Ricordare è Vivere

44 One Way or Another


Notas iniciais
Este capítulo usamos para brincar um pouco, rodando a história em torno de personagens da 01º temporada.

Na sala de convivência, três pessoas entram com a fisionomia tão fechada que a dupla de festeiros quase recua. O silêncio pesa no ar.

GS (engolindo seco, olhando de um lado para o outro): Gente… que crime a gente cometeu pra vocês estarem com essas caras?

NS (coçando a cabeça, nervoso): Eu… não lembro muito de ontem… mas acho que não fiz nada de errado… ou fiz?

JS (cruzando os braços, a voz firme, quase gélida): Bonitinhos do titio… só pra vocês saberem, a festa de ontem faz parte de uma investigação em que estamos trabalhando.

WB (dando um passo à frente, encarando-os nos olhos): Vocês dois aprontaram algo que, se eu fosse vocês, ficaria bem longe da Sara por um tempo.

NS e GS (em uníssono, alarmados): Por quê?

CW (respira fundo, olhando alternadamente para os dois, cada palavra pesada): Queridos, agora vou explicar.

Ela se aproxima lentamente, os olhos fixos, enquanto as mãos se entrelaçam à frente do corpo.

Vocês colocaram Lady Heather na festa…

e dentro de um quarto…

junto com um Grissom completamente bêbado.

Ela pausa, deixando a informação cair sobre eles como uma pedra.

Dali foram tiradas fotos… que acabaram nas mãos da Sara.

E, pra piorar…

(o olhar dela se endurece, a voz baixa e cortante)

o irmão do rapaz que entregou essas fotos… foi encontrado morto esta manhã.

Ela dá um passo para trás, cruzando os braços, encarando-os friamente.

Então… me digam:

por que fizeram essa cagada?

E por que aprontar justamente com a Sara?

NS (dando um passo à frente, mãos abertas, quase implorando): Peraí, Cath! Nós não chamamos Lady Heather para a festa!

GS (engolindo seco, olhando para os lados, nervoso): Quando começamos a organizar, o Paul perguntou se queríamos dançarinas para animar a festa… e concordamos. Ele me disse que tinha uma amiga que era a melhor pessoa para enviar as meninas… então fez o contato e contratou. Juro que foi só isso!

JB (cruzando os braços, franzindo a testa, a voz firme): E a brincadeira armada para embebedar o Gil… estava no pacote?

NS (olhando para baixo, nervoso, mexendo nas mãos): A líder das meninas me falou que sempre faziam isso com o noivo… e perguntou se poderia fazer com ele. Concordei, já que o Grissom nunca proibiu brincadeiras.

WB (aproximando-se, sério, encarando NS nos olhos): Ela falou algo que te chamou atenção?

NS (respirando fundo, hesitante): Perguntou se Grissom bebia. Confirmei… e então ela disse que era muito interessante ver o noivo bêbado.

JB (inclinando-se, voz baixa e acusadora): Acho que foi armado… a intenção era…

A tensão é interrompida abruptamente com a entrada de Gil e Sara. Todos se viram, o ar parece pesar.

SS (com os punhos fechados, os olhos faiscando de indignação): Gente, já sabemos a quem pertence a terceira digital que aparece em uma das fotos… e que também encontrei na casa.

JB (erguendo uma sobrancelha, curioso): Quem é?

GG (os ombros tensos, voz carregada de alerta): O assassino de Kaye Shelton… Scott Shelton!

CW (recuando um passo, a mão na boca, assustada): Esse caso não foi aquele que você e a Sara fizeram a experiência com um porco?

WB (franzindo a testa, descrente): Mas o cara não estava preso?

SS (olhando firmemente para todos, com uma ponta de raiva contida): Deveria estar, mas há duas semanas houve um acidente com um ônibus de transporte de presos… e cinco fugiram, incluindo Scott.

GG (cerrando os punhos, respirando fundo, olhando para NS e GS): Estamos supondo que ele esteja envolvido em algum tipo de projeto de vingança.

O silêncio cai sobre a sala, pesado, quebrado apenas pela respiração rápida dos que percebem o tamanho do problema que se aproxima.

