Retribution: Vingança em Família
7 A Marcha Rumo ao Caos.
Notas iniciais
Um dia inteiro se passa desde que Byakuya começara a ler o diário de seu avô, ele descansa enquanto sua família faz o mesmo, inclusive Yachiru que precisa sair por causa de seus compromissos com seu esquadrão. Rukia cura Hisana que aparenta ser a única a não dormir, a jovem fica sentada na varanda em frente ao quarto que dividia com os irmãos agora desaparecidos, ela olhava para a lua pensando nos irmãos e no quanto sentia vontade de salvá-los, porém mantinha-se ali esperando o momento certo de sair.
– Seu coração pula em êxtase buscando vingança e isso é bom.
A voz não vem de ninguém da mansão e sim...
O espírito da zanpakutou de Hisana aparece atrás da jovem, ele era um rapaz alto de cabelos prateados curtos e olhos verdes trajava uma roupa colada ao corpo de cores vermelha e preto, além disso, tinha uma expressão altiva quando falava com sua mestra.
– O momento para usar meu verdadeiro poder está chegando e mal posso esperá-la para desembainhar-me no campo de batalha mais uma vez.
– Esse momento está mais perto do que imagina Susanoo, mas a vida de meus irmãos é muito mais importante que meus desejos pessoais.
– Então quando resgatá-los, não se esqueça de procurar aquilo que desejo.
– Farei isso, afinal nesse ponto eu sou muito parecida com “vocês”. – Diz Hisana sorrindo e olhando para sua zanpakutou, mais especificamente para sua “sombra”.
Atrás de Susanoo, um homem diferente estava em pé de braços cruzados encostado na coluna de madeira, mal dava para se enxergar sua silhueta, mas sua aparência era muito parecida com a de um hollow, ele tinha cabelos longos prateados e uma roupa colada ao corpo que definiam seus músculos avantajados em tons brancos e negros, além disso, tinha uma longa espada nas costas que ele não parecia se importar em mostrar e a máscara que cobria seu rosto só não escondia o brilho de seus olhos esmeralda.
–...
– Aliás, esqueci-me de agradecê-lo por emprestar seu poder contra aquela vadia na floresta.
– Ela era insignificante. – O homem nas sombras responde com voz semelhante a Susanoo.
– Eu vou fazê-los pagar pelo que fizeram a minha família e principalmente aos meus irmãos e eu juro que se eles tiverem encostado em uma unha deles não vou hesitar em usar todo o poder de vocês contra eles. – Hisana cerra os punhos se levantando.
Susanoo sorri.
– É o que eu mais espero de você. – O rapaz de roupa vermelha responde.
– Para isso existimos. – O homem nas sombras assente com a cabeça. – Estou ansioso para ver o seu progresso.
Hisana se vira para eles.
– Obrigada.
Os espíritos desaparecem enquanto seus olhos brilham de ansiedade.
A jovem continua a apreciar a lua, mesmo que seus pensamentos sempre a levassem a lembrar dos irmãos.
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Ichigo dormia, porém, mesmo o conforto dos seus braços não consegue fazer Rukia fechar os olhos, por não ficar quieta na cama seu marido não demora a notar que a mesma não conseguia dormir.
– Rukia? – Ele chama.
–... Sim?
– Está tudo bem?
Rukia não responde, ela fica alguns segundos olhando para alguns móveis do quarto e logo suspira de desvencilhando dos braços do companheiro e sentando na cama.
– Não... Não está...
Ichigo também fica sentado e toca no ombro de Rukia que olhava de maneira vazia para os lençóis.
– O que foi querida?
– Ichigo, não dá para dormir, não consigo parar de pensar nos nossos bebês. – Quando vira para Ichigo ela já não conseguia conter as lágrimas.
Ichigo abraça Rukia que soluça em seu peito muito preocupada com seus filhos, ele mesmo acaba se comovendo pelas lágrimas e sua imagem forte tentando não pensar demais nas crianças cai por terra.
– Eu... Também não consigo parar de pensar nelas... Se estão feridas, com medo... Com fome... É a primeira vez que irão dormir sem me abraçarem e dar boa noite... – Ichigo abraça Rukia com força e chora em silêncio.
