Rising Tide

26 Ari-Anna.


Notas iniciais
Voltei mais cedo do que previsto - apesar de que não tinha nada previsto -qq - trazendo o capítulo 26 TODINHO no POV da nossa Anna. UHUL! Eu não vou enrolar muito aqui, o capítulo tá curtinho, mas tem muito coisa significativa aqui, eu espero que gostem e, ouso dizer, é um dos meus capítulos favoritos e... GENTEEEEEEEEE, Rising Tide recebeu uma linda recomendação da Delf e eu tô NUMA FELICIDADE QUE SÓ RIKUDOU! Chegamos a décima recomendação e eu to meio desacreditada prq nunca pensei que teria ao menos UMA e agora tenho DEZ! Obrigada a vocês, manas, e um obrigada especial a Delf! Capítulo dedicado a você, mana ❤ Pois bem, só quero pedir um favorzinho pequenininho a vocês: Eu terminei esse capítulo ontem e acabei de revisa-lo, sempre acontece de eu deixar passar uns errinhos, então peço que me avisem caso encontrem algum, para que eu possa corrigi-los, por favor, vocês são minhas betas -qq. Obrigada, de nada! ^^ Então, não vamos delongar mais... Enjoy! ^^

Chapter Twenty Six.

Ary-Anna

POV Anna.

Hoje, ao levantar e olhar da janela, eu pensei: Que dia lindo pra nem sair de casa e não interagir com as pessoas, pra ele continuar lindo (???). Mas depois, pensando bem, teria me arrependido de ficar em casa o dia inteiro.

Ah, eu só queria agarrar James num abraço apertado de tão agradecida que eu estava.

Não é segredo nenhum que sou uma eterna amante de jogos e, porra, quando o gamer mais fodão do seu curso te chama pra passar uma tarde na sua sala de jogos – porque James pode ter essa cara de hacker alienado (e, de fato ele é) que é sustentado pelos pais, mas o viado é podre de rico. James caga, transpira, sua, respira, planta, peida... Dinheiro (?). E não estou falando do dinheiro de seus pais. Ele consegue uma pequena fortuna graças aos inúmeros jogos ao quais já programou.

Como sei disso? Ele me contou hoje! Quando finalmente entrei num quarto que dava dois do meu, todo lotado de jogos, fliper, monitores... Eu estava meio boquiaberta, isso era evidente.

Lindsay – que estava junto de nós e eu descobri ser bastante amiga de James também – passou por mim e riu de minha feição. – Eu fiz essa mesma cara quando vim aqui a primeira vez. – ela admitiu, num sorriso. Fitei James, que estava meio tímido.

Jay e eu sempre tivemos muito assunto, principalmente quando se tratava de games. Então eu sempre quis ter um momento desses em sua companhia e, apesar de sermos amigos, nunca tivemos a famosa oportunidade. Quando ele me convidou, fiquei super animada! E essa nem foi a melhor parte, pois nunca achei que a tão fodona sala de jogos que ele sempre mencionava em nossas conversas fosse tão... Fodona assim! Tinha coisa ali que nem sequer havia lançado! Meu santo Rikudou, eu quase achei que teria uma overdose (???).

Nós jogamos e conversamos o resto da tarde. De James, eu já esperava adorar sua companhia, já Lindsay... Ela era ótima! Por mais que não se aprofundasse tanto em jogos quanto eu e Jay, estava disposta a aprender e adorava jogar. Me ensinou inúmeros macetes que James, outrora, ensinara a ela. Eu nunca antes pensei que conseguiria me divertir tanto ao lado de uma pessoa que eu mal conhecia.

Só notei o pôr do sol quando, enfim, saímos da sala de jogos para fazer um lanche na cozinha – a sala de jogos não tinha janela, por isso eu nem notara o tempo passando, tampouco que já estava escurecendo.

Na hora de ir embora, tanto ele quanto a ruiva fizeram questão de me levar até a porta de meu apartamento, e eu não protestei pois estava mesmo adorando a companhia de ambos.

Ainda comentávamos alegremente sobre a tarde e Lindsay já marcava um novo dia para nos juntarmos novamente na casa de James quando abri a porta...

Me ocorreu que o sobressalto fora geral, mas só eu levei um susto com a variedade de vozes que bradavam um “SURPRESA”. Tantos sorrisos voltados para mim... E eu não fazia noção de qual era a minha cara. Eu realmente estava surpresa. Minha santa mãe de Rikudou... Hoje é meu aniversário! Socorro, eu tinha esquecido (?).

Um sorriso brilhou em meus lábios. Agora tudo faz sentido...

