Ricordare è Vivere
19 O poder dos Cabelos Grisalhos
Notas iniciais
Grissom a olhava apreensivo com medo de ouvir a resposta da decisão. Sara permanece em silêncio por alguns segundos.
Ela finalmente ergue os olhos para ele, falando com firmeza, mas sem dureza:
SS: Grissom… o que eu vi ontem me doeu. Mas o que você me disse hoje me acalmou. O problema não foi só o beijo, foi sentir que você não estava me ouvindo. Eu não queria terminar com você… mas queria que você me enxergasse. Se eu quisesse terminar, você não teria tomado banho comigo, seu bobo. Eu te perdoo, Grissom. Porque eu também não sei viver sem você.
Grissom não conseguiu se conter. Ele a beijou com paixão. O beijo, que começou lento e cuidadoso, se transformou em uma explosão de desejo contido.
Ele a segurou pela cintura, encostando-a no sofá, corpos colados como se nenhum tempo tivesse passado desde a última vez.
O beijo continuou intenso, explorando o pescoço e os ombros de Sara com reverência, cada toque transmitindo a entrega e o carinho que sentiam um pelo outro.
De repente, ele para. Os olhos azuis intensos fixos nos dela.
GG (respirando fundo):
— Espera… Se você já estava bem depois da nossa conversa no Franks, por que me evitou?
SS (sorrindo maliciosa):
— Não estava totalmente bem… Eu precisava ficar longe de você um pouco. Foi minha forma de me vingar por você ter dado confiança pra Ave de Rapina.
GG (arqueando uma sobrancelha, fingindo indignação):
— Ah é? Então… Moça da Vingança, neste momento, eu vou te levar pro quarto…
(pausa dramática)
— …pra fazer uma reação Termite. Uma explosão. Gigante. De amor. E de prazer.
SS (provocando):
— Então me mostra, Dr. Grissom… Me mostra como é que explode.
Roupas jogadas no chão, lençóis bagunçados, respirações ofegantes.
A química deles é tão intensa que parece reacender tudo que sentem um pelo outro com ainda mais força.
Em um canto do quarto, Hank, o cachorro, observa assustado as sacudidas no colchão e decide se esconder atrás de uma poltrona, encolhido.
GG (ofegante, entre beijos):
— Acho que… explodimos até os sensores do Hank…
SS (rindo entre gemidos):
Tadinho!! Agora, me beija de novo!
E a noite segue… quente como uma reação alumino térmica incontrolável — incendiando o corpo e o coração dos dois.
Os dias vão passando, tudo na santa paz na casa do casal secreto, mas no trabalho, casos cada vez mais intensos.
Um dia, após plantão, Grissom vê a cena que ele tanto desejou quando decidiu morar junto. Ele entra em casa sentindo o aroma leve de sabonete que ainda paira no ar. Grissom, exausto do plantão, arrasta-se até a cozinha… e para na porta.
Ali está ela: Sara, com os cabelos ainda úmidos, vestindo uma camiseta larga dele, descalça, preparando algo no fogão. A cena que ele tantas vezes imaginou desde que decidiram morar juntos.
Ele não resiste. Se aproxima em silêncio e a abraça por trás, envolvendo-a com carinho, encostando o rosto no ombro dela.
GG (voz baixa, envolvida de ternura):
— Bom dia, meu amor… Você saiu e nem percebi.
SS (sorri, continuando a mexer na panela):
— Bom dia, anjo. Você estava enterrado nos seus relatórios, e meu caso foi tranquilo.
Ela se vira um pouco para encará-lo com um brilho brincalhão no olhar.
SS (continuando):
— Sabia que o casal da cena morreu numa briga por causa da guarda do cachorro?
(pausa dramática, arqueando a sobrancelha)
— Já vou avisando: se a gente se separar, eu exijo direito de visitas com o Hank!
Grissom dá uma risada abafada e a puxa ainda mais para perto.
