Ricordare è Vivere

49 Recordar é Viver


Notas iniciais
Ultimo Capitulo

Arthur já estava com nove meses, cheio de energia e curiosidade, enquanto Sara acompanhava a movimentação ao redor da galeria de arte em Las Vegas. Dona Beth havia sido convidada para realizar uma exposição, organizada por ninguém menos que Julia Holden. Sara, embora feliz pelo reconhecimento da sogra, sentia um frio na barriga: não era fácil encarar a ex de seu marido.

SS (pensando consigo mesma): Ok, Sara, controle total. Tudo em nome da vovó… e nada de perder a linha.

O problema era que Julia não compartilhava da mesma disciplina. Durante a exposição, a loira se aproximava de Grissom, deixando discretos carinhos, olhares sugestivos e sussurros de forma sensual, como se cada movimento fosse calculado para provocar a esposa do supervisor.

Sara, atenta, sentiu cada gesto e palavra, mas contava com o apoio da equipe e de Thiago, que perceberam rapidamente a situação.

CW (sussurrando para Sara): Respira fundo… ela está só tentando provocar, não vale a pena.

NS: Fica firme, Sara. Olha, estou do seu lado, e se precisar, tenho uns argumentos para distrair o Grissom.

Thiago: E eu posso fazer um “resgate” estratégico, tipo distração máxima.

Enquanto Julia continuava sua provocação sutil, Sara se manteve elegante, mostrando apenas um sorriso controlado e respondendo com cortesias formais. Grissom, percebendo o desconforto da esposa, tentava manter distância e concentrar-se na exposição, evitando qualquer mal-entendido.

O clima da galeria misturava arte, sofisticação e tensão silenciosa: cada gesto de Julia era meticulosamente calculado, cada olhar de Sara firme e protetor. A equipe e Thiago formavam um “escudo estratégico” ao redor da perita, prontos para intervir com charme, humor ou distração, mantendo a situação sob controle e, ao mesmo tempo, garantindo que a sogra pudesse brilhar em sua exposição sem nenhum incidente.

A galeria estava cheia de visitantes admirando as obras de Beth, que mal percebia qualquer tensão ao redor. Ela caminhava de um lado para o outro, explicando suas inspirações e sorrindo para cada elogio recebido, totalmente alheia às pequenas intrigas que se desenrolavam.

Enquanto isso, Julia Holden se aproximava de Grissom com passos leves, sua postura elegante e os olhos sempre atentos aos movimentos dele. Começou com um toque sutil no braço, seguido de palavras baixas, quase musicais, que só ele poderia ouvir:

Julia (sussurrando, com um sorriso provocador): Gilbert, ainda se lembra da nossa primeira viagem a Veneza? Que momentos intensos…

Grissom, visivelmente desconfortável, desviou o olhar discretamente para Sara, tentando transmitir com um leve gesto que precisava manter distância.

Sara, posicionada estrategicamente com a equipe e Thiago, respirou fundo, mantendo o semblante calmo. Cath, sempre pronta para proteger sua amiga, cochichou:

CW: Lembre-se, respira, sorri e não dá a mínima. Ela não vai te derrubar hoje.

NS: Se ela encostar mais uma vez… bem, tenho uma distração científica perfeita para você, chefe.

Thiago: E eu posso aparecer com Arthur a qualquer momento… não tem quem resista a esse pequeno.

Julia, percebendo que a provocação inicial não estava funcionando, decidiu ousar mais. Afastou-se discretamente de Beth, se aproximou por trás de Grissom e passou o braço sobre o ombro dele, baixando a voz ainda mais:

Julia: Gilbert… não é sempre que estamos tão próximos, não acha?

Grissom endureceu o olhar, respirando fundo, e colocou a mão sobre a de Julia, mas apenas para sinalizar que estava contido. Sara, percebendo o gesto, aproximou-se sorrindo elegantemente:

SS: Julia, que bom rever você. Gostaria que conhecesse meu pequeno Arthur mais tarde… ele é muito encantador, você vai adorar.

O tom firme e ao mesmo tempo cordial de Sara fez Julia hesitar, soltando um pequeno sorriso provocador, mas sem avançar mais. Ela percebeu que a perita não cairia na pilha e que qualquer tentativa de aproximação teria que ser cuidadosa.

Enquanto isso, Beth continuava em seu mundo artístico, encantada com a atenção que recebia, sem notar nada ao redor. Grissom respirou aliviado, mantendo-se próximo de Sara, e a equipe esboçou sorrisos de triunfo, sabendo que a situação estava sob controle – pelo menos por enquanto.

Para surpresa de todos, enquanto Sara conversava com Beth e a equipe, um empresário elegante se aproximou. Com um sorriso confiante, começou a elogiar a perita, totalmente alheio ao fato de que ela era casada e mãe de Arthur.

Empresário: Não pude deixar de notar… você tem um charme impressionante, e sua presença aqui ilumina toda a galeria. É realmente um prazer conhecê-la. Poderia saber seu nome?

Sara, educada, sorriu e agradeceu, mas por dentro respirava fundo, tentando manter a calma:

SS: Muito obrigada… que gentil da sua parte. Me chamo Sara Grissom!

Grissom, que estava próximo, percebeu imediatamente a situação. Seu rosto endureceu, o olhar ficou firme e a postura tensa. Sem perder a compostura, aproximou-se lentamente, posicionando-se ligeiramente à frente de Sara, sinalizando com sutileza que ela estava ao seu lado e que ele não estava confortável com a situação.

