Rise of the Brave Tangled Frozen Dragons

13 Capítulo 12: An Ice Castle for a Snow Queen


Notas iniciais
Olá novamente, pessoal! Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer pelos comentários deixados no capítulo anterior. Realmente, vocês não têm a menor ideia do quanto conseguem me fazer feliz. Eu estou ocupada no momento, então os responderei daqui a algum tempo. Enfim, sem mais delongas, espero que gostem e boa leitura!

– Para onde estamos indo? – Jack perguntou pelo que os outros quatro à sua volta julgaram como a milésima vez. O albino estava praticamente se roendo de curiosidade para conhecer o lugar para onde Anna os estava guiando. Eles haviam parado ao pé de uma montanha ao norte de Arendelle e agora a subiam a pé, mas a princesa não havia lhes dado qualquer palavra sobre qual poderia ser seu destino ou o que poderiam encontrar.

– Estamos quase lá e, quando chegarmos, você saberá. – Anna respondeu com um suspiro já impaciente. Tudo o que lhe impedia de perder totalmente a cabeça era a simples possibilidade de ver a reação do espírito do inverno ao melhor trabalho de sua irmã até então. Ela não tinha dúvidas de que iria adorar cada segundo do que estava por vir.

Jack bufou e pareceu ter desistido de fazer perguntas, pois não pronunciou mais qualquer outra palavra durante a subida da montanha. Finalmente, no topo, Anna parou de frente para uma abertura que havia entre as rochas. Ela sorriu diabolicamente antes de passar por ali, convidando os outros a irem com ela. As bocas de Jack, Hiccup, Merida e Jack se escancararam ao ver uma escada de gelo levando a um magnífico palácio completamente feito de gelo.

– Pelo Homem da Lua, só pode ser brincadeira. – Jack falou completamente chocado, correndo os olhos por todo o castelo, ainda não acreditando completamente no que estava vendo.

– Feche a boca antes que você comece a babar. – Anna disse entre risadas, divertindo-se com as expressões de seus amigos, que pareciam incrivelmente abismados com a visão do palácio, bem como ela própria ficara na primeira vez que viera ali. A ruiva então virou-se para a construção de gelo, mas um monte de neve particularmente grande se ergueu, formando um monstro de neve. Rapunzel, Merida, Jack e Hiccup pareceram então despertar de seu estado de torpor e pegaram suas armas, mas foram impedidos pela princesa de Arendelle. – Está tudo bem. – Ela os tranquilizou e se virou para o monstro, que não fez qualquer movimento ofensivo para ela, mas rugiu para os outros quatro. – Está tudo bem, Marsh, eles estão comigo. – Explicou, recebendo um aceno em concordância da criatura, que logo voltou à sua posição inicial, como se fosse apenas um monte de neve. Anna então se virou para os amigos. – Vocês provavelmente deveriam esperar aqui. – Pediu sem graça.

– De jeito nenhum! – Jack, Merida, Rapunzel e Hiccup protestaram, afinal, tanto aquilo era de seu completo interesse quanto eles queriam ver o interior do castelo e saber se seria tão magnífico quanto o interior.

– Na última vez que estranhos vieram nesse castelo, ele foi semidestruído e Elsa quase morreu. – Anna respondeu sem graça, tentando aliviar o clima, mas conseguindo apenas com que houvesse mais tensão instalada entre eles. Por fim, ela apenas suspirou, quase cansada. – Deixem-me apenas falar com ela e dizer que vocês estão aqui, depois eu os chamo. – Propôs, observando como os quatro se entreolharam antes de acenar positivamente com a cabeça. A ruiva então começou a andar na direção do castelo, mas parou ao pé das escadas, segurando um corrimão e olhando para os companheiros por cima do ombro, sorrindo para eles. – E nem pensem em arremessar bolas de neve em Marshmallow. Seria bem ruim. – Advertiu antes de prosseguir para dentro da construção.

Por fim, Anna adentrou no castelo. Apesar de ter ido ali diversas vezes em companhia de Elsa após a loira desfazer o inverno eterno que acidentalmente causara, ela jamais deixava de se surpreender com o trabalho de sua irmã. Poupou alguns olhares maravilhados para cada detalhe do interior gelado antes de subir as escadas, indo para onde sabia que sua irmã estaria. Finalmente, ela se viu no mesmo salão onde contara a Elsa sobre o inverno eterno e onde teve seu coração congelado pelos sentimentos conflitantes da rainha de Arendelle. O local havia sido reconstruído após a pequena visita de Hans e seus homens, o que incluía em as portas da varanda serem recolocadas e o candelabro no teto refeito. Elsa estava sentada em um móvel de gelo semelhante ao trono que tinha em seu castelo em Arendelle, porém mais delicado e gracioso, certamente feito com seus poderes. A Rainha da Neve estava usando seu famoso vestido de gelo e a capa, tendo também deixado o cabelo em uma trança que descansava em seu ombro, tal qual Anna se lembrava de quando a havia visto pela primeira vez naquele castelo. A loira parecia bastante despreocupada e olhava para Anna com um olhar quase decepcionado.

