Ricordare è Vivere
16 Acertando os ponteiros
Notas iniciais
...levou um susto ao ver Grissom parado ali, com uma expressão séria, mas o olhar suave, carregado de arrependimento.
SS: Grissom? Oi, eu pensei que você ficaria horas em reunião?!
GG: Não, ainda bem que foi rápido. Será que eu poderia entrar? Preciso falar com você.!
SS: Ohh Desculpa!
Ele entrou devagar, observando o ambiente com um ar familiar, mas incerto. Sara fechou a porta, apertando o cinto do robe com um leve nervosismo. O silêncio inicial foi quebrado por Grissom:
GG: Eu fui um idiota. Me precipitei, insisti num passo que talvez você não estivesse pronta pra dar. E ao invés de escutar… saí batendo porta. Não é justo com você.
SS: Grissom se é sobre o assunto de ontem, realmente precisamos conversar. Gil… eu só quis ser honesta com a gente. Eu também errei na forma de falar. Só fiquei com medo de perder o que estamos construindo, sabe? A gente teve tão pouco tempo de paz até agora…
GG: Eu sei. Mas é com você que eu quero ter essa paz. Eu só queria ter certeza de que você também quer o mesmo — mesmo que demore, mesmo que a gente vá devagar.
Sara se aproximou, com os olhos marejando, e segurou a mão dele.
SS: Se falei algo que não lhe agradou desculpa, mas me chateei muito por todo jeito que você agiu aqui e na cena em que trabalhamos…
GG: Sar desculpa por toda a situação. Eu estou tão feliz com nosso namoro que sinto sua falta em tudo que faço e quero dividir tudo com você. Sei que é um avanço grande e rápido no nosso relacionamento, mas é isso que mais quero.
SS: Gil quero saber se você entende que essa decisão muda tudo, que não significa só "dormir todos os dias juntos". Na verdade trata-se de tornar nosso relacionamento parecido com um casamento.
GG: Olha podemos tentar por em prática o projeto morar junto e se não der certo podemos desfazer, cada indo pro seu canto, mas só não quero perder você, não se sinta pressionada. Estou lhe ouvindo e colocando meu ponto de vista, mas se mesmo assim não quiser podemos continuar do jeito que esta e só morarmos juntos quando os dois tiverem a mesma opinião.
Conversaram mais um pouco parecendo um julgamento, já que em a cada momento um defendia a sua teoria. Ao final de tudo a perita resolveu aceitar a proposta.
SS: Certo senhor Casmurro, eu aceito dividir o mesmo teto com você e...
Grissom não se aguenta de felicidade e abraça Sara a rodando pela sala. Enche ela de beijos.
GG: Vai dar tudo certo, você vai ver. Eu estou muito feliz
SS: kkkk estou vendo!!! Quando me mudo?
GG: Vamos levando suas coisas aos poucos, primeiro sua roupa e itens pessoais. De pouco em pouco vamos conseguir.
SS: Queria te avisar que precisamos deixar meu apartamento ativo, pois as vezes os meninos vem aqui.
GG: Certo, vamos deixar sim, mas espero que essas visitas não fiquem aparecendo e no momento eu quero aproveitar para saber se você poderia levar esta visita aqui aos seus aposentos?
SS: Levo sim, mas na minha frente não tem visita. Tem o dono desse lar, que divide tudo comigo, agora mais do que nunca e neste momento preciso que me leve para fora da terra.
GG: Com muitooo prazer mademoiselle! Quero dizer que ouvi uma vez que sexo de reconciliação é ótimo.
O momento se tornou uma mistura perfeita de reconciliação, amor e uma nova fase sendo inaugurada. Enquanto as luzes suaves do apartamento refletiam pelas paredes, Grissom e Sara deixavam para trás as inseguranças e incertezas, mergulhando um no outro com a intensidade de quem escolheu caminhar junto — agora sob o mesmo teto, na mesma cama, e com os mesmos sonhos.
Os risos surgiam entre os beijos, as provocações vinham entre os suspiros, e os dois se entregaram à certeza de que, apesar dos obstáculos, o amor deles era firme como rocha e ao mesmo tempo flexível como o tempo. Não havia mais dúvidas: estavam construindo algo real.
Mais tarde, já abraçados sob os lençóis, Sara sussurrou, ainda com os olhos fechados:
SS: Se for sempre assim, podemos brigar toda semana...
GG (rindo baixinho): Nada disso. Vamos só manter o lado da reconciliação... sem precisar da parte da briga.
Ela abriu os olhos e o encarou, acariciando o rosto dele com carinho.
SS: Combinado. Mas se você voltar com essa de fugir de conversa, eu arrumo outro doutor pra me ouvir, hein...
GG: Sara Sidle Grissom... você não brinca com essas coisas.
SS: Não brinco. Mas eu amo quando você me chama assim.
Depois das pazes feitas e corpos relaxados, Sara aproveita o momento para contar a Gil sobre a conversa que teve com Mario.
Sara se afastou um pouco, com um olhar hesitante.
