Rise of Justice

2 Two Faces, Same Coin


Notas iniciais
Mais um pra caçapa! Tenham uma boa leitura!

Two Faces, Same Coin.

https://imgur.com/a/vkE0ldC

Recostada na parede e segurando um copo de plástico na mão, ainda trêmula, tinha certeza do que tinha visto mais cedo fora da Delegacia, mas agora que a polícia começara a conter os repórteres e curiosos, as coisas se acalmavam. Tudo estava se acalmando, menos Aranea.

Não iria ter outro surto, obviamente e nem podia para não chamar mais atenção do que já estava. Todos olhavam ela passar com uma expressão torta, pareciam estar tristes por ela, estavam com pena da Zloty. Queria poder sair xingando todo mundo e mandar uma carta de demissão escrita em caneta rosa brilhante, mas no momento esse sonho estava distante.

Deixando o copo de plástico no lixo, e olhando ao redor, a delegacia como sempre estava lotada de funcionários, e passando a língua suavemente sobre os lábios secos e machucados, pegou sua bolsa e passou rapidamente pelas pessoas em seu caminho, pedindo licença algumas vezes, apenas até que pudesse chegar ao escritório do Sr. Caelum. Poderia ter pedido por uma folga ou uma pausa para que confirmasse o que havia acontecido lá fora, para sua própria segurança mas não estava agindo conforme suas vontades, apenas na adrenalina de querer logo terminar aquele caso e voltar a sua vida tediosa naquele emprego.

Estava a sufocando, como nos outros dois, e não sabia por quanto tempo iria aguentar ou por quanto tempo iria ficar viva antes de ser sequestrada e morta por traficantes. Mais um dia normal no trabalho.

Quase se jogando em direção à porta da sala, parou de uma vez e recontou pela quinta vez o que tinha acontecido. Pessoas mortas, ameaça, drogas perigosas em sua bolsa, teria de falar tudo isso com o delegado por trás daquela porta, Warren Caelum, responsável pelo pavilhão Oeste. Arrumou a postura e levou a mão até a maçaneta, abrindo a porta.

— Senhor, posso saber o motivo...

Interrompida pelo olhar sério do homem, foi automático, seus lábios se selaram e ela deu um passo pra trás, juntando as mãos e fazendo uma expressão meio amedrontada, como um cãozinho após ser repreendido, qual era o seu problema, inferno?

— Senhorita Zloty... tudo vai se explicar. — foi tudo o que o desgraçado falou. Ótimo, obrigada, agora estou me sentindo muito mais calma! Foi o que ela pensou.

Analisou primeiramente o delegado em si. Terno preto, sapatos brilhantes, gravata levemente desarrumada, parecia que tinha saído de uma reunião. Warren tinha cabelos ruivos médios, barba mal feita e olhos castanho-mel. Sua expressão sempre estava vazia, ou séria, impenetrável e ilegível, não era um homem com quem se brincava.

— As ameaças... pedimos que ignore todas. Já estamos em processo de investigação dos assassinos, as câmeras reconheceram, eles já são famosos por essa área. Provavelmente são usuários da droga mas não é nada com que se preocupe. Não deixaremos a informação de quem serão os investigadores, vazar. Por isso... se preocupe com o presente.

Sempre culto e calmo, ele se levanta, passando a mão pelos cabelos e dando alguns passos rodeando a mesa do escritório, uma bagunça pior que sua própria casa. Vendo o homem se colocando na sua frente e se sentando no canto da mesa, sorriu torto para a mais nova, semicerrando os olhos. Aranea paralisou.

Ele parecia estar tirando sarro?

— Agora... irei apresentar quem irá lhe ajudar com a investigação. São novatas, como você.

Cruzando os braços e apenas esperando com que ele andasse logo com a conversa, não expressou sua falta de interesse pelos rodeios que o Caelum tomava ao falar. Vendo ele se reclinar e clicar em um botão em seu telefone, deu um sinal e logo depois voltou a sua posição inicial. Ouviu a porta se abrir atrás de si e olhando para trás, avistou duas pessoas entrarem na sala.

