Rick e Kate, Amor Verdadeiro
6 Capítulo 6
Notas iniciais
No distrito, Ryan e Esposito estavam diante do quadro branco e ambos sentiam muito a ausência da chefe, a Beckett, pois, ela, mais do que ninguém, sabia organizar as ideias e aquele quadro e também sabia, como ninguém, dirigir as investigações, direcionando-os aos locais apropriados.
No quadro branco havia as fotografias:
VÍTIMAS: MARIA SMITH e ANTONY SMITH e
ÚNICO SOBREVIVENTE: "PEQUENO SMITH".
Havia também as fotografias do local do crime e dos projéteis que mataram as vítimas.
Esposito e Ryan também estavam sentindo falta do Castle, pois, apesar das suas teorias malucas, também tinham teorias maravilhosas que chegavam, muitas vezes, a solução do caso. E, sem a Beckett e o Castle, eles estavam sem saber o que fazer para solucionar o caso do assassinato do casal Smith. Eles pediram a Gates para fazer o teste de DNA para conferir a paternidade do pequeno Smith. O resultado deu positivo. Pelo menos isso eles acertaram. O garotinho era realmente filho do casal. Foram à luxuosa residência do casal. Não encontraram nada de importante lá, nem mesmo a certidão de nascimento do garoto. Acharam alguns álbuns de fotografias antigos e outros novos.
Foi então que Ryan se lembrou de olhar as câmeras de segurança do prédio. Investigariam as imagens de toda a semana do crime. Detiveram-se naquelas do corredor do apartamento, do elevador, da portaria e da garagem próximo à vaga onde se localizava o carro do casal e assistiam as cenas atentamente e anotavam os pontos coincidentes que lhes chamavam atenção e... Bingo! Um mesmo homem aparecia várias vezes na porta da casa da família Smith e ao lado do carro da família Smith, sempre discutindo com o Sr. Smith. E em dois momentos, o Sr. Smith foi empurrado ao chão e a Sra. Smith foi socorrer o marido, sendo maltratada e insultada verbalmente pelo estranho. Só tinham imagens, sem sons, mas dava para perceber o insulto pela expressão do rosto do agressor. Esposito ampliou a imagem, e conseguiu identificar a pessoa por meio de leitura óptica, junto ao Sistema Digital de Identificação Única, onde obtiveram não só sua fotografia bem assim seu nome completo e o número do seu seguro social, com todos os seus dados, endereço. O seu nome era John St’Jones .
Colocaram, então, uma terceira fotografia no quadro branco:
SUSPEITO: JOHN ST’JONES.
Neste mesmo momento, Ryan colocou a Capitã Gates a par das novidades e comunicou que precisavam das imagens das câmeras de segurança da rua onde o crime ocorrera, a fim de verificar se o mesmo homem do prédio estivera na rua do crime. A Capitã Gates imediatamente solicitou ao órgão competente as imagens. Ryan e Espo foram pegá-las e não foi nenhuma surpresa quando encontraram o mesmo homem já identificado anteriormente, no mesmo horário apontado pela médica legista, Dra. Lanie Parish, como sendo a do crime. Bingo!
Imediatamente, já prevendo o pior, Espo e Ryan solicitaram que a Capitã Gates expedisse o Mandado de Arrombamento e de Prisão em desfavor do suspeito, John St’Jones, para o caso dele se negar a ir espontaneamente prestar depoimento na 12ª DP.
Esposito e Ryan foram à residência de John St’Jones, acompanhados de mais quatro policiais. Um bairro excelente. Prédio bonito e muito luxuoso, de altíssimo nível. Chegando, eles anunciaram – Polícia de Nova York, abra a porta. – Fez-se silêncio. Eles tornaram a repetir. – Polícia de Nova York, abra a porta. – Novo silêncio. Então, Esposito, afastou-se um pouco e arrombou a porta com os pés. O ambiente foi todo revistado e nem sinal do seu proprietário. O apartamento era muito bem mobiliado. Decoração feita com ajuda de arquitetos renomados, com certeza. Não havia ninguém na casa. Quando estavam quase desistindo e saindo da suíte principal, Ryan ouve um pequeno barulho vindo do closet. Esposito faz sinal para os companheiros e ele próprio se posiciona de um lado com um dos policiais e os outros dois ficam do outro lado e o Ryan abre a porta meio que de lado e o John St’Jones estava escondido atrás das roupas. Esposito dá voz de prisão para ele e disse seus direitos, que mesmo armado, não teve outra saída, que não jogar a arma no chão e se entregar. Os policiais o tiraram para fora do cômodo e o algemaram. Em seguida o levaram para dentro do carro patrulha e seguiram em direção ao distrito.
