Revenge: O preço

31 Capítulo 31 - A penitenciária


Notas iniciais
Olha quem voltou! Só falta mais uma semana de provas e estarei de férias o que significa queee? Quem pensou em vida social errou feio, capítulo com mais frequência porque tia Andy tem 4 fic's na fila lala* Queria agradecer a "Morrila" pela linda recomendação que fez minha semana bem mais feliz, então esse capítulo dedico a você por gastar uns minutos lendo aqui.. *-* Obrigada à todos os lindos e lindas que me acompanham e atenção que as informações dessa fic são grandes.. Boa leitura!!! (indo responder os comentários)

Era fácil fingir que nada daquilo me afetava, eu sabia bem qual a única pessoa que poderia estar naquele lugar e a ultima coisa que passava pela minha cabeça era vê-lo. Não fazia ideia de quais eram os planos de Zelena com tudo aquilo, me machucar talvez? Entramos naquele lugar..arg...peculiar. Um agente penitenciário nos levou até a tal sala de visitas, todos os presidiários pareciam me encarar, era obvio que a presença de uma mulher como eu era completamente inesperada, caminhava de cabeça erguida sob os olhares ameaçadores de cada um que ali estava, até que Zelena parou de frente para um homem de cabelos nos ombros, esbranquiçados, engoli a seco, caminhei para o lado de Zelena ficando finalmente frente a frente ao senhor que me olhou de um jeito que ninguém jamais havia olhado antes. Estava assustado, admirado, tudo ao mesmo tempo, o silencio falava por si só, ainda sim eu não tinha total certeza de quem realmente ele era até que..

Zelena: Regina, você nunca teve a chance de bater de frente com ele, talvez tenha perguntas a fazer. – Zelena me olhou temerosa, buscando em meus olhos alguma reposta. –

Regina: Quem é ele Zelena? – a fitei com a voz firme perfurando os olhos daquela mulher com os meus. –

XxX: Eu sou...

Regina: Eu não fiz a pergunta a você meu bem. – o encarei com uma postura firme, bati as duas mãos na mesa chamando atenção para onde estávamos, pigarreei buscando me recompor. –

Zelena: Esse é... Gold. – Sim, o nome eu lembrava bem, e a certeza fez o sangue ferver em minhas veias travando-me por completa diante do olhar penetrante daquele homem que evitei toda a minha vida. –

Regina: Você só pode está brincando comigo. Me trouxe aqui pra...conversar?! Com o assassino do meu pai Zelena? – alterei a voz buscando recompor diante do guarda que me olhara feio. – O que você quer? Que eu ouça todos os detalhes de como ele sabotou o carro do meu pai e destruiu a minha família, a minha vida? – falei entredentes fazendo os olhos claros da minha...amiga, arregalarem-se. –

Gold: Regina eu sei que é difícil pra você, mas... Olha só pra você, se tornou uma mulher tão linda, tão forte, tão...parecida com a sua mãe. – seu olhar era de admiração, brilhavam ao me olhar de cima a baixo, aquilo era confuso, ignorei qualquer pensamento ao ouvir a maldita comparação que ele fizera. –

Regina: Cala essa maldita boca. – falei pausadamente. – Eu não tenho nada daquela mulher, isso é uma ofensa. – disse entredentes revelando a magoa que guardava da minha querida mamãe. –

Gold: desculpe! Eu só queria que... – ele pigarreou na tentativa de esquecermos o assunto. – Soube que é dona da empresa de seus avós, impressionante querida. O poder está no seu sangue.

Regina: Ridículo! Você aparece dezessete anos depois pra me colocar na frente do maldito assassino que ainda está vivo? Qual o seu problema Zelena? Inveja? Saiba que eu não tenho a capacidade de sentir qualquer dor ao ver esse ser desprezível... – cuspi as palavras ignorando aquele homem outra vez, algo ali estava muito errado. Sentei-me buscando manter o olhar firme. –

Gold: Regina calma. Zelena não tem culpa alguma, a convenci de trazê-la aqui, achei que seria importante pra você me dizer algo, me perguntar algo, seja o que for. – sua mão tentou tocar a minha, mas retirei com raiva. Queria sair dali, mas antes eu tinha sim um desabafo pra fazer com aquele homem que eu não fazia ideia de quem era, mas pelo visto conhecia bem a mim e minha família. –

