Ricordare è Vivere
41 Rinascere
Notas iniciais
GG: Temos novidades!!!
GS: Já sei! Sara está grávida?
SS: Não, não!
GG: Eu e Sara decidimos que vamos casar!
JB: Finalmente! Cath vamos ter festa!
CW: Até que enfim! Posso organizar? Não me venham vocês dois falar que não querem festa porque não aceito isso de jeito nenhum. Queremos festa e vamos celebrar sim a união de vocês!
SS: Chance nenhuma de um não?
CW: Nenhuma!
GG: Ok Cath, mas vamos esperar a Sara voltar!
Greg abriu um sorriso enorme e bateu palmas, animado.
GS: — Isso vai ser épico! Já estou imaginando as fotos e o buffet.
JB: — Greg, deixa a comida com a Cath. Você cuida da música!
GS: — Fechado!
Catherine cruzou os braços, com aquele ar de quem já estava planejando cada detalhe mentalmente.
CW: — E não pensem que vou deixar vocês escolherem qualquer coisa. Vai ser elegante, divertido e com direito a pista de dança até amanhecer.
SS (rindo): — Estou começando a ficar com medo.
GG: — Eu também… mas acho que não temos escolha.
CW: — Correto, senhor Grissom.
Todos riram, e por um momento o clima no laboratório ficou leve e alegre — algo raro nos últimos tempos.
GG: Bom notícias dadas então labuta nos espera e eu vou separar as duplas: Nick com Cath, Warrick com Greg e Sara comigo nos preenchimentos dos relatórios. Vamos!?
NS: Então os pombinhos vão trabalhar juntos hoje ?! Sei!
SS: Sim, sou boa em derrubar montanhas... de relatórios.
Todos caem na risada e partem para suas cenas.
Enquanto Grissom revisava os relatórios, Sara sentou-se ao lado, digitando e organizando os arquivos com agilidade.
Horas depois, com a papelada praticamente finalizada, Grissom fechou o último documento e sorriu para ela.
GG: — Pronto. Agora posso pedir minha folga e te acompanhar.
SS: — Ótimo… porque, sinceramente, não quero passar nem um minuto desse tempo longe de você.
Ele se inclinou, depositando um beijo demorado nela, sem se importar com quem passava no corredor. Era como se, naquele momento, o resto do mundo não existisse.
Grissom saiu da sua sala e foi direto procurar Ecklie. Encontrou o diretor revisando alguns relatórios e bateu na porta.
GG: — Conrad, preciso falar com você. Pode ser agora?
CE: — Se for mais um pedido para o laboratório, já aviso que o orçamento está no limite.
GG: — Não é isso. Quero tirar uma folga extra para acompanhar a Sara até São Francisco. É a mudança dela e… eu preciso estar lá.
CE (erguendo as sobrancelhas): — Olha, normalmente eu não facilito assim, mas… considerando que vocês são a dupla mais eficiente que já tive e que não quero perder nenhum dos dois, vou autorizar. Mas…
GG: — Mas?
CE: — Promete que vai voltar descansado?
GG: — Prometo.
Ao sair, Grissom encontrou Sara no corredor, ajeitando alguns papéis.
GG: — Folga concedida, meu amor. Eu vou com você.
SS (sorrindo aliviada): — Então vamos começar essa nova fase juntos.
Eles se abraçaram, e naquele instante, nem a distância temporária parecia capaz de diminuir o vínculo que tinham.
Dois dias depois o casal embarcou para SF. Thiago ofereceu e eles aceitaram que Sara ficasse com ele, que havia comprado um apartamento em frente ao de Paola. Acertaram tudo na clinica e foi oferecido a morena um tratamento bem tranquilo, incluindo hipnose. Grissom participou de tudo sem desgrudar de Sara e ficou animado de que poderia ser a curto prazo uma resposta. Naquela última noite, a chuva fina batia contra a janela do apartamento de Thiago, criando um som constante e suave. Grissom mantinha os braços firmes ao redor de Sara, sentado no sofá, como se quisesse memorizar cada detalhe daquele momento.
GG: — Só vou te soltar quando tiver que entrar no avião.
SS (sorrindo, aconchegando-se no peito dele): — Adoroooo! Amo ficar assim com você… me sinto protegida.
GG: — É porque está. Sempre esteve. E sempre vai estar.
Sara fechou os olhos por um instante, absorvendo o calor, o cheiro e a segurança dele. Ela sabia que os dias seguintes seriam desafiadores, mas, com aquela força ao seu lado, sentia que poderia enfrentar qualquer fantasma do passado.