JB: Vou chamar Paul e Aaron para depor e alertar sobre Scott e Ben. Agora, Grissom e Sara, cuidado… até sabermos o que está acontecendo de verdade!

GG: Sim, Jim!

Greg e Nick olham para Sara. Ela retribui o olhar, mas de forma séria, e antes que qualquer um abra a boca, se retira da sala.

Grissom permanece, os observando em silêncio.

CW: Gil… falei com eles e não sabiam da presença da sua amiga. Talvez ela tenha pago uma das dançarinas, assim como pagou o funcionário daqui. Aliás, já o encontrei… era um office boy. Recebia um valor dela para saber tudo sobre sua vida e foi ele quem avisou sobre a festa.

Grissom os encara, olhos firmes, absorvendo cada palavra de Cath. Um silêncio tenso se instala.

De repente, ele quebra o silêncio:

GG (voz calma, quase desafiadora): Vocês se divertiram?

NS (engolindo seco, tentando se explicar): Grissom, olha… nunca faríamos algo para te prej…

GG (interrompendo, firme): Eu perguntei se vocês se divertiram.

GS (hesitando, depois afirmando): Sim… nos divertimos!

GG (um leve sorriso nos lábios, finalmente relaxando): Então o objetivo de vocês foi alcançado. Me dão licença? Vou falar com Sara.

O supervisor se retira, deixando a sala em silêncio. Warrick se volta para eles, balançando a cabeça com um misto de desaprovação e incredulidade:

WB: Falei que despedida de solteiro não é igual em filme… tem que ser feita direito e vocês não me ouviram. Acho que temos um grande problema aqui.

GS (olhando para o chão, depois ergue o olhar, visivelmente preocupado): O olhar que a Sara nos deu diz tudo… ela está com muita raiva.

CW (cruzando os braços, firme): É melhor virem nos ajudar a desvendar esse mistério.

Grissom volta até eles: “Sanders e Stockes vão para este endereço. Foi encontrado o corpo de um homem no local.” Sai de novo.

NS: Vamos Greg!

Grissom volta para o escritório em passos firmes, mas o coração acelerado. Ao entrar, vê Sara de pé, de costas para ele, estudando uma das fotos enviadas. A luz da mesa ilumina o rosto dela, revelando um olhar concentrado.

GG (aproximando-se devagar, a voz carregada de sinceridade): Sara… como eu comecei a falar antes… eu estava bêbado. Juro. Não faria nada para te perder… eu…

SS (virando-se para ele, suave, quase tranquila): Griss, eu sei disso.

GG (franze a testa, surpreso): Sabe? Você acredita em mim… mesmo sem eu ter aberto a boca?

Sara solta uma gargalhada repentina, quebrando o clima de tensão.

GG (confuso, inclina a cabeça, um meio sorriso nervoso): Sara???

SS (ainda rindo, mas com ternura): Amor… desculpa, é que foi engraçado! Claro que acredito que você não fez nada! O Jim já tinha me dito que você estava muito bêbado quando liguei pra ele… e, se a gente analisar bem a foto, dá pra ver que você está a empurrando e—

Ela não consegue terminar.

Num impulso, Grissom a envolve pela cintura e a puxa contra si, o movimento firme e decidido. O choque inicial a faz arregalar os olhos, mas antes que possa reagir, os lábios dele se encontram com os dela num beijo intenso, profundo, carregado de tudo o que ele não conseguiu dizer até agora.

Sara sente o corpo dele pressionando o seu, o calor das mãos em suas costas e o mundo lá fora desaparece. O ar entre eles se mistura, e quando finalmente ele se afasta, ambos estão ofegantes, mas com um leve sorriso no rosto.

GG (olhando-a nos olhos, baixo, mas firme): Eu precisava que você tivesse certeza.

SS (rindo, tentando recuperar o fôlego depois do beijo): Amor… calma! Sou uma mulher grávida! [ri alto]

GG (fazendo cara de inocente, mas com aquele sorriso apaixonado): A mulher grávida mais linda deste planeta… e por quem eu sou completamente, irrevogavelmente e desesperadamente apaixonado.