Hans me dera o resto do dia liberado, assegurando que eu não receberia falta a partir dali; Elsa enchera minhas panquecas de manhã com geleia de morango – geralmente, ela não me deixava comer muito porque eu sempre exagero; Meri me deu, enfim, o broche do Groot de sua mochila que eu vivia pedindo – e ela vivia me negando; Rapunzel apareceu com um Gaiden do Naruto, alegando ter comprado uns meses atrás junto de sua revista, mas havia esquecido de me dar – ela faz isso com a Meri, quando compra os gibis TMJ, então cheguei a acreditar; Jack me dera a foto autografada do RDJ – que ele mesmo havia fotografado numa première em LA há três anos. Falou que sabia que eu gostava do ator; Flynn me deu o mais clássico, raro, irado Game Boy que há anos eu não vejo em lugar nenhum justamente por ser uma RELÍQUIA! E o melhor de tudo: Em perfeito estado! Alegou que havia encontrado no meio de suas coisas e sabia que eu gostava de jogos; Hiccup me remunerou pela única noite em que cobri Elsa na boate – ele não precisava, já que El ainda vai receber, mas ele fez questão de me pagar; Ruffnut me deu um vale-tattoo – sem limite de preço, vou poder escolher qualquer tatuagem de seu portfólio que ela irá fazer de graça! Já quero; Eret compilou um CD com inúmeras músicas do Arcade Fire e Guns ‘n Roses num remix foda feito por ele mesmo – Eret sempre fora um DJ talentoso;

Eu nem percebi que todo mundo, de alguma forma, estava tentando me agradar durante o dia... Por ser meu aniversário! Ninguém havia me dado os parabéns hoje, pelo menos não até agora, e exatamente por isso acho que eu esqueci (??).

O primeiro a me dar um abraço foi James, que estava ao meu lado. Ao fitar seu rosto, ele sorria para mim, desejando-me feliz aniversário. Em seguida, Lindsay, que eu aposto que também sabia dessa surpresa. Fui adentrando a sala enquanto ouvia os cumprimentos de todos os convidados... Por mais que eu odiasse ser o centro das atenções, eu estava me sentindo imensamente confortável ali, com aquelas pessoas.

Todos me desejaram feliz aniversário, seguido de um abraço apertado...

Bom, todos, menos um, é claro.

E lá estava ele. Em toda a sua postura pertinente, trajando a jaqueta de couro que já era, por mim, considerado seu símbolo. Com o rosto rígido, as sobrancelhas levemente forçadas sobre os olhos junto dos fios loiros de seu cabelo bagunçado. Senti um frio incômodo no estômago quando olhar dele me encontrou... Enquanto eu já o observava.

Fiz questão de desviar o olhar. Se ele não falaria comigo, não seria eu quem falaria com ele. Mas foi você quem se afastou, sua tonta (?). ME DEIXA EM PAZ, CONSCIÊNCIA! (??)

Mesmo que eu estivesse nervosa por ter Kristoff na minha sala – não entendo o porquê desse nervosismo, tendo em vista que já o tive até no meu quarto –, a felicidade em ver minhas mães ali amenizava isso. Eu estava com tanta, mas tanta saudade delas... Que mal acreditei quando as vi ali, sentadas no sofá do meu apartamento. Ficamos abraças por minutos a fio! E, mesmo que volta e meia eu ainda observasse o outro – que conversava distraidamente com Dagur e Merida – de maneira discreta, minhas mães, ainda assim, notaram.

Mas eu jamais admitiria.

Admitir ou demonstrar que estou pensativa, faria surgir perguntas curiosas, que eu odiaria ter que responder. Então, vamos optar por agir naturalmente.

— Minha filha, eu quero saber quem é aquele jovem que tá te olhando desde que você chegara.

Que merda. Não adiantou muito.

— E eu também quero saber, porque olha... Ele é um pão (?). – cochichou Lucy, soltando uma gíria dos anos 80.

Não consegui conter uma risada. – Parem as duas! Estão todos me olhando, oras. Afinal, a aniversariante sou eu.

— Pode até ser que hoje a atenção seja toda sua, no entanto, filha... Ele foi o único a qual você não deu atenção. – comentou minha mãe, me observando. Engoli em seco. Ela sorriu, trocando um olhar cúmplice com Lucy. – É ele. – afirmou a ela, que anuía prontamente, e eu franzi o cenho.

— É ele o que?

— Queremos conhece-lo. – as duas afirmaram em uníssono, entrelaçando as mãos e exibindo um sorriso entusiasmado. Não. Definitivamente não! Por que querem conhece-lo?! Por que... Logo ele?

— P-por que... Por que querem conhece-lo?

— Por que não?

— Mas por que ele?!

— Ué, qual o problema? – Lucy estreitou os olhos.

— Nenhum. – respondi de imediato. Elas novamente trocaram olhares cúmplices. Meu amado Rikudou, é possível que minhas mães consigam ler minha alma? Pensar nisso me deixou um tanto desesperada. Suspirei, aturdida. – Por que logo o Kristoff?