Chegando lá foram direto para a Sala de Interrogatórios. Ryan e Espo conduziram o interrogatório que foi assistido pela Capitã Gates por meio do visor.
— Qual a sua ligação com as vítimas? – Perguntou Espo.
Silêncio total.
Esposito repetiu a pergunta, desta vez com maior ênfase. — John St’Jones, qual a sua ligação com as vítimas?
— Maria era minha irmã.
— Maria Smith?
— Seu nome completo era Maria St’Jones Smith.
— E qual o motivo de você ter assassinado a sua própria irmã, Maria St’Jones Smith, e o marido dela, o Antony Smith? – Espo perguntava querendo realmente saber o motivo daquele crime hediondo.
— Eu queria a guarda do meu sobrinho, o Petter, e a minha irmã e o meu cunhado não queriam me dar. — John St’Jones falou baixo, como estivesse com vergonha do seu ato.
— Mas porque você queria a guarda do seu sobrinho. Porque isso era importante para você? – Perguntou Espo.
— Porque há uma cláusula no testamento de meu pai que os netos herdam a maior parte de sua fortuna. Os pais serão somente seus tutores. Eu e meus irmãos, receberemos a menor parte da herança. – Respondeu John St’Jones.
— Porque ao invés de matar sua irmã e seu cunhado você não teve seus próprios filhos. Com certeza seria mais fácil e não te causaria problemas com a Justiça. – Ryan perguntava para John St’Jones, achando incrível que um irmão tenha matado sua própria irmã.
— Eu tenho um problema de saúde que me impede de ter filhos. – Sussurou John St’Jones. Ryan ficou sensibilizado, até porque ele próprio passou meses tentando ter filho e, agora, sua esposa, a Jenny estava grávida, e ele em breve finalmente se tornaria pai.
— Mas você partiu para o modo mais irracional. – falou Espo — Você já é um homem milionário. Você mora em um bairro maravilhoso, vive muito bem, tem uma profissão invejável. Sua herança, mesmo não sendo a maior parte, é uma quantia que você nunca teria condições de gastar durante toda a sua vida. Mesmo assim você teve sede de mais dinheiro? – Espo estava com muito nojo daquele homem.
John St’Jones olhou para baixo. Silêncio total na sala.
— John St’Jones, você tem outros irmãos? – Ryan perguntou
— Sim. — John St’Jones sussurrou.
Esposito levantou-se e se dirigiu para o lado da cadeira onde o John St’Jones estava sentado e falou com ele — John St’Jones, levante-se. John St’Jones, você está preso pelo assassinato de Maria St’Jones Smith e Antony Smith.
As lágrimas desciam pelo rosto de John St’Jones, talvez, neste exato momento, tenha meditado sobre a besteira que tinha feito.
— Eu preciso do meu advogado. – falou John St’Jones.
— Vamos levá-lo para uma outra sala. Seu advogado vai se encontrar com você lá.
O Promotor foi avisado da conclusão do caso. Chegou a ordem para os policiais levarem John St’Jones à penitenciária. Seu advogado conversou com ele durante muito tempo. O caso agora estava com a Promotoria e não mais nas mãos da 12ª DP.
Esposito e Ryan estavam colocando as fotografias do quadro branco na caixa, haja vista a final do caso, com êxito.
Antes mesmo de terminar de arrumar a caixa, Ryan pegou o bloco onde anotara os nomes e os telefones dos irmãos de Maria St’Jones Smith a fim entregar à Capitã Gates que providenciaria passar para às mãos da Assistente Social a fim de verificar o interesse deles em ficarem com o pequeno bilionário Petter St’Jones Smith.
Feito o relatório, Ryan levou a caixa do caso Smith para o Arquivo Morto. Caso encerrado. Retornou à sua mesa para a última revisão ortográfica do relatório juntamente com seu colega, Espósito e encaminhá-lo à Capitã Gates.
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