GG (sem hesitar):
— Não vou te dar esse direito… porque eu não vou te largar. Nunca.
(pausa, sussurrando)
— Ainda mais depois de finalmente ver essa cena aqui… você, nessa cozinha, comigo.
Sara sorri, visivelmente tocada, e dá um selinho nele.
SS: Vai logo pro banho, antes que seu café esfrie.
GG (beijando a testa dela): Sim senhora!
Ele sai da cozinha com um sorriso satisfeito, enquanto Sara continua mexendo a panela… e Hank aparece, abanando o rabo, como se soubesse que aquela cena era o retrato da felicidade.
Depois da refeição foram dormir já que era folga deles, mas um caso grande acabou por movimentar todos do laboratório.
Os CSIs vão investigar um assassinato que ocorreu numa elegante festa feita para comemorar o aniversário de uma grande dama da nata da sociedade de Vegas. Vários suspeitos poderosos, entre eles Sam Braun, contradições em depoimentos, drogas. Num determinado momento das investigações e analisando itens pessoais da dama da sociedade, Sara e Cath resolvem enviar o anel dela para análise de vestígio de pólvora. Quando vai buscar o resultado, Grissom a acompanha e ao chegarem na sala de Hodges o encontram pintando os fios brancos do cabelo:
GG: Vaidade seu nome é Hodges!!!
DH: Eu na verdade gosto dos meus cabelos brancos, quer dizer os pouco que tenho...
SS: Hodges você sabia que cabelos grisalhos podem ser muito atraentes?
Neste momento tanto Grissom quanto Hodges olham para Sara e como se não tivesse falado nada demais:
“ O Anel?!”
DH: O anel!!! Ahh claro o anel, aqui esta o resultado.
Descobrem que Louis, a dama da sociedade, havia atirado mas quando retornam em sua casa para obter explicações a mesma estava morta. Na autopsia descobrem um câncer avançado e o assassinato era a melhor forma para ela sair de cena nessa vida de forma “elegante”.
Caso seguinte e esse começa em lugares distintos e se entrelaçam no decorrer. Grissom e Cath estão em um e acabam depois descobrindo quem é a vitima. Os CSIs investigam o terrível assassinato da filha distante de Lady Heather, Zoe, que foi encontrada no meio do deserto em Las Vegas. Durante a autopsia descobrem que um dos olhos não pertence a vitima. No caso de Sara e Nick eles estão conduzindo para o hospital um criminoso sexual condenado chamado Jack Landers. No Hospital o médico diz a Nick e Sara que ele acredita que Jack foi lobotomizado, já que as lobotomias nos anos 30 e 40 foram feitas através da órbita ocular. Quando Jack tira a camisa, Nick percebe o número 18 marcado no braço de Jack, semelhante à vítima do caso de Cath e Grissom. Logo Nick informa aos dois que passam a investigar então os dois casos e descobrem que Zoe e Jack participavam de estudos na Clínica Betz, do Dr. Jacob Wolfowitz. Pós a identificação do corpo da filha, Lady Heather passa a fazer investigação por conta própria, determinada a encontrar o assassino de sua filha e aliviar a dor no seu coração de mãe. Heather não mede consequências e ações na busca por justiça e assim em diversos momentos é conduzida para delegacia mas sempre tem algo relevante ao caso para apresentar, como papeis, materiais genéticos incluindo sêmen do Drº Wolfowitz ( sim, ela dormiu com o assassino da filha em busca do material) Ela entrega para Grissom e Cath que ficam chocados. Com as provas que conseguiram mais as de Heather, os CSI conseguem chegar de forma contundente em cima de Jacob que na verdade é o irmão gêmeo Leon. Quando estão na casa do médico eles encontram mais corpos e até duas pessoas vivas em processo de experiência ( Estavam costuradas um no outro?), mas morrem a caminho do hospital. Averiguando a casa, o supervisor encontra um colar que Heather estava usando na noite anterior e como não encontraram Jacob. Grissom logo se choca ao chegar a uma conclusão.
