Ricordare è Vivere
5 Vegas The Queen Has Arrived
Notas iniciais
Vegas é conhecida como a Cidade do Pecado e não é tão difícil de imaginar o motivo. Las Vegas é mundialmente conhecida pelos jogos de azar e vida noturna, especialmente os cassinos. Historicamente, jogos de azar foram legalizados por lá em 1931, porém, o crime organizado já praticava há mais tempo.
O Laboratório de Vegas estava um caos. Os crimes em Sin City estavam cada vez mais violentos e trabalhosos de se resolver.
O Xerife vinha recebendo uma enorme pressão do Prefeito por melhores resultados e estava montando um estratégia para resolver o problema. Decidiu substituir o Capitão Jim Brass e reintegra-lo à Divisão de Homicídios ,onde ele passa a comandar as investigações. O comando do turno da noite do Laboratório passa para Gil Grissom que de cara ganha uma nova CSI, chamada Holly Gribbs. Esta só foi para o CSI forçada por sua mãe, então claro que não estava levando o trabalho da melhor maneira possível e seu primeiro dia não estava sendo nada fácil. Chegou até a conversar com Catherine sobre o seu desagrado em relação ao trabalho e ela a convenceu a dar uma segunda chance ao serviço.
Voltou ao trabalho juntamente com o CSI Warrick Brown que a deixou sozinha em uma cena de crime alegando ter um problema pessoal para resolver. Acabou sendo surpreendida e atacada por um criminoso que voltava para limpar a cena do crime. Fora enviada para o hospital em estado grave e com isso o caos no laboratório mudou o status de ruim para péssimo, pois a cabeça de Warrick estava a prêmio por ter abandonado a cena de crime.
Grissom sabia que precisava agir rápido. Com a possibilidade da corregedoria cair em cima logo no início de sua nova função — e querendo salvar o emprego de um amigo — pensou imediatamente em Sara. Há dois anos não a via, e fazia três meses desde a última vez que haviam se falado. Mesmo assim, ela era a única pessoa em quem confiava plenamente para conduzir aquela sindicância.
Procurou o número dela e discou. Assim que ouviu sua voz do outro lado da linha, congelou. As palavras travaram na garganta.
Só saiu do transe quando ela repetiu, com a voz carregada de surpresa:
SS: Grissom? É você?
GG: Oi, Sara… sou eu, sim. Desculpa. Estranhou minha ligação?
SS: Bom… considerando que tem três meses que você sumiu, sim, estranhei.
GG: Eu sei. Mas liguei porque... preciso de você.
Do outro lado da linha, Sara arregalou os olhos, surpresa. A expressão era clara: Como é que é?
SS: Como assim, precisa de mim?
Grissom então contou tudo: o caso, a urgência, a situação delicada, e como ela poderia ser essencial para resolver aquilo.
Depois de alguns segundos de silêncio, ela respondeu, com a voz mais suave:
SS: Claro que eu aceito, Grissom. Se for pra ajudar... e sendo você quem está pedindo, não tem como dizer não. Quando quer que eu chegue?
GG: O mais rápido possível. Eu sei que é um pedido enorme, mas... confio em você. E, sinceramente, não consigo pensar em ninguém melhor pra isso.
Sara esboçou um sorriso contido.
SS: Então... nos vemos em breve.
Ao desligar, ficou parada, olhando para a tela do celular. O coração batia mais rápido. Ela sabia que não era só o chamado profissional que a movia. Era o fato de Grissom ter rompido o silêncio com três palavras que ainda ecoavam na mente dela:
"Preciso de você."
Paola (entrando na sala):
Essa cara aí só pode significar uma coisa: Grissom.
SS: Ele me chamou pra ir em Las Vegas. Um caso interno. Uma funcionaria foi atacada, e o laboratório tá um caos. Precisa de mim pra fazer a sindicância.
Paola (erguendo as sobrancelhas):
— E você vai, né?
SS: Já aceitei.
Las Vegas – Escritório do Supervisor
Catherine adentrou a sala de Grissom com uma expressão tensa.
CW: O Xerife quer sangue, Gil. E se a Holly não sobreviver, alguém vai ter que cair.
GG: Eu sei. Por isso pedi ajuda.
CW (curiosa):
— Alguém da antiga?
GG : Alguém em quem eu confio. Chamei a Sara!