– Não aguento mais esperar... Não aguento não conseguir vê-las, Ichigo! – Rukia sussurra entre soluços no ouvido de seu marido.
Ichigo aperta os olhos e encosta a testa na de sua esposa, ambos choram em silêncio, instantes depois ele a beija na testa e ela seus lábios, eles trocam carícias deitando-se abraçados na cama lembrando o quanto se amavam.
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QFVDC — Memórias — Here to stay
Byakuya dormia e sonhava com sua esposa, no sonho ele já era casado com Hisana e passeavam no jardim após o longo dia de trabalho do jovem capitão.
– Como foi o seu dia Byakuya-sama? – Pergunta a esposa com voz graciosa.
– Cansativo conciliar as responsabilidades entre trabalho e família não é tão simples quanto imaginava.
– Deseja descansar Byakuya-sama?
– Não agora, eu sempre preciso vê-la antes de qualquer outra coisa quando chego em casa. – Ele sorri.
As bochechas de Hisana coram e ela vira o rosto disfarçadamente.
Byakuya percebe e segura delicadamente sua mão, eles param de andar, raramente eles trocavam carícias em algum lugar que não lhes concedessem privacidade, porém Byakuya não deixa de beijar a testa da esposa com carinho ao ver sua face corada, ela sorri e logo voltam a andar pelo jardim.
– Deseja fazer alguma coisa em especial? – Ele pergunta.
Ela balança a cabeça negativamente.
– Sua companhia é suficiente Byakuya-sama, eu também fico muito feliz quando finalmente podemos nos ver no fim do dia.
– Os servos tem lhe tratado bem quando estou ausente?
– Sim, sou bem tratada, obrigada por se preocupar.
Byakuya fica em silêncio por um momento, então resolve mudar de assunto.
– Hisana... Soube que você costuma ir a Inuzuri quando não estou aqui...
Hisana não fica surpresa, na verdade ela sabia que sua vida era vigiada para sua própria segurança, porém ela de certa forma não se sente feliz ao pensar que fazia aquilo longe dos olhos de seu marido.
– Sim... Perdoe-me Byakuya-sama...
– Por que faz isso Hisana?
–... Byakuya-sama... Não consigo me perdoar pelo que fiz, eu tenho que encontra-la custe o que custar.
– Mas Hisana nem mesmo sabemos se ela... – Byakuya se interrompe quando percebe que iria falar o que não deveria e vira o rosto. – Perdão...
– Não precisa pedir perdão Byakuya-sama... O senhor tem razão, talvez minha irmã não tenha sobrevivido, mas... Mesmo assim... Eu preciso saber... Preciso descobrir...
– Então me deixe ajuda-la Hisana! – Byakuya para de andar novamente olhando para ela. – Deixe-me ajuda-la a encontrar sua irmã.
Ela balança negativamente a cabeça.
– Eu quero fazer isso sozinha... Eu sou a culpada por tudo o que aconteceu e na minha fraqueza cometi um pecado ainda maior ao abandoná-la... Não mereço ser feliz... Não mereço que o senhor me dê felicidade.
– Não diga isso! – Byakuya se exalta. – Como pode dizer uma coisa dessas?! Todos merecem ser felizes Hisana, se eu não acreditasse nisso jamais teria ido contra as regras da família apenas para ficar com você!
– Byakuya-sama... – Os olhos de Hisana se enchem de lágrimas.
– Sua irmã está viva e tenho certeza que irá encontra-la.
Byakuya abraça sua esposa confortando-a enquanto ela chora em seus braços.
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O capitão do sexto esquadrão acorda no dia seguinte e se apronta normalmente como faz todas as manhãs, ele ainda reflete na imagem de sua esposa em seu sonho e se entristece ao lembrar a história de seu avô no diário.
– Hisana...
Ele sussurra saindo do quarto indo para o desjejum.
