Rick e Kate, Amor Verdadeiro
23 Capítulo 23
Notas iniciais
No Capítulo anterior:
Kate fez a ligação telefônica para a 12ª DP e solicitou o reforço policial, imediatamente.
— Os policiais deverão chegar em meia hora lá em casa. Então vamos, você me convenceu. Eu sei que o Rick vai ficar bem aqui e eu realmente estou exausta e preciso de um bom banho. Estou com fome e estou com sono, com muito sono e sei que o Castle amanhã vai precisar muito de mim. Então vamos.
Na manhã seguinte Kate chegou ao hospital por volta das 9:00 horas da manhã. Estava usando um vestido jeans justo no corpo, com cintura marcada, com passador, por onde passava um cinto dourado, O vestido tinha costura dupla aparente na cor amarela. O comprimento era um pouco acima do joelho. O decote era grande e quadrado. A manga era curta. Ela usava os lindos cabelos com os cachos amplos e soltos, maquiagem leve, sobressaindo apenas nos olhos, sua marca registrada, pois marcava as pálpebras superiores com delineador preto e usava rímel também preto para reforçar a beleza dos seus cílios. Castle adorava pois realçava os verdes dos seus olhos. Ela estava linda.
Estava satisfeita que seguira o conselho da amiga e fora para casa. Quando chegou ao loft os policiais já estavam à postos. Após o banho, comeu alguma coisa e deitou. Fez suas orações, dando graças a Deus pela sua vida, pela dos seus bebês e pela vida do Castle, haja vista que Ele salvara a todos. Custou a conciliar o sono, pois sentia falta da presença do Castle, dos beijos dos abraços e do braço dele circulando sua cintura para dormir. Contudo, ela pediu a Deus que a fizesse dormir porque precisaria de forças e disposição para o dia seguinte e também os seus bebês precisavam de uma mamãe calminha com uma noite bem dormida. Ela estava abraçada aos travesseiros de Rick, sentindo seu cheiro e com muita saudades dele. Suas pálpebras pesaram. Ela dormiu.
No hospital dirigiu-se ao mesmo local onde deixara Rick na véspera e, ficou contente ao vê-lo acordado e sem nenhum soro ligado a ele. Ou seja, ele não precisava de mais nenhum medicamento. Ele estava em observação. Ele tinha apenas fios responsáveis para aferir pressão sanguínea, pressão cardíaca, batimentos cardíacos e outros itens vitais, todos ligados a pequenos monitores coloridos.
Neste momento, ela pensou – Rick olhe para cá, eu estou aqui, preciso que você olhe para mim, amor – e, como num passe de mágica, como se eles tivessem pensamentos telepáticos, ele olhou imediatamente para o visor de vidro onde ela estava e o sorriso dos dois clareou o dia de amos. Kate não cabia em si de tanta alegria. Castle, da mesma forma, sorria de felicidade em vê-la. Como a UTI possuía isolamento acústico, não deu para ouvir o que se falava lá dentro, mas Kate entendeu que Rick estava falando para alguém que ele queria vê-la, pois apontou para ela, com insistência. O médico e a enfermeira olharam para Kate. O médico fez um sinal que era para ela dirigir-se para a porta de entrada da UTI. Chegando lá, foi orientada a guardar sua bolsa num guarda volumes com porta à chave, juntamente com a sacola contendo material de higiene pessoal para o Castle, tais como shampoo, sabonete, escova e creme dental, pente de cabelo, desodorante, perfume e o traje completo que trouxe para ele vestir para ir para casa. Calça, camisa, cueca, sapato e meias. Guardou a chave no bolso do vestido. Em seguida, lavou as mãos e os braços numa pia apropriada e foi orientada a passar álcool gel nas mãos e nos braços.
Feita a assepsia, foi encaminhada ao leito onde estava o Castle. Kate estava como coração saindo pela boca de tanta emoção. Ambos estavam com os olhos rasos d’água. – Hei, amor – ambos falaram ao mesmo tempo e juntamente com o médico e a enfermeira, riram da sincronia ocorrida.