GG (com voz firme, mas contida): Prazer em conhece-lo. Eu sou Gilbert Grissom, marido dela. Sara está bem acompanhada, obrigado.

O empresário, percebendo a leve tensão, desviou o olhar e recuou um passo, sem deixar de manter a elegância, mas compreendendo a mensagem silenciosa de Grissom.

Sara, percebendo a firmeza do marido, deu um pequeno sorriso cúmplice, passando a mão sobre a dele de forma discreta:

SS: Não se preocupe, amor. Estou bem… e você também.

Cath, sempre divertida, sussurrou para Sara:

CW: Olha só… você conseguiu tirar o brilho do bonitão só com o olhar do Grissom!

Nick, ao lado, riu baixinho:

NS: É, chefe, ninguém mexe com o território dele.

Grissom relaxou ligeiramente, mas ainda mantinha a postura vigilante. Sara aproveitou para acalmar a tensão, enquanto a exposição continuava, mantendo o equilíbrio entre educação, respeito e a proteção silenciosa do marido.

Enquanto Grissom mantinha seu olhar firme sobre o empresário, Julia Holden, que ainda circulava pela galeria, percebeu a cena. Um sorriso provocador surgiu em seus lábios; parecia encantada com a tensão no ar.

Julia (pensando consigo mesma): Interessante… parece que o “protegido” está com ciúmes. Quem sabe consigo…

Ela se aproximou de forma sutil, inclinando-se levemente para falar com Grissom, com um tom doce, quase sedutor:

Julia: Gilbert, você sempre tão… cuidadoso com a sua esposa, não é?

Grissom respirou fundo, mantendo o controle:

GG: Cuidadoso é diferente de permissivo.

Sara, percebendo a intenção de Julia, trocou um rápido olhar com Cath e Nick, que imediatamente entraram em ação.

CW (sussurrando para Sara): Vamos mostrar quem manda aqui… sem drama, só sutileza.

Nick fez um leve gesto em direção a um grupo de visitantes, desviando discretamente a atenção de Julia. Ao mesmo tempo, Cath se aproximou sorridente:

CW: Julia, nos explicar estas novas obras de perto… acho que vai nos encantar sua explicação!

Julia hesitou, tentando manter a postura provocativa, mas a distração funcionou: os visitantes começaram a se aproximar, comentando as obras, e o foco dela foi direcionado para a galeria, deixando Grissom e Sara em paz.

SS (sussurrando para Grissom, com um sorriso cúmplice): Viu? Às vezes, um pouco de distração estratégica resolve tudo.

Grissom relaxou, segurando discretamente a mão de Sara:

GG: Estratégia perfeita… e você continua linda, mesmo cercada de provocações.

Julia, percebendo que seus planos haviam sido neutralizados, soltou um sorriso resignado e seguiu com um comentário educado, mas sem ousar mais. Sara, satisfeita, manteve-se elegante, enquanto Cath e Nick celebravam silenciosamente sua “missão cumprida”.

Beth, totalmente alheia, continuava explicando suas obras com entusiasmo, sem notar a pequena batalha silenciosa que acontecera ao seu redor.

Enquanto a exposição avançava para a parte final, Julia decidiu que precisava ser mais direta. Aproximou-se de Grissom novamente, inclinando-se para comentar uma obra bem próxima do corpo dele, deixando escapar um suspiro baixo e um olhar provocador:

Julia: Gilbert… você sempre teve um gosto impecável. Acho que algumas coisas nunca mudam.

Grissom endureceu o olhar, e Sara, percebendo o sinal de alerta, trocou rapidamente um olhar com Cath e Thiago.

CW (sussurrando): Hora do plano B. Vamos divertir um pouco essa situação.

NS: Perfeito. Thiago, você cuida da distração principal.

Thiago, sempre rápido, se aproximou com Arthur nos braços, fazendo o bebê dar pequenos risinhos e gestos encantadores. O olhar de Julia se desviou imediatamente para o bebê, incapaz de resistir ao charme de Arthur.

SS (aproximando-se de Julia com um sorriso controlado): Julia, que tal conhecer o Arthur? Ele adora interações, e você parece ser ótima com crianças.

Julia, agora dividida entre a provocação e o encanto do pequeno, hesitou, soltando um riso contido:

Julia: Ah… ele é mesmo encantador!

Enquanto Julia se distraía com Arthur, Cath aproveitou para colocar-se próxima a Sara, segurando discretamente o braço da loira e guiando-a suavemente para longe de Grissom:

CW: Vamos, Julia, olhe essa obra… é fantástica, você vai adorar.

Grissom, finalmente livre da proximidade desconfortável, soltou um suspiro de alívio e segurou a mão de Sara:

GG: Obrigado, amor. Equipe eficiente como sempre.

Sara sorriu, satisfeita:

SS: É, às vezes precisamos de pequenos truques para lidar com situações… complicadas.

Julia, agora totalmente envolvida com Arthur e distraída pelas observações da obra, esqueceu momentaneamente suas intenções provocativas.

O evento caminhava para o final. Beth estava radiante, cercada de elogios e cumprimentos pelo talento exposto em cada tela. Sara, apesar da tensão inicial, se sentia orgulhosa de ver a sogra tão reconhecida.

Julia, percebendo que não havia espaço para suas ousadias, se despediu com um sorriso frio, lançando um último olhar para Grissom — que sequer se deu ao trabalho de retribuir. Saiu elegante, mas com a sensação amarga de derrota.

