Resumption

71 Capitulo 71


Notas iniciais
Oiiieeeeee Espero que gostem. Acho que já contei que está no fim e ando com uma pena de acabar. Vou sentir saudades deles.

Pov – Rick

─Eu sei que queria estar comigo Carl, aceito que não é mais um garotinho, mas o que vamos fazer é perigoso.

─E todo o resto, não é?

─Sim. Todo o resto é. Vai ficar com Judy na casa do Daryl até voltarmos. E isso não é apenas por você.

─Eu sei, não quer que a Clarie fique sozinha com os dois enquanto estão fora.

─Exato. Quero que ajude ela. – Toco seu ombro. Como é difícil fazer isso. Ir lá fora e deixa-los. Não saber se volto e se ainda posso abraçar meus filhos.

─Benjamin vai odiar ter a Judith lá. – Carl tenta sorrir.

─Vai.

─Porque vão só vocês três?

─Eu, Mich e Daryl damos conta. Não queremos uma guerra com esses vizinhos, nem temos certeza se vamos nos apresentar. Só precisamos ter certeza de quem são.

─Tudo bem. Enid disse que dá para ir e voltar em umas horas a pé. Por que preciso me preparar para ficar com Clarie?

─Por que tudo pode acontecer. Inclusive...

─Você vai voltar pai! – Ele diz muito firme. Concordo.

─Não sei quando, não sei como. – Me afasto dele, encaro Judy na cadeirinha brincando distraída. Minha garotinha está crescendo. – Maggie, Glenn e Abe cuidam das coisas, você e Clarie protegem a família. Escute, sei que não gosta disso. Se não voltar é com a Clarie que eu quero que viva.

─Pai... – Ele fica nervoso. Luta contra as lágrimas.

─Ela vai precisar de você e você dela. Deixe Glenn cuidar das coisas, mas fique com a Clarie. Entendeu?

─Sim.

─Você e Judy merecem mais do que continuar respirando e isso só Clarie pode oferecer.

─Entendi. Só voltem logo.

─Vamos voltar.

─Quando voltarem, acha que Mich vem morar conosco de uma vez? – Pergunto e meu pai sorri.

─Estou contando com isso. Cuida de tudo. – Beijo a cabeça de Judy. Acaricio seu rosto. – Agora vai. Pega ela e vai.

─Tem certeza que estamos seguros aqui? Aquela horda...

─Se foi a mais de uma semana. Vai Carl. Clarie está te esperando.

Ele me abraça. Foi um longo caminho até estarmos próximos de novo, até ele se sentir pronto para esse abraço.

Depois sem querer que veja suas lagrimas ele pega Judith e parte apressado. Fico feliz de saber que tem Clarie para enche-lo de amor se tudo der errado, ela foi capaz de amar Benjamin, pode amar Judith e Carl.

Também tem Amber, meu filho não demora e vai construir sua própria família. Pego minhas armas, meu facão de cabo vermelho e penso se vou ter que usa-lo de novo nos vivos. Desejo que não. Somos poucos e cada vez menos.

─Está pronto? – Michonne surge na porta de casa. Afirmo. – Daryl está no portão, ele está ansioso, vamos logo, não é fácil para ele. Você sabe.

─Disse que ele não precisava ir.

Caminho a seu encontro, ela sorri quando nos olhamos frente a frente na porta.

─Vamos. Não temos tempo para isso. – Ela está certa. Acompanho seus passos para rua. – Daryl tem medo deles, tanto que precisa ver com os próprios olhos ou não vai ter paz.

─Assim como eu. – Ela afirma. – Acha que Carol vai fazer alguma tolice enquanto estivermos fora?

─Carol já conseguiu o que queria. Você controlando Alexandria.

─Acha que controlo?

─Depois desse ataque? Sim. Totalmente. O grupo entendeu o que sempre tentou dizer a eles. Que é preciso ser forte e estar pronto. Deanna e Morgan perderam essa batalha.

─Você andou próxima do Morgan. Acho que tenho que acreditar em suas palavras. – Meu tom é cínico e Michonne compreende, me olha de modo entediado.

