Notas iniciais
Sara conhece Hank ( o cachorrinho fofo) e passa por um susto.

Quando aceitou meu convite para jantar, aqueceu meu coração

Quando cancelou senti que ele fora atingido por um jato de gelo

Agora, se você disser que prefere um café sua vontade será feita

E como teu servo o teu pedido atenderei

Que na simplicidade da vida, assim como um gole de café, possamos encontrar as respostas para o nosso verdadeiro propósito...

Aguardo seu telefonema

Eros

Sara leu aquele bilhete em voz alta, surpresa pela ação. Distraída, não viu que a leitura era acompanhada por alguém e quando olhou para o lado teve uma visão que a fez ter vontade de rir, mas ao mesmo tempo achou a coisa mais fofa. Seu namorado parado com um semblante sério, braços cruzados, só de cueca e cabelo bagunçado. O supervisor alternava seu olhar entre Sara e as flores. Segurando o riso, a morena resolveu quebrar o silêncio:

SS: Bom dia amor! Dormiu bem?

GG: Bom dia! Dormi sim e o que você vai responder para o galã mexicano?

SS: Primeiro lugar eu estou achando altamente sexy você parado na minha sala deste jeito; Segundo lugar este convite ficará sem resposta porque a única pessoa que quero tomar café é (se apoiou nos braços cruzados dele, mordeu o lóbulo de sua orelha e sussurrando continuou) com o homem que me fez sair da terra várias vezes esta noite.

O beijo que começou como resposta virou uma declaração silenciosa. Grissom a ergueu suavemente e a sentou sobre o balcão da cozinha, enquanto as mãos da morena exploravam seu peito nu e a língua dela brincava com a dele com a mesma fome da noite anterior.

GG (entre beijos): “Acho... que vamos ter que pedir café... por delivery...”

SS (rindo, sem parar de beijá-lo): “Ou aceitar que nossa rotina matinal agora inclui exercícios de resistência física antes do desjejum.”

Ele sorriu satisfeito. Estar com ela daquele jeito, sem máscaras, sem hesitação, era tudo que queria. Sara estava entregue e ele também, inteiro. Naquele momento não importavam regras do laboratório, bilhetes de promotores ou cafés cancelados.

Depois da segunda “rodada”, exaustos e suados, eles finalmente se jogaram no sofá, envoltos apenas em um lençol que haviam puxado da cama no caminho.

SS (olhando para o teto, sorrindo): “Se isso continuar, vamos precisar investir em móveis mais resistentes.”

GG: “E em uma cafeteira industrial.”

Ambos riram.

O celular de Sara vibrou sobre a mesa. Grissom esticou o braço e pegou o aparelho, entregando a ela com um olhar curioso.

GG: “Será o Eros?”

SS (olhando a tela): “É... Mas não vou atender.”

Ela bloqueou o telefone e o deixou de lado.

SS: “Hoje não quero falar com ninguém... só com você.”

GG (segurando sua mão): “Então me deixa fazer o café...

SS (rindo): “Tá, mas dessa vez, sem me colocar no balcão, por favor. Preciso de energia para chegar viva no turno.”

GG: “Sem promessas.”

Grissom botou as flores na varanda para não ficar olhando durante o café...

GG: Querida, posso perguntar uma coisa?

SS: Claro, pergunte!

GG: Por que você tomou banho com o Greg ontem?

Sara caiu na risada e Grissom a olhava muito sério. Quando se acalmou:

SS: Eu sabia que você tinha ouvido, agora de não ter lido o meu relatório é novidade. Bem, o Al achou que tinha contaminação radioativa na casa e por isso pediu um banho de descontaminação para nós dois. Fomos levados para uma tenda e tomamos banho imediatamente, disse pro Greg que tinha visto tudo, mas não vi nada fechei os olhos de tanta vergonha, não sabia que meu namorado era ciumento?

(Sentou no colo dele)

GG: Nem eu, mas com uma namorada gata o que eu queria... Claro que apareceria gaviões como Greg, Eros e sabe lá quem mais de olho...

SS: No entanto a namorada em questão só tem olhos para um homem e esse é possuidor de um olhar azul, ama insetos, atrai várias mulheres me deixando louca de ciúmes e faz amor como ninguém. Ele agora é meu e não o troco por ninguém.

Ficaram ali namorando até Grissom avisar que precisava ir, pois logo precisariam trabalhar.