SS (apontando para ele, fingindo bronca): Eu também te amo, seu bobo. Mas, sinceramente, Gil?! Não me peça para ser simpática com a Heather… porque eu tô com uma vontade absurda de dar uns tapas nela. Você estava bêbado… mas ela, não!

GG (erguendo as mãos como se se rendesse): Calma, xerife! Nem eu quero chegar perto dela. Foi armado por ela, sim… e estou chateado pra caramba.

SS (estreitando os olhos, com um sorriso malicioso): Chateado… com ela, ou porque eu vou ficar te lembrando disso até o bebê nascer?

GG (apontando para a barriga dela, dramático): Viu, filho? A mamãe já começou a usar chantagem emocional contra o papai!

SS (rindo e abraçando-o): E você vai ter que se acostumar, querido.

GG (encostando a testa na dela): Tudo bem… desde que, no final, eu ganhe mais um beijo como aquele.

Sara ri, balança a cabeça e o puxa para mais um beijo, mais suave… até que a porta se abre de repente.

CW (parada na entrada, segurando uma pasta e com um sorrisinho irônico): Que bom ver que o caso tá progredindo… pelo menos no setor romântico.

Sara e Grissom se afastam lentamente, mas sem largar as mãos.

GG (limpando a garganta, sério, mas com um leve rubor): Catherine… precisava ser agora?

CW (entrando e entregando a pasta): Eu podia voltar mais tarde… mas, considerando vocês dois, “mais tarde” pode significar daqui a três horas. Então… foco, crianças.

Sara disfarça o riso, Grissom revira os olhos,

CW: Bom Casal tenho que interromper o momento para dizer que o corpo encontrado no carro que você enviou Greg e Nick é o do advogado de Scott. Jim me ligou informando.

O toque insistente do telefone interrompe a conversa. Sara atende rapidamente.

SS: Alô?

Baba de Hank (a voz aflita do outro lado): Sara, alguém tentou levar o Hank! Consegui impedir, mas…

SS (ficando de pé de imediato): O quê?! Onde foi isso?

Ela anota o local exato, o olhar já carregado de urgência.

Minutos depois, todos estão reunidos e Archie começa a analisar as câmeras do local. As imagens mostram claramente o motorista: Scott. O clima na sala muda instantaneamente, todos focados no trabalho.

Enquanto isso, Thiago, sentindo o cansaço, decide voltar ao apartamento para descansar. Antes de sair, deixa um recado com Juddy sobre sua saída.

Ao chegar ao prédio, nem tem tempo de abrir a porta. Dois homens surgem de repente e o abordam, empurrando-o para dentro de um carro.

O porteiro, Bruno, presencia tudo da guarita. Com mãos trêmulas, pega o telefone e liga diretamente para Grissom.

Bruno: Dr. Grissom, aqui é o Bruno! O amigo de vocês… acabou de ser levado por dois homens bem na frente do prédio!

GG (erguendo-se da cadeira, chocado): O quê?! Que amigo, Bruno?

Bruno: O que está hospedado na sua casa.

Enquanto Grissom ainda processa a informação, Sara recebe o recado de Juddy.

Juddy: Sara, o seu amigo… ele deixou um recado para você, disse que ia embora porque estava cansado.

SS (apertando o telefone contra o ouvido, indignada): Por que esse doido não me esperou?! Obrigada, Juddy… vou ligar pra ele agora!

Interior do carro em movimento

Thiago está prensado entre dois homens no banco de trás. Ele tenta se debater, mas leva um soco no estômago. Sua respiração fica pesada, o olhar desesperado.

Thiago é colocado perto da porta. Com a cabeça encostada no vidro, respira com dificuldade, seu rosto suado e cansado. Scott esta no banco da frente.

No laboratório...

Sara termina de falar com Juddy e segue para a sala do noivo.

SS: Ele saiu sozinho! Eu avisei que não era pra sair sozinho!

Ela pega o casaco rapidamente, determinada.

No corredor, Catherine alcança Sara, que ainda ajeitava o casaco, decidida a sair.

CW (segurando-a pelo braço): Sara, vem comigo. O Gil já está na sala.

