Ricordare è Vivere

34 Inizio del progetto di riconquista


Notas iniciais
Inicio da luta de Grissom para reconquistar Sara.

Grissom sai da casa de Paola praticamente correndo, a adrenalina tomando conta. Com sorte, logo um táxi para ao seu lado. Ele sobe rapidamente e já começa a conversar com o motorista para distrair a ansiedade.

O médico, após perguntar se Sara estava sozinha, é surpreendido por Grissom chegando no momento exato para declarar:

GG: Ela não está sozinha, sou o acompanhante dela.

Sara, chocada, vira para ele com os olhos arregalados e a boca entreaberta, surpresa com sua presença.

SS (sussurrando):

— Grissom, o que você está fazendo aqui? Aliás, como soube que estava aqui?

Antes que ele possa responder, o médico os interrompe com um sorriso acolhedor:

MÉDICO: Que bom! Me acompanhe por favor!!.

O casal troca um olhar breve, cheio de emoções contidas, e segue o médico rumo às alas internas.

Sara para na porta, os pés como que colados ao chão, o olhar hesitante. Grissom se aproxima calmamente, segura sua mão com firmeza e carinho.

GG (com voz suave):

— Eu estou aqui e vou sempre estar com você. Vamos?

Sara respira fundo, sente a segurança no toque dele, e finalmente se move. Os dois entram juntos no quarto.

Laura, deitada na cama, levanta o olhar e observa os visitantes com atenção, como se estudasse cada gesto.

LS (com sorriso acolhedor):

— Oi, filha! Como você está?

Sara tenta esconder o nervosismo, mas responde com sinceridade.

SS: Estou bem, e você? Soube que andou dando um pouco de trabalho para o pessoal daqui.

Laura dá uma risadinha marota.

LS: Coisas normais de uma menina rebelde. Muito bonito seu acompanhante, onde você encontrou um ser lindo desse?

Sara se volta para Grissom, começando a apresentá-lo.

SS: Laura, esse é Gilbert Grissom, ele é...

Mas é interrompida por Grissom, que se adianta com um sorriso simpático.

GG: Prazer em conhecê-la, Laura. Sou o namorado de Sara. Nós nos conhecemos aqui em São Francisco, mas moramos em Vegas.

Laura sorri, tocada.

LS: Cuide bem dela, que é uma joia rara.

Grissom aperta a mão dela com firmeza e ternura.

GG: Eu sei disso. Pode ter certeza que amo demais sua filha e vou cuidar dela sim.

Sara o encara, surpresa com a sinceridade e a segurança na voz dele, sentindo uma mistura de emoção e esperança brotar em seu peito.

Laura volta a olhar para Sara com um sorriso cansado, mas sincero.

LS (com um olhar sonhador):

— É, Sara... você achou e ganhou um homem apaixonado. Queria eu ter encontrado um assim... mas ele não era. Me batia... batia e me humilhava! Ele vinha bêbado e...

SS (com firmeza e carinho):

— Mãe, não precisa lembrar disso agora. O que passou, passou. Agora você precisa se cuidar, obedecer os médicos... quem sabe assim, logo você poderá sair um pouco do quarto.

Laura abaixa o olhar, respira fundo e muda de assunto, como se pulasse entre memórias confusas.

LS (de repente animada):

— Tenho conversado com um amigo... mas ninguém acredita em mim. Ele é legal! E...

O médico, percebendo que Laura começava a se agitar e que o estado emocional dela oscilava, se aproxima com profissionalismo.

Médico (gentil, mas direto):

— Sara, Gilbert, acho que por hoje a visita acabou. Se tudo estiver bem, podem voltar amanhã. Avisarei caso ela esteja liberada para outra visita.

Sara acena positivamente, tentando não demonstrar a tensão no peito. Grissom segura novamente sua mão, sinalizando que está com ela.

SS (sussurrando para a mãe):

— Fica bem, tá? A gente volta amanhã.

Laura sorri, já dispersa em outro pensamento qualquer, enquanto os dois saem do quarto em silêncio.

Do lado de fora, Sara encosta na parede por um instante e fecha os olhos. Grissom a observa com cuidado.

GG (calmo): Foi difícil, mas você foi incrível lá dentro.

