Revenge: O preço

11 Capítulo 11 - Bandeja de prata


Notas iniciais
Voltei mores!!! Nunca vi vocês tão curiosos mds fico tão animada quando isso acontece, mas tbm bate um medinho de decepcionar, mas vim aqui fazer o meu melhor pra gente se divertir nessa fic juntos em... Primeiro queria agradecer a senhorita "Gabriela Yolanda" que é a dona da minha primeira recomendação(ebaaa), moça eu fiquei tão feliz, que olha, um beijo na sua boca viu sua linda ahahah' Eu sei cada um que comenta gente, sério, me apego rapidinho u.u E como pedido aqui está, espero de verdade que gostem e lembrem-se de ter calma sobre cada coisa.

– Regina volta a narrar –

Chegamos cedo ao aeroporto particular de Miami, haviam mandado um jatinho pra nos buscar, esses mimos eram uma das melhores partes de ser dona de uma empresa de turismo tão renomada. Killian era muito cavalheiro e educado, mas nada me fazia sentir-se o mínimo protegida ou se quer a vontade ao seu lado, e não tinha nada a ver com meus planos contra seu pai, ia além, ele realmente não me causava nenhum prazer além do carnal, e depois da noite com Emma, nem mesmo o prazer carnal existia mais. Por mais que usufruir de tudo no hotel e nessa cidade maravilhosa feita pra ricos que era Miami fosse maravilhoso, eu estava a trabalho e não brincava em serviço, avaliava tudo de forma minuciosa me pondo no lugar de cada cliente, do mais rico ao mais pobre, criticava o que podia e se achava bom, nada de elogios, o que deixava Killian constrangido, de fato, mas definitivamente eu não me importava.

À noite fui convidada para um jantar com os donos do hotel e estava magnifico, o salão era todo a meia luz dando romantismo ao local, o tom dourado prevalecia demonstrando a riqueza do espaço, mas meus pensamentos voavam imaginando como seria estar ali com Emma, obvio que ela iria amar, era paradisíaco, e com certeza teríamos uma bela noite. Eu estava maravilhosa em um longo vestido vermelho decotado, fui acordada dos meus pensamentos com Killian segurando minha mão dizendo algo que nem se quer prestei atenção, e assim foram taças e taças de vinho disposta a tirar a loira da minha mente. Subimos pro quarto e a frustração misturada à bebida rendeu uma noite que só era boa para Killian, se senti prazer?! Nenhum. Deitei minha cabeça no peito do meu namorado e senti uma lágrima quente e perdida descer solitária do meu olho, sim, era saudade, infelizmente era saudade.

Acordei às nove da manhã e Killian não estava na cama, suspirei aliviada, minha cabeça latejou levemente devido ao vinho da noite anterior, levantei-me nua sobre a luz do sol que já batia forte nas vidraças do quarto, tomei um remédio e avistei uma bandeja com café da manhã que Killian havia me deixado, acabei sorrindo, apenas por saber que qualquer outra mulher se derreteria com aquilo, mas eu não sou qualquer mulher. Tomei um banho e decidi finalmente olhar meu celular, havia algumas chamadas da minha secretária e uma mensagem que li no mínimo umas dez vezes para acreditar no que estava escrito, senti minhas mãos formigarem, minha pele estava completamente pálida, Emma deixou claro que havia descoberto que eu era filha de ex-sócio de seu pai, eu esperava por isso, a loira era tudo, menos burra. Mas aquela mensagem soou como uma ameaça e isso colocaria meus planos em perigo, mas acima de tudo o que me surpreendeu foi Emma deixar claro que iria contar, sem ao menos conversar comigo, sem me ouvir antes, tudo bem que ela provavelmente estava me odiando por tudo que houve mas isso era algo completamente pessoal, sabia que iria acontecer mas não naquele momento. Respirei fundo e tentei controlar-me, liguei para Killian uma centena de vezes e nada dele atender, comecei a arrumar nossas malas imediatamente e a pensar em tudo que eu faria diante deste fato. Já estava quase na hora do almoço quando Killian entrou suado pela porta, ele havia saído pra correr, me fitou estranhando as malas quase prontas assim tão cedo.

