Resumption

69 Capitulo 69


Notas iniciais
Olá pessoas. Demorei aqui né? Desculpem. Acho que sabem que a história está chegando ao fim. Espero que gostem.

Pov – Rick

Daryl fica com Clarie e os filhos, felizmente deu tudo certo. Não é fácil olhar para Clarie no chão, suja de sangue, coisas que não queria pensar nessa hora brincam com minha mente.

Lori é algo difícil de superar. Deixamos a casa e a aliança queima em meu dedo. Tanto acontecendo e eu pensando nisso, no por que de ela ainda estar ali. Não consigo pensar nisso agora.

─Mich vem comigo até minha casa. Abe vai com o Glenn de volta para perto de Maggie. Depois nos encontramos na casa de Deanna. Precisamos decidir como vamos lidar com isso.

─Estou pensando em levar Maggie para casa de Deanna. Acho que quanto mais próximos todos nós estivermos é melhor.

Glenn comunica e penso a respeito. Zumbis começam a se aproximar enquanto caminhamos. Hershel tem um mês de vida o melhor é não mexer nele.

─É uma operação perigosa. Deixe como está. – Ele afirma. Ao nosso lado Michonne dava cabo de dois zumbis com sua espada, mais caminhavam e apenas nos separamos apressados.

Corro com Mich ao meu lado, tento não sentir medo por meus filhos, depois de tudo que Carl já passou ele pode se proteger. Mesmo assim a ideia de chegar lá e ver algo que não quero me assombra.

Abro a porta. Sinto uma força contrária me impedindo e isso já me tranquiliza um pouco. Carl tentou manter alguma segurança.

Forço um pouco com a ajuda de Mich.

─Pai? – A voz de Carl ansiosa do lado de dentro me alivia.

─Sou eu, rápido. – Peço com medo de juntar zumbis em meu caminho.

Ele afasta o móvel e passamos para dentro. Enquanto fecho a porta ele e Mich trocam um longo abraço. É reconfortante só de olhar.

─Judy? – Ela pergunta.

─Lá em cima. Amber e Enid estão aqui. – Mich nem espera por mais nada. Se dirige a escada. – Sei por que eles estão aqui pai. Os zumbis. – Michonne volta do meio da escada. Trocamos um olhar.

─Você não foi além dos muros de novo?

─Não. Enid foi, ela me contou. Tem uma nova comunidade se formando no alto de um morro. O barulho atraiu eles com certeza.

─Sobreviventes? – Michonne me pergunta.

─Ela estava acompanhando eles há um tempo, não contou por que achou que nós. Nossa família, Enid pensou que iriamos lá matar todos. – Sinto como isso o afeta de algum modo. – Ela e todo mundo aqui, eles acham que somos monstros ou... – Carl não continua.

─Ou? – Eu pergunto sabendo bem do que se trata.

─Ou realmente somos? É isso que faríamos? Iriamos lá matar todos?

─Somos sobreviventes Carl, e vamos continuar sendo. Não importa o quanto custe. Não vamos nos classificar como nada além disso. Chegamos até aqui. Muitos dos que perdemos no caminho podiam estar ainda conosco se soubéssemos antes o que sabemos agora.

─Você tem razão. – Mich suspira e sobe as escadas, eu pretendia fazer o mesmo, mas ele me segura mais um momento. – Enid chegou ferida.

Aponta o caminho de sangue seco da porta ao armário debaixo da escada. Meus olhos se tornam apreensivos, encaro a escada tenso. Judy está lá em cima e Enid pode ter se transformado.

─Não desse jeito. Ela rasgou o braço tentando sair. Achou que podia buscar essa gente nova para nos ajudar. Felizmente se feriu e não foi.

─Felizmente mesmo. Já temos inimigos o bastante dentro e fora de Alexandria.

─Acha que é isso que são? Inimigos?

─Antes todos eram amigos até provarem o contrário. Agora são todos inimigos até provarem que não.

─Eu fui a enfermaria.

─Carl! – Repreendo meu filho, mas sei que ele só fez por que foi preciso.

─Ela precisava de ajuda. Não podia deixar que sangrasse até a morte, nem podia permitir que Amber fosse.

─Tudo bem. Deu certo. Está seguro. Isso é bom.

