Resilience
1 Quebradiço
Notas iniciais
Fúria.
Apenas Fúria. Era isso o que Sherlock sentia. Prometera a si mesmo que ninguém nunca mais a machucaria. A mulher que mais importa. Após determinados acontecimentos na vida de Sherlock e Molly, o detetive descobriu que realmente amava a legista, a amava de um jeito único, do seu próprio jeito e como ele a amava imensamente, os olhos pequenos e castanhos, o sorriso angelical, o jeito meigo de ser, sua lealdade, sua bondade, seu amor... Tudo o que fazia ser Molly, a sua pequena Molly Hooper.
Lágrimas rolaram de forma silenciosa no rosto do detetive enquanto ele acariciava a mão gélida da legista, tentou aquecê-la com o calor que emanava dele e depositou um leve beijo na palma de sua mão. Vê-la ali tão frágil, tão inconsciente e tão ferida, fez com que Sherlock se sentisse a pessoa mais destruída do mundo.
*Flashback ON*
“ – Eu prometo que nunca mais e nem ninguém a fará sofrer Molls. – sussurrou olhando carinhosamente nos olhos amendoados de Molly.
—Sherlock, você não pode prever as coisas. O sofrimento faz parte de nós, nos deixa mais fortes, isso se chama resiliência. – as palavras foram proferidas com toda a doçura do mundo. – Mas, há algo que você pode fazer por mim.
— Você sabe que faço qualquer coisa por você. – Sherlock sussurrou com sua voz de barítono, seus olhos estavam totalmente fixos e prendados em Molly.
—Nunca me deixe. – a frase fora proferida como uma súplica. –É apenas isso que lhe peço, pois sinto que com você eu posso ser forte tanto nos momentos ruins como nos bons. – Sherlock se perdera naquela imensidão castanha, sentiu um nó se formar na garganta, não sabia se isso era bom ou ruim, mas algo em seu âmago lhe disse que era um sentimento novo e de certa forma era uma mistura de amor com proteção.
—Molly Hooper, em nenhum momento você nunca me abandonou e desde quando eu te conheci você se tornara a minha aliada mais forte. Você se tornou tudo para mim e eu prometo que nunca a abandonarei. – ver Sherlock se abrindo gradativamente para ela, trazia para Molly uma sensação de felicidade ao seu coração e ao seu estado de espírito.
*Flashback OFF*
—Você se lembra de nossa promessa não é meu amor? Eu nunca lhe deixarei, estarei contigo em todos os momentos e nós passaremos por esse momento ruim juntos não é?! – sua voz se tornara embargada, denunciando que o choro se fazia presente. – Apenas acorde, quero ouvir apenas o som de sua voz, sentir o seu sorriso ou até mesmo ver você me irritando com suas mensagens monossilábicas. – Sherlock se permitiu soltar um sorriso fraco ao pronunciar a última frase.
* Flashback ON*
“ Oi. :) ” – M.H
“Juro por Deus Srta. Hooper que se estivesse aqui comigo você iria nunca mais me enviar mensagens desse jeito e pra completar ainda envia um emoji!” – S.H
“ Caso: Tornando Holmes um ser social.
Progresso: 58% . É Molly Hooper, humildade a parte, mas você está operando milagres na vida do seu namorado. Eu nunca mais enviaria mensagens assim? E o que pretende fazer a respeito disso Sr. Holmes? “ – M.H
A última mensagem de Molly deixara Holmes com um sorriso travesso no rosto, era perceptível que Hooper também estaria se divertindo neste momento, foi quando o detetive mandou sua resposta.
“Você não perde por esperar Hooper. A propósito, ai vai um anagrama: EIU YOR ANME. – S.H” — Sherlock conhecia Hooper o suficiente para entender que ela resolveria o anagrama em menos de um minuto. Foi quando seu celular notificou uma mensagem.
“ You Are Mine. Essa foi muito fácil, mas confesso que adorei o contexto da mensagem Sr.Holmes. Afinal de contas, não é todo dia que você namora um sociopata altamente funcional que te manda anagramas ao invés de flores. Te vejo mais tarde. – M.H
Ah Molly, doce Molly, como suas mensagens aqueciam seu coração. Só ela tinha a proeza de quebrar a muralha que existia dentro dele.
*Flashback OFF*
Os dois últimos dias foram difíceis para Sherlock, todos os acontecimentos envolvendo Molly o deixaram cansado e quebrado, mas ele não poderia baixar a guarda, prometeu a ela e a si mesmo que quando ela acordasse estaria ali para ter certeza de que tudo estaria bem novamente. Sentiu uma dor excruciante por toda a extensão de suas mãos e punhos, os nós dos dedos envoltos em curativos e gazes o faziam lembrar vividamente da dor, pois esse foi o dia em que Sherlock Holmes quebrou.
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