Ela apenas balança a cabeça, ainda processando tudo.

O médico se despede dos dois com um aceno gentil. Grissom e Sara saem do prédio ainda de mãos dadas. A brisa leve do fim da tarde toca os rostos, mas o clima entre eles ainda é carregado de tensão.

SS (com olhar direto, mas voz controlada):

— Grissom... você poderia soltar a minha mão?

GG: Eu queria poder conversar com você... se você quiser, claro. Se não, me diga o que quer fazer?

Sara respira fundo, organizando as ideias e os sentimentos.

SS:

— Primeiro: solte a minha mão.

(Silêncio breve enquanto ele obedece)

— Depois: quero ir para casa, tomar um banho, ficar um pouco em paz.

— Terceiro: vou sair mais tarde... e você não vai junto.

(olha para ele com firmeza)

— Mas... agradeço muito por ter vindo comigo aqui.

Grissom absorve cada palavra sem interrompê-la. Não discute, apenas assente com a cabeça, respeitando os limites dela.

GG (baixando o tom):

— Posso, pelo menos, te acompanhar até em casa?

Sara hesita, mas percebe que ainda precisa de chão firme sob os pés.

SS (mais suave):

— Tudo bem, pode sim.

Eles seguem em silêncio até o táxi mais próximo. O clima é de respeito e pausa — não de reconciliação.

Por enquanto.

Grissom para com ela em frente à casa. O céu já ganhava tons alaranjados, e a cidade parecia desacelerar. Ele desce do carro junto com ela, querendo aproveitar cada segundo ao lado da mulher que ainda amava.

GG (com um leve sorriso, tentando parecer casual):

— Sara... você não aceita sair para jantar hoje comigo?

Sara fica imóvel por um segundo, o encarando. De repente, sem aviso, começa a rir. Um riso inesperado, leve, mas carregado de ironia e surpresa.

GG (confuso, franzindo a testa):

— O que foi??

SS (ainda rindo, mas recuperando o fôlego):

— É que... nunca imaginei que faria isso um dia, mas vou...

(pausa dramática)

— Grissom, minha resposta é não. Hoje à noite eu tenho um compromisso.

Grissom esboça um sorriso amarelo, tentando não deixar a decepção transparecer demais.

GG (num tom conformado, mas gentil):

— É... te entendo.

(dá um riso sem graça)

— Até amanhã, então!

Sara já estava de costas quando se vira para ele, curiosa.

SS: Você vai ficar em São Francisco? E o laboratório?

Grissom a olha com intensidade, o olhar calmo, mas determinado.

GG: Eu tirei férias.

(pausa)

— Tenho uma missão: reconquistar a mulher da minha vida.

— E sei que vai ser uma tarefa muito mais árdua do que conquistar. Vai exigir paciência, escuta, tempo... e um esforço muito maior.

(dá um passo para trás, abrindo os braços levemente)

— Mas saiba de uma coisa, Sara... vai valer muito a pena.

— Tchau!

Ele se vira e vai embora, sem esperar resposta.

Sara, estática, fica observando ele se afastar. O coração batendo mais forte, mas a mente cheia de dúvidas. Respirando fundo, ela murmura para si mesma:

SS (baixa):

— Esse homem ainda vai me matar de surpresa...

Ela entra em casa, ainda sem palavras.

Grissom vira a esquina com calma, mas assim que tem certeza de que Sara entrou em casa e a porta fechou, desacelera e olha discretamente para trás. A rua está tranquila.

Ele respira fundo, encosta-se discretamente em um carro estacionado um pouco mais à frente e pega o celular. Finge digitar algo, enquanto seus olhos estão atentos à porta da casa.

GG (em pensamento):

— Desculpa, Sara... Mas você me conhece. Quando algo me intriga, eu investigo.

— E você... você é o mistério mais importante da minha vida.

Ele ajusta o relógio, checa discretamente o ambiente ao redor e cruza a rua, se posicionando melhor. Encontra uma sombra propícia entre uma árvore e um poste, onde pode ver a casa sem ser visto com facilidade.

O tempo passa devagar. Grissom permanece em silêncio, observando. Ansioso, mas focado.

Sara entrou em casa e Paola já foi perguntando como foi:

SS: Tudo bem! Ela estava estável até metade da conversa, conversou comigo e com Grissom. Foi você que falou onde eu estava?