Kristoff? Hm, que exótico. Amei! – berrou minha mãe, animadíssima. Colocou as mãos na cintura. – Bom, se não quer nos apresentar a ele, nós mesmas nos apresentamos.

— Mas nem por cima do meu cadáver! (??).

— Eita, agora ela falou em cadáver, querida. – afirmou Lucy para minha mãe. – Devemos nos preocupar?

Minha mãe estapeou o vento. – Que nada, querida, até parece que não conhece Anna. – fez pouco caso de minha indignação e Lucy riu. Eu não tenho dúvidas de que a vida está me zoando (?). Elas não desistiriam. Suspirei, derrotada, tomando coragem para dar os primeiros passos...

Enquanto me aproximava dele, com minhas mães em meu encalço, não conseguia parar de pensar nas últimas semanas em que eu tive certeza... De que algo estava acontecendo.

Era só ele chegar perto, que... Coisas começavam a acontecer, sensações estranhas percorriam meu corpo e minha mente repentinamente virava um grande conjunto de vários nada (?). Eu parava de raciocinar direito perto dele, minhas mãos suavam frio, meu coração acelerava... Só pode ser virose! (??????).

Então, como qualquer pessoa sensata, eu me afastei... Porque, manter-se perto dele com tudo isso acontecendo aqui dentro, agravaria a minha situação.

Até que aconteceu a mais sólida evidência... Percebi que sentia sua falta.

Eu senti falta de Kristoff. Puta merda, eu senti falta dele. O que isso significava? As respostas eram desesperadoras.

Então, vê-lo ali foi um misto de medo, aflição, ansiedade junto de saudade, alívio e... Ouso dizer, felicidade.

Ele observava nos aproximar desde a hora em que notara que era em sua direção que estávamos indo. Meri, ao nos perceber, afastou-se junto de Dagur, deixando-nos ali.

— Você veio. – suspirei, num fio de voz, ao parar a sua frente... Mal percebi o tom a qual eu proferi essas duas palavrinhas. Tinha muita da saudade que senti dele nessa pequena frase, espero que ele não tenha notado.

Ele estava mais sério que nunca. Mas não um sério irritado, parecia mais... Levemente consternado. Diria até chateado. Seu olhar demorou em meus olhos só por alguns segundos, mas havia tanto ali que eu ansiava por decifrar... Que pareceram horas.

Por fim, ele deu uma leve estreitada nos olhos antes de umedecer os lábios com a língua e indagar austero. – Eu não deveria ter vindo?

Okay, ele estava irritado e eu não respondi. Eu sei que há aquele ditado de “quem cala, consente” mas eu só me calei porque ainda dispunha toda a minha atenção nos lábios, agora úmidos, de Kristoff. Engoli em seco... Isso de novo, cacete?! Essa... Coisa, essa sensação!

Um pigarro e nossos olhares, enfim, desviam-se um do outro. Oh, meu santo Goku, minhas mães ainda esperavam as minhas costas, socorro Thanos!

— Ah, sim, é, hm... Mãe, Lucy... – elas vieram para o meu lado, sorriam abertamente para Kristoff que as fitava confuso. – Esse é o Kristoff, ele é, hm, meu... Amigo... Da faculdade. – ele me fitou por míseros segundos e um sorriso de lado nasceu em seu rosto. – Kristoff, essa é minha mãe Caterine e sua noiva, que também é minha mãe, Lucy. – antes de cumprimenta-lo, Lucy lançou-me um sorriso satisfeito. Ela sempre gostava quando eu a chamava de mãe.

Kristoff cumprimentou-as com aquele mesmo lindo e aberto sorriso que raramente dava o ar da graça em seu rosto (?). – Senhoras... É um prazer conhece-las.

— O prazer é nosso, querido.

— Você é um jovem muito bonito. – afirmou minha mãe. Ai, caralho. – Educado, aparência amável e faz minha Anna ficar sem palavras por quase dois minutos...

— Sim, ela contou os segundos que vocês ficaram se olhando... – comentou Lucy entretida.

— Está mais que aprovado!

— Mãe!

— O que é? Estou dando minha benção, oras.

Kristoff sorriu. – Mesmo?

O fuzilei com os olhos. – Kristoff!

— Tem a minha benção também, viu filho.

— Oh, meu Deus, Lucy!

— Já podemos nos casar, amor. – afirmou Kristoff, assim na lata, do nada, na minha cara – que corou violentamente na mesma hora. O suspirar sonhador e exagerado de minhas mães foi instantâneo! Minha mãe já até ameaçava chorar de emoção (?).

Fuzilei Kristoff com os olhos, que sorria divertido com a situação. – Pode parando. Eu vou socar a sua cara (?). – expus, entredentes.

Ele me fitou com um sorriso arrogante nos lábios. – Não consigo evitar. – murmurou. – Você me manteve longe por quase dois meses... Não poderia deixar passar essa oportunidade de te constranger. – e desviou o olhar, disfarçando.