Grissom beijou o topo da cabeça dela e ficou em silêncio, apenas ouvindo a respiração calma da noiva, como se quisesse gravar aquele som para levar consigo no voo de volta.
Na manhã seguinte, o despertador tocou cedo, mas nenhum dos dois se apressou. Grissom acordou primeiro e ficou apenas observando Sara dormir, o rosto sereno, os cabelos espalhados pelo travesseiro. Tocou de leve a bochecha dela, e ela abriu os olhos devagar.
SS (sorrindo sonolenta): — Já é hora?
GG: — Infelizmente…
Pouco tempo depois, já no aeroporto de São Francisco, o clima era de despedida, mas também de promessa. Grissom segurava firme as mãos de Sara, como se ainda tentasse achar um jeito de não ir.
GG: — Não gosto de te deixar aqui…
SS: — Eu sei… mas é por pouco tempo. Quando menos perceber, estaremos juntos de novo… e prontos para o nosso casamento.
GG: — E até lá, vou te ligar todo dia. Mandar mensagens. Talvez até encher sua caixa de e-mail.
SS (rindo): — Eu vou cobrar isso.
Thiago: Deus Grego pode deixar que vou tomar conta dela pra você!
GG: Obrigado Thiago!
Thiago: Boa viagem Grissom e Sara vou te esperar na cafeteria!
SS: Amor, me promete que se você não ficar tranquilo comigo passando este tempo aqui você vai me falar?
A resposta veio com um intenso beijo: " Nós vamos passar por isso juntos e depois vamos curtir a festa que a Cath vai fazer para o nosso casamento. Tenho certeza que você vai ficar linda de noiva! Eu vou esperar o tempo que for.
O aviso do embarque ecoou pelo saguão. Grissom respirou fundo, puxou-a para um abraço apertado e prolongado, daqueles que dizem mais do que qualquer palavra.
GG: — Te amo, Sara Sidle.
SS: — Também te amo, Gil Grissom. Mais do que posso explicar.
Eles se beijaram demoradamente, até que ele, a contragosto, se afastou e seguiu em direção ao portão de embarque. Sara ficou ali, observando até perder o noivo de vista, levando consigo a sensação reconfortante de que, apesar da distância, eles estavam mais unidos do que nunca.
Passadas duas semanas em São Francisco, a rotina de Sara já tinha um novo ritmo. As sessões na clínica eram conduzidas com cuidado e paciência, e a hipnose vinha ajudando a aliviar as memórias mais dolorosas.
Laura, sua mãe, mostrava-se receptiva de uma forma que Sara jamais imaginara possível. Num fim de tarde ensolarado, as duas sentaram-se no jardim da clinica onde Laura está internada, cada uma com uma xícara de chá nas mãos.
Laura: — Sabe, eu sempre achei que não teríamos mais uma chance de conversar assim, sem gritos ou acusações.
Sara (olhando para o horizonte): — Eu também achei… mas estou feliz por estar acontecendo.
Laura: — Eu também.
O diálogo era simples, mas carregava um peso enorme para ambas. Não havia pressa, nem cobrança. Apenas um espaço seguro para reconciliação.
À noite, sozinha no apartamento de Thiago, Sara percebeu algo que não acontecia há dias: adormeceu sem aquela ansiedade que costumava acompanhá-la. Os pesadelos, embora ainda presentes de vez em quando, não vinham mais com a mesma intensidade.
No dia seguinte, durante a sessão, o terapeuta sorriu ao anotar as respostas dela.
Terapeuta: — Está progredindo rápido, Sara. Não se trata de apagar o passado, mas de aprender a conviver com ele sem que ele te controle.
E, no fundo, ela sabia que parte dessa força vinha não só do tratamento, mas do apoio constante de Grissom, que mesmo a quilômetros de distância, não deixava de ligar todas as noites. Ela procurava falar com o noivo todos os dias: por telefone ou Skype.
Em uma noite de folga, haviam trabalhado de dia, Grissom, Cath e Brass resolvem sair juntos:
GG: Olha até que estava precisando de uma bebida. Conrad tirou o dia para me perturbar!
JB: De vez em quando é bom sair, respirar e jogar conversa fora.
CW: Nossa vocês dois realmente precisavam sair heim?!
GG: Esta bem diferente dona Cath. Solta logo o que aconteceu?
CW: Como confio em vocês e ao contrario de mim sabem guardar segredo, eu e Warrick estamos saindo!
JB: Isso que é noticia, finalmente saiu do 0 X 0!
CW: Palhaço!
Eles riram juntos, brindando à novidade.