Thiago, que havia acompanhado toda a movimentação, não resistiu ao comentário:

Thiago: Bom, pelo menos não precisou rolar puxão de cabelo hoje. (sorriu para Sara)

SS: (ri) Ainda bem, né? Não quero ficar famosa por brigar em exposição de arte.

Cath e Nick, cúmplices, trocaram um olhar divertido.

CW: Mas que deu vontade, deu.

Todos riram discretamente, aliviando a tensão.

Quando a movimentação diminuiu e os convidados se dispersaram, Grissom se aproximou de Sara, tocando sua cintura com carinho.

GG: Obrigado por segurar as pontas, amor. Eu sei que não foi fácil.

SS: (olhando firme para ele) Difícil seria se eu duvidasse de você. Mas eu não duvido. E nunca vou dar esse gostinho para ninguém.

Ele sorriu emocionado, inclinando-se para beijá-la suavemente, em meio às últimas luzes da galeria. Beth, que se aproximava com Thiago, parou alguns segundos para observar a cena — seus olhos se encheram de lágrimas de felicidade.

Beth: (baixinho, para Thiago) Meu filho encontrou a mulher certa.

Thiago apenas assentiu, sorrindo, e todos seguiram juntos para casa, onde o pequeno Arthur os esperava. O clima era de alívio e união: a exposição terminava com êxito e, mais importante, a família estava ainda mais fortalecida.

Um dia Grissom, sozinho em casa, parou para refletir sobre a sua vida:

Reflexão de Grissom

Essa nova fase da minha vida está sendo maravilhosa. Nunca me imaginei como marido e pai, e hoje não consigo pensar em nada mais precioso. Arthur está naquela fase de comer frutas, papinhas… e faço questão de ser eu a dar. Dividir as tarefas com Sara é algo que me completa; quero participar de tudo que puder.

Sempre que voltamos do trabalho, se Arthur está acordado, o levamos para a nossa cama. Eu amo esses momentos. Aqueles olhos azuis me hipnotizam e, quase sempre, acabo dormindo junto com ele. Sara ri todas as vezes que isso acontece. Fazer o meu filho dormir se tornou uma forma de colocar freio no ritmo alucinado em que vivo, e com isso aprendi a encarar o tempo de outra forma: como uma questão de prioridade. E minha prioridade é ele.

Arthur começou a tentar andar. Às vezes usava Hank como apoio, levantava e ficava em pé, cheio de graça, arrancando gargalhadas da casa inteira. Outra coisa que adoro é quando dizem que meu filho parece muito comigo — salvo o queixo e o cabelo, que são da mãe.

Meu casamento e meu filho me fizeram renascer. Trouxeram a plenitude da vida, a plenitude do amor. Quando Arthur completava um ano, eu também comemorava: um ano desde que redescobri minha capacidade de criar, de sonhar. Foi um renascimento.

Hoje entendo que o grande fracasso é não realizar nossos sonhos. E eu vivo os meus, todos os dias, com eles. Sara me trouxe de volta à vida. Ela me deu uma vida. Devo tudo a ela, que é o ar que respiro — e cujo corpo é a bateria que recarrega o meu.

Cath havia insistido para que a festa fosse em sua casa, e o casal acabou aceitando. O clima era de celebração, e cada um parecia viver um bom momento. Cath continuava saindo com Warrick em segredo, Mario estava namorando, Greg havia conhecido alguém, Nick arriscava um romance com sua vizinha, e até Thiago estava envolvido em um namoro. Dona Beth havia se mudado de vez para Las Vegas, decidida a ficar mais próxima da família, e a convivência entre ela e Sara já não era mais dolorosa como no passado — havia até momentos de carinho genuíno.

A festa transcorreu animada, com risadas, música, comida boa e uma alegria que parecia transbordar pelos corredores da casa de Catherine. Arthur, vestido com uma roupinha clara, roubava a cena com seu jeitinho simpático. Mas ninguém esperava que ele fosse grudar tanto em Jim. O pequeno se agarrou à camisa do “gogo” com tanta força que parecia colado.

— Jim, cuidado, acho que você ganhou um novo acessório! — brincou Warrick, arrancando gargalhadas dos demais.

Para conseguir tirá-lo dos braços do amigo, foi uma verdadeira operação, com Sara tentando soltar os dedinhos firmes e Arthur fazendo beicinho. Jim, entre divertido e emocionado, só balançava a cabeça.

— Parece que eu não vou escapar fácil, não é, Tutti? — murmurou, recebendo em resposta uma risadinha contagiante do bebê.

Grissom observava de longe, em silêncio, com aquele meio sorriso que só Sara conhecia. Ver seu filho se aconchegar daquele jeito no colo de Jim lhe trazia uma paz inesperada. Arthur não estava apenas sendo amado pelos pais, mas cercado por uma rede de afeto que incluía todos ali. Jim, sobretudo, representava para ele uma figura de confiança — alguém que sempre esteve por perto em suas próprias fases turbulentas e que agora se tornava também essencial na vida de seu filho.

Grissom se aproximou, colocando a mão no ombro do amigo.

— Parece que Arthur fez a escolha dele — disse em tom baixo, quase emocionado.

Jim sorriu, ajeitando o bebê no colo.

— E eu não vou decepcionar esse garotinho.

Sara, que escutava a conversa, olhou para o marido e viu em seus olhos um brilho orgulhoso, quase paternal, não só pelo filho, mas pelo laço de amizade que agora se transformava em família de coração.