CW: Quem é Sara?
GG: Sara Sidle é uma grande amiga minha de SF e eu confio muito nela. Ela é a pessoa certa para investigar as alegações contra Warrick.
CW: Gil não acho certo vir pessoas de fora bisbilhotar nosso trabalho...
GG: CATH !!! É a Sara ou a Corregedoria, sendo que a segunda opção com certeza vai querer Brown fora deste laboratório e eu não vou poder fazer nada, então eu fico com a Sara.
CW: Era só o que me faltava. Ok, Ela vem só para investigar esse caso e retorna para SF?? Então eu vou aturar...
Grissom em pensamento: “ espero que ela fique”
Mais tarde naquele dia – Laboratório CSI
Catherine caminhava pelo corredor ainda resmungando consigo mesma, quando viu Nick se aproximando.
NS: Fiquei sabendo que vem alguém de fora investigar o caso da Holly. É verdade?
CW (suspirando): Sim. Uma tal de Sara Sidle. Amiga do Grissom.
NS (surpreso): Ele tem amigos?
CW (irônica): Pois é. E pelo jeito, bem íntimos. Vamos ver o que essa moça tem de tão especial...
Aeroporto de Las Vegas – Chegada de Sara
Sara caminhava entre os passageiros com um olhar firme, porém cansado. Carregava apenas uma mala de mão e o peso da missão difícil que a esperava. Assim que saiu para a área de desembarque, avistou um cartaz escrito "Sara Sidle" nas mãos de um policial sorridente.
Policial: Sara Sidle?
SS (sorrindo): Sim, sou eu.
Policial: Vim a pedido do Srº Grissom lhe buscar.
SS (rindo de leve): Bom, fico grata pela carona.
O mesmo já foi lhe deixando a par de como está o caso. Passa no hotel rapidamente e segue para a cena de crime onde Grissom está trabalhando.
Chegando ao local, o olha de costas e seu coração neste momento pula que nem pipoca.
GG: Norman foi empurrado. Norman pulou. Norman caiu...
SS: Vc não faria o mesmo, se fosse casado com a Mrs. Roper?
GG: Eu nem preciso me virar. Sara Sidle...
Virou e quando ergueu o olhar, ela estava ali. Um instante de silêncio se formou entre eles. Os olhos dele brilharam por um segundo, mesmo que tentasse disfarçar.
SS: Sou eu... Ainda lançando bonecos de simulação? Há outras maneiras de fazer, sabe.
GG: Como? Simulação Computacional? Não, obrigado. Eu sou um cientista. Eu gosto de ver. Newton derrubou a maçã. Eu derrubo bonecos.
SS : Você é da escola antiga.
GG: Exatamente, e este cara foi empurrado.
SS: E a garota?
GG: Esta na cirurgia e não está nada bem.
SS: Que pena!!!
GG: É Sara, eu tenho tantas perguntas sem respostas..
SS: Mas só uma importa agora: Por que Warrick Brown saiu da cena do crime? Bom vou deixar você trabalhar enquanto vou fazer meu trabalho.
GG: Depois conversamos então... Bom te ver!
SS: Também!
Não podiam falar muito a final Gil estava trabalhando.
A perita foi em busca de Warrick Brown e o achou numa lanchonete.
Sara está sentada diante do pupilo de Gil Grissom, que claramente está desconfortável. O clima é tenso, ela profissional, ele na defensiva.
SS: Senhor Brown, vou direto ao ponto. Por que saiu da cena do crime?
WB: Problemas pessoais. Tive que resolver uma situação. Achei que não teria problema deixar Holly ali... era só uma coleta simples.
SS (fria): Você deixou uma CSI novata, visivelmente despreparada, sozinha, à noite, numa cena potencialmente ativa. Você sabe que isso é inaceitável.
WB (abaixando o olhar): Eu sei. E me odeio por isso. Mas não sou um monstro. Eu nunca pensei que algo assim fosse acontecer. Achei que estava tudo sob controle.
SS (anota em silêncio, depois o encara):
— E nunca está, Warrick. Nunca.
Corredor do Laboratório – mais tarde
Catherine observa Sara de longe, com expressão crítica. Grissom percebe.
CW: Ela é boa... demais até. Rápida, direta, fria.
GG: Ela é justa. E é isso que precisamos agora.