O médico perguntou sorridente – Vocês ensaiaram foi?
— Não. – responderam novamente ao mesmo tampo, fazendo todos sorrirem mais uma vez.
Kate e Castle se olham apaixonados — Eu estava com saudades – falam novamente ao mesmo tempo.
— Não! Vocês combinaram. Qual é o segredo? Conta aí. – Todos sorriram.
O médico olha para a enfermeira e fala – Vamos deixá-los sozinhos. Fiquem à vontade. Quer dizer, não tão à vontade, se é que vocês me entendem – Sorriu e piscou para Castle e Kate ficou rubra feito um pimentão.
Após ficarem sozinhos, Kate fez um carinho nos cabelos de Castle e no seu rosto e disse apaixonada – Amor, eu senti tanto a sua falta. Eu dormi esta noite somente devido a minha exaustão, porque nossos bebês precisavam e mesmo assim porque agarrei seu travesseiro que tinha o seu cheiro. Eu dormi abraçada a ele.
Ele fez cara de menino que acabou de perder um doce e tentou falar sério com ela. – Obrigada, amor, por me trocar por um travesseiro. Muito obrigada. Quando é que vai ser o casamento, einh?
— Ainda não marcamos a data, mas você vai receber o convite, fique tranquilo. – Ela entrou na brincadeira, mas depois disse, também em tom de brincadeira – Você agora está com ciúmes até de travesseiro, é Richard Castle? Faça-me o favor, querido. – Ambos sorriram.
— Kate, você está linda. Parece que você está mais linda do que nunca. Eu te amo, Kate. Eu estava com tanta saudade de você. Quando vi que o Tyson estava te levando eu fiquei louco, pois eu não tinha como salvar você. Eu não sabia o que pensar e terminei por fazer aquela loucura. Eu lembro do tiro, lembro que foi ficando tudo escuro. Quando voltei a mim, eu estava numa poça de sangue e meu braço doía muito. Mas perdi a noção do tempo. Eu só pensava em você e não conseguia me mexer porque eu estava muito tonto porque tinha perdido muito sangue, além do que eu estava fraco. Quando percebi foi o Ryan e alguns policiais entrando e me salvando. Eu até pensei que fosse alucinação, devido ao meu estado. Mas como depois eles trouxeram um médico e me puseram numa maca, e o médico me examinou, rasgou minha blusa para ver a extensão do tiro e aplicou medicamentos então percebi que era verdade. Eu estava muito fraco. Eu sentia que se o socorro demorasse mais um pouco eu iria morrer. Eu os ouvi dizendo algo como “morreu”, mas não tinha energia para perguntar quem havia morrido. Eu não conseguia articular as palavras. Não conseguia movimentar a boca. Minha língua estava pesada. Mas meus pensamentos estavam em você e eu queria saber quem é que havia morrido e eu estava com receio de que o Tyson tivesse te matado. Aquele miserável. Mas eu não vi mais nada. Apaguei.
— Rick, pode parecer loucura o que eu vou falar. Mas Deus fez você ficar desacordado porque não queria que você fosse atrás de mim, amor. Porque se você fosse tentar me salvar, o Tyson te mataria, com certeza, porque ele estava com muita raiva de você.
— Ele conseguiu o objetivo dele, amor? Ele te machucou, Kate. Eu vou te ajudar a esquecer de tudo. Acredite em mim. Eu vou continuar te amando mais e mais a cada dia, a cada manhã, a cada tarde, cada noite, a cada segundo, a cada minuto, a cada hora que eu passar com você.
