Rick e Kate, Amor Verdadeiro
4 Capítulo 4
Notas iniciais
No capítulo anterior:
Quando chegaram ao loft, cheios de sacola das compras para o pequeno Smith, Kate pediu a Rick para colocar água morna na banheira para dar banho no bebê.
— Amor, você vai me ajudar e me ensinar porque eu nunca dei banho em um bebê. Eu não quero afogá-lo. – Kate falou para Rick.
Castle abraçou Kate e o bebê ao mesmo tempo. Deu um beijo nela e sorriu. – Meu amorzinho, amorosa e cuidadosa do jeito que você é, nunca que você ia deixar afogar o bebê, querida. Mas eu vou te ajudar e te ensinar. Eu vou ficar ao seu lado. Eu te amo. – Ele deu outro beijo nela. — Pelo visto, quando os nossos filhos nascerem, você vai estar perita em bebês. – Ele sorriu e a beijou mais uma vez. – Meu Deus, como eu te amo, Kate.
— Oh, Rick, eu também te amo muito.
Em seguida ele foi abrir as torneiras da banheira da suíte deles.
Kate foi pegar os produtos novos que comprou para o banho do bebê: sabonete, shampoo, condicionador, toalha. Colocou sobre a cama dela a fralda descartável, o creme contra assaduras, uma roupinha confortável e a escova de cabelo com cerdas macias, própria para bebês.
Kate foi com o bebê para o quarto deles, e Rick a orientou que colocasse sobre a cama uma toalha grossa bem macia para por o bebê a fim de começar a tirar sua roupa e a fralda suja. Ele foi ensinando, gradativamente, ela fazer todo esse serviço. Tudo era novidade para ela.
— Rick, ele está com o bumbum muito sujo. – Kate fez cara de nojo – Eu não vou fazer isso. Você limpa.
Divertido, ele falou para ela – Não, querida, você tem que aprender. Oh! É assim que você quer engravidar? – Ele sorriu para ela. – Ou você pensa que os nossos filhotes não vão fazer isso também? — ele abusou ela – Hum! Esse bebê até que é comportado. Às vezes Alexis fazia cocô, a fralda vazava e ela se melava toda, era um horror!
Kate olhou para Rick e fez cara de nojo seguida de dengo, mas não adiantou nada. – Querida, é melhor você aprender agora porque eu estou disponível, meu bem. Já pensou se na época que você tiver nosso primeiro filho eu estiver em turnê com meu livro?
Kate arregalou os olhos e fez cara de chateada — Richard Castle, você não me invente fazer turnê com seu livro e ficar autografando nos peitos das mulheres na época em que eu estiver para ter um filho seu. – Kate continuou com a cara de mau, mas que Rick, que não era bobo, sabia muito bem como quebrar a brabeza dela.
Rick a abraçou e deu um monte de beijinhos pelo seu rosto – Minha birrentinha, primeiro você fique sabendo que eu não dou mais autógrafos nos peitos das mulheres – Kate olhou para ele, mordeu os lábios inferiores e fez cara de dengo. – Segundo, desde que estamos juntos, você já me viu viajar sozinho fazendo turnê de meu livro, amor? – Kate negou com a cabeça. – Então, Kate. A Gina estava até muito chateada comigo, porque a última turnê que eu tinha ido foi quando eu disse que ia passar o verão com ela nos Hamptons para terminar de escrever o livro, você lembra?
Ela parou na mesma hora de fazer dengo e o olhou com raiva. – Você deve estar de brincadeira comigo. — Ela semicerrou os olhos e o encarou — Você quer mesmo que eu responda esta pergunta, Richard Castle? Você jura que quer que eu responda se eu lembro que você foi passar o verão de 2010 com a Gina e me largou sozinha, sofrendo?
