Resilience
22 Capítulo 22 – Alma Gêmea
Notas iniciais
Estação
Rachel nem unhas têm mais para roer, já repassou mil vezes o que precisa fazer. Não contava com a demora de Quinn, mas aproveita para executar mentalmente seu plano B, caso o primeiro não funcione bem. Tinha acabado de falar com Santana, que por algum motivo acordou cedo, coisa que nunca faz. A latina parece pressentir algo e custou um tempo convencê-la que tudo está bem. Mas Rachel consegue, com a ajuda inesperada de Dani, que dá a entender para jovem judia, saber de algo.
Não entende muito bem como ela poderia saber, mas agora não é hora de perder tempo com distrações inúteis, seu foco está voltado em Quinn.
Fala com os outros amigos e todos estão ocupados, assegurando o fim de semana livre e apesar da culpa, a diva está feliz, teria Quinn só pra si e sem distrações. Agora é investir pesado na sedução e torcer para que a loira tenha algum sentimento por ela.
Após três horas de atraso, finalmente é anunciado à chegada do trem New Haven-New York. O coração da judia pulsa acelerado, e por um breve instante, imagina que morrer, antes de ver sua loira. O lado drama Queen mais forte que o normal.
Puxa o ar, procurando normalizar sua respiração e acalmar seus nervos. Partindo em seguida para resgatar a loira.
Nem bem o trem para, ela vê Quinn descer para plataforma. No mesmo instante, seus lábios tremem, e não consegue tirar os olhos da loira, que está linda. O vestido amarelo marca e destaca o corpo magnífico de Quinn, as botas pretas de salto, a faz parecer mais alta, conferindo uma aura de poder a estudante, o casaco de frio complementa o quadro, deixando a loira fantástica e muito gostosa, pensa Rachel, passando a língua sobre os lábios.
Rachel alisa o vestido vermelho, olhando sua figura no vidro da plataforma. Ela também se sente bem. Seu vestido não é vulgar, mas não lembra em nada aquela Rachel Berry inocente, cujo guarda-roupa era um misto de avó e criança. Ela tinha mudado, aprendeu a valorizar e realçar o corpo, em especial as pernas e os seios. Esperava ser o suficiente para Quinn reparar e gostar. Ainda tinha muitas inseguranças quanto à aparência, principalmente, se a loira estava envolvida.
Colocou seus saltos altos, queria estar próxima a altura de Quinn, precisa que a ex-cherioo olhe dentro de seus olhos e se perca. Endireita os ombros e caminha graciosamente até sua loira.
Quinn, está trocando um aperto de mão com outra loira, conversam algo e Rachel não gosta, quando vê a loira mais velha passar um cartão para Quinn. Seu ciúme, aparece inesperadamente, mas mantém sua calma aparente e o sorriso nos lábios. Não deixará nenhuma vadia loira, roubar sua Ice Quinn.
O perfume chega primeiro, amadeirado, sensual e exótico, assim como é Rachel. As duas loiras sentem o efeito imediato. Spencer olha a bela morena, a conhece de algum lugar, só não sabe de onde e ao analisa-la, percebe que é um pouco mais baixa que sua esposa Ashley. Seus olhos, flamejantes de amor e paixão, estão direcionados a Quinn. E nesse momento, Spencer sabe que a loira mais jovem não tem a menor chance de escapar, será tudo uma questão de tempo e coragem.
Quinn fica perdida nos olhos e lábios de Rachel, mal compreende o que a judia fala, tão impactada por sua figura, esquece completamente de Spencer, até que a mesma toca seu braço, deixando a loira sem graça. Com o rosto vermelho, ela recobra a compostura e faz as devida apresentações.
__Rachel, essa é Spencer, eu a conheci no trem, ela é cineasta e está concluindo um documentário bem interessante.
A morena mede a loira mais velha da cabeça aos pés, antes de oferecer o seu melhor sorriso e dizer.
__Olá Spencer, muito prazer. Sou Rachel Berry, amiga de Quinn desde o segundo grau, é um prazer conhecer você, espero que aproveite New York, é uma cidade fascinante.
Ao ouvir a voz de Rachel, Spencer faz a conexão de onde conhece Rachel. É de uma peça Off Broadway que viu com Ashley. Ela tinha ficado tão fascinada pela voz e atuação da moça, que sua esposa até brincou se corria perigo com a morena mais jovem.
A morena é impressionante num palco, teria um futuro maravilhoso pela frente, seria uma grande estrela.