Disse isso pra me irritar, mas eu havia notado outra coisa...

— Quer dizer então que você contou os dias? – seu sorriso sumiu. Ele virou lentamente o rosto para me fitar mais uma vez. Eu sorria imensamente feliz com essa reação. – Ah, eu sabia... – soltei, entre um sorriso que exibia todos os meus dentes (?).

— Sabia o caralho. – ele grunhiu.

— Ah, sabia sim... Você foi na boate só pra curtir sua noite ou pra ficar me observando?

Ele franziu o cenho, boquiaberto. – Então você...

— Sim, eu vi você.

— Caralho, Anna... (??) – murmurou entredentes. – Me lembrei porque eu não gosto de você.

— Oh, então você havia esquecido?

— Sim, mas você fez o favor de me lembrar. A verdade é que eu te odeio.

— Vá se foder.

— Educação mandou lembranças.

— E eu mandei você se foder!

Ele grunhiu, irritadiço. – Você me viu e mesmo assim não falou comigo... Por que?! – ele estava indignado.

Eu engoli em seco. – V-você também não falou comigo, oras...

— Ah, eu tenho um bom motivo. Você estava lá, toda animadinha conversando com aquele babaca do Hans. – ele franziu o cenho. – Eu sou um cara civilizado, polido e educado. Jamais teria a coragem de interromper sua importantíssima conversa com aquele merda. – o tom dele era regado a sarcasmo.

Estreitei os olhos em sua direção. – Essa sua reação exagerada... É ciúme? – um sorriso irônico brotou em meus lábios. – Que curioso.

Ele bufou, irritado. – Que ciúme o quê.

Dei uma risada. – Eu disse que sabia.

— Você não sabe de nada.

— Jon Snow? (????). – completei e ele crispou os olhos, tentando manter-se sério, mas não aguentou e deu aquela risada... Que eu ficava admirando com cara de boba. Eu preciso de ajuda, isso tá preocupante.

— Meu amor, eles estão tendo... Não sei, parece ser uma DR, melhor sairmos daqui. – cochichou Lucy para minha mãe.

— Sim, vamos. – e saíram de fininho.

Santo Hagoromo, minhas mães presenciaram todo o ocorrido. Só queria me jogar dum penhasco agora... Fitei Kristoff e ele observava minhas mães se afastarem. – Satisfeito?

Ele me fitou, a princípio confuso, mas logo abriu aquele mesmo sorriso novamente. – Você não faz ideia do quanto.

— E você é um idiota. – ele riu arrogante, mas não disse nada.

Suspirei, olhando em volta, tentando disfarçar as reações estranhas que eu tinha perto dele. Me perguntava se um dia isso passaria, se era só uma fase... Afinal, ele é o mesmo Kristoff odiável e irritante que quase me atropelou no primeiro dia na faculdade, não é? O que há comigo, então? De esguelha, observei seu rosto, seus olhos concentrados nos convidados a nossa volta, distraído, as mãos aquecidas em seus bolsos, os ombros rígidos que, vez ou outra, ele estralava... Faziam um barulhinho abafado e gostoso de ouvir.

Eu preciso de ajuda. Eu só queria que Galactus devorasse a Terra agora, só pra eu não ter esses pensamentos confusos com Kristoff, que vinham me tirando o sono... Algo grave está acontecendo aqui. Alguém me ajuda. Socorro. Me matem (????).

Eu não sei porque caralhos o coração tem que ser algo tão estúpido?! A um tempo atrás, eu odiava o Kristoff. E ainda odeio! Odeio sim, com todas as minhas forças, não importa o quanto você diga o contrário, seu órgão-cujo-a-única-função-é-bombear-sangue-e-não-interferir-na-minha-vida! (??????).

Eu devo estar enlouquecendo... O fitei novamente e ele me observava de esguelha com uma sobrancelha erguida, provavelmente estranhando as inúmeras expressões que fazia enquanto discutia comigo mesmo.

— Perdeu alguma coisa? – indaguei, toda trabalhada na ofensa e na discórdia.

Ele crispou os olhos. – Sua grosseria não tem limites.

— E quem pediu sua opinião? – ele franziu o cenho e virou a cara. Emburrada, cruzei os braços e virei-me também.

E em meio a isso tudo, senti saudades de Tooth. Já tem uns dois dias que ela não dá notícias, ao menos eu soube por meio de Jack que a avó dela apresentou uma melhora, então eu estava bem aliviada quanto a isso...