GG: — Olha, confesso que não vi essa vindo… Mas fico feliz por vocês.
JB: — Eu também! E já aviso que se rolar casamento, eu exijo ser padrinho.
CW: — Não começa, Jim. Ainda estamos no começo… vamos com calma.
O garçom trouxe mais uma rodada, e a conversa fluiu com leveza, indo de casos engraçados do laboratório a histórias antigas que só eles três entendiam.
Em determinado momento, Brass se inclinou para frente, com um sorriso malicioso.
JB: — E a Sara? Como ela está lá em São Francisco?
GG (com um pequeno sorriso): — Está bem… progredindo. Fala muito da mãe. Acho que essa viagem foi a melhor decisão que ela poderia ter tomado.
CW: Griss falei com Sara! Ela me disse que esta indo bem com todo o trabalho feito pela clínica e tem ficado tranquila!
GG: Sim, está muito bem! Ela foi convidada a participar de um projeto do Greenpeace e vai ficar 30 dias fora. Quando ela recebeu o convite me ligou na hora e eu disse que seria legal ela aceitar. Vou morrer de saudades, mas vai ser uma boa experiência.
JB: Que bom que esta correndo tudo bem!
CW: — E você, como está sem ela?
GG: — Contando os dias pra buscá-la.
O clima ficou mais ameno, e por alguns minutos todos ficaram em silêncio, aproveitando a música ambiente e o simples fato de estarem juntos fora do ambiente de trabalho.
Continuaram a jogar conversa fora e depois os dois foram para casa e Cath encontrar seu ficante.
Chegando em casa o supervisor colocou sua coisas no balcão da cozinha e enquanto trocava a agua de Hank, seu celular começou a tocar.
Ele olhou para a tela e viu o nome dela: Sara.
GG: — Oiiii!!!!
SS: — Gil... só queria ouvir sua voz antes de dormir.
GG: (sorrindo) — Eu também estava pensando em você. Como está?
SS: — Melhor a cada dia. A mãe e eu tivemos uma conversa que precisava acontecer. Estou começando a me sentir em paz.
GG: — Isso é ótimo, amor. Estou muito orgulhoso de você. Sabe que pode contar comigo sempre, né?
SS: — Eu sei. E sinto sua falta demais. Essa distância... não é fácil.
GG: — Logo isso acaba. Vou buscar você assim que puder.
SS: — Mal posso esperar.
Eles riram juntos, trocando carinhos e promessas até a hora de desligar, sentindo que o amor e a esperança estavam vivos, mesmo em meio à distância e desafios.
Sara aproveita a folga antes do embarque para o projeto e vai para uma consulta com sua Ginecologista. Sara entrou na sala da ginecologista com um sorriso meio cansado, puxando a manga da blusa para mostrar o braço ainda um pouco inchado por causa da medicação nova. Sentou-se na cadeira ao lado da mesa da médica, que já a aguardava com um olhar atento e acolhedor.
Dra. Helena: Olá, Sara! Como você está se sentindo com a nova medicação?
Sara: Ah, doutora, tem sido um pouco complicado… Estou sentindo umas reações estranhas, tipo enjoos e umas dores de cabeça que não passam fácil.
Dra. Helena:
— Isso é comum no começo, mas precisamos cuidar para que esses efeitos não prejudiquem sua qualidade de vida. Já pensou em opções alternativas para o controle?
Sara assentiu, esperando que a médica continuasse.
Dra. Helena:
— Uma possibilidade é o DIU — dispositivo intrauterino. É eficaz, prático e você não precisa se preocupar diariamente. O que acha?
Sara suspirou, pensando na viagem que faria em breve.
Sara: Parece uma boa ideia, mas vou viajar daqui a pouco. Quero decidir sobre isso quando voltar, para não ter que fazer o procedimento longe de casa.
Dra. Helena: Ótimo! Planejamento é tudo. Mas, enquanto isso, tome cuidado: evite relações sexuais sem proteção, tá?
A médica entregou um folheto com orientações e olhou para Sara com um sorriso suave.
Dra. Helena: No seu caso, prefiro que use preservativo até conversarmos de novo, para evitar qualquer problema.
Sara (sorrindo e brincando): Pode deixar, doutora. Meu noivo nem vai na viagem, então com certeza vou encarar 30 dias de abstinência.
As duas riram, e Sara se levantou, mais aliviada.
Sara: Obrigada, doutora. Até a volta!
No dia do embarque de Sara, Gil foi para SF se despedir.
