Resilience
18 Expectativas!
Notas iniciais
Café
O grupo reuniu-se no Café, após sair da Boate. A noite intensa marcava os rostos cansados. Uma noite de descobertas e experiências, onde a amizade foi celebrada e reafirmada. Nesse momento, esperavam Kurt e Santana chegarem com os jornais que trariam a consagração e o nascimento da grande estrela Rachel Berry. Nenhum deles duvidava disso, Rachel é uma estrela e como tal, teria seu talento reconhecido.
Sentada com uma imensa xícara de café a sua frente, está Rachel. Precisava consumir todo café do mundo, para que sua mente estivesse livre da névoa alcoólica que teimava em permanecer. Sua noite foi surreal, o álcool quebrou em parte suas inibições e a fez ficar relaxada, aproveitando todas as experiências.
Não era do seu perfil “ficar”, mas foi catártico se permitir experimentar várias bocas femininas e até algumas masculinas. Ela não tinha mais a menor dúvida, gostava de mulheres. A pele macia, o cheiro único e até os hormônios que faziam a vida nunca ser pacífica. Atraiam, seduziam e principalmente, davam a certeza de querer um relacionamento duradouro com uma linda, louca e sexy mulher.
Ela sabia que não queria qualquer mulher, queria essa gama de emoções com Quinn. Finalmente conseguia admitir o amor louco e absurdo que sempre sentiu por Lucy Quinn Fabray, construído em anos de negação, provocações, competições, ciúmes e uma admiração absurda.
O primeiro passo era admitir, agora precisava descobrir o que fazer com esse sentimento. Saber que em breve veria a amiga, não ajudava em nada, agora que suas emoções estavam expostas. Tinha um medo absurdo de meter os pés pelas mãos, e afastar definitivamente Quinn da sua vida.
E como se os céus ouvissem seus pensamentos, o celular vibra sobre a mesa, um toque conhecido se faz ouvir, ela sabe quem é, mas não acredita, até ouvir a voz rouca, no outro lado da linha.
__Rach?
Inspira lentamente, tentando encontrar uma tranquilidade que não tem e diz numa voz quase normal.
__Quinn, o que fez você acordar tão cedo, aconteceu alguma coisa? Pergunta a judia preocupada.
Quinn rapidamente responde.
__Eu queria ser a primeira pessoa a dar parabéns a você Rach, os críticos te amam, assim como eu tinha certeza que fariam. Você nasceu para brilhar e ser um sucesso, agora é oficial. Termina de falar a loira com a voz embargada pela emoção.
Rachel não sabe o que responder, as lágrimas caem por seus olhos, esperou tanto tempo por aquele momento e finalmente quando acontece, tudo o que pode pensar é, o quanto foi adorável ter Quinn como portadora das boas notícias.
__Nem sei o que responder Quinn, quero você aqui ao meu lado, para comemorarmos juntas a minha vitória e muito obrigada por sempre apostar em mim. Saiba que a recíproca também é verdadeira, você é especial e capaz de grandes feitos, fala a judia, em meio às lágrimas.
Quinn sente toda emoção que invade sua amiga, não sabe como agir sua família não lida bem com demonstrações de emoção, está fora de sua zona de conforto, por isso, opta pelo leve tom de deboche.
__Berry, sua noite foi boa, deve ter bebido todas, para estar emotiva assim. Vai dormir e pode esperar que em breve nosso encontro acontecerá e poderemos comemorar com tudo que se tem direito. Agora, preciso tomar banho e estudar. Tchau Rachel, cuide-se, pequena estrela. Diz a loira, desligando o celular, com o maior sorriso já visto.
Falar com Rachel sempre deixava uma sensação de felicidade e borboletas no estômago, pensa Quinn. Estava feliz pela baixinha iniciar a conquista de seus sonhos, tinha certeza que era apenas o início. Porém, sua preocupação era com as pessoas interesseiras e gananciosas que tentariam aproveitar da ingenuidade e fé da pequena diva, agora que ela estava no caminho certo.
Como amiga, não deixaria isso acontecer. Estava explicado porque sentiu tanta raiva da foto de Santana. Precisava descobrir quem era a ruiva dançando com Rach e proteger sua amiga das vadias que agora, resolveriam jogar-se em cima da garota. A ruiva não teria a menor chance, pensou satisfeita, entrando no banheiro.
No café, Rachel segurava o celular contra o ouvido, mesmo depois de Quinn ter desligado, alheia a toda movimentação ao seu redor. Seus pensamentos estavam na voz quente e rouca, no seu ouvido e todas as imagens pecaminosas que passaram por sua cabeça, envolvendo certa loira e seu uniforme cheerio.