__Eu sei quem você é, minha mulher e eu assistimos sua encenação da peça Off Broadway Wicked, ficamos tão impressionadas com sua voz e encenação que falamos por horas e horas do musical e depois comprei o DVD, mas infelizmente não era você.
Quinn não está gostando nem um pouco da loira babando em Rachel. Ela era sua amiga e Spencer é casada, não pode ficar “flertando” com qualquer pessoa, principalmente sua Rachel.
A loira arqueia as sobrancelhas, numa típica posição de ataque Quinn Fabray, mas é cortada por Rachel.
__Ficarei muito feliz de receber você e sua mulher hoje no meu espetáculo. Estou num teatro na Broadway e as duas são minhas convidadas de honra. Já que, a peça hoje é especial, será dedicada para minha amiga Quinn, que não pode estar presente no dia da estréia, diz a jovem judia emocionada.
Quinn fica emocionada, está em dificuldades para controlar suas emoções, balança a cabeça concordando com a judia, enquanto busca a voz para falar com Spencer.
__Venha Spencer e traga Ashley, quero conhece-la e será uma noite memorável, diz a loira.
Spencer agradece o convite e responde:
__Não posso prometer nada, antes de falar com minha esposa, precisamos encontrar alguém para ficar de babá, já que estamos com nossos filhos no hotel.
Rachel pensa um pouco e surge com a solução.
__Não tem problema, conheço alguém ótima e que pode ficar com seus filhos, além de confiável, tem experiências com crianças, só preciso dar um telefonema, por favor, aguarde um minuto, diz saindo de perto das duas loiras e ligando para mãe de imediato.
A pequena diva conversa rapidamente com Shelby, e a mesma a convence que contratar a babá de Beth é uma bobagem, ela ficaria com os filhos da amiga de Quinn, seria ótimo ter novos amigos para filha. E se as mães não tivessem problemas, poderiam deixar os filhos com ela, durante o espetáculo. Rachel agrede muito a mãe e Shelby percebe que algo importante vai acontecer hoje, só torce para que tudo dê certo.
__Pronto, se realmente você e sua esposa desejarem ir, tenho a babá perfeita e de absoluta confiança. Agora, caso não tenha carro, ofereço uma carona até seu hotel e, por favor, anote meu número, caso resolvam ir, diz Rachel com um sorriso de orelha a orelha.
O ciúme muda de lado, Rachel está tranquila, depois que ouve a palavra esposa e filhos ditas por Spencer, além do fato da loira mais velha admirar seu trabalho.
Já Quinn, está de mau humor, e uma leve dor de cabeça se faz presente. Não pensava em dividir a judia com ninguém, ainda mais com uma loira interessante e sua mulher desconhecida.
O motorista as espera na entrada da estação. De imediato coloca as malas no carro, e abre a porta para as mulheres embarcarem. Rachel pede o nome do hotel a Spencer, repassando em seguida ao seu motorista.
A cineasta está hospedada no The Ritz-Carlton, hotel de luxo, que fica no Central Park. Seguem conversando animadamente sobre música e show biz. Mas Quinn está calada, pensativa, interage pouco com as mulheres, aquele mundo não pertence a ela, apesar de ser fascinante.
Ela é uma menina católica do interior, que vai casar ter filhos e se dedicar ao marido, a família e a Congregação. A educação obtida em Yale será usada para dar aula em algum colégio da região. Enquanto seus amigos vão conquistar o mundo e fazer grandes coisas, reflete tristonha.
Ela não percebe a chegada ao hotel, até o carro parar e Spencer apertar sua mão. A cineasta desce rumo ao hall, seguida pelo motorista, que leva sua bagagem, deixando as meninas sozinhas no carro.
O clima dentro do carro é quente e tenso, diferente do exterior, onde a neve cai, deixando tudo branco e romântico.
Rachel não se deixa intimidar, seus olhos percorrem todo rosto de Quinn, numa necessidade de guardar cada pequeno traço ou expressão. Ela engole seco, sabe que ama profundamente a loira, não tem como negar, sua vontade e beijar aqueles lábios, até que não possa respirar mais. Está excitada e não sabe se conseguirá disfarçar.
Quinn sente os olhos da judia sobre si e resolve encara-los, ficando presa na imensidão chocolate. O silêncio, só é rompido pela volta do motorista, perguntado qual caminho seguir. Rachel respira fundo, procurando equilibrar a mente. Segura a mão de Quinn e diz ao motorista:
__Vamos devagar pelo Central Park, devo um passeio a essa linda jovem, ela tem que conhecer o lado romântico de New York, diz a diva piscando.
