Retribution: Vingança em Família

11 Ambição & Vingança.


Notas iniciais
Hayame surpreende a Família de Byakuya e os ajuda a fugir, porém não a tempo de impedir que a Seireitei seja atacada por Kunrei e seus homens.Todos os pontos cardeais entram em conflito e se tornam em caos, ao passo que Kuchiki Byakuya e os únicos em quem pode confiar tentarão ajudá-lo a impedir que o pior aconteça.A luta que deveria ser apenas de família toma proporções incontroláveis...

Hayame se aproxima de Hisana e seus irmãos, mas como estava fraca acaba caindo de joelhos outra vez.

– Ei, ei, ei! – Hisana corre até ela.

– Mamãe! – Eiji fica preocupado.

– Hayame sorri tocando em seu rosto.

– Eu estou bem. – Diz ficando em pé outra vez. – Eu vou te ajudar a quebrar esta barreira.

– Por que vai nos ajudar? – Byakuya pergunta.

– E isso importa? – Hayame responde.

– Sim por que não sei que intenção Kunrei tem ao deixar que faça isso, pode ser uma armadilha.

– Então Hayame como eu faço para tirar a minha família desse troço? – Pergunta Hisana cortando as palavras do próprio tio.

– Hi... Sana... – Byakuya cerra o punho com uma veia discreta na testa.

– Kunrei-sama durante anos planejou minuciosamente a melhor forma de se vingar da Seireitei, para isso estudou toda sua estrutura e com sua inteligência superior encontrou as falhas que precisava para criar algo que sobrepujasse a tecnologia do 12º esquadrão, uma dessas coisas foi a barreira Shakonmaku a enorme redoma criada a partir de SekiSeki que envolve toda a Seireitei, esta barreira tem como base o mesmo princípio. – Ela explica.

– Mas a barreira Shakonmaku evapora qualquer tipo de reishi que se aproxime, esta nos repele, por quê? – Byakuya pergunta.

– Por que Kunrei-sama não queria mata-los, ele precisa de todos vocês vivos para testemunhar a transformação que se aproxima. – Hayame elucida. – E deixa-los livre poderia pôr em risco os seus planos antes que a hora determinada chegasse.

– Tch! – Byakuya parece incomodado com a idéia. – Como fazemos para destruir a barreira? – Pergunta finalmente.

– A barreira é composta por fibras de reishi que se estendem como uma grande teia de aranha e cada fio possui um código diferente de energia que precisa ser captado para aos poucos quebrar as fibras que formam a barreira até destruí-la por completo.

– E como se faz isso? – Ichigo questiona.

– Sincronizando suas reiatsus dos lados opostos da barreira. – Hayame diz.

– E como vamos sincronizar nossas reiatsus nessa barreira? Eu não estou entendendo nada! – Hisana coça a cabeça confusa.

– Vocês precisam marcar um ponto zero, um marco que dará início à propagação de reishi que tentará sincronizar com a energia daquele que estiver do lado oposto, são milhares de combinações de reishi e quando finalmente suas reiatsus se encontrarem as fibras começarão a se quebrar. – Hayame explica.

– Então tudo o que precisamos fazer é tocar no mesmo ponto de cada lado da barreira e começar a sincronizar nossas reiatsus e o que elas tentarão fazer é encontrar uma a outra como se passasse por um grande labirinto invisível? – Rukia pergunta, mas parecia ter entendido.

– Exatamente. – Hayame confirma.

– Mas como a gente vai fazer isso se a barreira nos repele só de tocá-la!? – Hisana praticamente grita nem um pouco contente com a idéia.

Hayame ri.

– Como se Kunrei-sama deixasse que vocês destruíssem uma das obras primas dele sem consequências...

– Tsc...! – Você deve estar achando tudo isso uma grande piada não é mesmo? – Hisana tremia de raiva.

– Disse que iria ajuda-la, mas arcar com as consequências ficam a seu critério. – Ela responde à jovem e aproveita para sentar encostada na parede com seu filho. – Se pretende fazer isso, seja rápida, Kunrei-sama a esta hora provavelmente está em Seireitei pronto para atacar.

– Eu tenho uma pergunta. – Byakuya chama a atenção da mulher. – Como você sabe a forma de destruir esta barreira?

– Kunrei-sama ensinou a todos os seus principais subordinados as contra técnicas de suas habilidades.

Suor desce da têmpora de Byakuya.