— Oh! Rick. Foi um momento muito difícil da minha vida, onde eu estava chorando a sua morte. Eu tinha a certeza que aquele monstro tinha te matado, ele veio para cima de mim. Desta vez ele foi mais ousado, mas nem me beijar ele conseguiu. Contudo, ele pulou todas as etapas, pois ele queria me possuir biblicamente, se é que você está me entendo. – Kate falava baixo e estava com o rosto demonstrando todo o asco que sentiu do ato – Quando ele se posicionou entre minhas pernas, amor, eu ainda estava totalmente vestida, no momento em que ele começou a abrir o zíper da minha calça, eu só ouvi tiros de alto calibre vindos da porta do quarto e o sangue de Tyson espirrando nas paredes do quarto e em mim. Eu fiquei gelada. Eu fechei os olhos. Deus havia escutado nossas preces. Eu estava salva. Naquele momento eu me sentia sozinha, pois pensava que você estivesse morto e foi aí que o Javi entrou com os outros policiais e todos confirmaram a morte do Tyson, por múltiplas perfurações no coração, pulmão e todo o tórax. Eu fui levada para fora do galpão. Eu estava sem chão, vazia e sozinha. Eu queria morrer junto com você. Não conseguia ver mais sentido na minha vida sem você ao meu lado. Contudo, havia os bebês. Não tinha morrido apenas porque você havia deixado comigo uma parte de você nos nossos filhos que foram feitos com muito amor. Foi aí que eu te vi passar na maca e corri feito uma louca em sua direção. Eu não cabia em mim de tanta alegria porque você estava vivo. Viemos juntos para este hospital. Ambos fomos submetidos a exames completos. Eu e os nossos bebês estávamos ótimos, graças a Deus, apesar de todo o sofrimento. Apenas alguns arranhões e machucados. Mas tudo bobagem. E você, não precisou passar por cirurgia. Levou alguns pontos internos e externos no braço, e também alguns machucados e arranhões igual a mim. Quanto aos machucados emocionais, nós mesmos cuidaremos um do outro. O nosso amor vai nos curar.
— Eu te amo, Kate. Você é tão forte. Aquele sua fase de fragilidade, onde você estava chorando, eu acho que acabou.
— Hum... sei não, querido. Eu estou grávida. E Tatiana estava me falando ontem que durante a gravidez a produção dos hormônios de progesterona aumenta cerca de 15 vezes e a produção do hormônio de estrogênio quase 20 vezes. Daí a origem das alterações no meu humor. Eu acho apenas que eu estou assim agora porque eu estou querendo me mostrar forte para você. Eu acho que eu estou querendo fazer bonito, mas por dentro, só Deus sabe como eu estou. – Ela afagava seus cabelos e seu rosto com barba de dois dias sem fazer. – Hei, você está lindo com esta barba sem fazer. Parece quando eu te conheci. Lindo! Oh, Meu Deus! Você tinha que ser assim tão bonito, Richard Castle? Mesmo numa UTI, depois de ser baleado, depois de ficar desacordado durante não sei quanto tempo, depois de perder não sei quantos mililitros de sangue, você continua sendo o homem mais bonito que eu já vi em toda a minha vida. Eu tenho que me controlar para não fazer uma loucura aqui nesta UTI, viu? – Castle fez um gracejo no rosto diante do comentário dela — Ela revirou os olhos e mordeu o canto inferior da boa e disse — Mesmo metido você é bonito, viu? – ela sorriu junto com ele.
— Olha quem fala... Até parece... Quais foram as primeiras palavras que eu te falei assim que ficamos sozinhos hoje? Você lembra?
Ela sorriu e disse – Amor, assim você me deixa sem graça.
— Você está sem graça ou não se lembra, Katherine Beckett?
— Eu estou sem graça, mas vou dizer só para você saber que eu me lembro, seu bobo. Você me disse que eu estou linda, que pareço estar mais linda do que nunca, você também disse que me ama e que estava com muita saudade de mim. Depois você começou a narrar sobre o tiro.
— Pois é. O que eu queria falar é sobre a sua beleza. Você fica me elogiando, mas sou eu que não canso de olhar para você, Kate, desde quando você me chamou para o meu primeiro depoimento. Até hoje eu não me perdoo por não ter te notado nas filas de lançamento dos meus livros, inclusive aqueles da coleção de Derek Storm.
