Rich Boy and The Geek

19 Blake is falling in love


Jonathan finalmente achou a mansão de Bruce, afastada da cidade, porém ainda no limite. Ele entrou no pátio e foi recebido por uma mulher muito simpática, a mãe de Bruce. Ela o convidou para entrar, e ainda comentou que Bruce estava muito ansioso que ele chegasse logo. Ele sorriu involuntariamente.

- Foi uma pena que não tenha conseguido vir aqui no dia que ele deu a festa do pijama... Você teria se divertido muito! – Ela falou subindo as escadas da grande mansão. Bruce tinha uma casa linda, sem dúvidas.

- Talvez numa próxima vez... – Ele falou educadamente, recebendo um sorriso.

Ela parou em frente à porta. Jonathan ajeitou os óculos e esperou. Estranhou ela não ter aberto a porta para ele. Arqueou uma sobrancelha.

- Tenho até medo do que possa me atingir se eu abrir a porta. – Ela murmurou – John está aí.

- Ah... – Agora tudo fazia sentido. Até a mãe de Bruce tinha pavor daquele garoto?!

Eles trocaram um sorriso rápido e Marta voltou a descer as escadas. O menino ainda ficou parado certo tempo, pensando nas consequências de abrir a porta. Ainda temeroso, puxou a maçaneta e a empurrou, e assim que ela abriu toda, Jonathan foi recebido com um travesseiro na cara.

Assim que o travesseiro caiu no chão, ele fechou as mãos em punhos e abriu somente um dos olhos. Sentiu seu rosto arder de raiva. Odiava quando faziam ele de bobo assim! Edward, Bruce e John começaram a rir dele sem parar, e naquela ambiente tão cheio de amizade, ele foi obrigado a afastar a raiva e começar a rir também.

- Vocês são doidos! – Jonathan disse entre os risos e entrou no quarto, fechando a porta. – O que estavam fazendo?

- Nada. – Todos responderam em uníssono. – Ei, Johnny, John escreveu uma carta pra namorada dele, que tal dar sua opinião sobre ela? – Jervis falou, entregando uma carta amassada pra ele. Jonathan não pode deixar de perceber o modo tímido que John ficou.

- Namorada? Sério? – Perguntou, abrindo a carta.

Jonathan não sabia se ria ou se chorava, mas que estava impressionado estava. Nunca tinha visto tanto erro de português em toda sua vida! Mas apesar disso, a carta estava escrita com uma paixão sem igual... Pra quem será que ele tinha escrito a carta?

- Olha... Acho que tem alguém aqui apaixonado... – Jonathan falou, arqueando uma sobrancelha para Blake, que fechou a cara.

- Não sou o único. – Ele rebateu. Jonathan congelou. E se Bruce tivesse contado algo a John? Bom, eles eram quase irmãos, poderia apostar que o menino rico tinha contado algo pra ele. Respirou fundo tentando ignorar, apesar de ter percebido que Bruce tinha ficado tenso. Jervis parecia perdido em pensamentos e nem percebeu o jogo de indiretas que rolara ali. – Aliás, tem visto Selina?

- A vi antes de vir pra cá, por isso me atrasei... Na verdade ela me colocou pra fazer bolo junto com ela, mas... – Jonathan se lembrou da cena um pouco constrangido – Digamos que eu me assustei com... Uma barata e sai correndo da casa dela.

Jervis era estranho, começou a rir junto com Blake, mas ele poderia jurar que não era dele que o Chapeleiro Louco estava rindo. Bruce parecia um pouco triste. Jonathan precisava resolver aquele assunto com ele de uma vez...

- Ei, Romeu! – Jonathan saiu dos pensamentos quando Blake o chamou. – Ainda pretende participar da peça?

- Com certeza! – Ele falou se lembrando do teatro. Estaria mentindo se dissesse que não estava empolgado com a peça, apesar de não ter lembranças muito felizes da escola... Ficava imaginando se Jack havia sido expulso e o que tinha acontecido com Harvey. – Só estou com receio de Bane tentar fazer alguma coisa...

- Que nada, se ele tentar algo contra nós, ele vai se dar mal! – Jervis falou. – Um por todos e todos por um!

- Tá. – Bruce riu sem humor. – E como vocês pretendem deter Bane se ele tentar fazer algo? Olha o tamanho daquela criança! E sem falar que ele não sente dor!

- Pessimista na área... – Blake revirou os olhos.

Os quatro ficaram longos minutos em silêncio até que uma conversa vinda lá de baixo chamou a atenção dos meninos.