─Spencer estava voltando comigo, parou no meio do caminho quando viu zumbis entrando na casa de Jessie. Disse que resolveria aquilo e viria. Não apareceu.

─Pensamos nisso depois. Vou ver sua irmã e saber mais sobre isso com Enid.

Subimos, quando entro no quarto de Judy ela estava no colo de Michonne que a balançava e conversava.

Beijo minha pequenina. Ela me dá os braços, eu a pego. Adoro sentir o peso de seu corpo em meus braços. Do cheiro de filha que vem dela e penso que esse amor não tem limite.

─Está bem? Comeu? – Ela aperta meu rosto com as mãos. – É o pai sim!

Acaricio seus cabelos, beijo sua testa, depois entrego minha menina para Michonne. Aprendi a duras penas que amar é muitas vezes ter que deixa-los. Esse é o único modo de protege-los.

─Amber você está bem? Algum ferimento?

─Estou ótima Rick. – Ela se junta a Mich. Carl fica parado na porta e me sento perto de Enid. A garota encarava o teto, deitada na cama muito pálida.

─E você Enid? Está bem? Com alguma dor?

─Amber cuidou de tudo, eu estou bem.

─Carl me disse sobre esse grupo de sobreviventes. Pode falar mais sobre isso?

─Pessoas diferentes andando pela floresta. Pequenos grupos. Uma vez eram duas mulheres e um cara. Outra vez eram três homens. Já vi mais um sozinho.

─O que achou deles?

─Só estavam andando. Falando sobre a vida. Tentando caçar animais. Nada demais. O mesmo que nós. Eu os seguia por um tempo, sem ser vista. Os perdia no caminho por que estava sempre bem longe.

─Então como sabe que é uma comunidade?

─Uma vez segui um dos grupos. Um homem e duas mulheres. No meio do caminho perdi eles. Já estava decidida a volta quando ouvi som de marteladas.

─E foi atrás? – Ela afirma. Quanto perigo essa garota está disposta a correr?

─Sim. No alto de um morro tem um casarão, estavam fechando com muros. Partes como as nossas, outras com tijolos e cimento. Eles não me viram, não me aproximei muito.

─Medo?

─Mais por eles que por mim. Não quis correr o risco de saberem de nós, de virem e colocarem tudo em risco aqui ou lá.

─Quantos? Quantos você viu?

─Contei treze pessoas, mas esses eram os que estavam do lado de fora trabalhando, não sei se tinha mais gente dentro da casa.

─Tudo certo.

Tento me levantar e ela me segura pelo braço.

─Vai mata-los?

─Nem podemos sair de Alexandria. Quanto mais caçar uma nova comunidade. No momento vou resolver o nosso problema.

─Pai o que vai fazer?

─Passamos a noite aqui com vocês. Logo que amanhecer eu e Mich vamos reunir o grupo e limpar Alexandria.

─Quero ajudar.

Olho para ele. Minha vontade é manda-lo para dentro do guarda-roupa como Clarie fez com Benjamin. Não posso, não devo. Ele tem que estar pronto, a qualquer momento posso tombar e sei que cedo ou tarde será dele a função de resolver as coisas.

─Você vai. Agora tentem descansar. Vou ver o que consigo de comida lá em baixo. É bom racionar um pouco ao menos até termos certeza.

─Eu te ajudo. – Michonne me acompanha.

Evitamos barulho na cozinha. É só mexermos em panelas e armários que a porta começa a ser arranhada. Mich olha pela janela lateral.

─Dois. Quer pegá-los?

─Não. Quando sairmos da cozinha eles vão em busca de outra coisa.

Ela não discute. Se junta a mim. Pego a comida pronta que temos, aqueço e divido em porções para o jantar. Mich prepara leite para Judith.

─Vou dar um banho nela, alimentar e ela logo vai estar dormindo.

Os garotos comem no quarto, Judy dorme tranquila e eu e Mich nos sentamos na sala escura.

Na porta dos fundos os zumbis mantinham o processo de arranhar. Por uma fresta na cortina vejo alguns deles andando perdidos em sua fome.

Volto a me sentar ao lado de Mich. Minha mente viaja para a queda da prisão. Eu todo ferido e achando que tinha perdido minha filha. Carl cuidando das coisas. Mich aparecendo para me salvar.