─É sério isso? – Ela quase sorri. Sim eu tenho ciúme e isso é novidade para mim.

─Está tudo bem. Vamos. – Daryl nos esperava com um rifle e sua besta inseparável.

─Finalmente. Vamos logo. – Ele passa pelo portão e apenas o seguimos entrando pela floresta.

─Daryl...

─Eu sei Rick. Mas preciso começar a ter confiança, preciso deixar meu filho ir a escola, deixar minha filha tomar sol na varanda e não consigo enquanto não souber como as coisas estão aqui fora e quem são essas pessoas.

─Tudo bem. – Ele caminha com a besta erguida, olhando as coisas um passo a frente. Ninguém conhece essa mata mais do que ele. Daryl é nosso guia desde sempre.

─Acham que conseguimos encontrar com as pistas que Enid nos deu?

─Eu consigo. – Daryl avisa sem parar de andar.

Caminhamos por duas horas no mais completo silencio. Apenas seguindo Daryl, ele está tão decidido que só podemos segui-lo.

Não paramos um segundo, apenas três zumbis nas duas horas de caminhada, um acaba com uma flecha na testa, os outros dois tem suas cabeças arrancadas por Mich.

Daryl ergue a mão e paramos de andar. Ficamos em alerta. Não ouço ou vejo nada. Só percebo o terreno ficar cada vez mais íngreme.

─Estamos bem perto. – Daryl avisa. – Passos, eles andam muito por aqui.

─Vamos tentar subir mais e chegar mais perto. Quem sabe vê-los antes de sermos vistos.

─Nisso eles tem vantagem. Estão no alto.

Nos encaramos pensativos. Voltar sem saber não parece uma opção. Olho para Daryl e Mich, enfrentamos todo tipo de coisas juntos, Governador, Canibais, Lobos, Hordas de zumbis, fome, frio, as ruas. Se tiver que cair ao lado deles pode ser. Se tiver que lutar pela vida então estou com as pessoas certas.

Esses dois não desistem assim como eu. Afirmo. Os três afirmamos. Essa é outra vantagem, com eles não é preciso palavras.

Continuamos em silencio, subindo juntos enquanto enfrentamos o caminho difícil de solo escorregadio e arenoso, é bom para evitar zumbis, dificilmente uma horda chegaria tão alto. Mas sem uma estrada chegar com suprimentos também é complicado.

Quase meia hora de terreno íngreme e podemos ver muros erguidos, grades, uma mistura de coisas cercando uma clareira no alto da montanha. As arvores altas escondem o lugar da estrada lá em baixo.

De longe podemos ouvir vozes e martelos, não é um grupo tão pequeno assim e talvez se dermos sorte pode ser que sejam amigáveis. Ou perto disso. Não é um mundo para se fazer amigos.

─Baixem as armas e virem lentamente. – Uma voz nos desperta e obedecemos depois de trocar um olhar.

Quando nos viramos dois homens e uma mulher nos encaravam com pistolas em nossa direção.

─As armas, não vai ter outro aviso. Soltem as armas. – A mulher avisa e aceitamos as ordens. Soltamos todas as armas no chão. Para Daryl soltar a besta e Michonne a katana é mesmo um dilema.

─Não viemos em busca de confusão, ouvimos o barulho e só ficamos curiosos.

─Sei. De onde vem?

─Das ruas.

─Ahum. Limpos, alimentados e bem armados. Depois de todo esse tempo se não tem um lugar acabaram de chegar a esse mundo.

─Eu sou Rick, estes são Daryl e Michonne, podemos falar com seu líder?

─Por que acha que não está falando com ele? – A mulher diz irritada. – Por que sou mulher?

─Que bom caímos na mão de uma feminista no meio do fim do mundo. – Daryl resmunga sarcástico como de costume.

─Algum problema com o feminismo?

─Nenhum, meu problema são os zumbis. O seu também devia ser.

─O que querem aqui? Tenho uma comunidade para cuidar e acho que já falamos demais.

─Você fala demais! – Michonne diz dando um passo a frente. Ergue o queixo e encara a mulher a sua frente. – Não tem prioridades, seus muros são fracos, se fossemos mais do que três teríamos derrubado vocês, ainda podemos fazer isso se quisermos. Agora vai nos convidar a entrar e conversar ou vamos embora e perde a chance de saber quem somos e o que temos a oferecer.