O saguão do porto estava cheio, mas parecia que o mundo ao redor deles desacelerava. Sara segurava firme as mãos de Gil, os dedos entrelaçados como se quisessem guardar aquele toque para sempre. O som distante e o burburinho das pessoas se misturavam ao som do próprio coração que batia acelerado.
Sara olhou profundamente nos olhos de Gil, a voz tremendo levemente, mas cheia de sentimento:
— Você é a pessoa mais importante da minha vida, Gil. Vou sentir uma saudade enorme… — ela apertou suas mãos, como se tentando transferir a força que sentia. — Quando eu voltar, só teremos que prestar contas do projeto. Serão 30 dias embarcado, e uns 20 a 30 para a prestação de contas… acho que menos. Depois disso, volto para Vegas, para você.
Gil segurou o rosto dela com as duas mãos, olhando cada expressão no rosto dela, absorvendo tudo: o medo, a esperança, o amor.
— Sério? — perguntou, com a voz embargada.
Ela sorriu com os olhos marejados e respondeu:
— Sim, muito sério. — E o abraço que deu nele foi mega apertado.
Antes que pudessem se perder mais naquele instante, um som agudo soou pelo alto-falante, anunciando a chamada para embarque. O sinal de que a despedida chegava ao fim. Eles se olharam mais uma vez, os lábios se encontraram num beijo terno e intenso, cheio de promessas não ditas.
Gil sussurrou no ouvido dela:
— Vou ficar contando os dias para ter você de volta.
Sara sorriu e, com a mala na mão, virou-se devagar para seguir o caminho até o portão, mas não sem antes olhar para trás e acenar para ele. Ele ficou ali, parado, os olhos fixos nela até ela desaparecer entre a multidão.
A expedição partiu para o Oceano Ártico, onde avaliaram como as mudanças climáticas vêm derretendo o Polo Norte e aumentando a quantidade de água onde antes era gelo e iceberg. Quanto mais gelo derrete, mais a indústria da pesca predatória e do petróleo se beneficiam. Enquanto isso, animais como os ursos polares perdem seu habitat e minguam de fome. O navio é ideal para missões que exijam pesquisa científica, rapidez de resposta. O Greenpeace realiza diversos trabalhos e campanhas pela preservação dos Oceanos e sua diversidade, como a defesa dos Corais da Amazônia. Sara estava amando a experiência e tinha certeza que Gil ali com ela cairia dentro das pesquisas, iria se apaixonar.
Em Sin City, Grissom estava recebendo a visita da mãe e resolveram jantar fora:
BG: Tem conseguido falar com Sara?
GG: Sim, esta muito bem e estou mega feliz que semana que vem ela volta da viagem. Vamos começar a fazer os preparativos para o nosso casamento juntos, já que Cath adiantou bastante as coisas.
BG: Vendo você falar em casamento, nem acredito que esse dia vai chegar finalmente. Achava que você nunca fosse chegar a tanto.
GG: Sinceramente mamãe? Nem eu.
Os dois estavam rindo quando uma mulher ruiva chega a mesa:
LH: Boa noite, desculpa interrompe-los! Como vai Grissom?
GG: Heather, que surpresa?! Estou bem! Mãe essa é Heather Kessler!
BG: Muito Prazer! ( Gil traduziu o cumprimento)
LH: O prazer é meu senhora Grissom! Poderia falar com você um instante Grissom?
GG: Um momento mamãe que já volto!
Eles se levantaram e foram até o bar do restaurante, onde o ambiente era um pouco mais reservado, com luz baixa e música suave ao fundo.
GG: O que deseja, Heather?
LH: Grissom, ouvi alguns boatos e estou preocupada. Você e Sara se separaram?
GG: De onde você tirou isso?
LH: Olha, faz quase dois meses que você anda por aí sozinho, sem ninguém ao seu lado. Sei que Sara está fora da cidade, mas... você merece alguém que cuide de você, que te dê carinho e atenção. Você sabe onde me encontrar, não sabe? — disse ela, segurando a mão dele e fazendo um gesto de carinho sutil, que deixou Grissom desconfortável.
GG: Heather, com todo respeito, Sara é quem me dá o carinho que preciso. Nós estamos noivos e vamos nos casar. Não sei de onde esses boatos vieram, mas não são verdadeiros. Agora, se me der licença, quero voltar a jantar com minha mãe. Foi bom te ver.
LH: (sorrindo de modo enigmático) Claro, claro, Grissom. Só estou aqui para você, caso precise.
Grissom retornou à mesa, onde a mãe o aguardava com um sorriso sereno.
Heather voltou para a mesa em que estava, com muita raiva pela informação errada que tinha recebido
( havia pago uma pessoa para averiguar a situação pessoal entomologista).
