Revenge: O preço

40 Capítulo 40 - Game over for the mermaid


Notas iniciais
Okay, é madrugada e estou cansada e com muito sono! Acabei de escrever e iria postar lá pro meio da semana, mas acho justo encerrarmos as férias com esse capítulo que estou sem palavras, então se estiver fraco me perdoem. Obrigada pelos comentários incriveis e irei responder todos amanhã, prometo, só preciso descansar se não respondo uma frase e vcs sabem que só faço textão. u.u Segundo, em uma brincadeira pedi a leitora "Manu" que determinasse se Regina bateria ou não em Ariel porque eu havia escrito um tapa somente, a resposta dela é obvia não é?! hahah' Mais uma fase chega ao fim e preparem-se para o inicio do fim :( E o cap. tá enormeeee hahah' Boa leitura morees e espero que gostem! *-*

Ariel percorreu os olhos por todo meu apartamento, era uma mulher muito esperta, não só o admirava como também buscava indícios do porque havia sido chamada ali, a fitei em silencio buscando forças para não cometer nenhum delito, porque essa era definitivamente minha maior vontade.

Ariel: Ainda está magoada comigo pelo que houve? – Apesar de ter sido uma pergunta, mais pareceu uma conclusão com o olhar frio que eu a lançava, a mulher se pôs a minha frente a uma distância segura. – Você não a ama Regina, você não ama nem mesmo o... – tremi ao ouvir tais palavras, como jogar no jogo dela sem que Ruby soubesse de tudo? Esse era um enorme desafio. –

Regina: Cala essa boca Ariel, o que eu sinto ou não, definitivamente não é um problema seu.

Ariel: Ei calma, sobre aquela noite eu sei que não devia ter acontecido daquela maneira, mas não precisa ficar nervosinha por causa de Emma, ela é ingênua e inocente embora tenha aquela postura e aquele... corpo de uma grande mulher. – sua voz dotada de desejo me fez avançar três passos em direção a ruiva, ouvi-la falar de Emma daquela maneira quase me levou ao descontrole, talvez deixar Ruby ali tivesse sido uma boa ideia, porque a presença da menina era a única coisa que me impedia de acabar com aquela vadia com minhas próprias mãos. –

Regina: Lave bem a sua boca antes de tocar no nome dela, você realmente não faz ideia de com quem mexeu não é querida?

Ariel: Está mesmo disposta a defende-la? Sério? Me responde uma coisa Regina, me chamou aqui somente para proteger a sua cunhada? Ou para proteger a sua...

Regina: A chamei para fazê-la entender de uma vez que... – a interrompi – Ouça bem, querida! Você pode ser esperta e ter conquistado muito com isso, mas se você consegue ser perversa precisa entender que eu sou muito, mas muito pior. Você mexeu com Regina Mills, existe muito ódio dentro de mim Ariel, esse ódio é poder, e sabe de uma coisa? Para provocar minha ira não tem que mexer com ninguém além de mim mesma... Eu não amo ninguém. E saiba que você vai pagar único e exclusivamente por ter entrado no caminho de Regina Mills, mas sabe, proteger Emma de uma mulher como você também será um enorme prazer.

Ariel: Acha que pode me colocar medo? Haha Eu sei muito bem quem é você e o porquê está aqui, e sei melhor do que ninguém que se você tentar algo contra mim vai ser, como você mesma disse, único e exclusivamente para proteger a sua...arg...amante! – o olhar da ruiva era desafiador, eu estava mexendo com alguém bem mais perigosa do que eu imagina, e isso tornava tudo ainda mais prazeroso... –

Regina: JÁ CHEGA! Já deixei-a cacarejar demais por hoje. Você tem 24 horas para desaparecer, ouça bem vadia de esquina, vinte e quatro horas para desaparecer de Storybrooke de uma vez por todas ou...