– Você sabe que eu não gosto que você traga alguém aqui. – A loira se pronunciou antes que a ruiva tivesse a chance de fazê-lo. Ela realmente não gostava de ter mais pessoas do que o necessário naquele lugar. Seu castelo era seu santuário, um lugar onde poderia encontrar a paz que tantas vezes precisava, mas isto acabaria se todos soubessem que existia e onde se localizava.

– Como você...? – Anna começou a falar, afinal não havia visto sua irmã na varanda ao chegar e tinha plena consciência de que ela não havia saído para checar, de modo que não sabia como a rainha de Arendelle poderia saber sobre os amigos que trouxera consigo.

– Marshmallow rugiu, ele não faria isso se fosse apenas você, Kristoff, Sven ou Olaf, então, claramente, você trouxe alguém com você, e eu suponho que se trate dos nossos convidados. – Elsa a interrompeu antes que ela tivesse a chance de completar a pergunta. Já sabia o que a ruiva iria dizer, de modo que não sentia a necessidade de esperar que ela terminasse de falar. Quase revirou os olhos ao notar o olhar chocado de Anna sobre si, mas se conteve.

– Como você conseguiu pensar em tudo isso? – Anna perguntou com incredulidade presente em seus olhos e expressão. Às vezes se esquecia do quão racional Elsa realmente era, o que a fazia quase sempre se surpreender com a inteligência e raciocínio rápido de sua irmã mais velha.

– Não é o que interessa agora. – Elsa suspirou com cansaço e se levantou de seu trono de gelo, caminhando em direção a Anna e parando a cerca de um metro de sua irmã caçula, levando suas mãos à cabeça e massageando as têmporas com a ponta dos dedos enquanto fechava os olhos. – O que fazem aqui? – Quis saber.

– Kai e Gerda disseram que você foi ver Pabbie e, quando nós fomos falar com ele, ele disse que você estava aqui. – Anna explicou rapidamente, parecendo bastante sem graça. Ela sabia bem o quanto Elsa detestava que trouxesse pessoas àquele castelo, mas não podia negar que era realmente importante que viessem.

– Sim, claro. – A Rainha da Neve concordou, embora não houvesse aberto os olhos após deixarem as mãos caírem junto ao corpo. Respirou fundo antes de falar. – Suponho que ele tenha lhe falado sobre a conversa que tivemos. – Finalmente abriu os belos olhos azuis como gelo, fitando sua irmã com curiosidade misturada a apreensão.

– Sim. – Anna assentiu subitamente nervosa com o que poderia sair daquela pequena troca de palavras com sua irmã. – E então, o que você decidiu? – Quis saber, apreensiva pela possibilidade de Elsa escolher ficar em Arendelle ao invés de cumprir a profecia do Homem da Lua e ajudar na derrota de Breu.

– Eu não entendi a pergunta. – Elsa abriu um pequeno sorriso gentil e seus olhos brilharam em diversão ao ver a face confusa de Anna. Ela queria rir, mas se conteve. Isto era algo de que a ruiva não precisava naquele momento.

– Sobre essa coisa de guardiões, o que você quer fazer? – A princesa de Arendelle explicou de forma nervosa, apesar de desconhecer o motivo do repentino e estranho comportamento de sua irmã mais velha.

– Anna, você não entendeu? – Elsa arqueou uma sobrancelha quase em sinal de descrença, fazendo com que a caçula a olhasse com ainda mais confusão presente em seu rosto e olhar. – Não é o que eu quero, é o que você quer. – A loira explicou, caminhando até ficar mais próxima de sua irmã e colocando uma de suas mãos no ombro na mais jovem, sorrindo ligeiramente para ela.

– Eu não entendi. – Anna respondeu completamente perdida. As palavras de Elsa não faziam qualquer sentido para ela, a confundiam mais do que explicavam qualquer coisa.