Casa de Rachel e Kurt
Quinn toma um longo banho quente, enquanto pensa sobre suas primeiras horas em New York. Não poderiam ter sido mais perfeitas. Depois de deixar Spencer no hotel, Rachel a surpreende com um passeio pelo Central Park.
Nunca nenhum menino que Quinn namorou, tinha sido romântico nesse extremo. Elas percorreram o parque devagar, aproveitando que a neve tinha espantado os outros carros e só as charretes ocupavam a via. Rachel deixou o motorista em um café, e puxou a loira, para uma charrete, com um lindo cavalo negro onde um senhor simpático e risonho, cujo nome Rachel é Carlos, esperava por ambas.
A loira não entende o que está acontece, mas está encantada. Rachel segura sua mão, enquanto joga uma manta sobre as duas. E nem bem a charrete começa a andar, tira de uma cesta, chocolate quente com um pouco de conhaque e oferece.
Quinn aceita e é alimentada pela judia com as diversas guloseimas que estão na cesta. Perambulam até o anoitecer, sempre com a mão de Rachel envolvendo a sua.
Terminado o passeio, voltam ao carro, que as leva a casa da judia. Rachel a deixa hospedada em seu quarto, já que o de hospedes está ocupado por tralhas de Sam, Artie e Tina, enquanto não ajeitam o apartamento.
A judia diz que vai dormir no quarto de Santana e que não tem problemas em partilhar a cama da Latina. Isso deixa Quinn morrendo de ciúmes, não sabia que as duas estão próximas a esse ponto. Ela lembra o quanto a latina pode ser sedutora, afinal, foi vítima dessa sedução, não quer Rachel dormindo na mesma cama que San, não se puder evitar.
__Rachel, porque você vai dormir lá, se pretendo passar a noite conversando e matando a saudade. Sua cama é grande o suficiente para nós duas e a menos que não queira, eu não tenho nenhum problema em partilha-la contigo, pode deixar que não ronco, diz a loira dando uma piscada.
A judia fica emocionada com as palavras de Quinn e ao mesmo tempo culpada. A loira não sabe de seus sentimentos. Duvida muito que dormiria na sua cama, se soubesse que ela pensa o tempo inteiro em beija-la, até tirar seu fôlego.
Já Quinn, está num dilema, ao mesmo tempo em que precisa de Rachel por perto, tem medo de compartilhar sua cama e não resistir. Nunca sentiu a milionésima parte do que sente por Rachel, por nenhum dos garotos que se relacionou, incluindo Noah, pai da sua filha e atualmente, quase noivo.
Rachel precisa ir para o teatro se preparar para o espetáculo, Spencer liga pedindo o nome da babá e a diva pode explicar longe de Quinn, de quem se tratava, dando o endereço para Cineasta e marcando de encontrar com ela e a esposa logo após o final peça.
O motorista na hora marcada vem busca-la, a diva se despede de Quinn, dizendo que fará a melhor apresentação da sua vida, para homenagear a amiga. Dá um abraço e roça de leve seus lábios na bochecha da loira, sai feliz cantando, deixando atrás de si, uma Quinn vermelha e trêmula.
O palco e a diva
Quando as luzes apagam para o início da peça, Quinn se esquece de tudo e todos, Seus olhos estão focados na pequena grande diva que domina o grande palco do teatro.
Durante quase duas horas, ela sorri, sofre e chora com Rachel e sua interpretação de Fanny. Ela nunca teve dúvidas que Rachel Berry era uma estrela e agora o mundo inteiro dava-se conta disso.
Ao seu lado, Spencer e Ashley também não disfarçam o quanto a interpretação de Rachel as tocou emocionalmente. Um silêncio respeitoso impera entre as três, ninguém quer romper a sensação deixada por Rach.
A multidão está saindo, comentando o quanto foi impressionante o espetáculo. O trio preparam-se também para sair, quando discretamente são abordadas por um funcionário do teatro, que as leva para o camarim da pequena diva.
Chegando ao camarim, a primeira coisa que Quinn nota, é a loira bonita, madura e cheia de intimidade com Rachel. Só pode ser brincadeira pensa ela. Todas as loiras caem de amor por sua morena, o ciúme chega com força, ela não consegue disfarçar.