Mas, observando o pessoal, não pude evitar sentir sua falta... Dagur, Eret e Jack conversavam divertidos sobre algo, que suspeitei ser engraçado pelas risadas estridentes. Rapunzel e Flynn se comiam com os olhos, numa proximidade absurda, com o celular em mãos, que era o pretexto para estarem tão próximos. Elsa conversava com minha mãe, provavelmente perguntando sobre a Tia Aldara e Tio Dante. Lucy conversava distraída com o pai do Jack. Hiccup segurava a cintura de Astrid, que estava de frente pra ele... Conversavam casualmente e trocavam um sorriso sincero. Ruff e Meri, próximas à mesa, comiam as guloseimas e faziam caretas uma pra outra, com a boca cheia de comida (???). Jay e Lindsay dividiam um triffle distraídos ao canto da sala. Pensei em Hans, de alguma forma, senti-me triste por ele não poder vir... Elsa me falou que ele precisava terminar uns trabalhos na faculdade.

Então, olhando todas essas pessoas que me faziam sentir confortável, eu não conseguia abandonar a ideia de que estava faltando alguém... Que é a Tooth. Queria que ela estivesse aqui. Mesmo que, provavelmente, ela estaria me irritando, lançando-me olhares maliciosos pela proximidade entre eu e Kristoff. Eu sorri...

E meu celular apitou. Uma mensagem...

Te desejo um parabéns por hoje e felicidade para a vida toda. Aproveite seu dia. Você merece.

Por mais que, ao ler o remetente, eu tenha ficado deveras surpresa ao ver que ser tratava de Phillip... Sorri ao reler as palavras novamente. Foi uma mensagem pequena, mas cheia de significado. Eu também fiquei muito feliz em saber que ele lembrou...

Quando eu estava digitando uma resposta para Phillip, meu celular tocou novamente, dessa vez uma chamada. Atendi imediatamente assim que li o nome que piscava na tela.

— SANTO RIKUDOU MISERICORDIOSO, TOOTH! EU TAVA PENSANDO EM VOCÊ AGORA! – berrei e olhei em volta... Uma meia dúzia de pessoas me olhava estranho. Dei um sorriso sem graça e me afastei.

Ela deu aquela risada do outro lado da linha. – Ai, que amor! Vou chorar...— e ameaçou chorar mesmo, um choro em meio a uma risada louca. – Feliz aniversário, amiga!— gente, ela tava chorando mesmo.

— Tooth, não chora... Eu vou chorar também.

— Eu tô morrendo de saudade... Desculpa não estar aí hoje. Sinta-se abraçada.

— Tá tudo bem, cara, poxa... Só falta você aqui. Mas eu compreendo. E sei que em breve você estará por aqui e poderá me dar o abraço de aniversário que tô sentindo daqui. – ela riu do outro lado.

— Logo mais, estarei voltando. Minha avó apresentou melhoras... Eu estava muito sozinha por aqui, senti sua falta e das meninas.

— Seus amigos daí... O que houve?

— Ah, amiga, foi cada um pra um canto, né? Um mudou de cidade, outro está em intercâmbio, outra está cursando em outro país... E assim, vai (?).— ela contou, num suspiro. – Mas não se preocupe. Não estou sozinha. Tive visitas aqui...— seu tom era complacente e eu quase conseguia imaginar o sorriso em seu rosto. Peraí, visitas?

— Que visitas? Olha lá, ein...

— Te conto quando eu voltar.— ela riu. – Recebeu meu presente?

— Você mandou presente?!

— Sim, ainda não chegou?

— Não... – fiquei meio triste e ansiosa ao mesmo tempo.

— Deve ter atrasado...— falou, pensativa. — Deve tá pra chegar, então. Não se preocupe.

Eu sorria conversando com Tooth, até de longe ela tentava acalmar meus nervos, essa maluca. Meu sorriso sumiu quando, no mesmo lugar onde o deixei parado em pé, estava Kristoff, um pouco mais distante, segurando um maço de Lucky Strike, pronto para pegar um cigarro. Ah, não. – Tooth, preciso resolver uma coisa... Pode me ligar depois?

— Claro, amiga, sem problemas. Nos falamos daqui a pouco. – ela mandou um beijo e desligou.

Segui em direção a ele, com passos pesado e os olhos em fúria. Ele estava distraído, nem notara eu me aproximando.

Parei a sua frente e ele me fitou, com o cenho franzido em confusão pela forma como eu o encarava. – Hoje é meu aniversário. Poderia, por favor, não acender isso aqui? – meu tom saiu extremamente baixo.

Então sua feição mudou, para um modo como quem compreendera a situação, todavia, não se sentia nem um pouco ameaçado pelo meu tom. – Eu vou embora, se quiser.

— Não foi o que eu quis dizer.

Antes que ele pudesse responder, Jack nos interrompeu. – A porta da varanda tá aberta, pode ir pra lá se quiser...

Kristoff fitou o lado de fora além das portas envidraçadas da varanda. – Valeu. – se virou, sem nem mesmo me fitar, e saiu.

Com o canto dos olhos, notei Elsa, que estava do outro lado da sala, e Jack se comunicando por meio de sinais estranhos e olhares cúmplices, uma espécie de comunicação que só eles entendiam, então resolvi ignorar, pois no momento estava muito irritada com certo alguém. Típico.