Ichigo e Rukia conseguem dormir após desabafarem na noite anterior, eles esperavam Byakuya para o desjejum ao lado de Hisana que parecia não ter dormido absolutamente nada, a jovem tinha olheiras profundas e um ar cansado impossível de se esconder.
– Hisana você dormiu? – Pergunta Ichigo.
– Não cheguei nem perto disso... – Ela resmunga bocejando.
– Nós também tivemos dificuldades para dormir, mas conseguimos dar um jeito em nossas emoções. – Rukia sorri com ternura para Ichigo.
–... Acho melhor nem perguntar o que fizeram... – Sussurra a jovem ao perceber seus pais olhando um para o outro.
Byakuya adentra o recinto e ao pedir licença senta-se à mesa.
– Bom dia tio.
– Bom dia Nii-sama.
– Byakuya? Você está bem.
Ele assente e olha para a família.
– Vamos conversar enquanto comemos eu terminei de ler o diário de meu avô. – Ele faz um sinal e os servos servem o desjejum para a família e logo se retiram.
– Então o que descobriu tio? – Hisana pergunta.
Byakuya explica todos os detalhes que conseguiu desvendar ao ler o diário no dia anterior, sua família fica surpresa e às vezes se entreolhavam em choque.
– Não pode ser verdade... Nii-sama você sabia que existia esse tipo de complô na família? Que talvez ainda exista sem sabermos?! – Rukia pergunta preocupada.
– Em alguns momentos cheguei a desconfiar, porém, sem provas concretas tudo o que pude fazer foi continuar a especular, mas com as revelações de meu avô agora ficou claro que existem nobres manipulando o desenvolvimento das outras famílias... O legado deve ser muito forte ainda, mesmo que a maioria tenha sido presa.
– Agora consigo entender por que Kunrei não permitiu que sua esposa continuasse na família... – Ichigo baixa a cabeça, ele não era o tipo de pessoa que se conformava com tais injustiças.
–... Sim... Kunrei queria vingança da família que levou tudo o que ele mais presava e por culpar meu avô por sua tristeza ele manipulava as famílias nobres pelas sombras, espionando e matando para que sentissem o gosto da mesma tragédia que a sua, mas especialmente em nossa família, ele jamais permitiria que alguém ousasse ser feliz com uma pessoa que o fizesse lembrar-se da história de sua mãe.
– Nesse caso... Hisana-nee-sama... – Rukia baixa a cabeça pensativa.
– O trauma que ele sentiu deve ter sido enorme... Mas não consigo perdoá-lo por nos fazer sentir o mesmo como se tivéssemos culpa por tudo o que ele passou! – Ichigo bate na mesa.
– Mesmo que ele tenha tido seus motivos, vingança é vingança, é a luta dele contra a minha e não vou desistir até conseguir pará-lo! – Byakuya olhava afiado para Ichigo e Rukia.
Hisana estava calada, ela via a resolução de seus pais, mas nada dizia então a jovem fica de pé e vira de costas pensativa.
– Hisana? – Ichigo a chama ao perceber o comportamento incomum da filha.
– O que foi? – Byakuya pergunta.
– É que... Ouvindo essa história... Não consigo parar de pensar no como as tradições são fortes nas famílias nobres da Soul Society e no como existe tanta corrupção e injustiça nesse mundo... Parece até que estamos na terra...
Silêncio impera na sala quando Hisana diz isso e de fato era difícil não concordar no como as tradições que regiam a Soul Society eram fortes e obrigavam injustiças a surgirem como sombras corruptas e corrosivas levando incontáveis vidas inocentes pelas eras que se passavam.
– Infelizmente o que rege a Soul Society é algo que existe antes mesmo de existirmos Hisana... Não há nada que possamos fazer. – Byakuya lamenta.
Hisana olha para seu tio.
– Como não tio?! – Ele aponta com a mão para seus pais. – O papai mudou várias coisas desde o dia que conheceu a minha mãe e ele até mesmo se casou com ela mesmo sendo uma shinigami! Eu e meus irmãos somos a prova de que pode haver mudanças tio, mas vocês apenas não tem coragem de mudar!
