Ricordare è Vivere
37 Prova de Fogo - Parte 01
Notas iniciais
Encostados na pilastra, ainda envolvidos pelo momento, um espectador inesperado surgiu: um pelicano pousou ali bem ao lado, como se tivesse comprado ingresso para assistir à cena.
Sara caiu na risada na mesma hora.
GG: — Olha… com ele nos olhando assim não dá, não consigo.
SS: — Nem eu! Kkkkkk
GG: — Você tá se divertindo, né?
SS: — Muito! Kkkkkk
Grissom suspirou, balançando a cabeça.
GG: — Vamos pra casa, porque essa avezinha acabou com meu clima e…
Antes que terminasse a frase, o pelicano deu um bote certeiro, pegando a camiseta dele e voando para longe. Grissom ainda tentou nadar rápido para recuperar, mas foi em vão.
GG: — O bicho empata minha f… e ainda leva minha camisa? Ainda bem que não tinha tirado a sunga! Que ave danada!
SS: — Ah, se fosse a sunga aí eu brigava com essa ave! Tem patrimônios que não são públicos.
GG: — Ééé? Então vamos levar o patrimônio pra casa, mocinha.
E, rindo juntos, voltaram nadando para a margem, enquanto o pelicano sumia no horizonte com a camiseta como troféu.
No outro dia o casal realizou o passeio que haviam programado, jantaram fora e foram descansar pois no dia seguinte teriam que voltar para Vegas.
Já de volta a Sin City, o laboratório estava diferente. Novos rostos circulavam pelos corredores, mas não eram peritos nem técnicos — e sim a nova equipe de limpeza, contratada para substituir a antiga. Entre eles, havia uma garota claramente introvertida, que evitava contato visual e parecia sempre apressada para concluir o serviço.
Cath, observando de sua mesa enquanto a jovem passava com o carrinho, não deixou de comentar:
Cath: — Mudaram os funcionários da limpeza? Até eu me acostumar com os novos vai demorar…
Nick, mexendo em um relatório, levantou a cabeça:
Nick: — É, e acho que essa aí é nova de verdade… não lembro de tê-la visto antes.
Cath: — Pois é. Bom, vamos ver se ela dura, porque ultimamente o pessoal não fica muito tempo.
A garota, mesmo ouvindo, apenas forçou um sorriso tímido e seguiu limpando, sem dizer palavra.
No dia seguinte, o casal voltou à rotina. Sara chegou primeiro ao laboratório; Grissom tinha sido enviado para atender um pedido do prefeito.
SS: — Oi, meninos… e menina. Como estão?
CW: — Sara! Que bom que voltou. Aguentar esse bando de homens sozinha não dá.
GS: — Sarinha, meus olhinhos até brilham ao ver você. Saudade enorme.
WB: — Sara… então, pequena, como foi lá?
SS: — Tudo resolvido, Rick.
NS: — E aí, maninha? Voltou com a aparência melhor… conheceu alguém?
SS: — Impressão sua.
Greg lançou um sorriso misterioso, mas não perdeu tempo:
GS: — Sarinha, depois queria falar com você.
Catherine arqueou a sobrancelha, divertida:
CW: — Não seja por isso, vai nesse caso com a Sarinha. Bem-vinda de volta!
No caminho até o carro, Greg caminhava ao lado dela, mexendo nos dedos de forma nervosa.
SS: — Greg… o que você quer falar comigo?
GS: — Acho que prefiro perguntar quando você parar o carro.
Chegando ao local do crime, o serviço já estava pela metade. Greg, que vinha calado até então, largou a bomba:
GS: — Sara… você está namorando o Grissom?
Ela, que estava de costas analisando a cena, se virou rápido, o olhar assustado:
SS: — Da onde você tirou isso?
GS: — Vou explicar. Quando encontrei vocês dois no parque, eu estava indo encontrar a Keith. Ela me viu conversando com o Grissom e, quando comentei que estava chocado de vê-lo com um cachorro, ela soltou que era frequente vê-lo lá… com o animal e… a esposa dele.
Sara arqueou a sobrancelha, mas a mão que segurava o bloco de anotações começou a apertá-lo.