As duas entram na sala do supervisor. Grissom se vira imediatamente para a noiva, o olhar grave.

GG: Sara… levaram o Thiago. O Bruno anotou a placa do carro, e já confirmamos: é o mesmo veículo que tentou levar o Hank. Foi o Scott.

Sara fica em silêncio por um instante, o choque estampado no rosto.

WB (sentado diante do monitor, focado nas imagens): Estamos analisando as câmeras agora para determinar a rota que eles seguiram.

SS (com a voz embargada, segurando as lágrimas): Ele só veio me fazer companhia… e agora…

GG (aproxima-se dela, colocando as mãos suavemente em seus ombros): Calma, querida. Vamos encontrá-lo. Eu prometo.

O olhar dos dois se cruza, carregado de tensão e medo, mas também de determinação.

O telefone da sala de Grissom toca, interrompendo o clima tenso. Juddy avisa pela linha interna:

Juddy: Dr. Grissom, há um homem na linha pedindo para falar com o senhor… mas ele não quis se identificar.

A sala fica em silêncio. Grissom troca olhares rápidos com Sara e os demais antes de atender. Ele respira fundo, aperta o botão do viva-voz e a voz ecoa pelo ambiente.

GG: Grissom.

Do outro lado, uma voz carregada de ironia e ódio responde.

Scott: Como vai, Dr. Grissom? Continua usando porcos para f… a vida dos outros? [risada curta]

E como vai a vadia da Sara? Sabe… meu sonho sempre foi fazer com ela o que iria fazer anos atrás, antes de você atrapalhar. Dar-lhe uma boa surra.

Sara fecha os punhos com força, contendo a raiva. Grissom lança um olhar protetor para ela.

GG (a voz firme, grave): Nem sonhe em chegar perto dela.

Scott (em tom de deboche): Hei, hei, senhor brabeza! Quem está no comando sou eu. Então eu é que falo.

O silêncio na sala é cortante.

Scott: Se quiserem ver o amiguinho de vocês de volta… vão ter que fazer uma troca comigo. Me mandam a Sara… e eu o libero. Se não aceitarem… ele morre.

A ligação se encerra abruptamente, o bip frio ecoando no viva-voz.

Todos permanecem imóveis por alguns segundos, o peso da ameaça pairando no ar.

Scott desliga. O silêncio pesado é substituído pelo som dos computadores trabalhando, e logo Archie informa que conseguiram rastrear a chamada: uma área ampla no deserto de Vegas. O local exato só viria com a próxima ligação.

GG (respirando fundo, voz firme): Warrick… avisa o Jim pra mim, por favor.

WB: Pode deixar.

CW: Gente, vamos ter que analisar tudo o que temos até agora. Só assim vamos conseguir a localização exata de onde ele estaria com Thiago.

A sala está mergulhada em tensão. Até então calada, Sara finalmente fala, a voz embargada:

SS: E se… não conseguirmos?

Grissom imediatamente se vira para ela, os olhos azuis carregados de intensidade.

GG: Sara… não passou em nenhum momento pela minha cabeça a possibilidade de troca. Espero que não esteja passando na sua… está?

Ela abaixa o olhar, hesitante.

SS: Griss… o Thiago pode ser morto se não fizermos o que ele quer!

O supervisor se aproxima, a voz quebrando pela primeira vez, mas sem perder firmeza.

GG: Querida… se fizermos o que ele quer, você e o nosso filho são os que morrem. E de quebra, eu vou junto… porque sem vocês, eu simplesmente surto.

A confissão dele paira no ar. O silêncio que se instala é quase sufocante, cada um absorvendo o peso daquelas palavras.

Catherine quebra a tensão, a voz serena, mas firme:

CW: Vamos esperar Jim chegar. Ele vai querer montar uma estratégia. Não podemos deixar Scott ditar as regras.

Sara respira fundo, ainda dividida, e decide se afastar.

SS: Vou até a sala do Archie. Talvez nas imagens tenha algo que ainda não vimos.

Ela sai, tentando esconder a angústia. Grissom fica imóvel, olhando para a porta por onde ela desapareceu, até que Catherine coloca a mão em seu braço.

