Revenge: O preço
5 Capítulo 5 - The Swan, o cisne
Notas iniciais
Depois de tudo que havia acontecido em minha sala, seria no mínimo uma tortura sem fim continuar ali, pedi a Belle para cancelar quaisquer reuniões que pudesse haver aquele dia, precisava de um banho, precisava tirar aquela loira da minha cabeça. Em menos de uma hora já estava em meu apartamento, joguei a bolsa no sofá e fui tirando minhas roupas indo em direção ao meu banheiro, assim que olhei no espelho vi as marcas que Emma havia deixado em meus ombros, “vadia mais maravilhosa”, pensei. Não pude deixar de sorrir ao lembrar de como a loira era tão firme mesmo sem resistir ao meu toque, e ainda me deixava cada dia com mais vontade de descobrir seu sabor, seus lábios tocando partes mais intimas do meu corpo, fui ficando excitada novamente, precisava me divertir comigo mesma já que Emma me deixara apenas na vontade.
Tive meus pensamentos interrompidos pela campainha, de forma quase inconsciente pensei que podia ser a Swan arrependida de não ter gozado pra mim, coloquei meu roupão preto e abri a porta com pressa, confesso que não tive a melhor reação ao ver que era Killian parado na porta com seu melhor sorriso safado.
Killian: Liguei para empresa e sua secretária disse que você já estava em casa. Decidi te fazer uma surpresa. – Ele disse enquanto entrava me dando um beijo selado –
Regina: E que surpresa meu amor, estava indo pro banho agora mesmo. – tentei disfarçar da melhor maneira minha insatisfação com a visita dele. –
Killian: Que tal se eu te acompanhar nesse banho, estou com saudades. – seu rosto safado não escondia o que ele queria, aproximou-se tentando me puxar pela cintura mas me esquivei rapidamente –
Quase me esqueci que ainda estava com cheiro de Emma em meu corpo, e os arranhões nas minhas costas, certamente Killian perceberia que não foram feitos por ele, aliás, estávamos a alguns bons dias sem sexo, tinha que pensar rápido, mas como sempre, eu era muito boa nisso, aprendi com a vida.
Regina: Vamos fazer diferente hoje, vai pro quarto e desligue todas as luzes, feche bem as janelas, me espera na cama e seja obediente rapazinho, a recompensa será maravilhosa. – eu disse em tom de gemido olhando nos olhos do meu namorado que de imediato ficara excitado, eu não queria transar com Killian, mas seria bom, eu precisava lembrar quem me pertencia naquela família e aquele era o momento perfeito –
Após uma longa tarde de sexo, pedimos comida e em seguida Killian dormiu, estava exausto, como não estaria?! Na situação em que sua irmã havia me deixado mais cedo eu estava “pegando fogo”, esperei o sono do meu namorado ficar pesado e fui ate a minha varanda onde me sentei com um copo de whisky na mão admirando aquele entardecer maravilhoso, novamente lembrei da loira e minhas mãos suaram, não havia sentindo prazer nenhum com Killian aquela tarde, gozei por pura luxuria, não queria ficar ao lado dele em minha cama, não queria que ele me procurasse ao acordar, balancei minha cabeça em sinal negativo tentando espantar o que de imediato me deixara apavorada, desde o primeiro minuto que vi Killian tinha apenas meus planos em mente mas isso não me impedia de aproveitar meu tempo com ele, de sentir prazer, porém, meu desejo e vontade de estar nos braços da irmã daquele homem estavam definitivamente fora de meu controle, não tinha nada a ver com meus planos de vingança. Seria aquele o preço?! Emma Swan seria o preço da minha esplendorosa e espero que breve vingança?! – tremi com meus próprios pensamentos, os espantei tomando o resto de whisky em um único gole. Quando Killian acordou fingi uma dor de cabeça e cuidei de expulsar aquele homem de minha casa. –
Os dias passaram se arrastando, tentei ocupar minha mente com todo o trabalho que podia, e com Killian que a cada dia ficava mais aos meus pés. Fui convidada pelos Swan para um almoço de sábado, e após muita insistência de Mary Margaret não tive como recusar. Chegamos por volta das onze da manhã e fomos recebidos por David, como sempre, minha vontade era de rasgar a garganta daquele homem, eu me perguntava o tempo inteiro como um olhar tão doce e sincero escondia um passado tão maldoso, como ele poderia ter mandado sabotarem o carro do meu pai tirando não só a vida dele como a minha também, e tudo por pura ambição, talvez quando eu o ver sem nada e completamente falido, verei quem realmente é David Swan. Ficamos conversando sobre amenidades do mundo dos negócios até que Mary Margaret se juntou a nós na sala, nada de Emma aparecer, senti uma mistura de alivio e certa saudade?! Killian me levou para conhecer seu quarto que até então eu não conhecia, ficamos trocando alguns beijos.