– Acalme-se Hisana, seu pai pode ter mudado muitas coisas, porém existem certas tradições que não dependem de um “Ryoka” para sofrer mudanças tão repentinas e abruptas, nem mesmo eu posso. – Byakuya explica à jovem emocionalmente exaltada.
– Então Kunrei tem toda a razão em querer vingança, errados estamos nós em querer algo apenas pessoal, ele pelo menos quer mudar algo que sabemos ser injusto e mesmo que use os métodos errados para alcançar tal objetivo a Soul Society finge que não enxerga e o senhor sabe no que isso vai dar não é? Uma hora, toda a sujeira escondida debaixo do tapete começa a exalar mau cheiro e logo todo mundo descobre onde está escondido o lixo!
Byakuya olha surpreso nem mesmo ele tinha parado para pensar neste detalhe e fica admirado com a perspicácia de Hisana.
– Então... Está insinuando que Kunrei está planejando revelar alguma coisa? – Rukia pergunta refletindo ao ter percebido aonde Hisana pretendia chegar.
Ela balança a cabeça.
– Mas o que é “isso” eu não sei dizer... – A jovem coça a cabeça sem graça, pois o charme de seu raciocínio acabara ali.
– O que se passa na cabeça dele é impossível saber, mas será que ele teria homens e meios propícios para invadir a Soul Society? – Ichigo pergunta.
– Não sei dizer, mas se quisermos respostas concretas só as teremos ao nos confrontarmos diretamente com ele. – Byakuya fala.
Os três se levantam.
– Parece que chegou a hora de agirmos. – Ichigo olha com determinação para sua família que tinha o mesmo olhar que o seu.
Rukia assente.
– Sim, vamos acabar com os planos de Kunrei e resgatar nossas crianças custe o que custar!
Hisana fecha os punhos.
– Aguentem firme, Masaki, Kaien, estamos chegando.
Ichigo e Rukia se entreolham sorrindo.
– Como vamos encontra-lo? – Ichigo pergunta olhando para Byakuya.
– Kuchiki Sayuri vivia nos distritos ao Sul de Rukongai, uma vez que costumava visitar pessoas mais necessitadas para ajudá-las. – Byakuya fala dando a direção que iriam.
– Exatamente.
A voz repentina assusta todos que estavam na sala, eles rapidamente se viram para a parede e dão de cara com uma espiã vestida com roupas ninjas deixando apenas os olhos expostos.
– Quem é você?! – Byakuya demanda uma resposta.
– A mensageira de Kunrei-sama, ele diz que: “Aguarda ansiosamente a sua chegada”. – Ela aponta na direção Sul tal qual Byakuya havia comentando. – Sigam para o 79º Distrito e lá mudem o trajeto para Leste, assim chegarão à fronteira que corta o caminho rumo a uma densa floresta negra cercada por montanhas impenetráveis, é lá que encontrarão o seu destino.
– E Masaki, Kaien, como eles estão!? – Rukia se põe à frente de todo mundo.
A mulher ri, mas ao invés de responder continua falando.
– Compareçam sozinhos, se outra pessoa que não seja da família se aproximar da mansão, não teremos como garantir que os infantes continuarão vivos...
Rukia que já não aguentava a incerteza de saber se seus filhos estavam vivos ou não chora de alegria quando sua própria inimiga dá essa certeza, Ichigo a abraça forte sem tirar os olhos da mensageira.
A mulher começa a desaparecer entrando na parede do recinto.
– Eu não ficaria tão alegre se fosse vocês... Aqueles que os aguardam na fortaleza treinaram durante anos apenas para alcançar um único objetivo... Matar todos vocês...
Byakuya olha sério para a mensageira.
– Diga que não iremos demorar, logo teremos muito que conversar.
A mensageira sorri sumindo, mas antes que desapareça completamente algo inesperado acontece e ela arregala os olhos surpresa.
– Aproveita e leva esse recado de volta para ele!
Todos ficam sem reação quando Hisana repentinamente desfere um soco na parede onde a mulher estava. Ela desaparece e a jovem tira a mão enterrada da parede enquanto alguns pedaços de madeira caem no chão.