A partir daquela madrugada inesquecível, Sara e Grissom entraram em um novo capítulo. Decidiram manter o relacionamento em segredo — pelo menos por enquanto. Mas era difícil disfarçar quando o corpo insistia em lembrar o toque do outro, quando os olhos buscavam involuntariamente aquele olhar cúmplice.

No laboratório, os encontros eram rápidos, pontuais... mas intensos.

Certo dia, no corredor dos fundos, Sara caminhava com uma prancheta nas mãos quando Grissom virou a esquina oposta. Ao se verem, ambos tentaram manter a postura, mas os olhos denunciaram o que a boca escondia. Fingiram um cumprimento breve, mas ao passarem lado a lado, ele roçou de leve os dedos na mão dela. Quente. Elétrica. Um toque curto, mas que fez seu coração disparar.

Mais tarde, ela entrou discretamente na sala dele com o pretexto de verificar um laudo antigo.

SS (com um leve sorriso): “Estou revisando relatórios... e vendo se o dono da lupa precisa de alguma ajuda.”

GG (sem conseguir conter o sorriso): “A lupa está bem... mas o dono sentiu falta da sua boca.”

Ela trancou a porta e antes que pudesse responder, ele já a puxava pela cintura e a beijava com paixão contida. Os beijos eram rápidos, famintos, cheios da urgência de quem vive no limite da descoberta.

SS (sem fôlego): “Gil... se alguém pegar a gente aqui…”

GG (ainda colado nela): “Então vamos fazer isso valer a pena.”

Outra vez, em uma das salas de análise de amostras, Sara organizava algumas lâminas quando sentiu alguém se aproximar por trás. Sem precisar olhar, já sabia quem era.

GG (sussurrando em seu ouvido): “Você fica linda com esse jaleco... mas eu prefiro sem ele.”

Ela deu uma risadinha, se virando para encará-lo — mas antes que pudesse responder, ele a beijou de novo, com ternura dessa vez. Um beijo mais demorado, que dizia tudo o que o silêncio do laboratório não permitia.

Esses pequenos momentos se repetiam: uma troca de olhares durante a reunião, bilhetes discretos deixados dentro de pastas de evidências, mensagens no rodapé dos relatórios ("Senti sua falta no intervalo")... e, quando a sorte ajudava, encontros em salas vazias que terminavam com os dois sorrindo como adolescentes apaixonados.

O amor crescia em segredo. Eles sabiam que estavam brincando com fogo — mas pela primeira vez em muito tempo, estavam vivos de verdade.

Novo plantão e um dos casos era um assassinato num Hospital Psiquiátrico. Grissom se preocupou de Sara ir, mas logo ela o tranquilizou.

A dupla investigava o assassinato e logo pressionam os suspeitos, que são um grupo de outros pacientes e funcionários do hospital. Resolvem fazer buscas em setores do local dentre as quais a sala de documentos da Enfermagem. Acabam descobrindo gavetas trancadas e o supervisor vai procurar alguém para abrir enquanto Sara continua averiguando o local.

O problema era que Adam (um dos suspeitos) estava perto e vendo a perita sozinha no local, entra e tranca a porta sem ser notado. Quando Sara percebe a presença já era tarde, Adam começa a falar coisas sem sentido e a perita vai concordando tentando pegar algo para se defender, só que não dá tempo. Entram em luta corporal e Adam a domina colocando em sua garganta um pedaço de cerâmica (isso corta que é uma beleza). Neste momento Grissom vem retornando e quando não consegue abrir a porta vai para a janela e o que vê faz seu corpo gelar:

GG: Meu Deus! Abre a porta, por favor, (pede a um funcionário que veio com ele)

Grissom não tirava os olhos de Sara e ela o mesmo. A cada momento pedia para o rapaz abrir a porta, clamando a Deus que não deixa-se Adam fazer o que queria, morreria se perde-se Sara. Para ela se morrer ali era o destino, iria tranquila, pois tinha o amor dele em sua vida.

De repente a Enfermeira Mackey chega batendo no vidro o que chama atenção de Adam e Sara aproveita para dar uma cotovelada nele e se solta, o mesmo fica irritado com a presença da mulher e corta o próprio pescoço, ficando gravemente ferido. Sara sai da sala e mesmo querendo abraçá-la o supervisor se segura e vai ao encontro dela de forma profissional.

