Notas iniciais
Pessoal, aqui está o primeiro capítulo. Perdoem qualquer erro, porque eu não tive tempo de revisar. Ah, e antes que eu me esqueça, eu agradeço muito aos comentários recebidos no prólogo. Realmente, muito obrigada! Àqueles que ainda não foram respondidos, eu farei isso mais tarde. Espero que gostem e boa leitura!

Berk era distante o suficiente para que, mesmo voando a toda velocidade, Jack fosse capaz de alcança-la apenas ao entardecer do dia seguinte. Seus olhos se arregalaram à primeira visão que teve da ilha. Realmente, havia muitos dragões ali, mais do que o espírito do inverno pensara que existia. E os vikings que habitavam o reino pareciam bastante amigáveis para com as criaturas, brincando e montando em alguns.

Olhando mais detalhadamente, percebeu que Berk se tratava de uma ilha com terreno bastante irregular. Rodeado de água, que, por sua vez, continha vários barcos pesqueiros velejando, era possível ver que o reino sobrevivia por meio de seus produtos marinhos, visto que a terra era acidentada demais para permitir plantações. Os grãos, verduras e frutas, provavelmente, seriam comercializados com outros reinos. As casas eram simples, rústicas, essencialmente feitas de madeira e pedra e as roupas usadas pelos habitantes eram, em sua maioria, de pele e couro, embora também houvesse tecido. Os vikings andavam todos armados com machados e espadas mortais, alguns usando também o estranho capacete com chifres que o albino vira Sandman retratar com sua areia de sonhos.

Jack, então, decidiu-se por ir por terra. Imediatamente notou que as pessoas não o viam e o atravessavam, como se ele fosse um mero fantasma. Não acreditavam nele, como era de se esperar de uma ilha que, como o próprio Papai Noel dissera, tinha pouquíssimas crianças aptas a receberem presentes de Natal. Sendo um povo essencialmente guerreiro, eles não deveriam ter tempo para crenças e fábulas de espíritos. Era óbvio que ele não iria obter qualquer ajuda das pessoas dali, de modo que optou por procurar o chefe da ilha por si mesmo.

Vendo as casas da ilha enquanto procurava, não foi difícil de encontrar a maior de todas, possivelmente pertencente ao chefe, justamente a pessoa que ele procurava. Naquela situação, ser invisível tinha suas vantagens, pois não havia ninguém para impedi-lo de invadir a casa do rapaz que buscava. Caminhou pelos cômodos da forma mais silenciosa que conseguia, ainda não tendo certeza se seria visto e ouvido por Hiccup.

Finalmente, encontrou alguém na casa, e, por ser o único ali, deveria ser ele a quem o albino estava procurando. Um rapaz de cabelos castanhos e olhos verdes que estava sentado detrás de uma mesa, folheando alguns papéis, possivelmente contratos de negócios, afinal a ilha não possuía condições para sobreviver sem auxílio. Não era tão alto e forte quanto os demais vikings que o espírito do inverno havia visto pelo reino, mas tampouco aparentava ser apenas um jovem indefeso. Era ligeiramente mais alto que o guardião e tinha um porte físico atlético, de alguém acostumado a exercícios pesados diários. Usava uma armadura negra com o símbolo de Berk pintado em vermelho no peito, mais à direita. Seu capacete, que não possuía chifres como os da maioria, estava sobre a mesa, intocado e era do tipo que cobriria todo seu rosto. Jack também percebeu, em choque, que o rapaz não tinha uma das pernas, que era substituída por um estranho aparelho metálico, que deveria ser o suficiente para mantê-lo de pé.

– Como foi que você perdeu a perna? – O albino acabou perguntando antes que pudesse se conter, embora ainda não soubesse se o castanho seria capaz de vê-lo e ouvi-lo.

Obteve sua resposta quando, subitamente, Hiccup levantou a cabeça, fitando diretamente o espírito do inverno com confusão. Imediatamente se levantou e pegou a espada que permanecia ao lado da mesa, apontando-a para o desconhecido, sem ter certeza se seria um inimigo ou não.