─Por que deixaria que entrassem?

─Por que agora é tarde. Já sabemos onde estão, sabemos que estão construindo um lugar, podemos voltar quando quisermos. Talvez a gente nem vá embora. Talvez estejam cercados por mais de nós.

As duas se encaram eu e Daryl trocamos um olhar, sinto orgulho de Michonne, ela impressiona a mulher a sua frente.

─Lee recolha as armas deles. Vou recebe-los e vamos saber do que se trata essa visita.

Um dos homens recolhe nossas armas, ela faz sinal e caminhamos na frente. Um rapaz de olhos assustados e com a idade de Carl abre o portão. Três crianças que brincavam no meio do campo aberto entre um grande casarão e algumas novas construções de madeira correm para dentro do casarão.

─Tori...

─Está tudo bem. Continuem seus afazeres. – A mulher avisa e agora já sabemos seu nome.

─Escolheram um bom lugar. Tem um bom número de pessoas.

─Perdemos nosso local há oito meses, passamos um tempo na rua, juntamos algumas pessoas no caminho e chegamos aqui.

─Lobos? – Pergunto e seus olhos cintilam. – Eu sei. Acho que está claro que não somos dessa gang. Eles não existem mais. Acabamos com todos.

Ela ergue uma sobrancelha sem muita fé.

─Tem certeza?

─Absoluta, não foi fácil.

─O que querem? – Olho para Daryl e Mich. Eles parecem apenas querer paz, assim como nós.

─O que você quer? Nós podemos apenas ir embora, é só devolver nossas armas.

─Não tão rápido, tenho pessoas para cuidar aqui. Crianças, perdemos muito e não vamos perder mais. Não vão ser recebidos com tanta gentileza quando voltarem, se voltarem.

─Temos uma comunidade, acho que isto está claro. – Ela afirma. – Seu barulho enviou uma horda de zumbis direto para nós.

─Sinto muito. – Ela diz e sinto alguma sinceridade.

─Perdemos pessoas, mas superamos.

─O começo foi difícil, perdemos bons homens para erguer esse lugar. Sobreviver implica em perdas.

─Nós também perdemos, apenas viemos ter certeza que vamos manter uma relação de respeito.

Ela me olha um longo momento. Escuto um choro constante de uma criança. Um bebê, isso irrita Daryl. Deixou seu bebê e acho que desde que a filha nasceu não pode aproveitar um dia com ela.

─Tem alguém cuidando desse bebê? – Ele pergunta quando não aguenta mais.

─Rose deu à luz no meio de muito desespero. Seu leite secou. O Bebê não está aceitando a alimentação.

─Que é?

─Frutas esmagadas. Suco. – Ela diz e nesse momento desvia os olhos envergonhada, como se a impotência diante desse novo mundo fosse sua culpa.

─Quanto tempo o bebê tem? – Daryl passa por cima de tudo, sabia que uma criança em apuros era demais para ele e agora ele se aproxima da mulher.

─Nove dias. – Tori responde sem problemas, olhando agora eles parecem todos cansados. – Um grupo saiu em busca de suprimentos, apenas três voltaram e nada de leite em pó.

─Rick. – Daryl me olha e afirmo, podia ser Judith, Hershel, Mel.

─Ofereço um acordo. Consigo o leite. Garanto leite até ele não precisar mais dele. Em troca mantemos a paz, recebo dois de seus homens uma vez por semana para pegarem o leite.

─Por que?

─Por que temos crianças também. Bebês. Por que podemos.

─Se quisermos mais do que isso? – Ela diz firme.

─Então matamos um por um de vocês, não sabe com quem estão lidando, já enfrentamos todo tipo de gente.

─Não falo de tomar. Falo de trocar. – Ela diz. – Lee, devolva as armas deles.

A prova de confiança é bem-vinda, uma tolice também, mas como não é nossa intenção começar nada, aceitamos de bom grado.

─O que podem trocar? – Olho em volta e estão começando.

