Revenge: O preço
52 Capítulo 52 - Cora Part II (How Long Will I Love You)
Notas iniciais
Regina: Mãe?
Cora: Quanto tempo, minha filha! – A mulher saiu da sombra do quarto com os olhos brilhantes e aquele sorriso que sempre me assustava. –
Regina: Como entrou aqui? – Segurei meu corpo com todas as forças que tinha, por um segundo vi tudo rodar, mas a mágoa em meu peito manteve-me erguida. –
Cora: Esqueceu que sua velha mãe conhece todos nessa pequenina e inútil cidade?
Regina: Você não estava na Inglaterra? Tomando um drink e comemorando pelo fardo, quer dizer, filha que deixou para trás... ou até mesmo morta. – Disse sem qualquer tipo de expressão enquanto a mulher caminhava até mim fazendo-me dar passos para trás. –
Cora: Ow minha pequena Regina.... Nunca deixei você para trás e pelo que pude ver aqui, você sabe exatamente o porquê das decisões que tomei, ou melhor, fui obrigada a tomar. – seus olhos pareciam brilhar em me ver, enquanto os meus lacrimejavam de mágoas, rancores e...saudades. –
Regina: Você me deixou sozinha Cora Mills... – Rebati pensando o porquê depois de todos esses anos ela havia ousado voltar, e ainda estava dentro da minha casa! –
Cora: Fiz o que era melhor pra você, filha! Não seja egoísta, deixei-a com seus avós para que cuidassem de você com a proteção que precisava, David ainda podia me encontrar.
Regina: E MESMO ASSIM... – gritei contendo-me com seu olhar reprovador, já não devia quaisquer respeito àquela mulher, mas meu coração sentia obrigação de respeita-la. – E mesmo assim nunca pensou em voltar? Em ligar? Sabe quantas noites acordei depois de ter pesadelos horríveis e tudo que tinha era uma babá inútil?! Quando ficava doente tinha os melhores médicos, mas não tinha você. Você nunca se importou mamãe!
Cora: Não diga isso! – Suas mãos buscaram as minhas e não tive forças para recusar, ela as apertou forte soltando em seguida para lançar o que mais sabia: veneno. – E principalmente não me culpe se você nunca foi boa em se defender de pessoas ruins minha querida... Se estou aqui é porque sei que precisa de mim mais do que nunca!
Regina: Pelo contrário Mamãe! Agora não preciso mais de você, queria tanto que fizesse meu destino e estou bem perto de cumprir a minha jornada. E ser completamente feliz! – pensei em Emma, pensei na chance da loira me perdoar por tudo e irmos embora para qualquer lugar. Mirei todos os papeis e fotos espalhados na cama e lembrei que minha mãe jamais saberia de nada daquilo, como tudo estava ali? – Como achou o baú?
Cora: Sou sua mãe Regina. E seja lá o que você acha que está fazendo eu posso te ajudar. Por você eu faço qualquer coisa! – Suas palavras pareciam tão sinceras, sabia que Cora era grossa por conta de sua personalidade, então nada parecia ofensivo o suficiente se vinha dela. Virei-me de costas escondendo a fraqueza. – Voltar a Storybrooke é suicídio, você sabe disso e se está aqui é porque tem grandes garantias.
Regina: Isso é problema meu! – Lembrei por um segundo tudo que passei por sua ausência, já era uma mulher e dona de tudo que queria, porque diabos ia aceita-la de volta? – Pedirei um taxi, espero que ele a leve para o seu lugar, o inferno!
Cora: Vou ficar querida, e aqui nesse seu apartamentinho que honestamente? Poderia ser bem melhor e mais digno de você!
Regina: Você não pode tá falando sério...
Cora: Tenho certeza que tem muitas perguntas a fazer, filha!
Não consegui contradize-la, odeio ter que confessar em voz alta e pode parecer loucura, mas minha mãe era minha fraqueza.