GS: — Eu disse pra ela: “Grissom não é casado.” Aí ela contou que sempre o via com uma moça, que trocavam beijos, subiam juntos no prédio… e apontou onde ele mora.
SS: — E onde eu entro nessa história?
GS: — Então… ela descreveu a pessoa como sendo você. Mostrei uma foto sua e ela confirmou. Ah, e o Grissom falou que o nome do cachorro é Hank, igual ao seu ex… coincidência, né?
SS: — Greg… se você perguntar pra Cath ou pro Jim, eles vão dizer que o Griss pegou o cachorro já com esse nome. Nada a ver comigo. Sua amiga pode ter se confundido — eu não sou esposa do Grissom.
GS: — Sara, a gente é amigo. Pode confiar em mim. Você tá com ele, não tá? Apesar que… ele já esteve com a Heather. Será que a Keith não te confundiu com ela?
SS: — Greg… assunto encerrado. E vamos terminar aqui, por favor?
Greg ergueu as mãos, fingindo rendição, mas o sorriso de canto denunciava que não tinha largado o osso.
Voltaram ao trabalho, e Sara respirou aliviada com a dúvida dele sobre Heather. Gostaria de confirmar a verdade — não que não confiasse nele — mas a “língua solta” do Greg poderia transformar um cochicho em notícia de laboratório num piscar de olhos.
O turno seguiu normalmente, mas Greg parecia ter encontrado um novo hobby: testar o autocontrole de Sara.
Enquanto etiquetava umas amostras, ele comentou, sem olhar pra ela:
GS: — Sabe, dizem que quando alguém começa a cuidar bem do cabelo, é porque tá apaixonado…
SS: — E dizem que quando alguém fala demais, é porque tá entediado.
Mais tarde, no microscópio, Greg assobiou baixinho a marcha nupcial.
SS: — Greg, se você continuar, vou colocar você pra limpar a cena do crime com cotonete.
GS: — Ah, mas aí vou precisar de ajuda… quem sabe um certo chefe não se oferece?
Sara respirou fundo, tentando se concentrar no exame. Ele percebeu e soltou um sorriso satisfeito, como quem estava ganhando o jogo.
Foi salva das provocações de Greg por Catherine, que apareceu como uma heroína de última hora:
Cath: — Sara, preciso que você vá periciar um acidente de carro. Coisa simples, mas quero as fotos ainda hoje.
Sara aceitou com alívio e foi para a cena. O caso era mesmo rápido: carro batido, nada de vítimas graves, pouca burocracia. Estava concentrada ajustando o foco da câmera quando uma voz conhecida soou atrás dela:
GG: — Oi, linda.
Sara quase derrubou a câmera.
SS: — Grissom, você quer me matar do coração? Que susto! O que faz por aqui?
GG: — Estava fazendo um favor para o prefeito aqui perto e ia pegar um táxi… até que vi uma cena curiosa: uma investigadora muito interessante analisando tudo. Resolvi falar com ela.
SS: — Isso é assédio, sabia?
GG: — Não… me dá essa câmera e deixa eu te ajudar.
SS: — Precisa me alisar pra pegar a câmera? Assédio, hein, chefe? [ri]
GG: — Tá engraçadinha…
Trabalharam juntos, sem perceber que eram discretamente observados à distância. Caso encerrado, seguiram para o carro de Sara.
No caminho, pararam em um sinal vermelho. Sara estranhou quando ele soltou o cinto de segurança.
— O que você… — começou ela, mas não terminou: Grissom puxou-a para um beijo intenso, daqueles que roubam o ar.
SS: — Nossa… o que foi isso?
GG: — Saudade de beijar você… e o sinal abriu.
Ele voltou a se recostar no banco, como se nada tivesse acontecido, enquanto Sara dirigia com um sorriso que não conseguiu disfarçar.
No laboratório, Greg, com aquele ar de quem guardava uma informação preciosa, foi até Catherine enquanto ela revisava uns laudos.
GS: — Cath… posso te contar uma coisa?
Cath: — Greg, se for mais uma teoria maluca sobre alienígenas no deserto, eu vou jogar café em você.