A lua alta banha de prata a areia do deserto. Grissom dirige em silêncio, o coração acelerado. Ele sabe exatamente para onde ir. O colar de Heather, encontrado na casa do médico, é o indício que o leva até ali — o mesmo lugar onde o corpo de Zoe fora descoberto.
Ele para o carro, salta com pressa e segue a passos rápidos pela trilha de areia batida. Ao longe, ouve o som seco de um estalo. Outro. E mais um.
Ele acelera o passo. A cena que se descortina o atinge como um soco no estômago.
O carro com farol aceso ilumina parcialmente a cena: Dr. Jacob Wolfowitz está amarrado a um suporte do carro, o corpo coberto de marcas de sangue e vergões. À frente dele, Lady Heather, vestida de preto, o chicote ainda firme nas mãos.
Ela está transtornada. Chora, grita, treme… mas não para.
HEATHER (em prantos, gritando):
— Diga que foi você! Diga que matou minha filha! Diga, seu monstro!
Ela ergue o chicote mais uma vez.
GRISSOM (grita):
— Heather!! Chega!
Ela ignora. Mais um estalo rasga o ar.
Grissom se aproxima rápido. Com força, agarra o chicote no momento em que ela ergue para novo ataque. A tensão entre os dois é elétrica.
GRISSOM (olhos cravados nos dela):
— Heather... eu mandei você PARAR.
A palavra segura. O código. O elo entre eles.
Heather congela.
Ela começa a soluçar. Grissom, com o rosto fechado, ainda a segura com firmeza.
HEATHER (em lágrimas, sem olhar para ele):
— Eu só queria que ele sentisse a dor que ela sentiu… Eu precisava terminar o que comecei, Gil.
Grissom a puxa para si.
GRISSOM (voz firme, mas branda):
— Você terminou. Mas não assim. Não desse jeito. Você é melhor do que ele.
(pausa)
— E Zoe merece mais do que vingança. Ela merece justiça.
Heather cai de joelhos, vencida. Grissom abaixa-se, envolve-a num abraço e ambos ficam ali, sob o céu do deserto, cercados de silêncio, dor… e redenção.
Os faróis das viaturas cortam a escuridão. O som de pneus na areia e portas batendo indicam a chegada do reforço. Brass desce do carro com outros dois oficiais. Ele observa a cena: Wolfowitz desacordado e coberto de sangue, Grissom ajoelhado ao lado de Heather, os dois ainda abraçados.
Brass faz uma leitura rápida, mas precisa do momento. Não há julgamento imediato, apenas pragmatismo.
BRASS (em tom direto, mas respeitoso):
— Gil... preciso que você a conduza até a delegacia.
(olhando discretamente para os outros policiais)
— Ela vai ter que responder por isso.
Grissom se levanta devagar. Heather permanece de joelhos, esgotada emocionalmente. Ele a ajuda a ficar de pé com delicadeza. Ela olha para ele com os olhos marejados.
HEATHER (voz rouca, quase um sussurro):
— Você vai me odiar por isso?
GRISSOM (sem hesitar):
— Nunca. Mas não posso impedir o que vem agora.
(pausa breve, com pesar)
— Vamos. Vou junto com você.
Heather faz que sim com a cabeça, resignada. Enquanto Grissom caminha com ela até a viatura, os outros policiais cercam Wolfowitz, chamam uma ambulância e começam a isolar a área.
Brass observa tudo em silêncio. Quando Grissom passa por ele, os olhares se cruzam.
BRASS: Isso vai dar trabalho com o promotor.
GRISSOM (sem parar de andar): Eu sei.
Heather entra no carro. Grissom fecha a porta suavemente e recosta-se no teto do veículo por um segundo. Seus olhos vagam pelo deserto — o mesmo que guardou Zoe e agora guarda o fim dessa história.
Ou talvez… o começo de outra.
