Resumption
16 Capitulo 16
Notas iniciais
Pov – Clarie
Desisto da cama quando o dia amanhece, me sento depois de ter passado a noite me virando de um lado para o outro, ergo o braço para alisar os cabelos, uma dor insuportável me faz gemer.
Seguro o braço esquerdo com a mão direita, me ergo em direção ao espelho da suíte, é muito estranho que estejamos todos vivendo nessas casas elegantes, acho que nenhum de nós poderia no passado pagar por tanto conforto.
Conforto no meio do apocalipse é uma palavra estranha, quase incomum. Paro diante do espelho, tomo um susto quando encaro minha figura, o rosto está muito vermelho, próximo ao olho tem uma leve mancha roxa, um pequeno inchaço, fecho os olhos, envergonhada.
Não que fosse a primeira vez que me via ferida, aconteceu tantas vezes no Grady, mas lá era diferente, ninguém se importava, não havia olhares sobre mim, perguntas, éramos todos escravos e apenas isso, iguais em nossa dor.
Em Alexandria somos livres, o grupo é livre, se protege, não aceita isso, não encara uma mulher ferida como consequência, abro os olhos tomando coragem de encarar o ombro, mordo o lábio de dor quando com dificuldade tiro a blusa.
O ombro e uma parte das costas está com um hematoma, a pele tem uma mistura feia de cores, do quase azul ao roxo. Tocar o local causa dor, fecho os olhos mais uma vez, com dificuldade retiro a roupa, tomo banho e me visto.
Então encaro o espelho mais uma vez, não quero sair desse quarto, enfrentar as pessoas, não quero que me vejam assim, suspiro sem saber o que fazer. Uma leve batida na porta me desperta, antes mesmo de responder escuto a maçaneta girar, saio do banheiro quando Maggie entrava, ela me lança um sorriso triste e condescendente.
─Sei o que aconteceu, ontem conversei um pouco com o Rick, pedi a ele que por enquanto não falasse nada para Deanna, vem saber se você se importa, Aiden está morto. – Ela se senta na cama ao meu lado, passa os cabelos por traz das orelhas, segura minhas duas mãos entre as suas. – Todos perdemos tanto, pensei que ela podia guardar uma boa imagem do filho. Não muda nada agora.
─Está tudo bem Maggie, eu não me importo, não mesmo, Deanna não me fez nada, acho que ela é omissa, mas quanto a mim nada mais pode ser feito.
─Pode sim! – Maggie toca meu rosto. – Vamos passar um pó para esconder esses ferimentos, assim pode andar por ai sem se sentir tão desconfortável.
─Seria perfeito! – Digo aliviada.
─Não Clarie. – Maggie volta a segurar minhas mãos. – Perfeito seria não ter que fazer isso, mas agora sabemos que acabou. Vem comigo.
Vamos até o quarto que ela divide com Glenn, ela me faz sentar diante do espelho.
─Alguém que viveu aqui adorava essas coisas. – Ela me mostra muitos produtos de beleza, remexe entre ele, analisa meu tom de pele e por fim faz sua escolha. – Alguns nem venceram ainda, é estranho não é?
Com todo cuidado ela passa uma base em meu rosto, depois acerta um pouco com pó, analisa o resultado e sorri.
─Está muito bom. O que acha? – Olho meu rosto, afirmo tentando sorrir, nem parece que me feri, mas aquilo ainda vai levar uns dias para sumir. – Leve isso com você, para usar até isso sumir.
─Obrigada Maggie.
─Tolice. – Fico de pé. – Assim que deanna se recuperar um pouco vamos falar sobre um trabalho para você, vai se adaptar, tenho certeza, e o Daryl não vai demorar a voltar.
─Ele partiu sem se despedir. Acho que ele não se importa muito comigo.
─Acho que está errada, pediu ao Rick para ficar de olho em você, e para mim e Carol, se cercou de todos os lados. – Seus olhos ficam tristes. – Mesmo assim... Desculpe.
