Revolution Of Healer
16 Em Defesa dos Orcs
As formigas gigantes amarelas.
Oriundas das montanhas rochosas do Sul acabaram adquirindo o título de "formigas das Rochas".
Diferente dos Orcs, sua raça é do tipo migratória, porém cada espécie de formiga tem preferência de um local adequado para sua própria convivência, como era o caso das Formigas das Rochas.
Apesar de serem categorizadas de classe C, monstros que possuem certa consciência porém apresentam leve ameaça, elas podem facilmente ser um perigo para aventureiros inconsequentes e novatos, até mesmo chegam á causar dores de cabeças para os comerciantes do oriente e outros países que pretendiam utilizar á floresta de Langri como rota comercial.
Apesar de se encaixarem nessa categoria elas eram mais temidas quando estavam em bandos, nem mesmo grupos de aventureiros experientes poderiam lidar com tal ameaça em uma única caçada.
Quando estão reunidas se movem como uma única entidade, muitas espécies semelhantes dessas formigas possuem uma comunicação mental de unidade sendo capazes de organizar ataques em grandes grupos, subindo mais um ponto no rank de perigo.
Apesar de viverem em um terreno com fama de ser hostil, as montanhas ficavam aos arredores das áreas agrícolas do império, sendo a estação adequada para grãos e cevada, os líderes consequentemente iriam fortificar a defesa do local por se tratar de uma das fontes de alimento cruciais.
Apesar da inteligência coletiva das Formigas das Rochas, atacar essas áreas com defesas fortificadas seria uma atitude imprudente e uma ação de extrema dificuldade, o que provavelmente e por consequência apenas iriam causar a ira do império forçando uma caçada iminente de sua espécie até o seu possível extermínio.
Sua rainha entendia isso, apesar de ser um monstro de classe inferior se comparada com aqueles de rank B, sua inteligência era crucial para seu bando, sem ela dificilmente poderiam ser coordenados para evitar o perigo, ela compreendia em meio á tantos embates e incursões, adquirindo experiência com o império em constante expansão.
Ataques ocasionais contra pequenos comerciantes e invasões de terras desoladas não seriam um problema, o império não poderia tomar uma atitude sem ter muitas informações.
No entanto invadir uma área fortificada quanto uma zona de produção agrícola isso sim poderia causar um problema á longo prazo.
Esses e outros pensamentos preenchiam a mente da líder das formigas.
Isso ainda não é o suficiente para nós... Apesar da sua inteligência seus instintos selvagens falavam mais alto.
Atualmente seu formigueiro não estava com problemas de provisões, caso elas atacassem um grupo de determinado tamanho, elas poderiam ter mais recursos por pelo menos um mês inteiro, mas quanto mais ela devorava humanos mais forte sua rainha ficava e consequentemente sua força era compartilhada com o restante das outras formigas, para o formigueiro uma refeição é para a sobrevivência dos mais fortes dentre eles, mas para a rainha não era mais nada do que absorver energia mágica.
Lutar contra monstros fortes ou abater muitos humanos com potencial mágico enorme seria o suficiente para um monstro qualquer atingir á classe Desastre, um rank abaixo de uma das mais temidas de todas a classe do Caos.
Apenas poucos monstros se encaixam na classe do Caos, aqueles que pertencem à ela são seres de extremo poder, tendo apenas como obstáculos naturais, outros monstros da mesma classe ou até mesmo heróis invocados.
Para a Rainha atingir tal evolução era necessário acima de tudo, graças á fortificação do Império seus planos tiveram que tomar um rumo mais apressado.
Ainda assim os ataques ocasionais contra aventureiros e comerciantes não seria o suficiente para alcançar tal meta.
Porém assim como outras espécies, estiveram cientes de uma área neutra com monstros poderosos, uma floresta assentada nas terras do norte, abençoadas em abundância com o poder da natureza.
Para chegar á esse local elas teriam que adentrar à Floresta Lagri, apesar dos habitantes serem em sua grande maioria monstros de nenhuma importância algo impedia a sua potencial invasão.
[Abyssal Dragon Syphus]
A existência de um dragão primordial em um lugar remoto era motivo o suficiente para qualquer um temer.
Todos que estavam naquela floresta podiam contar com a falácia popular, todos estavam convencidos de estarem sob a proteção de Syphus, consequentemente com essa informação todos podiam viver dentro daquela floresta mesmo com a presença de uma aura pesada beirando á demoníaca.
