Notas iniciais
Fim da novela mexicana

Grissom e Sara saíram a francesa do escritório (mais por causa da morena).

No corredor Grissom tentava conter a raiva.

Grissom (olhos fixos em Sara, voz pesada):

— Você se deu conta do que fez?

Sara (encarando firme, mas a respiração acelerada):

— Sim, Grissom. Eu escolhi dar uma chance pro Thiago viver. Não vou assistir ele morrer porque eu fiquei em silêncio.

Grissom anda ao lado dela, mãos no cabelo, nervoso.

Grissom: Ele não quer dinheiro. Ele quer você. Isso é uma execução anunciada.

Sara (aproxima-se dele, baixa a voz):

— Griss… eu não posso simplesmente ficar de fora. Thiago tá sofrendo por minha causa.

Grissom (vira-se de repente, olhos marejados de raiva e medo):

— Você e o bebê são minha vida inteira. Scott não vai te tocar. Nem por cima do meu cadáver.

A intensão de Sara era ir resgatar Thiago e com isso Grissom foi com ela em direção a casa de Dominic. Sabiam que não podiam perder tempo e queriam pegar a dupla de surpresa.

No Cativeiro...

Thiago, sentado com as mãos amarradas, tenta controlar o pânico. A respiração dele é curta. Ele escuta Scott conversando com Ben.

Ben (nervoso): Você pediu uma troca, cara! Isso é loucura. Eles nunca vão entregar a Sara.

Scott (rindo, voz fria): Vão sim. Conheço essa mulher. Ela não deixa ninguém que ama morrer por ela. Vai aparecer. E quando aparecer… eu me divirto.

Thiago fecha os olhos, engole seco. Seu coração dispara.

Thiago (pensamento): Sara… não faz besteira.

Ele força os pulsos contra a borda enferrujada da cadeira, os dentes cerrados de dor e esforço. A corda começa a ceder, fibra por fibra, até finalmente se soltar. Ele segura a respiração ao ouvir o silêncio do lugar — Scott saiu. Só Ben, distraído, continua por perto.

Com passos calculados, Thiago avança, vê o taco de beisebol largado no canto e o agarra. Numa rajada de coragem, acerta Ben com força. O sequestrador cai, atordoado. Thiago, trêmulo mas decidido, amarra o homem com as mesmas cordas que o prendiam segundos antes.

Ele respira fundo, o coração disparado, e sussurra para si mesmo, rindo nervoso:

Thiago: — Se eu tivesse um diário, ia escrever: “Euzinha, em um momento Sidle, dei com um taco na cabeça do bofe mal.”

Sem perder tempo, sai tropeçando para fora do galpão. A estrada deserta se estende à frente e ele começa a andar pela rodovia, o desespero misturado a uma estranha sensação de vitória.

No laboratório, o relógio marcava o tempo como um inimigo silencioso.

Catherine largou o telefone com força.

CW (séria): — Eles sumiram. O celular da Sara e do Grissom estão desligados.

Warrick, nervoso, passa as mãos no rosto.

WB: — Eles foram sozinhos. É claro que foram!

Nick soca a mesa, frustrado.

NS: — Droga! Sabem que é uma armadilha.

Jim chega apressado, com o casaco jogado nos ombros, e a sala inteira volta os olhos para ele.

JB: — E então? Alguma notícia?

Catherine respira fundo, a voz carregada de raiva e preocupação:

CW: — A gente perdeu eles. Só temos o ponto de encontro que Scott marcou.

O silêncio toma conta por um instante. Archie, atrás, tenta ampliar imagens de satélite da região.

Archie: — É no meio do nada, I-15. Se não partirem agora, vão chegar tarde demais.

Jim decide:

JB: — Então não perderemos mais tempo. Vamos todos pra rodovia. Se Scott pensa que vai sair impune, vai descobrir que mexeu com a equipe errada.

Já o casal teimoso...

Na escuridão da rodovia, os faróis iluminam uma figura cambaleante.

Grissom freia bruscamente. Sara arregala os olhos.

SS (quase gritando): — Thiago!

Eles correm até ele. Thiago está suado, sujo de poeira, mas quando reconhece os dois, abre um sorriso cansado.

SS (abraçando-o com força): — Amigo, como você está?

Thiago (faz uma pose dramática, apesar da exaustão): — Antes estava me borrando de medo, agora só estou cansadinha… mas prontinho pra ser uma diva no seu casamento!

