Ribelle Amato

33 Capítulo 30 – Namorada


Notas iniciais
É, gente, eu realmente vim mais cedo hahahhaa' Conversei com uma amg e decidi fazer uma chantagem básica: ela posta um cap da fic dela, e eu posto um do meu. Então estou aqui pra pagar promessa, e como a fic tá com um andamento bom, resolvi postar uma vez por semana. Batam palmas pra Viniaa (Olavih aqui no site) por ela conseguir essa proeza hahaha' Inclusive, a fic dela é mto boa, recomendo que leiam, então deixarei o link nas finais. O nome desse capítulo já diz praticamente tudo, então, Viniaa, esse cap é pra vc, eu sei que vc vai gostar ;) Ps: acho que caiu um pote de mel a mais nesse capítulo, não reparem kkkk

Capítulo 30 – Namorada

NÃO SEI QUANTO TEMPO FIQUEI ALI, MAS quando ouvi passos no corredor, me pareceu insuficiente. Eu já não sentia mais as lágrimas escorrendo, mas ainda apreciava aquele silêncio que prevalecera depois dos meus soluços terem cessado. Eu pretendia ficar no buraco que Peg uma vez me disse que havia ali, mas quando eu vi o quão pequeno era, acabei desistindo e me sentando no chão mesmo, com os joelhos dobrados e meus braços abraçando minhas pernas.

Tentei fazer menos barulho possível enquanto os passos se aproximavam. Quem sabe assim desistiam de me procurar. Isso se estivessem me procurando. Mas ainda assim eu fiquei estática, rezando para que percebessem que não havia ninguém aqui além de caixas e sacos de mantimentos e me deixassem logo sozinha com minha tristeza. Mas minhas preces não foram ouvidas quando reconheci os passos de Jamie parando ao meu lado. Eu podia ver seus tênis surrados pelo canto do olho, mas não levantei o rosto quando ele se agachou ao meu lado. Na verdade, eu o enterrei em meu braços.

– Rach. — ele disse em uma voz baixa, como se não quisesse me assustar.

Nessa hora eu queria poder pedir a ele para parar de me chamar assim porque eu estava com raiva. Mas seria uma grande mentira, porque eu não estava com raiva. Céus, eu não sabia nem o que eu sentia! Eu sabia que a discussão de Jamie e Larkin era sobre mim porque se iniciou comigo sendo convocada para o time de Larkin. E também havia o fato de Jamie estar certo quanto a ele meio que dar em cima de mim. Eu mesma já havia percebido algumas indiretas dele, mas eu sempre ignorava. Ignorava sim, porque não haveria ninguém além de Jamie para mim.

– Rachel. — Jamie me chamou de novo, mas parecia ter receio de me tocar. Na situação em que eu estava, eu também teria. — Me desculpe?

Ele pareceu indeciso sobre o que pedir desculpa e eu também não sabia sobre o que teria que desculpar. Talvez por saber já ter entrado em mais de uma briga com Larkin nas poucas três semanas que ele ficara aqui, talvez por seu ciúme extremo e desnecessário, talvez por gritar para todo mundo que me amava antes mesmo de eu saber. Ou talvez por todos eles juntos.

Levantei meu olhar e encontrei o rosto de Jamie próximo a mim. Eu via dor em seus olhos. Soltei minhas pernas e encostei as costas e a cabeça na parede áspera de terra.

– Por quê? — perguntei, com a voz rouca.

Jamie se sentou ao meu lado, com o corpo virado para mim e apoiou a cabeça ao lado da minha.

– Por que o que? — ele perguntou, confuso.

– Por que fez aquilo?

Jamie se remexeu no lugar, meio desconfortável.

– Larkin já tinha me ameaçado e tem certas vezes que eu me pareço mais com Jared do que com tio Jeb.

Eu virei para ele confusa e pude ver o quão próximo ele estava apenas em sentir sua respiração batendo com a minha. Eu quase não consegui me segurar. Por mais que eu estava triste, eu senti uma vontade irresistível de beijá-lo. Jamie olhou assustado para meu rosto e eu fiquei mais confusa. Até ele passar os dedos delicadamente por minhas bochechas, secando o rastro de lágrimas que havia ali.

– Como assim? — perguntei.

– Ele já havia me dito algumas vezes que eu não ia conseguir te segurar por muito tempo. — Jamie respondeu e eu me mexi desconfortavelmente. — E quando eu via você cada vez mais próxima dele eu não aguentei. Tivemos nossas duas primeiras brigas na semana passada. E ele meio que jurou te tirar de mim.