A ideia de pensar o contrário era completamente insana, era mais fácil acreditar na benevolência de um ser poderoso e ao mesmo tempo temê-lo pela mesma razão.
Até o momento muitos viviam com esses pensamentos e reprimiam sua vontade de invadir o local...pelo menos isso perdurou por algum tempo...
A Rainha do formigueiro olhava para a floresta com seus olhos avermelhados agitando suas antenas.
Essa presença temida que era o grande dragão havia desaparecido e agora não só elas mas muitos monstros poderiam livremente causar o caos degenerado na floresta e se tornarem seus governantes, só essa possibilidade fez com que a rainha entrasse em euforia.
Em frente meus servos! Vamos seguindo! Seu pensamento foi compartilhado com o restante do formigueiro e todas seguiam seus passos.
[...]
Pelo menos um dia havia se passado.
Bem, agora que me tornei uma possível guardiã da aldeia, tive que seguir com os preparativos.
Quando conquistei esse título devo dizer que o tratamento mudou de maneira drástica, agora não sou vista como uma ameaça, alguns até mesmo me olham com admiração e esperança, o que me causava certo receio.
Mas não podia deixar esse sentimento me dominar, junto com o Líder solicitei a presença de todos os potenciais guerreiros, nesse caso uma boa parte dos homens adultos e até mesmo algumas mulheres capazes.
Bem, acabei fazendo uma checklist dos pontos positivos e negativos dos presentes, enquanto o fazia, os não combatentes, os mais velhos e as crianças vieram para ver nossa preparação.
Vamos lá, por serem Orcs posso ao menos contar com sua força de combate, mas estou apenas utilizando um conhecimento específico, no caso os jogos de RPG.
Lá eles são categorizados por monstros de nível intermediário e até mesmo sendo chefões em alguns casos, mas se tratando da realidade que estou encarando isso pode ser um problema.
Apesar da sua força, um ataque corpo á corpo nem sempre seria a solução, ainda mais devido á falta de recursos necessários.
E é aí que entra o outro ponto negativo, a questão logística.
Estamos em um local remoto dentre ás árvores, qualquer ataque á nós seria considerado como algo isolado, ao menos eles parecem reconhecer o terreno em que estão, porém ainda nesse mesmo tópico, parcialmente estamos em uma questão desarmada.
Todos possuíam armas improvisadas e forjadas de maneira arcaica, machados, espadas, facas e flechas pontiagudas feitas com pedras raspadas e madeira resistente, de um ponto de vista otimista isso é melhor do que não ter nenhum meio para se defender.
Mesmo assim eu não tenho referência dessas formigas da rocha no que diz respeito á meios ofensivos e defensivos.
Desde o momento até aqui tenho lidado com criaturas influenciadas pela corrosão seus atributos físicos foram modificados por conta disso, alguns até mesmo demonstrando uma resistência notável, quem sabe monstros com certa racionalidade possam apresentar mais dificuldade por conta disso, então temo que essas armas possam servir minimamente para algum tipo de distração.
Havia perguntado para o líder como eles conseguiram essas armas, eles mesmos a fizeram utilizando os conhecimentos básicos, pegando uma como demonstração pude notar que ela era bem pesada e completamente desregular, no final das contas não passam de utensílios para limpeza, no caso para cortarem árvores, limparem arbustos ou até mesmo caçar animais pequenos.
Por falar no líder ele parece bem apreensivo, consigo entendê-lo de certa forma, mais uma vez ele estaria lidando com um confronto inevitável com todas as pessoas de sua aldeia, ele não deve ter lidado bem com a perda anterior ainda, gostaria de confortá-lo mas acho que isso seria um esforço em vão, além do mais tal sentimento serviria como um gatilho para motivá-lo á não cometer mais erros.
Todos ainda estavam diante de mim e do líder com vários olhares distintos e sentimentos aflorados.
— Tenho certeza que todos aqui compreendem a situação em que estão, mais uma batalha está por vir, temo que saibam o que quero dizer com isso. (Satouma)
Eu deveria ser mais encorajadora, mas até mesmo em meu antigo mundo eu não sabia como utilizar as palavras corretas.
Apaziguar as coisas nem sempre é a solução, as vezes uma dose da dura realidade é essencial, como estou fazendo agora.
— Sim, estaremos indo para mais uma luta, podemos acabar ganhando ou quem sabe perdendo a vida em meio à ela, mas não podemos voltar atrás, não podemos continuar fugindo para sempre. (Líder)
Como esperado de seu corajoso líder, todos parecem tê-lo compreendido, fico feliz que seu ideal não seja do tipo individualista.
