Revenge: O preço

49 Capítulo 49 - A verdade se aproxima


Notas iniciais
Olhem só quem está aqui com capítulo novo. Você não está ficando louca! Só queria dizer que 2017 iniciarei e retomarei muitos projetos e é claro que Revenge estaria na lista. Vocês leitores são uma das coisas mais especiais que me aconteceram. Obrigada por tudo e só desejo a vocês um ano lindo e por favor, nada de desistir das coisas que acreditam, ok? Boa leitura mores!!!

Acordamos antes mesmo de o sol nascer por completo, quase voamos para o hotel. As coisas foram arrumadas com pressa, voltaríamos para Storybrooke de avião comercial, classe A obviamente, ainda sim um voo comercial. Emma conversava entretida no celular, certamente era seu noivo, ficava claro por suas expressões de apreensão que era. Pela primeira em toda a minha vida estava totalmente perdida, com os documentos assinados levar a Dreams a falência era uma questão de tempo, Emma estaria em sua lua de mel e não precisaria ter de olha-la, mas e Ruby? Até mesmo Killian me dava pena. Tentava não pensar no quanto Emma me odiaria, era impossível! Cada vez que a olhava sentia vontade de morrer engasgada em minha própria amargura que por mais que a loira tentasse ajudar, não conseguia abrir mão. Nunca seria feliz ao lado de Emma sabendo o que seu pai havia feito, mas agora, não sei se consigo ser feliz sem Emma, na verdade, tenho certeza que não.

Regina: Emma. – a chamei de forma doce fazendo-a me olhar com um leve sorriso que me enchia de...arg...amor. – Tenho que te contar algo antes de voltarmos.

Emma: Não sei se quero saber... – seu rosto mudara para uma preocupação, nesses momentos tinha certeza que a loira sempre esperava o pior de mim, não era pra menos. –

Ponderei por um tempo o que exatamente queria dizer ou como iria dizer, cheguei a pensar se aquele seria um bom momento para falar que o homem que destruiu minha vida era seu pai, claro que não falaria, mas naquele instante foi tudo que quis.

Regina: David sabe que você não foi a Boston, mas que estava comigo em Bahamas. – seus olhos congelaram por um instante, esperei alguma reação e sem resposta decidi soltar mais uma. – E Ruby sabe sobre nós, tudo.

Emma: Como assim, tudo?

Regina: Tudo Emma!

Emma: E meu pai?

Regina: Aquele idiota não teria a capacidade de distinguir amizade para o que temos Emma, fique tranquila! – ri debochada pigarreando ao perceber que havia falado uma grande besteira. –

Emma: O idiota é o meu pai Regina. – a loira bufou de raiva trincando os dentes. – Nunca tinha reparado mas... Você tem algo contra ele? – seus olhos pareciam me analisar. –

Regina: Não seja louca!

Emma: Tem haver com o fato de não ter sido ele no lugar do seu pai?

Regina: Cale a boca!

Emma não sabia quem o seu pai realmente era e apesar de que ele merecesse não cabia a mim destruir tudo que a loira acreditava. E para a minha sorte no mesmo instante a voz ecoa dos alto falantes nos chamando para o voo, fazendo com que recolhesse tudo em extrema pressa e quase corresse para o portão de embarque.

Emma: Um dia vai ter que me contar tudo que esconde. – disse enquanto seguia meus passos apressados. –

Regina: Emma... – parei virando-me em sua direção, respirando fundo antes de falar. – Se você chegar a ter que subir no altar com Neal, se tiver mesmo que casar com ele, me pergunte tudo que quer saber e lhe serei honesta.

Emma: Terá que me contar de qualquer maneira porque não vou subir naquele altar. – não? Sussurrei. – Você não vai deixar isso acontecer, certo?

Seu sorriso de quem parecia realmente estar confiando em mim mais uma vez me desarmara, se não conseguisse desistir para ficar com ela, se não fosse capaz de abandonar todos os meus planos por Emma Swan, teria de contar a verdade. Abracei-a com força e beijei sua testa segurando-a firme pela mão a caminho de Storybrooke.

