Rin é Um Gênio!

6 Capítulo 6 - Explorando...


Notas iniciais
LEGENDAS: - Blábláblá = fala da personagem (N/A:blábláblá) = comentário da autora VOCABULÁRIO: Moshi Moshi = algo do tipo "alô" Kami ou Kami-sama = algo como Deus Ja ne = usado para despedidas - sama = pronome de tratamento, denota profundo respeito. Algo como Senhor (a) Onegai = por favor Gomenasai/gomen/gomen ne = desculpas Sumimasen = pedido de desculpas mais formal Hai = sim Nani = o que? Como assim? Baka = idiota -chan = mais ou menos o equivalente a "inho"; é acrescentado ao nome da pessoa em sinal de afeto ou como troça. Ex: Veggie-chan: Vegetinha ^_^ , Gohan-chan: Gohanzinho, Rin-chan: Rinzinha

"Meu destino eu mesmo faço, vou seguindo a cada passo... Se tem pedras no caminho, eu aprendo a contornar!"

( Rodolpho Padovani )

RIN É UM GÊNIO!

Cap. VI – Explorando...

Depois que Sesshoumaru saiu pra praticar seus exercícios, Rin, vendo-se sozinha naquele ambiente, resolveu "explorar" o local. Observou a decoração do aposento onde estava e que parecia ser a sala de jantar, depois voltou sua atenção para a sala de estar onde havia um conjunto de sofás em couro branco que lhe pareciam muito confortáveis, no chão um enorme tapete felpudo na mesma cor alva e sobre o tapete jazia uma mesinha de centro onde havia um baleiro e 3 livros empilhados. Olhou para o lado oposto aos sofás e viu uma estante em madeira negra/tabaco com uma estranha aparelhagem – isso deve ser o que chamam de TV – pensou ao analisar o objeto de tela plana, abaixo dele havia um aparelho de DVD, em outro nicho da estante havia um micro-system e espalhados pelos vários outros compartimentos do móvel haviam DVDs de filmes e shows que agradavam ao youkai e algumas revistas jurídicas jaziam ali por cima também. Na parede lateral do cômodo havia uma porta de vidro deslizante que era escondida por finas cortinas que protegiam o ambiente dos raios do sol.

Rin caminhou pelo fofo tapete apreciando sua maciez, sentou-se no sofá comprovando o quanto era confortável. Depois de um tempo levantou-se e foi até a porta de vidro e deslizou-a para abri-la, notou que aquela sacada era maior que a do quarto de seu amo, ali possuía um par de cadeiras que também lhe pareciam confortáveis e uma mesa redonda no centro. Permaneceu ali alguns minutos e depois voltou-se para o interior do imóvel, queria explorá-lo mais um pouco.

A garota percebeu que da sala de jantar havia uma passagem para outro cômodo e ao passar por aquele vão notou tratar-se ali da cozinha. Havia muitas coisas interessantes naquele lugar. Os armários eram de cor negra e os eletrodomésticos eram em inox. Rin despendeu certa atenção à geladeira, abriu-a e sentiu-se arrepiar com o ar gelado que saía dali, notou que estava praticamente vazia, franziu o cenho em preocupação – será que Sesshoumaru-sama não se alimenta? – pensou, mas logo balançou a cabeça levemente para os lados notando que com certeza, por morar sozinho, devia acabar fazendo suas refeições fora de casa ou se utilizava de algum serviço de entrega, algo que, segundo as informações que tinha, era muito comum neste tempo/Era. Abriu os armários notando que algumas portas guardavam louças e outras armazenavam alimentos enlatados, ensacados ou empacotados.