Paola: A chegada dele aqui foi providencial, falei que matava ele depois, mas primeiro precisava que ele me ajuda-se e fosse te acompanhar lá. Estava preocupada!

SS: Não queria assumir, mas foi bom ele ter ido, me deu segurança, me senti protegida, me senti tão bem com ele me dando força que não me abalei com a visita ... Droga esse homem tem um efeito em mim louco. Sabia que ele falou para Laura que me ama?

Paola: Sério? Os dois conversaram?

SS: Gil se apresentou como meu namorado e Laura ficou toda animada.

Paola: Bom, ele não mentiu, é seu namorado.

SS: Debochadinha, nós terminamos e vou tomar banho para sair, vou distrair minha mente.... Ah! Grissom me convidou para sair e disse não.

Paola: Olha... se vingando!!! Sara Sidle você esta demais, deixe o homem falar.

SS: Não, ele teve oportunidade e resolveu me fazer de besta. Fui!!!

Paola ri e vai até a cozinha pegar algo para beber. Minutos depois, Sara sai do banho, ainda enrolada na toalha, cabelo preso, e com um olhar meio perdido. Ela para diante do espelho.

SS (em pensamento):

— Que droga, Grissom. Mesmo depois de tudo, ainda consegue mexer comigo desse jeito?

Ela respira fundo e vai até o quarto se arrumar. Escolhe uma roupa bonita, mas casual.

Paola e Fred estão ainda no sofá, e Fred está com uma taça de vinho na mão, teatral como sempre.

Fred (dramático):

— Gente, segurem-se nas almofadas, porque... Sidle is back!

Sara (passando pela sala, confiante):

— Errado, Fred! Eu não tô de volta... tô de saída. E só volto depois de dançar muito!

Paola (alertando):

Só lembra que tá no meio de uma novela emocional com Grissom, hein? Nada de exageros.

SS (pegando a bolsa):

— Hoje à noite... eu danço por mim. Sem passado, sem drama.

Ela fecha a porta com leveza. Fred dá um gole e balança a cabeça sorrindo.

Fred: Essa mulher nasceu pra quebrar corações, Paola.

Paola: Inclusive o do Grissom, tadinho.

A porta da casa de Paola se abre e Grissom a avistou ficando embasbacado.

GG (sussurrando para si):

— Jesus amado... Ela está linda demais. Acho que me meti numa missão impossível, na verdade quase impossível.

Sara resolveu que iria para a Boate andando já que era perto da casa de Paola.

Ela caminha pelas ruas movimentadas, iluminadas por postes antigos e luzes dos carros. Ela parece à vontade na cidade onde passou parte da vida. Passa por algumas lojas fechadas, um café ainda aberto e uma banca. No fundo, ouve-se o som distante da música da boate.

Grissom continua a segui-la discretamente, tentando manter o foco e não ser notado. Mas, no fundo, completamente hipnotizado.

GG (pensando):

— Que tipo de idiota deixa uma mulher dessas escapar? Ah, é... eu.

Sara se aproxima da entrada iluminada da boate, onde uma pequena fila se forma. O som grave da música já pulsa pelas paredes. Encostado na parede, de braços cruzados, está um homem alto, pele morena, cabelo curto bem cortado e uma energia contagiante. Ao ver Sara, ele abre um sorriso de orelha a orelha e se joga teatralmente para a frente.

Thiago (gritando):

GENTE DO CÉU, SIDLE VEIO PRA BOMBAR E ME DERRUBAR!!

SS (rindo):

— Para, Thiago! Eu tô normal, pare com isso!

Thiago (olhando ela dos pés à cabeça):

Normal?? Calça jeans colada, body lilás que grita "olhem pra mim" e uma bota que mata qualquer padrão hétero… amiga, você veio pra causar um incêndio!

SS: Eu só vim me divertir. Promete que vai me acompanhar e me proteger de qualquer cilada?

Thiago (brincando):

Prometo grudar em você que nem purpurina pós-carnaval. E se sobrar um bofe perdido, eu cato. Mas se jogue, mulher! Hoje é sua noite!

Eles dão um abraço animado e entram juntos rindo, como dois adolescentes revivendo velhos tempos.

