Notas iniciais
Quero agradecer aos comentarios, muito obrigado mesmo. Me deixa cada vez mais feliz, vocês não tem noção de como são importante para essa historia continuar de pé.
Esse capitulo contém cenas pessadas, então você pessoa inocente que não queira ler.. Bem... AUHSUHAS'... Avisado(a)

O salão não era exatamente espaçoso, mas a decoração era o que atraia a atenção. Nas paredes era cenas de guerras, todas muito bem pintadas e escuras. Poucas luzes iluminavam o lugar, o que quer dizer que varias pessoas não conseguiam se ver direito.

Mesas pequenas estavam espalhadas no canto direito da festa, enquanto ali mesmo, havia um enorme balcão onde estavam servindo bebidas e comidas. Na pista de dança havia muita fumaça, o primeiro pensamento de Murtagh era que estava pegando fogo. Ele estava pronto para mandar Nasuada sair correndo e, tentar apagar o fogo.

Mas então ele percebeu como era burro. A fumaça era apenas uma decoração, não cheirava a nada e apenas dava um ar misterioso na festa.

O lugar estava lotado, as pessoas sempre muito bem vestidas e conversando animadamente entre sí. Um detalhe que o moreno logo reparou, foi que as pessoas ali tinham mania de beber. Beber demais.

- Talvez seja hora de nós sentar. – Murmurou Nasuada, ele assentiu e ambos caminharam até uma mesa um pouco longe das pessoas.

- O que exatamente Ângela quer? – Perguntou Murtagh curioso enquanto observava a bruxa de longe conversando animadamente com duas pessoas misteriosas.

- Vai saber. – Respondeu Nasuada de volta. – Nem os elfos a entende, quem diria eu.

Murtagh riu e assentiu. Ele olhou para o balcão de bebidas.

- Vai beber algo? – Ele perguntou enquanto se levantava.

- Sim.

Murtagh não esperava uma resposta mais longa, até porque a pergunta dele foi para um “não ou sim”. Ele foi até o balcão e observou a quantidade de hidromel e vinhos a sua disposição.

- Precisa de dicas? – Perguntou um homem que estava servindo as bebidas. Ele pensou um pouco.

Murtagh não tinha tempo com mulheres ao longo prazo. Talvez o destino havia lhe dado a oportunidade de conseguir, de alguma forma, conquistar Nasuada e até algo mais.

Ele sabia que em partes fora um erro abandona-la, talvez agora poderiam estar casados, ter um família e estarem felizes. Ou talvez não. O tempo que ele ficara sozinho fora ótimo para ele conseguiu pensar, conhecer pessoas novas e até mesmo terras onde nunca pensou em estar. Ele havia aprendido muito nos últimos vinte anos e por mais que queria estar ao lado de Nasuada, talvez aquele momento só dele fora uma boa escolha.

Aquela noite era uma exceção em tudo. Para começar que Nasuada era uma rainha e não parecia uma mulher muito desculpada para ir a festas. Segundo, Murtagh não sabia dançar, mas mesmo assim estava disposto a fazer uma exceção aquela noite.

Então talvez não seria uma má ideia esquecer um pouco dos problemas, fugir da realidade. Ele olhou para Nasuada, ela parecia calma, mas ao mesmo tempo seus ombros mostrava o quão tensa estava.

- Duas bebidas fortes, vinho de preferencia. – Ele pediu. Hidromel deixaria na cara suas intenções.

- Eu recomendo essa. – Ele disse entregando duas taças cheias para ele. – Você vai gostar, é forte e ao mesmo tempo solta e relaxa as pessoas.

Murtagh assentiu, agradeceu e voltou a mesa. Ele entregou a taça para Nasuada e ela logo tomou. Não demonstrou nada, talvez ela tivesse achado a bebida forte – como deveria achar – mas ficou em silencio. Apenas alguns minutos depois ela disse:

- Boa escolha.

- Obrigado! Mas agradeça ao homem que estava entregando as bebidas, sem ele eu teria escolhido qualquer coisa. – Murtagh respondeu provocando um sorriso dela.

- Então talvez eu deveria ter ido pegar as bebidas.

- Porque diz isso?

- Eu conheço muito de bebidas, Murtagh. Vinho principalmente. Talvez você deveria ter pego hidromel, não deixaria tão na cara suas intenções.