— Se apresentando, senhor. — disse a primeira, tom neutro e formal, mesmo sendo novata ela também já tinha o uniforme da delegacia. Ela. Uma garota. Que parecia bem jovem, ter 15 anos, no máximo 16, — Faith Winchester. — terminou. A talvez mulher tinha estatura baixa, diria uns 1,62. Tinha cabelos loiros claros, pareciam quase brancos, pele bem alva e olhos azuis, um anjo. Tinha postura e voz de criança, e cada canto do seu corpo parecia ser perfeitamente esculpido, era uma boneca? Estava começando a perder o profissionalismo e querer apertar aquelas bochechas.

Logo atrás dela, entra outra pessoa, mais uma mulher. Dessa vez, Aranea sabia que era uma mulher, afinal tinha uma altura normal. Tendo uns 12 centímetros a mais que a boneca angelical, se apresentou logo após. — Ember Winchester. — Acenando positivamente com a cabeça para ambas, num modo de cumprimento, engoliu seco ao pensar. Winchester.

— Da mesma idade que você, e mesma terminação, elas vieram após a superlotação do pavilhão Sul, estavam moscando lá pois os únicos casos que tinham para resolver eram de alto escalão. Enfim, na mesa de vocês vai estar a ficha com as informações que coletamos, podem começar hoje. — complementou o ruivo.

Elas não pareciam irmãs, nem aqui, nem na décima encarnação. E não podia ser coincidência de terem o mesmo sobrenome. Uma loli loira de olhos azuis, irmã de uma mulher ruiva de olhos verdes. Onde está a relação? Sem perceber, Aranea ficou encarando-as por tempo demais, provavelmente pensaram que a Zloty era uma psicopata, ou estranha, stalker ou algo do tipo. Assim que o delegado terminou todas as declarações, as três foram liberadas.

No corredor dos escritórios, elas começariam a discutir sobre o caso que estavam encarregadas. A de cabelos prateados, como sempre, ficou olhando pro nada pensando ainda nas duas, enquanto suas parceiras estavam ali, se perguntando se Aranea estava tendo um derrame.

— Como vocês são irmãs?

A Zloty soltou, simplesmente, as fuzilando com aquele olhar desesperado. Nem um segundo depois, Aranea queria simplesmente derreter e sumir, as vezes as coisas que queria falar muito mas não podia escapavam da sua boca.

As duas potencialmente irmãs se olharam, Faith franziu o cenho em nervosismo, sem saber o que responder. Seu rosto ficou levemente corado, e esta rapidamente cutucou a maior. — Está falando tipo, porque não nos parecemos?...Muitos perguntam isso. Bem, Faith e eu somos de pais diferentes. — respondeu a ruiva, bagunçando levemente os cabelos da menor, que apenas escondeu seu rosto no ombro da irmã.

— Ela sente-se um pouco acanhada ao falar sobre isso... de qualquer forma. Eu sou um ano mais velha. E você, Aranea Zloty... já tem alguma ideia do que pode ser essa droga? Quais os efeitos dela? Você levou pra casa, pelo que foi me dito. — Ember rapidamente mudou de assunto, realmente não era hora de falar da família ali, no meio da delegacia.

Pegando o celular e se aproximando das duas para que pudessem ver da tela também, mostrou as conversas que teve com Lotte ontem à noite. Faith semicerrou os olhos e pediu para segurar o celular, lendo as mensagens mais de perto, parecia ter alguma dificuldade em ver de longe.

— Sua amiga... Disse que estaria disponível nesse final de semana? — falou timidamente Faith.

— Sim, se falta.

A loira ficou meio apreensiva e pensou por alguns segundos, respirando fundo. Rapidamente sentiu ela lhe devolver o celular com pressa, apressando os passos para fora do corredor. — Fale para ela que iremos nos encontrar hoje a noite.

As outras duas paralisaram. Aranea ficou boquiaberta, tentando entender o que havia acabado de acontecer, enquanto Ember olhava a Zloty com um sorriso cínico de canto, orgulhosa. Sentindo a ruiva puxar a de cabelos prateados pra perto, sussurrou em seu ouvido.

— E é assim que ela resolve as coisas.

Notas finais
Well, foi isso! Vejo vocês no próximo! Adieu.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.