Revenge: O preço

43 Capítulo 43 - Não somos servos


Notas iniciais
De volta e com um capítulo grande, vocês sabem que não sou fã de cap com mais de 3000 palavras, mas esse mereceu e precisou! Aproveitando o feriado pra atualizar minha vida virtual *aleluia Só tenho a agradecer a cada leitor que acompanha/comenta/recomenda essa fic, . Dificil começar uma "vida adulta" e manter as coisas que ama, mas disso aqui não abro mão! Agora chega de conversa e vamos pra Emma falando em francês que isso sim importa! hahh' Boa leitura moreees!!!

O quarto apresentava uma temperatura maravilhosa, o frio entrava pela varanda, entretanto a estrutura do quarto e os cobertores asseguravam um delicioso calor. Praticamente me joguei debaixo das cobertas e esperei ansiosamente que Emma fizesse o mesmo, não podia toca-la, mas precisava senti-la perto por mais ridículo que fosse. A loira olhava para todo o quarto e passava a mão nos cabelos como quem não sabia pra onde correr, aquela situação se estendeu por alguns minutos até que minha pequena dose de paciência se esgotasse de uma vez por todas.

Regina: Deita logo Emma, sei que está cansada e em poucas horas teremos nossa primeira reuniãozinha de negócios, então para de fingir que me odeia e DEITA! – disse normal aumentando a voz apenas na última palavra, me apoiei em meus cotovelos e a fitei irritada deixando o cobertor cobrindo até a altura da minha cintura. –

Emma: Primeiro não estou fingindo que a odeio, até porque odiar é um tipo de sentimento e disso não tenho nenhum por você. – sua voz seca fez minha expressão endurecer de imediato, seus olhos me encararam e vê-la tão firme doía. – E segundo, dormi a viajem inteira, preciso exercitar meu corpo, só isso. – a loira disse enquanto mexia o pescoço afim de aquece-lo. –

Regina: Se quiser posso ajudá-la a se exercitar Swan. – a fitei com meu melhor tom de maldade ignorando sua frase anterior fazendo-a me olhar incrédula. –

Emma: Arrrrg – Emma bufou revirando os olhos avançando na direção da cama – Você é realmente detestável... Vraiment désagréable. – Repetiu a mesma frase mas dessa vez em francês, ou a loira havia esquecido o que seu sotaque me causava ou certamente minha provocação havia surtido algum efeito. –

Regina: Se começar a falar francês serei obrigada a joga-la nessa cama a força. – meu rosto sério ao dizer tão coisa deixou Emma nitidamente desconcertada, suas bochechas coraram me fazendo quase abrir um sorriso que se desmanchou com a atitude da loira. –

Emma: Tchau. – foi a última coisa que disse antes de pegar o casaco e bater a porta da suíte com força me deixando novamente frustrada. –

Regina: Emma espere.. eu... Emma...arg... – tentei impedi-la mesmo sabendo que não seria atendida. – Até essa falta de senso de humor dela me excita, a que ponto me deixei chegar. – disse para mim mesma revirando os olhos e deitando-me apagando de imediato. –

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A falta de luz debaixo dos cobertores era tão maravilhoso que não sentia a mínima vontade de retira-los do meu rosto, infelizmente a falta de ar me fez o fazer, aos poucos o quarto foi ficando nítido, as portas da varanda estavam fechadas e as cortinas também, a luz do quarto estava meio acesa o que me possibilitou ter uma visão melhor do lugar, sentei em silencio e observei Emma de costas para a penteadeira de madeira ajeitando seu sutiã, a loira estava com uma calça preta colada, o cheiro da sua pele emanava pelo quarto denunciando que ela tinha acabado de sair do banho, sem perceber passei a me imaginar abraçando-a por trás, beijando seus ombros, sentido o cheiro do seu pescoço, sentindo a rigidez de seus seios em minhas mãos...

Emma: Se importa de parar de me olhar dessa maneira?

Regina: O quê? – não notei que Emma havia virado e me visto praticamente babando em seu corpo, balancei minha cabeça repetidas vezes na tentativa de me desfazer de tais pensamentos completamente pornográficos eu diria. Meus olhos passaram a fitar os seios rígidos da loira e sua barriga deliciosamente malhada. –

Emma: Para de me olhar assim Regina! – Emma subiu dois tons de sua voz finalmente me acordando, ela estava magoada e tinha todos os motivos do mundo para isso, havia feito minha escolha e como castigo agora estávamos juntas e sozinhas do outro lado do mundo, mas pelo visto isso já não significava nada para ela, justo! –

Regina: Como queira Emma! – como sempre, disfarcei minha frustração e coloquei em meu rosto uma expressão completamente indiferente, joguei os lençóis pro lado fazendo Emma virar-se imediatamente. Sem me importar caminhei até meu celular e vi que era pouco mais de quatro da tarde, meu estômago dava sinais de fome, disquei o ramal do restaurante do hotel...