Ele corou. Como ela fazia isso? Deixava-o sem graça, mas ao mesmo tempo ele gostou dela saber. Principalmente porque depois de falar, ela tomou mais vinho e continuo.

- Não se sinta mal cavaleiro, talvez seja uma boa escolha. – Ele relaxou mais, aos poucos eles foram bebendo. Passaram a ignorar Ângela, e mal notaram quando ela sumiu de vista depois de dizer algo ao homem das bebidas.

Minutos depois Murtagh foi obrigado a voltar lá, pegar uma garrafa de vinho. O mesmo vinho, ninguém se importou. Estavam todos num estado pior do que eles, muito pior. Aos poucos as luzes foram diminuindo, dando privacidade a todos.

Quase todos foram dançar, a fumaça aumentou e sensação de querer estar lá começou a passar em sua mente. Ele olhou para Nasuada, estava rindo de algo que havia visto. Tomava talvez seu sétimo copo de vinho, tanto faz. Estava bêbada, ele também.

- Você quer dançar? – Ele perguntou em seu ouvido, superando o barulho da festa. Ela apenas assentiu, talvez não estivesse a fim de gritar.

Murtagh tentou, fez de tudo, para lembrar como dançar. Ele já havia ido a festas e, começou a observar as pessoas daquela festa. Como estava bêbado, ele se soltou melhor.

Ele começou a observar o corpo de Nasuada, a roupa que ela vestia. Um vestido vermelho, apertado que mostrava as belíssimas curvas que seu corpo tinha. O decote era o suficiente para deixa-lo... Excitado. Ele nunca havia observado tanto Nasuada como agora, como naquele momento.

Talvez fosse a necessidade que estava tendo, a necessidade de tê-la só para ele. Somente dele, para sempre.

Nasuada talvez percebesse o olhar de Murtagh, ela grudou o corpo nele enquanto dançava. Os braços em volta de seu pescoço, enquanto o de Murtagh estava no quadril dela. Ele mal respirou quando ela se aproximou e mordeu seu queixo.

Aquela mulher o deixava louco. Ele sentiu o sangue esquentar, seu estomago revirou. Murtagh aos poucos teve dificuldade de respirar e aos poucos foi se entregando ao desejo.

Ela sorriu para ele, não um sorriso qualquer. Um sorriso sedutor para apenas mostrar que o tempo todo era ela que estava no controle.

Nasuada parou de torturar ele quando ela finalmente deixou os lábios de ambos se encostarem. Começaram suave, tranquilo. Apenas aproveitando, apenas explorando um ao outro. Então o beijo começou a ser mais ardente, ele queria mais. Não era suficiente.

- Não aqui. – Ela disse, ele desgrudou dela, entendeu perfeitamente o que ela quis dizer.

Ambos não demoraram dez minutos para volta ao castelo, no quarto dela especificadamente. Felizmente não encontraram ninguém no caminho, talvez o fato de estar de madrugada.

Quando ela trancou a porta ela a pegou em outro beijo, a jogou contra a parede. E Nasuada não parecia disposta a dar um fim naquilo.

Eles se livraram das roupas rapidamente. Sim, eles tinham muito tempo. Mas já haviam esperado demais, não havia necessidade de serem lerdos.

Murtagh jogou Nasuada na cama.

- Eu pensei que isso nunca ia acontecer. – Ela sussurrou em seu ouvido.

- Pois felizmente estava errada. – Ele murmurou de volta.

Ele voltou à atenção no corpo dela, magnifico.

Eles começaram a se soltar, acostumar um com o corpo do outro. Se desejaram mais, até que ambos estavam juntos, um só.

Juntos chegaram ao final, ambos esgotados. Ele deitou ao lado dela, enquanto Nasuada automaticamente virava-se para abraça-lo.

- Eu te amo. – Ele sussurrou em seu ouvido. Ela sorriu.

- E eu também te amo.

Murtagh nunca sentiu aquela sensação. Sensação de completo, com se finalmente sua vida tinha algum sentido.

Notas finais
Espero que gostem, não revisei o capitulo. To entrando na net muito tarde e só dando tempo para escrever da meia noite até a uma, então desculpa os erros nos capitulos.
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Comentem, critique, etc. Sintam-se a vontade :D