Sentiu uma quentura em sua face e agradeceu mentalmente por Santana ter ido com Kurt ver os jornais. A latina era capaz de esquadrinhar sua mente e descobrir o que ela ainda não estava preparada para revelar. Kurt, também saberia que algo estava errado, só por vê-la suspirar, após o telefonema, precisava tomar cuidado, tudo é muito novo e frágil para expor.
Seus outros amigos estavam ainda bêbados, não representavam um perigo e nem tinham a observação como característica principal. Seu segredo estava seguro por enquanto, suspirou a pequena diva.
Na ponta da mesa, Dani fingia um estado etílico maior do que realmente estava. Viu o celular de Rach tocar e acompanhou todas as nuances do seu rosto, principalmente seus olhos chocolates, expressivos, capazes de entregar o que vai ao fundo de sua alma. E quando ouviu o nome Quinn Fabray, percebeu o amor contido nas palavras, nos olhos, nos gestos. Rachel podia estar em dúvida se gostava ou não de mulheres, mas sua paixão por Quinn é incontestável, só um cego, não seria capaz de ver.
Seria interessante ver Quinn interagindo com Rach e verificar se a garota também tinha sentimentos pela judia, e perceber como Santana lidava com isso.
Dani sabia que a latina gostava de passar uma imagem de durona e insensível, mas escondia uma fragilidade e insegurança enormes, tudo culpa do bullying praticado na adolescência e da necessidade de esconder sua verdadeira natureza e não aceitação de quem era.
Percebia o olhar de adoração e culpa em San ao fixar os olhos em Rach. Doeu ver o quanto ela gostou do beijo da judia, apesar de admitir o estrago que os lábios da baixinha faziam. Quem imaginaria o bom beijador, que Rachel Berry é. Reflete a cantora.
E existia Quinn, Dani sabia do caso entre Santana e a amiga, revelado numa noite de bebedeira, onde a latina chorou, confessando o quanto doeu ser usada pela loira, e por consequência, perder a amizade da melhor amiga, depois disso e do medo que tinha, de ser odiada por Rachel e Britt, após descobrirem a escapada dela com Q.
Toda a história tinha potencial para vários corações partidos, inclusive o dela, pensou Dani. Mas, alguém precisava assumir a responsabilidade de “arrumar” a bagunça. E, como mais experiente, não fugiria do papel. Observaria as três e depois, mexeria as peças, mesmo colocando seu coração em risco. Tinha aprendido a amar Santana e seus amigos como família, por isso, falhar não era opção.
Com a cabeça maquinando mil coisas, mal notou a chegada de Kurt e San, repletos de pilhas de jornais.
__Venham perdedores, se juntem para ver o que os críticos de merda, falam sobre o desempenho da grande Rachel Berry. Diz a latina, no tom de sarcasmo diário.
Imediatamente, cada amigo pega pra si um jornal, lendo avidamente cada linha escrita e socializando com o grupo.
Rachel ouve cada frase e registra todas as palavras, mas a mente está vagando, muitas emoções para uma noite, além da falta de oito horas de sono, tão necessários para ela. Não quer ser desagradável com os amigos, eles estão ali por ela, mas é como se estivesse segurando uma tonelada, precisa desligar e descansar.
Olha para Santana pedindo ajuda. A latina percebe o olhar de agonia, além da mudez e cansaço da pequena diva, resolve que é hora de cuidar da situação.
__A noite foi boa cambada, mas é hora da Robbit voltar para toca e descansar, como assistente da sua agente, preciso cuidar do bem estar da minha cliente, dou essa noite como encerrada e que venham outras, em breve estaremos comemorando o Toni conquistado, diz San, transbordando orgulho em sua voz.
O olhar amoroso e agradecido lançado por Rach é pagamento suficiente. No momento em que podia ser arrogante, a pequena transmitia amor, como não amar e cuidar pensava a latina. Rachel ensinava cada dia uma lição, curando e enchendo de ternura seus dias.
Todos concordam com a latina, pedindo a conta e preparando-se para sair. Mas antes que isso aconteça, Dani, resolve colocar mais pressão sobre a pequena diva.
__Antes de sairmos Rach e agora que é uma estrela, responde, gostou de beijar meninas e pensa em namora-las ou prefere os homens? Porque, com todo respeito Santana, você beija divinamente e se minha namorada permitir adoraria repeti-los, diz piscando, em direção à judia.
A mesa fica em silêncio, aguardando ansiosamente a resposta da pequena diva, e a reação de certa latina, com as palavras de sua namorada.
Apesar de desconfortável com as palavras de sua namorada, San também precisa saber se realmente Rachel vai assumir gostar de meninas, e para não ficar por baixo, olha seus amigos e diz.