─Tenho homens fortes aqui. Trabalhando duro. Podem oferecer força física se alimentados. Também temos talentos, nós podemos fabricar munição.

Isso sim é interessante, Eugene vem falando sobre isso, pelo visto eles tem técnicas.

─Não precisamos de seus homens. Já a munição é interessante.

─Posso mostrar o que temos aqui, estão livres para caminhar pelo lugar.

─Enquanto caminhamos um bebê chora.

─Daryl...

─Aceite a porcaria do acordo ou recuse. Só vamos logo com isso.

─Você vem conosco buscar o leite. No meu território fechamos acordo. – Ofereço a Tori, a mulher olha para seus homens. Eles não parecem gostar muito. –Pode levar dois deles com você.

─Aceito. – Ela caminha até uma jovem de pé na porta do casarão, beija seus lábios. – Vou logo querida. Cuide de tudo. Vamos ficar bem.

─Vamos. – Convido e ela pega mais uma pistola que um de seus homens carregava.

─Quanto tempo até voltar? – Um deles pergunta.

─Quando anoitecer ela vai estar de volta com leite para o bebê. – Daryl avisa começando a caminhar para o portão.

Um mundo de planos se forma em minha mente. É bom ter vizinhos, podemos criar uma rota protegida, dividir tarefas, crescer, talvez encontrar outras comunidades, ter para onde correr se algo der errado.

Se pudermos nos entender, se forem de confiança um novo mundo se abre, cheio de possibilidades.

Chegamos de volta no meio do dia. Tori olha a comunidade surpresa. Glenn nos recebe e no fim não precisava de tanto drama ao me despedir de Carl.

─Vamos para minha casa conversar. – Convido Tori.

─Vou ver Clarie e as crianças.

─Mantenha o Carl e a Judy lá.

─Tudo bem.

─Mich, fica comigo. Não se preocupe.

Será uma boa conversa. Carol chega um minuto depois, Deanna e Morgan também. É bom que estejam todos aqui. Isso parece ser afinal um novo conselho. Estou aberto a eles, é preciso, intransigência não vai me levar longe e quero ir muito longe.

Pov – Carl.

Sempre acabo aqui. Eles lá fora em risco e eu como um garotinho preso e protegido.

─Está bravo por que não foi? – Amber me pergunta se juntando a mim na varanda de Clarie.

─Sim e não. Racionalmente eu entendo, mesmo assim não consigo engolir isso.

─Tem em mente que se conseguirmos sobreviver esse lugar vai precisar de nós? Eu, você, Benjamin, nós somos o futuro, quando nos protegem eles protegem um pouco o que restou da humanidade.

─Profundo.

─Prático. Não se preocupa com eles, vão voltar seguros, vamos ficar bem.

─Eu sei.

─Cadê a Judy?

─Lá dentro, brincando com a Mel. Vigiada de perto pelo Ben. Ele acha que se meu pai não voltar eu sou bem grande e posso morar sozinho com a minha irmã. – Amber ri comigo. – O garoto sabe ser gentil.

─Ele morre de medo de perder os pais.

─Eu sei, nem ligo. Onde estava?

─Enid.

─Isso é tão estranho. Vocês duas juntas.

─Entendi que ela precisava de uma amiga e que estava sendo boba, no fundo só está cheia de medo, ficamos conversando um pouco.

─Que bom.

─Jessie ainda está na cama, Spencer não sabe mais o que fazer, ela perdeu a vontade de viver depois que o filho se foi. Aquilo foi tão triste, ela esperou ele retornar como zumbi, não aceitou fazer antes.

─Já vi aconteceu uma vez. Andrea e a irmã Amy. Amy morreu bem no começo. Andrea também esperou. Eu era pequeno demais e estava bem apavorado, mas me lembro.

─Senti sua falta ontem. – Ela diz com um sorriso.

Abraço Amber, ela se encosta em mim. Quero que tudo se ajeite logo para termos mais tempo juntos.

─Meu pai decidiu que devíamos ficar juntos. Ele estava bem preocupado.

─Falei com a minha mãe sobre nós. Sobre mais um passo. – Fico tenso com a notícia, pensar nela falando sobre isso com a mãe.