SS (rindo com lágrimas nos olhos): — Analisando, está ótimo! (aperta o abraço ainda mais) Fiquei com tanto medo de te perder.

Thiago (segura o rosto dela com carinho): — Não vou negar que eu também. Mas sabia que você e o Deus Grego viriam me salvar… meus heróis.

Grissom, emocionado, toca o ombro de Thiago, aliviado:

— Agora vamos te tirar daqui. Acabou.

Grissom, ao celular com Brass, nervoso:

—Brass, encontramos o Thiago. Ben está preso na casa, mandem uma equipe para efetuar a prisão.

Brass (do outro lado, voz firme mas irritada):

Grissom vocês sabem o tamanho do risco que correram? Escuta, estamos na cola de Scott agora.

GG (suspira, troca olhar com Sara):

— Então vamos encerrar isso de uma vez.

Eles avançam pela rodovia, mas param quando, do outro lado, enxergam o carro de Scott parado.

GG (apontando com raiva contida):

— Olha o cretino lá! Viu, Sara? Ele realmente ia fazer a troca. Já pensou no que aconteceria?

SS (baixo, tocando o braço dele):

— Griss, eu sabia que você não ia me deixar ir.

Thiago (escandalizado, mas cansado):

— Amiga, você estava doida de cogitar essa troca com meu sobrinho na barriga?!

GG (erguendo as mãos, exasperado):

— Falei isso!

SS (revira os olhos, focada no carro à frente):

— Gente, será que vocês podem parar de brigar e prestar atenção no que está acontecendo lá?

Todos fixam o olhar no carro de Scott, que permanece parado na escuridão da rodovia. A tensão cresce no ar, como se o desfecho estivesse a segundos de acontecer.

A estrada está quase deserta, iluminada apenas pelos faróis distantes e o brilho da lua. O carro de Scott permanece parado no acostamento, motor desligado, como um predador à espreita.

De longe, Grissom, Sara e Thiago observam agachados atrás do carro deles.

GG (olhando em volta, cochicho):

— Ele está esperando… mas não sabe que a caça virou caçador.

Thiago (nervoso, mas tentando disfarçar):

— Só espero que dessa vez eu não seja a isca, porque já dei meu show.

Sara segura o braço de Grissom, preocupada:

— Griss, lembra que ele não tem nada a perder. Isso é perigoso.

Antes que ele responda, pelo rádio a voz de Brass soa firme:

JB (no rádio):

— Equipe pronta. Temos unidades posicionadas na retaguarda e no flanco direito.

De repente, o silêncio da noite é rompido pelo som de motores. Duas viaturas surgem das sombras da estrada, faróis acesos, fechando as laterais do carro de Scott. Ao mesmo tempo, policiais de colete avançam pelo mato com armas erguidas.

CW (pelo rádio, tensa):

— Scott Stuart! CSI e LVPD! Saia do veículo com as mãos para cima!

Dentro do carro, Scott olha pelo retrovisor e percebe que foi encurralado. Seu rosto se contrai de ódio. Ele liga o motor com um rugido, como se fosse tentar escapar.

GG (rosto fechado, murmura para Sara):

— Ele vai tentar fugir…

O motor do carro acelera, e o momento da decisão se aproxima.

Em determinado momento ele percebeu a armadilha e reagiu atirando Scott, desesperado, percebe que não tem saída e arranca o carro em alta velocidade, atirando em todas as direções. Balas ricocheteiam nas laterais da estrada, uma passa perigosamente perto de Warrick e Catherine, mas eles se abaixam a tempo, ilesos.

Scott pula do carro e corre para se proteger atrás dele, arma em punho, gritando ameaças. O coração de todos dispara, o medo tangível.

De repente, do lado onde Grissom, Sara e Thiago se posicionavam, um homem em uma moto surge do nada, rugindo sobre o asfalto. Ele dispara três tiros certeiros, e Scott cai no chão, morto antes mesmo de perceber o que aconteceu.

O homem na moto não perde tempo. Sem olhar para trás, acelera na mesma rota da estrada, desaparecendo na escuridão enquanto os policiais se aproximam, chocados com a intervenção repentina.

Grissom leva a mão à boca, respirando fundo, enquanto Sara aperta o braço dele, o choque misturado a alívio.

Thiago (ofegante, tentando rir nervoso):

— Bom… pelo menos alguém resolveu acelerar meu drama pra mim! Gente quem era o motoqueiro fantasma?