CW: Não sei se confio nela. E acho que ela mexe com a sua cabeça, Gil.
GG (desviando o olhar):
— Estou focado no laboratório, Catherine. Só nisso.
Holly morreu horas depois e todos ficaram chocados.
O trabalho não foi fácil e a aceitação da equipe também não, principalmente por parte de Catherine.
Sala de reuniões – Laboratório CSI
A equipe está reunida, visivelmente abatida com a morte de Holly. Sara olha para Grissom e Catherine, que está com o semblante fechado.
GG: Perdemos uma colega… e isso dói demais. Mas não podemos deixar que esse sacrifício seja em vão. Temos que pegar quem fez isso.
CW (olhando para Sara):
— Ainda não estou totalmente convencida, Sara… mas vamos trabalhar juntas para resolver isso.
SS (firme): Pode contar comigo, Cath. A gente vai fazer isso da melhor forma possível.
Apesar de tudo, Sara e Cath conseguiram trabalhar juntas e logo chegaram ao assassino da perita, que foi preso.
Caso encerrado.
Hotel – Noite
Sara termina de revisar suas anotações no laptop. Recebe uma mensagem de Grissom:
“Se quiser conversar antes de enviar o relatório, estou no laboratório.”
Ela hesita por alguns segundos. Pega a chave do quarto, coloca o casaco e vai.
Ela chega e vê Grissom encostado na porta, olhando para o corredor. Quando ele a vê, sorri de leve.
GG: Você veio.
SS: Achei que estaria ocupado demais para esperar por mim.
GG: Nada que seja mais importante que você. Quer entrar?
Sara entra, fecha a porta atrás de si. O ambiente está calmo, apenas as luzes do computador e o zumbido suave do equipamento.
Sara senta-se e abre o laptop. Grissom se aproxima, observa as anotações.
GG: Vejo que está cuidando dos detalhes. O relatório vai ficar impecável.
SS: Quero que tudo esteja perfeito e correto.
Eles trocam um olhar carregado de emoções não ditas.
GG: Sara... obrigado por ter vindo tão rápido me ajudar.
Ela hesita, mas finalmente responde com um pequeno sorriso.
SS: De nada, Gil. Bom, deixa eu te explicar meu relatório....
Grissom, apesar do relatório de Sara sugerir a demissão de Brown, lhe deu uma segunda chance.
Chega o momento de voltar para São Francisco.
SS: Bom, foi legal a experiência de trabalhar aqui, mas minha hora de voltar chegou.
GG: Sara eu queria saber se você não gostaria de trabalhar conosco aqui em Vegas?? Sei que vai mudar de cidade mas tenho certeza que será muito bom para sua carreira.
SS: Grissom eu não sei nem o que dizer...
GG: Que tal sim??
SS: Bom Ahãmm!!! ok aceito mas preciso realmente retornar a SF e resolver minha situação.
(Com um sorrisinho de lado) GG: Se for por seu supervisor já falei com ele e depois de muito lutar ele disse que a resposta era sua.
Falou e ficou olhando para uma Sara de boca aberta.
SS: Estou abismada de como você foi ousado. Foi pedir minha transferência antes de falar comigo.?
GG: É porque eu tinha certeza de que você não perderia essa oportunidade.
SS: Sim, fiquei lisonjeada de ser convidada mas foi ousado da sua parte sem saber minha resposta. Como tinha certeza de que iria aceitar?
GG: Você adora desafios e eu te levo ao aeroporto, colocamos o papo em dia e você já vê a passagem de volta.
SS: GRISSOM!!!
GG: O Que???
SS: Eu posso mudar de ideia!!
GG: Mas você não vai. Vamos Sara!! Quero comer algo no caminho do aeroporto, estou morto de fome e você não pode ir de barriga vazia.
Estacionamento do Laboratório
Grissom e Sara caminham lado a lado, ela com a mochila nos ombros, ele com as chaves do carro girando nos dedos. A conversa ainda ecoa na cabeça dela, e o sorriso discreto nos lábios dele não passa despercebido.
SS(meio rindo, meio indignada):
— Você é inacreditável, Grissom. Foi pedir minha transferência sem me consultar…
GG (abrindo a porta do carro):
— Ousado, eu sei. Mas valeu a pena.
SS (entrando): E se eu tivesse dito não?
GG (ligando o motor):
— Aí eu teria inventado outro plano pra te convencer. Mas... você disse sim.