─Não é culpa sua Maggie, de jeito nenhum, nem do Rick ou da Carol, eu não contei o que estava acontecendo, fui fraca e covarde, a culpa é minha.
─Vamos tentar esquecer isso, o verdadeiro culpado está morto e enterrado.
Uma gritaria nos chama atenção, nos olhamos assustadas, Maggie é a primeira a correr escada a baixo, eu a sigo um tanto assustada. Fico surpresa quando assisto Rick trocando golpes com Pete no meio da rua, as pessoas pedindo que se afastassem, Jessie tenta e Pete a acerta, então Rick aponta a arma para Deanna.
Está furioso, fico imóvel, não sei o que fazer, ele fala sobre como todos eles são fracos, seu rosto está cheio de sangue, a arma erguida, mas é Rick e sei que não vai fazer nada. Michonne se aproxima, da um golpe em sua nuca e o apaga.
Uma confusão de coisas acontece, Rick é levado para uma casa, Pete para outra, Rosita cuida de seus ferimentos, eu a ajudo com ele meio zonzo ainda, Michonne fica com ele e o deixamos dormir.
Carl vai ver o pai e fico cuidando de Judy, o dia todo, a noite toda e a manhã seguinte enquanto escuto conversar sobre o que fazer, a comunidade querendo se reunir em um conselho para decidir o destino de Rick.
Sinto medo e nunca quis tanto Daryl de volta como agora, enquanto tento manter Judith tranquila sem a presença do pai. Carl está preocupado, sinto que ele tem medo.
─Vai ficar tudo bem Carl.
─Meu pai tem que cuidar dessas pessoas Clarie, eles não sabem, eles nem desconfiam, vão morrer todos, não conhecem as pessoas más. Os canibais que nos atacaram, as pessoas como as que você enfrentou no Grady.
─Não enfrentei. – Respondo envergonhada.
─Ainda não podia, mas agora sabe, agora entende o mal, reconhece, eles não, meu pai só estava tentando alerta-los.
─Vai ficar tudo bem.
─Obrigado por me ajudar com ele. – Ele me aponta a irmã, sentada em meu colo. Está todo mundo confuso, cheio de problemas, meu pai teve aquele surto, Tara está apagada ainda. Tanta coisa.
─Queria que o Daryl voltasse.
─Ele vai voltar. – Carl me diz sorrindo.
─Você é muito confiante.
─Se estamos falando do Daryl sou mesmo.
─Vai ficar bem aqui sozinho com a Judy na hora da assembleia? Maggie pediu para que eu fosse.
─Sim, é bom que toda nossa família esteja lá.
─Então eu vou indo. – Entrego Judy ao irmão, beijo seus cabelos, depois caminho para porta. Antes de seguir para a reunião passo em nossa casa, retoco a maquiagem, faço isso com muita dificuldade, ainda não consigo erguer o braço, claro que não contei a ninguém, já sentem pena o bastante, não preciso de mais isso.
Rick não chega a tempo, o padre Gabriel não aparece, nem Glenn, Sasha, fico assustada, não sei o que isso significa, talvez estejam dispersos demais, sempre foram tão unidos. Só quero Daryl ali, me encolho ao lado de Eric, ele me sorri.
─Nem uma visita, o que andou acontecendo Clarie? Além dessa confusão toda com o Rick?
─Nada. – Desvio meus olhos, ele não insiste, Deanna se recusa a esperar mais e começa seu discurso, depois Carol fala em seguida Maggie, Abe, todos em defesa de Rick, sei que devo isso a ele, a todos eles, junto minha coragem para me erguer, não olho para ninguém em especial, fixo meus olhos no fogo no centro do conselho.
─Diga Clarie. – Eric incentiva.
─Rick me salvou, ele não tinha nada, nem mesmo abrigo para os filhos, eu era indefesa, nunca pude se quer conseguir meu próprio alimento, mas Rick e todos eles me receberam. Não bastava tudo que passavam arrumaram mais alguém para proteger e alimentar, nenhum deles nunca reclamou. Eles são como uma família e eu venho lutando para me sentir parte dela porque isso me mantem viva, eles sabem o que fazer, como fazer, esse lugar é um conto de fadas e contos de fadas não existem, quando o pior acontecer será bom terem gente como eles por perto, será bom se sentirem parte da família.
