Resumption

32 Capitulo 32


Notas iniciais
Oiiiieeee aproveitei a hora do almoço para postar. Espero que gostem.

Pov – Clarie

Troco um olhar com Daryl sinto que para ele é mais fácil. Os dois parecem ter uma infância difícil em comum, tenho minhas dores e são pesadas e deixaram marcas profundas. Mas aconteceram quando já era adulta o bastante para lidar com elas, fui uma criança feliz. Numa casa simples, mas feliz, mesmo que meu pai não fosse o pai do ano ele era bom, depois quando nos deixou eu já tinha idade para entender e tinha uma mãe amorosa, a melhor que existiu.

Daryl e Benjamin não, os dois vem de lares desfeitos, de infância sofrida e cheia de maus tratos, não sei muito sobre nenhum dos dois, mas aos poucos ao menos Daryl vai contando, ele solta algumas considerações, sentimentos, não conta fatos, mas não é preciso para que eu ligue os pontos. Não sou tão burra quanto Ben me acusa.

Ben busca o caderno e se senta na mesinha da sala para fazer lição de casa, acho que apenas porque é ali que estamos e ele quer ficar perto, uma coisa a menos, não preciso mais me preocupar com essa coisa de ele querer ir embora.

─Acabei Clarie. – Ben se aproxima com o caderno na mão, me estende ansioso e crava os olhos em mim, só vai se mover quando eu devolver o caderno com um elogio.

Daryl faz o mesmo, fica me olhando corrigir a lição, ele quase nunca erra, quase nunca tem dificuldade para aprender, raramente precisa de mais do que uma explicação.

─Não errou nenhum! – Ele estufa o peito. – Parabéns Benjamin, ficou ótimo.

─Você esqueceu de me chamar de Ben.

─Puxa é mesmo, Ben é muito melhor. Agora pode fazer o que quiser. – Que não é muito, normalmente não tem nada para ser feito. Só o vídeo game e lições, um livro às vezes. – Vou pedir a Deanna um livro para você, ela tem uma estante cheia, deve ter algum para sua idade. – Seus olhos se arregalam um pouco, é como um pequeno susto. – Que é dezesseis anos.

Ele não fica feliz, sinto uma leve angustia. Não sei mais o que fazer, só queria abraça-lo dizer que prefiro que seja só um menininho, mas ele teria outra crise e então deixo a coisa toda morrer.

Felizmente a porta se abre e Carl entra se atrapalhando todo com o carrinho de Judy, ela quase não pode ser vista debaixo de todas aquelas cobertas.

─Que frio horrível! – Ele reclama enquanto Daryl caça Judy no meio das cobertas. – Vim ficar aqui um pouco, vamos jogar Benjamin?

─Vamos. – Mas seu olhar está em Daryl com Judith no colo, ela encosta a mão em seu nariz, ri para ele.

─Tem uma mamadeira aí Daryl, pode dar para ela se quiser, você é bom nisso.

─Com fome Bravinha! – Só Daryl a chama assim, mas a verdade é que ela já reconhece como sendo ela, sempre olha em busca dele quando escuta.

─Vamos? – Carl se ajeita no chão sobre o tapete de pelos. Relutante Ben pega os controles e liga o jogo, Daryl dava a mamadeira para Judy e conversava bobagens com ela. Benjamin se dividia entre tentar jogar e encarar Daryl e penso se isso não o deixa inseguro.

Sobre isso Daryl não sabe nada, não entende de gente brigando por ele, de ser amado e disputado.

─Estava sempre com a Enid, cadê ela Carl? Sabe que ela é bem-vinda. – Eu aviso e ele dá de ombros.

─Às vezes ela fica meio esquisita e eu só.... Sei lá, não estou afim de pensar nela hoje.

─Acho que ainda não vai ter uma cunhada Bravinha! – Daryl brinca. – E seu pai Carl?

─Se arrumando para ir ficar na torre. – Ele resmunga qualquer coisa sobre o jogo. – Me mandou fazer setenta coisas diferentes tudo ao mesmo tempo, não me dá uma folga.

─É horrível ter pai. Ainda bem que não tenho mais. – Benjamin solta distraído, eu e Daryl nos olhamos, talvez não seja só o apocalipse que o traumatizou, pode ter começado antes.

─Não, o meu é legal, é só como todos os pais. – Carl comentar voltando a se concentrar no jogo.