Os meninos cumpriam fielmente a promessa que haviam feito: vez ou outra, passavam em casa para buscar Arthurzinho e dar uma folga merecida aos pais. Em uma dessas oportunidades, Grissom decidiu realizar antigas fantasias de Sara, guardadas com carinho desde os tempos em que apenas sonhavam com uma vida a dois. Começaram dentro do carro, depois no capô, rindo como adolescentes que não conseguiam se conter. Mais tarde, seguiram até uma região repleta de chalés e lagos, onde, tomados pela liberdade de estarem a sós, acabaram fazendo amor dentro da água cristalina.

Aquela viagem curta reacendeu ainda mais a chama entre eles. Grissom parecia decidido a não deixar que a rotina de pais apagasse o desejo de surpreender a esposa. Então, em outro momento, ele recorreu a Catherine.

— Cath, posso pedir um favor especial? — disse em tom meio cúmplice.

— Já até sei… você quer que eu fique com o pequeno para poder aprontar alguma, não é? — respondeu a loira, sorrindo.

— Só por alguns dias… prometo compensar.

Dias depois, Gil embarcava com Sara rumo ao Brasil. O destino não poderia ser mais simbólico: o Pará, para que ela pudesse conhecer o Museu da Entomologia, uma promessa feita tempos atrás, quando ainda estavam descobrindo o quanto eram importantes um para o outro.

Ao chegarem diante do prédio histórico, Sara parou, respirou fundo e deixou escapar um sorriso emocionado.

— Falei que um dia iria lhe trazer para conhecer, então cumpri — disse ele, com o ar satisfeito de quem realiza mais que uma promessa: um sonho compartilhado.

— Lembro quando você me prometeu… fiquei maravilhada só de imaginar. Meu coração disparou ao ver que você queria seguir comigo, que queria me incluir nesse seu mundo.

Ela entrelaçou os dedos aos dele, e, pela primeira vez em muito tempo, sentiu-se como no início de tudo: apaixonada, surpresa, e acima de tudo, escolhida.

Quando Arthur completou dois anos, a família foi surpreendida por uma nova notícia: Sara estava grávida novamente. Mas dessa vez a gestação se mostrou mais delicada, exigindo maiores cuidados e impondo limites à morena. A partir do sexto mês, ela precisou se afastar do laboratório, algo que lhe custou aceitar, mas que se tornou necessário diante do risco.

Grissom, por sua vez, não pensou duas vezes. Sentindo que era hora de mudar de ritmo, tomou a decisão que vinha amadurecendo em silêncio: desligou-se do laboratório e passou a se dedicar integralmente à docência na Universidade de Las Vegas. O objetivo era claro — mais tempo com a família e principalmente ao lado da esposa, que agora precisava dele em cada detalhe.

Os meses se arrastaram cheios de tensão e expectativa, até que finalmente veio ao mundo Anne Sidle Grissom, uma pequena joia que, desde o primeiro instante, arrebatou a todos. Para encanto de dona Beth, a menininha parecia uma versão em miniatura de Sara, herdando os traços marcantes da mãe, mas com os mesmos olhos azuis hipnotizantes do pai.

— Dessa vez vocês fizeram uma mini Sara… mas com os olhos do Gil — disse a avó emocionada, embalando a neta com ternura.

Arthur, ainda pequeno, recebeu a irmã com um misto de curiosidade e ciúme, mas logo se mostrou um protetor atento, não desgrudando do berço e querendo ajudar em tudo.

Os padrinhos escolhidos para a princesinha foram Paola e Greg, ambos honrados e emocionados com a confiança depositada. Paola prometeu cuidar da afilhada como uma segunda mãe, enquanto Greg, com seu jeito divertido, já imaginava todas as travessuras que ensinaria.

A casa da família Sidle/Grissom, que já transbordava amor, agora ganhava novos sons — choros, risadinhas e balbucios — trazendo ainda mais vida àquele lar que, a cada capítulo, parecia se tornar mais completo.

Em uma tarde tranquila, Grissom embalava Anne nos braços, ninando a pequena com paciência. Arthur, curioso e cheio de energia, se aproximou do pai, puxando-o levemente pela camisa.

Arthur: Papai… posso pender os mal quando for grande? Quero tabaiar igual mamãe e você.

Grissom sorriu, com os olhos marejados diante da inocência do filho.

GG: Quando você for grandão que nem o papai, pode trabalhar igualzinho a gente sim. Vou ficar muito feliz.

Sara, que observava de perto, não conteve a emoção.

SS: Eu ouvi bem?! Meu filhote quer ser igual à mamãe e ao papai?

Arthur: Simmmm!

Num gesto espontâneo, os quatro se abraçaram: Gil, Sara, Arthur e a pequena Anne, ainda adormecida nos braços do pai. Hank, animado, não resistiu e entrou na roda, abanando o rabo e latindo feliz.

Foi nesse instante que Thiago surgiu na porta, congelando diante da cena perfeita.

Thiago: Esperem aí! Preciso registrar essa família linda!

A foto tirada naquele momento captou a essência da vida que Gil sempre sonhara sem admitir: um lar, amor, filhos, cumplicidade. Tão especial ficou o retrato que Grissom o mandou ampliar e transformou em um quadro, que ganhou lugar de destaque na sala de casa.

Ali estava sua maior conquista: uma esposa que era seu porto seguro, dois filhos lindos que enchiam seus dias de sentido, e até um cachorro que completava a família.