─Obrigado Clarie. – Carol diz com um leve sorriso, ela muda um pouco na frente deles, sei que é uma estratégia e não a condeno.
Deanna conta sobre padre Gabe e sinto que ele traiu Rick, mais do que isso traiu todos que o protegeram e mantiveram vivo até ali.
Só então Rick surge, traz com ele um zumbi, está coberto de sangue, assusta a todos, deixa os moradores de Alexandria chocados com suas palavras.
─Estava pensando quantos de vocês eu teria que matar, para mantê-los vivos, mas não vou fazer isso, vocês vão aprender. – Rick não está fora de si como parecem acreditar as pessoas de Alexandria, ele está completamente consciente, nunca esteve tão certo. Mesmo assim sinto medo, se Daryl estivesse aqui, então ficaria confiante.
Pete invade a reunião, num ataque de fúria desproporcional, num movimento impensado ou apenas num reflexo de seu ódio acerta a garganta de Reg, vejo o sangue jogar, Deanna chora com o marido morto nos braços, mal me mantenho de pé diante daquele momento trágico.
─Rick! Atire. – Ela pede e sem pensar Rick aponta sua pistola, fecho meus olhos, não quero ver acontecer, escuto o disparo. Pete foi executado e não sei o que pensar sobre isso, apenas me sinto fraca e mais uma vez inadequada.
Pov – Daryl
Dirigimos o dia todo, eu na frente abrindo caminho com a moto, Aaron sempre próximo, paramos no meio da tarde e caminhamos pela floresta, vejo vestígios de alguém, não são os zumbis, então decidimos continuar andando.
No caminho um corpo dilacerado, esquartejado, o troco faltando, aquilo é terrível, não foi a muito tempo. Aviso a Aaron e ficamos atentos, seguimos os rastros e o que vejo poderia me embrulhar o estômago se não tivesse passado uma vida aqui fora.
Um corpo de mulher está amarrado a uma arvore, nua, os cabelos loiros cobrem o rosto, a barriga está aberta.
─Foi agora? – Aaron pergunta e para ele aquilo parece mais assustador. – Se alimentaram dela.
Afirmo, foi exatamente isso, não parece com os métodos dos canibais de términos, não foi a mesma motivação, ergo a cabeça para olhar o rosto, os olhos se abrem os gemidos saem de sua garganta, sinto pena, imagino o que passou.
Penso em Clarie, na sua fragilidade, um arrepio percorre meu corpo e acerto aquela cabeça, depois perdemos o rastro de quem quer que tenha estado ali e apenas seguimos em frente.
─Pensou nela? – Aaron me pergunta enquanto tento me concentrar no terreno e suas pistas. – Em Clarie, quando viu aquele corpo pensou em Clarie não foi?
Dou de ombros, gosto de Aaron, não é pessoal, apenas não sei falar de mim, não sei me abrir.
─Ela é especial, dá para sentir, conserva ainda muita doçura, sinto que nunca vai perder isso.
─Ela é delicada. – Eu digo sem querer ir muito longe com a conversa.
─Mas é forte também. – Aaron vai falando com calma, sempre estudando até onde pode ir comigo. – Não teria sobrevivido a tudo que já passou. É pior do que os zumbis.
Olho para ele, não gosto de pensar sobre isso, ela nunca fala com ninguém sobre essas coisas, como ele sabe?
─Ela contou a você? Ao Eric?
─Acho que ela não diria a ninguém. Eu trabalhei muito tempo com serviços sociais, em meio a refugiados, acho que conheço um pouco as pessoas.
─Se ela não fala disso então devíamos apenas esquecer. – Não gosto que conversem sobre Clarie assim, sobre coisas que a machucam, que de algum modo me machucam também.