Corri para o banho como quem fugia de um desastre, que diabos a vida pretendia trazendo essa mulher de volta depois de tantos anos? Depois de tudo que passei, das coisas que conquistei... Mergulhei em minha banheira por longos minutos, após sair do banho e dar de cara com Cora sentada em minha cama ainda a revirar todos os papeis que havia no baú foi que finalmente caiu a ficha do que estava acontecendo. Minha mãe estava de volta! Peguei meu celular e haviam algumas mensagens, ignorei as de Killian, obvio!
De: Emma Swan
Hoje foi um dia incrível, como todos ao seu lado. Eu te amo para sempre Regina!
Sonhe comigo...
De: Regina Mills
Você é a mulher mais importante da minha vida!
Eu te amo hoje e sempre! Sonhe comigo...
Respirei fundo antes de sentar na cama ao lado daquela mulher e ouvir toda a sua versão que tinha sido resumida em menos de 30 linhas em uma carta. Cora contou mais do óbvio do que novidades em si...
David por ser mais novo sempre fora ambicioso e obrigava papai a aceitar suas ideias estrondosas para conseguir mais lucros, Mary Margaret uma tonta que fazia o que fosse para não perder o marido, com Killian e Emma pequenos era uma inútil completa, palavras de minha mãe. Depois que meu pai morreu, tudo que ele tinha ficou em seu nome e depois seria passado para mim, sabendo disso David a procurou e ameaçou nós duas, sabendo que Cora não entendia dos negócios da Dreams e que uma garotinha de 18 anos ( idade que assumiria minha herança) não teria talento para nada, David fez uma oferta irrecusável seguida da seguinte ameaça: “Seria muito ruim se você morresse antes de Regina assumir a herança Cora, imagine que desastre uma criança solitária com milhões de dólares na conta... Sabe-se lá o que de ruim poderia acontecer.”
Cora: Não tive opções Regina, seus avós haviam me procurado no enterro de seu pai e lhe pedido como herdeira, eles podiam lhe dar uma vida de rainha e te proteger de David. Então vendi tudo e fui embora. Não me despedi porque você era fraca demais para suportar minha partida!
Regina: Meu pai não merecia isso! Você devia ter ficado e dado um jeito de desmascara-lo mamãe! – meus olhos derramavam lágrimas de ódio e de tristeza. –
Cora: Sei muito sobre a vida, inclusive que não se discute com alguém que manda em tantas coisas... – seus olhos miravam os meus com firmeza, não conseguia acreditar que David era tão cruel a tal ponto, o ódio em meu peito só ardia mais forte. –
Regina: Então porque ele uniu a Dreams a minha empresa? Porque ele não fez nada contra mim ainda? – levantei pensativa, não fazia sentido estar intacta. –
Cora: Então é verdade! Você colocou sua empresa nas mãos do assassino de seu pai Regina, você ficou louca? – sua voz grosseira aumentara arrepiando-me a espinha, meus olhos congelaram, porque aquela voz ainda me deixava tão assustada? –
Regina: Não faz sentido ele não ter me matado ou feito qualquer coisa ruim. – Rebati a altura. –
Cora: SUA TOLA! Ele esperou você tomar essa decisão burra de unir as duas e se tornar o dono de tudo, você vai perder a única coisa que dava sentido a sua existência, criança!
Regina: Não mamãe! Em menos de dois meses os documentos saem e já tenho tudo pronto, veja. – busquei os contratos de falência da Ocean Tur que colocaria a Dreams em uma roda perigosa de negociações, onde grandes amigos da faculdade que hoje são administradores e bem desonestos a deixaria na miséria em menos de 72 horas, era infalível. Sorri orgulhosa enquanto minha mãe olhava tudo sem expressão alguma, como sempre. –
Cora: A fraqueza de David são seus filhos... Se você está viva é porque tem o coração de um deles, não espere mais. Fuja enquanto há tempo Regina!
Regina: Do que está falando? – olhei-a assustada, queria deixar Emma o mais longe possível de minha mãe e de qualquer verdade antes da hora. –
Cora: Soube que você namora o Killian, não é?! Se David fizesse algo contra você acabaria com o filho, acha que ele é bobo? Se está viva ainda é porque ao menos uma vez foi inteligente, aliás já mencionei sobre o quanto David é preconceituoso? – não entendi de fato o que minha mãe queria dizer, mas quando lembrei das várias conversas ameaçadoras com David, as coisas faziam bastante sentido. –
Regina: Não sou a menina que você deixou para trás, fale tudo AGORA!