Passado um tempo, uma coisa engraçada acontece:

Sara havia voltado ao trabalho e Arthur já estava 03 anos e alguns meses, Anne com 06 meses. Ecklie pede que a perita participe de um curso de atualização na sede do FBI de Vegas mesmo, juntamente com Morgan, filha do diretor que agora trabalha com eles.

Já acomodadas, só ouviam um grupo de mulheres falando que haviam visto o palestrante e que ele era um gato, que o curso valeria a pena.

O burburinho na sala aumentava à medida que mais mulheres comentavam do tal palestrante. Algumas suspiravam, outras cochichavam entre risadinhas.

Morgan cutucou Sara com um sorriso maroto.

Morgan: Não posso deixar de mexer com você, mas de palestrante gato você entende, né? kkkkk

Sara ergueu a sobrancelha, fingindo ar sério, mas logo abriu um sorriso irônico.

SS: Como entendo… tanto que o primeiro que vi, eu peguei e não larguei mais. kkkkk

Ambas caíram na risada, atraindo olhares curiosos de algumas colegas que não entendiam a piada.

Morgan: (baixinho) Você sabe quem é o palestrante?

SS: Menina, sabe que não! Mas olha… minha fase de “pegar palestrante” já passou. Só me interesso por um e ele está em casa cuidando dos meus dois pequenos.

Morgan sorriu, balançando a cabeça.

Morgan: Bom, então vou prestar atenção pra ver se ele é isso tudo que estão falando.

Antes que pudessem continuar, a porta se abriu. O orientador entrou, organizando o material sobre a mesa e cumprimentando os presentes com postura séria. O burburinho cessou, e todos voltaram sua atenção para a frente.

Orientador: Boa tarde a todos. Sejam bem-vindos ao curso de atualização do FBI. Nesta semana, teremos uma programação intensa e cheia de atividades práticas.

Sara ajeitou a caneta e o bloco de anotações, mas ainda trocou um olhar cúmplice com Morgan, como se dissessem silenciosamente: vamos ver se ele é tudo isso mesmo…

O orientador fez uma pequena pausa, olhando para a plateia antes de anunciar.

Orientador: E para abrilhantar nosso curso, temos a honra de receber um dos maiores especialistas em entomologia forense do país. Convido ao palco… Dr. Gilbert Grissom.

O silêncio da sala foi quebrado por um coro de suspiros femininos. Algumas participantes endireitaram a postura, ajeitaram o cabelo e abriram sorrisos de expectativa.

Sara, por sua vez, arregalou os olhos, completamente paralisada. A caneta quase escorregou de sua mão.

SS: (sussurrando, incrédula) Não… não acredito nisso.

Grissom entrou com a serenidade de sempre, postura firme e olhar analítico. Assim que os olhos dele encontraram os de Sara, um sorriso quase imperceptível surgiu em seus lábios — aquele que só ela sabia decifrar.

Morgan: (dando uma cotovelada de leve) Acho que esse palestrante te interessa, não é?

Sara, ainda de boca aberta, deixou escapar uma risada nervosa.

SS: (balançando a cabeça) E como me interessa. Danado… me enganou direitinho.

Enquanto Grissom começava a falar para todos, Sara ainda tentava se recompor. No fundo, se sentia orgulhosa, apaixonada e… completamente conquistada de novo.

Grissom adotava seu perfil mais sério, aquele mesmo que Sara lembrava dos tempos de laboratório: postura ereta, tom de voz firme, didático, sem se perder em vaidades. Parecia completamente blindado contra o burburinho que algumas mulheres da plateia faziam sempre que ele se movimentava ou ajustava os óculos.

Sara acompanhava atentamente, até levantando a mão algumas vezes para tirar dúvidas de forma profissional, como qualquer outra participante. Ninguém na sala poderia imaginar o vínculo íntimo que ela tinha com o palestrante — exceto Morgan, que sorria de canto cada vez que percebia o cuidado quase carinhoso de Grissom ao responder a Sara.

No meio da aula, Sara não pôde deixar de ouvir a conversa atrás dela:

Mulher 1: Ele é maravilhoso… vou investir nele no intervalo.

Mulher 2: Você não viu a aliança? É casado.

Mulher 1: (sorrindo maliciosa) E daí? Eu não quero casamento, só uma transa. E isso, aliança nenhuma impede.

Sara se remexeu na cadeira, respirou fundo e encarou a frente. A vontade era de levantar, apontar e gritar: “Esquece, ele é meu marido!” Mas conhecia Grissom. Sabia que ele não daria a mínima, que sequer reparava nesse tipo de assédio. Mesmo assim, o ciúme latejava como um vulcão prestes a entrar em erupção.

E lá estava ela, rindo de si mesma em silêncio. Tantos anos, dois filhos depois, e eu ainda fico com ciúmes como se fosse uma adolescente.

O fim da aula finalmente chegou, e Grissom chamou Sara discretamente.

GG: Senhora Sidle, poderia me esperar um instante, por favor?

Sara assentiu, aguardando ao lado de Morgan. Mal se posicionaram, viram a ousada participante se aproximar do palestrante, deslizando um número de telefone em sua mão e dando um beijo prolongado em sua bochecha.

SS: (sussurrando para Morgan) Vai ser um curso longo…

Morgan: (sorrindo maliciosa) Ah, se vai!

Grissom se aproximou com aquele ar sereno, mas atento, e perguntou calmamente:

GG: Está indo para casa?

SS: Sim… e por quê?

GG: Vou com você. Estou sem carro. Vamos?