– Então ele provavelmente já suspeitava que alguém entre vocês viria a traí-lo...

– Provavelmente... – Ela responde sem surpresas.

– Tio! Deixe para se preocupar com os detalhes mais tarde! – Hisana se aproxima da barreira.

– Espere Hisana não toque na barreira! – Rukia grita repentinamente.

– Não temos escolha, pai eu preciso que o senhor...!

– Não. – Byakuya se aproxima de Hisana. – Eu farei isso, sou o que tem melhor controle espiritual aqui.

– Certo! – Hisana aponta – É aqui que irei tocar tio, vou tentar força meu corpo para frente e impedir ser repelida como as crianças.

– Entendido. – Ele se aproxima com a mão estendida. – Pronta?

– Quando quiser. – Ela responde.

Os dois encostam-se na barreira e a sensação elétrica passa pelo corpo de ambos que seguram firmes para não gritar de dor, é possível sentir a reiatsu de Byakuya e Hisana se espalhar pela barreira como linhas emaranhadas.

– Hisana! – Kaien e Masaki se aproximam.

– Não vão! Se tocarem quebrará a concentração e ela será repelida. – Hayame alerta.

– Mas... Mas!? – A voz de Kaien não sai.

– Minha filha! – Ichigo grita segurando para não se aproximar.

– Nii-sama! – Rukia fazia o mesmo.

Hisana não aguenta e começa a gritar, seu corpo começa a se afastar vagarosamente.

– Hisana aguente firme estamos quase conseguindo! – Byakuya tenta chama-la.

– Não vai dar...! – Rukia via o pior acontecendo.

– Droga... Droga... Droga! – Hisana era afastada ainda mais e seus dedos começam a sair da barreira.

– Hisana! – Ichigo a chama.

– Droga eu não vou conseguir! – A jovem sente quatro braços empurrando-a para frente e olha para trás. – MASAKI, KAIEN!?

– Maninha nós vamos ajudar! – Masaki fala.

– Seus idiotas saiam dai vocês vão se machucar! – Ela braveja.

– Não! Não vamos sair! – Kaien retruca.

Os dois levam o mesmo choque de Hisana e gritam.

– Masaki, Kaien! – Ichigo e Rukia gritam desesperados.

– Não...! – Os olhos de Hisana pareciam trêmulos de nervosismo.

– Não vamos desistir maninha, por favor, não desista também! – Masaki grita com expressão sofrível.

– Vai maninha! – Kaien ergue a voz.

– Seus... Seus... – Hisana olha com raiva para frente. – GRANDES IDIOTAS!!!

As reiatsus de Byakuya e Hisana se encontram e começa a sincronizar, a barreira brilha e uma grande teia fina de reiatsu fica visível a todos, elas se deterioram aos poucos até sumirem por completo.

A Narrow Space Between Dimensions

Hisana e seus irmãos sentam exaustos e olhando um para os outros começam a rir como bobos.

Rukia e Ichigo se jogam de joelhos no chão envolvendo sua família em um grande e forte abraço.

– Meus filhos! Meus filhos! – Rukia os enche de beijos.

– Ai mãe, por favor, sem exageros tem gente olhando ali, que mico! – Hisana tenta se esquivar.

Ichigo afaga os cabelos da filha bagunçando-os.

– Olha a bebezinha que finge nunca ter levado um beijo do papai e da mamãe querida! – Ichigo debocha segurando uma risadinha.

Hisana fica vermelha de vergonha.

– Seu...! – Ela treme. – Pai de merda!

– Me respeite sua fedelha! – Ele olha zangado e os dois ficam trocando farpas.

– Não tem problema mamãe, se a Hisana não quiser a senhora pode ficar só com a gente! – Kaien enterra o rosto no peito da mãe.

– Pode ficar comigo também mamãezinha! – Masaki faz o mesmo.

– Bando de bajuladores! Não têm um pingo de vergonha! – Hisana protesta.

Rukia sorri carregando os filhos.

– Estou tão feliz de poder carregar vocês assim novamente... Pensei que não poderia fazer isso nunca mais. – As lágrimas de Rukia descem silenciosas.

Byakuya e Ichigo sentiam o mesmo por Rukia e sorriem ao verem sua alegria de mãe.

– Tio Byakuya nós precisamos ir. – Hisana estava preocupada.

– Tem razão. Ichigo, Rukia. – Ele os chama. – Precisamos nos apressar.

– É bom mesmo, a essa altura Kunrei-sama já fez todos os preparativos. – Hayame lembra.