__Então Quinn, Spencer e Ashley, gostaram do espetáculo? Pergunta a judia com uma leve insegurança, segurando a mão de Cassie, sua mentora.
O casal percebe o desconforto de Quinn com a presença da outra loira, trocam um olhar e decidem interferir.
Ashley bancando a sem noção, segura as mãos da judia, e com os olhos entusiasmados, faz elogios rasgados, sendo acompanhada pela mulher.
Cassie percebe a manobra das duas, dá de ombros e diz na sua melhor pose arrogante.
__Eu falei com Rach que ela brilhou, foi a melhor apresentação dela. Hoje ela está mais inspirada que o normal. Não duvido que com esse desempenho ganhe o Tony de revelação, ou ainda de melhor atriz.
Olhando diretamente para Quinn, a professora conclui.
__Tenho sorte por Rach ter sido minha aluna, eu infernizei a vida dela e mesmo assim, não desistiu, mostrando a fibra que tem e tornando-se minha melhor aluna, diz a loira sorrindo e com um indisfarçável tom de orgulho.
Rachel desvencilha-se do casal, e caminha em direção a Cassandra Julie, dando um abraço apertado e cheio de intimidade na sua ex-professora. O que deixa Quinn a ponto de torcer o pescoço da loira mais velha, mesmo sabendo que não ter direito algum.
__Então você é a professora megera e alcoólatra que deu aula pra Rachel em NYADA, diz uma Quinn debochada.
Cassie sorri essa loira sabe atacar, mas será que merece o amor de Rachel. Resolve apertar os botões mais um pouco para descobrir a verdade.
__E você deve ser a valentona sem alma que praticou bullying contra Rach durante anos, diz Cass, revirando os olhos.
Quinn acusa o golpe, mas coloca sua máscara de HBIC e está pronta para pular na garganta de Cassie.
Percebendo o cheiro de sangue no ar e vendo as duas loiras guerreando com os olhos, Rachel resolve acabar com a possível briga e diz:
__E eu perdoei as duas e ambas são importantes na minha vida. Você Cassie é minha mentora, amiga e empresaria e se tudo der certo, pode vir a ser mais que isso. Já Quinn é minha amiga, que eu admiro pela força, lealdade e por sempre acreditar que eu estava destinada a grandes coisas, além de ser a paa... Pessoa que sempre acreditei, diz a judia, tropeçando nas palavras
As duas loiras ficam comovidas e relaxam por um tempo. Ashley e Spencer trocam um sorriso, sabendo que Rachel Berry além de uma estrela, é um ser humano especial.
Cassie se despede, precisa acertar uns detalhes do show com o diretor para alivio de Quinn.
Ela e o casal ficam a espera da jovem diva, a cineasta e sua esposa querem pagar um jantar de comemoração pela grande noite da judia e como é indelicado rejeitar, Quinn vê o plano de ter Rachel só pra si, falhar mais uma vez. Mal sabe ela, que a judia também está frustrada, por ver seu plano milimetricamente elaborado, sair errado.
O jantar transcorre num clima de descontração, por mais que tentem, as meninas tem dificuldade em desconectar-se uma da outra, toques acidentais ou não acontecem a todo instante, deixando um rastro de excitação e medo.
A comunicação é falha, se perdem num mundo próprio, sem palavras, os olhos contando verdades que a boca não diz, esquecendo que não estão sós.
Ambas estão levemente vermelhas, pelo vinho de boa safra e a comida deliciosa. Rachel mostra sinais de cansaço, teve um longo dia e tudo que quer, é deitar ao lado de Quinn, em sua cama.
Levanta-se e vai ao banheiro, juntamente com Ashley, ambas descobriram que tem em comum a música e isso abriu portas para uma aproximação duradoura e amizade futura.
Já Spencer, aproveita o momento solitário com a loira mais jovem, para dar um bom conselho:
__Quinn, te conheço há pouco tempo, mas como quem enfrentou os mesmos dilemas que você, quero pedir algo. Não desista de arriscar e voar, não opte por uma vida segura e confortável, você tem potencial para mais. A cineasta faz uma pausa, pensando se fala ou não, mas decide dizer o que está travado em sua garganta.
__Principalmente, não abra mão de Rachel, você tem um ser humano fantástico, que te ama e aceita como é, isso é fundamental na vida.
Quinn fica com a garganta seca, seu olho parece de cervo, preso no farol. A impressão é que a qualquer momento, a loira sairá em disparada e nunca mais poderá ser alcançada.