Porém todos acabaram sendo honestos em seus gestos, alguns até mesmo estavam tremendo nesse momento, se eu ainda fosse humana eu provavelmente ficaria em pânico se fosse convocada para algum tipo de guerra pelo meu país.
Acabou que eu não sinto nenhum medo, depois de ter passado pelo sentimento de morte umas duas vezes eu já sei o que me aguarda no pior dos casos, além do mais eu já enfrentei uma sequencia de criaturas notáveis até chegar aqui.
Mas apenas eu apresento esse sentimento...
— Tentem não demonstrar muito nervosismo, somos a linha de defesa, por esse objetivo não podemos fraquejar, vamos dar o nosso melhor por isso. (Satouma)
Como havia imaginado, sou uma piada para
— Eu posso ajudar também! ( Jovem Orc )
— Hey garoto! Volte para seu lugar! (Líder)
O líder parecia que tinha palavras duras para dizer ao garoto, eu posso entender o motivo dessa atitude rude, ele não quer envolver os mais jovens em uma batalha como essa, mesmo assim teve a necessidade da minha intromissão, acabei levantando minha mão cortando ele no mesmo instante.
— Escute garoto, você pode até ter coragem ,mas deve reconhecer os limites, se quer mesmo nos ajudar fique por aqui. (Satouma)
— Mas eu posso ajudar, sou um dos únicos aqui com a capacidade de usar magia, ela não é muito forte mas é melhor do que nada. ( Jovem Orc )
Eu não dei muita atenção para isso, apenas no momento de adrenalina quando ele teve que lidar de frente com o Javali.
Mesmo não sendo experiente em magia como essa e por mais duro que seja o meu pensamento ele é relativamente fraco, na pior das hipóteses ele poderia acabar na pior em meio ao calor da batalha.
Mas não quero desmerecê-lo, muito menos fazer com que ele abra mão desse sentimento de coragem.
Para confortá-lo acabei me abaixando e colocando a mão em seus ombros, quando o fiz pude sentir ele tremendo, ele também está assustado.
— Claro, se as coisas derem errado, o que eu espero que não, vocês serão nossa última defesa, faça o que for necessário para proteger aqueles que precisam. (Satouma)
Isso acabou o animando de certa forma, ele acabou sorrindo para mim.
Mesmo o dispensando de maneira indireta ele ainda irá nos ajudar, claro ficando recuado e nos últimos dos casos vai se envolver nesse conflito.
— Sim! Pode deixar pode...quer dizer Satouma-Sama. ( Jovem Orc )
— *Sorri* Conto com você, agora vai lá. (Satouma)
E ele acabou voltando para o lado dos não combatentes, o líder parece ter ficado satisfeito com as minhas palavras e o rumo que elas tomaram.
Mesmo mandando para o caminho mais seguro, ainda assim não podia deixar de pensar no que de pior poderia acontecer.
Dito isso a morte dos orcs poderia ser o pior dos cenários, assim como a destruição de sua aldeia, ainda assim eu não posso permitir tal coisa, afinal eles eram a minha responsabilidade.
O clima também não estava ajudando muito ,o tempo de preparação foi rápido e curto, no instante em que o sol se por, a batalha irá começar...
— Temos pouco tempo... Os outros já fizeram á sua parte? (Satouma)
— Sim, seguimos as suas instruções perfeitamente, porém temo que não será o suficiente (Líder))
— Sobre isso farei algo por garantia, mas apenas para nos defendermos... (Satouma)
[...]
Como esperado no instante em que o sol se pôs a rainha já estava á postos.
No instante em que a noite caía e a lua se erguia seu desejo aumentava cada vez mais.
Quando ela havia se erguido seu formigueiro havia entrado em transe a contemplando.
Eles também estavam tensos por conta da espera.
Emergindo do solo retornou uma jovem formiga que havia feito o reconhecimento ao redor da aldeia.
Relatando mentalmente que algo havia mudado, um novo monstro estava entre eles, e apresentava uma aura assustadora que superava á de seu líder, a formiga temendo por aquilo apenas pode concluir que os Orcs contavam com algum tipo de aliado bem mais poderoso.
Isso me parece impossível! Pensou a rainha, afinal um monstro tão temido por seu formigueiro que já lidou com diversas ameaças só podia se tratar de alguma espécie que a superaria em poder e isso era algo que seu orgulho não aceitava.
Para ela todos os monstros de mesma classe ou inferior eram insignificantes em ameaça.