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Chegamos à mansão dos Swan já era noite, como sempre, todos nos esperavam na sala. Dentro do carro mirei Emma que parecia tão perdida quanto eu, como ficaríamos não fazia a menor ideia, mas sabia que a loira não estava disposta a subir no altar assim como eu não queria permitir que isso acontecesse.

Regina: Emma, me prometa uma coisa. – a loira assentiu permitindo que continuasse. – Prometa que será forte como nunca foi antes em toda a sua vida!

Emma: Por quê?

Regina: As coisas serão mais complicadas agora e consequentemente as mentiras serão maiores. Acha que pode me prometer isso?

Emma: Se me prometer que não irá desistir de nós.

Regina: Eu te amo! – sussurrei em meio a um sorriso de quem não conseguia mentir para a loira, aliás, ela sempre sabia quando estava mentindo. –

Adentramos a casa em meio a falsas gargalhadas, ao menos as minhas eram, ao nos deparar com David estourando uma garrafa de champanhe em comemoração a nossa chegada. Emma abraçou a todos e antes que pudesse ter qualquer atitude Killian me surpreende com um beijo cheio de saudade, sem controle apenas o empurrei engolindo a seco, não disfarcei ao olhar para Emma que estava sendo envolta por Neal. Meus lábios semicerraram como quem não tivesse a mínima noção do perigo e para a nossa sorte Ruby puxou a irmã para um demorado abraço fazendo o mesmo comigo em seguida, fora um alivio.

David: Como se saíram?

Emma: Tudo ocorreu bem papai. O conselho aprovou toda a proposta e liberou a fusão. Basicamente Ocean Tur e Dreams já funcionam como uma só. É questão de uns 60 dias até o capital financeiro pertencer à companhia que vocês terão de dar um nome.

Regina: Balder Company. – Disse alto sem hesitar. – Se não se importar, David, quero que tenha esse nome.

David: Por quê? – O homem me olhou curioso. –

Regina: Balder é, segundo a mitologia nórdica, deus da sabedoria e da justiça. Lembra meu pai.

~flashback~

Papai havia acordado cedo e feito meu café da manhã pessoalmente, nos deliciávamos com uma torta de maçã dos deuses, mamãe odiava a ideia de ver seu marido tão rico cozinhando ao invés dos empregados, então apenas pegou sua bebida matinal e fora para a piscina nos ignorando como sempre. Todos os sábados papai cozinhava pra mim e então me levava para um lugar diferente, dizia sempre que eu procurasse as pequenas coisas. Dessa vez estávamos indo a uma exposição sobre mitologia nórdica e então calmamente após adentrarmos o museu, papai fora me contando as histórias.

Regina: Papai! Papai! Olha esse... – apontei para uma estátua de um homem alto, forte, de longos cabelos e com uma postura de completo poder. –

Henry: Gostou dele meu anjo? Olhe sua postura de poder e sua tamanha beleza, parece alguém que eu conheço. – sorrimos –

Regina: Me conte mais sobre ele... – meus olhos brilhavam mirando aquela enorme escultura. –

Henry: Esse é Balder, deus da justiça e da sabedoria, é também o mais belo de todos os deuses. Foi morto por um deus maligno e cruel chamado loki e não pudera ser ressuscitado. – papai abaixou a minha frente e me olhou nos olhos ao completar. – A inveja é veneno até para aqueles que tem igual poder.

~dias atuais~

David: Temos o nome da companhia então. Qualquer coisa pelo meu velho amigo Henry.

Seu sorriso me causava náuseas, entretanto queria ouvir da boca de David todas as vezes que ele se referisse à companhia, que a justiça e a sabedoria sempre estariam ali, seria este o meu deleite. Enquanto Emma mentia sobre as “aventuras” que tivemos na França Ruby me chamou no canto fazendo-me ofegar já esperando lições e lições....

Ruby: Então...

Regina: Então o quê?

