Repeat

1 Capítulo único


Notas iniciais
Oi, lindinhos! Como estão?
Sim.. mais uma One para vocês! Essa história não estava planejada, mas eu tenho uma amiga VICIADA em apostas de fanfics kkkkk
Ontem de noite, ela disse que queria fazer mais uma aposta comigo: Começar e terminar uma fic em uma hora.
Resultado? EU VENCI A APOSTA E ELA NÃO ESCREVEU NEM METADE DA ONE DELA hahahhsh
Bem... esse é o resultado da aposta e eu resolvi compartilhar com vocês. É algo simples, porém, eu sou amoooo ler histórias pequenas, simples e fofas, então espero que vocês também gostem!
Boa leitura!

Seus lábios sorviam minha boca. A língua dedilhava minha alma e consumia toda sanidade que ainda me restava. Eu respirava sua pele repleta de vermelhidão, me alimentava dos suspiros que escapavam de sua garganta.

Engolia seus sonhos e os fundia com os meus. Cedia minhas vontades e permitia que as mãos dela se conduzissem sozinhas. Ela tinha toda a liberdade acumulada na ponta de seus dedos e eu, era prisioneiro das sensações que ela provocava em mim.

— Lydia...

Seu nome fugiu dos meus pensamentos e correu até se concretizar através da minha boca. Eu poderia repetir seu nome por toda eternidade. Poderia gastar todo meu folego só para ouvir como “Lydia” soava ao sair de mim.

Ela não respondeu. Sua boca grossa voltou a se alimentar de minha saliva. Os dentes afiados encontraram meus lábios. Lydia me mordeu repetidas vezes e cada vez que eu sentia as pequenas pontadas de prazer, me tornava mais rendido a ela.

— Repete meu nome. — Murmurei com um arfar sôfrego, ansioso para ouvi-la falar. — Por favor.

Antes de experimentar um verdadeiro beijo de Lydia, eu achava que era impossível me sentir mais apaixonado. Impossível me tornar ainda mais indefeso ao poder mudo dos olhos verdes.

Mas como sempre, eu estava enganado. Completamente errado de todos meus pensamentos e convicções. Bastou que minha boca encontrasse a língua de Lydia para que eu me desfizesse de todos os preceitos e crenças que antes me dominavam.

— Stiles. — O nome pairou pelo ar. Desejei congelar aquele precioso momento. Lydia sussurrou o nome sem afastar nossas bocas e isso tornava tudo mais perfeito. Sua respiração quente cobria meu rosto. — Stiles.

Não pude evitar um gemido trêmulo e baixo de satisfação. Gemi por ouvir meu nome ser dito daquela maneira. Ela proferiu com certeza, familiaridade. A voz sensual acariciou cada letra que se unia para formar o apelido que se tornou meu nome.

Lydia afastou nossos rostos. Abri os olhos e a encarei. A olhei com a consciência do privilégio que eu tinha de estar vivo, de estar com ela. Vi as lágrimas formadas e fixas na íris verde e intensa. Eu entendi de imediato a necessidade que ela tinha de chorar.

Eu mesmo me sentia engasgado por emoções. O choro que não se derramou durante meses, ricochetava meus olhos, implorando por libertação. Desejava desabar em Lydia, desaparecer em seu abraço.

— Pensei que fosse perder você. — Ela confessou no instante em que suas mãos conheceram as maçãs do meu rosto.

— Eu pensei que você fosse esquecer de mim.

Ela negou com o rosto e sorriu. Lydia sempre teve o sorriso mais lindo de todos os outros sorrisos que já vi. Ela sorriu e chorou ao mesmo tempo. Só Deus sabe o quanto eu sempre achei ela linda enquanto chorava.

— Sabia que você era real!

Minha testa encontrou o caminho para se apoiar na testa de Lydia. Deixei minhas pálpebras se fecharem e aproveitei o carinho que ela fazia em meu rosto. Aquela sensação era maravilhosa.

— Eu amo você. — Disse, pois desde a primeira vez que declarei meu amor em voz alta, se tornou impossível ficar calado.

A cada instante eu buscava a oportunidade de despejar aquelas palavras para Lydia. Desabava meus sentimentos através de uma frase tão simples que podia resumir o turbilhão que massacrava meu peito.