Regina: Vai querer comer alguma coisa? – sussurrei enquanto o telefone chamava, a loira de costas disse que estava bem, nunca havia visto alguém tão esforçado em evitar outra pessoa como Emma estava fazendo comigo, fiz o meu pedido e caminhei até o banheiro. –

Tive a sensação de estar sendo observada, mas não ousaria conferir, até porque eu sabia que Emma mesmo magoada ainda me amava com a mesma intensidade de antes, não havia se passado muito tempo, e sua raiva era a forma mais simples de esconder suas vontades, ao menos eu espero que seja isso, e como espero... Observei a enorme banheira e sorri largo, quase gargalhei de alivio por não ter que aproveitá-la na companhia de Killian, era redonda e a parede vinho com quadros renascentistas deixava tudo completamente sexy, infelizmente precisava a ignorar por aquele instante, entrei no box de vidro e me deliciei em um banho quente, peguei o roupão preto já que o vinho estava molhado, certamente a loira havia usado e o escolheu porque sabia que o preto deveria ser usado pelo seu irmão, senti vergonha da minha própria vontade, mas estava sozinha, talvez pudesse me dar ao luxo de ser fraca naquele instante, puxei o roupão para meu rosto e senti o perfume da pele da loira correr por minhas narinas me arrepiando por completo, mas uma pontada em meu peito fez-me rejeitar tal sensação de imediato me fazendo correr dali.

Emma já estava vestida e meu pedido já se encontrava no quarto, ao me aproximar notei uma rosa vermelha com um papel branco preso ao caule da mesma, a loira me fitou...magoada?! Foi o que pareceu. A segurei a abri o tal papel:

“Eu sinto muito que tudo tenha dado errado, mas estarei com você em pensamento e em algumas atitudes...”

Respirei fundo fechando os olhos com força, minha vontade era jogar aquilo no lixo e queimar em seguida, mas a loira não tinha que saber como eu me sentia, com certeza não. Sorri da maneira mais falsa que podia, e repousei o mimo sobre o criado mudo ao lado da cama, voltei em busca da bandeja, mas antes que a pegasse Emma me surpreendeu...

Emma: Ele... ele pediu que eu dissesse que... – a loira pigarreou e piscou lentamente como quem buscasse forças, seu olhar triste me doera. – ele sente muito por não está aqui com você, e que mesmo assim fará de tudo pra que você sinta o quanto ele a a...

Regina: Xiiiiiu Emma. – a interrompi antes que ela fosse obrigada a dizer tal frase, tal ridícula frase da qual não me causava nada além de pena, tal frase que na loira devia causar certa devastação. – Você não tem que fazer isso! – olhei em seus olhos vendo-os cheios de água e naquele instante percebi que sua raiva era de fato proteção. – Enquanto estivermos aqui não atenda nenhuma ligação do seu irmão Emma, não faça isso! – soou mais como um pedido que qualquer outra coisa, a loira apenas assentiu, pegou seu celular e caminhou até a varanda, comi com dificuldade, o clima conseguiu ficar ainda mais pesado do que já estava.

Me arrumei para o jantar lentamente fazendo o tempo passar rapidamente, já eram seis e meia quando finalizei minha maquiagem, optei por um tubinho preto de mangas, um meião e uma leve maquiagem, aliás eram negócios e estava sem clima para surpreender como costumava fazer. Emma finalmente entrou...

Emma: Está frio hoje... – Emma esfregava os braços tentando se esquentar – Então vamos agora?

Regina: Não precisa ir se não quiser, fique à vontade. – encarei-a com indiferença, quanto menos ficasse perto de Emma, mais fácil seria. –

Emma: A maioria deles não fala inglês Regina, você vai precisar de mim! – sua voz calma era como um dardo tranquilizante lançado em minha direção. –

Regina: É, eu vou!

Colocamos nossos casacos, antes de descermos Emma pediu um taxi, cantarolei baixinho na tentativa de não ouvi-la falando em francês, descemos em silencio, e foi assim durante todo o trajeto, nenhuma palavra ou olhar foram trocados, chegamos no local por volta das sete e quarenta, se chamava “La Bouteille d'Or”, ficava em uma esquina, por fora parecia um simples café, mas dentro era incrível, seus tons de marrom e creme deixava tudo elegante, ao dizer meu nome a mulher nos levou até a mesa onde quatro homens de terno já nos aguardava.
cumprimentamos todos e pelo que pude notar somente Leroy falava inglês então logo tratei de puxar mais assunto com o homem, Emma pelo visto já conhecia a todos pois a primeira pergunta que fizeram foi onde estava Neal..arg...