– Hisana sua idiota! O que você pensa que está fazendo e se depois disso tentarem fazer alguma coisa com os seus irmãos?! – Grita Ichigo com veias na testa.
– Ela disse que não era para levarmos alguém que não fosse da família não é? – Hisana vira para sua família com uma expressão cinicamente moleca. – Levar um soco “meu” faz parte da família não faz?
Ichigo pisca surpreso e olha para Byakuya e Rukia que pareciam tão sem reação quanto ele.
– Puh! Hahahahaha! – Ele cai na gargalhada e logo é seguido por Rukia e Hisana.
Byakuya vê sua família rindo e sorri, mas não deixa de notar um detalhe que lhe chamara a atenção.
– Hisana... Sua mão.
– Eh?! – A jovem para de rir e olha com horror para sua mão cheia de farpas e cortes, além disso, estava tão inchada que parecia quebrada. – Minha mão!! Que dor, que dor, que dor, que dor! – Grita Hisana correndo como se tivessem tacado fogo em seu corpo, ela ainda rola no chão em desespero gritando loucamente.
Rukia, Ichigo e Byakuya olham com suor desconcertante nas têmporas para a jovem descontrolada no recinto.
– Kami-sama, onde foi que eu errei na criação dessa menina...? – Rukia lamenta batendo na testa.
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Algumas horas depois Byakuya e sua família se preparavam para partir, eles trajavam roupas comuns de shinigamis e Byakuya para não chamar a atenção para o local que iriam veste-se como um shinigami comum sem seu haori ou qualquer adorno nobre evidente no corpo e isso era o suficiente para deixa-lo irreconhecível.
– 79º Distrito uh? – Hisana tenta confirmar com seu tio o rumo que seguiriam.
– Exatamente. – Responde Byakuya para a sobrinha.
– É melhor irmos enquanto é dia, não sabemos se algo inesperado nos aguarda no caminho e se for para enfrenta-los eu prefiro que seja durante o dia. – Rukia sugere.
– Quanto a isso não há com o que se preocupar, já temos um convite formal de nossos inimigos, os ataques que recebemos antes era apenas para que nos distraíssem e tentassem capturar as crianças.
– E nos assassinar logicamente. – Hisana completa.
– Sim, mas quando viram que métodos comuns como aqueles não iriam mais funcionar conosco a única alternativa que lhes restaram foi nos atrair até eles.
– E conseguiram, pois agora só volto para casa com meus filhos. – Ichigo cerra os punhos.
– Nii-sama e quanto à Soul Society?
– O comandante Yamamoto saberá o que fazer.
– Então? Vamos? – Ichigo convida sua família com expressão ansiosa.
Eles assentem, mas quando estão para partir Yachiru surge.
– Hisana!!! – A jovem de cabelos rosa aparece na frente de sua amiga com um shunpo.
– Yachiru!? O que está fazendo aqui? – Hisana pergunta surpresa.
– Aonde vão?
Hisana olha para Byakuya e ele só faz balançar a cabeça para sua sobrinha entender que nada poderia ser feito.
– Desculpa Yachiru, mas precisamos partir agora, infelizmente você não poderá vir conosco.
– Por quê!? O que está acontecendo afinal? Até o Ken-chan está estranho dizendo que o vovô comandante mandou a gente se preparar para alguma coisa que nem ele sabe explicar!
– Volte para seu esquadrão Yachiru. – Hisana fala tocando no ombro da amiga. – Logo uma batalha irá começar e se nossas suspeitas estiverem certas o Gotei 13 precisará agir o mais rápido possível.
– Batalha?! Tem a ver com as crianças?
Hisana assente.
– Nós vamos salvá-las Yachiru.
As amigas se encaram com olhares firmes.
– Entendi, nós vamos esperar pelo que você disse e trate de voltar com Masaki e Kaien tá me ouvindo Hisana? – Yachiru segura firme a mão de Hisana cumprimentando-a.
– Pode deixar, prometo fazer bonito na frente de nossos inimigos. – A jovem de cabelos negros sorri.
– Vamos Hisana, não podemos perder mais tempo.