Cora: Killian é seu seu seguro de vida. Se o deixar, qualquer coisa que lhe acontecer será algo totalmente inútil... E quando esses tais documentos saírem com você morta, não terá ninguém para assumir se não o outro sócio, já pensou nisso?
Regina: David é um tonto, ele não pode estar pensando nisso... – senti o medo tomar conta de mim como nunca antes, Cora conhecia David muito melhor do que eu e sabia exatamente do que aquele homem era capaz. –
Cora: O conheço há anos, ele ordenou que matassem o meu marido e ameaçou a minha própria filha, acha mesmo que ele está para brincadeiras?!
Regina: De qualquer maneira tenho Killian em minhas mãos. – sorri perversa enquanto vestia uma roupa qualquer. –
Cora: Estou surpresa com esse seu empenho para vingar a morte de seu pai, não seria capaz de matar, seria?
Regina: Ele tirou de mim a pessoa que mais me amava. – olhei fundo nos olhos de minha mãe, lembrando de cada coisa que passei por culpa daquele assassino. Sua expressão ofendida não me fez andar para trás, no fundo minha mãe sabia que não me amava tanto quanto Henry. – Sou poderosa o suficiente para que nunca precise sujar minhas mãos de sangue.
Cora: Não vai mesmo embora?
Regina: Nessa vingança irei até o fim, ou está comigo ou contra mim!
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Foi a noite mais mal dormida de todas, estava completamente perdida e com medo. A diferença é que dessa vez tinha minha mãe ao meu lado, ela conhecia David muito melhor que eu. Pensei em Emma, estava tudo tão incrível, não queria perde-la, mas se a assumisse e mesmo que desistisse de tudo isso seu pai acabaria conosco de qualquer maneira.
Não tinha mais escolhas, como faria Emma feliz sem lhe dizer a verdade? Ou como ficaria com ela correndo riscos de seu pai fazer mal a mim ou muito pior...a ela?!
Os dias se passavam e por precaução estava bem mais próxima de Killian, o que acabava magoando Emma que por falta de opções se aproximava de Neal. Manter Cora em meu apartamento sem que ninguém soubesse era outra dificuldade, sentia a loira mais distante a cada dia e essa vingança já se tornava, por mais que odiasse admitir, mais uma questão de honra do que de prazer.
No fundo só queria estar com Emma e cumprir todas as nossas promessas felizes juntas...
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Noite de jantar da família Swan...arg...
Killian me buscou as oito em ponto, estava vestida para matar, literalmente. Um vestido preto de renda com mangas longas e um decote em V que chegava ao estômago, os cabelos levemente ondulados e uma maquiagem poderosa acompanhada de um batom vermelho e meu bom e velho Loubotin. Recusei os beijos de Killian, não queria borrar o batom antes que Emma me visse, aliás, estava vestida assim somente para ela.
Fui recebida por Mary Margaret que me encheu de elogios provocando-me ânsia de vômito, David chegou em seguida com um enorme sorriso, estava mais difícil do que nunca disfarçar o quanto queria rasgar sua garganta, entretanto, tinha de esperar... Ruby desceu ao lado de Emma que fizera finalmente meu sorriso dar o ar das graças, estava tão linda como sempre com um vestido azul curto e colado, seu sorriso correspondeu ao meu criando um clima indisfarçável que fora desmanchado por Neal correndo de encontro a MINHA mulher e tomando-a pelos braços em um beijo que a sufocava. Desfiz meu sorriso e acatei a ideia de Ruby de irmos logo jantar.
O assunto limitou-se ao maldito casamento de Emma que nos deixava tão desconfortável quanto Ruby que sem sucesso buscava mudar de assunto...
Neal: Já decidimos onde será a lua de mel.