As ruas, Joe, o reencontro com todos, canibais e mais poeira e estrada. Tanta coisa em minha mente e então giro a aliança.

─Meu casamento estava ruim antes mesmo do fim do mundo. Depois tomei um tiro, me perdi deles, reencontrei. Tentei retomar as coisas, mas então descobri que Lori se envolveu com meu melhor amigo enquanto estive morto.

─Ela não traiu você Rick, achava que estava morto. – Estranho Mich defender Lori.

─Entendi isso. Realmente entendi. Mesmo assim as coisas não ficaram melhores. Ela ficou grávida da minha filha, minha e não importa o que pensem ou digam é minha e a amo. Matei meu amigo. Precisei.

─Rick eu conheço tudo isso.

─Quero falar, explicar por que ela ainda está aqui. – Digo girando a aliança que agora parece queimar meu dedo.

─Eu não devia ter dito nada.

─Estávamos brigados quando tudo aconteceu. Nem sei se brigados é bem a definição certa. Eu tinha colocado um fim ao casamento, mas ainda me sentia responsável por ela, Lori ainda era minha família.

─Sempre seria.

─Sempre. Ela queria tentar. Acho que muito mais pela culpa e por que o mundo tinha acabado do que por algum vestígio de amor entre nós. Senti culpa. Fiquei alucinado no começo.

─Falando com os mortos. – Ela me lembra. Afirmo.

─Ainda fala com os seus? – Pergunto a Mich.

─Não. Eles se foram com o tempo.

─Lori também. A aliança ficou por que me sentia culpado e por isso preso a ela.

─Rick. Não precisa mesmo lidar com isso agora. Não precisamos.

─Precisamos, está mais perto de dar errado do que certo. Não quero ser um fantasma, não quero ter nenhum fantasma. Por um tempo foi culpa. Depois costume, quase uma proteção. Com ela aqui eu me sentia impedido de sentir.

─Agora?

─Agora não é mais nada. Sou grato pelos filhos que tenho, pelos bons anos antes do fim, mas não preciso dela para me sentir assim. – Tiro a aliança do dedo e coloco sobre a mesinha de centro. – Não vou guardar para Judith ou Carl, eles vão construir as próprias histórias e não precisam desse peso.

─Não sei o que dizer.

─Estava só me livrando de tudo isso. Agora podemos só seguir em frente onde quer que isso nos leve. Não tem ninguém, não tem nada entre nós.

Ela me encara com seus grandes olhos amendoados, muda e bonita. Por um tempo só o que enxergava quando olhava para ela era sua força. A guerreira de espada poderosa.

Foi a convivência principalmente depois da queda da prisão que me trouxe a verdadeira Michonne, mulher, amiga, mãe, mas só aqui em Alexandria e depois de todo tipo de confusão emocional eu me dei conta do que sinto por ela.

─Amo você. – Não planejei dizer, apenas deixo as palavras escaparem quando tomo finalmente consciência delas. Michonne se aproxima.

─Amo você. – Ela diz e meus lábios cobrem os dela. Se um dos dois se perder no meio desse novo caos então ao menos não ficou nada por dizer.

Os garotos dormem ou tentam no andar de cima, estamos apenas os dois ali, juntos e aproveitamos para deixar os beijos e carinhosa acontecerem. Me impus tantos limites e por tanto tempo que ficar livre para sentir me deixa leve.

As horas passam, tentamos descansar, conversar, esperar. Quando começa a clarear é hora de ir.

─Pronta?

─Completamente. Como sempre.

─Vou olhar os garotos, avisar ao Carl. – Subo as escadas em silencio. Abro a porta e Judy dormia no berço. Enid na cama e Carl e Amber no chão abraçados.

Meu filho que um dia foi um garotinho agora dorme abraçado a namorada. Toco seu ombro, ele abre os olhos no mesmo instante.

─Eu sei. – Me diz sem sair do lugar. – Quer que fique e cuide delas.

─Quero. Estou pedindo demais?

─Talvez. De qualquer jeito alguém teria que ficar.

─Vai ser diferente depois disso.

─Desci no meio da noite para ver como as coisas estavam, vi vocês se beijando, de novo. É definitivo?