Sara sorriu, satisfeita com a normalidade do gesto, e respondeu:

SS: Vamos, mas você dirige então. Estou cansada!

E assim, saíram juntos do prédio do FBI, lado a lado, enquanto Sara sentia aquele misto de orgulho, amor e leve ciúme, sabendo que, apesar de toda a ousadia ao redor, o coração de Grissom continuava firmemente dela.

Chegando em casa, Beth estava entretida com os netos. Arthur, sempre cheio de energia, correu até os pais, falou rapidamente algumas palavras, e voltou para sua brincadeira com os brinquedos espalhados pela sala. Anne, por sua vez, dormia tranquilamente, embalada pelo cochilo da tarde.

No quarto, finalmente a tensão contida de Sara veio à tona:

SS: Não posso nem dizer que estou pegando o professor… e estou com raiva daquela mulher ousada! Tinha vontade de dar na cara dela!

GG: (arqueando uma sobrancelha) Nossa… minha mulher está com ciúmes?!

SS: Se fosse o contrário, você estaria de cara fechada e…

Grissom a interrompeu com um beijo intenso, calando suas palavras e arrancando um sorriso de cumplicidade. A química entre eles ficou elétrica, e logo se dirigiram para o chuveiro. Entre o vapor quente e respirações entrecortadas, a retomada da intimidade pós-aula esquentou de vez, relembrando a Sara que o professor também sabia ensinar lições… bem particulares.

No dia seguinte, Grissom caminhava pelos corredores da universidade, com o semblante sério de sempre, quando entrou na sala dos professores. Alguns colegas conversavam animadamente sobre as estripulias de um dos colegas:

Colega 1: Sabe a perita do laboratório? Sara Sidle. Parece que nosso professor Don Juan está completamente encantado por ela…

Colega 2: Sério? Pelo jeito ela não é fácil não.

Colega 1: Ouvir dizer que ele vai tentar investir nela…

Grissom permaneceu imóvel, o rosto endurecido, mas por dentro uma pontinha de ciúme começou a se formar. Então é assim que a sensação é… pensou.

Enquanto os colegas continuavam a conversa, sem perceberem que estavam falando do grande amor de Grissom, ele apenas apertou a mão do copo de café que segurava, respirou fundo e murmurou:

GG: Hum… parece que hoje sou eu que vou provar do meu próprio veneno.

No dia seguinte, durante a aula, o professor “Dom Juan” da universidade tentou se aproximar de Sara com seu charme habitual, sorrindo de forma insinuante enquanto comentava sobre algum ponto da disciplina.

Professor: Então, Sra. Sidle… parece que a biologia não é a única coisa que você domina bem, não é? A arte do encanto você predomina.

Sara ergueu uma sobrancelha, mantendo a postura profissional, e respondeu com firmeza:

SS: Professor, sou casada. Não há interesse algum da minha parte em ter predomínio na arte de encantar.

Ele riu, sem perder o charme, e tentou aliviar a tensão:

Professor: Tranquila… não estou com ciúmes. Apenas admirando.

Sara apenas fez um leve aceno de cabeça, desviou o olhar e voltou a se concentrar na aula, ignorando completamente a cantada.

Ao seu lado, Morgan que observava discretamente, sussurrou:

Morgan: Uau… Sra. Sidle, você acabou de cortar o Dom Juan em segundos. Impressionante.

Sara apenas sorriu, satisfeita consigo mesma, enquanto continuava a aula como se nada tivesse acontecido.

Na sala dos professores, o professor Dom Juan, famoso por suas conquistas durante palestras, não perdeu a oportunidade de se vangloriar:

Professor Dom Juan: Vocês não vão acreditar… a Sra. Sidle? Ela virou meu maior desafio! E garanto, será uma das conquistas mais difíceis da minha vida. Vocês vão ver, logo, logo ela estará na minha cama.

Antes que alguém pudesse reagir à audácia machista da fala, Grissom sentiu o envelope deslizar discretamente sobre a mesa. Olhando, percebeu que era da mesma aluna ousada de ontem, que deixava um convite explícito, junto com endereço para um jantar, praticamente implorando por atenção.

O professor Dom Juan olhou para ele, sorrindo de canto:

Professor Dom Juan: Vejo que não sou o único que está arrumando uma aventura… Grissom, você também está na ativa?

Grissom ergueu a mão esquerda, mostrando claramente sua aliança, e respondeu firme, sem titubear:

GG: Claro que não! Tenho uma bela esposa e nenhuma mulher me interessa.

O silêncio caiu na sala, e até alguns professores que acompanhavam a conversa engoliram em seco diante da convicção de Grissom.

Ele se recompôs, pegou seus papéis e saiu da sala, deixando o envelope sobre a mesa e alguns docentes ficaram levemente constrangidos pelo convite audacioso.

Assim que a porta se fechou atrás dele, o professor Dom Juan não perdeu a chance de debochar:

Professor Dom Juan: (rindo) Ah, Grissom… que desperdício! Uma mulher linda, ousada, e ele… firme como uma rocha! Não vai nem tentar. Que nerd apaixonado!

Alguns colegas tentaram segurar o riso.

Grissom decidiu que ao final de sua aula, que encerraria o ciclo de palestras, iria revelar para todos o status do seu relacionamento.

Ele encerrou a última parte de sua aula com uma mescla de profissionalismo e um sorriso quase imperceptível.

GG: Bom, gostaria de agradecer a todos pela presença, pela interação e pela participação durante este ciclo de palestras. Mas antes de encerrarmos, gostaria de pedir que Sara Sidle venha ao palco, por favor.