Emma: Il a dû rester et de travailler sur d'autres choses, je suis venu seulement parce que mon frère ne peut pas. (Ele precisou ficar e trabalhar em outras coisas, vim apenas porque meu irmão não pôde.)

Leroy: Sim, ele nos contou o que houve, sentimos muito. Mas então, soubemos que você e Neal estão noivos, queremos ser convidados querida Emma.

Emma: On se marie après Noël, bien sûr qui invitera (Nos casaremos após o natal, claro que os convidarei.)

Regina: Se importam de falarmos sobre negócios agora? Meu tempo é dinheiro. – interrompi grosseira deixando-os desconfortáveis –

Leroy: O nosso também querida... o nosso também. – o homem sorriu recebendo um falso sorriso de volta. –

Emma: Nous parlerons entreprise, alors Regina. (Falaremos de negócios então, Regina)

Ficou clara a tentativa falha da loira de me desarmar com aquela voz, e quase conseguira, se meu...arg...ciúme não tivesse falado mais alto e me feito ignora-la e seguir com as negociações, foram cansativas horas de discursos traduzidos por Emma, longas horas suportando seu francês e o nome de Neal que insistia em aparecer a todo momento, jantamos e finalmente as dez começamos a nos despedir.

Leroy: Avaliaremos tudo e amanhã em Montmartre assinaremos o que for necessário, faremos o mais rápido possível para que vocês possam finaliza-los em Grenoble, até amanhã! E Emma diga a Neal que mandei um grande abraço!

Ao ouvir tal coisa simplesmente revirei os olhos e dei as costas para todos indo em busca de algum taxi, para minha sorte havia acabado de parar um e estava livre, entrei com rapidez na tentativa de deixar Emma para trás quando ouvi uma batida na janela do taxi...

Regina: Acelera... – ordenei o motorista que em vez disso desceu minha janela me deixando cara a cara com Emma. –

Emma: Não ouse... – a loira fitou o rapaz quase o matando com o olhar, Emma entrou no banco de trás sentando de frente para mim. – O que você tem na cabeça? Que atitude infantil foi aquela?

Regina: Estou cansada, se vai comigo faça-me o favor de calar a boca! – disse virando-me para a outra janela. –

Emma: Neal não me deixaria para trás sabia?!

Regina: Porra Emma! – perdi o controle fuzilando-a com o olhar. – Já tive de aguentar esse maldito nome a noite inteira, se você falar desse babaca mais uma vez eu juro que...

Emma: Que o quê? Fala. Porque te incomoda? Tudo isso é consequência da sua escolha, você deixou que as coisas se tornassem isso.

Regina: Não quero falar disso Emma.

Emma: Claro que não. Você nunca quer, mesmo assim age feito uma idiota. Covarde!

O clima havia ficado tão pesado que o caminho pareceu durar horas, Emma saiu do taxi feito um furacão me deixando para trás pela segunda vez. Decidi não subir, não podia correr o risco de iniciarmos uma briga, porque eu sabia bem onde ela iria parar mesmo que a loira não quisesse; caminhei pelo hotel sem rumo algum, via alguns casais aparentemente felizes e isso doía...

“Não era esse o sinal que havia pedido papai, porque ela está aqui? Porquê?”

Respirei fundo e já era quase meia noite quando decidi subir, ao entrar no quarto fiquei boquiaberta ao me deparar com Emma montando uma cama improvisada no chão, não podia acreditar, ela só podia estar testando meus limites.

Regina: Você não tem que fazer isso Emma, não vou tentar nada, a cama é enorme! – disse surpreendentemente calma enquanto tirava meu casaco, a olhei incrédula, mas sem nenhum tipo de raiva, estava cansada, de tudo, disso tudo. –

Emma: Quero dormir aqui. – disse seca, mas sem grosseria enquanto pegava alguns travesseiros. –

Regina: Okay, durma na cama então, fico nesse... nisso aí. – apontei para a tal “cama” fazendo careta arrancando de Emma uma expressão quase engraçada. –

Emma: Não venha com essa... majestade! – seu tom irônico fez-me revirar os olhos. – A cama é toda sua, não sou fresca que nem você.