– Boa sorte a todos vocês! – Yachiru se despede. – Bya-kun, Ichi-chan, Ruki-Ruki!
Eles sorriem para a pequena e somem com um shunpo.
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QFVDC — Memórias — Divinity_Statue
Longe da nobre Seireitei nas fronteiras de Rukongai e passando por uma densa floresta cheia de armadilhas naturais e cercada por formações montanhosas que condensavam o ar na região amenizando o clima, uma grande construção casteleira imperava contrastando com aquele lugar, ele era bem guardado e construído, uma verdadeira fortaleza habitada por incontáveis guerreiros que circulavam em todas as direções vigiando ferozmente as fronteiras.
Dentro desta fortaleza em uma grande sala mais privativa Kuchiki Kunrei sentava em seu “trono” ouvindo o relatório de sua mensageira.
– Isso é tudo o que tenho para reportar meu senhor. – Termina de falar a mensageira que de joelhos e cabeça baixa não encarava seu senhor.
– Bom trabalho, não esperava menos de você como minha principal mensageira, agora avise aos soldados das muralhas que não impeçam que os quatro avancem além dos portões, diga que são meus convidados, por isso não se esqueça de recepcioná-los na entrada.
– Como desejar meu senhor, quanto às crianças, alguma ordem em especial? – Ela pergunta.
– Transfira-os para a ala mais subterrânea até que sejam solicitados para meus planos, não quero que ninguém ouse tocá-los se o fizerem, corte as mãos.
– E quanto ao plano mestre Senhor? – Ela pergunta outra vez.
– Já tenho alguém cuidando dele, não se preocupe na hora certa tudo ocorrerá como planejado.
– Certamente senhor.
– Isso é tudo, dispensada.
A mensageira reverencia seu senhor levantando-se.
– Com sua licença meu lorde, suas ordens serão todas atendidas, farei os preparativos imediatamente para que tudo esteja pronto para recepcionar nossos convidados.
Ela começa a ir embora.
– Mais uma coisa Hayame... Não se esqueça de ajeitar seu rosto. – Ele sorri enquanto apoia o queixo em sua mão.
Hayame sente vergonha e sem dizer nada apenas se vira rapidamente para seu senhor reverenciando-o respeitosamente pela preocupação e sai do recinto tremendo de ódio, quando fecha a porta atrás de si toca em seu rosto roxo e inchado pelo soco de Hisana.
– Aquela desgraçada, eu juro que não a perdoarei por me fazer passar vergonha na frente de meu senhor! – Diz a mulher colocando sua máscara outra vez, seus orbes esverdeados em fúria.
Kuchiki Kunrei anda até a janela de sua sala e observa o movimento de seus guerreiros pela fortaleza, todos eram bem treinados e aguardavam ansiosamente pelo momento certo de agir que logo chegaria.
– Muito em breve vocês terão suas mortes vingadas mamãe... Irmãzinha... E todos aqueles que as fizeram sofrer nunca mais ousarão apaga-las da história... Vocês serão o exemplo perpétuo dos pecados que nunca deveriam ser cometidos pela Soul Society!
Kunrei começar a rir ao deleitar-se na imagem da vingança que se sucederia em breve e não deixava de apreciar a idéia de uma Soul Society em chamas.
Do lado de fora a movimentação era grande e seus homens corriam de um lado para o outro se armando e preparando os pelotões para uma verdadeira guerra, quanto mais a imagem da fortaleza se distancia, mais evidente fica a numerosidade de guerreiros que prontos estavam para entregar suas vidas por uma única causa.
Uma guerra inevitável de aproximava da Soul Society.
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Byakuya e sua família corre a toda velocidade pelos distritos e ao entardecer chegam ao 79º distrito de Rukongai, era um lugar decrépito cheio de pessoas doentes e mal encaradas, algumas crianças jaziam no chão com olhares vagos e sem esperanças.
– E pensar que eu e Renji moramos em um distrito com um número abaixo desse... Pensei que eu vivia em um inferno, mas ao chegar aqui vejo que minha vida ainda não era a pior... – Rukia parecia surpresa e lembranças de sua sofrida infância são inevitáveis.