Spencer tenta acalma-la, dizendo que está de portas abertas, sempre que ela precisar de uma amiga ou um conselho.
Nesse momento, Rachel e Ashley voltam do banheiro, descontraídas e sentem o clima estranho na mesa.
Rachel agradece o casal pelo jantar e oferece seu carro para irem buscar os filhos, não aceita a recusa de ambos, dizendo que ela e Quinn vão caminhar um pouco, para fazer a digestão.
Uma bela desculpa, que o casal finge aceitar. E mais uma vez, ao se despedir, Spencer fala no ouvido de Quinn:
__Pensa em tudo que eu disse.
Finalmente estão sozinhas e tudo que desejam é chegar em casa o mais rápido possível.
Alma Gêmea
A noite é fria, e por mais perto que seja o apartamento do restaurante, estar no táxi é uma tortura.
Cada esbarrão provoca milhares de reações em seus corpos. Quinn se sente outra vez com 16 anos, os hormônios a flor da pele. Só de encostar na pele lustrosa e cheirosa de Rach, fica arrepiada.
Já Rachel nem disfarça mais o olhar de desejo, ela precisa da loira, como o ar que respira e a música que canta.
Sua pele está quente, o seu rosto vermelho e a respiração ofegante, mostram o grau de excitação. Está vergonhosamente molhada, como nunca fez em sua vida, por nenhum dos ex-namorados. A proximidade da loira afetava sua libido, ao ponto do sua calcinha ficar molhado o dia todo, desde o momento em que viu Quinn na estação.
O táxi chega ao edifício e depois de pagar, ambas vão em direção ao elevador. Rachel conta até mil, para não agarrar Quinn dentro do elevador, apesar de todos os sinais dados pela loira, à judia ainda teme a reação da mesma.
É uma longa tortura a subida do elevador até o andar onde vive Rachel.
Ela abre a porta, e deixa Quinn entrar primeiro. Está nervosa, precisa ser honesta com a amiga, mesmo que isso a faça nunca mais querer olhar na sua cara.
__Quinn, diz uma Rachel com voz baixa.
__Precisamos conversar...
A loira, vê nos olhos de Rachel, toda aflição e deduz que a judia não está bem.
__O que foi Rachel? Fiz algo que pudesse magoa-la? Sei que fui agressiva com a Cassie, mas fiquei louca quando ela começou a falar verdades que machucam...
E antes que Quinn pudesse falar mais alguma coisa, Rachel já está com sua boca tocando os lábios macios e tentadores da loira.
Seus lábios carnudos provam a maciez dos lábios da loira, pequenos beijos são depositados, quase infantis. Ela quer por tanto tempo beijar a boca de sua loira, que tem medo de assusta-la e nunca mais ser capaz de beijar novamente seus lábios.
Rachel ouve um gemido, ele vem de Quinn. É o sinal inconsciente que ela espera. Passa a atacar sem piedade os lábios da loira, sugando cada um, antes de aprofundar o beijo.
Quinn não tem a menor ideia do caminhão que a atropela, só sabe que nunca foi beijada, com tanta paixão e vontade, como Rachel faz.
Sua língua toca os lábios da morena, sempre quis provar e saber o sabor. Tem gosto de chocolate e do vinho tomado no restaurante. Quinn sabe que pode viciar nessa boca.
Rachel ao sentir a língua da loira, perde o controle, sugando delicadamente a língua rosa e macia de Quinn, fazendo a loira gemer ainda mais. Nesse instante, a judia aprofunda o beijo, sua língua explora a boca de Quinn, numa busca de sensações e sentimentos. Seu coração bate acelerado, todo seu corpo está arrepiado, ela acha que vai desmaiar a qualquer momento, mas não quebra o contato que une sua boca com a boca de Quinn.
E quando o ar falta, percebe que é hora de parar.
A loira está arfando, assim como ela. Seus olhos avelãs estão brilhantes, parecem que podem iluminar o universo.
Rachel quer continuar beijando Quinn, porém precisa dar o direito da loira escolher.
__Quinn, sei que foi inesperado. Mas tem tanto tempo que preciso falar sobre aquilo que sinto por você...
Agora é o momento de Quinn parar as divagações da pequena diva.
Ela puxa Rachel em seus braços, e diz baixinho:
__Eu sei!
É o bastante para Rachel esquecer os medos e tocar a deusa que está ao seu lado.