Saiu da cozinha e rumou até o corredor que dava acesso ao dormitório, notou ao abrir uma porta, que havia um banheiro ali e que este parecia ser pouco utilizado. Entrou observando como era decorado e ao depara-se com um espelho grande na parede logo acima da pia ficou a encarar sua própria imagem refletida. Não sabia há quanto tempo não olhava para si mesma. Levou a mão direita até o rosto e percorreu seus traços, percebeu como ficava diferente sem o lenço cobrindo-lhe parte do rosto. Notou que sua fisionomia pouco havia mudado desde aquele dia...então imagens assaltaram-lhe a mente e sentiu os olhos encherem-se de lágrimas.

- Maldito seja! – sussurrou com certa raiva na voz enquanto fechava os olhos com força e balançava a cabeça para os lados como se quisesse se esquecer de algo, então resolveu sair dali.

Viu que quase de frente para o banheiro onde estava, havia outra porta e no fim do corredor estava o quarto de Sesshoumaru. Realmente aquele apartamento não era muito grande, mas por que haveria necessidade de ser, já que possuía apenas um morador? Voltou seu olhar à porta à sua frente, caminhou até ela e a abriu, viu uma estante grande com muitos livros e uma mesa com uma poltrona ao centro, parecia um lugar para estudo, uma biblioteca talvez. Saiu dali fechando a porta atrás de si. Ouviu o barulho de uma porta se abrindo e foi em direção à sala, era Sesshoumaru que chegava.

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Sesshoumaru ao sair de seu apartamento rumou até o elevador, entrou e pressionou o botão que indicava "térreo". Quando as portas metálicas se abriram novamente já estava no saguão do prédio onde morava, passou pelo porteiro que lhe cumprimentou e seguiu por uns três quarteirões até avistar o parque onde costumava se exercitar. Enquanto fazia seu alongamento, sua mente se mantinha fixa em Rin e no que ela lhe dissera naquela manhã. Não conseguia admitir o fato de estar "presa" àquela garrafa por tanto tempo – 848 anos, não foi o que ela disse? - pensou. Mais inconcebível lhe era o fato dela ter permanecido adormecida por mais de 200 anos. Mais de 200 anos sem qualquer contato com o mundo exterior e diga-se de passagem, aquela garrafa não lhe parecia em nada confortável.

O youkai durante todo o tempo em que ficou se exercitando no parque, manteve suas reflexões sobre Rin, não conseguia entender como, mas de alguma maneira, ele se sentia ligado à ela. Se pudesse deixaria de ir trabalhar naquele dia só para ficar em sua casa com Rin, quem sabe, poderiam conversar e se conhecerem mais um pouco. Tinha que admitir que estava deveras intrigado com a jovem e queria muito conhecê-la.

De repente notou o que fizera, a havia deixado sozinha em casa! O que será que estaria ela fazendo? Estaria ela se sentindo assustada? Ou pior, estaria ela se sentindo sozinha no sentido mais literal da palavra? E mais, por que estava ele tão preocupado com ela? – Em meio a seus pensamentos o youkai acabara seus exercícios e rumava a uma panificadora que havia ali perto, precisava comprar algo para que ele e Rin pudessem comer agora pela manhã. (N/A: gente, sei q no Japão o café da manhã deles é diferente, mas resolvi colocar na fict o estilo brasileiro mesmo que é o que eu conheço!rs).

Na panificadora o jovem advogado comprou alguns pães franceses e alguns pães doces, comprou presunto e muzzarela e algumas bolachinhas feitas pelo padeiro daquele lugar e em seguida rumou de volta ao seu apartamento.

Passou pelo saguão tomando o elevador, abriu a porta de sua casa e lá estava ela lhe sorrindo. Tinha que admitir que o fato de vê-la ali o recebendo de forma tão carinhosa encheu-lhe o coração com um sentimento que não sabia descrever qual era, e aquele sorriso, como o encantava...

- Estou feliz que Sesshoumaru-sama esteja de volta. – disse com um lindo sorriso, o que foi correspondido pelo youkai. – Kami-sama como fica mais lindo sorrindo! – pensou ela.

- Eu trouxe algumas coisas para o café-da-manhã. – disse enquanto se encaminhava para a cozinha e era seguido por Rin.

