Ricordare è Vivere
14 Alguém novo na vida de Sara
Notas iniciais
Sara estava a caminho do banho quando ouviu vozes na sala. Parou por um instante atrás da porta do quarto ao reconhecer a visitante:
Cath: Gil, você adotou mesmo um cachorro?
GG (rindo): Sim. Ele apareceu num caso complicado. Os donos foram assassinados e ele estava escondido no local, tremendo de medo. Quando me viu, veio direto pro meu colo e... bom, não consegui deixá-lo para trás.
Cath: E por que Hank?
GG:
— Hank é o nome de um personagem de uma série. Foi o que me disseram.
Cath (com ironia):
— Claro. Nada mais romântico do que nomear um cachorro com nome igual ao ex da Sara, que foi um cachorro com ela.
Do outro lado da porta, Sara teve que se segurar para não cair na gargalhada.
Apesar da leveza do momento, o dia havia sido longo e tenso. A lembrança do episódio no hospital ainda lhe dava calafrios. Precisava daquele banho, mais do que tudo. Deixou a água escorrer por seu corpo, tentando lavar não apenas o cheiro de cerâmica e hospital, mas também a sensação do medo que sentiu.
Saiu do banho, envolveu-se numa toalha e, sem forças nem para procurar uma camiseta, deitou por um instante. O instante virou sono profundo.
Mais tarde, quando Grissom entrou no quarto, a cena o paralisou por um momento.
Lá estava ela — sua Sara — adormecida em sua cama. O cabelo solto espalhado pelo travesseiro, a pele ainda úmida do banho refletindo a luz suave que vinha do abajur. Enrolada na toalha branca, parecia frágil e ao mesmo tempo completamente em paz. Como um anjo que o destino colocou ali só para ele.
GG (sussurrando para si):
— Meu adorável anjo...
Tomou um banho silenciosamente e voltou ao quarto, tentando não acordá-la. Deitou-se ao lado dela e, como num instinto natural, Sara se virou no sono e se aninhou em seu peito. Grissom envolveu-a com o braço, puxando-a suavemente para mais perto.
Ali, no silêncio do quarto, ele a observou por mais alguns minutos. Depois, fechou os olhos e adormeceu com um leve sorriso no rosto, como quem finalmente estava exatamente onde deveria estar.
Horas depois aqueles raios de sol suaves atravessavam a cortina o despertando. Sara ainda dormia profundamente, brincou com seus cabelos, tocando nas mechas com cuidado. Depois se recostou nos travesseiros, feliz de poder admirá-la indefinidamente. Enquanto fazia isso, as pálpebras de Sara se abriram e puxando o lençol sobre os seios olhou para o lado “OI!”
GG: OI! Acordei você?
SS: Talvez, não tenho certeza, mas senti você aqui.
Grissom estava embaraçado para falar qualquer coisa. O que será que alguém podia dizer ao acordar ao lado de um adorável anjo nu?
GG: Sara…
Ela deu um sorriso, discreto, mas sensual e devagar ela foi largando o lençol.
Ele observava Sara, calado, com o coração aos pulos, enquanto ela deixava o tecido descer sob o olhar atento dele para os seios rijos que tinham os mamilos intumescidos.
SS: Gil? Ele que até em tão só observava...
GG: Sara... Eu nunca tive tanto medo quanto eu senti ontem. Só pensava no que aquele doido podia fazer, no que…
SS: Gil olha vamos esquecer, estou aqui e…
Sem a deixar falar mais nenhuma palavra, Gil puxou Sara para perto e afundou a cabeça na curva do seu pescoço onde havia o hematoma. Devagar ela puxou a camisa do pijama dele e o próprio livrou-se do resto em segundos. Ela deslizou as mãos sobre o peito dele e ondas intensas de desejo percorreram o corpo de ambos. A morena inclinou-se e deu vários beijos no tórax do supervisor.
Gil instigado pela intensidade do desejo assumiu o controle, baixou a cabeça e começou a beijar e acariciar lhe os seios, mordiscando as protuberâncias intumescidas. Resolveu explorar o corpo de sua musa, fazendo várias caricias, deixando sua namorada contorce-se de puro deleite.
Quando ele chegou perto de seu ventre, Sara pensou que não seria capaz de aguentar tanta emoção.
GG: Sara querida, meu amor...
Segurou o rosto dele... ‘Oh, GIL- Eu preciso muito de você agora “...
