Revolution Is My Name
1 Êxodus
No ano de 1777, muito se falava sobre a soberania Inglesa e o colonialismo inglês nos Estados Unidos, a coroa inglesa junto com seu poderoso e submisso exercito, reinava a nova área americana com mãos de ferro, submetendo muitas vezes os pobres camponeses e colonos a situações abusivas e tremendos impostos, havia algumas revoltas em partes isoladas do país, porém, sem nenhuma culminância boa, os movimentos eram rapidamente repreendidos pelo exercito inglês e os colonos e camponeses desistiam da idéia de uma revolução e da liberdade econômica, e voltavam às suas vidas normais, a maioria das famílias americanas tinham medo, medo de protestar contra a vontade dos superiores tiranos, medo de perder seus pais e entes queridos, pois o inimigo agia também por de baixo dos panos, ameaçando muitas vezes os parentes daqueles que ousavam a ir contra a opressão e a tirania, os pais e suas famílias, só tinham a obedecer, pois eram tomados pelo pavor, mas também pelo ódio, pela ira, pela raiva, e pelo inquietação, os camponeses eram presos em espécies de pequenos feudos que eram organizados de modo que a população de cada feudo, não fosse suficiente para um motim, ninguém sabia o que acontecia nos outros lugares, e todos sabiam que a BlackSkull ( que era a organização que representava a coroa inglesa nas terras americanas, os responsáveis por toda a opressão e o sofrimento sobre o povo Estadunidense, ou melhor, Servos, como eram chamados. ), a BlackSkull mantinha pessoas escondidas dentre a sociedade para delatar o começo de pequenos motins, ou mesmo mal dizeres da população contra a sociedade BlackSkull, que era formada apenas por soldados, já experientes, sem família, maus e comandada por generais inescrupulosos sem limite para a maldade.
Num vilarejo, com pelo menos 200 habitantes, porém com uns 75 guardas da BlackSkull, que era o suficiente para parar qualquer tipo de revolta, as pessoas trabalhavam em minas de pólvora para abastecer a demanda de explosivos e munições do exercito, os Servos, ganhavam pouco dinheiro, pouca comida, dentre o povo, havia a família Hanson, uma família de 5 pessoas que morava numa pequena casa ao extremo norte do Feudo, era composta do pai, o senhor Robert Hanson, um velho alto de cabelos quase inteiramente brancos mas cobertos pelo preto das minas de pólvora, a mãe, a senhora Eva Hanson, com 58 anos, esbanjava juventude pois não se submetia aos trabalhos mais pesados, e tinha vasto conhecimento em agricultura pois trabalhava no plantio com a filha, o filho mais velho, Thomas Hanson, um homem alto de cabelos na altura dos ombros, não tão forte quanto o pai, a filha mais nova, Mary Hanson, de 15 anos de idade, cabelos negros e longos, busto de médio pra grande e um corpo divinamente bonito, e o filho do meio, Arthur Hanson, alto, forte, bonito e inteligente, com cabelos e olhos negros como o céu noturno, o preferido do pai, mas que porém gerava uma certa inveja no mais velho, era uma das famílias mais conceituadas dentre os outros 195 habitantes das minas de pólvora, que trabalhava lá somente o pai com 61 anos, o irmão mais velho com 30 e Arthur com 23, trabalhavam 6 dias por semana numa jornada de trabalho de 16 horas por dia, que se caso não cumprissem eram punidos pelos guardas BlackSkull.
O velho Hanson, junto com mais 42 trabalhadores fortes da mina, planejava uma revolta, mas não uma revolta qualquer, um dos filhos do minerador Anthony Martin, o jovem de 26 anos, Harry, dotado de uma grande inteligência, havia aprendido em uma viagem de entrega em outros feudos, o processo de ignição da pólvora, que levaria a uma explosão, Harry e a família Martin junto com Robert Hanson e seus filhos, comandavam por de trás das cortinas um motim num momento em que 30 guardas se ausentariam da comunidade para combater em outras áreas que precisavam de apoio, no caso sobrariam apenas 45 guardas BlackSkull, dos 75 previamente ditos, era o momento perfeito para a fuga, para fugir da opressão que assolava os habitantes do Feudo, denominado No-name.
Os trabalhadores se comunicavam para organizar a revolta através de pequenos códigos e gestos, elaborados por Harry, o que facilitou a comunicação dentre os revoltantes. Após semanas juntando de pouco em pouco restos de pólvora para armar a explosão, finalmente eles tinham todos os materiais necessários, pólvora, fósforos, uma bala, e um rifle de calibre .22 . No dia em que os 30 guardas saíram da comunidade, os revoltos só esperaram a noite cair para armar a trama, os explosivos caseiros foram posicionados em um ponto cego das torres de vigia, e então exatamente à meia noite, horário em que os guardas costumavam tomar um café, 100 cidadãos, sendo dentre eles 58 homens, se reuniram no lugar em questão, fizeram todos os preparativos, naquela noite que mal se podia ver as estrelas na noite, e a escuridão tomava conta dos postos, das casas e das vielas, os trabalhadores esperavam pelo momento certo, pelo êxodo, pela glória de conseguir fugir daquele lugar, daquela prisão, daquela escravidão, e exatamente à 00:05, os explosivos prontos para serem acionados, por um fio de barbante, ligado a um fósforo, que seria acendido e concluiria o plano, dentre os fortes ventos, e em meio a esperança de 100 pessoas, no momento cronometrado, em que as paredes daquele lugar cairiam, em 3....
2...
1.....
Click, foi o som que se ouviu, o pequeno ruído de falha dos explosivos, ninguém sabia o que havia acontecido, os guardas já estavam voltando, alguns já haviam perdido a vontade de escapar dali, perdido a esperanças, enquanto num ato de coragem a senhora Eva Hanson, toma da mão do filho mais velho um rifle com uma bala corre na direção dos explosivos para se detonar junto com eles, os guardas já haviam voltado, olharam a situação, mas já parecia tarde demais para parar os revoltos, quando a velha senhora, preparada pra suicidar-se em prol da liberdade do seu povo, tudo o que se ouve, um suspiro, e um belo barulho de um tiro.
Fale com o autor