– Eu já tomei muitas decisões por nós duas sem consulta-la, Anna. – A rainha de Arendelle começou a explicar, sorrindo melancolicamente e parecendo perdida em seus próprios pensamentos e preocupações. – E isto se provou uma atitude de consequências desastrosas. – Prosseguiu, mas, finalmente, focou sua atenção em sua irmã caçula, olhando-a nos olhos como não havia feito até então. – Eu não vou sair deste reino, sendo com ou sem você, caso esta não seja a sua escolha. – Disse, surpreendendo a ruiva com suas palavras. – Você pode decidir. Se eu devo ir sem você, se você virá ou se ambas permaneceremos em Arendelle. – Finalizou.

– Mas e quanto a você? – A princesa arqueou uma sobrancelha e, apesar de claramente feliz por sua irmã considerar tanto sua opinião, desejando mais do que tudo saber o que a Rainha da Neve pensava a respeito da situação.

– Particularmente, eu acredito que acompanhar nossos convidados pode não ser a decisão mais prudente para sua segurança. – Elsa respondeu com um dar de ombros, aparentemente indiferente à sua própria opinião ou ao que poderia acontecer com ela naquela pequena viagem, antes de sorrir para sua irmã caçula. – Mas, como eu disse, não é o que eu quero, é o que você quer. – Repetiu.

– Você realmente faria isso? – Anna questionou com um sorriso se formando em seus lábios à medida que o entendimento sobre as palavras de Elsa se instalava em sua mente. – Você iria comigo? – Quis saber, afinal ela já estava decidida. Queria ir, mas precisava que a loira fosse com ela. Não iria se separar de sua irmã, nunca mais.

– Alguém deve protegê-la do mundo. – Elsa sorriu com carinho, pegando uma das mãos de Anna com aquela que não estava no ombro da menina. – Aventuras aguardam além deste reino, é verdade. – Suspirou. – Aventuras sim, mas perigos também. – Finalizou, respirando fundo ao terminar de falar.

Anna a observou por alguns minutos após isto. Sua irmã já havia feito tanto por ela. Havia desistido de sua infância apenas para protegê-la, havia decidido se isolar numa montanha gelada apenas para mantê-la segura. Fora o amor das duas que descongelara a ruiva quando ela se tornara gelo puro, não o de Kristoff e, absolutamente, não o de Hans. Elas eram irmãs, no final das contas. Com isso, a ruiva subitamente puxou Elsa para um abraço apertado, que, apesar da surpresa inicial, a loira logo retribuiu.

– Eu também quero abraços quentinhos! – A voz de Olaf se fez presente, chamando a atenção das duas, que olharam para o boneco de neve, que tinha estado na varanda até então, mas que acabara por finalmente adentrar novamente no castelo e correr até elas, abraçando as pernas das irmãs de Arendelle.

Elsa e Anna riram antes de se abaixar para ficarem mais próximas à altura de Olaf e abraçarem-no, como ele tanto gostava. O boneco de neve pareceu particularmente alegre com isso e ria a cada segundo. Finalmente, os três se separaram e a loira e a ruiva se levantaram.

– Eu provavelmente deveria me trocar antes de descer. – Elsa declarou, dando uma olhada em seu vestido de gelo com uma expressão pensativa em seu rosto. – Eles já viram o castelo de gelo, não precisam me ver vestida assim também. – Concluiu, porém, antes que pudesse realizar qualquer ação que indicasse que trocaria de roupa, teve sua mão segurada por Anna, que trazia um sorriso divertido nos lábios.

– Não, mantenha o vestido. – A ruiva pediu com um brilho de diversão diabólica em seus olhos azul-água. Definitivamente a princesa de Arendelle estava tramando algo e a última coisa que a rainha desejava era saber o que seria.

– Por quê? – Elsa acabou perguntando apesar do alerta interior de manter-se longe das brincadeiras de Anna. Sua curiosidade levou a melhor sobre si, apesar de ela ter a leve impressão de que se arrependeria ao saber a resposta.

– Apenas, mantenha-o. – Anna pediu novamente e recebeu um curto e hesitante aceno em concordância de Elsa antes de, juntamente com Olaf, arrastasse sua irmã pelas escadas e para fora do castelo, onde os outros quatro aguardava impacientemente.

Como esperado por Anna, novamente as bocas de Merida, Hiccup, Jack e Rapunzel formaram um O perfeito assim que avistaram Elsa trajando seu vestido de gelo e com o cabelo trançado rebelde. Além de a loira estar bastante diferente da figura régia e serena da rainha de Arendelle, ela estava absolutamente deslumbrante. As princesas de Highland e Corona logo se recuperaram do choque, apesar de ainda parecerem impressionadas, e olharam para o chefe de Berk e o guardião da diversão, que permaneciam com os olhos vidrados em Elsa e com as bocas completamente abertas.