Eu não sei como consegui ser tão silenciosa, mas assim que coloquei os olhos na carteira que estava prestes a ser guardada no bolso interno de sua jaqueta, num movimento rápido, agarrei aquilo antes que ele pudesse perceber minha presença.

Ele suspirou. – Devolva, Anna. – fui em direção a ponta da sacada e zuni aquela maldita carteira de cigarros longe. Esperando por um tom irritado e já me preparando para este, me surpreendi quando, ao em vez disso, ouvi um audível suspiro. Ao fita-lo, ele massageava entre os olhos de maneira cansada. – Eu acabei de comprar esse maço.

— Problema é seu (?). Agora pode ficar aí sozinho, imaginando que fim levou seus cigarros e... – me surpreendi ao sentir que a porta não abria. – Ué, quem trancou? – do outro lado, vi Jack e Elsa me dando um tchauzinho alegre enquanto se preparava para fechar as cortinas de dentro. – O que está fazendo? Não se atreva...

— O que está havendo? – indagou Kristoff, chegando ao meu lado ao perceber a situação.

— A porta emperrou... – de dentro, Jack respondeu, levantando ambas as mãos como quem não podia fazer nada. – Vou tentar desemperrar... Daqui a pouco. – Elsa me lançou uma piscadinha, que a princípio eu não entendi... Será que Elsa armou isso? Não né?

— Não precisa fechar as corti- – ela fechou, na minha cara. Que vaca.

— Hm. – grunhiu Kristoff, voltando a sua posição inicial na ponta da sacada, escorado ao blindex, provavelmente olhando, com pesar, seu maço de cigarro sendo pisoteado lá embaixo (?).

Suspirei, aturdida. Agora eu estava presa na sacada do meu apartamento, junto de um Kristoff que agia daquela mesma forma que me deixava nervosa, como na primeira vez em que nos vimos na ponte.

Pra completar, Elsa fez o favor de me jogar aqui fora... Sem casaco.

A noite estava fria, muito fria. Daqui, eu conseguia ver a fumaça que se formava com a respiração quente de Kristoff e ia se dissipando preguiçosamente. Sentei-me na poltrona próxima a mesinha de canto e esfreguei as mãos sobre os braços no intuito de me esquentar.

— Não mencionou que tinha duas mães. – ele comentou, ainda sem me fitar.

— Por que eu deveria? Não é como se você mencionasse por aí, sem mais nem menos, que tem uma mãe e um pai.

— Mas eu não tenho. – ele torceu o nariz, arrependendo-se na mesma hora de seu deslize. – Não mais. – completou num murmuro e meu coração apertou.

— Eu sinto muito...

— Não sinta. – com o olhar concentrado nas luzes abaixo, ele suspirou. – Caralho, eu preciso de um cigarro...

— Não precisa, não. – falei hesitante. – Se distraia, pare de pensar no que te dá vontade de fumar... Conversa comigo. – falei essa última parte baixinho e ele me fitou com o canto dos olhos. – Uma hora, a vontade passa.

Ele desviou o olhar e tornou a fitar a sua frente. Já não observava as ruas iluminadas lá em baixo... Agora, ele contemplava os céus. A luz da lua minguante se esgueirava por entre as nuvens pesadas e banhava seu rosto... Me vi compenetrada naquela imagem linda, que daria uma magnífica tela.

Eu não estava falando do céu. Estava falando de Kristoff.

— Você não se parece com ela. – ele comentou, trazendo-me a realidade novamente.

— Com quem? – indaguei, depois de piscar continuamente, ainda meio deslumbrada e surpresa com meus próprios pensamentos.

— Com a sua mãe. Pelo menos, não em aparência.

— Ah, é... – dei uma risada curta e nervosa. – Isso é porque... Eu puxei o meu pai.

Foi de meu pai que herdei os fios loiros-acobreados e escorridos, os olhos claros azulados... Talvez, até parte da personalidade. Minha mãe, que nada tinha a ver comigo, herdara de meu avô os cabelos ondulados e escuros, junto dos olhos avelã. Nem com a minha tia ela parecia – já que a mãe da Elsa herdara em tudo a aparência de minha avó: Cabelos e olhos claros.

Ele franziu o cenho. – O que houve com seu pai?

— Ah, ele foi embora quando eu era bem nova... – dei de ombros. – No entanto, ainda há momentos em que eu sinto as queimaduras de cigarro em minhas costas arder. – nem percebi o que eu havia acabado de confessar.

Ele crispou os olhos, virando-se em minha direção instintivamente, e se aproximou. – O que ele fez com você? – indagou, temeroso.

