Resumption
7 A fuga
Notas iniciais
POV. Hayden
Eu poderia ter feito um milhão de coisas diferentes. Poderia ter segurado o braço dela quando ela se levantou para ir embora tão rapidamente. Poderia ter dito que queria passar mais tempo com ela. São coisas que eu simplesmente não fiz e me arrependi no minuto que a porta do Pub se fechou.
— Merda!
Uma das garçonetes olha pra mim como se eu fosse um louco e serve o drink que eu pedi mais cedo.
— O seu celular está tocando.
— Meu celular? — eu olho no bolso e o celular continuar sem vibrar. — Não está não.
— Não esse celular! — ela aponta para o aparelho antigo em cima do balcão. — Este!
Eu imediatamente tomo o celular na mão e saio do pub. Será um sinal de Deus dizendo: "deixa de ser burro e vai atrás dessa mulher". Com certeza não, mas meu coração bate acelerado e a Ocitocina¹ me faz sorrir e ter esperança igual a um lunático. os meus passos se transformam numa corrida e logo eu a vejo. Ela olha para os lados como se estivesse sendo seguida e também apressa o passo. Ela deve estar pensando que um lunático está à perseguindo e provavelmente sou eu, mesmo assim aperto a corrida e a alcanço segurando seu braço.
Ela se vira assustada e seu rosto demonstra medo, mas logo se alivia quando percebe que sou eu:
— Calma, sou eu. Você esqueceu seu celular no banco.
Narrador
— Você me assustou. — ela diz ofegante.
— Me desculpa, eu não tive a intenção. Mas não precisa ter medo. É por causa do que aconteceu com você?
— Não, não, eu só... Eu preciso ir, desculpa.
Ela tenta se soltar de Hayden, mas o seu aperto aumenta e ele a puxa para mais perto.
— Se você não quiser me falar tudo bem, eu não vou te forçar. Mas eu preciso que você me dê uma chance para eu te conhecer melhor. — Ele suspira. — Eu não estou agindo normalmente nos últimos dias. Eu estou agitado, não consigo dormir direito. — ele já não conseguia antes de qualquer jeito.
— Não consigo mais me concentrar por 5 minutos e não me questionar porque eu quero tanto ficar perto de você.
Sua voz fica em um tom mais baixo junto com sua confissão. Ele parecia aquele garoto de faculdade que não tinha experiência alguma com mulheres e tentava tomar coragem para falar com a garota que gostava.
— Isso foi um pouco ridículo não foi? — ele ri com vergonha.
— Não! Eu só estou surpresa. Eu não sei o que dizer.
Na verdade ela queria dizer que estava sentindo o mesmo naquele momento. Também queria dizer que aquilo era loucura, que não poderia se dar ao luxo de deixar ele a conhecer, por mais que ela quisesse conhecer ele também, em todos os sentidos.
— Eu...
— Olha, me dê hoje. Só hoje. Eu vou te apresentar São Francisco e não vou te incomodar com perguntas difíceis, juro.
Maya olha pra ele. Com o cabelo loiro chocolate, maior do que normalmente ela lembrava estar. Ela pela primeira vez nota quão bonito ele é, e como seria bom ter um relacionamento com ele. Do jeito clichê, com corações e flores.
O rosto dele se aproxima do seu, mas não para beija-la. A boca de Hayden se aproxima de seu ouvido e com uma voz suplicante ele diz:
— Por favor, Ária.
Aquele nome significava um recomeço, certo? Ela poderia ser Ária por uma noite.
— Okay.
O sorriso triunfante que Hyaden dá para ela a tira do chão.
— Você é um predador. — ela sorri também
Enquanto os dois sorriam um para o outro o telefone de maia apita por 3 vezes antes de desligar de vez, a deixando completamente fora do radar de sua segurança e também de seus perseguidores.
Fale com o autor