GG: Não sei, mas ele jogou essa pedra com um bilhete.

Cath e Warrick chegam nos três.

CW: Vocês estão bem?

SS: Sim, estamos! O cara que atirou deixou um bilhete. Lê aí Gil.

"Que todas as Mulheres, não só hoje mas todos os dias, sejam livres de qualquer violência e que não lhe sejam negados direitos á vida. Que sejam associadas a respeito e dignidade. Ele bate, esmurra, humilha; tem ódio mortal. Depois, fala que a ama; finge... ela o perdoa... O homicida não vê a hora de dar o bote fatal. Faço isso em memoria de minha irmã a quem lhe foi tirado a vida."

SS: Foi o irmão dela. Enfim... caso encerrado.

GG: Claro que não, vamos fechar o caso.

WB: Na verdade está fechado sim. Descobrimos que Scott matou o irmão de Ben porque o mesmo queria impedir a vingança dele contra todos que ele culpava por estar preso. Ben e Scott se conheceram na prisão e lá armaram a coisa toda.

Mais tarde, no laboratório, já silencioso e iluminado apenas pelos monitores ainda ligados, Grissom, Sara e Thiago se reúnem.

Sara se senta, ainda segurando a mão de Grissom, respirando fundo:

— Não posso acreditar que estamos todos vivos… e que isso acabou.

Grissom ajeita a postura, mas não larga a mão dela:

— Eu também não. Mas nada, nem Scott, nem qualquer outro, vai tocar vocês de novo.

Thiago, encostado na mesa, cruza os braços e solta um sorriso:

— Bom, quer dizer que agora posso ir pra casa, tomar banho e dormir sem pensar que vou ser atacado por algum lunático?

Sara ri, passando o braço pelos ombros de Thiago:

— Exatamente. E prometo que da próxima vez você não vai se meter em encrenca que precise de um Deus Grego pra salvar você.

Grissom arqueia uma sobrancelha, sério, mas com um sorriso discreto:

— “Da próxima vez”? Não acho que vá ter próxima vez… mas pelo menos, desta vez, o seu histórico de aventuras acabou.

Thiago (fingindo indignação):

— Ei! Isso foi heroico! Um verdadeiro momento Sidle!

Sara e Grissom trocam um olhar cúmplice e sorriem, aliviados.

Sara (encostando a barriga, sorrindo para Grissom):

— E olha só, você ainda tem um filho a caminho pra testar nossas habilidades de proteção.

Grissom aperta a mão dela, emocionado:

— Eu sei… e vou proteger vocês dois com minha vida. Sempre.

O trio permanece ali, em silêncio, absorvendo o alívio e o conforto de estar vivo e junto. Lá fora, a cidade de Las Vegas continua a pulsar, indiferente, mas dentro do laboratório, por um instante, tudo está em paz.

Passaram-se dias desde toda a confusão, e a equipe estava em polvorosa: finalmente chegara o grande dia, o casamento do casal de peritos.

No dia anterior, Cath havia levado Sara para se arrumar em sua casa, deixando tudo pronto para a noiva. Enquanto isso, em sua própria casa, Grissom andava de um lado para o outro, a ansiedade visível em cada passo.

BG (tentando acalmá-lo, sorrindo):

— Filho, você está assim em casa… imagina no altar! Respire fundo e fique calmo!

GG (parando, mãos entrelaçadas, voz carregada de emoção):

— Mamãe… estou com um turbilhão de emoções aqui dentro. Passando por tudo que vivi com Sara, desde que a conheci até hoje. E quando eu a ver vestida de noiva, vindo em minha direção… e ainda grávida… é… não sei nem o que dizer.

JB (sorrindo, emocionada):

— Encantador, emocionante e gratificante! Gil, depois de tudo que passaram, vocês merecem isso… aliás, ela merece ainda mais por ter te aguentado por tanto tempo e nunca ter desistido.

GG (sorrindo, concordando):

— Verdade.

JB (levantando-se, animada):

— Bom, vou para a casa de Cath. Preciso encontrar minha filha e levá-la ao altar para se encontrar com um homem de coração enorme.

Antes de sair, Beth se aproxima de Grissom com uma pequena caixinha nas mãos.

BG ( emocionada): Filho, seu pai havia feito essas alianças e guardou com a intenção de entregá-las neste momento. Cuidei delas com todo carinho e, sem vocês saberem, ajeitei e moldei ao tamanho de vocês. Ele não está aqui, mas estou cumprindo o sonho dele… e aqui estão. Seja muito feliz!

