Notas iniciais
O que será que vai acontecer agora hein?? Segure seus coraçõezinhos meus amores! Agradecimentos aos comentários lindos das leitoras no segundo capítulo! Nos vemos lá embaixo.

Anteriormente...

— Olá querida Molly, não vai me convidar para entrar? Bom, pensando bem, como dizia um velho amigo seu, você sentiu minha falta? – um sorriso macabro tomou conta de seus lábios.

Algo tremendamente ruim estaria vindo, disso Molly tinha certeza.

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—Tom. – sua voz falhou quando pronunciou o nome, procurou rapidamente se recompor do susto.

—Senti sua falta querida, há tempos que não vejo você. – e eis que o sorriso macabro tomou conta de seu rosto novamente, depositou um leve beijo na bochecha da legista. Molly manteve certa distância de Tom, ele se sentara no sofá, de frente para ela, os olhos sombrios observando cada passo da legista. Molly também não se deixara intimidar pelos olhares, graças ao treinamento de Sherlock, ela agora sabia observar com mais cautela as pessoas.

Observou discretamente o homem que estava a sua frente, mas isso permitiu que ela pudesse fazer uma análise profunda de Tom. Olhos cansados, pupilas dilatadas, tremores leves pelo corpo, personalidade alterada e por último, resquícios de um pó branco próximo ao nariz. Conclusão: Uso contínuo de drogas. Uma investigação mais a fundo de suas roupas revelaram uma leve protuberância em seu casaco desbotado, pois no bolso direito havia uma arma, com certeza estaria carregada, era notavelmente visível que o bolso do casaco estava pendendo para o lado direito.

—O que veio fazer aqui? Soube que estava em Liverpool concluindo seus estudos.

—Sinto falta de Londres, sinto falta dos meus amigos e da minha ex-namorada, penso em você o tempo todo, minha querida. – o apelido fizera Molly estremecer de nojo, foi quando sentiu a náusea invadir seu corpo, decorrente a presença de seu ex-namorado. – Aceita uma água Tom? – Molly perguntou.

—Sim, Molly. — Pegou o celular que estava na bancada da cozinha e abriu o aplicativo textos, digitou uma pequena mensagem, logo após retirou discretamente uma pequena arma de um dos armários da cozinha e enfiou no cós da calça, colocou a água em um copo e voltou para a sala. – Aqui está.

Molly mais uma vez presenciava o olhar predatório de Tom. “Não baixe sua guarda, não se intimide” disse em pensamento. – Soube que está namorando Sherlock Holmes, Molly. Como anda o detetive mais perturbado do planeta? – Tom não conteve o escárnio presente em sua voz.

A calma era algo fundamental naquela situação, a vontade de Molly era encher o rosto de Tom com socos, mas aquela situação era delicada demais e poderia acarretar conseqüências mais sérias. –Eu nunca fui bom o suficiente para você, não foi? – a voz de Tom se tornara uma mistura de decepção e irritação. – Tudo o que eu fiz, a vergonha que eu passei, você me obrigando a ser igual aquele babaca. Isso não significou nada para você Molly? – seus olhos passavam um misto de raiva. — Eu ainda a amo, Molly. – de repente o copo de vidro se estraçalhou no chão, Molly assustou-se internamente com a situação.

—Tom, eu sei que errei e peço profundas desculpas por te obrigar a ser algo que você não era. – Molly falou com toda a doçura do mundo, a fim de evitar algo maior. – Mas eu não posso mais, tudo acabou e espero que você compreenda. Agora se você puder me dar licença. – a legista estava a ponto de perder a paciência.

— Creio que você já ouviu o conceito do famigerado “Efeito Dominó”. – sua frase fez com a atenção de Molly estivesse totalmente voltada para ele.

— O que você quer dizer com isso? – Molly não estava gostando do rumo que essa conversa estava tomando.