– Certo. – Rukia segura os filhos pelas mãos. – Vamos Nii-sama!

Eles começam a ir embora, mas Hisana ficam para trás, ela se vira para Hayame.

– Venha com a gente Hayame. – Ela convida. – Traga seu filho e fuja desse lugar.

Ela sorri fechando os olhos.

– Não posso... Mesmo que eu aceite suas palavras, mesmo que eu realmente deva minha vida ao meu filho, nós também temos uma dívida com Kunrei-sama...

–... Mesmo assim, você o traiu não deve mais nada a ele Hayame!

– Apenas vá fazer o que tem que fazer Hisana, não se preocupe conosco... – Ela olha para a jovem. – Nós sabemos nos cuidar.

–... Tudo bem então...

– Tia! – Eiji chama Hisana.

– Uh?

– Obrigado! – Ele sorri.

Hisana faz um gesto positivo com o dedo.

– Se cuida garoto e cuida direitinho dessa sua mãe cabeça oca! – Ela sai correndo enquanto gargalha.

Hayame via a família Kuchiki correndo e um pensamento lhe vem à cabeça enquanto se levanta com a ajuda do filho.

(- “Mesmo que eles consigam deter Kunrei-sama, não poderão evitar que seus planos se concluam...”). – Ela pensa. – Até que ponto sua concepção mudará quando descobrirem a verdade Família Kuchiki...? – Fala sozinha caminhando com Eiji pelos corredores da enorme mansão.

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Horas antes na Seireitei...

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Hollow Light of the Sealed Land

SoiFon estava diante de Yamamoto relatando o que tinha descoberto.

– Conforme as ordens de Yoruichi–sama nós descobrimos a movimentação de Kunrei e seus homens vindos pelo Oeste de Seireitei, estão em um número acima de dez mil, comandante.

Yamamoto suava frio.

– São muitos...

– Além do mais, alguns shinigamis que estavam nos distritos mais distantes retornaram com notícias sobre o capitão Kuchiki Byakuya e família, pelo que disseram percebemos que eles são bem organizados e possuem um nível de poder acima da média... Eles foram muito bem treinados senhor.

– E quanto ao capitão Kuchiki Byakuya? – Ele pergunta.

– Conforme relatados por estes shinigamis que foram libertados por Kurosaki Hisana eles lutavam contra Kuchiki Kunrei no momento que fugiram, por isso sua condição é no momento desconhecida, porém dada as circunstâncias é provável que tenham sido derrotados.

Yamamoto parecia não acreditar.

– Está na hora da reunião de emergência, convoque todos os capitães imediatamente! – Ao ordenar isso dois soldados na porta de sua sala saem e chamam alguns guardas que somem com shunpo.

– O que eles pretendem ao atacar a Soul Society... – Yamamoto fica preocupado.

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Longe dali três pessoas encapuzadas ficam diante do grande portão Oeste Hakutoumon, assim que se aproximam Jidanbou pula da grande muralha e faz uma cratera no chão, porém os encapuzados não se intimidam.

– Alto lá, nem mais um passo, quem se aproxima do grande portão da Seireitei!? – Ele fala com voz forte.

– Jidanbou... – O homem encapuzado do meio sorri. – Você é realmente bem grande.

Ao ouvir seu nome o grande guardião levanta uma sobrancelha.

– Quem são vocês? Já nos encontramos antes? – Ele pergunta.

– Não, apenas ouvi falar sobre você, mas peço por gentileza que nos permita passar, eu tenho assuntos particulares a tratar com o comandante Yamamoto. – O do meio pede.

– Nem pensar! Qualquer um que não pertença a Seireitei só terá o direito de prosseguir se for um shinigami ou conseguir me derrotar! – Diz Jidanbou girando seu machado.

– Essas não foram palavras sábias a se escolher... – O homem do meio dá um passo à frente.

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Byakuya e sua família corriam a toda velocidade em direção à Seireitei, eles pressentiam o perigo adiante.

– Tio Byakuya... – Hisana parecia nervosa.

– Esse silêncio... – Assim que olha para os lados é possível notar algumas pessoas entrando apressadas em suas casas, outras simplesmente olhavam com rancor para a família do capitão que imaginava o pior. – Já começou... – Ele diz suando frio.

– Byakuya eu pensei em uma coisa nada agradável agora... – Ichigo puxa o raciocínio. – Aquela barreira que nos prendia... A barreira que cerca a Seireitei... O exército de Kunrei... Será que...?