Um homem de olhos azuis, expressão fechada e passos lentos atravessa a rua. Ele para por um segundo e observa a porta da boate de onde viu Sara e Thiago entrarem rindo.

GG (sussurrando):

— Quem é esse?

Grissom respira fundo, hesita, então entra.

Grissom senta-se em um dos bancos do bar, em linha reta com a mesa onde Sara e Thiago estão. Pede um whisky sem gelo. O barman o serve rápido, e ele vira metade de uma vez. Seus olhos se voltam diretamente para a mesa dela.

Sara ri alto, gesticula enquanto conta algo para Thiago. Duas mulheres se aproximam e se juntam à dupla – uma ruiva de cabelos longos e uma morena de vestido preto justo. Todos se cumprimentam com beijos no rosto. O clima é leve, descontraído.

Grissom gira o copo sobre o balcão. Seu olhar é fixo, intenso.

Ele não percebe, mas sua atenção totalmente centrada chama a atenção de outra pessoa no bar.

Thiago: Amiga sei que você veio aqui só para se divertir, mas aviso que tem um bofe te olhando tão, tão que estou quase me jogando na sua frente para ver se ele me nota. Disfarça e olha em direção ao bar. Ele esta de calça jeans que esta me fazendo ter imaginações, camisa Polo preta.

Sara abraça Thiago para dançar com a intenção de olhar a pessoa que o amigo falou. Essa ação faz também que seu admirador se mexa no banco, incomodado com a dança.

Ela está abraçada a Thiago quando seus olhos encontram os de Grissom no bar. Um choque elétrico parece passar entre os dois — o tempo congela por um segundo. Grissom, pego no flagra, desvia o olhar e ajeita-se no banco, visivelmente desconfortável.

SS: Grissom?!

Thiago (chocado):

— Amiga… Grissom não é o nome do seu ex?

(Sara apenas assente com um olhar fixo, incrédula.)

— Vai dizer que aquele Deus grego ali, aquele homem de jeans esculpido por deuses e camisa preta colada no bíceps... é o seu ex?

SS (resmunga, ainda sem tirar os olhos):

— O metralhadora… a resposta é sim pra tudo.

Ela se afasta de Thiago e já começa a se mover, decidida.

— Eu não acredito que ele me seguiu até aqui! Ah, mas agora eu vou lá falar com e…

De repente, ela para. Sua expressão muda completamente: de surpresa para incômodo. Uma mulher loira, alta, elegante, vestindo um vestido vermelho provocante, se aproxima de Grissom no bar e toca o ombro dele com intimidade. Eles trocam algumas palavras e a loira ri de algo que ele diz, jogando os cabelos para o lado.

SS (baixa, entre dentes):

— Mas é claro que tinha que ter uma loira...

Thiago logo grita: Aviso de predadora loira entrando em ação. Se você não quer, tem quem queira e Deus Grego livre é alvo fácil, queria dizer se você não quiser mesmo, também estou na briga. Tenho chances?

SS: Está palhacita?? Tire o cavalinho da chuva.

Thiago: — Amiga, deixa de ser egoísta e divida coisas boas. A fila do pão tá grande e você quer monopolizar o padeiro.

SS (rindo): — Padeiro é?

Thiago: — Claro, olha o pão quentinho e irresistível que ele é. E você aí, só olhando de longe.

SS: — Eu olhando? Tá delirando, Thiago.

Thiago: — Tá sim. E vou te falar, se não quer assumir, pelo menos tira esse olhar de novela mexicana antes que a loira perceba.

Sara revira os olhos, mas não consegue esconder um sorriso. Thiago se inclina, teatral, fingindo cochichar um segredo perigoso.

Thiago: — Tá decidido. Se você não for até ele, eu vou. Mas não pra te entregar… pra salvar o moço da jararaca que já tá enrolando a presa há uns dez minutos.

SS: — Duvido.

Thiago (arregalando os olhos): — Sidle, nunca me diga duvido. Isso é gatilho.

E antes que Sara proteste, ele já segue com passos decididos rumo ao bar.

Thiago chega com a confiança de quem tem uma missão divina: salvar um Deus Grego de uma Barbie do inferno.

Thiago (abrindo um sorrisão exagerado):

— Com licença, querida, preciso falar com esse rapaz aqui.