Benjamin bem que tenta, mas não consegue tirar os olhos de Judith. Daryl está distraído com ela, ficar em casa, sem ter muito o que fazer não é algo que o agrade muito e ele não esconde isso. Então ter Judy ali para ele brincar sempre o distrai.

─O Morgan me ensinou umas coisas também Clarie. – Carl me comunica. – Gostei de aprender.

─Ele é bom.

─É, tomei coragem e pedi, achei que ouviria um não, afinal eu atirei nele uma vez.

─Nossa eu me lembro! – Daryl comenta. – Aquelas armas salvaram nossas vidas.

─Foi, mas... – Carl larga o jogo, se vira para nós. – Daryl eu fico pensando que talvez se tivéssemos ido embora Hershel e Beth...

─Não temos como saber Carl, não adianta pensar muito nisso.

─Eu sei. Por um tempo ajudamos muita gente.

Ele volta a se concentrar no jogo, se não fosse a história que viveram talvez eu ainda estivesse no Grady, me encosto em Daryl e ele me beija. Acabo não resistindo a tirar Judy dele, depois nos distraímos com ela e os dois jogam mais um tempo. Quando começava a anoitecer Carl vai embora com a irmã.

─A Judith não sabe fazer nada. – Ben me avisa nada contente. – Só fica mordendo as coisas.

─Mas ela tem um sorriso lindo! Adoro sorriso! – Eu comento, quem sabe um dia ele me dê um sorriso.

─Essa poltrona pode ser minha? – Estranho a pergunta.

─Pode, você sempre fica nela, acho que ela é sua. Vou colocar a mesa do jantar. Eu já chamo vocês.

Não demora e Ben está dormindo na sua poltrona e ficamos sorrindo feito dois idiotas, mas quero muito saber o que afinal aconteceu e Daryl carrega Benjamin para cama.

Ele fingi dormir, aperta os olhos e troco um olhar com Daryl, então eu o cubro e dou um beijo em Ben, ele não pode reagir porque finge dormir e aproveito para um carinho em seus cabelos.

Depois saímos deixando a porta aberta. No nosso quarto fechamos, visto minha camisola e adoro estar deitada nos braços de Daryl depois do susto que foi a reação de Ben.

─Como ele virou Ben?

─Eu apenas o chamei assim, disse que preferia e ele gostou da ideia. Eu queria traze-lo para mais perto, criar algum laço, algo que nos tornasse mais próximos.

─Foi boa ideia. Ele demorou para se acalmar?

─Clarie. Ele tem oito anos. – Ergo a cabeça para olhar para ele. – Eu sei, muito pequeno. – As coisas todas mudam de lugar para mim, oito anos é assustador, meus olhos ficam logo cheios de lágrimas.

─Daryl não podemos apenas esperar ele se acostumar, a gente precisa... É tão pequeno, quero cuidar dele.

─Você faz isso, ensina ele a ler e escrever, alimenta e cuidou todos esses dias em que ele ficou doente. – Sinto um nó na garganta, penso mais uma vez no monstro que o feriou e a tristeza se mistura a raiva.

─Fica pensando o que acontece dentro dele? O medo que sente. Pensa Daryl, essa coisa de febre toda hora.

─Isso não é medo. – Ele me diz secando minhas lágrimas e me puxando para seus braços mais uma vez. – Benjamin quer carinho, quando pede para ver se está com febre está pedindo por um afago. Acho que ele descobriu um jeito de conseguir isso, nem sei se algum dia ele teve isso. Mas ele ficou lá fora comigo, se encostou em mim e aceitou carinho enquanto chorava, disse que gostamos de garotinhos de oito anos e que cuidaríamos de um se encontrássemos, agora ele sabe que ter oito anos não é problema, vamos ver quando ele vai confiar o bastante para contar, ao menos ele não quer mais ir embora e logo vai se abrir, até lá vamos aos poucos, medindo sua febre.

─Vou passar o dia medindo a febre dele agora.

─E eu? – Daryl brinca.

─Quer que veja se está com febre? – Brinco tocando sua testa, ele puxa minha mão e beija. Me sinto mais confiante, se ele aceitou o carinho de Daryl logo vai aceitar todo o resto.

─Você é a causadora da minha febre. – Rimos da brincadeira.

─Vamos ver qual é a dessa cama, você me deixa com febre, estamos indo bem senhor Dixon.