– Sim... É exatamente como imagina. – Ele parecia ter pensado o mesmo.

– Nii-sama não me diga que? – Rukia parecia ter entendido, seus filhos corriam ao seu lado confusos sem entender do que falavam.

– Do que estão falando mamãe? – Hisana pergunta.

– A barreira que nos prendia é a prova de que Kunrei desde o início estudava uma forma de destruir a grande barreira Shakonmaku e dar livre acesso ao seu exército de Rukongai, se isso acontecer a Seireitei inteira será devastada ao ser atacada por todos os lados... – Byakuya explica.

– Tá de brincadeira!? – Hisana exclama.

– Não é só isso, a população que existe dentro da Seireitei é apenas um terço da população de Rukongai, talvez até menos, olhe ao seu redor, quase não há pessoas nos distritos que passamos e as que sobraram são algumas mulheres e crianças... Não consigo imaginar quantos anos ele vem planejando invadir a Seireitei... – Byakuya rangia os dentes. – Aquele homem é extremamente astuto!

– Os trezes esquadrões não terão chances! – Hisana imagina o resultado.

– Nii-sama se não determos Kunrei ele dominará a Soul Society inteira, não há como prever o que acontecerá em seguida! – Rukia estava preocupada.

– Isso nós não vamos permitir! Aqueles miseráveis podem ter pego a gente de surpresa antes, mas não vai funcionar dessa vez! – Ichigo estava bufando.

– Papai, as pessoas que vocês enfrentaram...?

Ichigo olha para sua filha.

– Eram muito fortes, eles já nos conheciam, pareciam ter nos estudado muito antes de nos encontrarmos, a sensação que eu tive é que eles treinaram só para nos derrotar... – O ruivo fica pensativo.

– Ué? Mas por que será que eu consegui derrotar a Hayame? – Hisana pergunta.

– Por que você é imprevisível. – Todos de sua família respondem ao mesmo tempo, incluindo Byakuya.

– Eh? – Hisana encolhe. – I... Isso foi um elogio ou algo do tipo?

– Não. – Eles respondem automaticamente sem perder o ritmo dos passos.

Hisana olha para um lado e para o outro.

– Magoei. – Ela corre em silêncio.

– De qualquer forma, não sabemos o que esperar quando chegarmos lá se preparem. – Byakuya adverte.

– Certo! – Respondem Ichigo e Rukia.

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Os capitães da Seireitei estavam reunidos na sala de comando, Yamamoto estava mais sério que o normal, ao perceber o humor do comandante Shunsui corta o silêncio.

– Yama-jii, qual é o motivo dessa reunião de emergência?

– Todos os capitães devem estar preparados para o ataque iminente que se aproxima da Seireitei, comandem os esquadrões e posicionem-nos em todos os pontos de norte a sul. – Ele responde já dando uma ordem.

– Comandante, poderia nos explicar quem está atacando a Seireitei? – Unohana pede.

– Um homem que busca uma vingança cega contra a Soul Society.

– Uma Fascinante dedução, pena que esteja errada.

Os capitães ficam em alerta.

– Quem está ai? – SoiFon é a primeira que se arma.

– Oh, mas onde está minha “nobre” educação? – Da parede da sala de reuniões três homens encapuzados surgem adentrando o recinto após atravessá-la como fantasmas. – Muito prazer. – Ele retira o capuz. – Sou Kuchiki Kunrei.

– Kuchiki?! – Kyoraku não deixa de notar o sobrenome.

– Você é um Kuchiki? Mas o que o comandante quis dizer com atacar a Seireitei? – Hitsugaya pergunta ainda em alerta.

– Ele quis dizer exatamente o que quis dizer, eu irei atacar a Seireitei, na verdade... – Kunrei olha para um de seus subordinados. – Que horas são?

– Já está na hora meu senhor. – O encapuzado à sua direita responde.

Kunrei sorri.

– Na verdade estou atacando neste exato momento. – Relata se corrigindo.

Várias explosões são ouvidas da sala de reuniões e sinais de alerta são emitidos enquanto shinigamis gritam avisando sobre incêndios e invasores.

– O que está acontecendo?! – Hitsugaya fica confuso.

Hundred Years War 2

Unohana continuava a encarar Kunrei.

– Comandante, não vai ordenar a seus capitães que façam alguma coisa? A Seireitei vai entrar em colapso se eles não fizerem nada. – Kunrei olhava para o velho homem sem se importar com a presença dos demais.