Ela olha pela janela, pensativa, mordendo de leve o canto do lábio.
SS: Eu só disse sim porque... talvez... sinta falta de certas pessoas daqui.
GG (olhando de relance pra ela): Certas pessoas, é?
SS (brincando):
Não se ache. Ainda posso mudar de ideia...
GG (rindo): Claro. Depois de aceitar, preparar relatório, fazer mala, avisar supervisor e entrar no meu carro. Super fácil mudar de ideia agora.
Café à beira da estrada – Pouco depois
Eles fazem uma parada. Enquanto esperam o pedido, o silêncio entre eles é confortável. Grissom mexe no guardanapo nervosamente.
GG: Você vai voltar mesmo?
SS (olhando nos olhos dele):
— Vou... mas eu volto. Só preciso organizar a vida.
GG (baixando a voz): Estarei esperando.
Sara o encara por alguns segundos, mas antes que possa responder, o garçom chega com o pedido.
SS (sorrindo, desviando):
— Vamos comer. Está com fome, lembra?
GG: É verdade, estou com muita fome.
4 dias depois Sara retornava à Las Vegas, agora em definitivo.
Interior – Apartamento recém-alugado – Tarde
Sara entra com algumas caixas nos braços, ofegante. Grissom já está ali, organizando os itens de cozinha que haviam comprado mais cedo. Ele se vira e sorri ao vê-la.
GG: Última caixa?
SS (largando a caixa com um suspiro):
Espero que sim. Se tiver mais alguma, vou fingir que não vi.
Ambos riem brevemente. Grissom pega o contrato do aluguel na bancada e o estende para ela.
GG: Aqui está. Só precisa assinar. Já conferi tudo. E... bem, tem algo que acho importante te lembrar.
SS (curiosa): O quê?
GG (um pouco mais sério): O laboratório tem regras rígidas sobre relacionamentos entre membros da mesma equipe. Não se pode... envolver com colegas. Romântica ou intimamente. Só pra deixar claro desde já.
O sorriso de Sara desaparece lentamente. Ela engole em seco, pega a caneta e assina o contrato em silêncio. Por um momento, ele parece querer dizer algo, mas se cala.
SS (tentando soar indiferente):
— Entendi. Regras são regras, né?
GG (olhando para ela):
Sara... eu só quis evitar mal-entendidos. Sei que a situação pode parecer...
SS (interrompendo): Está tudo bem, Grissom. Obrigada pela ajuda com o apartamento. A partir daqui eu me viro.
Ela dá um leve sorriso forçado, pega as chaves do balcão e se afasta. Grissom observa enquanto ela entra em outro cômodo, claramente desapontada, e fica ali parado por um momento, lutando com as próprias emoções.
Grissom, em pensamento:
"Você fez o certo... não é?"
O tempo passa, mas para Sara, o sentimento por Grissom continua como uma maré inconstante: ora se aproxima, ora se retrai. O clima entre eles varia entre cumplicidade e tensão — e ela já não sabe mais o que pensar.
Sala de Descanso – Noite
Sara está rindo com Nick enquanto comem algo. Grissom passa, vê a cena, desacelera o passo. Fica observando por alguns segundos antes de continuar andando, o semblante um pouco mais fechado.
Mais tarde, no laboratório...
GG (frio, para Nick):
— Nick, quero que leve Sara com você na próxima cena. Nada de conversinhas, foco total no trabalho.
Nick (confuso): Conversinhas? Gil, está tudo certo.
Grissom sai sem esperar resposta. Nick olha para Sara, que ouve do corredor e revira os olhos.
SS (para si mesma): Ahãmm. Sem ciúmes, né Grissom?
Estacionamento – Final de Plantão
Grissom acompanha Sara até o carro, os dois conversando sobre um caso.
SS (sorrindo): Achei que fosse me dar um esporro hoje de manhã.
GG (mais suave): Você tem feito um bom trabalho. Eu… gosto de te ver aqui.
Ela o encara por um momento.
SS: Às vezes eu queria entender o que você sente.
Grissom desvia o olhar, mexe nos óculos.
GG: Sentimento interfere no julgamento. É melhor mantermos as coisas profissionais.
SS (baixa): Mesmo quando fica claro que não são?
Ela entra no carro, deixando-o em silêncio no estacionamento.