─Ela não pode esquecer, você sabe como é, ter um trauma, algo que te marca, não esquece, é preciso lidar com isso. Os dois deviam fazer isso. Pode ajuda-la.
─Perdemos o rastro, vamos voltar. – Mudo o assunto, não quero que ele fale sobre quem eu sou ou era, definitivamente ainda não estou pronto, sei bem como é tentar me libertar, a vida sempre vem te dar uma rasteira.
Guio a moto por mais um tempo, quando paramos anoitecia mais uma vez, o tempo todo penso em Clarie, se está bem, se consegue dormir, se está na cama que dividimos.
A imagem dela adormecida invade minha mente, Aaron me observa caminhar em busca de zumbis.
─Vai ficar com ela quando voltamos?
─Me convidou para brincar de analista? – Aaron ri, ele nunca parece perder a diplomacia, quase posso vê-lo no meio daqueles políticos todos.
─Não, desculpe, estamos só conversando, eu e Eric conversávamos muito.
─Sei. – Acerto uma flecha na cabeça de um zumbi.
─Estou achando que tem muitos deles por aqui, será que tem gente por perto?
─Sim! – Aponto um ponto luminoso no meio da escuridão, Aaron observa, só nos resta aproximar um pouco.
Amanhecia quando conseguimos chegar razoavelmente perto um homem caminhava com um poncho vermelho, vamos seguindo seus passos de perto, Aaron com sua geringonça tentando ouvir qualquer coisa.
─O que ele está fazendo?
─O filho da puta sabe sabe afastar os mosquitos, aquilo é alho poró silvestre.
Não é um completo idiota, além disso ainda está vivo, isso já quer dizer alguma coisa, vamos tentando segui-lo, acabamos perdendo o homem de vista, numa pequena cidade.
Ali não é possível seguir rastros, não gosto de desistir, deixei Clarie mesmo diante de todos os seus pedidos, estou fora há dois dias, pretendia ficar menos tempo, mas ainda estou aqui e quero que valha a pena.
Aaron e eu paramos diante de um estacionamento onde contêineres de alimentos pareciam estacionados, ele quer entrar, não foi para isso que viemos.
─Estamos a oitenta quilômetros Daryl, tentamos, perdemos o cara, chegarmos com todo esse alimento não vai nem de longe parecer uma viagem perdida.
Se é o que ele quer, pode ser, acho que é mesmo hora de voltar, não quero passar mais uma noite fora, não quero que Clarie pense que estou morto.
Matamos os zumbis pela cerca, me lembra a prisão, foi um tempo bom, a voz suave de Clarie dizendo que teria gostado de viver lá me vem a mente. Isso já começa a parecer um tipo de maldição, tudo me faz pensar nela.
Vamos caminhando até os contêineres, seria mesmo bom levar um daqueles cheios, algo não parece bem, verifico tudo a minha volta, mas definitivamente algo não parece bem, Aaron não parece estranhar, pega uma placa para sua coleção e não me dou ao trabalho de achar aquilo ridículo no meio do fim do mundo.
Ergo uma das portas e zumbis surgem, o mecanismo abre todas as outras e zumbis vem de todos os lados, tentamos correr, em qualquer direção eles vão nos cercando, acabamos de baixo de um dos contêineres, puxo uma corrente, zumbis começam a se contorcer abaixados tentando nos alcançar, todos com o mesmo W na testa, o que quer que seja aquilo é perigoso e não está brincando.
Com a corrente esticada acerto três cabeças assim que saímos dali, ajudo Aaron a se livrar de um zumbi, depois corremos e acabamos os dois presos dentro de um carro completamente cercados.
Talvez me atrase um pouco, só consigo mesmo pensar que se Clarie estivesse aqui eu teria morrido, ela não estava mesmo pronta para enfrentar algo assim e eu não poderia protege-la como devia.
─Acha que o vidro vai segura-los?
─Acho que sim, logo algo os distrai e eles se afastam, precisamos fechar os vidros, podemos tirar o tecido dos bancos. Aaron puxa um pedaço de papel.