Regina: Quem você pensa que é pra achar que sabe o que é importante pra mim? Ouça seu infeliz, eu sei quem mandou você matar meu pai, — “quê?” os dois sussurraram juntos. – Não sei por que diabos você o protegeu todos esses anos, mas saiba que muito em breve ele será seu companheiro de sela, antes irá perder cada centavo que tirou do meu pai e depois...você terá companhia. Falta muito pouco pra eu me vingar. Aliás, se isso ajuda a pesar sua consciência. Sim. Você me transformou em um monstro, e agradeça por está preso, ou nesse exato minuto você estaria morto. Adeus! – aproximei meu rosto do homem deixando clara a ameaça, seu olhar estava assustado embora parecesse esconder um sorriso. –

Gold: Como você pretende? Do que está falando Regina?

Regina: Você me ouviu...querido. – levantei indo em direção à saída, mas antes que eu o fizesse ele decidiu continuar a falar. –

Gold: Saiba que me arrependo amargamente das minhas escolhas, as pessoas erram Regina, e pagam por isso. O preço pelo que fiz me custa muito caro, até hoje. – Sua cabeça estava baixa como se ele pudesse rever suas atitudes – Você deixou o ódio crescer no seu coração, cuidado querida! Algumas escolhas não tem volta, tudo tem um preço e não queira perder mais do que já perdeu!

Regina: Morra nessa maldita cadeia. – virei-me de frente pra ele e falei pausadamente concentrando todo meu ódio em meu tom de voz. –

Gold: Quando você for capaz de sentar e ouvir, ou saber fazer as perguntas certas, estarei aqui te esperando, bem vivo! Faça a escolha certa, querida. – a pose de superior do homem embora preso há tantos anos era incontestável, suas palavras de fato me assustaram, mas eu sabia que em breve nunca mais precisaria vê-lo outra vez. –

Sai em disparada sendo seguida por Zelena, infelizmente não havia taxi naquele fim de mundo onde ficava a penitenciaria, fui obrigada a entrar no carro...arg..popular daquela mulher, ela tentou se pronunciar mas em um gesto grosseiro mandei que calasse e assim fomos todo o trajeto até a empresa, já era noite quando chegamos.

Zelena: Você realmente mudou mais do que eu esperava.

Regina: Você não me conhece, não haja como se soubesse algo sobre mim. Não sei o que pretendia, mas ouça, tenho planos aqui Zelena, fique longe do meu caminho, você foi uma boa amiga quando éramos crianças. – disse virando-me para ela no banco. –

Zelena: Você precisa aprender a perdoar se quiser seguir em frente, parece que você tem o controle de tudo, mas você não tem Regina.

Regina: hahah O que pode me dizer sobre perdão? – a desafiei com uma risada debochada. –

Zelena: Ele é o meu pai! – “quê?” perguntei incrédula – Sofri muito por ter um pai ausente, e como se não bastasse descobri que ele foi preso por matar o pai da minha...melhor amiga! – Zelena fez uma pausa segurando as lágrimas. – Eu não teria ido em frente se não houvesse perdoado. – enchi-me de mágoa. –

Regina: Ele ainda está vivo, você ainda pode vê-lo, então não venha com lição de moral. – falei entredentes – E você chama de ir em frente uma aparente vidinha mais ou menos em Storybrooke? Filha de um assassino nojento, que triste! – falei irônica despertando finalmente a mulher firme que a ruiva guardava. –

Zelena: Veja no que você se tornou.. Quando estiver completamente perdida Regina, me procure, você precisa quebrar essa cara antes de conseguir entender a verdade e entender as pessoas. Boa sorte nos seus planos!

Sai batendo a porta do carro com força. Quando eu disse que queria esquecer Emma não precisava ser com outra bomba em minhas mãos. Minha melhor amiga filha do homem que David ordenou que matasse meu pai, queria saber por que ele aceitou levar a culpa, mas já estava preso, não tenho nada a tratar com aquele coitado, embora ele tenha me deixado confusa ao dizer a mesma coisa que havia no bilhete que Cora me deixou. Só espero que Zelena não seja uma pedra em meu caminho.