__Quem poderia imaginar anã, que você pudesse beijar tão bem. Se minha namorada quer beijar você de novo, eu deixo, mas faço questão de ganhar minha cota também Dani, diz a latina, piscando de volta para namorada e dando um olhar de sedução em direção à judia.
A bola estava lançada em direção a Rachel, cabia a ela chutar ou não para o gol. Todos esperavam sua resposta, que não tardou em vir.
__Só posso agradecer a Dani e San por gostarem dos meus beijos, mas é bom lembrar que meu objetivo de vida era ser virgem até os 25 e quando você pensa assim, tudo que pode fazer é ser um bom beijador, ainda bem, que abandonei a ideia tem tempo, diz a diva sorrindo.
Pronto, ela tinha conseguido quebrar o clima e deixa-lo mais leve, agora era responder a pergunta da Dani.
__Quanto a sua pergunta Dani, acredito no amor, nos apaixonamos por pessoas e não gênero sexual, mas posso dizer que, eu gosto da pele, do toque e do cheiro de outra mulher, e não teria problemas em namorar ou ficar com alguma, é isso, agora vamos pra casa, preciso dormir e acordar depois sabendo que não é apenas um sonho.
Os amigos, ainda estupefatos com suas declarações, parecem não saber o que fazer. Blaine murmura que não tem nada de mais, e não vê para que tanto alvoroço, ao lado, seu namorado Kurt, diz a mesma coisa, afirmando que sempre soube do “lado colorido” de Rachel. Mercedes, puxando Sam e Tina de lado, comenta que NY transforma em gays as pessoas, pedindo ao namorado e a amiga, para tomarem cuidado, enquanto dá graças por morar em Los Angeles, provocando altas risadas.
Santana, cujos olhos em nenhum instante deixaram o rosto da judia, exibe um misto de esperança e melancolia, já Dani, sua namorada, tem um sorriso no canto da boca, provou seu ponto, agora é esperar.
A diva, que provocou todas essas reações, se levanta e diz em alto e bom som.
__É muito bom estar cercada por amigos da vida inteira, tivemos nossas lutas e desafios, mas posso dizer que nos tornamos uma família, estou feliz de estar nesse momento decisivo e especial cercada pelo amor de vocês. Em um mês, minha vida deu uma guinada enorme. Minha maior insegurança era pensar que não era digna de ser amada, mas isso mudou e quero compartilhar o orgulho e amor que sinto. Infelizmente, Quinn não está aqui, ela também é parte interessada no que vou falar, mas depois nos entendemos, suspira Rachel.
Seus amigos, não sabem o que pensar, será que Rachel vai confessar seu amor por Quinn, ou que estão namorando, mas e Puck, seria um triângulo? Todos estão curiosos e esperam ansiosamente a fala da pequena diva. E, ela não se faz de rogada, derramando todo o drama.
__Preciso contar e desabafar todo amor que sinto. Na realidade, sempre esteve ali, mas nunca permiti demonstrar, achando que não havia reciprocidade. E para minha sorte, não só descobri que sou amada, mas preciso falar do orgulho que é ter essa pessoa na minha vida. A diva faz suspense e depois despeja a informação.
__Tenho o orgulho de contar para vocês, uma linda história de amor e resiliência. Espero que escutem tudo antes de julgar e depois fiquem felizes por mim. Vou contar a história de uma grande mulher, ela se chama Shelby Corcoran, minha mãe.
As caras de surpresa e choque são imediatas. Santana, não sabe o que está acontecendo, mas agora, consegue entender porque viu Shelby na apresentação. Por um instante, ela achou que Rachel poderia estar falando de Quinn, imaginou a pequena judia, assumindo a sexualidade ou o namoro com a loira, seu coração acelerou, a garganta ficou seca. Agora, que o estresse baixou, estava louca para ouvir a história.
Durante uma hora, Rachel contou todo o sofrimento e infortúnio enfrentado pela mãe. Recebeu olhares de compaixão, culpa, agradecimento e orgulho. Após terminar, estava em lágrimas, assim como seus amigos.
__Shelby fará parte da minha vida e quero contar com a ajuda de vocês, ela precisa sentir que é aceita e querida, pela minha família disfuncional, diz Rach baixinho.
Todos abraçam a baixinha, felizes pelos acontecimentos, ela sorria feliz, estava virando uma página. Finalmente o dia de sua estreia tinha terminado e ela poderia ir para casa dormir em paz, já que outra apresentação, só aconteceria de noite.