Grissom, surpreso, abre a caixinha e seus olhos brilham:

— Mamãe… você nunca me falou disso? Nossa… elas são lindas!

BG (sorrindo com lágrimas nos olhos):

— Queria lhe falar quando você encontrasse o amor da sua vida… e você encontrou, com a Sara.

Os dois se abraçam demoradamente, emoções contidas e coração aquecido, compartilhando o amor de uma família que, apesar das perdas, permanece unida.

Ao chegarem ao local da cerimônia, Grissom e Beth se deparam com Conrad chegando, com aquele sorriso inesperado no rosto.

CE (com sinceridade, mas um toque de ironia habitual):

— Apesar de nossas diferenças, confesso que nunca imaginei ver Gilbert Grissom se casando. Desejo de coração que você e Sara sejam muito felizes!

GG (sorrindo, um pouco surpreso):

— Obrigado, Conrad!

Conrad acena com a cabeça, dá um passo à frente e entra no local da cerimônia, deixando o casal com um misto de sorrisos e antecipação pelo que está por vir.

Thiago vem pegar as alianças e avisa aos dois para se posicionarem atras das portas para se dar o inicio ao cerimonial de entrada do noivo.

Thiago: Grissom, Beth, se posicionem atrás das portas. É hora de dar início ao cerimonial de entrada do noivo.

Enquanto eles se ajeitam, o noivo ouve uma voz conhecida:

— Grissom!

GG (surpreso, franzindo a testa):

— Heather?! O que você faz aqui?

LH (passando por entre os convidados, séria mas serena):

— Queria falar com você. Sei que está chateado comigo, e com razão… mas fiz tudo no impulso de um sentimento novo para mim. E, por incrível que pareça, não soube lidar. Quero e desejo que seja muito feliz com a mulher que domina seu coração e te traz um brilho nos olhos que nunca tive quando estávamos juntos. Posso te dar um abraço?

GG (hesita um instante, depois sorri): Sim, claro.

Heather o abraça rapidamente, depositando um beijo afetuoso em seu rosto. Ao se soltarem, ela faz um breve cumprimento com a cabeça para Beth e se dirige de volta ao carro, sob o olhar atento de mãe e filho.

Nesse instante, as portas se abrem, ainda de costas para a entrada, chamando a atenção de todos os convidados.

Thiago fecha as portas, olhando para o lado de fora com os olhos arregalados:

— Família Grega… o que foi que aconteceu?!

Ele segue o olhar de Grissom e Beth e percebe Heather entrando no carro.

— Babado! Aquela era Lady Heather?? Gente… ela é elegante, anda sensual e…

GG (interrompendo, sério mas tentando se concentrar): Thiago, eu quero casar.

Thiago (exageradamente indignado):

— Você não vai me contar o que aconteceu aqui?? Ah não!

GG (olhando surpreso para ele): Thiago?!

Thiago (suspirando, resignado):

— Tudo bem… agora se posicionem que eu vou reiniciar o cerimonial.

As portas se abrem novamente, e ao som de uma ópera italiana, Grissom e Beth atravessam o tapete vermelho, lado a lado, em direção ao altar. Os convidados os observam emocionados, alguns com lágrimas nos olhos, outros sorrindo amplamente, sentindo o peso e a beleza do momento.

Após cerca de vinte minutos de entrada do noivo, é a vez dos padrinhos e madrinhas. Primeiro entram os da noiva: Paola e Fred, seguidos do Professor John e sua esposa. Em seguida, os padrinhos do noivo: Albert e Lilly Willows, e Greg, que acompanha Cath até o altar antes de trocar com Jim. Mario ocupará seu lugar ao lado da mãe de Grissom, completando a formação.

Enquanto todos se posicionam, Cath se inclina discretamente e fala baixinho no ouvido do amigo:

— Sua futura esposa está linda.

Grissom, ouvindo, não consegue segurar o sorriso, abrindo um largo e sincero sorriso de felicidade, refletindo toda a emoção que estava sentindo naquele momento único.

Na casa de Cath, a animação estava no ar.

MS (sorrindo, segurando os braços de Sara): Irmã, você está divinamente linda!!! Grissom vai babar no altar!

JB (concordando, com brilho nos olhos): Realmente… ele vai ficar de queixo caído!

SS (rindo, tentando disfarçar a vergonha): Vocês dois poderiam não me deixar vermelha? Não estou tudo isso!