– Quem é você? – O castanho questionou com os olhos semicerrados, desconfiado. Não havia percebido aquele estranho adentrar em sua casa, sequer o conhecia, de modo que não podia simplesmente baixar sua guarda diante do albino. – Como entrou aqui? – Perguntou antes mesmo de obter uma resposta à sua primeira pergunta.

– Meu nome é Jack Frost e não foi muito difícil entrar aqui. – O espírito do inverno respondeu com um dar de ombros, sem agregar muita importância para a arma que era apontada para ele. Ele era um espírito, um guardião, não seria uma simples espada que iria feri-lo.

– Jack Frost? – Hiccup repetiu, aparentando confusão. Nos centenas de livros que havia lido, havia adquirido um pouco de conhecimento sobre os mais variados assuntos, incluindo da lenda do espírito do inverno. Aquele albino deveria estar brincando com ele, relembrando os tempos de “Hiccup, o inútil”, embora o castanho tivesse certeza absoluta de jamais tê-lo visto em toda sua vida. – Não estou brincando, qual é o seu nome? – Perguntou novamente, decidido a conseguir uma resposta verdadeira e coerente.

– Jack Frost. – O guardião disse novamente, dando de ombros. Assistiu Hiccup franzir o cenho, aparentemente se irritando por, supostamente, o recém-chegado estar apenas brincando com ele e testando sua paciência.

Antes que o chefe de Berk pudesse fazer qualquer pergunta, Jack realizou um rápido movimento com seu cajado de madeira, enchendo a sala de neve em poucos segundos. O castanho arregalou os olhos, incrédulo pelo que acabara de ver. Vivia cercado por dragões, mas ver alguém criar neve com um cajado certamente era algo bem diferente. Soltou uma exclamação surpresa, examinando o cômodo à sua volta para ter certeza de que não era apenas sua imaginação.

– Hiccup! – Uma mulher, de cabelos e olhos castanhos vestida com roupas compostas de pele e tecido, apareceu correndo na porta do escritório, olhando em volta pela sala cheia de neve, aparentando estar tão incrédula quanto o jovem por detrás da mesa. – O que aconteceu aqui, filho? – Questionou, olhando diretamente para o rapaz.

Então aquela era a mãe do chefe de Berk, Jack concluiu. Sentiu-se melhor pelo garoto, afinal, como North dissera, ele perdera o pai recentemente. Era bom que, pelo menos, ela houvesse restado para lhe dar um pouco de conforto. O albino se lembrava de como era perder alguém, remetia-o à época em que Jamie morrera. Ele ficara arrasado e sem cumprir seu trabalho como guardião por quase um ano antes de achar alguma felicidade junto aos netos de seu falecido melhor amigo.

– Ele fez isso. – Hiccup despertou Jack de seus pensamentos, fazendo com que o albino percebesse que o castanho apontava diretamente para ele, indicando-o como culpado aos montes de neve que cobriam a sala. O guardião olhara para a mãe do rapaz, percebendo que ela estava confusa olhando na direção que o filho lhe indicara, mas, claramente, ela não era capaz de ver nada.

– De quem você está falando, filho? – Ela perguntou sem entender, voltando-se para o castanho, que pareceu ficar ainda mais confuso. Claramente ele não conseguia assimilar o fato de que sua mãe não conseguia enxergar um albino de casaco azul, calças castanhas, descalço e segurando um cajado estava ali próximo a ela.

Hiccup olhou para Jack sem entender, fazendo um silencioso pedido por explicações com os olhos, temendo que, se falasse mais alguma coisa, sua mãe pensaria que ele ficara louco pelo trabalho excessivo. O albino sorriu, divertindo-se com a situação, mas decidiu que era melhor ajudar o futuro companheiro, uma vez que precisaria da ajuda dele e não podiam perder tempo.