Yamamoto estava rangendo os dentes.

– Detenham o incêndio e os invasores, façam o que for necessário para impedir que eles destruam a Seireitei! – Ordena.

– Isso é ridículo, o líder deles está diante de nós, se determos ele aqui agora essa loucura acabará! – Komamura grita dando a idéia aos demais.

– Já estou de partida comandante. – Unohana reverencia Yamamoto e os demais capitães.

– Unohana Taichou!? – SoiFon não entendia a reação da capitã.

Mas logo Ukitake e Shunsui também apressam os passos.

Mayuri levanta uma sobrancelha sorrindo cinicamente.

– Por que estão indo embora se o inimigo está aqui?! – Komamura braveja outra vez.

– Komamura Taichou... Se este homem não tivesse certeza que seu ataque iria destruir a Seireitei, se ele não tivesse a confiança que seus planos dariam certo, ele jamais teria a ousadia de aparecer diante de nós. – Unohana diz.

Kunrei baixa a cabeça e fecha os olhos sorrindo.

– Além do mais ele estar aqui é a confirmação de que este ataque independe dele para continuar, ou seja... – Shunsui falava.

– Ele foi apenas o estopim para o que está acontecendo na Seireitei, por isso devemos ir, este é o nosso dever como capitães! – Ukitake conclui.

Komamura ainda cerrava os dentes olhando para Kunrei que nem mesmo devolvia o olhar.

– Podem ir meus caros capitães, eu não vou matar seu amado comandante, até por que não é algo pelo qual vale a pena sujar as mãos, eu só estou aqui para conversar. – Ele diz.

– Comandante?! – SoiFon olha para o velho homem querendo uma ordem explícita.

– Eliminem os intrusos a qualquer custo! – Ele ordena outra vez.

– Sim senhor! – Os capitães respondem se retirando.

Assim que os capitães se afastam mais Kunrei comenta sorrindo para Yamamoto.

– Isso, ordene que eles eliminem todo mundo... Eliminem dois terços de toda a população espiritual de Rukongai, enquanto meu exército treinado de dez mil homens destroem as casas nobres.. – Ele ri balançando a cabeça.

Yamamoto arregala os olhos.

– O quê?!

– Ah, me perdoe, eu acabei me esquecendo de avisar, mas o exército que está atacando e destruindo tudo não tem nada a ver comigo, é apenas um povo faminto revoltado pela repressão que viveram até hoje, mas como já estão acostumados a serem tratados como cães, tenho certeza que seus shinigamis vão saber exatamente como tratá-los. – Kunrei diz. – Eles são apenas uma distração enquanto meus homens atacam as casas nobres e matam todos os seus integrantes, fascinante não é mesmo?

– Como é possível que eles tenham dado ouvidos a você?! – Yamamoto ainda não acreditava.

– Eu pensei que a idade fosse sinônimo de sabedoria Yamamoto, mas vejo que você é tão ingênuo quanto meu pai, então vou explicar de uma forma que possa entender. – Kunrei começa a andar pela sala com as mãos para trás. – Quando você dá comida para um cachorro faminto, ele se apega a você, continue dando comida e com o tempo ele começará a obedecer as suas ordens. – Kunrei continua andando. – Se o cachorro uma vez apegado a você começar a obedecer suas ordens é porque sabe que cedo ou tarde ganhará comida, então dê a ele um alvo e ele prontamente responderá ao seu chamado.

– Você ludibriou o povo de Rukongai para que pudessem fazer a sua vontade! Você é louco!

Os dois homens ao lado de Kunrei se ofendem, mas ele faz um sinal para não fazerem nada.

– Yamamoto, acha que eu perderia meu precioso tempo batendo de porta em porta para ensinar ao povo o que deveriam fazer? Claro que não. A única coisa que eu fiz foi mostrar a diferença e o descaso em que vivem comparando com o local onde vocês vivem, não precisei trabalhar muito para convencê-los de que algo estava errado.

– Desde aquele dia quando sua família foi atacada, seu pai...

– Não me fale daquele dia, não quero ouvir desculpas, não preciso de satisfações nem que alguém tente me fazer lembrar o que aconteceu, ninguém melhor do que eu vivenciei o ocorrido, porém, o que me irrita é saber que mesmo sendo de uma família nobre, mesmo fazendo parte de uma sociedade respeitável você e mais ninguém fez nada, o ódio que senti pelo meu pai por ter baixado a cabeça quando a deveria ter erguido foi o que me motivou a mudar.