— Kate, quantas vezes você quer que eu repita que a Gina não ficou nem dois dias lá, porque eu só pensava em você. Eu nem precisei mandar ela embora. Ela própria se sentiu rejeitada porque eu só falava em você e a instalei no quarto de hóspedes. Você sabe disso. Ela foi embora, eu fiquei lá sozinho e eu terminei o livro. Eu só consegui terminar o livro rápido porque você não me saia da cabeça. Eu só pensava em você e quanto mais eu pensava mais eu escrevia. Não é a toa que você e minha musa inspiradora — ele sorriu — Imediatamente após o livro sair da gráfica, passei o resto do verão fazendo a turnê com ele. E depois que estamos juntos, não queria deixar você sozinha por nada. Eu só tenho feito lançamento do livro aqui mesmo em Nova York, ou fora daqui quando você pode ir comigo. Então, somente agora eu aproveitei este período que você estava em Washington e viajei com o meu livro, somente porque você me proibiu de visita-la, então eu tinha que me ocupar com alguma coisa senão eu ficava louco. E foi bom, porque, segundo a Gina, as vendas da coleção Nikki Heat quadriplicaram e as outras coleções também. Os seis livros da coleção Nikki Heat estão na lista dos mais vendidos. Eles não saem de lá. Estão apenas alterando a classificação entre eles, mas a maioria das vezes ficam entre o 1º e o 6º. Estamos bem na fita. — Ele sorriu para ela. — Então, minha linda detetive Kate Beckett, já que a senhorita está de volta a Nova York, e já que o nosso noivado já é público, quando a Gina agendar uma nova turnê, eu te aviso e você fala com a Gates e pede a ela férias, folga, licença, sei lá o nome que você quiser dar, porque sozinho eu não vou e sozinha eu não vou te deixar, entendeu, amor? – Rick deu um beijo rápido em Kate. – Vamos tratar logo de dar banho neste garotão, antes que a situação dele se agrave e ele faça mais sujeira?
— Entendi, Sr. Richard Castle. Entendi perfeitamente bem. Entendi tudo. Depois eu é que sou mandona, não é? – Ela sorriu para ele e devolveu o beijo. – Mas eu vou adorar viajar e dormir com o meu escritor favorito. Vai ser excitante. Uuuui! Olhe, eu me arrepiei toda. – Ela piscou para ele e deu um selinho, só que Rick não se contentou com o selinho e prolongou o beijo – Castle! Você está me distraindo e temos que dar logo o banho neste garotão, querido, mas antes me oriente como é que eu vou limpar toda essa coisa aqui, amor. Ai, ele se mexeu e espalhou mais ainda. Se fosse menina, eu sabia até onde limpar, mas menino... – Ela olhou para ele cheia de dúvida. – Ela lançou para ele um olhar de socorro e ele deu uma sonora gargalhada.
Então Castle foi dando passo a passo para Kate fazer toda a higiene íntima do bebê. No início ela ficou um pouco receosa. Mas depois ela pegou o jeito. Em seguida, ela o levou para a banheira e, sob a orientação do noivo, ela deu banho no bebê, segurando-o com jeito, lavando a cabeça com cuidado para não entrar água no ouvido.
Depois de concluído o banho, o secou, colocou o creme contra assaduras e a fralda descartável.
— Ele é tão lindo, amor. Ele até parece que é nosso filho. Ele tem os olhos verdes e graúdos como os meus e a pele dele, amor, que coisa mais linda! É alva igualzinha a da Alexis e o cabelo eu acho que vai ser igual ao seu. Rick, se essa coisa fofa não tiver família vamos pedir preferência para adotá-lo? Por favor, amor. Eu não sei se vou engravidar. Eu já estou com trinta e cinco anos. Pense com carinho nesse meu pedido. Eu sei que você também gostou dele. – Kate deu um selinho nele.
— Meu amor, não vá se apegar muito ao pequeno Smith. Eu não quero que você sofra. Lembre-se que é uma guarda provisória, querida. Ele pode ir embora daqui a um mês, como pode ir embora amanhã. E ele deve ter família. Os meninos estão pesquisando. Talvez até o final da semana eles já tenham notícia. Eu acho que até foi prematura a compra do berço, pois talvez ele nem use muito.