Loira (irritada):

— E tem que ser agora?? Estávamos conversando.

Thiago (colocando uma mão no peito, teatral):

— Que linda!!! Além de tudo, sabe conjugar verbo no tempo certo! Falou bem: “estávamos”, no passado. Ou seja, já foi.

(vira-se para ela e faz um sinal de tchau)

— Tchau, beijos de luz, vai brilhar ali do outro lado da boate!

A mulher revira os olhos e sai bufando. Grissom fica totalmente sem reação, olhando de Thiago para a saída da loira.

GG (confuso): Quem é você?

Thiago (cruzando os braços, fingindo ofensa):

— Ai, que grosseria, querido! Achei que homens de camisa polo preta fossem mais educados...

(muda o tom para divertido)

— Relaxa, sou Thiago, amigo da sua ex namorada Sara. Amigo de verdade. Da época em que ela ouvia Madonna no último volume e dançava com uma escova de cabelo na mão!

Grissom engole seco e já tenta olhar em direção à mesa onde Sara está.

GG: Pra mim ela ainda é minha namorada.

Thiago (percebe e o cutuca):

— Te peguei no flagra, né? Você tá igual adolescente no primeiro crush. Sabe o que é pior? Ela também te olhou quando você não viu. Bem intenso.

GG (tentando se explicar):

— Eu só queria vê-la bem. E...

Thiago (rindo):

— Relaxa, Grissom. Não sou seu rival, sou só o anjo da guarda estiloso da Sara. Vem comigo.

Thiago leva Grissom para outra parte da Boate sob os olhares de Sara que os perde na multidão.

Sara fala com uma das meninas: "Onde será que Thiago foi com Grissom??"

"Fica tranquila Sara que Thiago é doido, mas não tanto."

Em um canto mais tranquilo da boate, longe da pista lotada, Thiago se inclina sobre a música para falar com Grissom.

Thiago: — Agora me explica, Deus Grego… o que tá fazendo aqui?

Grissom (um pouco sem jeito): — Vim… ficar perto da Sara.

Thiago (sorrindo malicioso): — Ahhh, então o senhor está num nível avançado de ciúmes.

Grissom: — Não… não é ciúmes. É… preocupação.

Thiago: — Claro, “preocupação”. Do mesmo jeito que eu me “preocupo” com o garçom bonito da pista.

Grissom respira fundo, evitando o olhar direto, mas o silêncio denuncia.

Thiago: — Olha, vou te contar… ela também tá. Ciumenta. Ficou toda elétrica quando te viu conversando com a loira do bar.

Grissom (arqueando a sobrancelha): — Ficou?

Thiago: — Ficou! Parecia que ia atravessar a pista só pra jogar o drink na mulher. E, olha, teria sido um espetáculo.

Eles trocam um sorriso rápido antes de falarem de assuntos aleatórios — trabalho, música, a barulheira do lugar — até Thiago mudar de assunto de repente.

Thiago: — Quer saber? Vem pra nossa mesa. Sei exatamente como ajudar você a dobrar a fera Sidle.

Grissom (desconfiado): Sério? Olha lá, hein Thiago?!

Thiago: — Relaxa, Deus Grego… deixa comigo.

Grissom apenas dá um meio sorriso tímido, como quem não sabe se deve agradecer ou se preparar para o pior.

Eles retornam para a mesa, onde as meninas conversavam animadas.

Thiago (com um sorriso travesso): — Meninas, notícia boa: o Grissom vai ficar aqui com a gente! E, Sarinha… ele sabe dançar!

SS (arqueando a sobrancelha): — Vocês dois dançaram??

Thiago: — Qual o problema? Eu dei uma ajudinha pra ele e, em troca, ele me ajudou. Vários bofes me notaram só porque eu tava com ele. Valeu, Deus Grego.

SS (irônica): — Bom… já que vocês viraram amigos de infância, vou para a pista dançar.

Grissom permaneceu exatamente como estava: calado, mãos no bolso, o olhar acompanhando Sara enquanto ela se afastava.

Thiago, percebendo, apenas sorriu de lado, como quem tinha acabado de confirmar uma teoria.

O namorado de uma das meninas, um sujeito simpático chamado Ted, apareceu com uma garrafa de uísque na mão e um sorriso de desafio.