Laboratório – Dias Depois
Sara aparece com um novo visual, cabelo preso e uma maquiagem sutil. Nick a elogia, Greg solta uma piadinha. Grissom os interrompe:
GG (sério): Vamos manter o foco no trabalho. O laboratório não é lugar pra desfile.
Sara suspira e dá meia-volta.
SS (entre dentes): Inveja ou possessividade?
Sara estava cansada do jogo. Cada gesto, cada silêncio dele, era um enigma. Em alguns momentos, ele parecia querer estar por perto, proteger, sorrir com ela. Em outros, levantava muros tão altos que nem mesmo a lógica científica de Sara conseguia explicar.
Grissom novamente demonstrou ciúmes de Sara. Foi durante investigação de uma morte que aconteceu num avião. Quando periciavam o banheiro encontraram vestígios de que havia rolado “um encontro animado”.
Grissom e Sara estavam lado a lado no apertado banheiro da aeronave, periciando o local da morte de um passageiro. Entre luvas, luminol e swabs, os dois tropeçavam nas palavras... e nos próprios sentimentos.
GG (analisando vestígios no espelho):
— Sabe, dizem que... sexo nas alturas é mais intenso. A pressão da cabine, a adrenalina...
(olha de relance para Sara)
— Tem quem diga que é muito mais prazeroso.
SS (natural, enquanto coleta amostras):
— É... até que é legal, mas sinceramente não achei tão diferente assim.
Grissom congela por um segundo. Ergue os olhos e a encara.
GG (espantado): Como é que você sabe?
SS (desviando o olhar com um sorriso de canto):
— Hei! Toma esse cotonete aí...
GG (sem entregar): Vamos continuar...
SS: Não. Agora quero saber: dá mais prazer, aumenta o êxtase sexual?
GG: Eu sei disso por conhecimento, sou bem informado.
SS (cruzando os braços com desafio): E você? Viu isso onde?
GG: Li numa revista forense. Posso te emprestar... depois.
(mais direto)
— Você... como sabe?
SS (tentando cortar o assunto):
Vamos mesmo entrar nessa conversa? Acho que é melhor não.
GG (secamente): Você que começou.
SS (rindo, mas não querendo ceder):
Voo Delta Airlines 1109, Boston x Miami. Ken Fuller. Departamento de balística. Tudo de bom... a gente pode voltar ao trabalho?
Grissom morde o canto da boca, encarando-a com uma expressão indecifrável — entre irritado e... intrigado.
GG: Analisando sua experiência com banheiros de avião... é melhor você continuar por aqui.
Sai rapidamente do banheiro, deixando Sara rindo sem jeito.
GG em pensamento: "É melhor eu ir tomar água...
Grissom caminha até o bebedouro e toma um longo gole d’água. Encosta as mãos na pia e encara o próprio reflexo no vidro.
GG (pensamento):
"Ken Fuller? Sério? Imaginá-la com outro homem dentro de um avião... Preciso me controlar. Isso não é da minha conta. Não é. Mas por que essa sensação de que algo dentro de mim está fervendo?"
Alguns dias depois Sara demonstrou que casos envolvendo violência contra mulher mexia profundamente com ela. Estava num caso onde o marido era o suspeito de matar a esposa, a perita já tinha quase saído na porrada com o suspeito sendo severamente repreendida pelo supervisor. Estava irritada por que seu instinto dizia que ele era culpado, mas as evidências não.
Laboratório Criminal / Fundos – Madrugada
Luzes baixas, o som do timer do forno de secagem ao fundo. Sara entra na parte dos fundos do laboratório segurando uma garrafa de café e uma manta dobrada. Grissom está observando a experiência com o feto de porco.
SS (oferecendo o café):
— Trouxe combustível. E também isso aqui, pra ninguém congelar.
(entrega a manta com um sorrisinho cansado)
GG (pegando o café):
— Obrigado. Você não desiste mesmo, hein?
SS: Quando se trata de violência contra mulher... não, não desisto.
(olha o feto com certo desconforto)
A ideia de usar o porco é meio bizarra... mas eficaz. Não achei que você toparia.
GG: Eu topei porque confio no seu instinto. E porque eu estava errado. Precisava ver isso por mim mesmo.
A noite avança entre análises, medições e silêncio confortável. Já quase amanhecendo, a simulação confirma o que Sara suspeitava.