MS e JB (em uníssono, sorrindo): Está sim!

SS (respirando fundo, animada): Então será que podemos ir? Quero ver meu futuro marido de queixo caído!

Os três trocam olhares cúmplices e, cheios de entusiasmo, partem em direção ao local da cerimônia, deixando a casa com risos e expectativa no ar.

Na calçada, Thiago esperava o grupo enquanto eles chegavam.

Thiago (olhando para Sara, teatral):

— Pare o mundo! Sidle chegou para abalar corações… mas somente o Deus Grego é quem ficará com este lindo coraçãozinho.

SS (rindo, cruzando os braços):

— Você treinou isso, né?

Thiago (balançando a cabeça, sorrindo):

— Não, sua boba! Foi improviso… e aviso que quase roubei seu noivo de tão gato que ele está!

Antes que Sara respondesse, uma voz familiar se faz ouvir, suave e emocionada:

— Sempre imaginei um futuro nosso juntos e como seria você de noiva… mas, ao vê-la agora, percebo que superou todas as minhas expectativas.

SS (assustada, olhando ao redor):

— Hank?! O que você está fazendo aqui?

Thiago (fazendo uma expressão dramática):

— Esse é o seu ex?? Sidle, você sabe escolher homens… e hoje é o dia do ex aparecer na porta do seu casamento… segunda vez!

MS, JB e SS (em uníssono, chocadas): É o quê????

Hank, olhando para Sara, respira fundo:

— Aconteceu com Grissom. Heather veio falar com ele, talvez o mesmo que estou fazendo agora. Vim aqui ver com meus próprios olhos o que perdi por ter sido extremamente idiota com você e… Sara, você está grávida?

SS (sorrindo, firme e serena):

— Sim, Hank. Estou esperando um filho do único homem que realmente conquistou meu coração. Você não pode ter perdido algo que nunca foi seu. Seja feliz, Hank!

Sara segura o braço de Jim e começa a andar, pronta para se posicionar.

Só que Hank ainda tinha algo a dizer:

O amor é como uma grande casa que precisa ser construída por você. Ele pode sofrer com tempestades, mas continuará ali. Mesmo quando estávamos juntos, percebo agora que essa casa nunca deixou de ser construída… e hoje, você e Grissom estão finalizando a obra. Sejam felizes!

Sara apenas balança a cabeça, emocionada, e com Mario de um lado e Jim do outro, se posiciona atrás da porta, pronta para entrar no corredor e iniciar o momento mais esperado da cerimônia.

Thiago, vendo a expressão ainda surpresa de todos, não consegue se conter e solta, com um sorriso maroto:

— Gente… sério? Primeiro Heather, agora Hank! Esse casamento tá parecendo reality show de ex! Alguém avisa que aqui só entra gente que vai se comportar, ou vou ter que abrir um buffet de dramas ao vivo?

SS (revirando os olhos, mas rindo):

— Thiago! Você só sabe piorar as coisas…

JB (sorrindo discretamente, tentando manter a seriedade): Vamos, Sidle… hora de entrar.

Thiago (fazendo um gesto teatral de despedida):

— Boa sorte, pessoal! E lembrem-se: fiquem só no romance e no drama de casamento, nada de ex-problemas à vista!

SS (suspirando, rindo, ainda segurando a ansiedade):

— Thiago, vai abrir essa porta logo que eu casar!!

Thiago (fazendo uma reverência exagerada):

— Ok, furacão Sidle! Conquistadora de bofes lindos…

De repente, Mario, Brass e Sara gritam em uníssono:

— THIAGO!!!

Thiago (erguendo as mãos, fingindo inocência):

— Opa, calma, calma! Só estava aquecendo o clima!

O trio se vira para se posicionar, e a tensão divertida dá lugar à expectativa do momento mais esperado: a entrada de Sara pelo corredor.

Do lado de dentro, o noivo ansioso, nervoso e todo "oso", esperava que aquela porta finalmente se abrisse. Respirava fundo, tentando controlar o coração que batia acelerado, e murmurava para si mesmo:

“Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.” — Tom Jobim

Seus sussurros foram interrompidos quando a marcha nupcial começou a tocar. As portas lentamente se abriram, e todos os olhares se voltaram para a entrada, ansiosos para ver a noiva atravessar o corredor e transformar o momento em algo inesquecível.

Notas finais
Continuação da cerimonia...