Killian: Nem sinal de Emma, capaz de estar afogada na banheira de tanto que ela ama descansar ali. – Ele dizia entre risadas com seus braços entrelaçados em minha cintura –
Regina: Ela está aqui? Vai almoçar conosco? – Não pude esconder meu desconforto com a noticia. Então ela sabia que eu viria, e devia estar me evitando. Sorte a dela. –
Killian: Algum problema meu amor? Emma nunca perde um almoço em familia, e Neal está viajando a trabalho, então ela sempre fica por aqui. – Killian me analisava como se buscasse entender minha reação, mas como sempre, nada perguntava – Vamos dar um susto nela? – Esses dois juntos eram infantis, isso me dava enjoo, eles eram uma familia de verdade, enquanto eu, apenas pagava pelo ato de David. –
Regina: Veja se o almoço está pronto meu querido, irei falar com ela e já descemos que tal? Um papo de mulheres já que nunca conversamos, de fato. – Killian pareceu animado com a ideia de eu querer me aproximar de sua irmã, sua inocência me fez rir, dessa vez não por deboche, mas porque ele parecia mesmo um menino. –
Um nervosismo tomou conta do meu corpo imediatamente, Killian me deixou na porta do quarto de Swan e antes de bater fiquei alguns minutos na porta pensando no que faria depois de entrar, o que me surpreendeu, é que eu apenas queria vê-la, e me senti uma menina outra vez, há quanto tempo eu não me sentia assim, uma menina. Bati na porta umas três vezes e nada, decidi entrar quarto adentro, era um lindo quarto e enorme, suas cores eram claras e a cama era enorme, o que me fez rir pensando maldades, haviam duas janelas imensas que davam toda a visão do jardim, tinha o cheiro de Emma, fitei o quarto e ele parecia estar vazio, ouvi o chuveiro ligado e fiquei tentada a entrar naquele espaço. Mas eu estava nervosa, além de que era muito perigoso, claro. Sentei-me em uma mesinha cheia de papéis que ficava de frente para o tal banheiro, cruzei minhas pernas e apenas esperei. Swan saiu do banho enrolada em uma toalha e secando o cabelo com a outra, estava distraída e o susto foi inevitável.
Emma: Meu Deus Regina! O que você faz aqui? Quase me matou de um susto! – seus olhos verdes arregalados me fitavam incrédula, ao mesmo tempo que também fitavam minhas pernas à mostra. –
Regina: Vim lhe chamar para o almoço querida, seus pais estão lhe esperando. – continuei sentada em sua mesa a observando desconcertada, estávamos desarmadas, cobertas por uma sensação diferente. –
Emma: Saia do meu quarto Regina, a qualquer momento podem vir aqui, e preciso trocar de roupa, logo descerei, mas por favor, saia. – A loira usava seu melhor tom de autoridade, o que me arrancou gargalhadas irônicas, Emma sabia que eu não era como nenhuma outra, e com certeza sabia, que eu ficaria ali de qualquer maneira. –
Regina: Não seja grossa senhorita Swan! Prometi ao seu irmão que faria o possível para nos darmos bem, e não é porque você foi desagradável em não ter gozado pra mim que eu vou deixar de tentar ser um pouco...legal. – Eu disse enquanto descia da mesa indo em sua direção, minhas pernas tremiam, o barulho do salto fazia Emma dar passos para trás, pude perceber sua garganta engolir a seco. –
Emma: Preciso me vestir, vire de costas. – Emma falava completamente indiferente, mas sua voz trémula me revelava a confusão que devia estar a sua cabeça. –
Regina: Você não pode estar falando sério. Está? – Emma assentiu com a cabeça me fazendo rir, virei-me como a loira pediu e de costas comecei a andar pelo seu quarto e mexer em alguns objetos de sua estante, eram lembranças de viagens, Emma tinha coleções. – Como se esse corpo belíssimo fosse alguma novidade para mim. – Eu disse em tom de deboche por Emma não ter me deixado vê-la nua, normalmente eu teria me virado e agarrado a loira de qualquer jeito, mas mesmo que eu não quisesse confessar, eu só queria estar ali com ela e mostrar que eu poderia ser um pouco...normal – Um cisne? Dizem que ele contempla a união dos opostos. É lindo! – Eu disse levantando uma pequena escultura de um cisne que estava em sua estante, era lindo e notei que haviam mais desses espalhados por ali –