─Um cafajeste profissional! – Ele me beija. – Temos que ir numa busca por suprimentos amanhã Clarie, eu disse que nós dois íamos. Não posso não ir com tudo que está acontecendo e sei que se ficar vai ficar magoada, então Ben terá que aceitar.

─Vai ser bom, um novo e talvez último teste. Quem sabe a Carol fica com ele?

─Não. – Ele me diz firme. – Ela não, eu não confio mais nela e ele precisa de alguém paciente e firme, não só firme. O Glenn disse que a Maggie não vai, ela não é sua irmã? Peça a ela.

─Boa ideia. Ele já conhece um pouco ela. Vai comigo as vezes lá.

─Maggie aceita bem que o Glenn vá sem ela. – Ele me diz.

─Não sou a Maggie, não consigo ser como ela, independente.

─Esquece, nós vamos num bom grupo e vamos deixar um bom de proteção aqui. Eu decidi ir porque essa história de lobos está me martirizando, eu não confio em mais nada lá fora.

─Eu sei. E se ele tiver um daqueles ataques com a Maggie?

─Não vai ter, acho que vai ser mal educado, mas isso de crises ele só faz com a gente, porque quer atenção. – Ele me diz firme e acredito, porque ele conhece Ben. – Clarie nós não vamos perder. Se lembra?

Abro um sorriso, sim, eu me lembro é nossa promessa, nós não vamos perder e Benjamin agora é parte do nós, então não vamos perde-lo.

─Está certo.

─Estou e acho que estou com febre, muita febre, vou virar um zumbi e atacar aquelas pobres crianças! – Ele brinca e temos um acesso de riso, foi o melhor da semana, beijo Daryl entre risos. – Sem rir Clarie, isso é sério.

─Quer saber qual é a dessa cama? – Brinco e ele concorda. Mordo o lábio querendo conter o riso, os olhos de Daryl brilham.

─Essa sua mordidinha... – Ele me beija, de um jeito intenso e então tudo fica vivo dentro de mim.

Pela manhã eu e Daryl esperamos Benjamin tomar café, ele continua com o mesmo apetite de quem cresce e fica forte a olhos vistos.

─Ben. – Daryl começa quando ele termina de comer. – Sabe que algumas coisas que a gente tem aqui são de lá de fora, não é? – Benjamin afirma prestando atenção. – Que precisamos ir buscar coisas para comer, para higiene e segurança, entende isso?

─Sim.

─Você precisa de mais roupas quentes, quem sabe uma bota, tênis não é o bastante para o inverno. E comida.

─Tem a horta e aqueles animais que criam. – Ele diz nervoso, torcendo os dedos e quero abraçar Benjamin perguntar porque está com medo.

─Não é bastante.

─Eu como menos.

─Claro que não, está crescendo, precisa comer bem.

─Não quero ir de novo lá fora. – Ele começa a chorar.

─Você? Não, eu e a Clarie, você fica aqui. Eu sei que não é nenhum garotinho, mas eu acho que não dá para você ir lá fora, preciso que fique na casa da Maggie. Pode fazer isso? – O modo firme e gentil de Daryl com ele sempre me impressionam.

─Quanto tempo?

─Durante o dia, só durante o dia.

─E depois eu volto para cá, porque não estamos mais contando os dias?

─Isso. Assim que chegar vamos te buscar. Pode fazer isso? – Ele afirma.

─Não vou lá fora?

─De jeito nenhum. – Eu digo e ele concorda. – Eu vou te levar, mas deixei umas lições para fazer lá, não pode ficar o dia todo sem estudar.

Ele fica de pé, abraça o caderno e caminhamos os três para a rua. Daryl acena indo ao encontro do grupo enquanto sigo com Benjamin até Maggie.

─Vai com eles? – Ela me sorri.

─Sim. O Benjamin vai ficar com você, ele pode?

─Claro. Estou dando uma olhada nuns documentos, assistindo uns vídeos que a Deanna me pediu, ele pode ficar, claro que sim.

Eu e Maggie nos abraçamos.

─Clarie eu estou com febre.

Faço carinho em Benjamin, não finjo medir febre, ele é um bebê, precisa de mim e não vou jogar com ele. Me abaixo para olhar em seus olhos.

