Riot Girl

6 Capítulo 6


Vanessa

A festa continuava normal. Marina e Vanessa sumiram para o andar de cima da casa de Nina. Eu imaginava o que elas estavam fazendo mas nessa hora já nem me importo mais. Laís passou o restante da noite dançando comigo e com outras meninas. Apesar de tudo eu estava me divertindo, além de Laís conheci Jéssica e Luane que eram amigas de Laís e com elas fiquei dançando o restante da noite. Comi mais hambúrgueres e bebi algumas cervejas. Quando Marina e Vanessa voltaram cada uma foi para um lado. Elas eram estranhas. Marina ficou perto da churrasqueira conversando com um grupinho de meninas entre elas estava Nina e Vanessa voltou para piscina. Marina pegou uma cerveja e começou a beber, já não bastava ta bêbada ainda ia misturar bebidas. Muito inteligente ela. Quem sou eu pra me meter?

Eu não estava mais em clima de ficar ali. Voltei para beira da piscina para ficar um pouco sozinha bebendo minha cerveja. Tinha umas meninas brincando de “quem sou eu”, mas a maioria estava jogando vôlei na piscina. Todas era bem legais. Eu tinha gostado da equipe de natação. Peguei meu celular e vi que tinham algumas mensagens de Maria. Ela pedia para eu não deixar Marina beber muito, porque ela não tinha controle. Tarde demais, pensei comigo mesma, mas logo em seguida falei o estado de Marina. Maria então pediu que eu cuidasse dela. Respondi um ok mas a realidade era que eu não ia mexer um dedo para cuidar dessa garota. Cada um sabe de si. Resolvi entrar na casa. Eu já não aguentava mais a música nem as risadas e conversas das meninas. Passei por dentro da casa e me sentei num banco na varanda. Queria muito ir embora, mas não tinha nem como.

— Ta se divertindo? – Nina perguntou me dando um susto com sua presença. – Desculpa. – falou, mas não escondeu sua satisfação por ter percebido meu espanto. – Não liga pra Marina, ela bebe e fica assim, já tentou ficar com metade das meninas da festa, mas ela é uma boa pessoa. Tem paciência. – falou e eu bufei impaciente.

— Que merda que todo mundo acha que eu quero algo com essa garota. – falei talvez exaltada demais.

— Ta bem na cara na verdade. – ela disse rindo. – Não se preocupa. De verdade. Marina é uma ótima pessoa.

— Eu não me importo, ainda mais pelo que ouvi sobre você, tua opinião não é tão favorável assim. – falei sem pensar porque estava brava. Vi a expressão no rosto de Nina ficar mais sombria e ela sair do parapeito da varanda para entrar na casa sem nenhuma palavra.

— Por que você some? – Laís surgindo não de dentro da casa mas de um corredor lateral que provavelmente dava no quintal.

— Cansada dessa festa já. — falei sinceramente. Laís riu e concordou.

— Só vim pra comer, beber e dançar. Já fiz tudo e agora quero dormir. – falou se espreguiçando.

— Você pode ir lá com a Marina? – Nina surgiu do nada olhando para mim. – Ela mal consegue ficar em pé. – falou e voltou para dentro. Bufei e fui atrás dela com Laís me acompanhando.

Marina estava de fato rindo e sendo mantida em pé porque estava apoiada no ombro de Vanessa.

— Você sabe dirigir? – Vanessa perguntou e eu apenas assenti transferindo Marina pro meu ombro. – Pode me levar em casa. Avisa a Maria que a Marina vai dormir na sua casa.

— Tudo bem. Laís, eu já vou. Obrigada por me acompanhar nessa noite. – falei e ela assentiu sorrindo e me abraçando meio sem jeito por conta de Marina que se jogava no meu peito. Me despedi das outras meninas e de Nina e fui até o carro de Marina. A coloquei no banco do passageiro enquanto Vanessa entrava no banco de trás. – Onde você mora? – perguntei assim que entrei no carro.