Como seu caso acabou indo para Gil, Sara é enviada para outro e então vai investigar dois corpos encontrados em uma cabana na área do Grand Canyon.
SS: Mitchell tô achando estranho essa cabana no meio do nada. Quem nos chamou?
Mitchell: O guarda que faz patrulha na área. Ele disse que acharam estranho essa cabana improvisada e quando foram averiguar encontram os corpos.
Sara entra no local avaliando tudo e David chega para recolher os corpos:
David: Sara pela avaliação foram mortos com tiros a queima roupa na região peitoral e pela lividez digo que tenha umas 4 horas.
SS: Certo super David, pode levar os corpos e eu vou averiguar mais aqui.
Sara encontra um freezer que esta trancado e com ajuda de Mitchel abrem. O que encontram no freezer e ao redor faz com que tenha a certeza de que estão num laboratório clandestino de metanfetamina, que é uma substância que não existe na natureza, ela é uma droga artificial comumente produzida por usuários nesses locais clandestinos. Encontram produtos químicos usados na fabricação da droga que são potencialmente explosivos. No momento que a perita esta documentando tudo, inicia-se um tiroteio no local. Mitchel e Sara procuram tentar sair do local que no momento é uma bomba com todo aqueles produtos químicos ali, qualquer tiro pode-se causar uma explosão. O problema é que só tinha uma porta e o tiroteio estava lá.
No caso de Grissom:
Jim informa ao supervisor de que Wolfowitz optou por não registrar queixa contra Heather então ela estava liberada.
GG: Heather vamos para casa, vou te levar.
HK: Grissom eu não preciso de sua pena, vou sozinha.
GG: Não faço por pena, faço porque sou seu amigo. Por favor me deixe leva-la?!
HK: Tudo bem, então vamos!
Chegam a casa da ex Dominatrix e ao passar da porta ela desaba em choro nos braços do supervisor. O mesmo a conduz ao quarto e uma funcionária informa que ira levar chá calmante. Sentados na cama Heather esta abraçada a ele quando a funcionaria trás o chá e Grissom consegue faze-la tomar.
GG: Heather tente descansar um pouco, essas horas foram de muito stress para você.
HK: Você poderia ficar um pouco comigo aqui, só até que eu durma?
GG: Claro que fico!!
A luz suave do abajur mal ilumina o ambiente. Heather, agora trocada e de semblante exausto, está abraçada a Grissom, com a cabeça repousada no peito dele. O silêncio que os envolve é pesado, mas acolhedor. O chá, ainda morno, repousa na mesinha ao lado, praticamente intocado.
HK (voz fraca):
— Sabe, eu sempre imaginei que algum dia Zoe voltaria… mas não assim. Não numa mesa fria de necrotério.
Grissom acaricia com leveza os cabelos dela, em silêncio.
GG: Ela voltou para você do jeito mais cruel possível. Mas você honrou a memória dela... mesmo do jeito mais impensado.
Heather fecha os olhos, lágrimas silenciosas escorrendo.
HK: Grissom… você já sentiu uma dor tão profunda que parece que o peito vai implodir?
GG (em sussurro):
— Já. (pausa) Quando achei que perderia a mulher da minha vida pelas mãos de um assassino.
Heather o encara com ternura. Um momento de silêncio paira entre eles. Mas Grissom não recua, apenas ajeita melhor o travesseiro e se mantém ao lado dela, como prometido.
HK: Obrigada por ter vindo. Mesmo depois de tudo.
GG: Eu disse que nunca ia virar as costas pra você. E nunca vou.
Heather suspira profundamente e fecha os olhos. O cansaço a domina aos poucos. Grissom a observa em silêncio até perceber a respiração dela mais ritmada.
Ele também fecha os olhos, vencido pelo peso da noite, pela exaustão e pela dor compartilhada.
No caso de Sara:
SS: Mitchel precisamos sair daqui agora, só no freezer dois tiros já foram acertados.