Regina: Que seja! – dei-me por vencido, até mesmo porque a loira tinha certa razão. – Mas se não aguentar o frio, não irei expulsa-la da cama, mas também não deixarei que se esquente em meu corpo entendido? – tentei parecer séria, mas os meus lábios pareceram ganhar vida própria e sorriram para a loira que correspondeu. –

Emma: Morra! – seu tom saíra total de zombaria, balancei a cabeça em negativo e caminhei para o banho.-

Vesti um baby dool de cetim cinza claro quase branco, Emma já estava deitada mexendo em seu celular, deitei-me na ponta da cama contraria mas acabei indo para a ponta que ficava próxima a Emma, e mesmo depois de tudo meus impulsos continuavam presentes.

Regina: A coroa que lhe dei...

Emma: O que tem?!

Regina: Ainda está em sua mesa?

Emma: Sim! Não importa o que aconteça, sempre deixe-a neste lugar, não foi isso que você disse?

Regina: Foi. Boa noite Swan!

Emma: Boa noite Regina Mills!

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Acordei as oito, imediatamente meus olhos buscaram Emma e não pude deixar de sorrir ao vê-la em sono profundo na tal cama improvisada; tomei um banho e desci para tomar café, optei por não acorda-la e esse era o novo plano: evitar Emma pelo bem de nós duas.
Liguei para Killian enquanto passeava mais um pouco pelo hotel, quando me sentia sozinha esse homem acabava por parecer a companhia perfeita, fiquei horas ao telefone com meu namorado e quando desliguei já estava na hora do almoço, pensei em ligar pra Emma e quase o fiz, mas o desespero impediu meus impulsos fazendo-me mais uma vez comer sozinha. Voltei pro quarto as duas e a loira não estava, decidi então avaliar todos os documentos que estavam comigo afim de traçar os caminhos mais fáceis para acabar com David Nolan Swan! Estava concentrada na cama cheia de papeis quando a porta abriu assustando-me.

Emma: Desculpe o atraso, o Louvre hoje estava lotado! – a loira disse ofegante pegando algumas roupas em sua mala e vestindo sem se importar com minha presença. –

Regina: Atraso? – a fitei por cima dos óculos de grau fazendo-a balançar a cabeça em negativo como se estivesse pensando algo absurdo, ignorei. –

Emma: Ah meu Deus Regina! Você sabe que hoje a reunião é em montmartre e fica a algumas horas daqui, estamos beeem atrasadas. – havia me esquecido completamente desse detalhe, ao ouvir tal coisa pulei da cama guardando tudo em uma pasta e assim como a loira troquei de roupa com pressa, acabamos por nos maquiar no carro.

Chegamos ao Le Basilic já se passavam das oito, montmartre era um lindo lugar, cheio de luzes e vielas, as casas eram coloridas e o tal restaurante era simples e lindo, mas não havia tempo de reparar em tais detalhes, entramos no lugar com pressa e somente Leroy se encontrava no lugar, pedimos desculpa pela demora e tomamos apenas vinho enquanto discutíamos tudo que estava nos documentos passado aos homens.

Leroy: Avaliamos tudo o dia inteiro, o plano de negociações que vocês criaram é extremamente eficiente e agrega todo o país americano, iremos lucrar muito com isso.

Regina: Claro que iremos, afinal esse é o propósito não é mesmo? Lucrar e lucrar mesmo que pessoas inocentes sejam afetadas com isso. – deixei-me levar pela raiva que sempre aparecia, meus olhos perfuraram os do homem. –

Leroy: Do que você está falando minha cara? – seu olhar cheio de dúvidas junto aos de Emma fizeram com que eu percebesse que havia dito besteira –

Regina: Nada, desculpe, lado pessoal.

Leroy: Enfim, aqui estão os documentos assinados, precisarão aguardar 48 horas e só então viajem para Granoble, lá os juízes franceses autorizarão todas as transações e finalmente a nossa querida Dreams e a sua... OceanTur serão uma só.

Regina: Finalmente! – sorri com total malicia bebendo o resto de vinho da minha taça em um único gole. –

Leroy: Agora falando um pouco de assuntos paralelos enquanto finalizamos esse delicioso vinho... Como estão seus pais Emma? David e Mary são o exemplo mais sincero de amor que já vi em minha vida, dizem que Paris é o lugar mais romântico do mundo, mal sabem eles que o casal mais romântico vive em um lugar chamado Storybrooke.

Emma: Exatamente assim Leroy! E assim continuam... tenho certeza de que pra sempre...