Killian: O que aconteceu meu amor? – Disse enquanto me dava um breve beijo tirando sua camisa molhada de suor –

Regina: Tome um banho e se arrume, voltaremos agora para Storybrooke. – Falei em tom ríspido sem se quer olhar para ele –

Killian: O que está acontecendo Regina? Primeiro meu pai me liga pedindo que assim que chegarmos a cidade passemos logo em casa, e agora você está aí toda nervosa querendo voltar antes da hora. Nem aproveitamos nada ainda. – Ele me olhava confuso e sério, não gostava de ser o último a saber. –

Regina: Não estou nervosa Killian e não tem nada que aproveitar. Vim a trabalho. E se querem falar com nós dois que seja logo, apenas esteja pronto em 20 minutos. – Falei completamente séria o irritando de imediato, para evitar qualquer briga ele apenas obedeceu minhas ordens e em menos de uma hora já estávamos prontos para voltar. –

Parte de mim tinha o mínimo de esperança de que Emma não fosse dizer nada, claro que ela não podia imaginar o perigo em que estava me colocando, mas minha irritação não me deixava ver desta forma, apenas pensava que se qualquer coisa de ruim me acontecesse, eu culparia a loira pelo resto da vida. E culparia meu coração por ter me traído naquela manhã e ter me deixado falar a verdade sobre meu sobrenome. O caminho foi uma tortura silenciosa, Killian irritado nada dizia, chegamos à mansão Swan no meio da tarde que em minha visão parecia uma mansão mal assombrada que estava prestes a consumir minha alma. Killian e eu batemos a porta do carro quase o quebrando, entramos na casa como um furacão e todos estavam na sala a nossa espera, pois meu namorado havia avisado que estávamos a caminho. Respirei fundo e usei minha melhor cara de desentendida, Mary e David nos receberam normalmente reparando o clima pesado entre eu e seu filho, todos respiraram fundo e simplesmente olharam Emma esperando que a loira se pronunciasse. Naquele momento entendi que ela havia esperado para contar tudo na minha frente, quis mata-la, juro que quis machucar aquele lindo rosto, mas tudo que pude fazer foi deixar que acontecesse.

Emma: Não precisam ficar com essa cara de preocupados, ninguém morreu. Só acho que a verdade é algo que nossa família sempre preservou e se alguém vai entrar nessa, que seja tão sincero quanto. – A loira cuspia suas palavras rapidamente, estava nervosa, em nenhum momento ela foi capaz de olhar em meus olhos, eu parecia invisível ali, o que me irritava muito mais. Ao terminar de falar Emma jogou uma série de papéis com as manchetes da morte de meu pai e fotos minhas de jornais ainda da cidade em que morei com meus avós. –

David devagar os pegou e começou a lê-los ora olhando Mary e ora me olhando, Emma me olhou e engoliu a seco, massacrei seus olhos com os meus, deixei transparecer toda a minha raiva, não ia permitir que a loira nem ninguém daquela família me torturasse de alguma forma, era a verdade que eles queriam, então teriam, mas a minha verdade.

David: Regina Mills... é você Regina? Isso é verdade? – David me fitou completamente sério fazendo Killian e Mary me olharem boquiabertos. Os olhos daquele homem queimaram dentro dos meus, não sabia o que esperar, mas eu não era mais aquela menina medrosa largada na casa dos avós. –

Regina: Tudo bem. Sou a filha de Henry Mills. Qual a importância disso? – Os olhei completamente indiferente os deixando ainda mais perplexos, minha frieza irritava Emma que bufava ao me ouvir. –

David: Muita coisa Regina. Tenho uma história com seu pai. É justo que eu saiba por que não nos contou, e mais do que isso, é justo com Killian. Você disse que seu pai havia morrido de câncer. – Ele disse calmo com um leve tom seco, ao ouvir aquele homem se referir ao meu pai senti vontade de batê-lo, mas mais uma vez contive meus sentimentos. Esperei tantos anos para fazer justiça, podia esperar um pouco mais. –