SS: Tem mais uma coisa... sobre ontem. O médico, o Mario… ele veio aqui em casa.
GG (franze o cenho): Ele o quê?
SS:
— Espera, deixa eu explicar… ele me contou uma história muito séria. Disse que o pai biológico dele é o mesmo que o meu: Edward Sidle.
GG (mais calmo do que ela esperava):
— Você tá dizendo que ele é seu irmão?
SS:
— Talvez. Ele quer fazer um teste de DNA. Disse que me encontrou depois de muita procura, que só teve sucesso em me localizar. A história... é pesada, Gil. Envolve minha mãe, meu pai, até aquele passado que eu tento esquecer.
GG: E como você se sente com isso?
SS (encarando-o): Assustada. Confusa. Mas parte de mim… quer saber a verdade.
GG: Sara essa história é muito louca. Não acha melhor ligarmos para o Brass e pedir para ele investigar esse cara?
SS: Gil sério, dentro de mim e olhando nos olhos dele, seu comportamento e tudo mais acredito nele e na história.
GG: Sara eu estou abismado com tudo isso.
SS: Combinamos de realizar o exame de DNA depois de amanhã pós o turno.
GG: Vou com você!
SS: Amor não precisa. Deixa que vou, faço o exame e logo volto pra casa.
GG: Primeiro lugar, faço questão de ir com você já que é algo importante; Segundo já podemos hoje levar umas roupas suas lá pra casa e quando voltarmos do exame não precisaremos vir pra cá.
(se movimenta enchendo a namorada de beijos)
SS: OH homem ansioso, vamos.
No Desert Palms, Sara mal conseguia esconder a ansiedade. Enquanto a enfermeira preparava a coleta de sangue, Grissom permanecia ao lado dela — sério como sempre, mas apertando discretamente sua mão. Mario, um pouco desconfiado, brincou:
— Sete dias pra saber se você é minha irmã e... fim do mistério.
Sara riu nervosa. Para ela, o exame era só uma formalidade; o coração já tinha reconhecido o laço.
De volta ao apartamento, o clima ficou mais íntimo. Sentados no sofá, Sara contou sobre sua infância, sobre a solidão e, por fim, deixou escapar:
— E… eu tenho que dizer que meu relacionamento com o Grissom... É segredo e que vamos morar juntos.
MS: Bom, pelo que entendi vocês precisam manter o apartamento para qualquer visita surpresa, certo?
GG: Certo. Os meninos gostam de visitar a Sara, então por enquanto teremos que mantê-lo.
MS: Grissom, Sara… pensei numa coisa. O dono do apartamento onde eu estava pediu de volta, e eu já estava procurando outro lugar. Então… que tal eu ficar aqui? Assim a gente junta o útil ao agradável: vocês ficam tranquilos, e se a Sara precisar vir, eu aviso quando estiver em casa.
SS: Eu adorei a ideia!
GG: Eu mais ainda.
(sorri de canto, aliviado, mas sem perder o jeito contido)
A ideia de Mario caiu como uma luva. Sara sorriu, aliviada com a possibilidade de manter a fachada do antigo lar sem precisar criar desculpas mirabolantes para os meninos — e ainda mais tranquila por ter alguém de confiança ali.
SS: Mario, sério... isso ajuda muito. E de verdade, eu já estava achando estranho te deixar sozinho numa cidade nova. Pelo menos assim, você também não vai ficar completamente só.
MS: É, e olha só: de bônus ainda ganho uma irmã perita e um quase cunhado entomologista rabugento. Nada mal.
GG (erguendo a sobrancelha, fingindo indignação):
— Rabugento?
MS (rindo):
— Brincadeira! Na verdade, já deu pra perceber que você é um cara que protege quem ama. E isso me deixa mais tranquilo em saber que minha irmã está em boas mãos.
SS (emocionada):
— Isso está ficando real demais… Em uma semana a gente tem o exame, mas... sei lá, meu instinto me diz que você é mesmo meu irmão.
MS: Eu também sinto isso. Acho que no fundo a gente reconhece quem pertence, mesmo sem provas ainda.
A noite seguiu leve. Eles dividiram uma pizza no sofá, riram de histórias do laboratório (com Grissom tentando parecer impassível, mas rindo por dentro), e entre uma taça de vinho e outra, a vida começou a se moldar em uma nova rotina — uma inesperada, mas cheia de significado.
Quando se despediram, Grissom e Sara foram para a nova casa — agora oficialmente o “lar dos dois”. No caminho de volta, no carro:
GG: Então... morar com você e ter um cunhado, ainda por cima morando no seu antigo apê. Não imaginava isso há alguns meses.
SS (olhando pela janela, com um sorriso de canto):
— Eu também não. Mas olha só onde a vida nos trouxe... Eu gosto disso. Da gente. De tudo isso.
GG: Eu também. E sabe, tenho uma boa sensação sobre o Mario.
SS: Eu já sinto que ele sempre esteve aqui... Só estava esperando o momento certo.