- Sesshoumaru-sama precisa lembrar de fazer compras...- calou-se ao receber um olhar curioso do youkai que depositava os pacotes na mesa.

- Su-sumimasen Sesshoumaru-sama, Rin-chan não quis ser xereta, só estava curiosa com tanta coisa diferente... – falava rápido e fazia-lhe uma reverência para se desculpar, mas foi interrompida pelo jovem.

- Rin-chan? – questionou ele mentalmente a forma que a moça dirigia a si mesma, ela nunca havia feito isso antes, de chamar-se desta forma, mas achou até bonitinho, combinava com ela – pensou.

- Tudo bem Rin, não estou bravo. – disse-lhe com um sedutor sorriso de lado o que causou uma súbita falta de ar na morena.

- N-não está?

- Não. E você pode fazer o que quiser em minha casa, só não pode destruir o lugar, está claro? – disse divertido.

- Hai! Rin-chan promete não destruir nada! – respondeu feliz.

- Bom, preciso de um banho, estou suado...- disse enquanto se encaminhava para fora da cozinha — Poderia me esperar para comermos?

- Hai!

- Muito bem, não vou me demorar.

Depois de alguns minutos Sesshoumaru retornava à cozinha, agora devidamente limpo e perfumado, trajava uma calça social cinza escuro e uma camisa branca, havia deixado o paletó e a gravata pendurados em uma cadeira da sala de jantar. Rin observava o youkai enquanto este arrumava a pequena mesa que tinha na cozinha, viu-o pegar uma toalha em uma das gavetas e colocá-la sobre a mesa, depois pegou uma chaleira e colocou água levando-a ao fogo para fazer um chá. Sobre a mesa colocou um par de xícaras e o açucareiro, depois abriu as sacolas que trouxera da panificadora e começou a tirar dali os alimentos que havia comprado. Em questão de minutos o chá estava pronto e era servido aos dois por Sesshoumaru.

- Venha, sente-se Rin. Deve estar com fome. – disse enquanto terminava de encher a xícara da moça.

Rin se sentou de frente para o youkai e ficou maravilhada com aquela "fartura". Viu o homem cortar um pedaço de pão e passar algo cremoso no meio, segundo a inscrição no pote aquilo era manteiga. Ela olhou para tudo o que havia sobre a mesa e se sentiu um pouco "perdida", na verdade, estava um pouco incomodada por estar sentada junto de seu amo, isso não era certo já que ela era apenas uma serva.

Vendo a moça quieta e cabisbaixa, Sesshoumaru resolveu manifestar-se.

- Algum problema Rin?

- N-não, nenhum problema Sesshoumaru-sama.

- Então por que não come? Não há nada de seu agrado sobre a mesa?

- N-não...tudo que está sobre a mesa agrada muito a Rin-chan, só que...ela não deveria alimentar-se no mesmo ambiente e junto de Sesshoumaru-sama. Rin-chan é apenas uma serva...

- Rin, preste bem atenção. Você não é minha serva e mesmo que fosse, eu pedi que se sentasse comigo e se alimentasse. Então não há problema.

A moça apenas maneou-lhe a cabeça positivamente em resposta.

- Agora coma, sei que está com fome.

O youkai não precisou dizer uma 3ª vez, Rin o obedecera. Tentando imitá-lo – já que tudo era meio novo para ela – pegou um pedaço de pão e passou manteiga levando-o à boca em seguida; se surpreendeu pelo sabor agradável e o chá não ficava atrás, estava delicioso.

Depois de alguns minutos ambos estavam satisfeitos. Sesshoumaru fizera uma lista de compras e escreveu um bilhete para que Miuki fosse ao supermercado naquele dia. Em seguida o youkai vestiu seu paletó e colocou a gravata em um dos bolsos, a colocaria no escritório já que era péssimo em fazer o nó daquela coisa como costumava dizer.