SS (exausta, mas satisfeita): Conseguimos. Você nos ajudou a pegar ele.
GG (com um leve sorriso, olhando os dados):
— Sim. E tudo começou com você... e sua teimosia.
SS (mais séria agora):
— Grissom, queria agradecer por ter acreditado em mim. Mesmo depois daquela cena horrível com o suspeito. Eu sei que peguei pesado.
GG (olhando-a nos olhos):
— Você foi movida por algo que vai além da técnica. Justiça.
(pausa)
— Você foi persistente. E me mostrou que eu estava errado.
(diz com sinceridade)
— Bom trabalho, Sara.
Eles trocam um olhar intenso, um daqueles momentos em que palavras a mais seriam em vão. Só o silêncio os envolve, cheio de significados não ditos. Grissom desvia primeiro e finge focar nas anotações. Sara apenas sorri, pega a manta e o café frio e sai.
GG (em pensamento após a saída dela):
"Você me impressiona cada vez mais, Sara Sidle."
Agora inversão de posições. Grissom ficou extremamente envolvido num caso de morte de um bebê e dessa vez Sara foi quem o questionou quando ele perdeu o controle.
SS: Grissom!!! Outro dia você me falou que nada é pessoal, nenhuma vitima é especial. Os outros seguem o que você diz..
GG: Mas os outros não acharam um bebê, eu achei e ele esta morto por que alguém perdeu a cabeça, ou fez bobagem, ou sabe lá Deus o que, então vai me desculpar mas essa vítima é especial...
A conversa é interrompida por Catherine informando que a família queria a liberação do corpo do bebê. Os dois saem e Sara fica só olhando abismada por ver como ele estava.
Analisando o bilhete de resgate Sara descobre a origem da impressão e explica para Grissom (eles estão extremamente perto um do outro e ao final da explicação Gil dá um sorrisinho maroto para a perita). Aproveitando que esta ali:
GG: Queria te agradecer por hoje mais cedo, fiquei fora de mim com o caso e você me colocou nos trilhos, me acalmou.
SS: Tudo bem, não foi nada. Eu melhor do que ninguém sei como é!
GG: E agora me deu paz de novo ao praticamente desvendar o caso.
( Deu o sorriso de lado de novo e saiu, deixando uma Sara toda boba.)
Parece que Grissom perder o prumo virou rotina e agora o motivo foi Sara. Um serial killer estava tirando o sono de todos, fazendo cada vez mais vitimas e a equipe forense não tinha ideia de quem seria. O Xerife aceitou a intervenção do FBI deixando Gil fulo da vida, piorando ao terem a ideia de usar Sara como isca ( ai não bebê, mexeu no terreno errado). O supervisor logo refutou e conversando tranquilamente com Brass na sala dele achava que a ideia estava descartada:
JB: Você me parece bem calmo quanto a história de Sara ser isca.
GG: Brass a Sara é impulsiva, faz as coisas de cabeça quente sem avaliar os riscos .
JB: Mas o que está diferente agora? Da 01º vez você ficou que nem louco e agora esta calmo e eles estão lá agindo...
GG: Como assim estão agindo?
JB: Gil, o FBI esta armando uma emboscada neste momento e Sara é a isca.
GG: É O QUE?? VAMOS PARA LÁ AGORA!
JB: Estava achando estranho!
Os dois saíram correndo e chegaram no momento que o agente do FBI explicava como seria.
GG: Essa ação não tem como dar certo, ainda mais usando minha perita como isca... Estamos estudando ele, sabemos seus passos...
SS: Grissom!!! Olha eu quero fazer isso. Estamos estudando há dias ele e mais mulheres estão morrendo e se conseguirmos agora evitaremos mais mortes.
GG: Sara não, por favor !!!
SS: Me deseje sorte!!!
As telas mostram diversas câmeras escondidas em um mercado, montado como cenário da emboscada. Sara está posicionada conforme o plano do FBI, vestida como uma possível vítima, seguindo o roteiro ensaiado. Grissom assiste tenso, braços cruzados, mandíbula travada. Ao lado dele, Brass observa calado, respeitando o silêncio carregado do amigo.
JB (quebrando o silêncio): Você tá tremendo, Gil.
GG (sem tirar os olhos das telas): Não era pra ela estar aí.