Quando ele cobriu o corpo de Sara com o seu, viu estrelas brilharem, seu corpo queimava. Conclui a penetração com suavidade. A entrega de ambos foi total, foram tragados numa espiral de prazer que os fazia quase perder os sentidos, até atingirem o clímax. Foram voltando a si um nos braços do outro.
SS: Desse jeito vou ficar mal acostumada, você vai ter que ter fôlego... Caíram na risada
GG: Você que está me acostumando mal
SS: Hei! Sabia que eu ouvi o início da sua conversa com a Cath ontem? Quer dizer que o nome do cachorro é Hank? Coitado kkkkk, mas amei o Hank, ele é um cachorro lindo.
GG: Ainda bem que você amou só o cachorro não o Paramédico.
SS: kkkkk deixa de ser ciumento seu bobo. Eu nunca amei o paramédico porque meu amor sempre foi seu.
Foram para o banho juntos e depois prepararam algo para comerem porque logo teriam que ir trabalhar. Deram uma volta com Hank, descansaram um pouco e partiu plantão.
O namoro estava indo de vento em poupa. Conseguiam dividir bem profissional do pessoal.
(com exceção do ciúmes de ambos).
Dividiam-se entre os dois apartamentos, mas Grissom queria mais, sentia falta dela, de acordar sempre ao lado dela, dos passeios em dupla com Hank. Nem sempre passavam a noite juntos devido ao trabalho, Sophia havia se transferido e não estava mais com eles, então a equipe agora era só a morena, Greg e Grissom que muitas das vezes ficava preso no laboratório devido a quantidade de relatórios. A correria do dia a dia estava incomodando muito o supervisor, afetando seu humor e consequentemente estava afetando a parte intima, sentia “falta” dela. Não que fosse viciado em sexo, até por que antes sua vida sexual era uma negação mas o namoro meio que o deixou mal acostumado e seu corpo pedia, reclamava a falta. Eles já estavam juntos há 02 meses, tempo suficiente para o supervisor se acostumar com a presença dela diariamente em sua vida tanto pessoal quanto profissional, porém queria mais. Queria chegar em casa com ela ou já encontra-la em sua sala, queria ir dormir junto dela todas as noites ou dias (devido ao horário de trabalho).
Certo, estava decidido, iria propor que os dois morassem juntos e acabar com o vazio que sente quando depois de um momento de amor ela levanta e diz que precisa ir para casa.
Passa-se 01 semana e tinham combinado de irem jantar em restaurante afastado de Vegas mas algo de terrível acontece e o compromisso vai precisar ser cancelado.
Grissom estava no seu escritório quando o telefone dele toca. Jim começa a falar e as feições do supervisor mudam rapidamente. Termina a ligação e vai procurar Sara e Greg que estão na sala de análises terminando um caso. Chegando lá encontra só a perita
GG: Oi Sara, falta muito para terminar??
SS: Não, basicamente está concluído. Eu e Greg estamos só finalizando a provas para arquivamento. Aconteceu alguma coisa? Você parece nervoso.
GG: sim, ééé… Jim ligou avisando que Nick foi sequestrado na cena que estava trabalhando. Estou indo com Cath para lá.
Sara levou a mão a boca tamanho o susto. “Meu Deus meu amigo está em perigo.”
GG: Preciso ir, qualquer novidade nos falamos.
SS: Certo e Gil... Cuidado
Olhando para os lados a beija rapidamente e saí.
Nick Stokes foi levado para um lugar afastado de Vegas e enterrado vivo.
O clima no laboratório era de desespero contido. O tempo parecia escorrer como areia entre os dedos enquanto Nick Stokes lutava pela própria vida debaixo da terra. Todos estavam exaustos, olhos vermelhos, vozes roucas de tanto discutir estratégias e possibilidades.
Foi quando chegou o envelope.
Grissom abriu o pacote cuidadosamente e retirou a fita. Em silêncio tenso, levou até a sala de vídeo, seguido por Catherine, Warrick e Brass. Ao darem o play, o estômago de todos se revirou: a imagem era claustrofóbica. Nick, em pânico, respirava com dificuldade dentro de um caixão de acrílico. Havia uma arma sobre seu peito e, ao lado dela, um bilhete perverso: “meio mais rápido de morrer do que esperar seus amigos lhe salvar.”
Sara viu a movimentação e correu para a sala quando a fita já estava sendo exibida. Colocou as mãos na boca e prendeu a respiração ao ver o colega naquela situação.