Leroy: Você acha que será assim com Neal? – quis mata-lo ao ouvir tal pergunta, mas a curiosidade pela resposta me fez olha-la com atenção juntamente com o homem. –

Emma: As coisas são um pouco mais complicadas, não escolhemos por quem vamos nos apaixonar e o fato de querermos passar o resto de nossas vidas ao lado de alguém nem sempre significa que será recíproco, mas então tem outro alguém que quer isso com você e então você acredita que pode dar certo se realmente tentar... – Emma disse baixo, triste, fitando as próprias mãos, fazendo com que meu coração se quebrasse ao meio. –

Leroy: Nem sempre o nosso amor verdadeiro é o amor que teremos a vida inteira, mas isso não significa que não seja amor Emma.

Emma: É nisso que escolhi acreditar! – a loira sorriu pro homem me fazendo encher a taça de vinho e bebe-la sem controle. – Cansei de esperar pelo amor de quem na verdade nem sabe a importância desse sentimento, ou não acredita, não sei. – a loira me olhou de lado me fazendo ficar ainda mais nervosa do que já estava. –

Leroy: Algumas pessoas se acham fortes por conseguir mentir para si mesmas dizendo que não amam ninguém, mal sabem elas o quanto são fracas por se negarem a sentir algo tão lindo...

Regina: Quem você é? Um especialista em...amor? Pela forma que fala deve ser casado a décadas, ter uns dez filhos e ser desses que tem a certeza de que vai morrer de velhice de mãos dadas com a amada. – falei alto em tom totalmente irônico e zombador. –

Emma: Regina, por favor.... – Emma sussurrou com os olhos assustados. –

Regina: O quê? Só estou dizendo que pra uma pessoa dizer que NÃO amar é fraqueza, deve ter o casamento mais feliz de todos... – a fitei irritada deixando-a com uma expressão completamente decepcionada. –

Leroy: Na verdade meu anjo, minha esposa morreu há oito anos, foi morta em uma tentativa de sequestro, ela se colocou a minha frente e levou os tiros para me proteger, não tivemos tempo de ter filhos, desde então nunca amei outra vez e não deixei de ama-la por ela ter me salvado, mas ainda a amo porque tivemos uma felicidade incompleta, sofri e sofro até hoje por ter tido nossa vida juntos interrompida, mas cada vez que acordo sozinho sorrio porque sei que onde ela estiver está olhando por mim, e um dia em alguma vida seremos felizes por completo e viveremos juntos por toda a eternidade.

Regina: Sinto....muito... – sussurrei me sentindo o pior ser humano do mundo, meus olhos se perderam em um objeto qualquer da mesa, senti...vergonha?! –

Leroy: Tudo bem, você não sabia! – o homem sorriu doce. – Mas me fale, você é namorada de Killian não é?

Regina: Sim.

Leroy: Você acha que ele é seu amor verdadeiro?

Regina: Sim...Não... Eu não sei. – nunca uma pergunta tão simples havia me deixado tão confusa. NÃO, ele não era, mas será que alguém seria? Será que esse alguém seria Emm... não Regina, pare de pensar antes que... seja tarde. –

Leroy: Entendo... não tem importância não saber agora, sabe porquê? Quando o amor acontece, é exatamente quando achamos que não podemos sentir mais nada por alguém, é quando mais achamos que temos o controle de tudo e de repente percebemos que somos somente um ser solitário que finalmente encontrou alguém que nos faça completos, que nos faz sorrir e que nos ama mesmo quando agimos como a pior pessoa e nem se quer merecemos... Sabe Regina, não controlamos o amor e nem a felicidade que sentimos junto dele.

Regina: Não, não, não. Está errado. – balancei a cabeça em negativo diversas vezes completamente assustada, aquele homem havia descrevido o que eu estava sentido ao lado da loira, impossível. – Não somos servos dos nossos sentimentos, podemos controla-los, reprimi-los... esmaga-los como insetos.

Emma: Pra mim já chega! Basta! – gelei com o barulho da mão de Emma que esmurrou forte a mesa, sem dizer mais nada a loira levantou e praticamente correu restaurante a fora, tinha dito uma grande besteira e sabia que embora parecesse impossível, acabara de machucar Emma ainda mais. –

Leroy: O que houve?

Regina: Licença, preciso ir atrás dela!

Notas finais
As coisas estão mudando, os sentimentos estão mais fortes que nunca, esse capítulo foi mais simples eu acho, mas a questão é o que ele desencadeia pro próximo cap que será DECISIVO nessa fic, corre todo mundo com os copos de água com a açucar e venham comentar! Continuam aqui comigo, certo?! Indo responder os comentários e já adianto que haja textão pro capítulo que chamarei de "chemmyandy" porque é o cap 44 lala* Até loguinho!!!