— É porque eu sempre ia aos seus lançamentos vestida muito recatada e você olhava somente para quem ia com o colo de fora. – ela falou para caçoar dele.
Ele se fez de enfermo e sofredor e disse – Querida, vamos mudar de assunto, eu estou me convalescendo.
— Tente novamente, Richard Castle. Tente ser mais convincente, você consegue. – Ela sorriu e o desarmou.
— Ah, querida, é melhor deixar pra lá, né? Cabia a você chamar a minha atenção, Kate. Tanta mulher na minha frente e a maioria delas dando em cima de mim... É um sufoco! Você precisa ver – ele fez cara de sofrimento.
— Ah, Sr. Richard Castle, só assim eu fico sabendo... Quer dizer que a maioria das mulheres na fila de autógrafos fica dando em cima de você, é querido? Coitadinho. – Kate falou usando de sarcasmo – Então nunca mais eu vou te deixar sozinho numa fila de autógrafos, meu amor, não importa em qual continente seja esta fila, eu vou junto para te dar uma força, tá? Eu vou ficar só te olhando para o caso de você passar mal se alguma dessas moças malvadas te fizer mal.
— Kate, vá perguntar que horas eu vou receber alta deste hospital. Eu já estou ótimo. Estou louco para te dar um beijo, te abraçar. Mas antes eu estou louco para entrar embaixo do chuveiro e tomar um banho maravilhoso, sem algemas, usar shampoo, fazer a barba e...
Kate rapidamente o interrompeu e disse – Não faça a barba, amor. Fique com ela hoje. Você faz a barba amanhã.
— Mas Kate, você vai ficar toda arranhada.
— Rick, por favor – ela implorou.
— Meu amor. Ouça enquanto eu ainda estou lúcido. Você está bem de saúde e eu já estou bom e com certeza vamos fazer amor assim que chegarmos em casa. Eu estou louco para... Vamos mudar de assunto.
— Rick, já está resolvido, você não vai fazer a barba. Ponto final. – Kate falou séria, dando por encerrado o assunto.
— Quer dizer que você agora decide o que eu vou ou não vou fazer, é, mocinha? E nós ainda nem casamos. Quando nós casarmos você vai decidir se eu vou ou não vou respirar, é?
— Não é bem assim. Eu decido o que vai acontecer comigo... Se a sua barba vai ou não vai me arranhar e aonde ela pode ou não pode me arranhar. Entendeu? — de forma sensual, ela deu uma piscada de olho.
Ele respirou fundo e disse – Então fui vencido. Depois não diga que não te avisei. Você está passando a mão no meu rosto o tempo todo. Minha barba, você está vendo, é cheia.
— Rick, eu estou excitada só em passar a mão no seu rosto. Eu estou imaginando a sensação desta sua barba roçando entre as minhas coxas e no meu centro de prazer. Tá bom pra você assim? – Ela sussurrou ao seu ouvido.
Ele fechou os olhos e respirou fundo. – Kate, por favor, vá perguntar ao médico, à enfermeira, ao presidente deste hospital, a quem você achar quem deve, qual o horário que eu poderei ter alta, pelo amor de Deus. Nós precisamos chegar em casa, amor. Quem não está querendo fazer a barba agora sou eu. E tomara que a enfermeira não queira medir a minha pressão ou coisa assim, porque do jeito que eu estou nervoso, ansioso e excitado eu não vou ter alta tão cedo. Vá Kate.
Ela foi e em poucos instantes, Kate retornou com a enfermeira informando que Rick já recebera alta médica.
A enfermeira desligou os aparelhos e retirou todos os fios que estavam grudados nele. Em seguida, o ajudou a descer da cama hospitalar levou Kate e Castle até o banheiro. O banheiro era grande. Kate disse que iria à entrada da UTI pegar a sacola com os pertences de Rick. Quando retornou a enfermeira trouxe uma toalha para ele tomar banho, mas não saiu de junto deles. Kate perguntou a Castle se ele realmente estava em condições de tomar banho sozinho, depois de passar por tudo aquilo. Ele apenas olhou para ela e disse – Kate, eu estou ótimo. Se eu não estivesse, com certeza eu falaria.