Ruby: Como foi? E principalmente, como vai ser daqui em diante? – seus olhos nutriam tanta esperança em mim quanto os olhos de sua irmã. –

Regina: AH MEU DEUS! Como você é metida garota! Isso é coisa de adulto. Você já deveria estar na cama. – sussurrei com o melhor sorriso de deboche que tinha. –

Ruby: Você parece a minha mãe. – revirei os olhos – Vou ser curta e grossa Senhorita Mills: Ou decide o que quer ou vai ficar sem Killian e sem Emma. – gargalhei balançando a cabeça em negativo como se tivesse ouvido a piada mais debochada do mundo. –

Regina: O que vai fazer querida? Uma reunião de família como essas pra contar a todos que é Emma que eu amo? Destruindo tudo o que VOCÊ ama? – seu silêncio apavorado me fez lembrar quão bom é intimidar as pessoas. – Como eu pensei Ruby... A propósito, contei a sua irmã que você sabe de tudo. Agora se me der licença, foi uma semana cansativa, sua irmã me deixou esgotada. – sussurrei com um sorriso malicioso. –

Ruby: Ah meu Deus que nojo, ela é a minha irmã!

Quando voltei para a sala Emma já se despedia na companhia de seu noivo, a fitei com ira e seu olhar desesperado revelava que ela não tinha opções, sabia disso, mas não queria aceitar vê-la voltar para os braços de outra pessoa, não depois de tudo. Mas que moral eu tinha? Refiz minha face, dei um beijo em Killian de quem parecia morrer de saudades e em quase desespero corri porta a fora recusando os convites para que ficasse. Assim que cheguei em meu apartamento percebi que embora amasse, me vingasse ou fizesse o que for sempre estava sozinha ao fim do dia, o prazer da vingança por anos foi minha melhor companhia e agora se não tinha Emma, não tinha mais nada. Meu celular vibrara e dormi após ler e reler um milhão de vezes uma mensagem:

De: Emma Swan
Me desculpa! Eu te amo.

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Os dias se sucederam de muito trabalho e poucos encontros com Emma, para minha sorte isso também significava poucos encontros com Killian, as sensações de angustia sem motivo aumentavam cada dia mais, me sentia sufocada e não tirava da cabeça o que havia visto em Paris: Uma mulher perfeitamente igual a minha mãe! Faltava menos de dois meses para a minha vingança estar completa, consequentemente faltava o mesmo para a loira subir ao altar. Um telefonema me despertara dos pensamentos enlouquecedores...

Regina: Oi querido!

Killian: Posso ir a sua casa hoje?

Regina: Killian, eu... eu tenho que...

Killian: Ok, vou ser mais claro, em poucas horas estarei aí, já chega Regina.

Sua voz soou grosseira e pela primeira vez desde que cheguei a Storybrooke me sentira assustada, havia sido fácil todas as vezes que optei por descartar a presença de Killian, mas algo me dizia que esse detalhe estava a ser enfrentado em breve, muito em breve.

A campainha tocou diversas vezes, estava com um vestido social preto e um blazer cinza por cima, meião e scarpin compunham meu look desesperador. Respirei fundo e distribui meu melhor sorriso ao abrir a porta e me deparar com um homem cansado, suando e completamente sério.

Regina: Aconteceu alguma coisa meu bem? – disse enquanto lhe dava um beijo curto. –

Killian: Vou ser bem direto, o que está acontecendo Regina? – O homem entrara apartamento adentro como um furacão, virou-se em minha direção com os olhos em chamas, mantive minha postura firme de sempre. –

Regina: Do que está falando? – Me fiz de desentendida ganhando como resposta um riso de ironia, Killian respirou, passou a mão no cabelo e começou seu cansável desabafo...arg... –

Killian: Desde a primeira vez que a vi naquela festa sabia que a queria pra mim e por um tempo você foi minha, sei que foi, mas agora... Agora não sinto mais isso. Sabe o que é para um homem acordar depois de fazer amor com sua mulher e vê-la bêbada e acabada como se houvesse sido pressionada a fazer aquilo? Você recusou meu pedido de noivado em completo desespero, entendo que não queira agora, mas por mais que me doa eu preciso saber. Porque está comigo Regina? Qual seu interesse em mim? Porque se for apenas pela empresa eu juro que...