Na mesa de mãe e filho:
BG: Não vou negar que estou mega chateada com essa mulher dando em cima de você assim. Não pense que não vi, porque vi e li os lábios dela!
GG: Não vou negar, mamãe, e sinceramente não esperava, me surpreendeu. Da Heather, eu só quero a amizade, e assim que encontrar Sara vou contar tudo, não quero ruídos que possam prejudicar nosso relacionamento.
BG: Acho melhor colocar certos limites nas suas amizades. Sara pode não lhe dar uma segunda chance, e se estivesse no meu lugar, ficaria furiosa.
Grissom vira a taça de vinho lentamente, sabendo que a mãe tinha razão. Teria que traçar esses limites, ou realmente poderia perder a noiva que tanto amava.
Sara desceu do navio com o coração acelerado e, ao avistar Grissom no cais, seu sorriso se abriu completamente. Sem hesitar, pulou em seu colo, envolvendo-o em vários beijos pelo rosto.
SS: Eu estava morrendo de saudades de você! Pensei que só o veria em São Francisco.
GG: Também estava louco de saudades e quis fazer uma surpresa. Consegui três dias de folga para ficarmos juntos. E, se você topar, pensei que poderíamos “turistar” por San Diego.
SS: Claro que aceito! Tenho uma semana de folga antes de voltar para o encerramento do projeto. Tenho tanta coisa para te contar.
GG: Então vamos! Primeiro, vamos para o hotel e você me conta tudo sobre a viagem.
Eles seguiram abraçados rumo ao hotel, a animação e o amor no ar tornando aquele reencontro ainda mais especial.
Assim que cruzaram a porta do quarto do hotel, as palavras deram lugar ao desejo que ambos acumulavam durante a separação. A banheira de hidromassagem foi palco de carícias e risadas, onde esqueceram o mundo lá fora. Depois, o casal se entregou à paixão na cama ampla, absorvendo cada instante juntos.
No meio da intensidade, Sara esqueceu completamente da proteção — a saudade e o amor falando mais alto, deixando o resto para trás. Após horas de cumplicidade, pediram o almoço no serviço de quarto. Enquanto aguardavam, Grissom aproveitou para contar a Sara sobre seu encontro recente com Heather e a conversa com sua mãe.
SS: Ela tem toda razão. Limites precisam ser colocados, e perdoar duas vezes algo assim não vai rolar. Sei que Heather é sua amiga, mas não me peça para gostar dela, sabendo do interesse que ela tem em você.
GG: Amor, eu falei com ela, pedi respeito a você, e ela se desculpou. Eu só quero amizade com ela. Mas deixa esse assunto pra lá... Vamos falar da sua viagem?
SS: Bem melhor! — respondeu ela, com um sorriso aliviado.
SS: Olha você amaria a pesquisa. Tem muitas coisas e...
Sara foi contando tudo, almoçaram e namoraram mais um pouco.
A noite chegou trazendo uma energia contagiante enquanto eles chegavam ao famoso parque de diversões de San Diego, iluminado por luzes coloridas e o som alegre das atrações. O cheiro de pipoca e algodão-doce no ar só aumentava a expectativa.
Grissom não escondia o sorriso largo e o brilho nos olhos enquanto caminhavam pelas ruas cheias de risadas e música. Quando chegou o momento de enfrentar a montanha-russa, ele ficou radiante ao ouvir Sara aceitar o desafio.
SS (com um sorriso maroto): Olha, eu te amo muito mesmo pra aceitar vir nesse troço!
GG (puxando-a para um beijo): Você vai amar. Estou feliz pra caramba!
SS (rindo): Estou vendo! kkkkk
Durante a subida íngreme, o coração de Sara batia acelerado, misturando medo e emoção. Mas quando os carrinhos despencaram pelas curvas e loops, ela soltou um grito de pura adrenalina que logo se transformou em risadas gostosas. Para a surpresa de Gil, Sara se saiu melhor do que esperava e ainda quis repetir a aventura, aceitando ir na montanha-russa uma segunda vez, com os olhos brilhando de felicidade.
No dia seguinte foram ao Balboa Park (Parque Balboa), o maior parque cultural urbano dos EUA, que conta com 17 museus, jardins, teatros e o famoso San Diego Zoo (Zoológico de San Diego). Foram ao Barrio Logan, que tem forte influência mexicana, uma joia oculta graças às artes criadoras de tendência, galerias locais autênticas, butiques, cervejarias e cafés. Aproveitaram bastante esses dias juntos para matar as saudades. Grissom voltou com Sara para SF e de lá partiu para Vegas.