David: UOW Não sei se quero ouvir sobre isso. – todos riram, exceto eu, claro. –
Neal: Será em Dubai e depois iremos a Paris onde Emma aceitou meu pedido.
Encarei Emma com uma raiva que fora correspondido a altura, brigávamos através de expressões que fora finalizada pelo pisão brusco de Ruby em meu pé.
Emma: Escolherei o vestido semana que vem! – a loira me olhou e vi o desespero em seus olhos, senti uma forte pontada na boca do estômago, Emma me avisava com os olhos que estava cada dia mais perto. –
Mary: Você escolheu o seu vestido de madrinha Regina?
Regina: Talvez escolha junto com o de Emma. – A grosseria em minhas vez fincara um silêncio constrangedor à mesa. –
Depois de minhas palavras o assunto finalmente mudara de rumo para algo qualquer que não prestei a mínima atenção. Assim que encerramos fomos...arg...conversar na parte fechada do jardim, ainda não conhecia aquele espaço, mas era amplo e cheio de coisas cobertas com panos que não sabia o que podia ser.
Killian: Quanto tempo não vínhamos para cá pai?
David: Faz muito tempo, agora estamos aqui reunidos...
Mary: Como uma família! – O sorriso dos dois fizeram meu estomago embrulhar, Killian me apertou forte fazendo-me desejar sumir dali. O que salvou a noite foi olhar para a loira que estava hipnotizada em meu decote, acabei rindo tirando de Emma um sorriso bobo deixando seu rosto corado. Não era feliz por tudo que estava tendo de suportar, mas estava valendo muito a pena ter Emma ali.
David: Estava lembrando de todas as coisas que trouxe pra cá e não usamos, tipo o piano da nossa festa de casamento meu amor. – disse olhando Mary Margaret com um imenso carinho, em seguida se levantou e puxou um dos panos do canto a direita que escondia um piano novo, brilhante, mesmo sem uso estava muito bem conservado. – Pedi que deixassem tudo por aqui sempre bem conservado, mesmo que ninguém saiba tocar...
Olhei o piano, olhei Emma e voltei a noite em que me declarei para a loira em seu quarto, quando confessei tudo que amava e tive de abandonar para me tornar a mulher que vingaria a morte do pai.
Regina: Posso? – Apontei para o piano deixando todos completamente surpresos, meu corpo todo tremia, senti minhas pernas colarem no chão, era algo que havia deixado há muito tempo e uma paixão que guardei para mim a vida toda já que Cora reprovava qualquer coisa voltada à arte. Era por Emma, era pela mulher da minha vida que talvez nunca pudesse ter outra vez. –
Sentei no pequeno banco, por um segundo hesitei, até de forma tímida pressionar algumas teclas e sentir o som suave completar minha alma, fechei os olhos e pensei nas coisas mais felizes de minha vida: Os momentos ao lado de meu pai, Bahamas, França, meu apartamento e por último aquele quarto da Dreams... How Long Will I Love You... as notas sussurraram sem que precisasse cantar, a melodia movia minha alma, olhei poucas vezes para os lados, Killian olhava orgulhoso, mas isso era o mínimo que me importava. Emma, ahh Emma... Seus olhos avermelhados, via o orgulho que a loira sentia de mim, aquilo era angustiante e ao mesmo tempo só conseguia pensar no quanto queria envelhecer tendo aquele olhar só para mim.
How long will I love you?
As long as stars are above you
And longer if I may...
A suavidade das últimas notas tiraram de mim um peso enorme, seria capaz de correr para os braços de Emma e leva-la dali para sempre. O que David faria se soubesse que sua filha se casaria com uma mulher, que se casaria comigo?
Olhei Emma e sorri, demos um passo em direção uma a outra sem perceber e quando por um milésimo de segundo pensamos em correr dali...
David: O amor é a coisa mais poderosa de todas... Buscarei um vinho para brindarmos a união de Emma e Neal e muito em breve o seu noivado Regina... – Os olhos do homem perfuraram minha alma, David havia conseguido me atingir e começara a mostrar suas garras. –
A noite encerrou com o beijo apaixonado de Emma e Neal, a cena mais dolorosa da qual poderia ter me poupado se nunca tivesse voltado de Paris com a loira. Antes mesmo de entrar em meu apartamento as lagrimas já desciam o que piorara quando olhei minha mãe e a mesma estendeu seus braços para mim, agora finalmente tinha um obro que pudesse chorar sem medo...