– Kunrei, o poder das famílias nobres é instituído pelo próprio rei das almas, a autoridade deles é absoluta.

– Porém não é infalível e está longe de ser perfeita. – Ele responde.

– Seu pai tentou ir contra eles, mas pelo bem de sua família, temendo ser esmagado, ele teve que aguentar calado tudo o que aconteceu, ele teve que se conter pelo seu próprio bem!

– Eu estava muito longe de estar bem Yamamoto Genryuusai... Muito longe de qualquer coisa.

Hideout

O velho comandante balança a cabeça.

– Seu sentimento de vingança é justo, mesmo assim não é aceitável, a Soul Society vai se reerguer e você sabe muito bem que não conseguirá nos derrotar.

– Mas eu já os derrotei Yamamoto. – Kunrei diz com um sorriso na borda dos lábios. – Meu trabalho já está concluído só estou aqui para terminar de semear a discórdia... – Kunrei começa a ir em direção a parede. – Em breve você entenderá que é necessário mais do que uma espada para mudar a história.

Kunrei coloca o capuz novamente na cabeça e seus servos o seguem desaparecendo na parede como sombras.

O comandante senta coçando os olhos enquanto lamenta o que acontecia.

– Por que isso teve que acontecer... – Yamamoto sussurra. – Ginrei...

O comandante parece entristecido, mas logo se ergue e se retira do grande salão em direção à guerra, pois ele sabia que acima de qualquer lembrança ou sentimento, ele tinha um trabalho a fazer.

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Os capitães da Seireitei davam ordens a cada minuto, eles nunca tinham visto uma rebelião de Rukongai antes e com certeza não estavam preparados para aquilo.

– Essa não! Eles são muitos, nós temos ordens para mata-los mesmo?! – Rangiku pergunta nervosa para Hitsugaya.

– Se não fizemos nada toda Seireitei será destruída. – Hitsugaya também não gostava da idéia.

– Mas se nós os matarmos destruiremos o equilíbrio das almas capitão, a Soul Society entrará em colapso! – Ela grita.

O capitão nada responde.

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Kenpachi era o único que não se importava em cortar a cabeça de seus adversários, porém ele os cortava como água e aquilo já o deixava entediado.

– Ah, que merda, será que não tem ninguém aqui que possa me dar a honra de levar pelo menos dois cortes antes de morrer?! – Ele grita revoltado.

Suas preces são atendidas quando um ser encapuzado surge na sua frente.

– Olha só... Parece que alguém vai conseguir levar dois cortes...

Ao dizer isso o homem encapuzado abre seu manto e retira uma corrente grossa com uma bola de ferro cheia de espinhos.

– Isso parece divertido. – Ele sorri.

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Boss Battle theme

Unohana estava no quartel de seu esquadrão cuidando de feridos que não paravam de chegar a cada minuto, ela já não tinha espaço para tanta gente, até ouvir uma grande explosão no pátio do quartel e apressar os passos para ver o que estava acontecendo.

Uma criatura encapuzada estava com uma arma de fogo pesada nas mãos e atirava rajadas de kidou contra os shinigamis.

– Unohana-taichou! — Isane a chama parecendo muito assustada.

– Isane, pegue todos e os aloje na parte de trás do esquadrão que ainda não foi ocupada. – Ela ordena.

– Sim senhora! – Ela obedece chamando alguns shinigamis para ajudá-la.

A criatura se aproxima da capitã.

– Quer dizer que é aqui que cuidam dos feridos heim? – Ele ri com uma voz arrastada. – Vou adorar ouvir a melodia de gritos de sofrimento e morte de seus subordinados.

– Então você vai adorar a música que eu tenho para você!

O encapuzado se assusta e quando vira o rosto leva um soco violento que o joga para longe no chão, ele se levanta furioso com seu capuz aberto e aparência grosseira de um homem balzaquiano cheio de cicatrizes no rosto.

– Quem é você maldita?! – Ele pergunta enfurecido.

Duas crianças, uma menina loira, um garotinho de cabelos curtos e negros estavam ao lado de uma jovem de cabelos longos escuros e olhos castanhos.

– Kurosaki children ao seu dispôs. – Hisana brinca abrindo os braços.

– Tia Unohana pode deixar que a gente protege vocês! – Masaki acena.

– Não vamos deixar ninguém atrapalhar a senhora! – Kaien completa.

