Res(pirando)

1 S(O)LI(TÁRIA)


Notas iniciais
Tá, não é a minha primeira fanfic da vida, mas faz tempo que não escrevo, então por favor entendam. Espero que gostem do capítulo, apesar de que ele será um pouco grande se sem muita emoção. O que realmente importa está nos próximos capítulos, mas acho importante o que vai começar aqui, pra você entender um pouco o porquê da história toda e pans... Enfim, divirta-se!!

Os meus problemas estavam prestes a acabar. Outros, estavam para começar. Felizmente, devo culpar a minha curiosidade, como boa estúpida garota no fim dos seus 18 anos, achando que pode mudar o mundo, mas não consegue mudar nem a si mesma.

O ensino médio havia acabado. Eu me preparava para o vestibular e, apesar das muitas opções, havia apenas uma faculdade na qual eu realmente queria.

Heis um lugar difícil de entrar, complicado de ficar, e quase impossível de permanecer até o fim. Aquela universidade era muito exigente, cheia de pré-requisitos para se entrar, e poucos conseguiam concluir o curso. Além do mais, haviam regras demais a serem cumpridas, tanto à respeito de como agir, como vestir, e muitas outras coisas.

Eu estava com a minha cabeça em período de reabilitação. Fazia certo tempo do qual eu havia decidido não namorar mais alguém se fosse para simplesmente perder tempo, dedicar-me apenas à amizades sinceras, e tentava não me importar tanto com a minha família. Eles também não ligavam pra mim.

Eu precisava mudar a mim mesma. Precisava parar de me destruir, de me culpar pelo meu passado, de parar de me odiar cada vez mais, mas... Tudo aquilo que aconteceu, como simplesmente apagar?

Deixa pra lá! Eu vou começar algo novo hoje!, E aquilo realmente funcionou, principalmente quando fui conhecer o campus. Quem me apresentou tudo, foi um rapaz, um americano muito alto, ombros largos, cabelo curto, olhos castanho-esverdeados, um sorriso tímido, nariz grande, e sotaque de quem tinha pouco tempo no Brasil. Para falar a verdade, seis meses.

Ele era muito simpático, e logo ficamos amigos. Também era um professor, o que me surpreendeu, porque ele não aparentava ser muito mais velho do que eu. Logo, descobri que ele realmente não era. O que era interessante, e eu nunca soube a respeito, é que os melhores alunos são chamados para estagiar como professores, portanto, lá estava Mike, para ser um também.

Dentre as tantas regras, uma delas era que não se podia ter nenhuma relação entre professor/aluno, e isso estava claro para mim. Apesar disso, nas regras nada dizia à respeito de amizade, então, Mike e eu nos permitimos criar laços. Ele sempre saía comigo, e, por estarmos sempre próximos, ele também aproximou-se da minha família. Ele estava sempre em nossa casa, conhecia minha mãe, e, dentre as vezes em que saíamos, ele também saía com minha irmã.

Essa era a parte difícil.

Bianca era alguém difícil de lidar, em muitos aspectos. Ela era linda, alguém que causava inveja nas pessoas. Tinha longos cabelos pretos cacheados, olhos grandes e expressivos, lábios atrativos, um belo corpo, e era provocante, como ninguém mais sabia ser. Ela era a Bianca, e todos a conheciam porque além de linda, era manipuladora. Ela sabia o que esperavam dela, sabia como agradar as pessoas e principalmente, sabia como fazer as pessoas amarem-na, apesar dela pisar neles.

E, neste momento, ela começava a demonstrar o que sentia por ele. Ela o queria, e aquilo me perturbava também. Eu não permitiria que ele me fizesse perder o curso, não me permitiria ter nada com ele e sacrificar o meu esforço para entrar naquela faculdade, mas, Mike ainda era meu amigo, e me incomodava a certeza de que ele iria sofrer. Eu não desejava isso, para ninguém.

A cada dia isso me incomodava mais, e novembro estava quase acabando, quando Bianca surgiu com uma novidade. Ela estava namorando um cara novo, chamado Gabriel. Aquilo em um certo ponto me aliviou. Até eu lembrar de Mike, claro. Ele começava a gostar dela, isso era algo óbvio, e eu podia ver de foi difícil pra ele entender.