─Sim.

─Bom. Vou gostar disso.

Sorrio, afago seu cabelo e deixo o quarto, quando saímos os zumbis permaneciam em seu estado letárgico, logo nossa presença os coloca em movimento. Quando chegamos a casa de Deanna o grupo nos aguardava.

Logo depois de mim Daryl entra apressado e nos olhamos. Hora de agir.

─Os do lado de fora estão bem dispersos. – Ele avisa. – Corri os muros antes de vir. – Claro que fez isso. Daryl é meio como uma máquina quando se trata de proteger pessoas.

─O que vamos fazer? Não sabemos como as pessoas estão, se tem alimentos, se estão feridas. – Deanna não esconde a preocupação com as pessoas, mas não se moveu para fazer qualquer coisa.

─Vamos limpar as ruas. – Digo de modo simples. – Somos muitos aqui. Formamos dois grupos e limpamos os que estão lá fora. Depois varremos as casas e quando acabar, pensamos em como mandar os que estão nos muros embora.

─Limpar? Quer que a gente saía lá fora? – Um homem diz e me canso só de pensar no quão trabalhoso é fazer essa gente se mover.

─Ou vão lá fora limpar ou apodrecem aqui dentro e se juntam aos mortos. O que acha? A escolha é sua.

─Vamos nos dividir e fazer logo isso. – Daryl diz próximo a porta. Sei que está louco para voltar para Clarie e seus filhos.

─Não tinha que está com a Clarie? E se o bebê resolve nascer? – Morgan pergunta e vejo o rosto de Daryl se iluminar mesmo sem sorrir sinto seu orgulho e as vezes nem mesmo o reconheço.

─Ela já resolveu. Mel é o nome que Benjamin deu a irmã depois de ajudar a Clarie a traze-la ao mundo.

Morgan toca o ombro de Daryl, feliz como um avô ficaria.

─Vamos de uma vez. – Eu digo quando a porta se abre e Glenn se junta a nós.

Dividimos todos em dois grupos. É sair lá fora e derrubar um por um. Até terminar tudo. Traçamos rotas para não nos perdermos no processo.

─Nada de armas de fogo. Evitar barulhos ao máximo, não queremos que os mortos do lado de fora se agitem, que se juntem e forcem os muros.

Somos vinte adultos no momento. Homens e mulheres em dois grupos de dez. Minha família dividida, metade para cada lado para coordenar as coisas.

Sabemos como agir. Caminhar juntos. Ir derrubando todos sem esquecer de proteger quem está a seu lado. Aquilo é sempre igual, a diferença agora está no quão deteriorados eles estão.

Vamos acertando os corpos um por um eles vão caindo, vez por outra, alguém sai do alinhamento e a tensão se espalha. Glenn e Abraham estão comigo e conte-los para não gritarem com os antigos moradores de Alexandria e eu ainda nem falei sobre os sobreviventes.

O tempo vai passando, felizmente aquelas coisas estúpidas sempre caminham para nós, nunca fogem. São só corpos tolos em movimento. Fica fácil quando não é preciso caça-los.

Traçamos um pequeno mapa com o outro grupo e procuramos seguir nossa direção, a menos que algum grupo grande nos cerque o objetivo é não recuar.

Passamos em frente a casa de Jessie, não devíamos entrar nas casas, não ainda, mas a porta aberta nos chama atenção, e se estiverem presos em algum lugar sem agua ou comida? Já se passaram horas.

─Glenn. Mich. – Eu os chamo, os dois concordam. – Abe mantem o grupo junto e espera aqui fora.

Ele afirma. Na porta antes de entrar eu bato na vidraça, esperamos um momento e logo escuto os gemidos, aperto o facão, Mich arruma a espada firme. Temos sangue por todo corpo, sempre acaba espirrando.

O primeiro zumbi surge e acerto meu facão, puxo o corpo antes que caia e o solto na varanda, o segundo saía e Michonne o acerta, o terceiro é meu e entramos quando nada mais acontece.

Começamos a andar pela casa, parece fazia, sala, cozinha. Olho para o andar de cima. Subo as escadas e não encontro nada. Abro portas e as fecho em seguida. Desço em silencio.