Horas se passaram. A tensão crescia à medida que o tempo diminuía. Foi então que o sequestrador fez contato, exigindo um milhão de dólares de resgate. Com o prazo definido, a pressão se tornava insuportável.
Catherine teve a ideia mais ousada: recorrer ao próprio pai, o magnata Sam Braun. Para a surpresa de todos, Sam topou — talvez por respeito à filha, talvez por puro senso de drama. O dinheiro foi providenciado, e Grissom se prontificou a fazer a entrega.
Antes de sair, foi até uma das salas do laboratório onde Sara ainda tentava cruzar dados com satélites. Ela o viu na porta, semblante firme e contido.
GG: Sara... já vou.
SS (levantando-se de súbito):
— Oi, Griss. Tome cuidado! Por favor...
Percebendo que estavam sozinhos, ela o puxou discretamente para um canto escondido da sala, longe de qualquer visão externa. Ali, no breve abrigo daquele corredor apagado, Sara envolveu-o num abraço apertado. Em seguida, segurando seu rosto com as duas mãos, o beijou com urgência e carinho.
SS (voz trêmula):
— Pelo amor de Deus, não ouse me abandonar. Volte para casa... eu e o Hank precisamos de você.
Grissom, tomado pela emoção do momento, encostou a testa na dela e sussurrou:
GG: Eu prometo voltar.
Beijaram-se novamente, um beijo silencioso, carregado de medo e amor. Depois, ele respirou fundo, soltou-se devagar, e partiu sem olhar para trás. Estava na hora.
O galpão era o retrato do abandono e do perigo. O teto metálico pingava água, o chão estava coberto por restos de entulho, pedaços de madeira podres, ferrugem e um cheiro ácido no ar. O silêncio ali parecia gritar. Grissom caminhava lentamente, atento, os passos ecoando entre sombras. Um cachorro morto em um canto deixava claro que aquele lugar não tinha espaço para vida.
De repente, uma voz emergiu da escuridão.
Sequestrador:
— Você realmente trouxe o dinheiro... nada de FBI, sem SWAT... corajoso, doutor.
Grissom permaneceu calado, encarando o homem que se aproximava lentamente. Ele carregava um leve sorriso de escárnio no rosto e olhos frios.
Sequestrador:
— Esse tal de Nick deve ser importante pra você.
(Pausa, ele começa a circular Grissom)
— Colega? Amigo? Um filho talvez? A dor de não poder salvá-lo... angústia... impotência... culpa...
GG (duro): Onde ele está?
O homem apenas riu, baixo. Abriu a blusa devagar, revelando um cinto preso ao corpo — repleto de explosivos.
Sequestrador (calmo):
— Fim de jogo, doutor. Ahhh, melhor se afastar!
GG (recua): Espere...!
Mas já era tarde. O homem puxou o detonador.
BOOOOM!!!
A explosão rasgou o galpão. A estrutura tremia, janelas estouraram, fogo e estilhaços voaram em todas as direções. Do lado de fora, a equipe de vigilância ouviu o estrondo ensurdecedor.
Sara, que monitorava a distância, levou as mãos à boca. Sentiu o corpo gelar e um tremor invadir seus dedos.
SS (sussurrando): Gil... por favor...
Imediatamente todos avançaram. Jim Brass e Warrick foram os primeiros a entrar no local devastado, coberto de fumaça e pó. A ambulância atrás deles iluminava com faróis os escombros.
JB (gritando): Gil!! Cadê você??
Uma tosse fraca respondeu. A poucos metros, caído entre os destroços, Grissom estava coberto de fuligem e com os tímpanos zumbindo, mas consciente.
GG (fraco):
— Aqui... ele explodiu na minha frente... não disse nada... nada...
WB (segurando o braço dele):
— Calma, cara. A gente te tira daqui. Vai ficar tudo bem.
Enquanto o supervisor era colocado na ambulância, os outros da equipe chegavam em disparada.
CW (ao vê-lo):
— Gil! Meu Deus... você está bem? Que susto!
GG: Estou... só um pouco atordoado... e de mãos vazias.
CW (segura o ombro dele):
— A gente vai achar o Nick. Não vamos parar.
Sara apareceu logo depois, o olhar vasculhando cada centímetro até encontrar ele sentado na ambulância. Seus olhos se encheram d’água, mas ela controlou a emoção. Aproximou-se e discretamente segurou sua mão.