– Foi então esse o motivo da briga hoje? — eu perguntei, mesmo já sabendo a resposta.

Jamie assentiu. — Depois que... Bem... Que eu gritei que eu te amo ele meio que se tocou que você não era só um passatempo para mim. Ele disse que era por isso que tentaria de tudo para te conseguir.

Eu ri cinicamente, interrompendo-o. Finalmente percebi o porque de eu estar me sentindo tão inútil. E quando Jamie me olhou confuso, eu dividi com ele o que eu pensava.

– E eu não devia nem estar me sentindo assim, você ainda não é nada meu. Não sei nem do que te chamar! — eu disse amargamente, criando coragem para finalmente desabafar.

Jamie sorriu abertamente, me deixando mais confusa. Eu imaginava que com minha última frase ele não iria querer nunca mais olhar na minha cara. Mas ele fez justamente o contrário. Ele segurou meu queixo com uma mão, obrigando-me a olhar em seus olhos.

– Se não sabe do que me chamar, o que acha de namorado?

Minha respiração travou, meu coração acelerou, minhas pernas perderam o equilíbrio e eu empalideci. Ele disse namorado?!

– Olha, eu sei que não tenho nenhum anel e nem mesmo daqueles pedidos oficiais que se faziam antes da invasão, mas... — ele começou a dizer desesperadamente, mas eu o interrompi ao selar meus lábios com os seus.

Quando percebi que ele havia se calado, eu me afastei dele, apenas o mínimo para conseguir ver o brilho único em seus olhos.

– Seria um prazer te chamar de namorado. — eu disse, sorrindo.

Ele sorriu também e se aproximou para me beijar, mas eu me afastei de novo. Ainda havia uma coisa que me deixava irritada.

– Que tipo de amor é esse que se é gritado aos quatro ventos para mais de setenta pessoas?! — eu disse amargamente, fechando os olhos.

Abri um olho para ver sua reação, já imaginando que foi um erro dizer isso. Mas Jamie sorria. Ele se aproximou e sussurrou ao meu ouvido.

– Eu te amo.

Me encolhi um pouco com a força dessas palavras, mas não me afastei. Ao contrário, eu me aproximei de seu ouvido e sussurrei.

– Eu também te amo. E eu nunca tive tanta certeza na minha vida.

Me afastei apenas para ver sua reação. Ele tinha o sorriso mais lindo que eu já vira. Mas ele foi a única coisa que vi antes de Jamie selar nossos lábios e eu sentir a familiar explosão dentro de mim. Ele segurou minha cintura firmemente e me puxou para mais perto. Instintivamente, eu passei uma perna em cada lado de seu corpo e me sentei sobre seu colo. Jamie me puxou contra seu peito e eu entrelacei meus dedos em seus fios negros e macios. O fogo familiar crescia em meu peito e se espalhava por meu corpo. Quando puxei levemente o lábio inferior de Jamie entre os dentes antes de voltar a beijá-lo e ele estremeceu, eu quase podia ter certeza que ele sentia a mesma explosão que eu.

Me afastei minimamente dele apenas para sugar o ar que nos faltou. Ele apertou meus quadris e eu estava prestes a voltar para seus lábios, quando ouvimos passos no corredor. Eu pulei de seu colo, me sentando ao seu lado a tempo de ver Matt entrando no depósito.

– Matt! — gritei animadamente e o abraçando forte.

– Ruiva! — ele me apertou no abraço e eu aproveitei para disfarçar e limpar meus lábios já vermelhos e inchados. Só ele e Jamie me chamavam de ruiva. — Senti sua falta, baixinha! — e de baixinha também.

– E então, como foi a incursão?! — perguntei quando me separei e ele já havia cumprimentado Jamie.

Matt me olhou sorrindo, seus olhos verdes brilhando de um jeito que eu não via desde que a invasão ocorrera.

– Rocker, tenho novidades e imagino que vá gostar. — ele disse e eu já imaginei tudo que poderia vir.

Mas eu nunca acertaria até perguntar. — O que houve?

– Acho que você se lembra da nossa prima Allison. — ele disse e eu assenti, confusa. — Nós a localizamos, precisamos apenas de um plano para trazê-la de volta.

Eu já não sabia quem abraçar primeiro, se era Matt ou se era Jamie. Mas uma coisa eu já sabia bem. Minha prima e melhor amiga voltaria para mim.

Um sorriso se abriu em meu rosto.

Notas finais
http://fanfiction.com.br/historia/499972/Pelo_escuro/