GS: — Não é alienígena… mas é quase tão chocante. Eu acho que Grissom e a Sara estão juntos.
Cath: — Como assim juntos? Eles sempre andam juntos e é normal.
GS: — Não, não… juntos. E antes que você pergunte “o que é juntos”... como um casal. Eu os encontrei no parque outro dia e a menina que eu estava saindo se referiu a Sara como esposa do Grissom. Perguntei para Sara, mas ela negou.
Catherine ergueu uma sobrancelha, como quem acabara de encontrar um enredo para se divertir nas próximas semanas.
Cath: — É mesmo?
GS: — É. Eu não ia falar nada, mas… achei que você gostaria de saber.
Cath: — Adoro quando o laboratório me oferece entretenimento grátis.
A partir daí, Catherine decidiu que passaria a observar os dois como uma investigadora fora de expediente. Atenção aos olhares trocados, aproximações sutis, aquele meio sorriso cúmplice que denunciava mais do que qualquer evidência técnica.
Alheios a qualquer conspiração interna, Sara e Grissom entraram juntos no laboratório, conversando baixinho e rindo de algo que só eles sabiam. Grissom seguiu para a sala dele, enquanto Sara foi até Catherine entregar as fotos do acidente.
Cath: — Obrigada, Sara… Mas me diz, por que o Grissom veio com você?
SS: — (dando de ombros) Ele estava por perto e precisava voltar, ofereci carona.
Cath: — Ah… claro. Só carona.
Sara estreitou os olhos, já percebendo o tom carregado de “eu sei mais do que você pensa”.
SS: — Cath, eu só vim entregar as fotos.
Cath: — E eu só estou perguntando. (sorri de canto)
Sara soltou um suspiro curto, entregou o envelope e saiu, mas não sem notar o olhar divertido de Catherine a seguindo até a porta.
Quando voltou para a sala, Cath pegou o telefone e discou para Greg:
Cath: — Você tinha razão. Isso vai ser divertido.
No final do expediente, quando a morena se preparava para sair, Greg passou por ela e sussurrou:
GS: — Sabe, eu sou ótimo pra guardar segredos… quando quero.
SS: — Ótimo, então guarde esse: eu adoro café. Me traga um amanhã e talvez eu até esqueça que você existe.
Greg riu, mas entendeu a mensagem. Por enquanto.
Haviam combinado de todos irem para o Frank’s depois do turno. A mesa estava cheia, com café, risadas e provocações.
CW: — Grissom, você paga o café já que voltou de férias e me deixou na furada, tomando conta de marmanjos… e ainda salvando o Coby, que é magnífico.
GS: — Nossa… ela preferiu o turista em vez de nós, pobres mortais, inocentes, sensíveis…
SS: — Greg, você está falando de quem? Porque vocês três não são nada disso.
NS: — Sarinha, eu sou um homem pra casar.
SS: — Casado aqui só o Rick.
WB: — É… mas acho que já estou arrependido.
CW: — Por quê?
WB: — Pauta pra um próximo café.
Enquanto todos riam, Sara aproveitou para pegar o café de Grissom, fingindo discreta, mas com um sorriso malicioso. Grissom percebeu, piscou para ela e deu um leve sorriso, retribuindo o gesto.
CW (sussurrando para Greg): — Você viu isso? Eles são praticamente um casal de corujas, só esperando o sinal verde pra dar o bote.
GS (rindo baixo): — Total! Dá até pra apostar quem vai perder a paciência primeiro e correr pra esconderijo.
Alheio ao cochicho dos dois, Warrick resolve fazer uma pergunta.
WB: Grissom me tira uma dúvida: O Hodges disse que você esta namorando Lady Heather, é verdade?
GG: O Hodges realmente não tem amor ao emprego dele. Não estou namorando a Heather, ela é só minha amiga...
CW: Há controvérsias?! Você passou algumas noites com ela, então não posso achar só amizade.
GS: Pois é, me manda para o turno da manhã e me tira do acontecimento do ano: Cath querendo matar o Grissom por causa da Heather.
GG: Estou vendo que continuam engraçadinhos.