– Ela não pode me ver. – O guardião explicou naturalmente, afinal sabia que a mãe do chefe de Berk não iria ouvi-lo. Ao ver que ele parecia confuso, tratou de prosseguir. – Apenas os que acreditam em mim conseguem me ver. Como eu disse, sou Jack Frost, o espírito do inverno e Guardião da Diversão. – Apresentou-se mais uma vez, fazendo uma reverência exagerada em sinal de sarcasmo, ato este a qual Hiccup revirou os olhos em resposta.

Obtendo a explicação do albino, o castanho finalmente se virou para sua mãe, que ainda olhava para ele de modo confuso e um pouco assustado, temendo que seu filho houvesse perdido o juízo em causa do trabalho excessivo e da morte recente de seu pai, apesar de ainda não saber de onde surgira aquela neve, uma vez que estavam em um dos raros períodos em que não nevava em Berk.

– Não é nada, mãe. – Hiccup finalmente se pronunciou, mas percebeu que ela não iria simplesmente sair dali sem qualquer explicação. Com um suspiro cansado, tratou de continuar a falar. – Explico mais tarde. – Prometeu seriamente.

Ela assentiu e, com uma última olhada para a sala cheia de neve, saiu dali, retornando à atividade que realizava antes que a exclamação de seu filho lhe chamasse a atenção e lhe levasse para aquele lugar, deixando Hiccup e Jack sozinhos no escritório do chefe de Berk, que um dia pertencera ao pai do castanho, mas que agora era de propriedade dele. Sem mais ninguém com que se preocupar, o rapaz voltou-se para o espírito do inverno e arqueou uma sobrancelha, aguardando uma explicação.

– Eu já disse, sou Jack Frost. – O albino repetiu já impaciente. Se o castanho não acreditava verdadeiramente nele, como seria possível que o visse? Depois de alguns minutos, chegou a uma conclusão. Mesmo humano, Hiccup era um guardião, ele fora escolhido para ser um. Isso deveria lhe conferir algumas habilidades especiais.

– Tudo bem, Jack Frost. – Hiccup concordou ainda desconfiado, deixando sua espada sobre sua mesa, ao alcance de sua mão caso se provasse necessário, e se sentou mais uma vez em sua cadeira, sem jamais perder o albino de vista. – O que o traz aqui? – Perguntou, dando-se conta que duvidar da identidade daquele estranho não o levaria a nada.

– Preciso da sua ajuda. – O espírito do inverno imediatamente respondeu. Estava gastando mais tempo do que previra na tentativa de convencer aquele rapaz a lhe ajudar, por mais que ele pudesse vê-lo. North lhe dera um prazo curto e ele ainda teria de buscar mais quatro pessoas que poderiam ser tão ou mais desconfiadas que o garoto à sua frente.

– Por que precisaria da minha ajuda? – Hiccup questionou sem entender. Com a neve à sua volta e o fato de que sua mãe não fora capaz de ver o guardião, não era difícil para ele se convencer de que aquele realmente deveria ser Jack Frost. Mas por que um guardião imortal poderia precisar da ajuda dele, justamente dele, o antigo inútil do reino?

Com um suspiro cansado, Jack iniciou sua narrativa. Contou-lhe sobre como ele despertara em um lago congelado há mais de quatrocentos anos e sobre como ninguém o via, e ele apenas podia vagar pelo mundo sem nenhum objetivo. Deu-lhe um curto relato sobre os trezentos anos solitários que passara antes de se tornar um guardião e como foi seu primeiro encontro com a Fada do Dente, o Papai Noel, o Coelho da Páscoa e Sandman. Apesar de aparentar bastante surpresa ao ouvir os nomes das lendas que ele tão fielmente acreditava quando criança, Hiccup não fez qualquer menção de interromper o albino à medida que ele continuou a falar. Jack contou também sobre Breu, o Rei dos Pesadelos, e sobre sua luta contra ele, assim como a vitória dos guardiões. O chefe de Berk era realmente um bom ouvinte, o que tornou mais simples para o espírito do inverno lhe narrar à história de toda sua existência, que não fora curta. Quando acabou, já era noite e a lua estava alta no céu, iluminando-os por meio da janela enorme que existia numa das paredes do escritório. Ao término, o castanho não conseguia mais duvidar da palavra daquele que anteriormente invadira sua casa. Ninguém poderia criar uma riqueza tão grande em detalhes, nem mesmo o melhor dos mentirosos. E o albino inspirava confiança, parecia estar sendo sincero, de modo que, mesmo antes que a narrativa terminasse, o castanho já acreditava na palavra dele sobre ser um espírito do inverno e um guardião.