CW: Grissom, dá um desconto pra Sara. Ela tem uma ligação forte com o Thiago… e pensar que ele pode morrer traz um sentimento de culpa enorme. Afinal, ele veio até aqui pra cuidar dela.

Grissom aperta o maxilar, desviando o olhar, mas a dor é evidente.

GG: Eu sei, Cath… eu sei. Mas é o meu filho que ela está carregando.

(a voz embarga)

E só de pensar que ela pode cair nas mãos de um psicopata como o Scott… me deixa sem chão.

Ele não quer só matá-la… vai querer torturá-la antes. E eu… eu não quero nem imaginar isso.

Catherine o encara em silêncio, compreendendo. Grissom leva a mão à boca, respira fundo e se apoia na mesa, como se o peso do mundo tivesse caído sobre ele.

A conversa é interrompida pela chegada de Jim e os dois peritos explicam ao Capitão o que esta acontecendo. Decidem esperar a próxima ligação para tentar persuadir Scott e conseguir algo concreto.

Cativeiro – noite

O local é úmido, mal iluminado, com o som de goteiras ecoando. O cheiro de ferrugem e gasolina é sufocante. Thiago está amarrado a uma cadeira, com o rosto machucado e os olhos atentos a cada palavra.

Ben (nervoso, andando de um lado para o outro):

— Scott, eu te ajudei e me enrolei todo com a polícia! Você disse que íamos ganhar uma bolada… então por que diabos você pediu troca de refém em vez de resgate?

Scott (sorri torto, acendendo um cigarro, voz carregada de ódio):

— Ben, você ainda não entendeu, não é? Eu fui preso porque aquela vadia não desistiu da investigação. Ela me destruiu.

(puxa a fumaça e solta devagar)

— Eu quero me vingar dela. O dinheiro vem depois… a diversão vem antes.

Ben (engole seco):

— Vingança? Isso não estava no plano…

Scott (chega perto dele, olhos injetados):

— O plano é o que eu digo que é! Antes de mata-la, eu vou me divertir. Vou fazer ela implorar. E só então, talvez, eu pense no dinheiro.

Thiago prende a respiração, o coração disparando. O suor escorre pelo rosto. Ele sabe que Scott não está blefando.

Thiago (pensamento, quase sussurrando para si mesmo):

— Meu Deus… a Sara. Ela vai fazer qualquer loucura pra me salvar… e se cair nas mãos dele, está perdida. Eu preciso fazer alguma coisa… qualquer coisa…

Ele força os pulsos contra as cordas, a pele já ferida, tentando se soltar. O olhar dele mistura medo e determinação.

Laboratório – Sala de Reuniões

Os monitores exibem as imagens do mapa e os relatórios espalhados sobre a mesa criam um clima pesado. Todos estão tensos.

Warrick (folheando um dossiê, tom grave):

— Bom, gente… resolvi dar uma vasculhada na vida dos irmãos Stuart e descobri uma conexão que muda tudo. Eles são sobrinhos de Dominic Kretzker… aquele segurança que retirou a bomba da escola anos atrás.

Um silêncio se instala. Catherine cruza os braços, perplexa.

Cath: O mesmo Dominic Kretzker que morreu na explosão?

Warrick (assente):

— Exatamente. O herói que não sobreviveu pra contar a história. Só que… — (bate o dedo no papel) — há registros de que ele trabalhava em segurança privada para várias empresas de transporte e mineração na região norte. O mesmo tipo de solo que encontramos debaixo das unhas da vítima.

Grissom (se aproxima da tela, pensativo):

— Então os sobrinhos não herdaram o lado bom do tio!

Sara (olhos arregalados, lembrando):

— Espera… a região onde Hodges identificou o solo… foi lá que encontramos o corpo de Kaye Shelton! E o que descobrimos naquela época? Que a área era usada como depósito ilegal por transportadoras ligadas a…

Catherine(completa, em tom tenso):… a Henry Stuart.

Todos se entreolham.

Grissom (voz firme, mas carregada de preocupação):

— Então não estamos lidando apenas com vingança. Estamos lidando com um ciclo inteiro de violência que vem dessa família. E agora, com Sara no centro do alvo.

