Ribelle Amato
27 BÔNUS - Matt
Notas iniciais
Bônus Matt
ASSIM QUE FUI LIBERADO DO HOSPITAL e descobri que a ruivinha estava um pouquinho longe — no momento, era minha vez de ir atrás daquele meliante que divide o quarto com ela desde que ela chegou. Sabe, não é simplesmente legal você chegar e descobrir que sua irmã mais nova, pura e inocente (ou eu ao menos preferia pensar assim, pois de pura e inocente a Rocker não tinha nada), estava se agarrando com um marginalzinho.
– Ah, você é o novato, irmão da Rocker, não é?! — perguntou uma garota, assim que eu entrei na cozinha. A cozinha estava deserta, exceto por ela.
– Sim, sou Matt. — cumprimentei sorrindo, e estendendo minha mão. — Qual seu nome?
– Lily. — ela respondeu sorrindo e apertando minha mão.
– Ahn... Lily, você sabe onde a ruiva está? — perguntei.
– Acho que ela foi levar água pro Jamie.
– Então é exatamente para lá que eu vou. — anunciei, já indo para o túnel que eu tinha quase certeza ser o que levava para os campos. Mas, antes disso, Lily segurou-me pelos braços.
– Se eu fosse você, não faria isso. — disse ela, e eu lhe olhei confuso. — Aquele garoto realmente gosta da Rocker. E pelo que conheço dela, sei que ela não vai gostar nada se você o ameaçar com a pá que estiver mais próxima.
Bufei. — Não fui com a cara dele, ninguém tira a ruiva de mim!
– E ninguém vai tirar. — disse Lily calmamente. — Ela sempre será sua irmãzinha mais nova e tudo bem de vez quando você ameaçar o Jamie. Mas tente se lembrar que, enquanto você esteve fora, quem a ajudou quando acordava dos pesadelos era sempre ela.
Engoli em seco, sentindo um nó se formando na minha garganta quando ela disse sobre pesadelos.
– Ela tinha pesadelos? — perguntei, meio abobalhado.
Lily assentiu. — Eles eram principalmente sobre quando você era capturado. De onde eu durmo dava para ouvir alguns gritos, já que era no mesmo corredor. Uma vez já cheguei a ir ver como ela estava e...
– Ela estava muito mal? — perguntei, minha preocupação finalmente superando os ciúmes.
Lily sorriu levemente, provavelmente lembrando-se do que vira.
– Acredite, ela estava melhor. — respondeu. — Dormia abraçada com Jamie. Quase todas as noites depois disso, ela tinha pesadelos rápidos, até Jamie acordá-la e aninhá-la até que dormisse de novo. Acho que até hoje ele foi o único que conseguiu.
Eu ainda estava atônito. — Então você diz pra eu pegar leve com o moleque? — perguntei, ainda indeciso.
– É claro! Dê uma chance a ele. Aliás, Jamie pode ser meu amigo, mas ele fizer alguma coisinha para a Rocker, serei uma das primeiras a bater nele.
– A segunda. — acrescentei prontamente, e continuei quando ela me olhou confuso. — Eu serei o primeiro.
Lily sorriu, e arregaçou as mangas da blusa verde até os cotovelos. — Ótimo, e o que acha que me ajudar em algumas massas de pães?!
Dei de ombros, sorrindo, e segui-a até a bancada. Poderia ter uma conversa com Jamie mais tarde.
Fale com o autor