Unohana olha surpresa por um instante, mas logo sorri para as crianças.

– Conto com vocês para nos proteger Kurosaki-san! – Responde simpática.

Os três assentem sorrindo e a capitã volta a dar atenção aos feridos.

O inimigo se levanta retirando por completo seu manto e expondo seu corpo cheio de músculos desproporcionais.

– A família Kurosaki? – Ele olha para os irmãos adorando a idéia. – Vou me divertir bastante com vocês.

Hisana, Masaki e Kaien ficam em posição de luta.

– Você não tem a mínima idéia de onde está se metendo pé-grande. – Kaien responde afiado.

– Hoje eu não pretendo ser uma boa menina. – Masaki ameaça.

–Você definitivamente não vai gostar nem um pouco de ver o nosso lado ruim da família. – Hisana avisa.

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Distante dali uma parte mais ao Norte de Seireitei parecia passar por problemas, os shinigamis corriam de um lado para o outro e mesmo sob ordens ainda estavam em desvantagem, o número de invasores era enorme, pessoas comuns, sem poderes usando o que tinham em mãos para propagar violência.

– Tentem prendê-los, usem as correntes espirituais! – Um dos shinigamis grita.

– Não dá, eles são muitos! – Outro berra.

– Tsugi no Mae: Hakuren!

Uma rajada gélida semelhante a uma grande nevasca congela um grande contingente ao redor dos shinigamis em desvantagem.

– Congelá-los os deixará em animação suspensa, acho que conta não?! – Rukia fala de cima de um telhado com sua espada ainda emitindo uma névoa gélida.

– Rukia-sama! – Alguns shinigamis ficam aliviados.

– Não percam o foco, a Seireitei inteira está um caos!

– Sim senhora! – Eles respondem voltando suas atenções aos invasores que passavam por cima da muralha de gelo.

Rukia lutava contra os moradores de Rukongai, mas não matava nenhum, ela entendia o motivo daquilo estar acontecendo.

– Nii-sama... Droga isso não vai ter fim!

Ao dizer isso ela sente uma presença familiar e pula a tempo de fugir de punhos ferozes que abrem crateras no chão, ela é arrastada pela pressão da força e imediatamente volta a levantar sua guarda.

– Não pensei que a veria novamente tão cedo, Kurosaki Rukia. – Um homem grande encapuzado retira seu capuz encarando a shinigami.

– Hashimoto Saito... – Rukia olha séria.

– Desta vez, não vou pegar leve com você. – Diz retirando o manto que cobria sua roupa. O chefe da guarda de proteção de Kunrei estava vestindo uma roupa diferente que tornava sua aparência mais agressiva.

Rukia continuava séria.

– Não se preocupe desta vez eu também não pegarei leve, afinal... – Uma reiatsu branco-azulada circunda a shinigami. – Não preciso mais me distrair com o bem estar de meus filhos.

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Ichigo estava usando sua bankai em velocidade máxima para nocautear os moradores de Rukongai que invadiam à Leste de Seireitei.

– De onde está vindo tanta gente? Droga quando estávamos vindo para cá não tinha nem metade disso do lado de fora! – Resmunga desviando de foices e espadas enferrujadas.

– Eles são aqueles que lutam por uma causa em comum e que esperavam a oportunidade que Kunrei-sama iria lhes dar para erguer suas vozes contra a Seireitei.

A voz imediatamente irrita Ichigo que fita a criatura mascarada e encapuzada em seu flanco esquerdo.

– Por acaso estar com vergonha de mostrar sua cara? Por que sua voz ridícula é inconfundível. – Ele diz.

– Quanto ao capuz não se preocupe, apenas alguns de nós estão usando apenas para facilitar o comando da invasão. – Relata vestindo uma roupa completamente diferente. – Kunrei-sama pediu a mim e a Saito que o usasse para acompanha-lo até o comando geral, mas ele nos liberou para lutarmos com vocês. – Matsumura Karazu estalava o pescoço e os dedos.

– Aliás, sua apresentação pode ter mudado, mas sua voz continua me dando nos nervos! – Ichigo ignora os invasores e volta sua atenção a ele. – Então já aguardavam nossa chegada heim?

Ele ri.

– Certamente, Kunrei-sama já previu todos os acontecimentos de hoje, só estamos seguindo uma linha cronológica de fatos. – O homem responde.

– Então espero que ele tenha previsto o resultado da minha revanche. – A reiatsu de Ichigo acende como chama.