Regina: CALADO! Não ouse insinuar isso Killian Swan! Não preciso disso, não preciso me envolver com ninguém para conseguir o que quero até porque quem foi atrás do meu plano de negócios foi você. – Disse seca apontando o dedo em seu rosto, tinha de manter o controle embora estivesse louca para correr dali. –

Killian: Tudo bem, tem razão! – o homem balançava a cabeça em negativo andando de um lado para o outro. – ESSE pode não ser o motivo, mas existe um e você vai me dizer. Agora, pense bem Regina! Eu amo você e amo com toda a minha força sem medo de admitir, amor pra mim não é fraqueza, é força e por você faço o que for, mas não sinto o mesmo da sua parte, seus olhos aparentam nojo. Tenho poucas lembranças de você quando éramos pequenos, mas lembro como era doce e agora... Quem é você de verdade Regina Mills? Um dia vai ter que me contar o que esconde.

O circulo havia fechado bem no meu pescoço, sentia pena, mas principalmente temor por meus planos, Killian estava colocando em minhas mãos a chance de deixa-lo sem tantas mágoas, estava me dando a deixa necessária para começar a cumprir meus planos com Emma. Só havia uma resposta e uma consequência. Eu amava Emma, mais do que tudo que pudera ter nesta vida, mas não mais do que meu pai morto injustamente.

O beijei com uma ternura desesperada abraçando-o forte, meus pensamentos eram ocupados apenas por uma frase “Me perdoe Emma”, o que me enchera de dor a ponto de me fazer chorar e tornar tudo mais fácil. Killian era o que me tornava intima de David e sua esposa, já estava feito e abrir mão agora era suicídio, iria passar rápido, ainda haveria outras chances de desistir, mas aquele não era o momento.

Regina: Você não sabe o que é não ter uma família. – Me afastei do homem indo em direção ao sofá na postura mais dramática que me permitira. – Tive que alimentar meus sonhos por mim mesma Killian, nunca dividi minhas vitórias com alguém porque eu não tinha ninguém. Mas você não sabe o que é isso não é mesmo? Seu pai está vivo e sua mãe bem presente. Achei que morreria sozinha até conhecer... – engoli a seco mirando um ponto qualquer, só sabia pensar em Emma e no quanto me sentia viva após 12 anos de apenas amargura. –

A loira ocupava meus pensamentos e quaisquer sentimentos existentes em mim, a honestidade interna que tinha com Emma fez parecer que Killian era minha salvação e seu abraço me envolvera com ternura, se aquele não fosse um Swan eu diria que havia encontrado um bom amigo.

Sem muitas opções ou se quer uma saída acabei dormindo com aquele homem, nem mesmo a luxúria me dera prazer, o sexo tinha gosto de ódio, vergonha e só.

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Cedo estava na OceanTur, muita coisa havia atrasado com a viajem, minha concentração estava a ser interrompida pelo celular que não parava de tocar um segundo, irritada com o barulho infernal decidi ver quem era e o fato de ser Zelena me deixara ainda mais estressada. Que diabos aquela mulher ainda queria comigo? Achei que ainda éramos amigas e ela fora capaz de me levar para conhecer o próprio assassino de meu pai, fez declarações confusas e agora parecia desesperada para dizer algo. Sem pensar duas vezes arremessei o celular na parede com ira.

Regina: Não tenho nada para falar com você sua tonta! – gritei para o celular enquanto via o mesmo ir ao chão. – Mas se estiver me escondendo algo um dia terá de contar, minha querida amiga irmã. – sussurrei ainda olhando para o celular no chão.

XxXx: Acho que escolhi uma hora ruim pra vir te ver.

Notas finais
Já quero saber de vocês se gostaram do flashback com Henry. Posso fazer mais? Quero mostrar o porque o ódio de Regina consegue ser tão grande, ainda mais agora que a linha de tempo da fic só tem mais dois meses :( últimas emoções dessa linda história, então aguenta coração e já vou dizer: Quero ler as teorias, quero ver vocês engajados comigo em saber se Regina desiste ou não desiste dessa vingança. Um spoiler: "Quando se chega ao fundo do poço, a única alternativa é subir." Até loguinhos!!! ♥