Ariel: OU O QUÊ REGINA MILLS? – gritou — Me poupe, você acha que pode fazer o quê contra mim? Você não passa de uma órfã, isso mesmo, or-fã que herdou um império medíocre e que só por ser gostosa acha que manda em tudo, você não é nada além de o r f ã. – antes mesmo que eu pudesse repensar em tais palavras, minha mão já havia ido com força no rosto da ruiva, ela havia mexido com a pior coisa, não sabia como Ariel sabia tanto sobre mim, mas naquele momento não estava nada interessada em descobrir, só queria faze-la pagar e bem caro. – E covarde também, ela vai casar com Neal e a sua preocupação é comigo? Ridícula. – mesmo com a mão tampando o rosto vermelho pelo tapa, a mulher permaneceu firme. –

Regina: Eu juro por Deus que só não te mato porque não vale a pena, e como estou de muito bom humor vou lhe dar a chance de retirar o que disse, peça desculpas ou eu acabo com você sua maldita... – falei entredentes fechando minhas mãos em punho a centímetros do rosto marcado da ruiva. –

Ariel: Cresça, tivemos uma noite maravilhosa, eu não usei você Regina, pelo contrário, você gemeu bastante me pedindo que continuasse. – seu sorriso me fez levantar a mão, lembrei de Ruby ali escondida, respirei fundo e dei três passos para trás a fitando-a com todo ódio que podia. – E Emma não precisa de babá, ela precisa crescer e largar de ser mimada, precisa ver que não pode acreditar em qualquer um que chega fingindo que a ama, ela não precisa ser protegida por alguém como... você.

Regina: Tudo bem, você venceu, não lembro de nada e agradeço aos céus por isso, sinto nojo de você e mais nojo de mim por ter ido aquele maldito bar aquela noite, mas coisas irrelevantes eu apago fácil da minha memória. – sorri – Mas Ariel Ariel, você mexeu com minha propriedade, mexeu com alguém que não sabe se defender, alguém que você machucou sem piedade, você mexeu com a irmã do meu namorado, mexeu com alguém que eu me importo, se acha que não passo de uma órfã medíocre, devia parar um pouco e refletir no porque precisou tantas vezes fingir que amava alguém em troca de dinheiro, prostituta, ouviu bem? PROS-TI-TU-TA, é isso que você é, claro que sem ofender o trabalho digno dessas mulheres pois elas têm uma coisa que você não tem: caráter. – sorri caminhando pela sala antes de chegar onde eu realmente queria. – Aproveite e reflita também sobre a reação da imprensa, dos seus familiares em Michigan e ah! Reflita sobre como sua filhinha se sentiria se visse a mamãe na TV e nos jornais do país inteiro taxada de “esposa de aluguel”, não é isso que você faz? Mantem um casamento de fachada em troca de riqueza e do sustento da sua pobre garotinha que acha que a mamãe tem um trabalho digno. – usei um tom completamente debochado. –

Ver a expressão apavorada de Ariel não tinha um preço, nada podia pagar o pavor que havia surgido em seus olhos, era obvio que eu jamais machucaria essa pobre criança, nem se quer pensei em usa-la, mas a ruiva passou dos limites e blefar era uma das minhas especialidades da qual a ruiva subestimava. Caminhei até minha poltrona com um sorriso satisfeito, sentei de maneira elegante sem tirar os olhos da mulher, cruzei minhas pernas sensualmente e me saboreei em seu medo.

Ariel: Você... como você... sua desgraçada... se você encostar um dedo nela eu juro que... – Ariel veio em minha direção com seu dedo apontando firme, era uma bela tentativa de ameaça. –

Regina: ei ei...xiu... quietinha... – a ruiva recuou ao lembrar-se que tudo aquilo só estava começando. –

Ariel: Como você descobriu tudo isso sua filha da mãe..

Regina: Ué como meus métodos são medíocres você deveria saber querida, mas vamos parar de enrolar que meu tempo é dinheiro, diferente de você, eu preciso trabalhar para conquistar meus objetivos. – me pus de pé novamente – Então ouça, você tem uma filha de sete anos, você traiu Emma com George exatamente nesse período, mas infelizmente sua gravidez não veio do velho, você já estava gravida e ele ia te chutar não ia?! Então vocês provavelmente fizeram algum acordo e esse casamento de fachada providenciou uma ótima vida para sua família e sua filha que você... abandonou. – falei a última palavra pausadamente vendo a reação de dor da ruiva. – Consequentemente sua vida também fora das melhores desde então, posso imaginar quantas mulheres ou homens sei lá, entram e saem daquela mansão em Miami enquanto todos admiram o lindo casal de empresários felizes e milionários.