– Entendi. – Hiccup murmurou assim que o Frost finalmente terminou de falar, recostando-se ao encosto de sua cadeira, pensativo. Sua linha de raciocínio foi quebrada pelo albino, que lhe chamou a atenção, confuso.

– Você realmente acredita em mim? – O espírito de cabelos brancos quis saber, verdadeiramente surpreso por não ter que prender o jovem chefe de Berk em um saco para leva-lo à fábrica de brinquedos, como fizeram com ele na primeira vez em que fora levado lá para se tornar um guardião.

– Bom, eu vivo cercado de dragões, então não acho que tenha o direito de duvidar. – O castanho riu, bem-humorado, levando seu mais novo amigo a rir também, embora de forma mais ruidosa do que ele o fez. Depois de pararem de gargalhar, o mais jovem voltou a falar. – Mas você ainda não me disse o porquê de precisar da minha ajuda. – Concluiu, agora mais sério do que anteriormente, aguardando uma explicação.

– Bem, o Breu retornou. – Jack falou da forma mais resumida que conseguia pensar, afinal nem o próprio espírito do inverno estava entendendo bem a situação em que estava envolvido. Apenas sabia que precisava encontrar os cinco escolhidos pelo Homem da Lua e leva-los de volta para a fábrica.

– Mas vocês o derrotaram antes, certo? – Hiccup questionou com confusão preenchendo seus olhos verdes e o albino assentiu em concordância, identificando a dúvida dele como a que ele próprio tivera enquanto ainda estava na fábrica. – Então por que desta vez seria diferente? Por que precisam da minha ajuda? – Perguntou sem entender.

– É complicado. – Jack explicou, retirando do casaco o pergaminho que trouxera consigo desde a oficina de brinquedos, o que continha a profecia. Estendeu-o para o chefe de Berk, que o pegou e o abriu, iniciando a leitura. – Como dá para ver, preciso encontrar outras quatro pessoas além de você. – Suspirou cansado. – Não sei o que há de diferente desta vez, o que Breu pode estar tramando, mas não vamos conseguir detê-lo sozinhos. Precisamos de ajuda e vocês foram os escolhidos. – Sorriu com a ironia da situação, como agora era ele recrutando novos guardiões quando, no início, ele jamais quisera ser um guardião.

– O que acontece se ele vencer? – Hiccup perguntou, devolvendo o pergaminho ao espírito do inverno assim que acabou de ler, processando as informações que havia adquirido em tão poucas horas. Era mais do que ele conseguia assimilar.

– O mundo vai entrar em uma nova Idade das Trevas. – O albino respondeu com mais um suspiro, apoiando-se em seu cajado de madeira de forma distraída enquanto examinava o rapaz à sua frente com os olhos, buscando quaisquer indícios da resposta que ele lhe daria ao seu convite para se tornar um guardião.

– Isso não seria nada bom. – Hiccup assentiu, cruzando os braços. Franziu o cenho enquanto pensava, tentando decidir suas futuras ações. Ele tinha obrigações em Berk, era o chefe da ilha. Não poderia simplesmente sair e embarcar numa aventura, por mais que fosse bastante convidativo. Porém, se aquilo fosse verdade e ele não fizesse alguma coisa, não iria restar nada de seu reino para ele comandar, todo o legado de seu pai e de seus antecessores seria destruído juntamente com tudo o que fora construído ali, toda a história dos vikings de Berk. E isso ele não poderia permitir. – Depois de descansarmos, se você estiver disposto, poderíamos sair para procurar o segundo escolhido pela manhã. – Propôs com um sorriso, levantando-se de sua cadeira e se apoiando com as mãos na mesa à sua frente.