Com o passar das duas semanas desde seu retorno, Sara começou a notar pequenas tonturas frequentes. No começo, atribuiu aquilo ao ritmo intenso e ao cansaço acumulado pela correria para concluir o serviço no laboratório. Apesar disso, sua mente não deixava de se preocupar um pouco — afinal, a sensação era persistente e aparecia mesmo em momentos de descanso.
Por outro lado, as notícias vindas de São Francisco eram animadoras: sua relação com a mãe havia melhorado significativamente. Laura já não ficava mais isolada no quarto; caminhava pelos corredores da clínica, conversando com os funcionários e recuperando lentamente sua confiança. Essa melhora trazia esperança e conforto para Sara, que sentia que as coisas estavam, aos poucos, voltando ao lugar certo.
Mesmo assim, as tonturas continuavam a aparecer, fazendo Sara se perguntar se tudo estava realmente bem com ela.
Em Las Vegas, a rotina intensa do laboratório não dava trégua, mas entre as investigações e análises, Cath não perdia tempo e já se empenhava em transformar o casamento de Sara e Grissom em um evento memorável. Pelo telefone, ela conversava animada com Sara, trocando ideias sobre cada detalhe da cerimônia — desde a decoração até a recepção e, claro, a tão esperada noite de núpcias.
Cath contava com a ajuda dedicada da mãe e da filha, formando uma verdadeira equipe de organizadoras que não poupava esforços para garantir que tudo fosse perfeito. Greg também estava por dentro e não economizava nos palpites — ora divertido, ora surpreendentemente sensível, ele contribuía para que cada decisão fosse tomada com carinho e atenção.
Enquanto isso, Grissom vivia a contagem regressiva para o reencontro com sua futura esposa. Entre um caso e outro, sua mente voava para o momento de poder finalmente abraçar Sara de novo, reforçando o amor e a esperança que os unia mesmo à distância. A espera tornava-se doce antecipação, e cada dia que passava só aumentava a certeza de que aquela união seria para a vida toda.
Passasse mais 02 semanas...
Grissom estava visivelmente abatido, o rosto mais pálido do que o habitual e os olhos com um brilho cansado. A tosse seca o sacudia de tempos em tempos, enquanto a febre começava a lhe tirar o pouco de energia que ainda restava. As dores musculares o deixavam lento, e o cansaço frequente era um peso constante que ele tentava ignorar.
Mesmo assim, quando recebeu a convocação da juíza para participar daquela investigação, não teve como recusar — a pressão era grande, quase uma chantagem. E, com um nó na garganta, decidiu esconder tudo isso de Sara, para não preocupá-la.
No hospital, Mario o olhou com a preocupação estampada no rosto:
MS: Gilbert, você não está legal! Vou precisar segurar você aqui para cuidar melhor.
GG: Mario, é só até terminar essa investigação. Assim que acabar, eu me cuido direitinho.
MS: Gil, você está piorando a cada dia e me enrolando. Estou preocupado com você e...
A frase foi cortada abruptamente por uma crise de tosse tão forte que fez Grissom se curvar, apertando o peito. O som seco e contínuo ecoou pelo consultório, e o rosto dele ficou levemente avermelhado pelo esforço.
— Respira devagar, Gil... calma... — Mario o segurou pelos ombros, firme, para impedir que ele perdesse o equilíbrio. Em poucos segundos, já estava abrindo a gaveta para pegar a medicação de emergência.
O líquido amargo foi administrado rapidamente, e Grissom fechou os olhos, tentando recuperar o fôlego. A respiração vinha curta, e o suor frio já escorria pela testa.
Mario o observava com um misto de frustração e preocupação. — Você não vai aguentar muito tempo nessa maratona, cunhado. Essa teimosia ainda vai te derrubar.
Grissom respirou fundo, forçando um pequeno sorriso cansado. — Só mais alguns dias... depois eu paro.
Ele sabia que não podia continuar assim, mas sua determinação em terminar o caso era maior que a preocupação consigo mesmo — até que as consequências começassem a pesar demais.
Em San Francisco, os enjoos que vinham aparecendo nos últimos dias já começavam a incomodar Sara de verdade.
Thiago: — Amiga, o que está acontecendo contigo? Tá com uma cara péssima... precisa ir ao médico.
SS: — Não é nada... devo ter comido algo que não caiu bem.
O toque do celular interrompeu a conversa. Ao ver o nome do irmão na tela, ela atendeu com um sorriso.
SS: — Oi, irmão! Como você está?