— Ele nunca me violentou, se é o que quer saber... – ele pareceu mais aliviado. – Mas quando bebia... Se transformava. Virava um bêbado sádico que sentia prazer em machucar mulheres, como minha mãe... E eu. – eu neguei com a cabeça. – Acho que a melhor coisa que ele fez por nós... Foi nos abandonar.

— Eu sinto muito.

— Não sinta. – sorri minimamente. – Não fosse isso, minha mãe nunca teria conhecido Lucy, então... – eu dei de ombros. – Ela me criou com o carinho e o amor que meu próprio pai foi incapaz de me dar.

Kristoff me fitou por longos segundos, parecia interessado na historia. Eu sorri com aquilo. – Como elas se conheceram?

— Bom... É uma longa historia. – ele se sentou na poltrona a minha frente, mostrando que estava disposto a ouvir. Dei uma risadinha. – Bem... Resumindo, elas se conheceram na faculdade. Depois que meu pai já havia ido embora, minha mãe quis terminar o seu curso que, por ter engravidado de mim, ela teve que interromper. – pensei por uns segundos lembrando-me da época em que eu ficava na casa dos meus tios, os pais da Elsa, para que minha mãe fosse estudar. – Eu ficava na casa da Elsa enquanto minha mãe estava na faculdade, foi a partir dali que desenvolvemos uma grande amizade.

— E por que ela não terminou antes? Digo, sua mãe...

Torci o nariz, infeliz com a lembrança. – Meu pai não gostava que ela estudasse... Achava que, como tornara-se mãe, deveria cuidar da casa e de mim.

Ele ergueu ambas as sobrancelhas, surpreso... E, no fundo, um tanto irritado. – Por que sua mãe... Não largou o seu pai? – murmurou, tentando compreender.

— Eu acho que ela tinha medo... Ou, acreditava que um dia ele iria voltar a ser o homem que era quando começaram a namorar. – eu ri sem humor. – Se conheceram tão novos, ele com 20 anos e ela com 16. Minha mãe engravidou cedo, eles viviam juntos, tudo é um mar de rosas no início, né? – dei uma risada curta. – Mas as pessoas, em sua grande maioria, crescem e mudam. O cara que antes era de família, atencioso, carinhoso sumiu e deu lugar a um “homem” que só se importava com dinheiro, drogas, bebidas e mulheres... – neguei com a cabeça. – Ela acreditava que aquele homem, dos primórdios de seu namoro, ainda residia ali... Minha mãe era uma tola. – dei um longo suspiro. – E ela faz parte da minoria, pois até hoje ela é a mesma menininha daquela época. Ela não mudou nada... – completei num murmuro. – Mas eu não tenho mais o que temer... Lucy nunca vai fazê-la sofrer. Eu as observei por muito tempo para poder afirmar isso convicta. – eu fitei Kristoff nos olhos, esperando que ele compreendesse o que eu estava prestes a dizer. – Basta observar... O sorriso mais bonito e sincero de minha mãe acontece sempre que ela está na companhia de Lucy.

E ficamos ali... Nos encarando por segundos a fio, antes de ele afirmar. – Eu acho que sei o que é isso. – e sorriu de lado, desviando o olhar de meus olhos e fitando o chão.

Kristoff levantou-se pouco tempo depois, voltando ao seu lugar na ponta da sacada. Parecia pensativo... Preocupado. Talvez, até arrependido. Não demorou muito para que ele se manifestasse sobre o que o incomodava... Eu gostei disso.

— É por isso, então, que você tem tanta aversão a cigarros? – ele indagou. Foi a primeira vez que ouvi o timbre de sua voz tão... Arrastada.

Eu escolhi as palavras antes de responder, mas achei que não deveria mentir. Não pra ele. Não para o Kristoff. – É, sim. – ele suspirou pesadamente.

— Me desculpe.

— Você não sabia. – ele colocou as mãos no rosto.

Depois de longos segundos na mesma posição, enquanto que eu ainda o olhava, sem previsões para me cansar disso, ele finalmente disse. – Eu posso ver?

Demorou um pouco para que eu, enfim, percebesse sobre o que ele estava falando. Ele virou-se minimamente para me fitar, dado o demorar de minha resposta. Respirei fundo e anuí, ele se aproximou enquanto eu me virava de costas para ele. Um calafrio subiu minha espinha. Ninguém antes, além das minhas amigas e minha família, havia visto minhas cicatrizes. Até na hora de nadar, eu me certificava de que o maiô estava as cobrindo totalmente.

Puxei meus cabelos, que antes cascateavam as minhas costas, segurando os fios ao lado de meu rosto, rente ao meu pescoço. Kristoff já estava atrás de mim, apenas aguardando, então abaixei metade de minha blusa... Senti minhas marcas expostas.

Ao menos, eu sabia – por já ter memorizado o lugar de cada uma delas –, ele conseguira ver seis, de nove marcas circulares mais escuras que meu tom de pele. Tive a certeza disso quando um de seus dedos deslizou por cima de cada uma delas... Estremeci com seu toque. Um calafrio percorreu meu corpo e eu me arrepiei no mesmo instante.