- Rin, vou sair agora, preciso ir trabalhar. Em breve Miuki-sama estará aqui.

- Sesshoumaru-sama demorará a voltar?

- Sim...estarei de volta apenas no final da tarde. – diante da resposta do youkai a bela morena abaixa a cabeça em sinal de tristeza e decepção e o jovem advogado notou essa atitude da moça.

- Não se preocupe, Miuki-sama é uma boa pessoa. Deixei um bilhete pedindo que ela faça compras como me sugeriu. – viu Rin enrubescer de vergonha diante de seu comentário.

– Ah! já que ela não poderá lhe ver, apenas lhe peço que se comporte.

- Hai. Rin-chan vai se comportar.

- Se quiser, pode sair e dar uma volta, só tenha cuidado para não se perder na vizinhança. – disse ao vê-la ainda triste por ter que ficar sozinha em casa.

- Não se preocupe, não posso ficar muito longe de minha garrafa o que me impossibilita de andar longas distâncias sem tê-la perto de mim. – o youkai se mostrou confuso com o comentário da garota e ao perceber isso, ela se explicou.

- A energia vital dos gênios vêm de suas lâmpadas ou garrafas, logo não podemos nos manter fora dela quando esta está fechada, porque o fluxo de energia é cortado fazendo com que fiquemos fracos, isso também acontece quando nos afastamos demasiadamente dela — da garrafa.

- Hum...então por que não leva a garrafa contigo?

- Somos proibidos de tocá-las, mesmo que tentemos, a garrafa nos repele, somente o amo pode tocá-la e carregá-la consigo.

- Devo dizer que isto é estranho. Neste caso acho que seja interessante deixar avisado para que Miuki-sama não feche sua garrafa enquanto organiza meu quarto... – disse pensativo e já pegando uma caneta e colocando uma observação no bilhete que havia escrito para a senhora.

- Qual a distância aproximada que pode ficar longe de sua garrafa? – perguntou retomando o assunto.

- Mais ou menos uns 200m. É o que diz o MCG... – disse Rin um pouco pensativa.

- MCG?

- Ah! É o Manual de Conduta dos Gênios...

Manual de Conduta dos Gênios? Definitivamente tenho muitas perguntas para fazer à ela... - pensou o youkai.

- Hum...de qualquer forma, 200m não é muita coisa, dá a distância de duas quadras apenas...Mas se mesmo assim quiser sair, fique à vontade. – Sesshoumaru neste momento viu os olhos da garota brilhar e um lindo sorriso brotar em seus lábios.

- Arigatou Sesshoumaru-sama. – respondeu ela fazendo-lhe uma reverência, mas sua real vontade era pular-lhe ao pescoço e abraçá-lo apertado.

- Se quiser também pode mexer na TV e nos DVDs, talvez encontre algo que goste de assistir.

- Hai! – respondeu cheia de empolgação o que satisfez Sesshoumaru.

- Bom, tenho que ir agora. Não posso me atrasar. Ja ne.

- Tenha um ótimo dia Sesshumaru-sama! Ja ne. – e viu a porta se fechar à sua frente.

Depois que Sesshoumaru saiu para ir trabalhar, Rin resolveu "testar" a tal TV. Apertou o botão escrito on para ligar, ficou maravilhada com a imagem estampada na TV, eram tantas cores. Viu o controle do aparelho a seu lado, pegou e ficou examinando-o, depois sentou-se no sofá para ficar mais confortável e começou a apertar o botão de passar os canais. A cada nova imagem proporcionada pela mudança de canal Rin ficava mais maravilhada, podia ver tantas coisas diferentes...

Se deteve então num canal que exibia o que as pessoas chamam de seriados, pela linguagem usada pôde notar que era uma produção norte-americana e intitulava-se Friends. Depois de um tempinho conseguiu acompanhar e a entender as piadas e brincadeiras apresentadas no programa. Tinha que admitir que nunca rira tanto na sua vida. De repente ouviu um girar de chaves na fechadura da porta e esta se abrir. Viu uma jovem senhora entrar e fechar a porta, ela aparentava ter por volta de seus 40 ou 45 anos de idade. Esta deve ser Miuki-sama – pensou Rin.