— Eu sei que a guarda é provisória Rick, eu sei. Eu sei que ele pode ter família. Eu só estou dizendo que ele é lindo e que tem o nosso biótipo. E "se", eu disse "SE" na hipótese de não haver família se nós poderíamos adotá-lo. Somente isso que eu falei.
— Querida, eu prefiro não falar mais nesse assunto porque qualquer coisa que eu disser você vai tomar como uma resposta definitiva e eu não quero isso. Quando os meninos telefonarem e informarem acerca do caso, nós voltaremos a conversar. Vamos falar num assunto mais concreto: Você marcou a ginecologista para fazer o pré-natal?
— Marquei. Tive a maior sorte. Está agendado para amanhã de manhã, às 10 horas. Eu vou e você fica com o pequeno Smith, ou vamos todos juntos? Ela deve passar um monte de exame para eu fazer. Eu não sei se os exames fazem lá mesmo ou se vou fazer em outra clínica.
— Como é que você quer? Você quer que eu vá com você ou você quer que eu fique aqui com o pequeno Smith?
— Eu quero que você vá comigo, amor, afinal de contas, vamos falar sobre preparar meu corpo para um bebê, um filho seu. Tudo bem prá você?
O pequeno Smith estava deitado no centro da cama, tranquilo, e bem confortável, rodeado por grandes travesseiros. Então, Castle se sentou na cama e colocou Kate no seu colo e a abraçou. – Amor, eu quero te ver feliz. Você estando feliz, eu fico feliz. Simples. Então, eu vou à clínica com você. Vou levar o pequeno Smith no novo bebê conforto com a nova baby bag. Vamos logo treinar em sair com um bebê.
Kate passou os braços em volta do pescoço de Rick e o abraçou apertado e depois o beijou apaixonadamente. – Eu te amo.
—Também te amo. – Ele olhou para ela e viu que havia lágrimas escorrendo nos cantos dos olhos. Ele as enxugou e deu um selinho nela e um beijo na face – Você se emocionou, amor? Você se apaixonou pelo pequeno Smith. Eu sei. E também pensou nos nossos bebês. – Rick a abraçou forte.
— Rick, não sei o que está acontecendo comigo. Eu não sou assim. Eu acho, inclusive que você vai enjoar de mim. Você se apaixonou foi pela detetive durona e aqui estou eu, uma manteiga derretida que está chorando só porque falamos no pequeno Smith e nos nossos bebês. – Kate abraçou Rick e escondeu o rosto no pescoço dele e sussurou – A culpa é sua, porque você está me dengando muito. Você me protege demais. Você me mima demais. Eu mesma já não estou mais me suportando.
— Então tá certo. Veja como são as coisas. Eu aqui, apaixonado pela mulher dos meus sonhos, eu tenho ela comigo de verdade na minha vida, quero enchê-la de mimos e dengos, tento adivinhar e satisfazer todos os desejos para fazê-la feliz e ela se queixando... Fazer o que? – Ele fez cara de vítima bem teatral e sorriu para ela. Kate sorriu de volta, entrando no clima da brincadeira. Rick fala com ela – Kate, daqui a pouco eu vou ter que sair...
— Hey, você vai prá onde, Castle?
— Depois do que você me falou sobre eu ser culpando porque estou te mimando e te dengando, eu vou ter que sair para comprar um chicote porque eu tenho que te dar uma surra, ok? Depois eu vou pensar em algo bem exótico. – Eles sorriram e se levantaram.
— Mas você é muito engraçadinho, Richard Castle.
— E você é apaixonada por mim que eu sei, Katherine Beckett. Ei, deixe de conversa fiada e vamos logo vestir o pequeno Smith para ele não ficar resfriado. Mais uma lição para você aprender: como vestir um bebezinho.
— Ok, professor. – Ela falou risonha, entrando mais uma vez no clima.