Regina: Tudo bem, me ouça Killian. – Virei-me apenas para meu namorado como se ele fosse o único que realmente eu devesse uma satisfação. – Depois que meu pai morreu e minha mãe foi morar na Inglaterra, fiquei com meus avós. Durante anos suportei olhares piedosos, quando assumi a empresa ainda sim sempre tinha um ou outro que me via como uma órfã coitada, tive que conquistar o respeito de cada um e meu passado me empatava isso, por isso optei por fazer o meu nome crescer sem a sombra do meu pai, longe da dor de tê-lo perdido. Não menti pra você e nem pra ninguém, só queria evitar sentir o que estou sentindo agora, a pior das dores que alguém pode sentir. Quando eu soube que você era um Swan e lembrei-me de toda a história, achei que com o tempo você saberia sem precisar me torturar com lembranças. Só quis ser vista como uma mulher comum, até porque aquela menina que você conhecia, bom, ela nem se quer existe mais. –

Deixei que uma lágrima solitária escorresse fortificando minhas palavras, me odiei por parecer fraca, mas precisava ser convincente. O silêncio mais uma vez era dono da enorme sala, cada um me olhava com pena, até mesmo Emma estava ofegante e aos poucos sendo consumida pela notável culpa, aqueles olhares me enojavam, de tudo, piedade era o que mais me causava raiva. Killian me abraçou o mais forte que pôde repetindo “eu sinto muito meu amor” várias vezes, fazendo sair um sorriso sarcástico e malicioso de meus lábios escondidos em seu peito, pude ouvir o mesmo de cada um que estava na sala, exceto Emma que permanecia paralisada no mesmo local. Para minha surpresa ninguém ousou fazer mais perguntas, apenas sorriram e pediram desculpas por me fazer lembrar, David parecia animado o que me deixou surpresa, cada dia que passava o cinismo daquele homem me surpreendia mais, ou era muito frio, o que era o obvio, ou não se lembrava do mal que fez a mim e a minha família por dinheiro.

Mary Margaret: O destino te trouxe a essa família Regina, porque de fato, você sempre pertenceu a ela, onde quer que esteja seu pai está feliz que você tenha voltado aonde tudo começou. – A mulher dizia segurando minhas mãos, o que me fazia cogitar a ideia de que ela realmente não sabia de nada do que o marido havia feito. –

Regina: Sim querida, estou de volta...e meu pai onde estiver, está feliz com isso...muito feliz. – Meu sorriso sarcástico deixava claro do que eu realmente estava falando, mas eram todos burros demais para notarem. –

Fitei a enorme sala e vi Emma conversar com seu noivo que eu não fazia ideia de que diabos de lugar ele havia brotado, Neal me fitava sério intercalando seus olhares entre Emma e eu, por um momento o achei preocupado, mas aquele homem era tão inútil que não me preocupei em reparar nisso.

Neal: Então você é a filha do grande homem da Dreams... que bom Regina, agora uma dica sobre essa família que estamos fazendo parte... Sinceridade é tudo minha cara. – Seu olhar sempre cafajeste me causava náuseas. Uma família sincera fundada em mentiras, quanta ironia, pensei. Apenas sorri para o idiota evitando que ele puxasse qualquer tipo de assunto. –

Fui até Killian para me despedir, depois daquele maldito dia, tudo que eu queria era minha cama, uma garrafa de Whisky e a cabeça de Emma Swan em uma bandeja de prata. Mas antes que eu pudesse se quer começar a falar com meu namorado, uma voz peculiar ecoou baixa atrás de mim.

Emma: Posso falar com você um minuto Regina? – A loira me olhava perdida, com vergonha, me fazendo sorrir da forma mais sarcástica que eu podia, o meu sorriso de ódio, que Swan nunca tinha visto antes, agora, era o único que eu conseguia ter pela loira, mesmo no fundo, meu corpo tremer por tê-la perto e se dirigindo a mim. –

Notas finais
Eita xiofana! Espero não ter decepcionado vocês, quero ir com calma, na cabeça de Regina David é um assassino disfarçado de bom moço, então ela tem que ter cuidado né... Regina quer cortar a cabeça de Emma, ou será que ela só quer esconder a vontade de fazer outra coisa?! AI AI Não deixem de comentar, (recomendar pode tbm em), até loguinho mores! ps: entrarei em semana de provas, mas prometo postar constantemente de qualquer maneira.. torçam por mim, tá dificil kkkk'