—Sabe, até pra uma cientista, você consegue ser bem estúpida às vezes. O conceito é esse, se a primeira peça cai, todas as outras cairão, acarretando uma série de conseqüências. – Tom disse sussurrando, aquilo era uma ameaça.

—Retire-se da minha casa agora, Tom. – a voz tinha se alterado, um tremor leve se apoderou de seu corpo.

—Por que Molly? Vai ligar para o seu namorado? É tão fraca a ponto de não se defender sozinha Hooper? Olha você não mudou nada, continua sendo a mesma garota fraca, frívola e sem graça. Eu pensava que ele iria te transformar em algo como ele, mas o que aconteceu foi que ele te pôs em uma coleira, assim como o outro amiguinho babaca dele. Os fiéis cães de Holmes. – sua gargalhada estremeceu todas as entranhas de Molly, sentiu lágrimas se formando em seu rosto, suas pernas cambalearam, sacou a arma da cintura e viu Tom erguer as mãos a altura de seus ombros. – Calma, minha querida, logo você não irá sentir mais dor alguma, abaixe a arma Molly, você está totalmente indefesa agora. – sua cabeça girou, por um momento pensou que iria explodir. –Você não sentiu a droga que eu inseri em você há 15 minutos atrás, é por isso que dizem nunca confie em um abraço, ele esconde as feições de uma pessoa. – Molly lembrou do abraço de Tom que foi seguido por um beijo na bochecha, reuniu as forças que tinha no corpo e deu um soco na mandíbula de Tom, ele a agarrou pelos cabelos e arremessou contra a parede. Ele se preparava para dar um soco em sua barriga quando Molly se defendeu com as duas mãos, um chute fora proferido nas partes genitais do homem e logo após, outro soco em seu rosto fora disparado. Sangue jorrava lentamente da boca de Tom, Molly o desarmara e sentia o efeito da droga já dominar fortemente sua cabeça.

“SCOTT” – essa era a mensagem que estava no aplicativo de textos, enviara a mensagem ao destinatário e fechou os olhos, Molly pediu aos céus que esse inferno passasse. Seus ouvidos captaram rapidamente o som que fora emitido fortemente no apartamento, o cheiro metálico invadiu suas narinas e seu corpo totalmente entorpecido fora ao chão.

—Sabe Molly, eu te falei o conceito do “Efeito Dominó”, mas cá entre nós, certas coisas são melhores de se ver na prática. A primeira peça já caiu com sucesso, faltam apenas mais algumas. – o sorriso de Tom dançava macabramente pela visão turva de Molly, viu uma pequena arma em sua mão, as lágrimas rolavam pelo rosto da legista. – Ah, minha querida não fique assim, não vai demorar muito para você encontrar seu namoradinho no Inferno, logo ele se juntará a você também e toda a sua corja maldita. A propósito, diga que mandei lembranças a Jim Moriarty, você com certeza o encontrará por lá. – quem não o conhecesse diria que aquele sorriso era de uma pessoa meiga e gentil e não de um psicopata cruel e perturbado. – Não queria deixá-la aqui, mas preciso correr contra o tempo se eu quiser derrubar minhas outras peças, que por sinal serão mais difíceis. — Au Revouir, Molly. – depositara um leve beijo na testa da legista , limpou o sangue seco próximo a sua boca e saiu cantando pneus rapidamente do apartamento.

Se demorasse mais alguns minutos, Molly não resistiria, o tiro atingiu a região de sua clavícula, uma artéria para ser mais exata, e isso acarretaria uma hemorragia interna caso não fosse socorrida a tempo. Fechou os olhos e sentiu o cheiro amadeirado invadir suas narinas novamente, lágrimas se misturavam com o cheiro de sangue que se fazia presente no chão. Tateou com as duas mãos em busca do celular e discou para a emergência, reuniu as forças que ainda restavam e passou o endereço de sua localização. –Scott... – essa foi à última palavra que Molly balbuciou antes de abraçar a escuridão.

Notas finais
Awn, PLEASE! O que acharam? :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.