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As férias haviam chegado ao fim e não havia um só dia que Emma não ocupasse minha cabeça fazendo meu corpo doer, cada pedaço de mim sentia falta daquela loira, Killian tentava a todo custo me fazer vê-la, confesso que ouvir da boca dele que sua irmã parecia estar péssima me deixava animada, pois era o único sinal de que ela sentia algo por mim mesmo tendo feito o que fez. A quarta chegou e cedo estava no trabalho, a empresa nunca esteve tão produtiva e os papéis para a união das empresas já estavam perto de sair, tudo caminhava para seus devidos fins. Killian me ligou marcando um almoço com ele e Ruby, qualquer coisa estava sendo melhor do que parar meus pensamentos que logo voltavam a loira. Chegamos e logo fizemos o pedido, o sorriso de Killian foi enorme o que indicava que Ruby se aproximava, o que eu jamais esperava era quem aquela pirralha havia trazido consigo.

Ruby: Consegui convencer essa cabeça dura a almoçar com a gente.

Virei para a direção da menina que segurava o braço da irmã que estava mais pálida do que de costume, nossos olhos se cruzaram e em uma fração de segundos senti todas as dores que somente o olhar daquela mulher me causava, minha pele queimou somente com o toque de sua perna na minha quando a mesma sentou-se na lateral esquerda da mesa, o clima era constrangedor, queria correr dali ou mata-la, mas fingir era tudo que podíamos fazer. Em nenhum momento nos olhávamos, trocamos algumas palavras para que Killian não percebesse a situação. Fiz de tudo pra diminuir aquele tempo torturante, mas quando fui fingir que estava atrasada para uma reunião, o celular do meu namorado toca e ele sai pra atender, Ruby simplesmente se levanta e vai ao banheiro impedindo Emma de segui-la, a dor e o silencio pairavam sobre nós encarando a comida como duas desconhecidas.

Emma: Porque recusou o pedido dele? – disse rápida encarando um vácuo qualquer. –

Regina: Porque eu não o amo. – respondi rápida também olhando em qualquer direção que não fosse a loira. –

Emma: Então porque está com ele? Seus negócios são com meu pai, não com ele, nada atrapalharia. – seu tom era triste, Emma mexia na comida, perdida. –

Regina: Porque você está com Neal?

Emma: Ele fez muito por mim, me ama, acredita em mim e principalmente me escuta. – seus olhos cheios de dor vieram a mim me fazendo engolir a seco e tremer. –

Regina: Killian me ama, sou importante pra ele, tenho certeza que ele não deixaria de está comigo por causa de outra pessoa, não me machucaria por nada. – falávamos baixo sem nenhuma expressão além da dor nos olhos, sem perceber sorrimos de canto com certa saudade, ficamos em silencio um tempo. –

Emma: A data do meu casamento foi marcada, vou me casar no final do ano! – pareci morrer por alguns segundos, “melhor assim” disse a mim mesma mil vezes para não...chorar? –

Regina: Fico feliz por você, querida! – forcei um sorriso que Emma não acreditaria, obvio. –

Emma: Fica mesmo Regina? – a loira inclinou-se em minha direção provocando, ela errou e eu explodi, estávamos empatadas, mas naquele momento Emma viu em meu olhar que... 2x1 pra ela. –

Regina: NÃO! – quase gritei pegando a minha bolsa e correndo para a saída, andei o mais depressa que pude. –

Aos poucos fui diminuindo o ritmo, o restaurante não ficava muito longe da empresa, Killian me ligou e dei uma desculpa qualquer dizendo que estava atrasada e precisei correr.. Passei a mão no rosto e o senti molhado, lágrimas o cobriam, de repente nada fazia sentido ao meu redor, nunca havia sentido essas dores antes.

“Isso tem que acabar logo!” Disse três vezes para mim mesma respirando fundo acreditando que aquilo era o melhor pra nós duas, embora meu coração dissesse o contrário.

Notas finais
Vamos pensar aqui, Gold é pai da Zelena melhor amiga de infância da Regis, ou seja, ele tinha alguma intimidade com os Swan e os Mills, guardem isso! Regina não consegue ouvir, é por isso que ela vai pagar um grande preço. E as atitudes de Gold significam algo?! hmmm Emma casa? Tem uns meses ainda... Quero ver vocês me contando suas teorias em. Próximo capítulo tem recaidinhas porque ninguém é de ferro aqui u.u Amando os comentários de vocês *-* Recomendem também e até loguinho!