SS: Quando a minha mãe matou meu pai e viram que ela estava em surto, levaram-na para um lugar como este para avaliação. Era tenebroso, cheirava a medo, me fazia sentir um misto de emoções contraditórias.

GG: Você está bem? Quer que eu chame o Greg para vir pro seu lugar?

SS: Não, não Grissom prefiro terminar este caso, questão de honra e não se preocupe porque de malucos eu entendo e não me incomodam ...

São interrompidos pela Enfermeira “louca” Mackyn que vem gritando, discutindo com eles, mas os dois não deixam por menos.

Mackey (aos berros):

Vocês dois são os profissionais que deviam cuidar da investigação?

Os dois se viraram devagar, encarando a enfermeira com firmeza.

GG (calmo, porém cortante):

— Enfermeira Mackey, recomendo que modere o tom. Você está atrapalhando uma investigação em curso e quase interferiu diretamente na segurança de um perito da polícia científica.

Mackey (avançando um passo, visivelmente alterada):

— Ah, por favor! A garota se enfiou sozinha com um paciente instável! Que tipo de profissional faz isso?

SS (tom firme, frio como aço):

— A profissional que quase morreu porque alguém aqui deixou um paciente com histórico de agressividade vagando livremente por áreas restritas. Onde está seu protocolo, Mackey? Ou o que aconteceu com o Adam é rotina por aqui?

A enfermeira empalideceu por um instante, mas tentou manter a postura.

Mackey: Vocês não têm autoridade moral pra me julgar. A conduta de vocês foi errada.

GG (cruzando os braços, encarando):

— Se tiver algo contra nossa conduta, pode escrever e protocolar com o diretor do laboratório. Enquanto isso, mantenha distância da minha equipe e colabore com as investigações.

SS (sarcasmo sutil):

— E, já que gosta de observar tanto, aproveite e reveja as gravações do turno de ontem. Pode ser que descubra quem realmente deveria estar sendo avaliado.

A enfermeira bufou, virou as costas e saiu em disparada corredor afora, ainda resmungando algo ininteligível. Grissom olhou de lado para Sara, visivelmente irritado.

GG: A louca do hospital era ela e não o paciente...

SS (rindo, já mais leve): Agora quem tá invadindo minha área com sarcasmo é você...

GG: Aprendi com a melhor.

Vestiário do laboratório criminal – minutos após o retorno do hospital

Sara entrou decidida no vestiário feminino. Precisava tomar um banho. O cheiro da loucura, da violência, da tensão, ainda estava impregnado nela. Literalmente. A presença de Adam ainda parecia grudada em sua pele como uma sombra desagradável.

Ela suspirava ao tirar o casaco quando, sem perceber, Grissom entrou silenciosamente atrás dela e, com um puxão rápido, a levou para trás dos armários de metal.

SS (quase gritando):

— Homem do céu, você tá doido? Quer me matar do coração?!

GG (encostando a testa na dela, ofegante):

— Essa é a questão, Sara... eu não quero te perder nunca. Quando vi aquele maluco agarrado em você... quase tive um colapso. Eu queria te abraçar lá mesmo, no hospital, te proteger, mas... eu não podia.

Ele a envolveu em um abraço apertado, como se precisasse sentir que ela estava ali, viva, inteira. Sara deixou-se envolver por alguns segundos, acariciando os ombros dele.

SS (sussurrando):

— Amor, eu tô bem... mas precisamos nos separar. E se alguém entrar?

GG (suspirando, sem soltá-la):

— Eu sei, eu sei... Mas antes que a gente saia, eu só queria...

SOFIA (do lado de fora):

— Grissom! Sara! Estão aí? Conseguimos novidades importantes sobre o caso!

O susto fez os dois se entreolharem rapidamente.

SS (em voz baixa, irônica):

— Salvos pelo gongo... ou melhor, pela loira.

Ambos se separaram rapidamente, ajeitando as roupas e tentando parecer o mais profissionais possível. Sara saiu primeiro, caminhando com naturalidade. Grissom veio logo atrás, com a expressão séria de sempre — mas um brilho diferente no olhar.

Sofia não percebeu nada, apenas virou-se animada.

Caso resolvido: descobriram que a Enfermeira era mãe do Adam e no contexto da relação foi identificado um caso parecido com o Complexo de Édipo:

Complexo de Édipo é uma fase do desenvolvimento psicossexual do sexo masculino, que se caracterizam quando começa a sentir uma forte atração pela figura materna, mas no caso a atração vinha da mãe.