Castle ensinou a Kate vestir o pequeno Smith. O dia transcorreu com a rotina totalmente diferente daquela em que eles estavam acostumados, principalmente para Kate, que nunca tinha passado um dia com um bebê. Ela estava completamente esquecida dos crimes da 12ª DP. Nem se lembrava mais da 12ª DP. Sua concentração estava toda naquele bebezinho. E ela estava amando, até porque, o pequeno Smith era um bebê adorável.
Mais tarde a Kate estava brincando com o bebê, ela o olhou com admiração e depois falou com o noivo – Rick, eu não estou me queixando, mas o pequeno Smith não chora. Será que isso é normal?
Foi só a Kate falar e o bebê começou a fazer beicinho, os olhos encheram d'água, se preparando para chorar e, em seguida, abriu o berreiro.
— Eu não tinha nada que falar, não é? – Kate começou a ninar o pequeno Smith e a cantarolar baixinho e... Nada. Pegou a mamadeira de água e... Nada. Pegou a mamadeira de leite e... Nada. – Será que ele está com dor? Será que a fralda dele está molhada ou suja, Castle?
— Querida, só você vendo. Vamos lá para o quarto. Vamos coloca-lo sobre aquela toalha grossa.
Após examinarem, constataram que a fralda estava suja. Kate fez a higiene íntima do bebê conforme havia aprendido e, em seguida, colocou uma nova fralda. E vestiu a sua roupinha e o bebê parou de chorar.
— Tá vendo bebê, eu já conheço você. – Kate falava para o garotinho, dando beijinhos na sola do pé dele. – Eu entendi que sua fralda estava suja.– Dirigindo-se para o noivo, Kate fala – Amor, o pequeno Smith se sustenta somente com o leite? Eu acho que não. Eu acho que ele está com fome. Será que ele já não pode comer alternadamente alguma fruta ou verdura cozida bem amassada no garfo, tipo papinha? Eu já assisti programas de TV sobre este assunto. Eles falavam que o bebê quando tem esses dois dentinhos que o pequeno Smith tem, já pode comer uma fruta ou verdura diferente por semana para educar o paladar dele e verificar o funcionamento do seu intestino.
— É. Ele já tem os dois dentinhos incisivos centrais inferiores que nascem entre o sexto e o oitavo mês de vida, mas como o pequeno Smith é pequeno ainda, deve ter seis meses, seis meses e meio no máximo. Kate, já tem muito tempo que a Alexis saiu desta fase – ele sorriu divertido, e ela riu com a brincadeira dele –, mas eu acho que já pode comer sim. Mas eu tive uma ideia melhor. Porque nós não procuramos uma clínica pediátrica que tenha atendimento emergencial para levarmos o garoto para uma consulta médica agora? Com certeza ele vai nos orientar sobre estes e sobre outros assuntos. Nós temos os papéis que comprova que temos a guarda provisória dele.
Em menos de duas horas eles estavam de volta ao loft. Passaram também no mercado e farmácia e compraram todos os itens indicados pelo pediatra. Tudo resolvido e tudo o que eles tinham pensado estava certo e o médico acrescentou outras informações muito importantes e fundamentais para a saúde e para o dia a dia do pequeno Smith. Prepararam o alimento do lindo menino e este comeu tudo com muita satisfação.
A noite chegou e o berço não. Castle telefonou para a loja de móveis e eles o informaram que houve um pequeno problema no carreto, etc, etc, etc... Resultado, o berço chegaria somente no dia seguinte.
Rick e Kate tomaram banho para deitar e tinham combinado de dormir com o pequeno Smith no meio deles, haja vista que a cama era exageradamente grande, ou seja, havia espaço para todos.
Rick usava apenas a cueca boxer e se enfiou embaixo do edredom. Kate já tinha vestido a camisola quando falou para o noivo – Rick, eu estou com medo de amassar o pequeno Smith, porque nunca dormi com um bebê na cama antes.
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