Mesmo com essa informação ela seguiu em frente com seu formigueiro.
Após uma longa marcha em frente à elas estavam á aldeia.
Por ser uma rainha ardilosa ela não abaixaria sua guarda facilmente, porém não deixou de notar que algo estava diferente.
Ela já havia lidado com a aldeia de orcs anterior essa no entanto apresentava uma fortificação leve, como se tivesse sido planejada por algum humano.
A maioria das casas foi desmanchada, suas madeiras foram utilizadas como barricadas.
Em frente á entrada estava um único ser, e para sua surpresa não era um Orc mas sim uma Dracônica.
Então eles aprenderam algo com nosso último ataque!
A rainha ria, afinal foi preciso um único embate para que os orcs tomassem alguma atitude, aquilo era apenas uma demonstração do quão temida ela era.
Eles haviam deixado uma brecha para se defenderem de nós.
Por mais que elas estivessem em menor número ela sabia o potencial de sua força e de seu formigueiro, com suas longas patas, garras afiadas e presas capazes de destruir rochas elas poderiam facilmente destruir aquela barricada.
Orcs tolos, vocês nos subestimam com essa estrutura fraca. Com esse pensamento ela ordenou o ataque.
Com uma única ordem cinco formigas foram adiante, com toda á sua velocidade em direção á barricada, a sua coordenação era em perfeita sincronia como uma única unidade avançando.
Graças á conexão telepática o formigueiro podia facilmente orquestrar ataques organizados á vontade da sua rainha.
Aquele ataque não havia falhas, indo em direção à muralha ela inevitavelmente seria destruída, aquilo poderia desestabilizar os orcs fazendo-os pensar que seu esforço seria em vão.
Tzz
Mas para sua surpresa a primeira horda havia sido repelida, utilizando sua conexão mental ela percebia que algo estava restringindo seu movimento enquanto derramavam sangue de maneira superficial.
O que está acontecendo! Em uma breve conexão mental ela perguntava para a primeira horda porém todos acabaram caindo inconscientes, ela não sabia o que estava acontecendo, mas além de terem seus movimentos restringidos algo havia lhes paralisado por completo.
A dracônica diante deles não havia nem sequer se movido, ela permanecia com seu olhar fixo em direção ao formigueiro que estava diante dela agrupados em volta da Rainha.
Ela fez alguma coisa? Impossível! Ela nem se mexeu!
Uma das formigas mais baixas se aproxima.
— É ela, o monstro que eu havia sentido aquela aura sombria! Ela com certeza supera não só a do líder dos Orcs...mas se me permite a ousadia ela também supera á sua vossa majestade... (Formiga)
Ao relatar ela recua para trás.
Que tolice! Pensou ela enquanto olhava para a Dracônica.
Ela já sabia que dracônicos eram indivíduos raros com parentescos próximos aos dragonewts e Scalelizards, mesmo assim ela questionava o envolvimento daquele ser.
Para me superar em aura, isso é impossível, me alimentei de vários outros monstros e humanos!
Ela se gabava por seus feitos anteriores enquanto se aproximava lentamente com o restante do formigueiro.
— Parem aí mesmo! Não queremos lutar por coisas desnecessárias, vamos fazer isso de maneira pacifica. (Satouma)
Foi o que ela declarou.
A rainha das formigas apesar de orgulhosa era experiente e ardilosa.
Por conta de embates anteriores ao longo dos anos ela já havia encarado várias adversidade, ela não iria ser negligente ao ponto de não se planejar.
Mesmo sendo uma espécie inferior ela já teve sua coragem testada em muitas batalhas, mesmo que estivesse diante de um perigo iminente ela não demonstraria medo ou relutância.
A presença da dracônica não estava tão evidente como lhe foi relatado por isso ela á subestimava e foi tal pensamento que a fez cometer um erro severo.
KYAAAAH!
— Insolente! Vamos acabar com você e devorar toda à sua aldeia! (Rainha)
Ela então ordenava o ataque direto.
[...]
Bem, isso foi algo inesperado.
Para minha surpresa ela também tem a capacidade de se comunicar com a voz, mesmo de longe eu podia observar que elas agiam de maneira coordenada, assim como as formigas minúsculas e em sua maioria inofensiva de meu antigo mundo.
Mas isso pode ser um problema.
Sendo uma rainha achei que tudo isso poderia ser resolvido com aquela sentença, se ela recuasse ou ao menos estivesse disposta á conversar poderíamos evitar baixas desnecessárias.