SS (voz baixa, aliviada):
— Hei... você cumpriu a promessa. Está inteiro.
Grissom a olhou com ternura, o rosto marcado pela fumaça, e deu um sorriso de canto.
SS (soltando sua mão):
— Bom... vou trabalhar. Tchau!
GG (sem soltá-la logo): Tchau...
Ela se afastou, mas o toque ainda permanecia na memória dele como um lembrete silencioso: ele tinha voltado por ela. E agora, eles tinham que salvar Nick.
Avaliam o galpão e Cath olhando o dinheiro ainda comenta:” tanto trabalho pra nada”. Sara vasculhando o local encontra um polegar que ajuda a identificar o sequestrador.
A descoberta da identidade do sequestrador — pai de Kelli Gordon, que se encontra detida em uma penitenciária, condenada em um caso resolvido pelo laboratório — foi o ponto de virada. Ele jamais aceitou o veredito e decidiu vingar-se atacando a equipe que, segundo ele, havia destruído sua filha.
Com base nessa informação, a equipe intensificou as buscas e, após longas horas de rastreamento, finalmente encontraram Nick enterrado em uma área isolada no deserto. Fraco, desidratado e coberto de picadas de formiga, mas vivo.
No calor da emoção e alívio, Grissom, ainda sujo de fuligem, procurou Ecklie:
GG: Quero a equipe toda reunida novamente. Isso só foi possível porque estávamos juntos.
Com a autorização concedida, decidiram ir ao hospital ver como Nick estava. Chegando lá, foram recebidos por um médico alto, de jaleco impecável e postura serena.
Médico:
— Boa noite. Sou o doutor Mario Salvatore e estou acompanhando o amigo de vocês. É uma honra conhecer quem faz tanto pela justiça de nossa cidade. Posso saber seus nomes?
GG (pronto e direto):
— Sou Gil Grissom. Estes são Greg Sanders, Catherine Willows, Warrick Brown e... Sara Sidle.
O médico apertou as mãos com cordialidade, mas ao olhar para Sara, seus olhos pareceram demorar um segundo a mais. O grupo notou. O olhar foi cortado apenas quando Catherine pigarreou e retomou o assunto.
CW (sorrindo):
— Doutor Mario... e o Nick? Como ele está?
MS (despertando do transe):
— Oh, desculpem-me... Nick está em observação. Está recebendo hidratação intravenosa e medicação por conta das picadas de formiga. Felizmente, o quadro é estável. Se continuar bem, em três dias poderá ter alta e completar a recuperação em casa.
WB: Excelente notícia. Ele está acordado?
MS: Adormeceu logo após a medicação. Sugiro que voltem pela manhã, será bom para ele ver os rostos familiares.
GS: Obrigado, doutor. E... bem-vindo à nossa realidade de adrenalina.
O grupo se despediu e desceu ao estacionamento. Já mais relaxados, o cansaço começava a pesar, mas Greg não resistiu à provocação:
GS (brincando):
— Bom, parece que ganhei um concorrente para disputar a atenção da Sara. Viram a forma como o doutor Salvatore olhou pra ela?
CW (rindo):
— Ohhh, se vi! Tem gente que já começou a ganhar fã clube!
GG (seco, mas com humor):
— Vamos dormir. É o melhor que fazemos agora.
Todos riram discretamente enquanto entravam nos carros. E mesmo que não dissesse em voz alta, no fundo Grissom sabia: talvez a maior ameaça à sua paz... fosse um jaleco branco.
[Interior do carro – noite, a caminho de casa]
O silêncio no carro era confortável, quebrado apenas pelo som baixo da música no rádio. Grissom dirigia com os olhos fixos na estrada, enquanto Sara observava o reflexo das luzes passando pela janela. Após alguns minutos, ela resolveu quebrar o silêncio, com um tom leve e carinhoso:
SS:
— Gil… não fica chateado, tá? Eu nem prestei atenção no médico.
Grissom desviou os olhos por um segundo para ela e depois voltou a encarar a estrada. Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto.
GG: Querida, tudo bem. Eu sei que você é linda, inteligente, e que os homens vão olhar. Mas é só isso… eles só podem olhar.
Sara sorriu, tocada pela segurança tranquila do namorado. Inclinou-se levemente para perto dele e, com um gesto suave, fez um carinho em seu rosto.
SS: Sim, vão só olhar, meu amor. Só você tem o pacote completo — beleza, cérebro e exclusividade. Assim como eu tenho o meu.