Sara aperta a caneta que segura, tentando disfarçar a ansiedade, mas Grissom percebe e toca levemente sua mão debaixo da mesa.

Warrick:

— Se eles estão usando a região, é provável que o cativeiro esteja por lá. O problema é que o território é enorme, cheio de trilhas e depósitos abandonados.

Cath: Vamos precisar de algo mais concreto antes de mandar a equipe de campo.

Grissom (decidido):

— Archie vai continuar rastreando. Hodges, quero cada amostra cruzada com o banco de dados de solo da região. E Warrick, siga o fio do Dominic… quanto mais soubermos sobre o passado, mais perto ficamos de prever os próximos passos dos sobrinhos.

Sara mantém o olhar fixo no mapa, engolindo seco. A lembrança de Kaye Shelton volta como um fantasma.

O telefone toca e Grissom percebe que é Scott, coloca no viva voz:

GG: Grissom!

Scott: Bom Drº Insetos eu desejo fazer a troca de Sara pelo amigo de vocês. Também quero a bagatela de $ 750,000 juntinho.

GG: Por que você quer a Sara? Quem foi responsável por te prendar foi eu!

Scott: Sim, por influencia dela que não desistiu quando era para ter feito isso. Sara vai ser uma Jane Doe na minha mão.

GG: Olha aqui você não va...

Sara interrompe Grissom: “ Scott onde e quando será a troca?”

Scott: Jane?? Ohhhhh que bom! Vão me encontrar na I15, estarei com o carro parado e venham somente os dois bonitinhos que me botaram nessa merda. Vocês tem 04 horas.

Sala do Supervisor – Laboratório

O telefone ainda está no viva voz, mas Scott já desligou. O silêncio é cortante.

Grissom (vira-se furioso para Sara, voz firme e baixa):

— Por que você abriu a boca, Sara?!

Sara (olhando para ele, firme, mas com a voz embargada):

— Porque ele vai matar o Thiago se não fizermos nada, Grissom! Eu não vou carregar isso na consciência.

Catherine (tentando intervir):

— Calma, gente. A gente sabe que Scott não vai parar até colocar as mãos em você, Sara. Isso é pessoal. Mas temos quatro horas para virar esse jogo a nosso favor.

Warrick (analisando):

— Ele falou da I-15… é estrada longa, cheia de pontos cegos, galpões abandonados, entradas para o deserto. Ele vai escolher um lugar onde pode controlar a situação.

Grissom (se recosta na mesa, passa a mão pelo rosto, exasperado):

— Isso é uma armadilha. Ele não quer o dinheiro. Ele quer a Sara. E se depender de mim, ela não vai chegar nem a dez quilômetros desse encontro.

Sara (encarando Grissom):

— Você não pode me proteger de tudo, Griss. Eu entrei nessa guerra quando decidi continuar investigando o caso dele anos atrás. Agora alguém que eu amo está em perigo por minha causa. Eu não vou simplesmente ficar sentada.

Grissom aperta os olhos, dividido entre o medo e a razão.

Cath (olha para ambos, pragmática):

— Então temos que montar uma estratégia. Sara não vai de verdade. A gente arma uma isca, coloca agentes encobertos, o que for preciso. O que não podemos é deixar Scott perceber que estamos blefando.

Grissom (olhando para Sara, com um misto de raiva e desespero):

— Se você acha que eu vou te deixar cair nas mãos dele, está muito enganada.

Sara não responde. Apenas desvia o olhar e saí da sala com Grissom logo em seu encalço.

O silêncio da sala é quebrado por Greg e Nick, que chamam a atenção:

NS: A casa de Dominic é a localização da ligação.

GS: Podemos enviar uma equipe para a I15 por segurança, o vigiamos caso não o encontremos em casa.

JB: Sim a ideia do Greg é boa. Esqueci de falar que o casal que ofereceu a mansão são inocentes. Me parece que Scott e Ben só se aproveitaram do momento, vamos partir e... cadê o Grissom e a Sara?

Notas finais
Chama a Thalia porque estou mexicana