Resonantie
4 Een nieuwe vriend - Um novo amigo
O velho homem já havia se levantado para me atender, fumava seu cachimbo e me olhava esperando que eu dissesse algo. Aprontei-me de perguntar:
– Senhor, eu não sou daqui, poderia me dizer onde fica esse lugar? Caminhei o dia todo, acabei vindo parar por aqui.
O Velho pigarreia a cospe o fumo do cachimbo que havia puxado junto com a fumaça, e depois de alguns segundos me encarando responde:
– Pequeno forasteiro! Você está na pequena Regenshein, que fica do lado de fora dos muros de Lákia!
Ele disse amigavelmente.
– Lákia?
– Sim, Lákia é uma enorme cidade onde os nobres vivem, Regenshein é uma das pequenas cidades onde vivem algumas famílias pobres. Fazemos a produção de algumas coisas essenciais para Lákia, como tecidos, temperos, e mais algumas coisas. Porém, nada em grande escala, pois nossa cidade é muito pequena e geralmente nos sustentamos com o que não dá para vender.
Olhei a minha volta, e compreendi o motivo das frutas e verduras não estarem em ótimo estado.
– Entendo, mas eu gostaria de voltar para casa, e ainda não faço ideia de onde estou. O Senhor sabe onde fica Eindhoven?
– Eindhoven?
O senhor coçou a longa barba e negou balançando a cabeça.
– Eindhoven, Holanda, Senhor.
A essa hora eu já imaginava estar bem longe de casa.
– Ah! Holanda! Eu sei onde fica. Gostaria que eu o ajudasse a seguir para lá?
– Por favor!
– Temos carroças e cavalos.
– Estou sem dinheiro, eu precisaria de uma carona.
– Não se preocupe, fica pouco para lá do outro muro de Lákia, o caminho seria bem mais curto se você atravessasse a cidade. Mas apenas nobres e trabalhadores podem ultrapassar os portões, se você for no meio das mercadorias que meu filho irá transportar, ele pode te ajudar a sair pelo outro lado, e mais alguns quilômetros a pé você chega lá.
– Seria de grande ajuda! Quando eu poderei ir?
– Agora mesmo eu tenho algumas armaduras, armas e especiarias para transportar. Espere aqui e eu arrumarei a carroça, meu filho Nícola levará você.
Sentei-me no chão, esperando o velho empilhar as mercadorias na carroça. O cavalo era marrom, com a crina negra e comprida, estava um pouco magro, creio que seja pela pobreza da cidadezinha devido à demanda de produtos quase toda abastecendo Lákia, só restando o que não era bom o suficiente para a nobreza.
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