mas sereno. A cada minuto olha para o celular em cima da mesa, hesita em pegar, mas não toca. Will entra no quarto, trazendo um café.

WILL (com delicadeza): Aqui está. Quente, sem açúcar, do jeitinho que você gosta.

SS (sorrindo fraco): Obrigada, Will.

Will: Se concentre na sua mãe!! Qualquer noticia de Beth, te falo.

A morena voltou para junto da mãe sob olhar do amigo e encontrou Teddy Lissan no corredor.

De propósito Will chamou Teddy Lissan para acompanhar o caso junto com a morena já que ele é médico, com intuito da amiga reatar com ele.

SS: Teddy fiquei feliz em saber que está bem e surpresa em te reencontrar por aqui.

Teddy: Espero que tenha sido uma surpresa boa. Agora também estou surpreso em saber que você está grávida.

SS: Como descobriu?

Teddy: Ouvi você falando com a Kim o porque que não poderia acompanhar Laura no RX. O pai da criança deve estar radiante.

SS: Na verdade ele não sabe ainda... estamos separados. Deixa eu só falar com a Kim rapidamente.

Teddy então foi até Will já com um plano em mente. Falou para ele que Sara vai precisar ficar alguns dias por lá e se ele quisesse poderia voltar pra casa que ele ajudaria a perita. Will cego por estar com raiva de Grissom, aceitou e como Teddy falou que Sara demoraria, ele foi embora deixando as coisas de Sara com o médico. O cara viu o celular e o desligou. Queria se livrar do aparelho, mas Sara apareceu.

SS: Eiii, cadê o Will?

Teddy: Ele te deixou um abraço, mas precisou ir embora. Prometi que tomaria conta de você. Olha, você precisa descansar, meu apartamento é aqui perto podemos ir pra lá....

SS: Teddy, eu vou para o apartamento da Day. Ele fica aqui perto também e você não precisa se preocupar comigo que estou bem. Vou descansar porque estou sem dormir a horas e mesmo acostumada com isso, na minha atual situação não consigo ficar mais tempo. Até mais!!

Teddy : Sara, Sara dessa vez eu vou fazer de tudo para não perder você, mesmo que eu tenha que assumir o filho de outro.

Em Vegas, Conrad avisou Grissom da extensão da licença de Sara fazendo com que novamente tentasse falar com ela. Como já estava de posse de seu telefone, tendo visto que ele havia ligado diversas vezes, atendeu a ligação. Sara caminhando pelos corredores do hospital, o celular pressionado ao ouvido. Do outro lado da linha, Grissom está sentado no escritório do laboratório criminal, cercado por relatórios e papéis que ele claramente ignora. A voz dele soa mais leve, mas cheia de emoção. Ela, ao contrário, tenta se manter firme, mas o coração balança.

GG (aliviado): Sara, que bom que atendeu!! Como está sua mãe? Como você está? Eu tô muito preocupado.

SS (com tom cansado, mas honesto): Eu estou bem, Grissom. Minha mãe… vai precisar fazer duas cirurgias. Ela pulou do segundo andar do prédio querendo fugir, e por sorte não morreu.

(pausa)

Como está a Beth?

GG: Está bem. Trouxe ela pra Vegas, vai precisar de repouso, mas está tudo sob controle.

(hesita um pouco)

Você estendeu sua licença pra ficar com sua mãe?

SS: Não só por isso… mas porque preciso pensar em algumas coisas.

GG: Sara, se quiser que eu vá até você, eu vou. Não precisa enfrentar essa barra sozinha.

(com sinceridade)

E… peço perdão por tudo. Principalmente pelo meu comportamento com você. Gostaria muito que pudéssemos conversar quando der. Mas antes, a recuperação da minha sogra é prioridade.

Sara parou de andar. Encostou-se na parede do hospital e franziu o cenho.

SS (confusa e com um meio sorriso): Grissom??? Olha... é a primeira vez que você chama a Laura de sogra.

Grissom engole seco. Aquilo foi um golpe. Ele já sentia que a perda estava perto. Mas não ia desistir assim.

GG (com tom sereno): Laura é sua mãe, então consequentemente, minha sogra. Assim como dona Beth é sua.

(pausa dramática)

Estamos prestes a capturar a Natalie Davis e encerrar esse caso, mas... você é mais importante que qualquer outra coisa. Você é minha vida. E se precisar de mim, eu vou sem pensar duas vezes.

Sara engasgou de leve com a emoção, mas tentou disfarçar.

SS: Grissom... é você mesmo? Ou foi abduzido e substituído por um modelo emocionalmente estável?

GG (ri do outro lado): Sou eu, meu amor. O mesmo panaca de sempre, que tem uma mulher incrível ao lado e não soube valorizar... ou melhor, não valorizava. Agora eu vou gastar cada minuto da minha vida consertando isso, te pedindo perdão todos os dias.

SS (tentando manter a razão): Grissom, nós não estamos mais juntos..

GG (com firmeza e doçura): Sara, nem que seja só como amigos, eu quero continuar ao seu lado. Mas saiba de uma coisa: eu te amo muito. Amei desde o momento que te conheci, e vou amar até meu último suspiro.

Sara fecha os olhos, inspirando fundo. A emoção quase transborda, mas ela segura, como sempre faz.

GG (com a voz mais baixa, intensa): Use esses dias pra cuidar da sua mãe… e pra pensar. Quando você quiser conversar, eu estarei pronto. Pra você, pra tudo. Você e nossa família são meu mundo.

(breve pausa)

Eu te amo, Sara. Muito. Mas me diz uma coisa… você ainda me ama?

Silêncio. Sara encosta a cabeça na parede, morde o lábio inferior, e seus olhos brilham de emoção. Do outro lado da linha, Grissom segura o fôlego.


Notas finais
Será que Sara vai responder?