Ariel: — as lágrimas desciam do rosto da ruiva deixando seus olhos claros completamente escuros – Como você descobriu isso?! – Sua voz não passou de um sussurro falhado –

Regina: Killian é o pai dessa criança Ariel? – Questionei sem rodeios, não a deixando com tempo para pensar se quer em mentir. –

Ariel: NÃO! Claro que não, está louca? Killian foi a forma mais pratica que encontrei para machucar Emma e faze-la... desistir. Depois que sumi da vida dela e me envolvi com George voltei a me envolver com um antigo amigo e aconteceu, mas não, seu namoradinho não é o pai. – a ruiva falou rapidamente como se tentasse organizar seus pensamentos em segundos, com certeza aquela historia era muito maior e mais perigosa do que eu podia imaginar, entretanto eu já tinha o suficiente. –

Regina: ótimo, isso poupa algumas coisas.

Ariel: O que você quer com tudo isso Regina?

Regina: Simples, lhe dou... – coloquei a mão no queixo fingindo uma reflexão. – Aumentarei a oferta já que você cooperou comigo, 72 horas para sair de Storybrooke, mas essa não é a questão, você vai prometer que nunca, NUNCA mais vai atrás de Emma, vai deixa-la em paz e desaparecer pra sempre, vai fingir que nunca a conheceu e vai deixa-la ser... feliz com o...Neal. – engoli seco ao dizer tais palavras. – Se eu souber que tentou qualquer coisa com ela ou qualquer um Swan que seja, eu mato você! Entendido? – apontei meu indicador próximo ao rosto da mulher que sessou as lagrimas e voltou a firmeza. –

Ariel: Como pode provar que isso tudo é verdade? Uma coisa é você saber disso e outra é provar... querida.

Regina: haha’ Existem detetives incríveis nesse mundo Ariel, que conhecem advogados de confiança, advogados esses que George contrata para fazer seus acordos, inclusive o contrato de casamento que vocês tem, engraçado como aquele contrato é tão detalhado a ponto de ter sido fácil achar sua família perdida, endereço, nome, tudinho! Mas se isso ainda não for o suficiente. – joguei a pasta que estava em minha mesinha com a cópia do contrato de casamento que Archie havia conseguido. – Temos sua confissão em áudio agora! – sorri satisfeita –

Ariel: Do que você está falando? – Ruby então saiu do meu quarto com o gravador em mãos o mostrando para Ariel, seu sorriso me enchera de orgulho. – Mas como...você... ahhh desgraçadas.

Ruby: Achou mesmo que ia mexer com minha irmã e ficar por isso mesmo? – a menina se pôs ao meu lado. –

Ariel: Levando crianças para o mal caminho Regina? Que feio! – Ariel ignorou Ruby voltando-se inteiramente para mim. – Como Killian e Emma reagiram sabendo que a irmã deles está metida com alguém do seu nível em?!

Regina: Ela é tão mais esperta que você! – falei em tom de pena fazendo-a revirar os olhos. – E a educação que dou a minha cunhada é um problema meu.

Ariel: Ao menos eu não sou a única que vai sofrer com a verdade. – Ariel sorriu satisfeita em pensar que naquela gravação também haveria muitas coisas a serem questionadas por Ruby, eu estava apavorada com aquilo, mas jamais deixaria transparecer. – Você terá muito a explicar pelo visto.

Regina: Isso também é problema meu! Estamos de acordo?

Ariel: Vocês venceram. – a ruiva fez sinal de rendição – Eu vou embora o mais rápido possível. Ficarei longe da sua preciosa irmãzinha – apontou para Ruby – e da sua... cunhadinha. – Sorriu debochada pra mim – Mas o que me garante que isso não parará em mãos erradas?