Sara levantou-se, confusa, enquanto todos os olhos da plateia se voltavam para ela. Grissom aproveitou o momento, aproveitando que seus colegas, incluindo o professor Dom Juan, assistiam atentos à cena, para enviar uma mensagem clara: aquela mulher difícil não estava disponível para ninguém além dele e a mesma coisa em relação a ele. Estava indisponível.

Com Sara ao lado ele começou:

GG: Em um relação amorosa é fundamental que exista o amor. No entanto, só amar não basta. A relação precisa ser nutrida de outros sentimentos para que a parceria faça sentido. Alguns elementos precisam existir para que a relação dê certo além do amor. Aprendi as duras penas isso, mas sei que valeu a pena ( segura a mão de Sara para surpresa de várias pessoas, incluindo de sua esposa que o olhava atenta). Numa relação é necessário: Confiança, Honestidade, Respeito, Comunicação, Lealdade, Amizade, Paixão sem esquecer do Amor. Um casal que confia um no outro sabe respeitar a individualidade do parceiro e consegue continuar amando, mesmo que, muitas vezes, de longe. Respeito: nem todos os dias vão ser bons, fáceis, ou vão dar vontade de guardar para sempre na memória. Mas se houver respeito mútuo, por mais que existam momentos difíceis, é possível saber que mesmo que os ânimos se alterem haverá cuidado no momento de falar com o outro. A comunicação traduz o que o coração e o pensamento querem dizer. A lealdade faz com que as pessoas sintam que não estão sozinhas no mundo, mais do que um sentimento amoroso, ela tem a ver com humanidade. A amizade é um balizador importante em uma relação, afinal, ela que possibilita que o casal sinta uma sensação agradável quando está junto. A paixão ajuda a ter aquela sensação de sangue correndo nas veias quando os dois estão juntos e claro sem ele não se mantem uma relação e quando se tem o amornada, nem ninguém, destrói. É um sentimento que perdura e supera todo tipo de obstáculos. É olhar a pessoa que amamos e saber que é ao seu lado que queremos estar, para sempre. O amor verdadeiro é aquele que nem a separação ou a morte conseguem destruir. Por que estou falando isso aqui?! Meu trabalho atual é lecionar e quando soube que minha esposa estava no curso que iria ministrar, fiz surpresa e ela só soube quando me viu no palco. Não deixamos público nosso relacionamento porque não se faz necessário, pois estamos a trabalho e acima de tudo nos amamos, nos respeitamos. Quero deixar algo bem claro… Sara Sidle não é apenas uma aluna brilhante, mas também a mulher com quem compartilho minha vida. Sou um homem casado, feliz e completamente comprometido. E, para aqueles que estavam pensando que poderiam investir nela… lamento informar, mas ela é só minha.

GG: Encerrando este momento, aproveito para dedicar o final deste curso a minha bela esposa, Sara Sidle Grissom.

Sara não se segurou e lhe tascou um beijo:

" Eu te amo".

A plateia irrompeu em aplausos, enquanto o Dom Juan, que até então exibia seu ar convencido, permaneceu sem palavras, claramente surpreso e frustrado. Grissom apenas apertou a mão de Sara com firmeza, sorrindo de canto, satisfeito por ter deixado tudo claro.

Dom Juan, ainda parado, arregalou os olhos e engoliu seco, claramente frustrado e surpreso.

Dom Juan: (sussurrando para um colega) Sério? Ela é dele? Que… impossível! O cara me fez de otário de maneira elegante.

Alguns colegas docentes riram, outros bateram palmas, admirando a firmeza de Grissom e o gesto público de orgulho pelo relacionamento.

Enquanto Grissom deixava claro para todos que Sara era só sua, a aluna ousada que havia deixado o convite para jantar estava no canto da plateia, completamente sem graça.

Ela se encolheu na cadeira, desviando o olhar, tentando desaparecer por entre os outros participantes. Até tentou disfarçar rindo, mas seu rosto denunciava todo o constrangimento por ter subestimado a firmeza do supervisor.

No estacionamento, enquanto caminhavam juntos para o carro, Morgan não perdeu a oportunidade de comentar:

Morgan: Ah, as assanhadas nem sabiam onde enfiar a cara!

Sara riu, balançando a cabeça em concordância, ainda sorrindo do ocorrido no palco.

Grissom, ao seu lado, acrescentou com um leve sorriso de canto de boca:

GG: Do palco, eu vi meu colega, que também estava de olho em você, completamente chocado.

Sara apertou a mão dele, divertida com a situação e satisfeita com o fato de que, por mais ousadas elas e ele fossem, não havia dúvidas sobre o amor deles.

Eles seguiram em direção ao carro, lado a lado, com a leveza de quem sabe que nenhum flerte ou comentário poderia abalar a segurança e cumplicidade do casal.

O trio chegou à reunião com os amigos do laboratório, e assim que se acomodaram, as meninas começaram a contar o que havia acontecido no curso. Risadas ecoaram pelo grupo, e Jim não perdeu a chance de provocar Grissom:

JB: Então, Gil, foi tudo por ciúmes do colega, né?

Grissom franziu levemente a testa, mas não conseguiu conter o sorriso:

GG: Na verdade, não aguentava o jeito que ele falava da minha mulher, aquele cara abusado. Queria mostrar na prática que tenho uma mulher linda… e que não é para o bico dele.

Jim riu, batendo no ombro do amigo:

JB: Ah, ou seja, estava morrendo de ciúmes!