JB: Mas ela quis estar. E você sabe disso. Não subestime a força da Sara.
GG (murmurando): Eu não subestimo. Eu... me preocupo.
A movimentação suspeita começa. Um vulto aparece na câmera 3. Grissom se aproxima instintivamente do monitor. Brass percebe.
GG: Será que é ele??
A tensão cresce. Sara, no local, segue firme, cumprindo o script. A equipe do FBI se prepara para agir, mas há hesitação. O suspeito muda o trajeto.
GG (gritando): Eles vão perder ele! Eles estão muito lentos!
JB (olhando a movimentação):
— Concordo. Estão esperando confirmação demais...
GG (de súbito):
— Jim, você tá com sua arma extra?
JB (surpreso, mas entendendo): Estou. Por quê?
GG (olhando fixamente):
Me empresta. Se algo der errado, eu vou entrar.
JB (entrega sem hesitar):
— Você se importa com ela mesmo... E não adianta me olhar assim, é verdade.
(sorri de lado)
— Você está armado. Quem te conhece sabe que você detesta.
GG (pegando a arma, voz baixa e firme):
Mas tem hora que precisamos.
Sara está distraída pegando uma garrafa de suco quando um homem se aproxima por trás. Em segundos, ele a agarra com violência. Ela reage instintivamente, mas ele a empurra. No exato momento, Grissom, que observava de longe, avança como um raio.
GG (gritando): SARA!!!
Ele cruza o corredor com uma velocidade que ninguém imaginava. Em segundos, derruba o homem no chão e o imobiliza com ajuda de dois seguranças. Sara se levanta ofegante, o olhar misto de raiva e frustração.
Segurança:
— É só um ladrão. Tentou pegar a bolsa dela.
GG (ainda com o joelho sobre o agressor):
— Ele a atacou. Isso não é “só um ladrão”.
Exterior – Saída do mercado
Grissom conduz Sara para fora, a mão em suas costas com cuidado. Ela está abalada, visivelmente frustrada.
SS (nervosa): Eu devia ter reagido mais rápido... me senti impotente...
GG (interrompendo, firme e calmo):
— Você está bem. Isso é o que importa.
SS (irritada com ela mesma):
— Eu não gosto de me sentir vulnerável, Gil...
GG: E eu não gosto de te ver assim. Eu teria feito qualquer coisa pra impedir isso.
Mais tarde...
Grissom recebe a notícia: suspensão temporária por conduta inadequada fora de serviço e intervenções sem autorização em investigação federal.
Ele recebe a suspensão com indignação.
GG (a Catherine): Eles estão errados Cath. Com essa ideia teremos mais vitimas.
Cath: Eu sei. E a equipe também. Por isso estamos com você.
Nick: Suspensão ou não, a investigação continua. E você vai ajudar com nosso apoio.
Com base nas evidências, Grissom rastreia uma região pouco habitada. Chega à propriedade isolada e entra discretamente. O local é silencioso. Uma lavanderia.
Um barulho. O serial killer aparece. Eles conversam já que o homem ficou surpreso pelo supervisor o achar. Logo ele o ataca. Grissom cai, luta, tenta se defender, mas está prestes a ser morto.
Disparo.
O assassino cai morto.
Na porta, Catherine Willows, arma ainda em punho, ofegante.
CW: Tá na hora de parar de bancar o herói sozinho, Gil.
GG (ainda no chão):
— Você chegou na hora certa...
CW: E você me deve uma.
Sara estava completando 01 ano de Vegas e por coincidência naquela semana aconteceria o Baile Anual do Departamento de Policia. A equipe de Grissom toda fora convidada e receberiam um prêmio.
GG: Boa noite crianças!! Aviso que teremos o Baile Anual do Departamento nesse final de semana e é vestuário de gala!
NS: Sarinha e Cath já estou ansioso para vê-las de "gala".
CW: Querido, deixar homens babando é comigo mesmo!!
SS: Já até sei que roupa usar.
WB: Vejo então que as meninas vão vir para arrasar?!
CW & SS: Com certeza!!!
Grissom só olha aquela interação pensando que essa festa pelo jeito prometia.
Sara resolveu que surpreenderia o chefe e decidiu que usaria o vestido que ele havia lhe dado na última noite deles juntos em São Francisco.
SS: Grissom me aguarde!!! Vamos ver se o seu interesse foi só lá.
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