─Vai dormir na sua poltrona, depois o Daryl vai te colocar na cama, não precisa se preocupar. Faça toda a lição e não seja mal educado com a Maggie. Ela sabe muitos palavrões e vai ganhar de você se começar.

─E se ficar de noite e chegar cansada e me esquecer.

─O Daryl não esquece e nem eu.

─E se um zumbi devorar você? – Quanto otimismo, eu penso sorrindo.

─Tenho minha lança, não vai acontecer e o Daryl voltaria para te buscar. Agora tenho mesmo que ir.

Eu o abraço, ele não recusa, não corresponde também. Fica imóvel. Depois beijo sua testa e o deixo com os olhos marejados.

Encontro Morgan no portão no meio das pessoas reunidas, ele me abraça.

─Vou ficar só por causa do seu garotinho, então não esquece tudo que te ensinei.

─Vai lá dar uma olhada nele de vez em quando. – Abraço mais uma vez Morgan e fico feliz de saber que Daryl não tem mais ciúme.

Subo na moto, Daryl sorri de um jeito triste, não se despediu de Benjamin, não o acompanhou até Maggie e sei que é porque não pode, assim como uma vez me deixou dormindo. Daryl não sabe se despedir.

Ganhamos a estrada com destino certo. Um pequeno centro comercial há três horas de Alexandria.

Não paramos nenhuma vez durante todo o caminho, ao chegar a pequena zona comercial de beira de estrada paramos. Abraham está conosco, gosto de como ele é determinado, ele, Daryl e Glenn coordenam o grupo e me sinto segura.

─Não vamos nos dividir. Abe fica aqui, avisa e protege o perímetro. – Daryl determina. São apenas meia dúzia de lojas, duas estão com as portas arrebentadas.

─Tem chance de ter muita coisa aqui. É meio afastado da rodovia. – Glenn lembra a todos. – Nada de disparar a menos que não tenha escolha.

─Sua lança e fica comigo. – Daryl me diz, afirmo, decido manter o máximo de concentração que puder, é como uma prova de fogo para mim, ele não pode duvidar da minha força.

As coisas são lentas, vamos caminhando pela rua, dois zumbis vêm em nossa direção. Michonne pega os dois como se brincasse num parque e sei que nunca vou ser como ela.

Daryl bate numa porta de ferro, o barulho se espalha fazendo eco. Esperamos, não vem nada de ruído de lá de dentro e Glenn corta a corrente da porta. Afastamos quando ele puxa a porta e não sai nada de lá. Então entramos. Vou caminhando ao lado de Daryl, tem coisas caídas pelo chão. Um zumbi preso a uma estante caída, uma arma a seu lado e uma mochila nas costas.

─Daryl... – Ele afirma, sei que não preciso, mas não quero deixa-lo assim. Acerto sua testa. Continuamos. Alguém assobia baixo e seguimos ao encontro do som. Glenn olha para uma pilha de caixas.

─Enlatados. Todas as caixas. Melhor levarmos. – Enquanto eles carregam eu e Michonne ficamos como segurança. Lá fora ainda está tudo calmo, embora Abraham já tinha derrubado três zumbis pelo caminho.

Duas viagens bastam para tirar tudo que interessa naquele lugar. Ao lado uma loja de roupas. Daryl me ajuda a passar pelo vidro quebrado e caminhamos por entre as prateleiras recolho algumas coisas, a maioria para Ben ele vai precisar e gostar. Deixamos a loja com o grupo reunido em frente a porta ao lado.

Glenn é quem bate dessa vez e fica de novo tudo silencioso, ele troca um olhar com Daryl que afirma. Então Glenn dá um passo para abrir com sua ferramenta, seguro seu braço.

Daryl e Glenn me olham sem entender.

─Ouviu alguma coisa? – Glenn me pergunta e nego.

─Não, o cadeado. ─ Eu aviso eles olham para a porta com a corrente pendurada.

─Clarie não tem cadeado! – Glenn diz confuso.

─Exato. O cadeado está pelo lado de dentro, alguém se trancou ai, pode não estar morto, pode ser mais de uma pessoa. E se for o abrigo de um grupo e formos recebidos a tiros?

Os dois se encaram, concordam e fico grata por ter prestado atenção nesse detalhe.

─Mich e Clarie vem comigo, fica com o resto, vou dar a volta e ver se vejo algo.

