Notas iniciais
É, eu sei que não sou muito boa com detalhes e descrições, mas vou tentar melhorar isso ok :3

- A comida está se tornando escassa, Iluminada. Não sei o quanto ainda durará.

Daenerys Targaryen estava começando a se desesperar. Estavam há dias no mar, talvez meses, seu povo morria, sua comida e agua acabavam, suas galés eram atacadas, e seus dragões estavam cada vez mais impacientes e agressivos.

- Vamos racionar — disse Arya. Sentada no canto mais distante da cabine da rainha, ela amolava a espada longa e fina a qual ela se referia como Agulha, certa vez, Daenerys entediada e querendo ouvir alguma nova história perguntou-lhe acerca origem da tão estimada espada, Arya lhe respondeu que antes, quando a espada lhe foi dada ela pelo o irmão bastardo, e ironicamente o mais amado por ela, a espada era bem menor, perfeita para uma criança de nove anos, Agulha lhe havia sido tomada varias vezes e, de alguma forma, ela sempre retornava a ela, porem ela se tornara pequena demais para Arya, então ela foi novamente forjada, desta vez ficando maior. — Pequenas poções de comida, e apenas duas refeições por dia.

Todos a olhavam.

As opiniões sobre a Stark eram divergentes, metade dos homens a amavam, a outra a detestava ou simplesmente ignorava, diziam que ela não era humana, completamente insensível para com os outros, antissocial, selvagem e taciturna.

- Se racionarmos — disse o meereenese — eles continuarão morrendo, só que agora será de fome.

Arya lançou lhe um olhar carregado de tédio.

- Então deixe que morram.

O silencio e o desconforto reinou na cabine pequena e abafada.

- Não permitirei que as mortes continuem Lady Stark- disse a Rainha, visivelmente incomodada. — Não se esqueça que eles são meus filhos.

- Filhos morrem, vossa Graça, as mãe também, pegue a minha família como exemplo se lhe aprouver — Arya disse, a expressão indiferente no rosto dela era como um tapa na cara de Daenerys — Todos os homens devem morrer.

A Rainha ignorou o comentário da garota, virando-se para seu Imaculado.

- O que sugere Verme Cinzento? — ela já sabia a resposta.

- Este concorda com Lady Arya, Iluminada. Este acha que devemos matar todos os fracos e doentes.

Verme cinzento surpreendentemente acabou adquirindo certo respeito e admiração por Arya.

Daenerys já estava cansada de mortes. Ela dispensou o pequeno conselho alegando que queria tirar um tempo para poder organizar seus pensamentos. Arya não pode deixar de notar enquanto saia que um certo tyroshi de cabelos azuis ficara para trás junto a Daenerys.

Arya atravessou o convés, indo até as escadas que levavam até o porão do navio, onde os dragões eram mantidos em grandes caixas de metal. Ela dirigiu-se a caixa da direita, vendo por entre a viseira os grandes olhos cor de bronze de Rhaegal. Ela desejava aquele dragão da mesma forma que em uma outra vida desejara um lobo gigante.

Há tempos Arya descobriu ser uma warg, já vestira diversas peles, e mesmo algumas sendo mais difíceis que outras, sempre conquistara todas, até conhecer Rhaegal. Ali, parada de frente para ele ela tentara arduamente vesti-lo, mas sua tentativa mais uma vez mostrava-se vã, ele apenas lhe trazia lembranças que ela fazia questão de esquecer.

Desistindo de tentar toma-lo, ela caminhou em direção a ele, Rhaegal se agitou, pela fenda da grade ele mandou uma intensa rajada de fogo, esta qual Arya desviou com facilidade. Sem se deixar abalar, ela continua se aproximando a passos lentos e contidos, a mão ainda esticada, eles ficam frente a frente, os olhos bronze dele encarando os cinzentos dela, sem quebrar o olhar ela avança mais um passo, pronta para toca-lo, eles aparentemente haviam entrado em um acordo silencioso, então ela para. Ouve. Alguém está descendo as escadas. Rapidamente ela recolhe a mão e se afasta de Rhaegal.

- O que está faz aqui? — um meereenese gordo indaga.

- Apenas observando. — ela responde sem emoção.

- Não pode ficar aqui. Saia.

Arya não gostou do tom de voz dele.

- Me force a sair então, isto é, se for capaz é claro — um sorriso brinca em seus lábios.

O homem gordo saca seu Arakh e corre em direção a ela, gritando algo que ela não consegue distinguir. Ela desvia do homem com facilidade, derrubando-o enquanto o faz, o Arakh vou para longe.

- O que você está fazendo — ele pergunta apavorado enquanto Arya aponta Agulha para o seu pescoço gordo e vermelho — Não, para, por favor, por favor, não...

- Valar morghilus. — ela pressiona agulha até transpassar o homem, observando com satisfação enquanto vê a luz fugindo se seus olhos. Mais uma morte para o deus de Muitas Faces.

Notas finais
bom bom, mais um capítulo :3 ficaria muito feliz se vocês me dissessem o que acharam :3