__Vamos descansar, foram fortes emoções, preciso do meu sono reparador de estrela. Brinca a diva. E ao passar, próximo de Dani, diz baixinho: __ Não tenho problemas em trocar beijos com você e San. As duas são gostosas o suficiente para despertar minha libido. Estarei sempre por perto, se precisarem de beijos quentes ou algo mais, a jovem diva diz piscando, com uma cara de safada, e deixando a menina do cabelo azul pasma, sem conseguir definir, se a diva falava sério ou não.
Dani não aguenta, soltando uma sonora gargalhada, aquela baixinha é um desafio e uma perdição. Será interessante conhecer essa “nova” Rachel Berry, e verificar todas as possibilidades.
Apartamento de Rachel
A primeira sensação foi o cheiro amadeirado invadindo suas narinas. Em seguida, o suave toque em seu rosto, seguido por incontáveis beijos. Ela só poderia estar sonhando, não abriria os olhos.
Sentiu um corpo colado ao seu. Mãos percorriam suavemente seu abdômen, deixando-a arrepiada e descobrindo pequenos pontos que causavam tremores.
Seu pescoço recebia pequenos beijos, sendo sugado em cada beijo dado. A morena sentia a umidade alojar-se em seu sexo.
As duras penas e disciplina, conseguia resistir à vontade de abrir os olhos. Não correria o risco de tudo ser um sonho.
Seu pijama não resistiu ao ataque de uma boca ousada, os bicos de seus seios estavam duros, roçando um local molhado.
Definitivamente, um corpo de mulher, está junto ao seu. Sente seios igualmente duros, roçarem os seus, numa dança sensual e excitante.
Nesse instante, manda à prudência as favas e abre os olhos, deparando-se com os mais lindos olhos avelãs que poderia sonhar encontrar, escurecidos por todo desejo e clima, que o momento exigia.
Pouco importava como Quinn foi parar em sua cama, ela aproveitaria o momento e faria tudo o que sempre desejou com a loira, sua loira.
Um desejo enorme tomou conta das suas ações, em poucos segundos, estava nua e Quinn também.
Aquele corpo era admirável, ninguém poderia dizer que a loira, já tinha sido mãe. É um templo a ser cultuado e amado por Rachel, cada minuto que puder.
Rachel mal sabe o que fazer, mas, resolve explorar o corpo que tanto atrai seu desejo. Tudo que a loira faz é gemer, tornando ainda mais doloroso a exploração da jovem diva.
A baixinha sente Quinn escorrer em suas mãos, ambas, estão extremamente molhadas. Com seus olhos castanhos, mergulhados na profundidade dos olhos avelãs, sobe em cima da ex-cheerio, roçando o corpo e o sexo numa fricção deliciosa.
Está prestes a gozar e Quinn também. Sem pedir permissão, enfia dois dedos dentro da loira, fazendo movimentos de entrar e sair, enquanto seu corpo encaixa-se na coxa de Quinn, tirando proveito, da perna maravilhosa de sua loira.
Já não consegue conter os gemidos que inundam a sala, vindo tanto dela, quanto da loira. Mais alguns movimentos e ambas chegam ao orgasmo em conjunto, numa sensação deliciosa.
A morena cai no sono, segurando sua preciosa loira, só acorda depois de ouvir a campainha tocar varias vezes, sua calcinha arruinada, é mostra clara do grau de excitação que está.
Precisava de um banho frio com urgência, mas antes, precisava atender sua porta.
Colocou um robe curto e foi verificar o que é tão importante, ao ponto de interromperem suas horas sagradas de sono. Estava de mau humor, o sonho pareceu tão real e acordar sem Quinn ao seu lado, deixou um gosto amargo na boca.
Ao abrir a porta, deparou-se com Cassandra July, vestida com roupas que valorizavam seu corpo e deixavam uma secura na boca. Rachel amava Quinn, mas não era cega, a mentora exalava sexualidade.
Cass, também não podia esconder que a visão de uma Rachel recém-saída da cama e cheirando a sexo, deixavam-na perturbada, por mais que seu coração estivesse ocupado por Shelby.
Com a voz rouca e os olhos escuros de desejo, fala com a judia.
__Rachel, desculpa por não estar presente na sua comemoração, estive resolvendo alguns problemas do passado e precisamos conversar, tenho algo muito importante para falar com você. Diz a loira, extremamente envergonhada com toda situação.
A jovem diva, que também está desconfortável, finalmente encontra palavras.
__Vou tomar um banho e já volto Cass, me espera e conversaremos sobre o que você tiver vontade. Diz a diva, já em direção ao banheiro.
O único pensamento coerente da grande Cassandra July é imaginar o tempo que leva para as gostas de água percorrerem, as longas pernas de Rachel.
Ela está numa enorme encrenca e sabe disso, que Deus a ajude.
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