Ele toca meu ombro e vamos caminhando pela lateral, tem uma janela e olhamos, não dá para ver nada.

Na segunda janela penso ver uma luz de lanterna, me abaixo, Daryl passa por mim e vai para janela seguinte.

─Tem pelo menos três pessoas. – Ele sussurra e seguimos mais um pouco em direção aos fundos. Sempre encostados na parede até próximo a saída dos fundos Daryl se dobra um pouco para olhar, a porta de traz se abre, não vejo porque estou atrás de Daryl, mas escuto.

─O que está vendo? – Michonne sussurra, então ele ergue a besta e aparece para as pessoas.

─Parados! – Michonne aparece logo depois de Daryl e quando faço o mesmo vejo um vulto voltado pela outra lateral. Vão dar de cara com o grupo de Glenn.

Corremos pelo mesmo caminho que eles para impedir que fugissem. Nem sei porque queremos cercar estranhos, mas sigo Daryl e Mich. Sou a última a chegar e o cenário não é o que eu esperava, todos lutavam contra zumbis.

Um grupo deles vindos de sei lá onde que todos combatiam e de costas para Daryl faço o mesmo. Escuto um grito, quando olho um homem levava uma mordida no braço.

─John! – Uma mulher grita, uma garota se abaixa atrás de um carro, dois zumbis a cercam.

─Daryl! – Ele me vê seguindo para lá e me ajuda limpando meu caminho, acerto um zumbi o outro estava próximo dela que grita e eu a puxo enquanto minha lança atravessa o crânio da morte.

─Para os carros! Vamos! Eles estão vindo de todos os lados. – Daryl pede, sua atenção está toda em me manter segura e isso sim me dá medo, ele apenas não se importa em se arriscar, desde que nada me toque.

─Vamos! Vão nos encurralar. – Glenn pede e vamos apenas limpando nosso caminho, então chegamos aos carros, tem um zumbi próximo a moto. Daryl acerta a besta com tanta força que a cabeça explode naquele espetáculo de sangue e massa cefálica.

Subo na moto logo depois dele e ainda vejo o último grupo batendo a porta de um dos carros.

Daryl ganha a estrada, dirige uma hora e então para, os carros o imitam parando numa pequena fila.

─O que foi? – Pergunto saltando.

─Vamos ver quem são essas pessoas. – Ele diz caminhando para as pessoas que encontramos, a menina que ajudei, uma mulher e um rapaz.

─Quem são vocês? – Daryl não deixa espaço para mentiras, seu tom é tão firme e duro que nem lembra o homem paciente que acalma Benjamin.

─Sou Denise Cloyd, essa é minha filha Amber e este é Spencer.

─De onde vocês vêm?

─De uma comunidade que caiu. Ficamos lá por oito meses, há um mês ela foi invadida por zumbis, uma horda, só pudemos fugir, éramos cinco pessoas, Grace morreu na estrada, o John hoje.

Denise diz de modo firme, Glenn, Abe e Daryl se olham.

─Sou médica. – Denise diz e isso ajuda ela sabe o quanto um médico é valioso. – Spencer é geólogo.

─Temos um lugar. – Glenn conta a eles. – Podem vir conosco, aceitamos pessoas. – Glenn é mais como eu, acredita em todos, tem um coração tão grande e esperançoso que jamais abriria mão de pessoas.

─Nós vamos. Amber tem quinze anos, ela precisa de um lugar. O desespero do pequeno grupo os faz arriscar, fizemos o mesmo, partimos numa viagem no escuro apenas confiando em Aaron, é isso ou a morte certa nas ruas, é só uma questão de tempo.

─Estávamos mesmo no limite. – Spencer diz sério. – Mas podem contar conosco.

─Tudo bem, mas preciso que entreguem as armas. – Abe pede, nenhum deles se recusa, entregam as armas meio preocupados.

─É só até termos certeza, garantimos a segurança de vocês. – Daryl promete.

─Já fizeram isso afinal. – Amber me diz sorrindo. – Obrigada. – Sorrio de volta.

─Vem Clarie. – Daryl me chama quando um zumbi saia da floresta. Pegamos a estrada de novo, fico aliviada que agora estávamos indo para casa, me encosto em suas costas. Penso em Benjamin e rezo para ter se comportado.

Notas finais
Obrigada! No próximo um Pov do Benjamin para saber como ele e a Maggie se comportaram. Beijosssssssssss