— Jardim Paulista. – respondeu. – Coloca o endereço da Marina no GPS logo, pra minha casa eu te guio. – e assim ela fez configurou o gps com o endereço de Marina e foi me guiando até sua casa. – Você veio de Campinas né? – ela perguntou e eu murmurei um sim, não estava muito a fim de papo. – Você sabe que eu e Marina namorávamos? – perguntou e eu murmurei outro sim. – A gente ficou hoje, mas na hora que estávamos quase transando ela mandou eu parar. Ela me confunde. Isso me deixa triste. – falou e suspirou. Por um momento me simpatizei com sua situação. Marina não prestava atenção na conversa, pra falar a verdade ela parecia meio fora de si sem noção de nada com a cabeça tombada meio dormindo meio acordada.

— Tem que ver o motivo pelo qual vocês terminaram talvez a explicação esteja nele. – falei tentando ajudar e ela apenas ficou calada. O resto do caminho foi em silencio com Vanessa apenas me indicando o caminho para sua casa quando necessário. Assim que chegamos ela se despediu e pediu para que eu cuidasse de Marina direito. Mandei uma mensagem para Maria avisando que eu que estava dirigindo e provavelmente teria que dormir na casa delas. Ela disse que era melhor que Marina dormisse na minha casa, já que eu não conhecia muito bem a cidade nem o caminho para casa delas. Segui para minha casa com uma Marina rindo de cada coisa que se movia na rua. Aparentemente ela acordou de vez agora. Assim que chegamos na minha casa eu coloquei o carro na garagem ao lado do carro de papai e a ajudei a sair do carro. Subir a escada foi uma missão difícil que levou uns bons minutos e assim que cheguei no meu quarto a joguei na cama e fui ao banheiro. Tomei uma ducha rápida coloquei minha roupa de dormir e fui vê-la. Para minha surpresa Marina estava só de calcinha e sutiã cochilando. Ocupando toda a minha cama de casal. Dá trabalho e ainda é folgada. Pensei a cutucando. Ela acordou e sorriu para mim com o olhar semiconsciente. – Quer tomar banho? Vou separar uma roupa de dormir pra ti. – falei pegando uma camiseta larga e um short de algodão. Sinto muito mas é assim que eu durmo.

— Me dá banho, Lara. – ela disse meio enrolada, mas mesmo assim me fazendo estremecer.

— Não. Vou só ligar o chuveiro na agua mais gelada possível. – falei a olhando feio mas ela nem percebeu. Fui ao banheiro, liguei o chuveiro e separei uma toalha para ela no armário do banheiro mesmo. Quando me viro Marina está atrás de mim nua sorrindo de orelha a orelha. Revirei os olhos mas primeiro tive que admirar como essa mulher é linda. – Vai pro chuveiro. – falei um pouco exaltada e ela me obedeceu indo cambaleando até que chegou ao box. – Não molha teu cabelo. – falei.

Depois de alguns minutos ela volta com o cabelo encharcado para o meu quarto enrolada numa toalha. Parecia um pouquinho mais sã.

— Não tenho calcinha, Larinha. – ela disse e eu lembrei de umas novas que mamãe havia comprado para mim e eu nunca havia usado. Peguei uma azul escura e entreguei a ela que colocou por cima da toalha. Vestiu o short e colocou a camiseta.

— Falei pra não molhar o cabelo. – murmurei pegando outra toalha e a ajudando a secar. Ela sentou na cama enquanto eu esfregava para ver se secava mais rápido.

— Senta no meu colo. Tu é tão linda. – ela disse bêbada. Revirei os olhos e continuei tentando secar seu cabelo o máximo que conseguia. Assim que vi que já dava para ela dormir peguei um lençol e a entreguei.

— Dorme desse lado. – falei e fui para o outro me deitar. – Por favor, tenta dormir. Amanhã temos que acordar cedo.

— Entendido capitã. – falou se aproximando de mim. – Posso dormir aqui? – perguntou enlaçando minha cintura e beijando meu ombro. Eu me arrepiei com aquilo mas lembrei das condições que ela estava.

— Você pode dormir aqui. – murmurei a afastando de mim e colocando um travesseiro entre nós. Ouvi uma risadinha dela, mas eu estava tão cansada que foi questão de minutos que eu apaguei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.