Revenge She-Wolf
5 Capítulo 5
Notas iniciais
CAPITULO 05
Pov Jorah Mormont
Jorah Mormont sempre se orgulhou de sua coragem e de não temer o inimigo, no entanto, parado no convés do navio segurando Arya Stark pelos pulsos enquanto a Jovem Loba travava uma batalha de provocações com a Mãe de Dragões, Jorah temeu.
Ele podia sentir cada um de seus pelos se eriçando, ele sentia o perigo irradiando das duas mulheres como nunca sentira na vida, elas eram perigosas demais para estarem juntas.
Logo quando a conhecera, Jorah não dera muito pela garota franzina de no máximo 18 anos que se apresentava a Daenerys, acima de tudo, não confiava nela, atualmente, ele continuava a não confiar muito nela, mas a garota Stark provara seu valor como guerreira e todos no navio sabiam disso.
– E o que vai fazer Daenerys Targaryen? Matar-me? – Jorah ouviu as palavras saírem da boca dela com um sabor amargo de provocação e desafio.
Ele esperou, cravando os olhos e sua amada rainha, uma palavra dela seria o suficiente para que ele matasse a Loba.
– Você venera a morte – foram às palavras ditas por Daenerys — dar esta dádiva a você seria um presente, não, Arya Stark, a você eu lhe dou a vida, é a ela que você teme. Você me seguirá a Westeros e, se vir a morrer, será no campo de batalha, lutando em meu nome. Sua vida me pertence.
Jorah sentiu a resistência da Stark sendo destruída a cada nova palavra proferida pela rainha, ela agora não representava perigo a ponto de ele ter que continuar segurando-a.
Ela estava pronta para se retirar quando se deteve, Jorah acompanhou seu olhar, no horizonte a grande massa de terra se aproximava algo que ele não via há muito tempo. Westeros crescia a sua frente.
– E sua sentença começará logo. — decretou a Rainha, no entanto Arya não pareceu ouvir, e se ouviu, não deu a menor importância. Em passos lentos a garota se aproximou da borda, perdida em pensamentos que, Sor Jorah, não conseguia identificar.
Pov Arya Stark
– Baixar as velas, homens. — gritava o intendente. — Preparar para aportar.
Arya ouvia os gritos de comemoração em um misto de incredulidade e algo a mais... Algo que ela não sabia descrever. Era um sentimento confuso, feliz... Não, feliz não, aquele lugar fora a sua ruína, a ruína de todos de seu nome, daqueles que um dia, em outra vida ela chamou de família. Westeros não significava nada para ela. Nada.
Arya não soube por quanto tempo ficou ali parada, observando, só saiu daquele estranho torpor quando Verme Cinzento lhe chamou. A Rainha a convocava para uma reunião em sua cabine.
– ...digo que saquear é o melhor a se fazer, precisamos fazer nosso nome. Precisamos fazer que temam a Mãe de Dragões — disse Daario Naharis, ao lado da Rainha.
– Não vejo como saquear ira nos ajudar — a voz de Mormont ecoou pela pequena cabine, o rosto adquiria um tom crescente de rubro, e o suor lhe escorria pela testa. — Precisamos fazer o povo amar Daenerys, não temê-la.
– Isso é ridículo, digo-lhe que...
– Basta. — Daenerys disse, sem aumentar o tom de voz, no entanto todos se calaram. — Obviamente estamos em um impasse. Metades dos homens acham que devemos saquear — um berro ouviu-se daqueles que concordavam — enquanto a outra metade acha que devemos ir direto a Porto Real, tomar o trono. — gritos de concordância foram dados.
Daenerys pareceu notar Arya, no canto da cabine, ainda havia tensão entre elas, mas isso não era digno de atenção no momento.
– Lady Stark — ela disse com demasiada calma — o que acha que devemos fazer quando aportarmos, saquear as cidades e vilas, ou ir a Porto Real?
O silencio recaiu sob a cabine, todos os pares de olhos voltados a ela, esperando que ela desempatasse aquela disputa, no entanto, o que Arya disse mudou todo o rumo da história que eles trilhariam a partir de agora.
– Nem um, nem outro. — ela disse, olhando diretamente para os olhos violáceos de Daenerys Targaryen, — O lugar para o qual devemos ir é a Muralha.
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