NS: Você que da margem, ainda por cima tendo a visita dela depois de tudo no laboratório. Desculpa Grissom, mas também concordei com o Hodges.
SS: Depois de tudo? Não entendi.
Para surpresa até da morena, o supervisor se adianta e responde a pergunta da namorada para não dar margem:
GG: Você havia saído de licença tinha uns dois dias e Heather foi ao laboratório me agradecer a ajuda que prestei à ela. As mentes maldosas que não sabem a verdade criam sua própria história.
CW (com sorriso maroto): Obrigada por nos dar base para criar. Vocês sabem como é... laboratório é lugar de investigação, mas também de muita fofoca.
GS (dando risada): — Verdade! E o caso da Heather só apimenta as conversas.
Todos caíram na risada, e mesmo com as provocações, o clima entre eles era de amizade e muita diversão.
Ao chegarem em casa...
SS: Gil deixa eu lhe falar o que Greg me disse hoje.
Sara vai contando tudo e Grissom concordou em não confirmar para ele. A perita aproveita para dizer que ficou orgulhosa dele tomar a frente e contar sobre a visita de Heather.
SS (sorrindo, tocando o braço dele): — Eu fiquei mesmo orgulhosa de você. Foi corajoso e honesto em contar tudo, sem deixar que os outros inventassem histórias.
GG (com olhar terno): — É o mínimo que posso fazer, amor. Estou reconstruindo a sua confiança em mim. Agora, que tal a gente descansar um pouco? Precisamos estar com as energias renovadas para o que vem por aí.
SS (encostando a cabeça no ombro dele): — Concordo. Juntos, tudo fica mais fácil.
Eles se aconchegam, sentindo a paz daquele momento de cumplicidade.
Os dias vão passando, casos e mais casos. Mario volta da Itália, casal cada vez mais junto e um supervisor já pensando em oficializar a união. Conversando com a mãe, fala que vai pedir Sara em casamento e encomendar um netinho, o que deixa Beth toda boba. Agora pelo jeito seu filho vai construir uma família com uma pessoa que o ama e respeita. Ela estava contente com a escolha e brigou por ele ter quase a perdido.
Beth, com o olhar carinhoso e um sorriso doce, com sinais animados ia falando com o filho:
— Você sabe que eu sempre quis o melhor para você, filho. E ver que encontrou alguém que te ama e respeita de verdade... Ah, isso me deixa feliz demais. Só fiquei brava porque você a perdeu.
Gil riu, sentindo o coração aquecido.
— Mãe, aprendi muito com tudo isso. Agora quero construir uma família com a Sara. Vou pedir ela em casamento e, quem sabe, encomendar um netinho para você logo.
Beth apertou a mão dele, quase emocionada.
— Vai ser uma bênção, meu filho. Vocês merecem toda a felicidade do mundo.
Enquanto isso, Gil já começava a imaginar esse futuro, com Sara ao seu lado, oficializando o amor e a vida que queriam construir juntos.
Novo turno se inicia e Grissom continua procurando por todos os filhos adotivos de Ernie Dell. Brass o chama com outra pista — Trevo Dell.
Quando eles chegam ao apartamento de Trevo, eles o encontram morto. Grissom encontra um boneco em miniatura de Trevo e ele o mostra para Sara, há deixando no local para periciar.
Grissom e Cath depois de horas de investigação chegam ao nome de Natalie Davis e vão falar com pai da mesma. Sara esta em outro caso e resolve dar uma parada no restaurante vegetariano para um lanche. Liga para Grissom perguntando se ele queria, mas ele diz que lanchou com Cath e antes de desligar:
GG: Amor!
SS: Oi?!
GG: Eu te amo muito.
SS: Eu também te amo. Até daqui a pouco!
Natalie, que trabalha como parte do serviço de limpeza do laboratório, traz seu modelo completo para o escritório de Grissom. Enquanto está lá, ela olha para o modelo que Grissom construiu. Quando saí do escritório ouve Greg falando com Sara ao telefone e descobre que ela esta no restaurante perto do laboratório. Parte para o local e chegando lá, procura pelo carro da perita e fica perto escondida.