Eu o vi uma vez, quando fui à faculdade fazer a matrícula. Ele estava junto à recepção, quando eu entregava a documentação. Mike estava calmo, quieto, em silêncio. Eu pude ver em seus olhos que algo o incomodava e já podia supor o que era.

- Giulia... A sua irmã — pausa. Ele pensou por uns dois segundos, depois me olhou fixamente nos olhos — Ela está namorando?

Eu baixei minha cabeça, confusa do que deveria fazer. Afinal de contas aquilo não era minha culpa, mas eu ainda sim me sentia mal por tudo aquilo. Balancei minha cabeça, afirmando. Ele respirou fundo.

O homem voltou, e terminou de realizar o seu trabalho. Mike e eu ficamos o máximo em silêncio que pudemos, até que eu precisei ir. Ele despediu-se com um aperto de mão, eu olhei no fundo de seus olhos.

- Ela é assim mesmo. Desculpe. Ela não se importa com o que vão sentir, apenas vai lá e faz o que quer.

- Então quando ela dizia... — Ele parou, olhou para o chão — Quer dizer que era só uma brincadeira?

Eu não sabia o que dizer. É claro que a resposta era sim, mas, eu não podia simplesmente dizê-lo. Aquilo era horrível! Eu desviei meu olhar de vergonha, me desculpei, e sai.

Não demorou muito para que ele se recuperasse, entretanto, algo começou a mudar tudo. Com o fato de continuar saindo com Mike, veio também um colega de trabalho que estava sempre com ele. Eduardo. Ele era um rapaz um pouco mais baixo que Mike, moreno e gordinho. Do tipo que gostava de aparecer, que gostava de ser o centro das atenções. Ele sempre se queixava de tudo o que sofrera, sempre se vangloriava por hoje ser um professor daquela enorme faculdade, que não possuía apenas filiais em outros estados, mas também de outros países. Por isso Mike viera para cá.

Ele estava sempre próximo, e suas visitas com Mike eram cada vez mais recentes. Não demorou para que ele logo começasse a demonstrar certo interesse por mim, e eu, não permiti que isso me atrapalhasse também. Acabara de chegar na faculdade, para que arrumar pretextos para sair logo agora?

Com o tempo, Eduardo ficava mais insuportável. Ele procurava ter algo que não podia, e punia as pessoas por isso, inclusive Mike. Era insuportável ver Mike sempre sendo enganado, e machucado pelas maldades de Eduardo. Entre essas coisas, estava a vez em que Eduardo o fez tomar remédio para verme. Mike ficara doente, mais magro, e até realmente adoeceu. Ou a vez em que Eduardo o empurrou na rua, e Mike quase caíra. Eu sentia ódio como nunca senti antes, e aquilo cresceu em mim, e também na minha família. Eu rezava para que Eduardo fosse descoberto ou transferido, mas não podia contar o que ele fazia, pois ele sabia que eu gostava do Mike, e eu não temia apenas por mim, mas também por Mike, que podia perder o estágio.

Eu não sabia o que fazer para ajudá-lo sem me prejudicar.

Aquilo estava na minha cabeça, e não tinha como sair. O ano estava no fim, e com isso, vieram as preocupações. A faculdade nova, os amigos, Mike, Eduardo. Era tudo demais, e eu me sentia confusa como nunca.

Algo importante estava para acontecer. Eram os últimos segundos do ano. Eu fechei meus olhos, mordi os lábios, mas ainda podia ver os fogos de ano novo. Algo estava para mudar, eu podia sentir. Além do mais, haviam os muitos segredos que envolviam aquela faculdade. Algo não estava certo, e, eu sentia que minha vida toda estava prestes a mudar. Eu só não sabia que mudaria para algo tão surpreendente.

Notas finais
Okaaaay, quase morri aqui de tédio, e eu realmente nao gostei desse primeiro capítulo, mas espero mudar. Por favor, desculpem se não estiver tão bom, eu vou melhorar no próximo capítulo!