A semana passou rápida e a ansiedade deles estava alta. Com o resultado em mãos, optaram por abrir em casa, no apartamento agora do Mario que já havia mudado.
Grissom havia ficado no laboratório e depois encontraria a namorada em casa.
SS: Mario abre você porque eu estou até tremendo.
Mario abriu e o resultado era o que já imaginavam POSITIVO. Abraçaram-se felizes da vida e como não tinham champanhe acabaram por usar cerveja ao brindar. (quem não tem cão caça com gato).
SS: Mario eu queria que no momento ainda não contássemos do nosso parentesco. Só Gil sabe da minha história e quero ver uma forma de contar para eles que somos irmãos sem ter que contar o passado.
MS: Claro irmã, sem problemas! O mais importante é que estamos aqui e com a certeza de que somos irmãos.
Sara abraça Mario. Estava adorando ter um irmão presente ali já que não teve mais noticias de James. De repente ouvem batidas na porta e Mario é quem atende:
MS: Nick, Greg? Como estão?
Os colegas da irmã do médico ficam surpresos ao encontra-lo na casa:
GS: Bem obrigado!
NS: Bem doutor... Eehh estamos procurando a Sara?
MS: Entre, ela esta ali.
SS: Oi meninos, perdidos por aqui?
Os meninos alternavam o olhar de curiosidade entre o médico e a colega;
MS: Estamos esperando uma pizza e tomando uma cerveja, nos acompanham?
NS e GS: Claro!!!
A pizza chegou, conversaram um pouco e logo os meninos foram embora.
MS: Acho que hoje terão assunto no trabalho. Os meninos pensam que estamos juntos.
SS: Que pensem, pois ai não surge desconfianças sobre com quem estou realmente.
MS: Você esta muito feliz com o Grissom, seus olhos brilham quando fala algo relacionado a ele.
SS: Irmão eu o amo muito, foi uma coisa arrebatadora. Assim que olhei para ele meu coração disparou de uma maneira que ali vi que aquele homem era diferente, me conquistou no primeiro olhar.
MS: Uouuuu! Maninha romântica
SS: Bobo kkkkk Me deixa ir encontrar o meu príncipe, bjs.
MS: Tchau e vai com cuidado
Chegou a casa e Hank veio logo cumprimentar. O silêncio que estava a casa chegou a pensar que Gil não estava, mas logo desfez o pensamento ao ver a jaqueta no sofá. Foi ao quarto e ele estava dormindo, resolveu tomar banho e fazer a mesma coisa.
Ao chegar, encontrou a cena que já imaginava: Grissom, concentrado, mexendo em panelas como se fosse um verdadeiro mestre cuca. Ele estava completamente à vontade no papel de chef improvisado.
Sara encostou no batente da porta, observando com ternura.
SS: Então esse é o culpado de me acordar com fome — disse, divertida.
Grissom ergueu e sorriu de canto.
GG: Boa tarde, dorminhoca.
Ela riu, aproximando-se para roubar um beijo antes mesmo de ver o que estava no prato.
GG: Você demorou tanto que acabei pegando no sono… E o resultado, meu amor, qual foi?
SS: O que já esperávamos: positivo. Mas eu demorei por outro motivo.
GG: Outro motivo? Me conta…
SS: Greg e Nick apareceram no apartamento.
GG: Ainda bem que eu não estava… E aí, como foi?
SS: Ai, com certeza hoje no turno vão ficar perguntando se eu já estou namorando o médico, porque não contei sobre nosso parentesco. Falei para o Mario que quero encontrar uma forma de contar sem abrir demais meu passado…
GG: Claro, meu anjo. O que você decidir, eu estarei sempre ao seu lado. Sempre.
SS: Então o que meu mestre cuca esta fazendo?
GG: Uma lasanha de berinjela com recheio de ricota e já está pronta, portanto podemos comer.
SS: É pra já!!
Comeram e Grissom estava todo, todo com os elogios de Sara para a comida.
Comeram, e Grissom estava todo orgulhoso com os elogios de Sara à comida.
SS: Até que estou adorando essa história de morar junto com você… Estou vendo que serei muito bem alimentada.
GG: Ahhh… quer dizer que é só por isso que você está gostando?!
Antes que Sara pudesse responder, Grissom começou a fazer cócegas nela.
SS: Hahaha! Gil! Para! Eu… não… consigo… respirar!
GG: Só pra ver se você fala a verdade, meu anjo.
SS: Hahaha! Tá bom, tá bom! Eu gosto de você por muito mais que comida!
Entre risadas, tapas leves e carícias, eles se enrolavam na cama, trocando olhares cheios de amor e pequenas provocações.
GG: Então, além de comer bem, você vai me aguentar todos os dias?
SS: Hahaha… se você continuar me fazendo rir assim, acho que consigo sim.
Ficaram ali, aproveitando cada instante de intimidade e alegria, até que a hora da labuta finalmente chegou.
Tão logo chegam ao laboratório ambos tem uma surpresa…
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