De repente vários tiros vindo de uma metralhadora de um dos criminosos é direcionado para a cabana. Resultado: EXPLOSÃO
No laboratório Jim, Cath e Nick estão conversando quando o telefone do capitão toca e a fisionomia muda:
CW: Jim o que aconteceu???
JB: O caso de Sara que era simples virou uma merda. A casa que ela foi verificar era de criminosos ligados ao cartel de drogas do México e um intenso tiroteio rolou. A cabana tinha vários produtos químicos e acabou tendo uma grande explosão com mortos.
NS: O que estamos esperando?? Vamos para lá agora!
Ao chegarem ao local o rastro de destruição era grande e havia pelo menos 08 corpos, porém todos criminosos. Um dos policiais informou que foram rendidos por 04 criminosos que vieram buscar os produtos mas de repente chegou mais 02 carros com homens fortemente armados e com a mesma intenção dos 04. Começou um intenso tiroteio entre eles e foi entendido que os 02 homens mortos lá dentro foram mortos pelo quartel. O policial não tinha certeza se Mitchel e Sara haviam conseguido sair já que estavam dentro do local na hora dos tiros. Catherine tenta falar com Grissom sem sucesso:
CW: Que inferno!!! Onde esse homem se enfiou com o telefone desligado. Pelo amor de Deus vamos procurar a Sara e o Mitchel.
NS: SARA! SARA!
JB: NICK, CATH vamos para a parte de trás, talvez tenham conseguido sair pelos fundos.
CW: Deus te ouça Jim!!
Na mansão de Heather:
A luz suave da manhã entra pelas cortinas fechadas. Grissom começa a despertar lentamente, ainda sonolento, virando-se levemente.
GG (sussurrando, com os olhos semicerrados):
— Sara...?
Ao abrir os olhos por completo, ele pisca, confuso. O quarto não é o seu. A mulher deitada ao seu lado não é Sara. É Heather, ainda adormecida, com o rosto tranquilo apoiado em seu peito. Grissom paralisa, tentando processar.
GG (baixo, assustado):
— Meu Deus... eu dormi aqui.
Grissom desce as escadas e encontra a funcionária de Heather arrumando uma bandeja sobre a mesa.
FUNCIONÁRIA (educada):
— Bom dia, senhor Grissom. Aceita um café? Chá?
GG (ainda desconcertado):
— Não, obrigado. Eu preciso... preciso ir pra casa.
A funcionária olha para ele com um leve sorriso enigmático.
FUNCIONÁRIA:
— O senhor tem alguém em casa lhe esperando?
Grissom franze o cenho, surpreso com a pergunta.
GG:
— Por que quer saber?
FUNCIONÁRIA (tranquila):
— Não sei como é sua relação... mas se fosse comigo, eu não gostaria de ver meu companheiro chegar em casa pela manhã com o perfume de outra mulher na camisa.
(Pausa)
Talvez queira trocar antes de ir. Há roupas masculinas no armário do andar de cima.
Grissom engole seco, o incômodo evidente.
GG:
— Obrigado... pelo conselho.
(E vira-se)
Ah, e... dê lembranças à Heather.
Ele sai rapidamente, como se fugisse de si mesmo — e da escolha que não chegou a fazer, mas que pesa do mesmo jeito.
No deserto
A fumaça ainda se espalha pelo céu escuro. As chamas já foram controladas em parte, mas o cheiro de pólvora e material químico queima as narinas de quem se aproxima. Catherine, Jim e Nick se dividem com lanternas, passando entre os arbustos retorcidos e pedaços do galpão espalhados.
NS (gritando): SARA!! MITCHEL!!
De repente, um policial chama:
POLICIAL:
— CAPITÃO! TEM ALGUMA COISA AQUI!
Todos correm. Atrás de uma pequena elevação de terra, cobertos por folhas, dois corpos estão caídos. Nick vai primeiro.
NS (ajoelhando-se):
— É o Mitchel! Ele está vivo, tem pulso!