– Vocês dois já podem parar de babar. – Rapunzel declarou com um sorriso divertido, conseguindo despertar os dois rapazes de seu estado de torpor e observando entre gargalhadas como eles desajeitadamente se recompuseram.

– O que é aquilo?! – Merida exclamou subitamente, assustando todos, e apontando para Olaf, que aparecera por detrás de Elsa. Finalmente vendo o boneco de neve, Hiccup e Jack ficaram absolutamente chocados, porém Rapunzel já havia se acostumado com o fato depois de passar algum tempo de sua noite em companhia da criação mágica de Elsa.

– Oi, eu sou Olaf e eu gosto de abraços quentinhos! – O boneco de neve caminhou animado em direção ao treinador de dragões, a princesa de Highland e o guardião da diversão, abrindo os braços como se fosse abraça-los, algo que realmente queria fazer.

– Um boneco de neve vivo?! – Jack praticamente gritou, alternando olhares entre Elsa e Olaf, sem acreditar que os poderes da rainha loira poderiam empregar vida em suas criações, apesar de ter visto o monstro de neve que guardava o castelo, aparentemente de nome Marshmallow.

– Na verdade, Olaf não foi exatamente intencional. – Elsa respondeu sem graça, porém sorrindo para o boneco de neve, que abraçou as pernas de todas as pessoas presentes antes de retornar até onde ela estava. – Mas minha melhor criação. – Abaixou-se para ficar da altura de Olaf, sorrindo carinhosa e calorosamente para ele. Um rugido chamou sua atenção para a pilha de neve imóvel, fazendo-a rir. – Claro, Marshmallow, você também. – Tranquilizou o monstro de neve, que então voltou a ficar em silêncio.

Então, todos ficaram em silêncio, sem saber exatamente o que precisava ser dito naquele momento. Jack, Merida, Rapunzel e Hiccup ainda não tinham qualquer ideia sobre o que acontecera dentro do castelo de gelo ou sobre a decisão tomada pelas irmãs de Arendelle. Depois de alguns minutos em um silêncio desconfortável, o espírito do inverno se aproximou da Rainha da Neve.

– E então? – Ele quis saber, recebendo uma sobrancelha arqueada por parte dela em resposta. Deste modo, ele tratou de se explicar. – O que você decidiu? – Especificou sua curiosidade, remexendo-se inquieto em seu lugar.

– Primeiramente, eu gostaria de saber sua opinião sobre receber minha ajuda e da minha irmã. – Elsa respondeu com seriedade, abandonando seu sorriso, deixando apenas a face serena e régia da rainha que conheceram no escritório do castelo de Arendelle.

– Eu acho que a ajuda de vocês realmente seria bem-vinda. – O guardião da diversão falou de forma nervosa, ponderando sobre que tipo de reação se seguiria às suas palavras.

– E você acredita que podemos obter sucesso nesta batalha contra o Rei dos Pesadelos? – Ela parecia genuinamente interessada na opinião dele, o que serviu apenas para deixa-lo mais desconfortável quando toda a responsabilidade de receber ou não a ajuda da rainha e da princesa de Arendelle caiu sobre seus ombros.

– Eu acho que podemos ganhar. – Ele afirmou, tentando parecer o mais seguro que conseguia. Se estivessem todos juntos, ele realmente acreditava na possibilidade de eles derrotarem Breu, mas o olhar inquisitivo de Elsa sobre si o deixava realmente desconfortável com a situação.

– Existe muito achismo nesta conversa. – A Rainha da Neve declarou de repente, recebendo a atenção do espírito do inverno, que até então fitava o chão coberto de neve da montanha do norte. – Sou a irmã mais velha, a rainha de Arendelle e, definitivamente, não tenho tempo para achismo. – Ela disse, fazendo com que o albino se questionasse se havia realmente estragado tudo com suas palavras desmedidas. – Se você quer nossa ajuda, preciso que tenha certeza. – Ela falou, surpreendendo-o por parecer realmente disposta a ajuda-los.

– E eu tenho. – Ele assegurou, recebendo um pequeno sorriso da loira em resposta, o que serviu para deixa-lo mais confiante em sua fala. – Eu sei que ganharemos, Elsa, mas, para isso, precisamos estar unidos, todos nós. – Gesticulou para os outros quatro, que até então observavam calados a conversa que se desenrolava entre as duas únicas pessoas em todo o mundo com poderes sobre o inverno. Elsa olhou de esguelha para Rapunzel, que assentiu com entusiasmo ao olhar inquisitivo da loira, antes de se voltar para o albino.

– Então sugiro que retornemos a Arendelle e façamos os preparativos antes de partimos. – Elsa sorriu calorosamente, fazendo com que Hiccup, Merida, Jack, Rapunzel e Anna comemorassem por finalmente a Rainha da Neve ter lhes dado sua decisão.