Final de turno e na hora que Sara iria sair:

GG: Sara tem como você me esperar, estou saindo e vou com você.

Sara esperou sem entender e quando ele voltou pediu que ela o seguisse. Foram para a casa dele.

Quando estava indo para o sofá logo um cão vem ao encontro dela:

SS: Que cachorro lindo, que fofo, desde quando você o tem?

GG: Tem uns meses. Trabalhei num caso em que os donos dele foram mortos, ele se apegou a mim e eu a ele e… parou de falar para prestar atenção na cena a sua frente

Hank estava todo empolgado com Sara, os dois brincando e rolando pela sala.

GG: Eiiiii perdi a namorada pro meu cão? Não acredito!

SS: kkkkkk Vem cá meu bobinho mais lindo (deu vários bjs nele e Hank começou a latir) Ops! Sinto que terei que dividir as atenções entre meu namorado e esse cãozinho lindo… alias qual o nome dele?

GG: Vamos fazer o seguinte... Vou levar a senhorita para o banho e no chuveiro eu explico o nome.

SS: Gil realmente preciso tirar esse cheiro de mim, mas por que você precisa explicar o nome do cachorro???

GG: Não é isso Sara é que...

A campainha soa no apartamento

GG: Ahhh não! Quem vem para atrapalhar? (Sara dá uma risada baixa) Querida eu vou verificar a porta, no final do corredor é meu quarto, é uma suíte então fique a vontade toma o seu banho tranquila e pega uma roupa minha. Já, já te encontro (quando a beija toca a campainha de novo)

SS: Melhor eu sair de fininho para meu banho...

Sara seguiu sorrindo em direção ao quarto enquanto Grissom ia atender a porta, resmungando baixinho sobre interrupções no momento errado.

GG (resmungando):

— Um minuto! Estou indo...

Do outro lado da sala, Hank ainda abanava o rabo, como se tivesse aprovado a nova mulher da casa.

No quarto, Sara se encantou com o espaço. A suíte era simples, elegante e acolhedora — bem ao estilo Grissom. No banheiro, o vapor quente do chuveiro a ajudou a relaxar e apagar os últimos traços do dia tenso. Ainda se lembrava das mãos de Adam, mas agora o toque de Grissom era o que queria conservar na pele.

Enquanto isso, o supervisor abria a porta e dava de cara com... Catherine.

CATHERINE (arqueando uma sobrancelha):

— Espero não estar interrompendo nada, Gilbert.

GG (disfarçando o incômodo):

— Cath... não esperava você a essa hora.

CATHERINE:

— Achei que você ia querer ver isso. (entrega um envelope) É o relatório da perícia no prontuário do Adam. E confesso que queria ver sua cara quando lesse.

GG (pegando o envelope):

— Obrigado... Mas podia ter enviado por e-mail, né?

CATHERINE (sorrindo com malícia):

— Eu bem que podia, mas... algo me dizia que essa visita seria divertida.

(olha discretamente em direção ao corredor)

Desde quando você tem um cachorro?

GG: Bom dia para você também e sim tenho um cachorro que se chama Hank, não é por causa do ex da Sara e sim por que ele já veio com esse nome que é igual a de um personagem de uma série.

Catherine caiu na gargalhada. “Gil você falou tão rápido que pensei que ia ter um treco... Quem já tinha te questionado em relação ao nome?”

GG: Jim veio aqui e falou da coincidência de nomes. Ele é meu companheiro, amo esse cachorro (fica fazendo carinho nele) bom o que te traz aqui?

CW: Soube que Sara quase morreu no caso de vocês hoje. Fui na casa dela, mas a vizinha disse que ela não tinha chego ainda. Fiquei preocupada, então vim saber se você sabia de algo.

GG: Sara está bem, realmente um dos pacientes do local a atacou, mas ela conseguiu se livrar dele. Ela me disse que ia passar em outro local antes de ir para casa.

CW: Que bom, fiquei preocupada. Hei não oferece nada para sua amiga?

GG: Desculpa, vem vamos à cozinha.

Fizeram um lanche, conversaram um pouco e assim que Cath saiu, ele correu para o quarto para ver Sara.

Quando chegou ao quarto...

Notas finais
Como estamos só nos baseando na série, próximo capítulo chega um personagem importante para a vida de Sara.