Os lábios de Lydia tocaram minhas bochechas. Caminharam por meu maxilar, se chocaram contra minhas pálpebras fechadas. Ela me beijou repetidas vezes, fazendo com que pequenos sons de estalos se manifestassem por meu quarto.

Lydia não precisava responder. Não precisava dizer que me amava. A palavra amor parecia saltar de seus olhos toda vez que ela me encarava. Bastava olhar em sua direção que eu entendia. Entendia os sentimentos que berravam em meio ao silêncio em que nos encontrávamos.

Depois de anos, depois de ter sido apagado da realidade e esquecido temporariamente por todos que me conheciam, eu finalmente podia ver com clareza que Lydia correspondia aquilo que eu nutria dentro de mim durante toda a vida.

Mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois de ter passado por tantas lutas e vitórias ao lado dela, eu ainda sentia como se não merecesse o amor de Lydia. Como se nada do que eu tivesse feito pudesse ser o suficiente para recompensar a alegria que ela me proporcionava.

Lydia me salvou. Impediu que eu fosse condenado a um destino pior do que a morte. Ela não esqueceu de mim e lutou. Lutou para lembrar, lutou para convencer as pessoas a sua volta, lutou para me libertar.

— Eu não sei o que teria feito se...

— Eu estou aqui, Lydia. Não precisa pensar nisso. — Interrompi o lamente para não ter que ouvir uma voz tão bonita retorcida pelo medo. — Nós estamos juntos agora.

Aquela afirmação, naquele momento, tinha um significado completamente novo. Finalmente nós estávamos juntos de uma maneira mais intensa, em que podíamos lutar para destruir o anseio que nos consumia toda vez que ficávamos pertos um do outro.

Assim que eu reencontrei Lydia, tive a coragem que devia ter possuído muito antes. Tomei a atitude de unir nossas bocas e de conhecer o melhor beijo que eu já tinha experimentado.

Depois de provar o redemoinho de desejos diferentes que aquele beijo me provocava, me tornei depende químico. Aqueles lábios eram um vício insaciável, impossível de conter.

E pode parecer mentira, mas Lydia pareceu sentir a mesma dependência por mim. Pois depois daquele momento, depois daquele dia, nossas bocas se encontraram repetidas vezes. Nós beijávamos até eu sentir os lábios formigando e a língua reclamar de exaustão.

— Não posso perdê-lo de novo! — Quando ela disse aquela nova frase, sua boca já tinha voltado a se pressionar contra a minha.

Selamos os lábios vezes o suficiente para eu perder a conta. Por mais que eu a beijasse, não conseguia me saciar. Sempre desejava mais. Sempre precisava de mais. Mais de Lydia, mais de sua presença, mais de sua maravilhosa boca.

— Eu estou aqui, Lydia. Está tudo bem agora. — Tentei a consolar da mesma forma que fiz durante os dias que se seguiram após a minha volta para Beacon Hills. — Não vou para lugar nenhum. Vou ficar com você até...

Ela não deixou que eu falasse. Recebi uma mordida forte no maxilar que me fez pular no lugar. As mãos pequenas e enlouquecedoras desvendaram com facilidade um ponto sensível em minha nuca.

— Até a morte, Stiles. — Ela completou minha fala de forma que eu não esperava. — Você não vai se livrar de mim enquanto eu estiver viva.

Sorri e presenciei mais uma vez, o sorriso que eu mais amava. O sorriso que eu ansiava ver por toda minha vida. Era inacreditável que eu tinha a oportunidade de realizar aquilo, de vê-la sorrir por todos os dias em que eu respirasse.

— Cuidado, Lydia. Eu não vou esquecer que você disse isso.

Nossas risadas se contemplaram, se misturaram e por fim, um novo beijo fez com que o momento se resumisse ao silêncio.

Notas finais
Sim..eu me inspirei completamente no plot maravilhoso da sexta temporada! Espero que tenham gostado e não deixem de comentar. P.s- Eu estou tentando aprender a fazer capa de fanfic e essa é A PRIMEIRA FIC QUE EU PUBLICO COM UMA TENTATIVA DE CAPA MINHA!!
Então...só espero que não esteja muito ruim, porque ainda estou em fase de aprendizado kkkkk mas estou bem animada com a perspectiva de um dia, fazer ótimas capas!
É isso, lindinhos.
Beijinhos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!