– Veremos...

Karazu e Ichigo se encaram e na primeira oportunidade somem com um shunpo se chocando no ar.

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Byakuya andava determinado em uma direção específica, ele seguia uma reiatsu que o convidava a chegar cada vez mais perto, longe do tumulto, longe de todo o caos que inundava a Soul Society, em uma espécie de jardim suspenso em uma colina o capitão do sexto esquadrão encontra um homem de costas observando o incêndio que tomava conta da Seireitei.

– Veja como é intimidadora a fúria do povo, mostre-lhes o caminho e eles pavimentarão uma estrada, incite a violência e eles lhe darão o caos, depois de décadas finalmente as sementes da ideologia capazes de mudar este mundo germinaram.

– E todas elas são podres. – Byakuya responde.

Kunrei ri.

– A maioria sim, mas as que sobrarem será o suficiente para concluir o meu objetivo e logo você entenderá do que estou falando meu caro sobrinho.

– Não sou seu sobrinho. – Byakuya retira sua zampakutou da bainha.

– Ainda tens aquele desejo tão pequeno de vingança? – Ele pergunta.

– Você tirou de mim o que me era importante, faço da imagem de Kuchiki Hisana um motivo para destruí-lo.

Kunrei se vira para ele.

– Ainda não é tarde, mas se este é o seu desejo eu irei atendê-lo, cruzaremos nossas lâminas e mostrarei a você todas as verdades que procura e quando as tiver encontrado entenderás que é necessário mais do que o fio de sua lâmina para destruir meus planos. – Kunrei também se arma.

– Eu compreendo o seu objetivo, de certa forma me simpatizo com ele, mas “caos” nunca foi a arma para se alcançar mudança, trazer sofrimento aos outros por uma causa maior... Deve existir outro jeito que não seja este Kunrei.

– Se existisse você não estaria erguendo a espada contra mim.

– Se não existisse eu não estaria aqui tentando pará-lo.

– Você tentando me deter e eu tentando destruir todos aqueles que manipulam as leis e tornam-se cegos diante da realidade do mundo... Isto será interessante. – Kunrei sorri.

– Mesmo que mate cada sangue nobre que reside em Seireitei novas máscaras assumirão suas posições e nada mudará, não consegue enxergar isso!?

– Você fala como seu avô, um homem de pouca determinação que se deixa levar pela realidade que já implantaram em sua cabeça, homem de ideologias fracas com medo de sujar as mãos, não percebe que nada é imutável? – Kunrei pergunta.

–...

– Se os nobres não acreditassem no poder, se não acreditassem que a mudança é possível eles mesmos jamais sujariam as mãos e como já sabemos, eles adoram andar com as mãos imundas. – Sorri.

– Assim como sujaram quando mataram sua mãe e irmã recém-nascida? – Byakuya pergunta.

– Exatamente, mas ambos sabemos que matar minha família não é grande coisa comparado com as muitas coisas que já fizeram não é mesmo meu caro?

Byakuya mantém sua expressão rígida.

Uma explosão acontece no décimo segundo esquadrão e causa uma comoção próximo ao local onde estavam.

– Os fogos de artifício começaram como se nos incitassem a entrar em combate não é mesmo? – Kunrei muda para posição de combate.

– Desta vez não serei derrotado por você Kuchiki Kunrei! – Byakuya fala posicionando Senbonzakura.

– Então me mostre se é capaz de sobrepujar minha ambição Kuchiki Byakuya! – Kunrei desafia.

– Não sobrepujarei apenas sua ambição... – A reiatsu de Byakuya acende. – Vou esmagar sua determinação!

O sorriso de Kunrei se torna cínico ao passo que sua expressão muda.

– Sim, venha! – Grita em resposta.

– OoOoaAahhhh! – Byakuya corre em direção ao seu adversário.

Suas espadas se chocam soltando faíscas em chamas ao redor, seus olhos em chamas enquanto a Seireitei queima atrás de si.

Uma luta cheia de determinação se inicia, onde vingança e ambição se chocam em uma batalha que determinaria o destino de toda Soul Society.

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Continua...

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Notas finais
A Seireitei começa a sucumbir e pouco a pouco os planos de Kuchiki Kunrei se revelam, poderá a Soul Society sobreviver à tão arriscada mudança que este ambicioso homem tem em mente?Não percam o próximo capítulo de Retribution!Vejo vocês nas Reviews!