— Trouxe reforço! — anunciou, depositando a garrafa na mesa.

Não deu nem tempo para discussão: Ted serviu um copo para si e outro para Grissom. Um brinde rápido, um gole… e pronto, o pacto silencioso estava feito. Os dois resolveram que a garrafa não veria o amanhecer.

A amiga de Sara, observando a cena, cochichou para ela:

— Ele é acostumado a beber?

— Não — respondeu Sara, apontando para Grissom. Depois, olhando para Ted, completou com um suspiro: — O Ted também não.

Voltaram a dançar, o clima leve voltando pouco a pouco… até que uma sombra surgiu na frente de Sara.

— Oi, Sarinha! — Adam abriu um sorriso que mais parecia uma provocação. — Saudades de você na night… está disponível?

A resposta veio na hora — e não foi de Sara.

— Ela não está disponível — rosnou Grissom, a voz grave e cortante. Seu olhar escureceu ao lembrar do áudio em que Sara relatava a violência que sofrera pelas mãos daquele homem.

Adam ergueu uma sobrancelha, insolente.

— Sarinha… você ainda tá com o mesmo cara? Casou com el—

Não terminou. Um jato de bebida atingiu seu rosto com força.

— Safado! — gritou Thiago, teatral, antes de completar: — Ele passou a mão em mim!

Uma das amigas entrou no jogo e despejou seu copo também, gritando ainda mais alto. A pista virou um redemoinho de vozes, empurrões e olhares curiosos.

Adam protestava, tentando se defender, mas os seguranças chegaram em segundos. Sem paciência para ouvir explicações, agarraram-no pelos braços e o arrastaram até a porta.

Do lado de fora, a noite engoliu sua presença incômoda.

Na boate...

SS: — Thiago, você é muito doido! — disse rindo. — Obrigada… e para você também, Grissom.

O supervisor apenas balançou a cabeça, sem palavras, e voltou para a mesa, pegando seu copo de volta.

Thiago se aproximou, ainda animado:

— Amiga, arrepiei com a rapidez que o Deus Grego veio te defender. O bofe tá com quatro pneus arriados por você.

Sara apenas sorriu de leve, sem confirmar nem negar. Seus olhos, porém, acompanharam Grissom enquanto ele bebia, isolado na própria tensão. As atitudes dele naquela noite — e até a conversa que tivera com Laura — começavam a amolecer o muro que ela mantinha ao redor do próprio coração.

Depois de um tempo, era inevitável: a bebida começou a fazer efeito, e Grissom já estava abrindo o coração para Ted, confessando seus erros e falando, sem rodeios, do amor que sentia por Sara.

Thiago se inclinou para a amiga, rindo:

— Amiga, vamos levar seu bofe embora?

— Sim, vamos… — respondeu Sara, já se levantando. — Deixa eu só ver com ele onde está hospedado.

— Grissom, qual hotel você está?

— Tô num apartamento de um amigo da minha mãe, perto do Museu de Arte… por quê?

— Porque é hora de ir pra casa.

Ele concordou, mas disse que antes precisava passar no banheiro. Thiago imediatamente se ofereceu:

— Eu acompanho!

Sara arqueou a sobrancelha:

— Oh, bonitinho, posso saber por que tanta solicitude?

— Querida, é a minha chance de inspecionar o que você tem em casa. Se for aprovado, você joga lá no meu quintal.

— Não jogo não… — retrucou ela, segurando o riso. — E vou deixar você ir porque preciso que…

Não deu tempo de terminar. Grissom já havia se levantado, cambaleando levemente, e Thiago, com um sorriso satisfeito, seguiu logo atrás, quase como se fosse guarda-costas e paparazzi ao mesmo tempo.

No banheiro da boate, a música vinha abafada, mas ainda assim vibrava nas paredes. Thiago encostou-se à pia, braços cruzados, enquanto Grissom se apoiava para lavar o rosto.

— E aí, Deus Grego, como tá a noite? — provocou.

Grissom ergueu o olhar no espelho, os olhos um pouco pesados pelo álcool. — Poderia estar melhor… — suspirou. — Fiz muita besteira.

Thiago deu um meio sorriso. — Você quer saber minha opinião profissional de amigo da sua crush?