- Com quem sua mãe tá conversando?

*

Alfred havia reunido o corpo docente da Universidade para ajuda-lo a espalhar a notícia de que as aulas começariam na próxima semana. Ele poderia ter enviado cartas, feito ligações, mas embora ele não gostasse de admitir, ele estava com saudade daquelas pestes. Ele dirigiu até a casa de Bruce Wayne, o menino era muito influente na escola, seus pais sempre ajudavam quando o assunto era arrecadar dinheiro. Mas não era só por isso que o garoto era importante, Bruce era querido, inteligente – nem tanto – e tinha feito amizade com as pessoas certas. Alfred gostava dele! E como! Mesmo o menino sendo bagunceiro e desinteressado às vezes.

Assim que bateu a porta, Marta Wayne veio atendê-lo, toda simples e gentil.

- Oh, diretor Alfred! Entre! – Ela dizia com um sorriso estampado no rosto – A que devo a honra da visita?

- Vim informar que as aulas recomeçam na segunda. – Falou, sentando-se no sofá – E Bruce?

- Ah, Bruce está com uns amigos no quarto. John, Eddie, Jervis e aquele outro menino... Jônatas.

- Oh, Johnny está ai também? E como ele está...? – Alfred se lembrava muito bem que Jonathan havia ficado a beira da morte com aquele mini atentado de Jack Napier e Harvey Dent. Tinha sido uma fatalidade horrível Rachel ter morrido naquele incidente, e ele se culpava mentalmente por isso. Os pais não tinham recebido a notícia numa boa e iriam processar a escola. Mas apesar disso, estava tudo bem.

- Ele parece bem. – Marta falou, estendendo uma xícara de chá para Alfred. Ele não viu de onde ela havia pegado! – Foi só por isso que o senhor veio aqui?

Alfred iria dizer que sim, mas ai se lembrou de que tinha um assunto um pouco importante sobre a aprendizagem de Bruce que precisava tratar com ela. E assim que percebeu que os meninos que Marta havia citado estavam escutando a conversa da escada, ele deu uma risadinha.

- Na verdade, eu também queria falar sobre Bruce... Ele anda muito desinteressado nas aulas, e está com as notas baixas. – O diretor percebeu que os amigos de Bruce o encararam e começaram a rir. – Mas acho que talvez ele possa recuperar se participar da nossa peça de Romeu e Julieta, meu Capuleto infelizmente não vai comparecer.

- O que acha, Bruce? – Marta virou-se, como se ela também não tivesse percebido eles ali, xeretando.

- Ah, mãe... Eu...

- Cara, você não presta mesmo atenção nas aulas de jiu-jitsu! – Alfred viu Blake falar e dar um tapa na orelha de Bruce.

- Tudo bem, mãeee... – Bruce revirou os olhos e eles voltaram desolados para o quarto.

*

- Eddie, Jervis, vocês vem comigo no mercado? Preciso comprar um doce... Estou com falta de açúcar no sangue! – Bruce falou puxando Nigma e Jervis pelo braço, e deixando Blake e Jonathan sozinhos.

Jonathan não pode evitar perceber que Bruce estava tratando-o de forma diferente. Será que os sentimentos por ele haviam mudado? Ele gostava de Bruce... E muito! Era como se aquilo aumentasse a cada vez que pensava nele...

- Menino Johnny, Johnny, Johnny, Johnny, John…

- FALA, CRIATURA! – Jonathan perguntou se irritando com os cutuques de Blake.

- Você beijou Bruce? – Ele perguntou. Jonathan abriu a boca pra responder, mas nada saiu. Ele tinha contado logo para a pessoa mais fofoqueira da face da Terra! Ele sentiu seu rosto corar violentamente. – Seu safado!

- Eu não sou... – Ele tentou se defender dos pensamentos maliciosos de Blake. Estava muito sem jeito naquela situação, já não bastava estar sendo alvo de piadinhas de Miranda, agora ia ser de John também! – Só, sabe, rolou. – Deu de ombros – Mas ai de você se sair espalhando por ai!

- Tudo bem, não precisa ameaçar! – John riu, colocando as mãos para o alto como se se rendesse – Mas e Selina...?

- Eu vou terminar com ela.

- Mas ela gosta de você! – Por que ele parecia tão indignado?

- O que foi Blake? – Perguntou, e percebeu que John encarou os próprios pés de forma tímida – Você por acaso não está...

- Eu estou gostando de Selina...