─Não achei ninguém. Não entendo por que estavam aqui dentro. – Então a porta do armário se abre e Jessie sai de lá com Ron, os dois fracos, pálidos. Desidratados.

Eu e Glenn os apoiamos.

─Tudo bem? O que aconteceu? – Michonne corre para buscar agua, oferece a eles que bebem sedentos.

─Obrigada. – Os olhos pareciam fora de órbita. – Eles entraram, me pegaram desarmada, só consegui me fechar aqui. Sam tentou entrar, algo deu errado, ele teve que sair, Spencer estava chegando, eu os ouvi e então eles partiram e não sei o que aconteceu.

─Tudo bem. Vamos a enfermaria. Ron pode precisar de soro. – Glenn diz apoiando o menino. Jessie olha para mim preocupada. Tem sangue pelo chão. Não sei o que pode ter acontecido, mas talvez Sam tenha sido mordido, Spencer pode ter ido socorre-lo ou algo assim. É melhor descobrirmos logo de uma vez.

Desviamos do nosso objetivo principal quando seguimos todos com os dois em direção a enfermaria. Na porta com as ruas muito mais limpas Spencer nos para. Segura Jessie pelos ombros.

─Cadê o Sam?

─Jessie, ele tentou salvar você e o Ron, as coisas estavam confusas na rua, ele entrou correndo, sem um aviso, uma arma.

─O que quer me dizer Spencer, me deixa entrar. Quero ver meu filho.

─Jessie...

─Ele está morto? – Ela pergunta e sinto pena, vejo Ron se assombrar com a ideia. Um zumbi começa a caminhar vindo da lateral da casa que agora chamamos de enfermaria.

─Ainda não. Foi mordido, consegui tira-lo de lá, mas Denise não pode fazer.... – Ele não termina, ela o empurra e corre para dentro. Empurro Ron para perto de Spencer. – Estava sem saber o que fazer, Denise precisou de mim e Jessie estava segura.

─Se chama um armário sem água ou comida de segurança eu realmente não sei muito o que é perigo. Temos trabalho, cuide do garoto. – Dou as costas a Spencer. Isso agora não é problema meu. Retomamos o trabalho.

A varredura termina não por acaso em frente a casa de Daryl. Foi como combinamos. Os dois grupos se juntam depois de ter andado derrubando zumbis por todo dia.

─E então. Correu tudo bem? – Pergunto a Daryl.

─O senhor Webb está morto, Jordan também. Passamos pelos corpos. – Daryl avisa nada contente.

─Sam, filho da Jessie foi mordido.

─Vou ficar com Clarie um pouco.

─Vamos descansar todos umas horas. Depois vamos começar as varreduras nas casas.

─Uma parte deles parece ter ido embora. – Daryl aponta os muros.

─O mesmo que os trouxe pode leva-los.

─O que sabe Rick? – Daryl é perspicaz.

─Enid guardava segredos, tem uma nova cidade se construindo, o barulho os trouxe, pode estar dispersando os zumbis do mesmo jeito que os uniu.

─Merda! Merda! – Ele resmunga passando a mão na calça e está suja de sangue. Olho para mim, também estou.

─Primeiro cuidamos do nosso espaço, depois descobrimos mais sobre os vizinhos.

─Vamos Rick. – Glenn chama preocupado com Maggie. – Daryl diga a Clarie que foi bem difícil impedir Maggie de correr para cá quando soube.

─Diga a Maggie que ela se chama Mel. Só Mel. – Daryl toca o ombro de Glenn. – Nosso acordo ainda é o mesmo Glenn.

─Sim. – Glenn concorda.

─Voltamos por onde viemos refazendo o percurso. Sempre pode ter ficado qualquer coisa para trás.

Meus olhos se encontram com os de Michonne, ela está cansada, talvez eu a convença a ficar com Judy e Carl enquanto continuo meu trabalho. Acabo rindo da ideia.

─O que foi? – Ela me pergunta.

─Talvez eu diga umas bobagens as vezes. Ignore.

─Tipo?

─Tipo fica em casa cuidando das crianças enquanto faço o trabalho pesado.

─Posso gostar disso xerife. Cuidado com suas propostas.

Notas finais
Beijosssssssssss Deve ter mais uns três capitulos. Vamos começar a nos despedir dos personagens.