Claro eu não tinha um discurso prévio mas sou experiente em negociações, mesmo assim acabaria sendo um esforço em vão.
Mesmo assim foi um esforço coletivo necessário para esse momento.
O líder estava certo em não subestimar essas adversárias.
Aliás, tive que me prontificar de curar os feridos, sim haviam pessoas machucadas nesse lugar.
Acabei os reunindo rapidamente e os curando em uma única rodada, claro não foi do combate anterior, eles lidaram com ameaças leves antes de se estabelecerem aqui, mas dado as condições precárias eles não se recuperariam fácil então dei um pequeno reforço mágico.
Depois disso foi questão de cuidar da defesa da aldeia.
Solicitar o desmanche parcial de sua moradia para formar uma barricada foi uma estratégia ousada, embora a madeira fosse apodrecida seria o suficiente para conter tal ameaça, mas foi apenas baseado em minha imaginação, não sabia que as formigas gigantes eram de fato...gigantes.
Nesse quesito elas possuem o tamanho de uma pessoa normal, algumas com bípedes e outras quadrúpedes.
Ainda assim não confiei muito nas barricadas e solicitei um reforço com galhos e pedras que coletamos ás pressas para fazê-la.
Mesmo enquanto o fazia eu estava hesitante em mandar possíveis batedores para inspecionar a ameaça, em uma guerra é necessário toda informação á respeito de seu inimigo porém com a falta de pessoal não ordenei nada, nesse momento ficar juntos seria a melhor das opções.
Mas agora tenho certeza, essas formigas das rochas não são brincadeira, além de aparentarem ter certa força elas são rápidas.
Não demorou menos que um dia para que as coisas ficassem prontas por aqui.
Ainda assim por garantia optei por usar meus [Fios de Seda] em uma camada bem fina porém afiada, acabei descobrindo que posso alterar sua densidade então quanto mais finos mais resistentes, do contrário também teria o mesmo efeito mas desse jeito foi eficiente para montar uma armadilha.
Também fiz questão de fazer o mesmo com as [Teias Eletrizadas] as fazendo em uma camada bem fina elas se tornam invisíveis á olho nu, apenas eu sei como me coordenar nesse terreno hostil.
Caso elas corressem de maneira imprudente por aqui elas poderiam ser cortadas levemente e consequentemente tendo seus movimentos restringidos por conta delas.
— Líder, tem certeza que devemos permanecer recuados? Não deveríamos ajudá-la? ( Soldado Orc)
— Ela nos mandou ter paciência, nos envolver seria o último dos casos, além do mais tenho certeza que Satouma-Sama sabe o que está fazendo. (Líder)
Por via das dúvidas optei por uma tática defensiva improvisada, não podia apenas contar com as armadilhas em campo feitas por mim apesar de ter certa confiança nada é perfeito então optei por deixar os orcs mais recuados ,caso elas atacassem teriam grande dificuldade e eles poderiam finalizá-las sem nenhum problema.
Agora que pude confirmar isso tinha certeza que podia estabelecer uma comunicação entre nós, mesmo assim elas não param de se mover.
— Parem aí mesmo! Não queremos lutar por coisas desnecessárias, vamos fazer isso de maneira pacifica. (Satouma)
Tive que mostrar um certo tom de ameaça para forçar sua parada mas nada adiantaria, por mais que a rainha e seu formigueiro tivessem paradas há alguns metros de nós, posso compreender qual rumo isso irá tomar.
KYAAAAH!
— Insolente! Vamos acabar com você e devorar toda à sua aldeia! (Rainha)
Ela não aprendeu com a primeira onda de ataques, suas formigas batedoras acabaram tendo os movimentos restringidos graças ao meu[Fio de Seda] junto com as [Teias Eletrizadas], mesmo assim ela demonstra certa coragem.
Por sorte as barricadas contavam com aberturas, então conforme elas iam avançando algumas flechas foram disparadas.
Por sorte alguns dos guerreiros orcs são experientes em lançamento de flechas, pude até mesmo ver algumas flamejantes, no final das contas o jovem orc parece não ter me escutado e foi ajudá-los de alguma forma, mesmo assim isso foi extremamente útil já que aquelas que foram atingidas recuavam e pela distância mesmo que fossem flechas improvisadas elas podiam ser feridas.
Crap!
Aparentemente ninguém escapa dessa vez, algumas de suas formigas tentavam cavar o solo porém os orcs arremessavam machados e pedras.
Mesmo sendo um ataque improvisado por conta da falta de noção de distância acabou dando certo, não ao ponto de matá-las porém causaram severos danos.