MS: — Estou bem... mas, Sara, será que você conseguiria antecipar sua volta ou dar um pulo aqui em Vegas? Gil não está legal e eu estou realmente preocupado. Suspeito que ele esteja com pneumonia.
O coração de Sara disparou.
SS: — Meu Deus... óbvio que vou voltar logo! Eu até ia colocar o DIU antes de voltar, mas minha médica está aí em Vegas. Faço o procedimento quando chegar. Grissom é muito teimoso... nem me falou nada.
MS: — Fica tranquila. Se cuidarmos direitinho, fica tudo sob controle. Mas o problema é que ele não está se cuidando.
A preocupação no tom do irmão deixou Sara ainda mais ansiosa. Ela se despediu da mãe com um abraço longo, prometendo providenciar a transferência dela para Las Vegas assim que os médicos liberassem.
Pouco depois, já estava arrumando a mala às pressas. Falou com Paola e Fred para confirmar que os esperaria na cidade para o casamento. Thiago, percebendo a inquietação dela, não pensou duas vezes:
Thiago: — Vou com você. Não quero que viaje sozinha nessa tensão toda.
E assim, lado a lado, seguiram para o aeroporto, com Sara já sentindo o peso da notícia e imaginando como encontraria o noivo.
Em Las Vegas...
O caso finalmente havia sido encerrado, mas Grissom sentia como se cada músculo do corpo pesasse o dobro. A tosse seca vinha em ondas cada vez mais intensas e o cansaço parecia drenar suas forças a cada passo.
Ao notar o amigo mais pálido que o normal, Jim se aproximou, com aquele olhar de quem não ia aceitar desculpas.
Jim: — Gil, você não está nada bem. Está andando como se tivesse carregado um elefante nas costas.
GG: — É só... cansaço, Jim. Terminei o serviço, agora vou pra casa e descanso.
Jim cruzou os braços, descrente.
Jim: — Nem vem. Você está com febre, tossindo igual a um motor engasgando e mal consegue ficar em pé. Vamos pro hospital.
GG: — Não é necessário, só preciso... — foi interrompido por uma crise de tosse forte, que o fez apoiar as mãos nos joelhos para tentar recuperar o fôlego.
Foi a gota d’água para Jim.
Jim: — Chega. Você não tem escolha. — E, antes que Grissom pudesse protestar, ele já o segurava pelo braço, guiando-o para fora.
Grissom sabia que não tinha forças para discutir. Entrou no carro de Jim, fechou os olhos e se deixou levar, sentindo o peso da decisão que não queria tomar: admitir que estava realmente doente.
Cath ligou para Sara avisando e a mesma informou que estava no aeroporto de Vegas já.
O voo para Las Vegas parecia interminável. Sara tentava se distrair olhando pela janela, mas a cada minuto o coração batia mais rápido. Thiago, sentado ao lado, lançava olhares preocupados, mas sabia que qualquer palavra poderia fazer a amiga desabar.
Quando o avião finalmente pousou, ela praticamente saltou da poltrona.
Cath tinha acabado de desligar o telefone com Sara, aliviada por saber que a amiga já estava em Las Vegas. Sem perder tempo, acionou Greg, que topou buscá-la no aeroporto sem pensar duas vezes.
Assim que a viu surgir pelo portão de desembarque, Greg abriu um sorriso largo e acenou.
GS: — Sarita! Que saudades! Olha você... está ainda mais bonita! Pena que já está noiva do chefinho, senão eu ia tentar a sorte.
Sara riu, revirando os olhos.
SS: — Você não muda nunca, né? Greg, esse é meu amigo Thiago, ele veio comigo de San Francisco.
Thiago estendeu a mão com simpatia.
Thiago: — Muito prazer, Greg. A Sara fala muito de você.
Greg apertou a mão dele, animado.
GS: — Só coisas boas, eu espero! Fico feliz, Sara é uma grande amiga... e uma das poucas que ainda me aturam.
Sara balançou a cabeça, rindo, mas logo fez um gesto sutil com a mão, indicando que precisavam ir.
SS: — Vamos, Greg. Preciso ver o Gil.
Assim que cruzou as portas do hospital, Sara avistou Mario e não pensou duas vezes — correu para abraçá-lo com força, sentindo o coração acelerar.
SS: — Como ele está?
MS: — Bem melhor. Com as medicações intravenosas conseguimos controlar a febre e estabilizar o quadro. É pneumonia mesmo.
Sara soltou um suspiro de alívio, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, uma tontura súbita a atingiu. O corredor pareceu girar, o estômago revirou e ela instintivamente levou a mão à boca.