Emma: É como um símbolo que me representa, é o significado de "Swan", e bom, tenho uma paixão por cines. E já pode virar. – A olhei e não pude disfarçar meu olhar um tanto decepcionada por ela já está vestida, a loira me encarou com um leve sorriso nos lábios, finalmente estávamos conversando como duas mulheres comuns. – Talvez o oposto me atraia. – A loira disse quase em um sussurro vindo até mim e segurando a pequena escultura, encaramos o objeto juntas e sorrimos sem perceber. –
Quando demos por conta já estávamos próximas demais, e um silêncio cobria todo aquele quarto, nos encaramos, e em minha mente só se passavam coisas boas, coisas que a mais de onze anos eu não sentia, toquei a mão de Emma e a acariciei com doçura, a loira aproximou seu rosto do meu com calma, como se lutasse para não fazer aquilo, meus lábios já secos esperavam pelos de Emma para umedece-los, o beijo estava pronto para acontecer até que o barulho da porta abrindo nos afastou bruscamente.
Ruby: Moças, estamos esperando vocês para o almoço, já está esfriando. E pra ser sincera, estou com muita fome! – Ruby ficou parada na porta sorrindo e nos olhando confusa, seus olhos nos encaravam em busca de uma resposta para tamanha proximidade naquele canto do quarto levemente escurecido. –
Emma: Já estamos descendo, garota mais irritante do mundo! – Emma rapidamente pousou o objeto de volta em seu lugar e correu até Ruby bagunçando o cabelo da garota! A loira não aparentava nenhum pouco ter ficado nervosa, pelo contrario, me esperou na porta abraçada de lado à irmã que fazia piadas sobre algo que eu nem se quer ouvi. – Você come como um lobo Ruby!
As segui completamente confusa com o que acabara de acontecer, eu estava completamente confusa comigo mesma, aquele pouco tempo com Emma me fez lembrar como era estar com uma boa companhia. Aprendi a afastar as pessoas de mim, pois cada relação de amizade ou não, enfraquecia meu ódio, sempre que alguém chegava perto de minhas barreiras eu os afastava bruscamente, e senti que isso estava acontecendo outra vez, mas agora, era eu mesma que estava fazendo minhas barreiras desabarem.
“Eu devo estar ficando louca!” Eu disse baixinho indo atrás das duas.
Almoçamos com tranquilidade, ninguém me fazia perguntas sobre família, já que da última vez isso não havia dado certo. Ruby me enchia de perguntas sobre minha empresa e sobre as inúmeras viagens breves que eu havia feito para a ‘OceanTur’
Regina: Cada lugar e cada hotel que existe nos catálogos de viajem da OceanTur, eu já estivesse ao menos uma vez, Ruby. Preocupo-me com o que é passado para meus clientes, e se não me agradar, eu jamais levo adiante.
Por uma tarde eu estive apenas ali, permitindo-me brincar e conversar, esqueci por aquele dia o quanto aquelas pessoas faziam eu me sentir mal, apesar de o único culpado ser David, ainda sim, a familia toda me era um problema. Mas naquele momento, foram apenas, uma familia. Ruby ficou encantada pelo meu trabalho e chegou a se oferecer para minha próxima viajem, Emma observava tudo e falava pouco, nossos olhos mal se cruzavam e quando isso acontecia, sorriamos sem perceber. Sai da mansão Swan já era noite, Killian iria me levar em casa, me despedi de todos exceto de Emma, que ao me ver beijando seu irmão no jardim, simplesmente desaparecera pela casa.
Fale com o autor