Agora pude entender por completo a natureza de nossas adversárias, se esse lugar não fosse previamente preparado elas teriam devorados os sobreviventes de seu último ataque nessa mesma noite.
O resultado foi uma parcial quebra de formação graças ao recuo das formigas feridas, foi uma disputa estratégica da qual nós acabamos levando certa vantagem, a experiência adquirida pelos orcs ao longo do tempo no final das contas acabou compensando.
Talvez por ser uma humana com certo preparo eu pude sobrepujar a estratégia de um ser selvagem como formigas gigantes.
"Isso vai desmantelá-las" Foi o que eu havia pensado enquanto podia sentir a ira da rainha há uma grande distância.
[...]
A rainha pela primeira vez foi pega de surpresa.
Ela mesma ciente de potenciais ameaças ao longo dos anos nunca teria imaginado que teria sua estratégia superada por meros orcs, ela esperava seu fim para uma espécie superior ou até mesmo para humanos, tal sentimento conflituoso apenas a enfurecia.
Mesmo com poucas formigas á sua disposição em união elas são adversárias extraordinárias porém contavam apenas com a orientação precisa de sua líder da qual se sentiu encurralada.
Aos poucos seus temores foram se tornando dúvidas, das quais ela teve que conter para que seu formigueiro não compreendessem seu estado emocional naquele momento.
Era imprescindível que a rainha daquelas formigas demonstrasse fraqueza ou dúvidas, afinal todas as formigas são coordenadas por uma única entidade, o fracasso de uma, duas ou todo o formigueiro seria culpa de apenas um único ser.
Em uma última contramedida a rainha não ordena mais nada e avança á diante.
[...]
Como esperado, sua estratégia fracassou e ela apelou para o último recurso, seu envolvimento pessoal.
A rainha diferente das outras formigas demonstra força e agilidade, seu corpo não conta com uma proteção assim como as suas subordinadas mas suas garras e presas iriam compensar a falta delas.
Por um breve momento todos concentravam seus olhares para ela vindo em minha direção, á essa hora ela ignorou por completo o seu principal objetivo e veio para cima de mim, era tudo uma questão de orgulho.
É estranho, assim como os potenciais perigos que enfrentei até chegar á superfície eu não senti temor algum, tudo acabou sendo mais do mesmo, cheguei até mesmo á ver tudo bem devagar.
Mas eu não seria facilmente superada.
Swin! TZZZ
Ela foi pega graças aos meus [Fios de Seda] tive que arriscar mais uma vez já que ela acabou passando com facilidade as minhas armadilhas e mais uma vez reforcei com ás [Teias Eletrizantes] para atordoá-la.
Agora ela estava á minha mercê, ela se debatia ainda presa em meu fio e teia mas ela não iria sair daqui facilmente, acabar com ela com um único golpe provavelmente daria o fim á isso, mas eu precisava ter certeza de uma coisa.
— Ouça, se eu poupar a vida de seu formigueiro e a sua você jura nunca mais mexer com os orcs? (Satouma)
Por mais que ela seja uma adversária ela seria equivalente á um predador selvagem, em meu mundo esses seres não possuem nenhuma racionalidade e saem atacando quando necessário para se alimentarem.
Como ela possuí certa racionalidade ela pode me compreender, quem sabe se ela jurar não se envolver conosco as coisas podem acabar da melhor maneira para ela.
Além do mais deixei claro especificamente para ela não mexer com os orcs, no que diz respeito ás outras espécies, temo dizer que não é problema meu, mas ela sabe dos seus limites, ainda mais depois dessa noite.
— Sua tola, acha que vou parar! Vou continuar até devorar todos vocês. (Rainha)
Essa foi sua resposta.
Eu sinto que não deveria estar surpresa com isso dado suas ações até o momento, mas gostaria de resolver isso da melhor maneira possível.
— Certo...essa é a sua resposta final...então sinto muito... (Satouma)
As negociações não poderiam ser mais feitas, acabei oferecendo uma oferta razoável porém ela já fez á sua escolha.
Acredito que queimá-la iria libertá-la dos meus [Fios de Seda] e qualquer oportunidade que ela tiver para contra-atacar ela iria fazê-lo.
Então ergui minha mão direita e na ponta das minhas unhas ás transformei em [Garras de Navalha] eu me aproximava dela lentamente e relutante, mas quando cheguei perto o suficiente, com um golpe de mão aberta havia cortado á sua cabeça.
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