SS: — Ai…
A náusea veio forte, obrigando-a a se apoiar no braço de Mario para não cair.
MS: — Sara, você está bem?
Thiago, que vinha logo atrás, se adiantou.
Thiago: — Não está. Tem dias que ela não anda legal… Fala que é só coisa passageira, mas não melhora.
Mario franziu a testa, firme, mas tentando manter o tom calmo.
MS: — Teimosinha… Já que o Grissom está dormindo, vamos aproveitar para fazer uns exames em você. Se estiver tudo certo, libero para ir vê-lo.
Sara, ainda pálida, apenas assentiu. No fundo, sabia que não poderia cuidar dele se não cuidasse de si mesma primeiro — mas seu pensamento continuava voltando para o quarto onde Grissom estava.
Cath e Jim chegaram apressados, ansiosos para ver o amigo. Encontraram Greg no corredor, que parecia carregado de notícias.
CW: — Greg… e aí? Como ele está?
GS: — Está reagindo bem ao tratamento. Mas… não é só ele. A Sara também passou mal.
CW: — O quê?! O que ela teve?
Thiago, que até então estava mais afastado, se aproximou.
Thiago: — Ela vem sentindo tonturas e enjoos há alguns dias. Ah, desculpa, me chamo Thiago… sou amigo da Sara.
CW: — Muito prazer. (com um sorriso breve) Bom, pelo visto a visita hoje é pra dois pacientes.
Enquanto falava, Cath manteve o olhar fixo, como se montasse um quebra-cabeça mental.
CW: — Thiago, me diz… quanto tempo depois que ela esteve com o Gil em San Diego começaram esses sintomas?
Thiago: — Acho que… duas, talvez três semanas. Por quê? … Não! Você não tá achando que…
Ele ficou com a frase no ar, arregalando um pouco os olhos.
Antes que pudesse continuar, Mario surgiu no corredor, vestindo aquele ar sereno típico de médico, mas com pressa.
MS: — O Grissom já está acordado. Vou levar a Sara para o quarto dele assim que terminarmos os exames.
O olhar de Cath e o de Thiago se cruzaram. Nenhum dos dois disse nada, mas a pergunta não dita ficou flutuando entre eles.
No quarto do supervisor, o clima era de reencontro, apesar da preocupação no ar.
JB: — Oi, amigão! Como tá se sentindo?
GG: — Bem melhor, Brass. Essa medicação foi… milagrosa.
CW: — Oi, teimoso! Trata de ficar bom logo, porque eu preciso que você prove uns ternos pro casamento.
GG: — Queria saber onde estava com a cabeça quando aceitei uma festa para o meu casamento…
CW: — Deixa de ser ranzinza!
Thiago: — Deus Grego, o seu casamento vai ser o acontecimento do ano!
GG: — Thiago… desculpa, não tinha te visto. Sara veio com você? Cadê ela?
GS: — Calma, gente, não deixam nem o rapaz responder… Mario tá vindo com ela já, mas pediu paciência. Ela precisou fazer uns exames também.
Grissom, que até então mantinha um meio sorriso, mudou a expressão.
GG: — Como assim exames? Ela está doente?
JB: — (com um leve sorriso irônico) Bom… se estiver, não parece nada grave. Aliás, acho que ela está muito bem…
Não demorou muito e a porta se abriu. Sara entrou no quarto, o rosto ainda um pouco pálido, mas com um sorriso ao ver todos. Abraçou Cath, Brass e Greg, trocando palavras rápidas, até que se aproximou da cama do noivo.
GG: — Amor… o que aconteceu? Você está doente?
SS: — Estou bem, Gil. Só senti um desconforto e o Mario pediu para eu fazer uns exames. Sabe como ele é… exagerado.
Nesse momento, Mario entrou no quarto com um ar decidido, fechando a porta atrás de si.
MS: — Eu ouvi “teimosinha” e… já sei exatamente o que a senhorita tem.
GG: — Pode falar, Mario. Não precisa esconder nada.
SS: — Gil, fica calmo, não é nada grave… com certeza, né, Mario?
Cath, que observava a cena com um sorriso quase travesso, se adiantou antes que o médico respondesse.
CW: — Realmente, nada grave. Aliás… eu diria que é maravilhoso!
Sara piscou, confusa, olhando de Cath para Mario.
SS: — Oi? Como é que é essa história, Cath?
Cath apenas cruzou os braços, mantendo aquele ar enigmático, enquanto Mario se preparava para dar a notícia que mudaria tudo. Mario fala logo o que tenho.
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