– Claro! – Jack concordou eufórico por, depois de quase duas semanas e com seu prazo estipulado quase no fim, ter conseguido a ajuda dos outros cinco escolhidos pelo Homem da Lua. Ele realmente tinha esperança na derrota de Breu, principalmente agora que sabia que teria a ajuda das pessoas certas. Ele se virou para caminhar de volta ao pé da montanha para que retornassem ao reino, mas seu braço foi segurado por Elsa, fazendo com que ele se voltasse novamente para ela.

– Mas devo adverti-lo de algo. – Ela declarou, notando que todos agora prestavam atenção dela, mas agregando pouquíssima atenção ao fato. – O que você disse, em meu escritório, sobre mim, é verdade. – Falou, porém, antes que ele tivesse chance de interrompê-la, continuou. – E espero que você mantenha isso em mente, pois eu posso não ser tão útil quanto imagina. – Finalizou.

Finalmente, ele conseguiu ver o que todos haviam lhe dito durante o caminho até ali. Realmente, Elsa era insegura. Por baixo de toda a fachada de rainha régia, ela tinha seus medos e um deles era de que não fosse capaz de ajuda-los naquela tarefa, ao que parecia. Imediatamente, ele se sentiu mal pelo que dissera a ela em seu escritório, de modo que se sentiu na obrigação de respondê-la.

– E o que você disse para mim também é verdade. – Jack declarou com um sorriso enorme, recebendo um olhar confuso da Rainha da Neve em resposta. – Eu vim pedir sua ajuda, e eu não me arrependo disso. – Assegurou, fazendo com que ela lhe desse um singelo sorriso, servindo apenas para que ele sorrisse mais ainda, se é que era realmente possível.

– Então, podemos ir? – Hiccup chamou a atenção dos demais para si, observando como todos assentiram silenciosamente e começaram a caminhar até o pé da montanha. Ao chegarem lá, avistaram os três cavalos usados pelas princesas e também Toothless. – Elsa, como você chegou aqui? – O castanho quis saber, afinal não tinha a menor ideia de como a rainha de Arendelle percorrera o caminho desde o Vale das Rochas Vivas até aquela montanha.

Elsa apontou insegura para uma pilha de neve, que, tal qual Marshmallow, se ergueu, mas ao invés de formar uma figura humanoide monstruosa, formou um belíssimo cavalo feito de neve e gelo.

– Agora é sério, o que foi que você NÃO fez com seus poderes? – Merida questionou boquiaberta, alternando olhares entre o cavalo mágico e sua criadora, que parecia bastante insegura com a súbita atenção direcionada à sua magia.

– Um dragão. – Elsa brincou, gesticulando para Toothless, que se aproximou dela e a observou por alguns minutos antes dar-lhe sua melhor versão de um sorriso, sem dentes como era de mais costume em uma situação sem perigo.

– Parece que ele gostou de você. – Hiccup anunciou enquanto sorria ao ver a cena improvável da rainha de Arendelle acariciando a cabeça de seu amigo dragão. O Fúria da Noite realmente parecia ter gostado bastante da Rainha da Neve, por qualquer que fosse o motivo.

– Ele é uma graça. – Elsa respondeu sorrindo para o dragão antes de se afastar dele e seguir em direção ao seu cavalo de neve, graciosamente montando nele, colocando Olaf atrás de si na sela e abrindo o mesmo sorriso de diabólica diversão que Anna exibira durante todo o caminho até ali. – O último de nós a chegar dorme nos estábulos com Sven. – Declarou antes de atiçar seu cavalo, que começou a se mover em uma velocidade anormal em direção à floresta.

– Aquela trapaceira! – Jack exclamou antes de chamar os ventos e alçar voo, perseguindo Elsa, que já havia desaparecido por entre as árvores congeladas que rodeavam a montanha do norte.

Hiccup rapidamente montou em Toothless e Anna, Merida e Rapunzel fizeram o mesmo com os cavalos que usaram para chegar até ali, indo o mais rápido que podiam em direção à floresta por onde não mais conseguiam avistar Jack e Elsa. Aqueles seis eram, definitivamente, um grupo peculiar e, mesmo com seus defeitos, medos e inseguranças, seriam os salvadores da humanidade.

Notas finais
Por favor, perdoem os erros presentes no capítulo. E então? O que acham que acontecerá agora? Elsa e Anna finalmente entraram no grupo e a caçada a Breu irá começar. Quais são seus palpites sobre os acontecimentos futuros? Até o próximo capítulo!