— Quero — respondeu, sincero.

— Você é um homem perigoso. Não pelo que fez, mas porque ainda ama ela desse jeito aí — disse, apontando para o reflexo de Grissom. — E vou te contar, amor mal resolvido é tipo tequila: no começo arde, depois esquenta, e no final ninguém sabe se vai rir ou chorar.

Grissom soltou um riso curto, meio irônico. — Você fala demais.

— E você bebe demais. — Thiago pegou um papel e estendeu para ele. — Bora, querido. Antes que minha amiga mude de ideia e te deixe aqui.

GG: Vou só no mictório rapidinho.

Ao saírem, claro que veio comentário:

Thiago: Parabéns Sarita!!! Olha, estou chocada, é um achado, por isso esta com ciúmes né? Acho que até ovulei!!

SS: Thiago você quer tirar o olho?

Thiago: Ué gente, você não falou que é seu ex?? Tá na pista linda... kkkkk

SS: Tenho que te dizer que: ( fala sussurrante perto do amigo)

" o terreno está ocupado".

( vai em direção a Grissom)

Vamos Grissom, vou com você para casa!

Thiago ergue as sobrancelhas, fazendo um bico teatral: Ocupado? Menina, você tem que atualizar o status então, porque a gente aqui tá sem saber das novidades!

— disse alto o bastante para o grupo todo rir.

Grissom, ainda meio perdido com a troca de olhares e risadas, apenas ajeitou a camisa, tentando manter a postura, mas não conseguindo disfarçar um leve sorriso ao ver Sara se aproximar.

SS: Vamos, Grissom. — Ela falou firme, mas com um brilho cúmplice nos olhos. — Eu vou com você pra casa.

Ele apenas assentiu, sentindo aquela mistura de surpresa e alívio.

GG: Vamos então, tchau Thiago! ( Abraça o amigo de Sara) Te espero um dia em Vegas.

SS: É o que?? Que história é essa?

Thiago: Sarinha querida não atrapalhe minha amizade com Griss por favor?!

SS: Griss?? Amanhã conversamos senhor Thiago!

No canto, Thiago abanava as mãos como se fosse um leiloeiro animado.

— Leve com cuidado, hein! Esse lote é raro, de colecionador!

Sara revirou os olhos, segurou Grissom pelo braço e começaram a atravessar a pista em direção à saída. Ele tropeçou levemente, e ela segurou firme, quase como quem já estava acostumada a cuidar dele.

No caminho, ele murmurou:

— “Terreno ocupado”, hein? Gostei disso...

Ela fingiu que não ouviu, mas o sorriso denunciava que tinha ouvido cada palavra.

Segurando o ex, os dois saem do local e vão procurar um táxi. Do lado de fora Adam vem para falar com Sara e Grissom segura a mão da morena.

AR: Sara por que o Thiago fez isso?? Fui expulso por nada.

Sara não pode abrir a boca porque Grissom esbravejou:

GG: Você fique longe de Sara! O homem que agredi mulher não merece respeito. Não quero mais você falando com Sara.

AR: Sara você contou pra ele?? Estava de cabeça quente no dia. Peço desculpas, me arrependo profundamente.

SS: Desculpas serão aceitas se fizer o que Grissom falou.

AR: Tudo bem!! Pedi por isso. Você encontrou um cara legal e muito melhor que eu, seja feliz!

Adam foi embora e Grissom pega o telefone, liga para o motorista que fez amizade e pede para ele busca-lo fazendo favor.

Sara ainda sentia o calor da mão dele segurando a sua. Não era só proteção — havia uma firmeza quase possessiva, algo que ela não via há muito tempo.

SS: Obrigada por… — começou ela.

GG: Não me agradeça. — interrompeu Grissom, com a voz grave, mas ligeiramente arrastada pela bebida. — Certas pessoas não merecem nem o ar que respiram perto de você.

O silêncio se instalou até o farol da rua próxima iluminar a lateral do rosto dele. Ela percebeu que, apesar do tom firme, ele respirava mais rápido, como se ainda estivesse tentando controlar a raiva.

Poucos minutos depois, um sedã preto parou diante deles. O motorista — um senhor simpático que lembrava mais um tio do que um profissional de aplicativo — abriu a porta com um sorriso.