Sara se aproximou, sorrindo e tocando o braço de Grissom:

SS: Pode até ter sido ciúme… mas foi uma declaração linda.

Todos riram novamente, e a atmosfera descontraída só reforçou a cumplicidade e o carinho que o casal irradiava para os amigos, mostrando que o amor deles não era apenas sólido, mas também divertido e admirado por todos.

Tempos depois, Sara, a convite de Ecklie, passou a trabalhar em uma nova área de pesquisa do laboratório. A mudança trouxe entusiasmo para a perita, que agora poderia explorar diferentes aspectos do seu trabalho, ao mesmo tempo em que continuava próxima da família.

Grissom, por sua vez, anunciou que se juntaria a ela assim que concluísse o período de aulas na Faculdade. A ideia era clara: ambos poderiam dedicar tempo de qualidade ao trabalho sem abrir mão da convivência com os filhos, aproveitando cada etapa do crescimento de Arthur e Anne.

O casal sentia-se mais unido do que nunca, equilibrando a carreira, a pesquisa e a vida familiar de maneira harmoniosa, compartilhando responsabilidades, risadas e pequenas descobertas do dia a dia com os filhos. A parceria profissional refletia a parceria pessoal, fortalecendo ainda mais o vínculo entre eles.

No primeiro dia trabalhando juntos na nova área de pesquisa, Sara chegou animada, já organizando seu espaço enquanto cumprimentava os colegas. Grissom apareceu logo depois, carregando pastas e equipamentos, com um sorriso discreto ao vê-la.

GG: Bom dia, esposa. Pronta para a aventura científica?

SS: Sempre pronta… mas só se você prometer não me deixar fazer tudo sozinha.

Eles riram, e o clima no laboratório ficou leve, contagiando os colegas. Durante a manhã, trocavam olhares e pequenos gestos de carinho — um toque de mão ao passar documentos, um sorriso cúmplice ao discutir hipóteses.

Arthur e Anne estavam com Beth, permitindo que o casal se concentrasse no trabalho, mas o pensamento nos filhos aparecia em pequenas conversas:

SS: Acho que podemos testar esse protocolo e depois voltar para casa para conferir se o Arthur tentou pular do sofá de novo.

GG: Boa ideia. E depois, podemos colocar a Anne no carrinho e dar uma volta rápida no quintal, que ela adora.

Entre risadas, experimentos e anotações, Grissom e Sara perceberam como trabalhar lado a lado tornava tudo mais leve e prazeroso. A parceria no laboratório refletia a parceria da vida: confiança, cumplicidade e muito amor.

No fim do dia, saíram juntos, discutindo ideias para pesquisa, mas já imaginando os filhos correndo pelo quintal, e sentiram que, finalmente, haviam encontrado o equilíbrio perfeito entre carreira e família.

Num dia mais caótico, Sara e Grissom estavam concentrados em um experimento delicado, anotando dados e discutindo hipóteses, quando ouviram uma correria pelo corredor do laboratório.

Arthur entrou disparado, rindo, com Anne no carrinho atrás dele, e Beth tentando alcançá-los:

SS: Arthur! Anne! O que estão fazendo aqui?

GG: Socorro… nosso laboratório virou parque infantil?

Arthur apontou para um microscópio recém-encaixado e disse animado:

Arthur: Papai, quero ver igual você!

Grissom suspirou, mas não resistiu ao sorriso:

GG: Tudo bem, mas só com supervisão.

Enquanto isso, Sara tentava controlar Anne, que insistia em puxar papéis e equipamentos com suas mãozinhas curiosas. Beth corria atrás, rindo da situação:

Beth: Parece que a casa inteira decidiu invadir o laboratório!

Os colegas de trabalho, entre risadas e comentários divertidos, ajudavam a manter a ordem, enquanto Grissom pegava Arthur no colo e mostrava, calmamente, como podia observar algumas amostras seguras.

SS: Bom… pelo menos eles estão curiosos. Isso é bom para o futuro, mas talvez devêssemos marcar visitas mais controladas.

GG: Concordo, mas preciso admitir que ver meus dois pequenos tentando explorar o que papai e mamãe fazem… é irresistível.

Grissom e Sara não poderiam estar mais felizes. Tinham dois filhos, suas mães estavam bem, irmão da morena quase casado, amigos, que na verdade são sua família, estavam bem, enfim tudo na santa paz.

Sentados na varanda de casa admirando Hank, Arthur e Anne brincarem, o casal começa relembrar tudo que passaram para estarem ali, curtindo aquele momento começam a que conclusão chegaram:

SS: A vida é composta por recordações que fazem de cada pessoa um ser único. Recordar o ontem, viver o hoje e acreditar no amanhã.

GG: Não somos um amor para recordar e sim um amor para viver!

GG e SS: Por isso que Recordar é viver!!

Notas finais
Encerramos a história agradecendo a todos que chegaram até aqui. Obrigada de coração. Pedimos desculpas se de alguma forma chateamos alguém. Saiba que de verdade não foi nunca a intenção. Essa primeira experiência nos deu ideia para uma proxima FIC que estamos desenvolvendo e de antemão podemos adiantar que apesar de usarmos os personagens que amamos, a história vem com tema totalmente diferente. Neste capitulo me baseei no livro de Gugu Liberato, Sou Pai e Agora? Quando não souber o que fazer, apenas feche os olhos, sorria e agradeça por ter Deus em sua vida: ele saberá como te acolher.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!