Jim se abaixa ao lado de Catherine, que, ofegante, aponta mais adiante:
CW: Ali! Aquilo é o cabelo da Sara?
Nick corre até onde Catherine aponta. Sara está deitada, parcialmente coberta por uma lona rasgada. Tem ferimentos leves, mas respira, mas está desacordada.
CW: A ambulância está chegando. Vai ficar tudo bem agora, Sara.
Os paramédicos chegam, colocam Sara e Mitchel nas macas. Os dois são removidos para o Hospital Desert Palms.
Sara e Mitchel estão sendo avaliados rapidamente por equipes médicas distintas. Sara está acordada, mas com oxigênio e marcas de hematomas.
CW: Jim eu não consigo falar com o Grissom. O telefone dele só dá desligado.
JB: A última vez que o vi ele estava com Heather!
CW: Será que ele está com ela?? O mundo se acabando e ele furnicando, apesar que não né, ela perdeu a filha.... mas Heather é estranha então não sei.
JB: Sinceramente espero que ele não esteja lá porque...
A conversa é interrompida porque Nick a vista Mario:
JB: Então Mario como esta Sara e Mitchel?
CASA DE GRISSOM E SARA
A porta se abre. Grissom entra apressado, com a mesma roupa da noite anterior. Na soleira, ele para, puxa a camisa impregnada com o perfume de Heather e a retira ali mesmo. Está suado, aflito.
GG (murmura para si):
— Que noite...
Descalço, entra na ponta dos pés. Vai direto para o banheiro. Lá dentro, joga as roupas no chão, entra no chuveiro e esfrega o corpo com força, como se quisesse apagar vestígios do que não deveria ter acontecido.
Terminou o banho e foi logo para a lavanderia. Ele joga as roupas direto na máquina de lavar. Fecha com força. Respira fundo e segue para o quarto.
Grissom empurra a porta. Estranha.
A cama está intacta, perfeitamente arrumada.
GG (confuso, em voz alta):
— Onde está a Sara?
(Pausa)
Será que... será que ela soube que eu estava com a Heather?
Olha para o criado-mudo: o celular ali, apagado. Pega o aparelho e vê que está sem bateria.
GG: Merda.
Coloca no carregador e corre até o telefone fixo. Disca o número de Catherine após ver chamadas perdidas dela no telefone de casa:
Catherine está com Brass e Nick, nervosa. O telefone toca. Ela atende sem olhar.
CW (fúria concentrada):
— Gilbert Grissom, me dê um bom motivo para eu não sair daqui e arrancar seu pescoço com as próprias mãos!
Do outro lado, Grissom engole seco, mas responde com sarcasmo, tentando aliviar.
GG:
— Posso saber por que tanta agressividade com esse pobre e inocente entomologista?
CW:
— Oh, coitadinho! O homem dos insetos mais cara de pau do planeta! Você tem ideia do que está acontecendo?
GG (tentando manter a calma):
— Cath, eu só... não tinha visto que meu celular estava descarregado. Foi uma noite complicada. Estou em casa agora, ok?
CW (explodindo):
— Complicada é a situação da SARA! Você ficou incomunicável enquanto a cabana onde ela estava explodiu, ENTENDEU? ELA ESTÁ NO HOSPITAL, GRISSOM! NO DESERT PALMS!
PAUSA. Grissom fica em silêncio absoluto. A respiração falha. A cor no rosto desaparece. A mão que segura o telefone começa a tremer.
CW (mais calma, sentindo o impacto):
— Grissom...? Você ainda está aí?
GG (com a voz embargada):
— Cath... estou indo agora. Me espera aí.
Ele desliga abruptamente.
CW: Grissom espera...
Catherine desliga devagar, olhando para o telefone.
JB (curioso): E aí?
CW:
— Ele surtou. Disse que está vindo, nem me deixou explicar como ela está...
(Pausa)
Pelo menos... pelo menos estava em casa. Não com a Heather.
JB (sarcástico, mas sincero):
— Bom... isso já é um alívio.
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