Suas mãos percorrem o rosto de Quinn, memorizando cada marca e puxando a loira para seus lábios. O beijo é exigente, intenso e mais uma vez Quinn geme baixinho, fazendo Rachel ficar doida.
A diva explora agora o pescoço delgado, dando pequenos beijos e passando a ponta de sua língua, fazendo Quinn ficar arrepiada e molhada.
As mãos ousadas da judia percorrem a cintura de Quinn, puxando a loira para uma dança sensual e sem música. Ambas estão se esfregando uma na outra, mesmo com toda roupa que vestem.
Perna de Rachel se conecta com o sexo de Quinn e a loira sem pudor ou vergonha, esfrega a vagina na perna da diva, levando a morena ao delírio.
Rachel precisa sentir o corpo de Quinn contra o seu e sem paciência alguma, se desfaz do vestido da loira, deixando só de calcinha e sutiã vermelhos, para o seu desespero.
Sem conseguir resistir, Rachel encosta Quinn na parede, o corpo todo pressionado e colado ao da loira, numa intensa sessão de amassos quentes.
Rachel quer mais e não se faz de rogada, puxando a loira para o seu quarto, sua cama.
Quinn está com tanto tesão que não oferece nenhuma resistência, esse sentimento de luxuria é algo novo, nem com Santana conseguiu um décimo disso. Rachel pode fazer com ela o que desejar desde que alivie a dor que invade seu sexo. E diferente de quando ficou com Santana, Quinn também quer tocar Rachel desesperadamente, seu corpo estremece, ao pensar em tocar o corpo da judia.
A pequena morena, sem demora, retira o vestido, ficando também de calcinha e sutiã pretos, para delírio de Quinn, que puxa a diva sobre seu corpo, beijando profundamente sua boca.
Rachel aproveita a posição esfregando-se no corpo maravilhoso da loira. Os seios duros de Quinn são um convite ao toque e sem perder tempo, a mão de Rachel toca o bico duro, sobre o sutiã, fazendo Quinn soltar um grito de prazer. Aos poucos, Rachel traça um caminho de beijos, chegando até o sutiã.
Quando sua respiração quente entra em contato com o bico duro de Quinn, ela tem vontade de gritar alto. A judia não perde tempo, afasta o sutiã e cai de boca, no mamilo teso, mordendo de leve, e sugando com vontade, deixando Quinn, sem forças para protestar.
Rachel retira o sutiã da sua loira e admira aquele corpo magnífico, que finalmente está tocando. A barriga firme e lisa, o umbigo perfeito e os pelos claros que se escondem sob a calcinha vermelha.
Boca de Rachel enche de água, mas precisa do aval de Quinn. Seus beijos descem pela barriga da loira, em pequenas e leves caricias, até o início da minúscula calcinha vermelha.
Os beijos agora estão na pele clara das coxas de Quinn, traçando padrões aleatórios e fazendo a loira ir à loucura.
Rachel vê a mancha enorme que cobre a calcinha vermelha de Quinn, espelhando o mesmo que acontece com sua calcinha.
Rachel retira sua calcinha e sutiã e fica nua, em seguida, olha para loira, num pedido silencioso se pode ou não prosseguir.
Quinn não tem forças para dizer nada, só balança a cabeça, olhos fixos em Rachel e no seu corpo magnífico.
A judia, delicadamente, retira a calcinha da loira, deixando-a nua e vulnerável, assim como ela também está.
Ambas estão escorrendo o que facilita a próxima ação de Rachel.
A pequena diva encaixa seu corpo e sexo, no de Quinn. Cada estimulo de um corpo, gera prazer no outro. Rachel suga a boca de Quinn, enquanto envolve sua cintura com suas pernas fortes.
Não demora muito e ambas estão num ritmo desvairado, em busca do prazer. E quando Quinn retesa o corpo, próxima ao momento do gozo, Rachel faz o mesmo e ambas conseguem a inesperada e maravilhosa surpresa de chegarem juntas ao orgasmo.
Rachel rola de lado, não quer machucar Quinn, mas a loira não está preocupada com isso, puxando a judia para cima de seu corpo novamente.
A diva mergulha nos olhos de Quinn e sem que possa segurar, diz às palavras que tanto ensaiou dizer:
__Eu te amo Quinn Fabray, você é minha alma gêmea.
A loira sorri e puxa Rachel para um beijo quente e demorado.
A noite vai ser longa
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