Grissom deu uma risadinha curta e respondeu num tom brincalhão:
GG: Ah, então além de tudo sou um pacote?
SS: O pacote. E eu sou a sortuda que recebeu na porta de casa… com frete grátis.
Riram juntos e seguiram o restante do trajeto em paz, mãos entrelaçadas sobre o câmbio, como quem sabia que, mesmo com todas as tempestades, o amor deles tinha se firmado no lugar certo.
[Casa de Grissom – alguns minutos depois]
Assim que a porta foi aberta, um som animado de patas ecoou pela sala. Hank veio correndo pelo corredor, com a cauda abanando freneticamente, como se tivesse passado dias sem ver os dois.
SS: Oi, meu amorzinhoooo! Que saudade, Hank!
Sara se agachou para recebê-lo e foi imediatamente coberta de lambidas, enquanto ele girava em círculos em torno dela. Grissom entrou logo atrás e fechou a porta, rindo da cena.
GG: Pronto. Confirmado. Perdi a namorada pro cachorro… de novo.
SS: (ainda rindo)
— A gente já conversou sobre isso, lembra? Você divide… mas continua com prioridade.
Hank então foi até Grissom, que também se abaixou e o acariciou atrás da orelha.
GG: Obrigado por cuidar da casa, parceiro. Agora que estamos de volta, pode descansar.
O cachorro latiu baixinho como se entendesse, e logo se aconchegou no tapete da sala. Grissom e Sara se entreolharam, ainda sorrindo, compartilhando um daqueles silêncios que diziam muito.
SS: Eu vou preparar um chá… você quer?
GG: Só se você me acompanhar.
Ela assentiu e caminhou até a cozinha, enquanto ele tirava o casaco, olhou para Hank e disse em voz baixa:
GG: Ela é incrível, né, garoto?
O cão apenas balançou o rabo e soltou um suspiro satisfeito. A noite finalmente tinha voltado a ser tranquila.
No outro dia Sara foi com Cath ao hospital para visitar Nick.
Quando iam em direção ao quarto encontraram o doutor Mario no corredor:
MS: Boa tarde Sara e Cath!!! Nick amanheceu muito bem hoje.
CW: Que bom, ficamos felizes em saber.
MS: Sara eu poderia falar com você depois da sua visita? É uma dúvida que preciso tirar.
Sara se espanta com o pedido mas aceita: “Sim, sem problemas. Pode ser na lanchonete em 30 min?”
MS: Sim, lhe aguardarei lá.
As duas entraram no quarto e Cath logo foi brincando com Sara contando a Nick a história.
NS: Sara você vem me visitar e arranja um namorado?
SS: Não é nada disso e pelo jeito você está ótimo né??
CW: Ele está ótimo mesmo… mal acordou e já está fazendo piada.
NS: (sorrindo) Não é todo dia que minha colega vem me visitar e já arranja um pretendente no hospital.
SS: (revira os olhos, divertida)
Nick, pelo amor de Deus… Ele só quer tirar uma dúvida médica. Aposto que é algo técnico sobre o laboratório.
CW: (cruzando os braços, irônica)
Ahhh claro… dúvida médica que se resolve na lanchonete com hora marcada. Parece super profissional.
NS: Me avisa se o doutor precisar de testemunhas pro casamento, tá?
Todos caíram na risada. Sara, corada, balançou a cabeça.
SS: Vou começar a me arrepender de ter vindo. Devia ter mandado só flores.
CW: Mas aí perderíamos o show.
NS: Só me promete uma coisa: se ele se apaixonar, não deixa o Grissom saber, ou vai sobrar pra todos da equipe.
SS: (tentando conter o riso) Palhaço!! Agora chega, você devia estar descansando e não causando.
CW: Ela tem razão. Vamos te deixar repousar. Depois passo aqui com um café — olha para Sara com malícia — ou com as últimas fofocas da lanchonete.
NS: Quero os dois. Vai lá, doutora do coração.
As duas saem do quarto rindo, e Sara respira fundo, sentindo uma leve pontada de nervosismo enquanto se aproxima do encontro inesperado com o médico.
Segue em direção a lanchonete.
A perita logo a vista o médico:
SS: Bom espero que não tenha feito você esperar muito?!
MS: Não, na verdade eu que estou te devendo desculpas por todo o jeito.
SS: Sem problemas. Você me disse que queria tirar uma dúvida, o que seria?
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