O clima tranquilo do restaurante se desfaz assim que Sara se levanta e caminha em direção ao carro. Nas sombras, Natalie observa cada movimento, seu rosto tenso e decidido.
Quando Sara alcança o veículo, Natalie se aproxima rapidamente, sacando uma arma de choque que brilha sob a luz da rua. Um disparo rápido, e Sara cai desacordada. Com precisão fria, Natalie a arrasta para seu carro, abre o porta-malas e cuidadosamente coloca a perita amarrada ali dentro.
O silêncio da noite é cortado apenas pelo bater da porta do porta-malas, enquanto Natalie encara o caminho à frente, com um plano que ainda está por se revelar.
Cath e Grissom retornam ao laboratório e o supervisor vai na sua sala pegar uma pasta. Observa algo na sua mesa e encontra o modelo em sua mesa — um Mustang vermelho virado em uma parte do deserto com uma mão estendida por baixo dele, movendo-se lentamente. Ele pega um lenço e quando levanta o carro fica pálido ao ver uma miniatura de Sara.
GG: Meu Deus!!! CATH VEM AQUI AGORA, RÁPIDO!
Liga para Brass: “ Jim dá um pulo no restaurante vegetariano aqui perto, achei uma miniatura na minha sala e a vitima é Sara. Ela me falou que iria lá.
JB: Calma Griss estou indo!
Pergunta a Juddy quem foi em sua sala e ela diz que a menina da limpeza.
Cath e Warrick vem correndo: “ O que foi? Por que o desespero?”
GG: Olhem vocês mesmos
O laboratório se transforma num cenário de tensão instantânea. Grissom, ainda segurando a miniatura da Sara, seus olhos fixos na pequena figura que parece tão real, sente o peso do desespero apertar seu peito.
Cath, chegando rápido, mal consegue conter o grito abafado, enquanto Warrick fica boquiaberto diante da cena. Todos se entreolham, compreendendo a gravidade da situação.
Nesse momento Greg e Nick vem correndo e se assustam ao ver a maquete.
GG: (tentando ligar incessantemente) “Sara, responde, por favor... Onde você está? Me ouve?”
O silêncio do outro lado da linha só aumenta a angústia.
JB (ligando de volta): “Gil, para de ligar! Achei o carro dela — está aberto, a maleta com o celular está na mala. Ela foi sequestrada, não tenho dúvidas.”
Grissom sente o chão sumir sob seus pés, o desespero toma conta de sua voz:
GG: “Não... Não pode ser! Sara, volta pra mim, por favor...”
Greg tentando ficar calmo, leva a maquete para eles analisarem melhor em outra sala. Grissom chega na sala e os avisa que Natalie Davis estava trabalhando no serviço de limpeza do laboratório, deixando todos espantados.
Cath até fala: “Trabalhamos com o inimigo em nossa casa.”
Em consenso concordam que Sara pode estar viva, já que a boneca esta se mexendo, analisam o carro e encontram um número VIN no modelo Mustang, o rastreiam até uma fatalidade que Sara trabalhou algumas semanas antes. Ao passar pelas fotos da cena do crime, Grissom vê Natalie no meio da multidão atrás da fita policial olhando um momento de troca de carinhos entre ele e a perita morena. Com a dúvida da equipe do porque Sara, Grissom mata a charada: é pessoal, é uma vingança direcionada para ele.
GG (saindo do local, voz tensa e quase sussurrando): “Ela me culpa por ter tirado da vida dela a pessoa que ela mais amou… e agora quer fazer o mesmo comigo...
O silêncio paira, a equipe troca olhares preocupados enquanto Grissom saí parecendo perdido em seus pensamentos.
Após alguns segundos, Greg e Cath se encaram, trocando um sorriso discreto.
NS (com um sorriso surpreso): “Eu tô doido, ou o chefe acabou de dizer que ama a Sara?”
WB (rindo baixo): “Você não tá doido não, ele falou mesmo.”
GS: “Parece que as coisas estão ficando sérias, hein?”