Cora: Tem algo que você queira me dizer Regina?
Regina: Não! – disse enquanto chorava sem limites em seus braços. –
Cora: David é cruel e sabe ser assim de um jeito que ninguém possa perceber, foi assim que enganou a própria esposa e é assim que engana a todos. – pegou em meu rosto fazendo-me olha-la. – Volte comigo para a Inglaterra Regina, vamos começar tudo outra vez. Apenas vamos embora antes que você se machuque e antes que machuquem quem você ama.
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Cheguei cedo a Ocean Tur, voltei a fazer o que era comum quando voltei à cidade: dedicar todo o meu tempo a minha empresa. Mais do que nunca tinha de me certificar que David jamais me passaria para trás e nenhuma falha passaria.
Belle: Senhora Mills... – disse entrando sem se quer avisar. –
Regina: Sim... – Respondi seca levantando a cabeça para mirar Belle com...ódio? –
Belle: Está tudo bem com você?
Regina: Não é da sua conta Belle, disse que me interrompesse apenas para algo relevante, então se...
XxXx: Lugar de recepcionista.... é na recepção minha querida. – Mamãe disse grosseira fazendo Belle congelar e corar, odiei ver o medo em minha secretária, podia trata-la como bem entendesse, outra pessoa não! –
Regina: Meus empregados são problema meu, mamãe! Pode ir Bel... – sorri demonstrando certo apreço aquela garota incrível que Belle era, eu acho. –
Cora: Achei que sua empresa fosse maior, mais ajustada... – disse enquanto olhava todo o espaço de minha sala com sua eterna cara de nojo. –
Regina: Tive de derrubar custos em 50% para instalar a empresa nessa...arg...cidadezinha.
Cora: Acha mesmo que seus planos vão valer a pena? Só está regredindo, derrubando o que podia torna-la uma rainha. – seus paços firmes em minha direção prenderam minha atenção, a mulher espalmou as mãos em minha mesa encarando-me. – Vamos embora desse lugar Regina!
Regina: Mais do que nunca eu quero a cabeça daquele... – Antes mesmo de concluir meus pensamentos o telefone tocara inúmeras vezes, sorri ao ler o nome da loira na tela, mirei minha mãe com temor, mas com certeza atende-la era mais importante. – Alô!
Emma: Estou com saudades amor!
Regina: Eu também! Como você está?
Emma: Com uma lingerie vermelha que comprei especialmente pra você... – sorri boba e com certa maldade, disfarcei indo em direção a minha imensa janela dando as costas para minha mãe. –
Regina: Não foi isso que perguntei Emma, mas... – sussurrei temendo que Cora ouvisse algo. –
Emma: Queria está aí e trancar sua sala, ia tirar peça por peça da minha roupa e mostrar a você o que tem por baixo, ia fazer o quê Regina??? – Emma...sussurrei. – Você não quer? – Emma... tentei outra vez. – Você quer ou não? – Quero mas...
O aviso de que a chamada tinha caído ou sido desligada me deixara confusa e frustrada, virei-me com um sorriso largo pensando no quanto Emma era louca e tão maravilhosa, desfiz minha expressão ao notar o olhar reprovador de minha mãe que me analisava com calma.
Regina: Agora que você já conhece minha empresa pode ir embora não é Cora? – disse seca e com pressa, queria me certificar de que Emma jamais visse minha mãe ali, aliás ela não era tão boa em guardar segredos sobre minhas família. — Killian costuma vir sempre aqui e não quero que ele a veja, pode ser perigoso.
Cora: Quem era no telefone?
Regina: Era....
XxXx: Porque Belle disse que não era uma boa ide... – as portas se abriram fazendo um forte barulho, congelei ao ver Emma de frente a minha mãe. Assim como Emma paralisou ao parecer lembrar de Cora. –
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