– A senhora sempre foi forte mamãe, se não fosse jamais teria sobrevivido a tudo isso. – Diz Hisana tentando se acostumar com o ambiente, mas era impossível.
– Por isso não posso culpar minha irmã pelo que fez... É difícil manter as esperanças em um inferno como este...
Byakuya olha calado para Rukia que parecia olhar com lamento para as pessoas do distrito e entende que aquele ambiente não estava fazendo bem a sua irmã.
– A mensageira disse que ao chegarmos ao 79º distrito devemos rumar a leste e seguir em direção a uma densa floresta na fronteira do distrito, vamos em frente, não há nada interessante aqui.
Com um aceno de cabeça o capitão começa a andar na direção mencionada sendo seguido por sua família.
Ichigo segura na mão de Rukia e Hisana em seu ombro. Parece que voltar para um ambiente sofrido como aquele realmente não fazia muito bem a shinigami que já havia passado por tantas dificuldades na vida.
– Não se preocupe mamãe, logo a senhora poderá abraçar a Masaki e o Kaien. – Hisana sorri.
Sua mãe responde tocando na mão de sua filha pousada sobre seu ombro.
– Eu sei minha criança... Eu sei...
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QFVDC — Memórias — Diva Awakens
Na grande fortaleza casteleira vários homens se posicionavam em grandes pelotões aguardando ordens de seu senhor que não demora a aparecer em uma grande varanda reforçada com colunas fortes de concreto feitas em pedra maciça das montanhas.
– Irmãos! – Ele grita e logo é ovacionado. – Chegou o grande momento que por anos temos treinado, sofrido e aguentado com toda nossa dor para finalmente recuperarmos o que é nosso por direito, um lugar ao sol tomado de nós por aqueles lobos desprezíveis vivendo envoltos em luxúria e nobreza!
Os homens gritam em fúria.
– Nós que desde o nascimento somos rejeitados como cães sem dono obrigados a viver como escória em meio ao caos e medo pelo perigo constante da morte!...
– Queremos nossa dignidade! – Um homem grita em meio à multidão.
– Não seremos mais desprezados por essa falsa nobreza que como minoria rege leis e tradições absurdas sobre nossas cabeças como se soubessem o que é melhor para nós!! Que crimes uma criança comete para merecer viver sob essas condições?! – Kunrei pergunta aos gritos.
– Nenhum! – A multidão de soldados responde.
– Eles estão errados! Eles não têm o direito de ditar a maneira como devemos viver! Quanto mais os distritos se distanciam de seus olhos, mais as pessoas sofrem sem amparo ou recursos que esses desgraçados nos tomam e usam para enfeitar suas mesas, enquanto as nossas estão vazias!
A multidão se agita e parece começar a enfurecer ainda mais com as palavras comoventes e verdadeiras de Kuchiki Kunrei.
– Nós que já nascemos guerreiros alimentamos uma nobreza que nunca olhou para nós, que não mede esforços para manter-se no topo, é contra elas irmãos que marcharemos hoje!
– Morte a todos eles!
– Matem todos! Não deixem um vivo sequer!
– Destruam suas casas, queimem tudo, não deixem nada em pé!
– Matem qualquer um que ousar ficar em nosso caminho!
Os soldados começam a gritar ordens e a encher de idéias obscuras a cabeça um dos outros.
– Vão meus irmãos! Abram os olhos destes nobres cegos para a verdade que vocês irão levar, mostrem a eles a realidade do mundo e façam-nos sentir vergonha da imagem que vestem! – Kuchiki Kunrei urra.
Os soldados treinados por anos nas artes da guerra marcham para fora da fortaleza em direção à Seireitei, na longa marcha que trazia destruição e exalava guerra.
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QFVDC — Memórias — Carla's Nightmare
Na ala mais subterrânea da fortaleza Hayame escoltava Masaki e Kaien para suas celas, quando entram e são trancafiados a mulher sorri maliciosa para os pequenos.
– Fiquem quietinhos esperando a família de vocês, se tentarem alguma gracinha eu os mato antes de matar sua irmã desgraçada.