Regina: Pra sua sorte, Ruby é a única por aqui que se importa com limites, acredite, se tudo isso ainda não foi parar nos jornais é graças a ela, e assim continuará sendo, nenhuma de nós quer mais problemas com esse assunto, suma e Ruby some com as provas, simples! Você tem a nossa palavra. – endureci o olhar, nos encaramos alguns segundos em silencio. –

Ariel: Que outra opção me resta não é mesmo? – a ruiva sorriu derrotada. – Você ainda irá se arrepender disso Regina, quanto a você Ruby, eu sou a menor das preocupações de vocês, olhem ao seu redor, as pessoas REALMENTE perigosas estão tão perto. – engoli seco com tais palavras, Ariel então virou-se e caminho até a saída, apressei meus passos a encurralando a poucos passos da porta –

Regina: Preciso que me diga uma última coisa Ariel, essa é completamente pessoal, por favor... – sussurrei com uma expressão medrosa eu diria, a ruiva assentiu como se não tivéssemos quase nos matado a poucos segundos – Nós realmente transamos aquela noite? Meu corpo não... – busquei palavras que não precisei achar já que a ruiva me interrompeu. –

Ariel: Eu tentei, juro que tentei, mas a única coisa que você fazia era chamar o nome dela e pedir perdão por sei lá o quê,. – a ruiva fazia inúmeros gestos. – então eu tirei suas roupas e as minhas e a esperei dormir, deitei do seu lado e fiz o mesmo, não transamos Regina! – a mulher falou baixo e tranquila como se aquilo fosse algo irrelevante, sorri em alivio tendo a certeza da otaria que eu era quando se tratava de Emma, e embora deplorável, desse erro eu estava livre! Por fim, voltei a minha expressão de ódio pela maldade que a ruiva havia cometido, porque diabos ela queria me afastar de Emma e como sabia de nós duas? Foi tudo de proposito, ela sabia de tudo desde a festa! Shit! – Meu Deus, você a ama mesmo! – essa foi a conclusão de Ariel ao terminar de me analisar. –

Regina: Eu vou acabar com você sua infeliz, você vai se arrepender de ter nascido.

Sem pensar duas vezes acertei o rosto da ruiva com a mão direita, antes mesmo que Ariel pudesse olhar-me novamente, a empurrei com uma força incomum contra a parede fazendo-a bater as costas na mesma, ouvi Ruby gritar meu nome, mas o descontrole já havia me dominado, e a coisa mais difícil depois que se começa uma “briga|”, é parar. Ariel me empurrou buscando defesa, quase cai devido ao salto, para o seu azar eu estava de pé e com mais raiva, pressionei minhas duas mãos em seus braços fazendo-a me encarar, seus cabelos bagunçados e sua expressão de medo me foram de total incentivo, joguei a ruiva para o lado fazendo cair no chão, deveria ter sido o suficiente, respirei fundo ao ouvir os gritos de Ruby me pedindo para parar e eu juro que iria obedece-la até que...

Ariel: É só isso que você consegue fazer? Vem me mostrar do que é capaz Regina... – a mulher me desafiou acreditando que eu respeitaria a presença da irmã dos meus...arg... não tinha palavra para definir isso nesse momento. –

Regina: Ah mas eu vou mesmo, pode ter certeza que eu vou. – sorri arqueando as mangas da minha camisa social. –

Não era de obedecer a ninguém, mas aquele pedido foi tentador o suficiente para que eu descesse o nível ao inferno e fizesse o que Emma com certeza iria fazer uma hora ou outra se aquela mulher aparecesse em sua frente de novo, subi em cima de Ariel a prendendo entre minhas pernas, o primeiro tapa deixei claro “esse é por ter voltado”, o segundo tapa “esse é por ter me usado”, o terceiro tapa iria acontecer até que Ruby gritou segurando meu braço.

Ruby: JÁ CHEGA REGINA? Você está descontrolada, já chega! Não é assim que se resolve as coisas, já conseguimos, eu sei que ela merece, mas não vou permitir que você a mate bem na minha frente. – a menina mirou-me apavorada e abaixou o tom de voz, quase doce então continuou... – Ela vai sofrer com a própria consciência, deixe que a culpa mate-a aos poucos.

Respirei fundo refletindo nas coisas que a menina havia dito, não valia a pena, essa era a questão. Estava ofegante ainda em cima da ruiva que chorava de dor com as mãos cobrindo o rosto, chamei-a sutil fazendo-a tirar as mãos e me encarar com ódio no olhar, “suma” sussurrei seca, mas antes de libera-la dei-lhe um terceiro e último tapa que mais uma vez despertou os gritos de Ruby, “Esse é por tudo que você fez a Emma!” Me levantei com meu ar de superior e caminhei até a vidraça que separava minha sala da varanda, só voltei a olhar Ruby quando ouvi a batida da porta que quase a derrubou.