Engoli em seco, fechando os olhos, tentando me acalmar... Controlar minhas emoções, minhas reações. Não é possível que isso seja tão mais forte que eu assim. Eu apertava, com força, a gola de minha camisa a qual eu segurava desde que abaixei a parte que cobria meu ombro.

Minha respiração já pesava... Até que algo me surpreendeu e me aqueceu, repentinamente.

Abri os olhos, fitando sua jaqueta de couro que descansava sobre meus ombros e cobria, praticamente, todo o meu corpo.

Virei-me instintivamente para fita-lo. Ele já estava em seu lugar anterior, com as mãos nos cabelos e fitando as ruas abaixo... Eu me preocupei.

Caminhei até seu lado, escorando-me ao blindex de frente para ele. – Ei, você está bem? – indaguei, num sussurro.

Mas ele não me fitava.

Minha mão levitou por míseros segundos acima de seu ombro, pronta para repousar ali num gesto de apoio... Mas no último segundo, pensei bem e a retraí, trazendo-a junto a meu peito e a segurando ali, para que esses deslize não fosse cometido novamente.

Ele se virou para mim e eu o fitei enquanto ele me observava, com os olhos âmbar concentrados em meu rosto. Mas foi quando notei ele se aproximar um passo que meu coração falhou uma batida, seguindo num acelerar pesado. Temi que ele pudesse ouvir, dada a quase inexistente distância entre nós, pois ele já havia dado mais dois passos...

Parado a minha frente, ele demorou alguns segundos ainda a me observar. Curiosa e com a respiração entrecortada, eu buscava descobrir em sua feição o que ele pretendia, tendo que olhar para cima para fitar seus olhos, que desviaram-se dos meus por míseros segundos quando ele fitou meu corpo tão próximo ao seu... Eu percebi, pelo subir e descer da proeminência em sua garganta, que ele engolira em seco.

Kristoff erguera lentamente um braço na direção de meu ombro e de repente tornou-se difícil respirar. Agora, sem a jaqueta, eu pude notar as veias salientes em seu braço, quando ele deslizou os dedos pela minha nuca... Minhas pernas bambearam e eu prendi a respiração.

Com uma pressão moderada, ele puxou meu rosto para mais perto até encosta-la de lado em seu peito, com a outra mão ele enlaçou possessivamente minha cintura... No topo de meus cabelos, eu senti um leve e morno roçar, que suspeitei ser seu queixo.

Ele estava me abraçando. – Feliz aniversário. – murmurou e eu não consegui reprimir o sorriso feliz que se formava em meu rosto.

Eu temia que ele pudesse sentir o palpitar pesado de meu coração, mas então notei que o dele estava tão acelerado quanto o meu... Eu estava ouvindo.

Com as mãos hesitantes, eu envolvi suas costas... E o apertei com toda a força que consegui. – Obrigada.

Mal sabia eu, que as cortinas de dentro já estava abertas... E todos os convidados – ressalto: Todos. – assistiam à cena, com sorrisos amáveis e complacentes direcionados a nós.

Mas tudo bem... Eu não ligo.

Quero mais é que vejam mesmo.

Notas finais
Número de palavras: 5.580 Curiosidades: — Eu coloquei "Ariano" no Google Tradutor (prq eu nunca fiz Fisk, aí já viu né -qq) e traduzi pro Inglês, e apareceu "Aryan". Como Anna é Ariana, resolvi fazer um trocadilho maroto no nome do capítulo, por isso: Ari-Anna. — Pesquisem RDJ no Google e vejam o que aparece - lembram da foto que o Jack deu pra Anna? Então, não é difícil adivinhar -qq Ah! Tem um post novo no Tumblr que pode ajudar muitas pessoas na hora da imaginação. Segue o link para interessados -qq http://risingtide-orbis.tumblr.com/post/153162463350/esses-s%C3%A3o-os-artistas-que-me-inspiro-na-hora-de e essa semana terá posts novos e que eu considero IMPORTANTÍSSIMOS, então pra quem me acompanha no Tumblr da fic, fiquem ligados! ^^ Então, gente, é aquilo... O capítulo 27 pode demorar pra sair, pois ainda tem poucas coisas prontas, no entantooooooo, lembrem que eu disse a mesma coisa do capítulo 26 e olha ele aqui -qqq. Então, vamos torcer pela minha inspiração, prq tudo depende dela õ/ Já posso adiantar que... Terá POV da Merida. E DO HICCUP. SOCORRO, THANOS! -QQQQQQ Comentemmmmmm cheirosas! Eu amo, AMO, conversar com vocês ❤ E mais uma vez, obrigada Delf, pela recomendação NOS VEMOS NO PRÓXIMO, UHUL! ❤