─O que ela disse?

─Que temos bebês demais. Que nós dois devíamos esperar mais um tempo.

─E você? Sabe que para mim é isso que importa, se quiser esperar é assim que vai ser.

─Eu quero Carl, fui dormir e fiquei pensando nisso, as coisas melhoraram e quero mais tempo. Acho que não quero crescer tão rápido quanto você.

─Então vai ser assim. Não estamos com pressa, vamos ter tempo, talvez seja mesmo mais importante encontrarmos nosso espaço na comunidade. Meu pai e sua mãe podem estar certos.

─Obrigada! – Ela me sorri, linda como todos os dias, meu coração dispara quando toco seus lábios. – Você é especial, tive um pouco de medo de ficar bravo.

─Nunca. Amber eu... Eu acho que amo você. – Conto a ela um tanto nervoso, ela franze o nariz.

─Acha? Então deixe a declaração para quando tiver certeza. – Ela brinca. – Vamos entrar. Quero ver esses bebês.

Amber dá uns passos em direção a porta, eu a seguro pela mão. Faço com que se volte. Não tenho dúvidas, sei como me sinto e eu a amo.

─Eu te amo! – Tento mostrar determinação, quero que ela acredite. O sorriso que se abre deixa evidente que atingi meu objetivo.

─Também amo você Carl. – Ela me envolve o pescoço e nos beijamos longamente. Não sei se é cedo para me sentir assim, mas me sinto e gosto de dividir isso com ela. Apenas com ela. Minha garota. Com quem um dia vou construir uma história e a droga do apocalipse com seus mortos caminhando não vai me impedir.

─Vocês dois estão parecendo meu pai e minha mãe. – Benjamin surge na varanda e nos afastamos.

─Oi Ben. – Amber afaga seus cabelos e ele não se importa.

─Minha mãe mandou entrarem para almoçar. – Como ele não se mexe do lugar acho que não vai entrar se não formos com ele. Eu e Amber sorrimos. E começamos a segui-lo. – Você está com vontade de ver seu pai logo Carl? Quando eu fico sem meu pai fico querendo que ele chegue logo.

─Isso se chama saudade Ben. – Amber diz a ele quando abrimos a porta.

─Minha mãe falou que chama.

─Também estou com saudade do meu pai Ben.

Clarie nos sorri de um modo tão triste que sinto pena, ela deve estar se segurando muito por causa de Ben, mas aposto que adoraria estar numa crise de choro.

─Vamos todos comer e depois podem jogar vídeo game.

─Amber você pode ficar cuidando da Judy enquanto a gente joga? –Benjamin pede com seu eterno ciúme da minha irmã. – Minha mãe não pode ficar cuidando dela e da Mel. Se não o Carl não vai poder jogar.

─Isso se chama ciúme! – Amber diz a ele.

─Não chama, isso chama o pai e a mãe são meus e não da Judith.

─Esse nome é muito comprido! – Ela sorri. Depois beija a cabeça de Judith, olha Mel adormecida no sofá. – Está tão linda. Vão comer que fico com as duas, eu almocei com a minha mãe.

─Venham meninos. – Seguimos Clarie.

A comida não tem gosto, não é culpa de Clarie, é apenas a angustia da espera. Todos nós sabemos o quanto é duro esperar. Tudo pode estar bem, eles podem estar a caminho, mas pode estar tudo péssimo, eles podem nem mesmo existir mais e isso corrói a alma de um jeito que a garganta trava.

Depois do esforço e empurrar comida garganta abaixo nos sentamos na frente do vídeo game, acho que faço mais por Benjamin do que por mim. Clarie se senta no sofá com minha irmã no colo e seu bebê dormindo no sofá. Amber se junta a nós e tento desesperadamente ser um menino e não pensar em nada.

Eu cresci, não sei ignorar o mundo que me cerca, não sei assistir o tempo passar imóvel. Escuto vozes lá fora, me ponho de pé. Passos apressados se aproximam da porta e o rosto de Clarie suaviza, ela sabe que é Daryl, conhece seus passos e só posso esperar que não esteja sozinho.

Notas finais
Beijosssssssss Comentem.