— Então eu esperarei aqui fora. Ela mostrou uma poltrona onde iria ficar sentada. Kate queria lembrar a Castle para não fazer a barba, mas a enfermeira estava grudada neles, então teve uma ideia. – Rick, não faça a barba para não se cansar. Deixe para fazer a barba amanhã, naquele barbeiro que você esta acostumado, tá? – ela sorriu para ele.
— Ok, Kate, boa lembrança. Combinado. Ele entrou no banheiro e fechou a porta.
A enfermeira olhou para ela e disse – Não se preocupe, ele está forte como um touro e aguenta fazer a barba.
— Mas quando a barba está crescida assim, ele prefere fazê-la com o barbeiro de sua confiança, pois o barbeador doméstico não dá conta e fica difícil. E este barbeiro é o mesmo que corta seus cabelos. O Rick é muito vaidoso e eu amo isso nele.
A enfermeira sorriu meio amarelo e se afastou dizendo – Eu vejo vocês na hora de irem embora.
— Tudo bem.
Kate sentou-se na poltrona e telefonou para Lanie e narrou toda a situação atual acerca da saúde do Castle, inclusive sobre a sua alta médica. A morena ficou feliz com a notícia e disse que iria lá à noite, mas Kate a desencorajou dando uma desculpa qualquer. Disse que no dia seguinte seria melhor, pois o Castle estaria mais descansado. Lanie que não era boba, pareceu entender tudo e disse – Kate, não vá matar o homem, amiga. Ele levou um tiro, está cheio de ponto interno e externo no braço, perdeu muito sangue e acabou de sair de uma UTI, querida. Tudo bem que o seu escritor é um gato com sete vidas, mas você não sabe quantas ele já gastou.
— Lanie, ele teve alta, tomou muitas bolsas de sangue, recuperou sua saúde e a enfermeira disse que ele está forte como um touro.
— Kate, não sei se você está cada dia mais teimosa, mais apaixonada ou os dois juntos. Antes a sua teimosia era que você não dava o braço a torcer para dizer que queria ficar com o escritor, agora é o contrário, você não quer ficar um dia sequer sem ele e sem fazer amor com ele.
— Lanie, está bem, eu vou te ouvir, mas apenas quanto a ter cuidado. Eu vou fazer o seguinte: Eu vou deixar rolar, porque você tem toda razão, eu não vou conseguir ficar sem fazer amor com ele, não só por mim, mas também por ele, amiga, mas não vou deixar que ele faça esforço, eu vou cuidar dele. Tá bem assim, Dra. Lanie Parish?
— Não, Kate. Bem não está, mas eu como sua amiga quero apenas o seu bem, viu amiga? E foi você mesma quem me falou como sofreu quando pensou que o tinha perdido.
— Eu juro que sou a maior interessada no bem estar dele, amiga. Eu o amo e realmente não consigo imaginar minha vida sem ele.
Neste momento Kate vê que Castle está saindo do banho. Ela se levanta e se de despede de Lanie, prometendo zelar pela saúde dele e desfaz a ligação.
Seus olhos brilharam quando se olharam. Ele estava lindo com aquele jeans escuro e a camisa de listras azuis. Seus cabelos ainda estavam úmidos. Ele estava cheiroso. Estava carregando a sacola, agora somente com o shampoo e o sabonete. As roupas que usou quando fora sequestrado fora jogada fora, pois ficara imprestável. Ao chegar ao lado de Kate ele dá um beijo na sua face e fala – Vamos, amor?
Despedem-se dos médicos e enfermeiros da UTI. Kate pega de volta seus pertences no guarda-volumes e seguem, de mãos dadas, em direção ao estacionamento.
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