─Armadilha, pessoas más a caminho. – Ele diz e nos olhamos, então não se pode esperar, o carro está todo cercado, não sei mesmo ficar ali. Acendo um cigarro.
─Eu vou, vou afasta-los e você tenta chegar até a cerca. – Não é bondade, não acho que ele mereça mais, apenas faço o que tem que ser feito, não é a primeira vez, talvez eu consiga, talvez não, mas sempre foi assim, um dia aconteceria de qualquer modo. Só sinto não poder ver Clarie mais uma vez.
A ideia de sair sem me despedir agora parece bem ridícula.
─Diga a Clarie... Não diz nada, isso é tolice.
─Vamos sair daqui juntos, eu o trouxe aqui, a culpa é minha, vamos fazer isso juntos.
─Certo! – Não estou com medo, é muito confuso, me sinto melhor ali, cercado de zumbis do que nas ruas arborizadas de Alexandria, a ideia me faz rir, Aaron que saber, divido com ele.
─Você tentou. – Ele diz olhando os zumbis. ─E vai continuar tentando porque agora tem a Clarie. Então vamos juntos.
─No três. Um. Dois... – Uma cabeça é esmagada de encontro ao vidro do lado de Aaron, não perdemos tempo pensando em quem está nos ajudando, se está nos ajudando, apenas aproveitamos a deixa para sair e lutar, um homem com um bastão nos ajuda derrubando zumbis, dá para ver que é bom.
Juntos e nos ajudando conseguimos sair e fechar o portão, depois das apresentações onde fico sabendo que se chama Morgan, Aaron o convida para seguir conosco.
Morgan diz que tem um caminho a seguir, está perdido e pede ajuda, me estende um mapa, nele o nome de Rick, eu o encaro. O que aquele homem quer com Rick? É ele que está buscando?
─Quer ir para DC? Porque? Está buscando essa pessoa?
─Sim. Procuro por Rick Grimes. – Troco um olhar com Aaron, uma vez já caminhei em busca de Rick, mas Joe queria mata-lo, eu não sabia, podia ter feito algo, quase acabamos mortos por isso, nunca vou me esquecer daquele momento.
─O que o cara te fez? É uma vingança? Sabemos como tem gente ruim por ai.
─Não. Eu salvei Rick uma vez, depois nos encontramos mais uma vez e então de algum modo foi ele quem me salvou. Dei armar a ele e ao filho, para enfrentar um inimigo, eu não andava bem naquela época, ele me convidou para seguir com ele, não fui, achei que nunca mais o veria e então muito tempo depois encontrei essa pista.
─Uma boa história Aaron diz sem acreditar muito, mas eu sei do que se trata, me lembro de Rick falar sobre Morgan e seus dois encontros com ele.
─Uma história verdadeira. – Aviso e os dois me olham. – Rick está vivo Morgan, Carl também, eles vivem em Alexandria, venha conosco, ele vai gostar de vê-lo.
Morgan fica surpreso. Eu não poderia saber sobre Carl se não os conhecesse, mesmo assim ele fica inseguro.
─Michonne, a mulher negra com a Katana, ela estava com Rick no segundo encontro, ela também está lá.
Morgan sorri, o sorriso se amplia com a ideia.
─Melhor irmos de uma vez antes que os caras cheguem. – Morgan convida e deixamos aquele lugar.
Não conversamos muito durante a volta, eu sigo de moto e Morgan vai com Aaron, talvez contando como encontrou aquele mapa, não faço ideia do que é aquilo.
Era noite quando chegamos, logo no portão somos avisados que zumbis entraram, que um conselho está acontecendo e mesmo sem ter ideia do que está acontecendo apresso o passo, preciso ver Clarie, ter certeza que está bem.
O que assisto é um Rick coberto de sangue mais uma vez, com a arma em punho um segundo antes de disparar na cabeça de Pete.
─Rick! – Morgan o chama, nos dois se olham, nada daquilo me importa mais, só o que vejo é Clarie, está de pé, cobre o rosto com as mãos, viva, inteira e assustada.
Fale com o autor