Miuki logo que entrou no apartamento, deixou sua bolsa sobre a mesa da copa, depois virou-se para ver de onde vinha o barulho que estava ouvindo. A TV estava ligada.

- Que estranho...parece que Sesshoumaru-sama esqueceu de desligar a TV antes de sair. – caminhou até o aparelho e o desligou.

- Ei! – disse Rin em protesto, mas não foi ouvida pela senhora já que esta não podia lhe ver. Lembrou-se então que a pessoa que não a via também não podia escutá-la. Malditas regras – pensou.

Miuki voltou até sua bolsa para pegar seu celular e deixá-lo em cima da mesa, já que em seguida iria guardar sua bolsa e se trocar no aposento que lhe era próprio para isso. A jovem senhora costumava deixar seu celular perto de suas "vistas" para poder ouvi-lo tocar enquanto fazia seu serviço de limpeza na casa. Quando pegava o objeto em sua bolsa, viu um bilhete com seu nome sobre a mesa.

Miuki-sama

Preciso que vá ao supermercado e abasteça a geladeira, terei visita neste fim de semana. Segue abaixo a lista de compras. Caso esteja faltando algo que julgue necessário, fique vontade para comprar.

[...]

PS: há uma garrafa de vidro violeta sobre o criado em meu quarto, não a feche sob qualquer circunstância.

Grato.

Taisho Sesshoumaru.

PS: o dinheiro está no envelope.

- Sesshoumaru-sama recebendo visitas? Isso é muito estranho...ele não gosta de visitas...- comentava a senhora de forma pensativa – E qual que é a dessa garrafa? Por que não posso fechá-la? Será que Sesshoumaru-sama está bem? – indagou ela preocupada, afinal, nada do que estava escrito naquele bilhete parecia lha fazer sentido.

Miuki conhecia Sesshoumaru já há bastante tempo, desde que o jovem estava ainda na faculdade, então o conhecia bem e sabia como ele era fechado e que quase não possuía amigos, por isso estranhou o fato dele escrever que teria visitas, e pelo o que havia entendido ficaria hospedada em sua casa. E como não poderia deixar de ser, a senhora não entendeu o por quê que a tal garrafa tinha que ficar aberta. Mas se aquelas eram ordens de Sesshoumaru-sama, ela iria cumprir!

Miuki então resolveu fazer as compras antes de começar sua rotina de limpeza naquele apartamento. Pegou sua bolsa e se dirigiu até a porta, a abriu e saiu, fechando e trancando-a em seguida.

Rin ao perceber que estava sozinha novamente, ligou a TV para continuar a ver o programa que tanto tinha gostado. Depois de um tempo, o episódio daquela série acabou e Rin manteve-se diante da TV passando os canais e parando naqueles que lhe chamava a atenção. Depois de mais ou menos uma hora e meia, ouviu e viu a porta do apartamento abrir-se novamente, era Miuki que havia voltado das compras e estava acompanhada de mais uma pessoa.

- Pode colocar estes pacotes na cozinha, por favor. – disse a senhora ao rapaz da entrega.

- Pronto senhora.

- Muito obrigada meu jovem. – em seguida a porta foi fechada e antes que Miuki rumasse para a cozinha para guardar as compras, ela parou de súbito ao ouvir o barulho da TV ligada novamente. Girou em seus calcanhares e encarou o aparelho na estante.

- Não pode ser! Eu desliguei isso antes de sair! Eu lembro que desliguei! Ou será que imaginei ter desligado? – pensava em voz alta.

Foi novamente até o objeto e antes de desligá-lo o encarou por alguns segundos. Será que essa TV tá com algum defeito? - pensou a mulher e logo apertou o botão de off.