— Boa noite, doutor! Vamos para o endereço em que está hospedado? — perguntou.

GG: Vamos levar a Sara em casa e depois você me leva por favor!

SS: Não Grissom, eu vou com você! Você bebeu além da conta, não esta acostumado, vou ficar com você. Vamos para o apartamento dele.

Grissom tentou se conter, mas por dentro estava em festa. Thiago tinha razão, se fizesse algo que precisasse de ajuda, Sara iria com ele.

Chegaram ao prédio e o supervisor pagou ao motorista. Entraram no prédio que era moderno e o apartamento muito bonito.

SS: Grissom deixa eu te ajudar, é melhor você tomar um banho.

Conduz ele para o banheiro e o ajuda a tirar a roupa, mas quando chega na cueca...

GG: Sara eu me viro, pode deixar!

SS: Grissom não vou ver nada que não tenha visto antes!

GG: Eu sei, eu estou bem, não bebi tanto assim, não quero te dar trabalho e fazer você se molhar e...

SS: Não seja por isso. Ficamos iguais, tiro a minha roupa também, mas vou te ajudar no banho sim. ( começa realmente a tirar a roupa)

GG: Jesus!!! Controle, controle, controle!

Sara ficou só de calcinha e sutiã e Grissom se manteve de cueca, tentando não olhar para o corpo da morena na intensão de se manter sério. Estava tendo cuidado para não estragar o momento, queria fazer de tudo para tê-la ali e ter a oportunidade de falar.

Grissom virou o rosto, tentando disfarçar o rubor que subia pela sua pele. A presença de Sara ali, tão próxima, tão real, fazia seu coração acelerar de um jeito que ele não sentia há muito tempo.

Depois do banho, Grissom deu um roupão para Sara e ficou só de short. Foram para a sala que tinha um sofá grande, parecia uma cama. Ficaram vendo um filme em silencio e Grissom ( de bobo não tinha nada) deitou a cabeça na coxa de Sara e envolveu os braços embaixo do joelho da morena. Ela se espanta com a ação, mas não fala nada, ao contrário, aproveita a proximidade e fica fazendo carinhos em sua cabeça ate que ele dormiu.

Sara ficou ali, com a mão suave nos cabelos de Grissom, sentindo o calor dele mesmo no silêncio do ambiente. Olhava para aquele rosto tão familiar, agora tão vulnerável e tranquilo, e um misto de ternura e desejo invadia seu peito.

Ela sorriu baixinho, pensando consigo mesma:

SS (sussurrando): “Será que esse homem sabe o poder que tem sobre mim? Que cada gesto dele me desarma? Ai, Sidle, vai com calma...”

Mas o coração não se controla. Ela continuou fazendo carinhos devagar, deixando que aquele momento falasse por eles — sem pressa, sem cobranças, só a reconexão silenciosa de dois corpos que ainda se pertenciam, mesmo em meio à bagunça da vida.

Naquele instante, o tempo parecia pertencer só a eles.

Sussurrando falou: Esse homem já é gostoso e ainda por cima fica sem camisa. Testagem de alto controle, mas tá difícil.

Aproveitou que ele dormia e ligou para Paola avisando que dormiria fora. Claro que ouviu as brincadeiras da amiga.

Sara, com o celular discretamente na mão, sussurrou para Paola:

— Amiga, ele bebeu demais e fiquei muito preocupada. Vou dormir aqui hoje, sabe como é... ver como ele acorda.

Paola não perdeu a chance e respondeu na mesma hora, cheia de risadas:

— Ah, Sara, você tá aprontando hein! Já já o Grissom vai estar todo bobo de novo. Dorme aí, mas não esquece de me contar tudo amanhã!

Sara sorriu, desligou o telefone e se ajeitou melhor no sofá-cama improvisado, deixando o calor do roupão e da presença de Grissom embalarem seu sono. Finalmente, naquela noite, ela conseguiu descansar de verdade.

Os primeiros raios do sol surgiram e alguém acordou tentando entender o que havia acontecido e viu uma mão em seu peito...

Notas finais
A reconquista não sera fácil. Quem mandou aprontar demais. Nota:O nome do amigo de Sara é de um amigo meu que é assim mesmo.