Ruby: Meu Deus... você...você é... você é louca Regina! – a menina me olhava completamente assustada, sua voz travava e seus olhos arregalados me faziam querer rir, meu sangue aos poucos esfriava fazendo-me perceber o quanto eu estava assustando-a. –

Regina: Essas palavras vindas de você não soam sexy... me fazem parecer má. – disse sem pensar ao lembrar que Emma diversas vezes já havia dito aquela mesma coisa, a menina sorriu de canto balançando a cabeça em negativo. –

Ruby: Obrigad! Mesmo que tenha sido dessa maneira, você fez algo muito bom. – sorriu de maneira agradecida me fazendo devolver o sorriso. –

Regina: Eu devia isso a ela não devia? – fitei-a com certa tristeza e satisfação. –

Ruby: Sim. – limitou-se a dizer –

Regina: Você ouviu toda a nossa conversa? Acho que preciso explicar algumas coisas antes que você... – parei buscando palavras que pudessem explicar o inexplicável, e fazê-la duvidar do obvio: que eu e Emma éramos, quer dizer, havíamos sido... algo que não tem nome, mas algo forte. –

Ruby: Não tente explicar, não tem nada que seja menos.... pior, do que as coisas que ouvi, entretanto nenhuma surpresa, só.... os detalhes eram desnecessários. – disse com cara de nojo –

Regina: Ruby, por favor, eu e Emma não... – tentei me aproximar, mas preferi ficar onde estava, era seguro. –

Ruby: Escuta Regina, meus pais são o maior exemplo de amor verdadeiro que possa existir, eu sou fruto de amor verdadeiro, negue o quanto quiser, é seu direito mas... reconheço o amor quando vejo um.

Esperei de Ruby um escândalo, os piores julgamentos ou o que fosse de pior possível, e tudo que a menina fez foi me olhar como se tudo fosse obvio, como se soubesse o que eu e Emma tivemos desde o início. As palavras da garota me deixaram enlouquecida. Amor? Amor verdadeiro? Quem estava louca era ela, sim eu sabia que estava apaixonada por Emma, paixão e desejo era obvio, embora fosse deplorável era obvio, agora amor? Okay que muitas vezes me referi aos meus sentimentos pela loira com essa palavras mas... amor? Tinha medo de perguntar se podia piorar...

Regina: Desculpe, mas você está enganada. E seja lá o que tenha sido... já acabou! – minha voz soou mais triste do que o planejado fazendo Ruby se aproximar de maneira amigável e sorrir. –

Ruby: haha Deve ser difícil para uma mulher como você. – arqueei a sobrancelha diante do jeito piedoso que fui tratada, a que nível cheguei? A que nível EU cheguei? –

Regina: Não conte nada a ela, nunca. E sobre tudo que ouviu, esqueça Ruby por favor.- Naquele instante não sabia mais se estava fingindo para proteger minha vingança, ou realmente pedindo para proteger Emma. –

Ruby: Isso não é problema meu! Amo Killian tanto quanto amo Emma, e o que vocês estão fazendo está ferindo as duas, mas se não fizerem do jeito certo vai ferir ainda mais o meu irmão e destruir a minha família, e isso Regina, isso é problema meu sim. Decidam o que fazer, sei que é tudo muito delicado, mas se decidam e rápido, embora não me importe com o babaca do Neal, eles estão de casamento marcado, resolvam isso logo, ou do contrário, eu contarei. E sei que nenhuma das duas vai querer isso! Nem mesmo com aquela desgraçada eu havia visto Emma tão feliz ou tão triste, não a machuque! Por favor, não os machuque. – Ruby disse pacientemente doce me dando um beijo na bochecha e saindo porta a fora, me deixando ali parada, com os olhos já lacrimejados, que sentimentos novos eram esses? Algo parecido com...culpa? Acabara de descobrir que as coisas podiam piorar e estava sendo traída por mim mesma, traída pelo que eu sentia por Emma, que depois do que fiz com aquela ruiva eu acabava de ter certeza que era muito, muito maior do que eu podia imaginar.