Cath, mais séria, olha para ambos e comenta: Gente estou pasma tanto quanto vocês, mas precisamos voltar a realidade e salvar Sara. Sabemos agora que a motivação é vingança contra Grissom, vamos agir rápido e mostrar para Natalie que a vingança dela esta contra nós todos. Amamos Sara e vamos resgata-la, vou falar com Gil enquanto vocês continuam.
A equipe volta a focar no caso, sabendo que mais do que uma investigação está em jogo. Já Cath vai falar com o amigo.
Cath entra na sala do supervisor, encontrando Grissom ainda abalado, com a mão no rosto, tentando conter o desespero.
CW: Gil, se quiser falar, soltar um pouco essa pressão… estou aqui só para ouvir, sem perguntas.
Grissom ergue os olhos, com a expressão de um garoto assustado, os olhos marejados.
GG: Cath… ela é minha vida. Natalie atacou de forma pesada, mirou e atirou aqui. (aponta para o peito) Não sei se vou conseguir seguir sem ela…
Ele a abraça forte, respirando fundo para tentar se acalmar.
Cath, emocionada, não consegue segurar as lágrimas.
CW: Amigo, vamos achar a Sara, assim como achamos o Nick. Somos os melhores no que fazemos… só que em descobrir romance de amigos a gente não é muito bom, né?
Os dois riem, o alívio momentâneo os une, e logo retomam o foco, voltando ao trabalho com renovada determinação.
Com o mandado solicitado por Grissom, Sofia, Nick e Warrick chegam ao apartamento de Natalie. Ao perceber a chegada da equipe, a aprendiz de Annabele foge e aí se inicia uma intensa perseguição.
Natalie, ofegante, tenta escapar se embrenhando no meio da multidão presente na Strip, mas Nick, Sofia e Warrick não desistem e a pegam.
NS: Onde você pensa que vai? Vai se arrepender de ter mexido com um de nós.
Natalie olha para trás, com os olhos cheios de medo, mas não encontra escapatória.
WB: O jogo acabou, Natalie.
Sofia se aproxima com a algema na mão, pronta para prendê-la.
SC: Você vai pagar por tudo que fez. Não vamos deixar ninguém sair impune.
Natalie, derrotada, para e abaixa a cabeça. Nick dá um sorriso vitorioso.
NS: Agora é hora de acertar as contas. Vamos levar essa história até o fim.
Com Natalie sob custodia, Grissom pede a Jim para conversar com ela:
GG: Deixa eu falar com ela Jim?
JB: Gil não acho boa ideia, você esta emocionalmente abalado. Eu mesmo estou querendo jogar agua sanitária nela.
GG: Por favor, deixa eu tentar?
JB: Tudo bem, mas se eu ver que não esta dando certo, te expulso.
Grissom entra e começa elogiando o trabalho da criminosa, exaltando o talento dela e trazendo ela para ele. Nessa enrolação e tendo um alto controle, ele faz Natalie admitir que Sara está viva.
Grissom, com a voz calma e firme, diz:
GG: Você é muito talentosa, Natalie.
Natalie, desconfiada, hesita, mas a admiração sutil no tom de Grissom a faz baixar a guarda, revelando um pouco da verdade.
Mas quando Grissom insiste e pergunta detalhes sobre Sara, a expressão de Natalie muda drasticamente. Seus olhos se arregalam, e a fúria explode, um grito irrompe. Ela começa a chacoalhar a cabeça, gritando palavras incompreensíveis.
Jim, que observa tudo do lado de fora, rapidamente entra e coloca uma mão firme no ombro de Grissom:
JB: Gil, já deu. Vamos tirar você daqui antes que isso piore.
Grissom sai, respirando pesado, ainda sentindo o peso do que ouviu e do que ainda não sabe.
GG: E agora Brass? Ela é a única que pode nos dizer onde encontrar Sara e esta assim. Meu Deus!
Coloca a mão no rosto, bagunça o cabelo, anda de um lado para o outro e Brass falando com ele para se acalmar.
Cath e Warrick chegam na hora: Gil vamos entrar em ação e trazer Sara de volta.
Enquanto o pessoal se une em prol da colega, Sara, já abandonada no deserto, inicia sua luta pela vida.
Fale com o autor