– Você vai ajudar? – Jack perguntou quase sem conseguir acreditar. Não havia sido tão fácil, porém tampouco tão difícil quanto esperava. Era difícil de crer que, apenas com uma explicação plausível, o rapaz iria ajuda-lo. O albino sorriu entusiasmado. As coisas estavam definitivamente começando a melhorar.

– Na verdade, nós iremos ajudar. – Hiccup corrigiu, recebendo um olhar confuso de seu mais novo amigo em resposta, o que o fez soltar uma baixa risada e se virar para a única janela do cômodo. Assobiou. – Toothless! – Chamou seu fiel dragão, que logo apareceu na janela. Jack arregalou os olhos ao enxergar o Fúria da Noite, que o olhou de forma desconfiada, claramente capaz de vê-lo. Dragões eram criaturas mágicas, então não devia se surpreender por ser enxergado por eles. – Se você não se incomodar, partiremos pela manhã. – Propôs sorrindo enquanto ia à janela e acariciava a cabeça de Toothless.

– Não, tudo bem. – Jack concordou animado. Iria ser uma pausa em um prazo de tempo já curto, ele sabia, mas Hiccup precisava descansar e, mesmo com o tempo gasto para convencer o castanho, ele ainda tinha mais de dez dias. Teria que ser o suficiente. – Então, eu já vou indo. Te encontro aqui amanhã de manhã para podermos ir. – Declarou e sequer esperou por uma resposta antes de pular pela janela onde estavam Hiccup e Toothless e alçar voo, perdendo-se acima das nuvens.

O albino buscou um lugar próximo à ilha que não lhe oferecesse perigo e onde ele pudesse descansar durante a noite. Finalmente, encontrou uma casa abandonada nos limites de Berk. Deveria bastar para ele tirar um pequeno cochilo até a manhã seguinte. Adentrou na construção e notou os móveis empoeirados pela falta de uso. Deu de ombros e seguiu para o cômodo que deveria ser um dos quartos, deitando-se numa das camas de solteiros com lençóis brancos cobertos de poeira. Tossiu um pouco ao aspirar o ar, mas logo conseguiu relaxar. Brincou com seu cajado por mais algum tempo, pensando.

Ele iria buscar Hiccup na casa do castanho na manhã seguinte para que os dois seguissem em busca da segunda pessoa descrita na profecia. Jack retirou o pergaminho do casaco e leu mais uma vez, concentrando-se na parte do escolhido seguinte ao chefe de Berk. “Em seguida, procure pela terra de guerreiros e onde princesas não tem lugar, os bravos cabelos de fogo que jamais erram seu alvo ao atirar.” O outro rapaz teria de lhe ajudar, pois ele ainda não fazia a mínima ideia de quem poderia ser, mesmo com a sugestão que Fada lhe dera antes de sair. Ela deveria ter razão, a pessoa descrita deveria ser alguém de cabelos vermelhos que era um bom atirador, mas isso não melhorava em nada as chances que tinham de encontra-lo quando sequer sabiam onde procurar. “Procure pela terra de guerreiros e onde princesas não tem lugar”. Onde, pelo Homem da Lua, isso seria? Esta era a única questão que rondava a mente do espírito do inverno quando ele finalmente se entregou ao sono naquela velha cabana abandonada sob a luz da lua.

Notas finais
O que acharam do capítulo? Lembrando que toda opinião é bem-vinda. Já sabem que é o próximo escolhido? Claro que sabem... Como dito no prólogo, serão necessários cinco comentários para que eu poste o próximo capítulo, que já está até escrito. Novamente, perdoem qualquer erro.