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Fui para minha banheira e fiquei lá o resto da tarde, entre sorrisos de satisfação por saber que eu estava limpa, que meu corpo estava limpo, eu havia sim me negado a transar com aquela desgraçada, eu era inocente! Pelos menos uma vez eu era inocente!
Logo vieram lágrimas de medo passei a pensar em tudo que estava acontecendo, estava perto de conquistar minha vingança e cumprir minha promessa, e tudo que sentia era um vazio por estar longe da loira..

“Me ajuda papai, onde estiver me ajude! Porque deixou-a entrar em minha vida? Eu não posso ama-la, desistir de tudo por ela seria coloca-la acima do meu amor por você e você sim foi minha verdadeira família, ela é só... só a filha de um assassino! Eu já deixei-a ir então porque essa dor não passa? Eu já fiz a minha escolha e ainda sim meu sorriso não aparece mais, se você pode me ouvir, me mande um sinal papai, qualquer sinal...” – lagrimas já desciam de meus olhos, tive meu momento fraqueza interrompido pelo toque do meu celular, era Killian, revirei os olhos e pigarrei para disfarçar a voz de choro.

Regina: Diga querido!

Killian: Estou com saudade, quero fazer um pedido e não aceito um não Regina, não me chute de novo. – sua voz pidona era quase comovente. –

Regina: O que quer?

Killian: Durma aqui comigo, tudo bem se não quiser sexo, eu entendo, mas durma em minha casa essa noite.- Logo veio a loira em minha cabeça, será que ela estava em casa? Não, eu havia feito minha escolha, talvez esse fosse o sinal, minha vingança, era isso! MINHA VINGANÇA! –

Regina: Me busque as dez, não sorria Killian, eu sei que está sorrindo, não sorria. – disse em tom de brincadeira fazendo o homem gargalhar, juro não pensar que as coisas podem piorar. –

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A casa estava vazia quando chegamos depois de um jantar quase agradável, caminhávamos a passos leves até o quarto, coloquei a roupa de dormir menos provocante que eu tinha, um pijama que só deixava meu rosto, mãos e pés amostra, assim evitaríamos qualquer coisa, estava curiosa para saber se Emma estava em casa ou com..arg..o noivinho babaca, mas em hipótese nenhuma poderia perguntar e não deveria querer saber certo? Errado. Eu queria saber sim e como se pudesse ler meus pensamentos, ao deitar-me do lado daquele rapaz e receber um beijo de boa noite...

Killian: Nem acredito que já estão todos dormindo, Emma sempre dorme super tarde e hoje foi pra cama tão cedo.. ela adora ficar na sala ou no jardim olhando o céu.. – sorri ao imaginar-me vendo o céu com a loira. –

Virei-me sentindo os braços de Killian me envolverem, eu só tinha que dormir, precisava dormir, era simples certo? Errado outra vez, não consegui fechar o olho a noite inteira, o dia havia sido agitado, saber que Emma estava ali tão perto me deixava ainda mais agitada. Eu não deveria, mas precisava, tinha que vê-la ou não dormiria em paz, só vê-la dormir ali em sua cama toda indefesa. Esperei Killian liberar-me de seus braços e me pus de pé, sem pensar para não desistir caminhei pelo corredor até o quarto de Emma, senti meu estomago embrulhar, o que eu diria se ela estivesse acordada? Quarto errado talvez? Me sentia uma adolescente idiota. “Ridícula” sussurrei referindo-me a mim mesma!

Notas finais
Sim, Regina não transou com a Ariel por causa da Emma! Sim, Ruby sabe de tudo e teve certeza desde quando sentiu o perfume de Regina na Emma lembram? E o que acharam do segredo da Ariel? opa* Pulo alguns detalhes pois sei que não teriam paciência, o foco é nosso casal lindo e a vingança.. Ah e obrigada a quem assistiu o trailer e foi lá no meu tt ou aqui mesmo dizer que gostou! *o* Espero que tenham gostado e que tenha suprido a expectativa de vocês, preciso de muito incentivo nesse momento já que ficarei ainda mais cansada pelas aulas e trabalho, então pra incentivar vocês direi três palavras do que vem a partir do pro cap: Regina, Emma, França. Conto com vocês e obrigada pelo carinho, vale a pena o esforço! *-* Até loguinho!