– Hisana? Minha maninha está vindo?! – Os olhos de Masaki brilham.
– Não adianta ficar feliz garota, quando aquela fedelha chegar eu vou pessoalmente acabar com ela, Hayame toca no rosto ainda inchado.
As crianças ao verem o local do golpe que sua inimiga havia levado riem.
– Do que estão rindo fedelhos malditos? – Hayame bate na grade da cela.
Kaien aponta para ela.
– Tia eu não sei o que a senhora fez, mas para a maninha ter feito isso com a senhora é por que ela está muito brava. – Kaien fita Hayame.
– E a maninha de mau humor fica muito assustadora, principalmente se mexem com nós dois, por que só ela tem o direito de judiar da gente né maninho? – Masaki se lembra do pequeno detalhe.
Kaien apenas responde afirmativamente com a cabeça.
Hayame sorri afiada.
– Oh... É mesmo? Então que ela venha com toda sua força eu vou adorar esmaga-la na sua frente.
– A senhora não vai conseguir por que ela é super forte! – Kaien cruza os braços.
– Eu não me importo com suas ameaças garoto, elas não me assustam.
– O papai deve estar super bravo também né? – Masaki pergunta pensativa.
– Vixi é mesmo e a mamãe então...! Quero nem ver o que ela vai fazer principalmente se ela descobrir que não tomamos banho desde ontem até a gente vai acabar levando o nosso Masaki!
– Essa não! É verdade maninho!!!
As crianças se abraçam e fazem expressão de pavor, eles tentam meter medo em sua inimiga, mas são eles que acabam ficando com medo.
– Mas... Que diabo de família é essa? – Hayame fala sozinha com olhar confuso.
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Byakuya e sua família corriam por Rukongai quando a terra começa a tremer e param assustados quando sentem incontáveis reiatsus indo na mesma direção, juntos o aglomerado de energia era assustador.
– O que está acontecendo tio!? – Hisana pergunta com suor no rosto.
O capitão pula no telhado de uma casa mais alta e olha perplexo para frente sem conseguir responder para a sobrinha.
– Byakuya?! – Ichigo fica sem entender a reação do cunhado e por isso sobe no telhado, mas no final das contas fica tão paralisado quanto ele.
Preocupadas, Hisana e Rukia sobem e entendem por que eles ficaram mudos.
Um enorme exército bem armado com soldados aparentemente muito bem treinados pelos corpos bem constituídos que possuíam marchava em direção oposta ao norte.
– Mas o que significa isso?! – Ichigo balbucia.
– Guerra... – É a resposta de Byakuya.
– Tio nós temos que avisar a Soul Society ou esse exército inteiro vai destruí-los! – Hisana gritava preocupada por causa do mar de homens que enxergava.
– Não há nada que possamos fazer agora Hisana, mesmo que cheguemos a tempo de avisá-los, eles não terão tempo suficiente para se preparar.
– Mas você disse que o comandante estava se preparando para isso Byakuya! Não tem como eles serem pegos de surpresa! – Ichigo tenta encontrar solução em meio a sua própria preocupação.
– Eles estão se preparando para uma batalha... Mas não para uma guerra com tantos homens como os que vemos... Kuchiki Kunrei nos atraiu até aqui por que não queria nos envolver nesta parte de sua vingança...
– Tio!? – Hisana se assusta.
Ichigo e Rukia ficam chocados.
– Não temos escolha, devemos resgatar Masaki e Kaien o mais rápido possível, Kuchiki Kunrei não vai parar sua vingança ai, ele tentará mata-los como um prêmio final! – Byakuya pula do telhado e começa a correr em direção à floresta que se aproximavam.
– Essa não! – Ichigo e Rukia correm atrás.
– Droga! Masaki, Kaien, aguentem firmes, nós já estamos chegando!
Byakuya e sua família correm o mais rápido que podem em direção a fortaleza de Kunrei na esperança de resgatar suas crianças e por um fim aos planos de um ex-nobre cego por vingança e que não parecia medir as consequências de seus planos.
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Continua...
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